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Cosan entra forte no patrocínio de Corridas de Rua

Com o desembarque da Caixa de todos os patrocínios no esporte por uma ordem do TCU, as corridas de rua estão precisando se reinventar e buscar novos parceiros no setor privado. E a primeira empresa a entrar forte nesse mercado é a Cosan que é a da área de logística e energia a preencher essa lacuna e estão entrando em nada menos que cerca de 110 corridas pelo Brasil.

Entre elas, estão as principais provas do Brasil como as maratona do Rio da Spiridon/Dreamfactory e maratona  de São Paulo, meia do Rio, São Silvestre, Pampulha da Yescom, Run Cities e circuito Athenas da Iguana Sports que certamente dará uma ótima visibilidade a marca.

Com a entrada das marcas, certamente haverá uma melhoria na qualidade dos serviços prestados pelas organizadoras que com menos orçamento, estavam realizando eventos com menos qualidade e inclusive aumentando os valores das inscrições e forçando a táticas como parcelamentos dela como a yescom tem praticado.

"A corrida de rua é o grande esporte silencioso que está tomando conta do mundo. No Brasil, apesar do crescimento, a ativação das grandes marcas que estão no segmento ainda é muito amadora. E quem não está, não está por pura desatenção com esse esporte que está engolindo tudo que vê pela frente", disse Nizan Guanaes que está por trás da campanha de divulgação da empresa.

Resta saber se mais empresas vão aderir ao movimento e viabilizar ainda mais esse mercado.

 

Quer ganhar uma inscrição de corrida? Venha participar dessa corrida em Copacabana

São 11 anos de tradição já na praia do Leme e no Engenhão. E para comemorar em alto estilo a assessoria esportiva Street Runners fará uma comemoração especial com uma corrida comemorativa que será realizada no dia 31 de março às 8hrs com distâncias de 4 e 8km, fora a corrida infantil com largada e chega no Leme e direito ao visual da princesinha do mar ao longo do percurso.

“Nossa expectativa é receber nossos alunos, ex-alunos e corredores para comemorar os 11 anos da Street Runners com muita alegre e muita diversão e além da corrida em si bater muito papo e relembrar as estórias durante esses anos. Nossa estrutura ficará localizada na Largada e chegada da corrida na Praça Júlio de Noronha (final da Praia do Leme) com café da manhã com sanduiche, sucos e salada de fruta” – Conta Pedro Mesquita, diretor-técnico da equipe e um dos organizadores.

A principal novidade para a edição comemorativa de 11 anos é a corrida infantil. Poderão participar crianças de 2 a 12 anos com distâncias de 50 a 400m de acordo com a faixa-etária de cada uma.

O kit será composto por uma camisa alusiva ao evento, número de peito, sacochila e no final da corrida todos os participantes ganharão a nossa medalha comemorativa. Além disso teremos 2 postos de hidratação sendo o primeiro no Posto 3 e no Posto 6

As inscrições podem ser feitas nas tendas da Street Runners no Leme pela manhã ou à noite com os professores Robson ou Pedro, ou no Engenhão com o Professor Fábio. Outra forma de fazer a inscrição é pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. no valor de R$80 na corrida dos adultos e R$40 na infantil

Serviço:

Corrida 11 anos da Street Runners

Data: 31 de março

Local: Final do Leme

Horário:  8h

Promoção: O Esportes de A à Z em parceria com a Street Runners vai disponibilizar uma inscrição gratuita. Para participar, basta você nos seguir em nossa fan page no facebook – www.facebook.com/esportesdeaaz , compartilhar essa matéria e comentar por que merece ganhar essa cortesia. A melhor frase será a vencedora e o resultado sairá dia 18 de março.

Rio Open está zicado esse ano?

Para quem está acostumado a acompanhar um torneio de tênis, não é nenhuma surpresa ver os favoritos avançarem na competição sem problemas na primeira fase. Mas que zica é essa que está acontecendo de tão maluco na chave de simples do Rio Open? Qualquer um que é fã de tênis nunca imaginou que sete dos oito cabeças de chave do torneio iriam cair na primeira fase, um fato inédito em torneios profissionais da ATP.

Único cabeça de chave que avançou na competição, o português João Souza, número 40 do ranking e dono de três títulos ao longo de sua carreira em Estoril, Valencia e Kuala Lampour. No Rio Open ele entrou como cabeça de chave 5 e venceu o argentino Guido Pella por 2 sets a 1. No jogo das oitavas, ele medirá forças contra o norueguês Casper Rood que já foi a sensação do torneio em 2017.

