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Como planejar seu calendário para 2019

E aí, você já sabe quais são as suas principais corridas para essa temporada? Junto com a virada do ano, já decidiu qual vai ser aquela corrida especial? Planejar uma temporada não é uma tarefa simples com várias opções no mercado, mas requer antes de mais nada, criar metas e objetivos para se chegar lá. Mas vamos tentar te ajudar!

Diferente do futebol em que você pode simplesmente jogar duas partidas por semana, a corrida é diferente! Requer meses de treinamento específico. Como assim não posso participar de corrida toda semana? Isso funciona por um tempo, mas depois perde a graça e você não valoriza! Então, o que devo fazer?

O grande segredo dos principais atletas é ter aquela prova alvo! Uma dica que dou é escolher a principal corrida da sua cidade como a corrida que vou querer dar o meu melhor. Um exemplo para um carioca como eu é a opção pela Maratona do Rio que este ano está marcada para o fim de semana de 22 e 23 de junho e ali posso optar por correr 5,10,21 ou 42 km de acordo com a minha capacidade física.

Se considerar hoje, estamos a pouco mais de cinco meses de sua realização. Escolhida a prova principal, eu posso optar por outras corridas nesse caminho que servirão de teste, mas me limitando a uma média de uma corrida por mês para chegar bem até lá! Se eu for fazer a Meia Maratona, vou optar por corridas de até 16 km e no caso dos 42 km, me limito até duas meias maratonas no caminho e quem for de 5 ou 10 km, posso me testar em outras provas da mesma distância.

Lembre-se que para fazer um bom planejamento, procure algum treinador que possa te orientar no caminho das pedras. 

Africanos dominam mais uma vez a São Silvestre. E o que acontece com os brasileiros?

A hegemonia africana continua forte na principal corrida de rua da América Latina. Nesta segunda, na 94 edição da Corrida Internacional de São Silvestre, o etíope Belay Bezabh e a queniana Sandrafelis Tuei foram os vencedores. Belay,  que foi vice no ano passado, completou os 15 km em 45min03seg, enquanto Sandrafelis marcou 50min02seg. O atletismo brasileiro garantiu o oitavo lugar, com Giovani dos Santos, em 46min38seg, e Jenifer da Silva, com o tempo de 54min05seg.

O resultado de 2018 já foi um pouco melhor do que o de 2017 quando Ederson Pereira chegou em 12o e Joziane Cardoso foi a 10o, mas se comparado a 2016 quando mal saímos dos jogos olímpicos no Rio e havia mais investimento no esporte, tivemos o mesmo Giovani dos Santos chegando em 5o, Ederson em 7o e Valério Fabiano em 10o e no feminino um trio formado por Tatiele Roberta de Carvalho, Andreia Aparecida Hessel e Adriana Aparecida Silva chegando respectivamente em 7o, 8o e 9o lugar.

Pelotão de africanos dominou mais uma vez a Corrida. Crédito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

E o que houve para uma queda acentuada de 2016 para cá? 

A primeira resposta e até citada no parágrafo anterior, foi um maior investimento no esporte ocorrido de 2009 até 2016 quando a cidade do Rio foi declarada sede dos jogos olímpicos. Muito dinheiro se entrou e uma parte foi investida no esporte e o último vencedor foi Marilson dos Santos que faturou o título em 2010 e encerrou sua brilhante carreira nos jogos de 2016.

De 2016 para cá, a crise econômica que o país viveu e começa a timidamente a sair dela sem dúvidas é outro fator importante, onde como consequência, equipes de elite como a B3 (antiga BM&F), a equipe do Pão de Açúcar e anunciada recentemente, a equipe do Cruzeiro fechando as portas que diminui as possibilidades de nossos principais atletas terem uma boa equipe por trás e o sustento deles.

No feminino, o pelotão africano comandou mais uma vez a competição. Crédito:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Aliado a isso, ainda tivemos a queda do presidente da CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) denunciado por um esquema de corrupção dentro da entidade e certamente afetou bastante com a perda de alguns patrocínios da entidade e que serão sentidos em várias competições pelo país.

Mas outro ponto que podemos ressaltar também é como algumas marcas vem investindo ao longo dos últimos anos na Corrida de Rua, dando preferência a pessoas comuns onde fornecem vasto material esportivo e pagamento de postagens em redes sociais, em detrimento de atletas de elite que poderiam ganhar um bom trabalho de divulgação e se tornarem verdadeiros ídolos nacionais. Não que seja ruim terem pessoas como nós, mas não apenas como único investimento.

Cerca de 30 mil inscritos estiveram presentes nessa que é a mais conhecida corrida do Brasil. Crédito: Sérgio Shibuya/Yescom

O ano de 2019 vem aí e a tendência desse quadro piorar só aumenta. Como já foi notado nessa São Silvestre e como aconteceu na Volta da Pampulha e na Meia Internacional do Rio e em breve na Corrida de São Sebastião no Rio, Maratona de São Paulo e outras competições nacionais, a Caixa retirou seu patrocínio por conta de uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que definiu que "é irregular a prorrogação de contratos de patrocínio" por que eles não se constituem em "serviço de natureza contínua". A consequência? fora a inscrição da corrida ficar mais cara para você, a premiação para os atletas de elite será menor ou apenas um troféu.

Resultados de 2018 - Elite

Masculino
1) Belay  Bezabh (Etiópia), 45min 03seg
2) Dawitt Admasu (Etiópia), 45min06seg
3) Amdework Tadese (Etiópia)m 45min13seg
4) Emanuel Gisamoda (Tanzânia), 45 min23seg
5) Maxwell Rotich (Uganda), 45min4seg
8) Giovani dos Santos (Brasil), 46min38seg

Feminino
1) Sandrafelis Tuei (Quênia), 50min02seg
2) Pauline Kamulu (Quênia), 50min19seg
3) Mestawut  Truneh  (Etiópia), 52min 45seg
4) Ester Kakuri (Quênia), 52min47seg
5) Birthukan Almu (Etiópia), 53min06seg
8) Jenifer da Silva (Brasil), 54min05seg

 

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