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E que tal o novo percurso da Meia Maratona? Veja nossa opinião!

O palco não poderia ser melhor: Um dia de céu azul e o cenário da cidade maravilhosa ao fundo, um pessoal muito animado que se alinhou no Leblon para um percurso bem plano com poucas subidas e antes do amanhecer para percorrer 21km e ainda um clima ameno e agradável. Assim foi a Meia Maratona que deu largada a Maratona do Rio em sua 18º edição.

Antes de poder contar um pouco como foi a experiência desse que lhes escreve, vamos valorizar aqueles que vem competir em busca da premiação?

Na prova masculina, o brasileiro Gilmar Lopes vinha liderando a competição, mas acabou sendo superado pelo queniano Stanley Koech que fechou com o tempo de 1h04min38s. Já no feminino, outra vitória queniana. Nancy Jesang cruzou a linha de chegada com 1h15min40s superando Rejane Bispo e Marcela Cristina.

Brasileiro Gilmar vinha liderando a prova e perdeu no final. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

“Foi uma prova muito boa. A temperatura amena contribui bastante para o nosso desempenho. Segui a minha estratégia de administrar um pouco durante a prova e guardar para o final”, disse o campeão queniano.

 

Gilmar, que terminou na segunda colocação com 1h04min43s comentou sobre a disputa.

 

“Eu puxei o ritmo por bastante tempo, acabei sentindo um enjoo e ele me passou. Mas eu estou feliz com a segunda colocação. Eu gostei bastante do percurso, ficou mais plano e o clima estava bem legal para os corredores. Espero voltar ano que vem e conseguir vencer”.

 
Nancy venceu de ponta a ponta em sua primeira participação na prova. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

No feminino destaque para a queniana Nancy Jesang, de apenas 20 anos, que disputou uma Meia Maratona pela primeira e conquistou o título.

 

“Adorei o percurso, não estava muito quente. Achei uma prova agradável de correr e já quero voltar ano que vem”.

 

Se para a elite o novo percurso foi bom e para quem correu? Vou contar um pouco da minha experiência para vocês.

A Maratona do Rio em si, é a corrida que tenho mais carinho em participar e nela que comecei a minha história na corrida em 2006 e agora em 2019 cheguei a minha 14º participação sempre alternando as distâncias ao longo do tempo. E diferente de outros anos, o percurso foi mudado 12 dias atrás, mas para quem treinou, isso não seria problema.


Antes da largada com a equipe. Crédito: Street Runners 

E algumas coisas não mudam: Aquele friozinho na barriga e uma noite mal dormida na ansiedade para não perder a largada. Com a vantagem de estar mais perto de casa, poderia ir na maior calma e assim foi feito. Deu para chegar com mais de 1h de antecedência ainda com céu escuro, alongar e já fazer aquela social com o pessoal Street Runners.

Depois de entrar na baia, foi esperar a largada e ela foi feita na base de ondas por tempo. A cada minuto um grupo largava e seguia na orla para os primeiros kms ainda com sol baixo e 19c de temperatura. O primeiro km ainda foi tumultuado onde era impossível escapar do zigue-zague e você ficava preso em alguns “paredões” de grupos que corriam juntos, mas a partir do segundo, a prova começou a fluir melhor e já deu para achar um bom pace que serviria de base para o resto da prova.

Ao entrarmos em Copacabana no 4 km, tivemos o primeiro encontro com o sol e ele ainda baixo e aqueles que estavam sem óculos ou boné/viseira, deve ter ficado sem enxergar muito. Já conhecedor desse efeito, correr com o óculos escuros fez toda a diferença ali e mesmo sem ter uma profundidade maior, dava para seguir viagem.

 Ainda na princesinha do mar, estava o primeiro posto de hidratação e talvez o melhor deles com água dos dois lados, o que não se repetiu nos demais que se alternaram entre o lado esquerdo e direito da pista. Se não foi possível colocar nos seguintes para ajudar na liberação da via, eles poderiam estar mais centrais. Também havia postos com isotônico e esses abri mão para evitar qualquer problema.

Depois de cruzar os túneis na saída de Copacabana foi hora de seguir a enseada de Botafogo e então ganhar o Aterro do Flamengo pela primeira vez onde lá pelo 11 km pude ver a queniana Nancy faturar a prova, mas ainda tinha que seguir viagem e no 12 km quase estraguei toda a minha estratégia quando engasguei com a jujuba de carboidrato. Foi parar ali na hora para botar a respiração em ordem, caminhar bem devagar e quando estabilizou, o ritmo voltou um pouco mais lento que vinha.

Susto passado, hora de conhecer uma parte da cidade que não havia passado correndo. Já tinha feito alguns treinos passando na Praça XV no entorno do 16 km, mas não nas ruas do entorno do Castelo que a corrida passou e ali, fora algumas boas curvas, tinha umas pequenas subidas e sempre aproveito para dar uma esticada e na volta ao Aterro, me sentindo bem, tentei buscar um sub 2hrs que seria a meta inicial.

Arranca final no último km. Crédito: Carla Mauro/Street Runners

Dei aquela arrancada deixando muita gente para trás e foi meu melhor momento na prova e ainda dei um tiro final, mas aquela parada acabou custando o tempo e fechei em 2h01min voltando a concluir uma meia maratona no asfalto depois de mais de um ano e satisfeito com o que deu para desenvolver.

Depois de pegar a medalha, a dispersão pós-prova foi lenta e feita pelo canteiro da pista da Praia do Flamengo. E adivinha por que não fluía? A passagem já não era das maiores e juntou com a falta de educação das pessoas que esperavam seus amigos/parentes que literalmente criaram “paredões” bloqueando a passagem e irritando quem estava chegando. Até sugiro a organização se mantiverem o percurso para 2020, deixar essa dispersão na própria pista da chegada alguns metros depois mantendo o cerco das grades como faz a outra meia maratona da cidade.

A organização da Maratona do Rio vem enfrentando problemas externos desde que passou a adotar a prova em dois dias. Na edição passada teve a morte repentina de um de seus sócios e culminou com a greve dos caminhoneiros. Nesse ano, fora a crítica dos corredores em relação a cor da camiseta, não ter esgotado as inscrições com muita antecedência e culminou com a mudança no percurso por conta do fechamento da Niemeyer, ela mostrou ter capacidade de se reconstruir e manter a sua qualidade. Alguns pontos sempre serão necessários algumas melhoras, mas o saldo é positivo. Vejamos o que esperar amanhã nos 5, 10 e no filé mignon, os 42km.

 

Todo o sucesso para quem estiver nas outras provas! Veja agora algumas imagens que o nosso fotógrafo Bruno Lopes registrou na linha de chegada de quem correu a meia.

Pedido de casamento? Teve também! Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 


Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