E o que houve com Dominic Thien, Fabio Fognini, Marco Cecchinato e Diego Schwartzman que eram os grandes favoritos da competição e perderam em suas estreias fazendo péssimas partidas? Certamente não é fácil jogar no calor e na alta umidade que faz na cidade maravilhosa, mas fisicamente, todos chegaram muito mal no torneio.

Cecchinato e Diego vem de uma semana puxada no torneio em Buenos Aires onde os dois travaram grandes duelos e o italiano acabou faturando o título por lá e o argentino chegou a primeira semifinal em casa na sua carreira e abandonou sua partida contra Cuevas alegando dores.

Já Thien vem numa fase muito ruim que está inclusive preocupando seu treinador, enquanto que Fognini declarou estar cansado das viagens e foi eliminado na primeira fase de todos os torneios dessa gira sul-americana e bem capaz dele ficar um tempo em casa de descanso.

Outro ponto marcante sempre do Rio Open é apostar em novos atletas e aí o carrasco de Fognini na primeira rodada, o canadense Felix Auger-Aliassime está surpreendendo e pode ir ainda mais longe. Ontem ele eliminou o chileno Garin e garantiu uma vaga nas quartas de final.

Chave de duplas segue em ritmo normal

Diferente do torneio de simples, a competição de duplas está como se imagina e certamente é a grande esperança dos brasileiros que já tem uma dupla garantida nas semifinais. Bruno Soares e Marcelo Melo venceram no sufoco Wild e Mateus Alves e jogarão hoje as quartas-de-final contra Thomaz Bellucci e Rogérinho na última partida de hoje na quadra central.

Quem vencer, pode vir a encarar Demoliner que joga com Nilsen contra Jebavy e Molteni. Já pelo outro lado da chave, Cabal e Farah que também são favoritos, encaram os britânicos Bambrie e O´mara e vem em busca do tricampeonato no Rio Open.

Quem será que ganha nessa loteria?

Vem aí o Rio Open. Será que vale a pena ir ao torneio?

Na próxima semana, a cidade do Rio de Janeiro que se prepara para o carnaval receberá o maior torneio de tênis da América do Sul. O Jockey Clube na Gávea verá pelo sexto ano consecutivo alguns dos grandes nomes do atual circuito do tênis no mundo que vem para cidade maravilhosa conseguir mais pontos e tentar subir no ranking da ATP.

Aqueles que pretendem estar presentes aos jogos, já podemos deixar uma dica importante: podem preparar suas capas de chuva e mantenham sua paciência em dia. Depois de um janeiro seco e sem chuvas, fevereiro está sendo um mês de chuvas constantes e ela certamente virá em alguns dias do torneio o que poderá causar atrasos e até cancelamentos dos jogos.

Então é melhor ficar em casa e ver pela TV? Óbvio que não! O torneio vai muito além dos jogos e contará com outras atrações que são perfeitas para quando você não estiver na quadra vendo as partidas e valerá a pena ter essa experiência para você.

Como uma boa degustação, você poderá ver os primeiros jogos de graça no qualyfing, onde os atletas que ranking lá em cima terão que encarar duas partidas, uma no sábado e outra no domingo para buscar um lugar no torneio principal e são três brasileiros que estarão nessa busca: Thomaz Bellucci (Sim, ele mesmo que já foi 30º melhor do mundo), Rogério Dutra e atletas jovens como Rafael Matos, Mateus Alves e Natan Rodrigues. Eles se juntarão a Thiago Monteiro e Thiago Wild que já estão garantidos na chave principal. A programação dos jogos do qualy estará no final do texto.

Mas não tem Nadal, Djokovic nem Federer? Infelizmente nenhum dos três maiores tenistas da história estarão presentes e se bem que eles poderiam dar o ar da graça em nosso país tropical. Só o espanhol que já jogou no início da competição e não apareceu mais. Mas já que nenhum deles vem, quem serão as atrações dessa vez?

A maior atração por mais um ano é o austríaco Dominic Thien, atual 8º do mundo no ranking da ATP. Dos que estão entre os tops do mundo, temos os italianos Fabio Fognini 15º e Marco Cecchinato 18º, fora o atual campeão, o argentino Diego Schwartzman 19º. O espanhol Pablo Carreño Busta que já foi campeão do torneio e atual 23º se lesionou e não virá mais, sendo substituído pelo inglês Cameron Norrie.

Em condições normais, esses seriam os favoritos. Mas em se tratando de Rio Open, nunca espere que o campeão pode vir de um desses jogadores citados e sim de algum jogador que consiga se adaptar rápido as condições que a cidade oferece aos atletas. Em 2016, o uruguaio Pablo Cuevas conseguiu vencer o espanhol Rafael Nadal, então favorito nas semifinais e chegou a final contra o argentino Guido Pella que também havia eliminado Thien e disputaram o título de forma surpreendente.

O tênis brasileiro ainda tem alguma chance de ser campeão ou o Guga tem que voltar a jogar? Realmente na chave de simples, a situação não favorece. Mas nem tudo está perdido. Temos a nossa eterna chance na chave de duplas. Marcelo Melo que volta de lesão, fará dupla novamente com Bruno Soares como em 2016. Recentemente os dois se juntaram para o confronto da Copa Davis em Uberlândia e mesmo com os belgas não estarem com seus principais jogadores, acabam derrotados e contribuíram para a eliminação da competição.

Dentre seus adversários, destaque sempre para os colombianos Cabal e Farah que já ganharam o torneio em duas oportunidades e costumam jogar juntos os torneios. Por coincidência, Bruno Soares disputou todas as edições e sempre parou na semifinal. Será que ele consegue furar dessa vez e ir para final?

O Esportes de A à Z estará presente mais uma vez a competição e você poderá acompanhar diariamente a cobertura dos jogos e alguns bastidores que iremos apresentar a vocês. Nos acompanhe!

Programação do dia: Os primeiros jogos são as 16hrs e o outros vem em seguida:

Quadra Central

Quadra 1

Quadra 2

Quadra 4

Matteo DONATI (ITA)

X

Rogerio DUTRA SILVA (BRA)

[WC] Mateus ALVES (BRA)

X

Pedro MARTINEZ (ESP)

Juan Ignacio LONDERO (ARG)

X

Alessandro GIANNESSI (ITA)

Elias YMER (SWE)

x

Joao DOMINGUES (POR)

Thomaz BELLUCCI (BRA)

X

Casper RUUD (NOR)

[WC] Natan RODRIGUES (BRA)

X

Carlos BERLOCQ (ARG)

Hugo DELLIEN (BOL)

X

[WC] Rafael MATOS (BRA)

Lorenzo SONEGO (ITA)

X

Kimmer COPPEJANS (BEL)

ATP DOUBLES Q MATCH

ATP DOUBLES Q MATCH

 

 

 

 

Conheça um pouco sobre o mundial Interclubes de Basquete

O Esportes de A à Z estará mais internacional que nunca já neste fim de semana e ao longo dos próximos dias. Estaremos acompanhando de perto dois grandes torneios: O torneio intercontinental de clubes de basquete pela primeira vez e emendaremos com o Rio Open de tênis. Nessa postagem, vamos falar um pouco das expectativas do torneio de basquete.

Desde os jogos olímpicos de 2016 que a cidade do Rio de Janeiro não recebe dois grandes torneios de forma seguida, o que sinceramente não me agrada. Mas já que seus organizadores optaram por esse caminho, resta-nos estar presente e trazer as novidades com o que acontecer de melhor neles e estará presente no site e basta você acessar e nos acompanhar.

O Interclubes de Basquete que será disputado na Arena Carioca 1 e volta ao formato antigo onde quatro clubes disputam o torneio que durou entre 1966 e 1987 quando o torneio foi pausado. O formato do campeonato chegou até a voltar em 1996, mas somente de 2013 a 2017 que a competição voltou com dois times na disputa. Não houve competição em 2018 para se ter a disputa atual.

Mas vamos falar dos atuais representantes: O Flamengo que é dono da casa que enfrenta Austin Spurs dos Estados Unidos e na outra partida teremos o San Lorenzo da Argentina que é o atual campeão da Liga das Américas contra o AEK da Grécia, campeão da Liga dos Campeões da Europa. Os vencedores jogarão a final e os derrotados farão uma partida para decidir o terceiro colocado.

 

O que podemos notar é o seguinte: Como em qualquer torneio interclubes que qualquer federação tenta criar, acaba que o espetáculo realmente não conta necessariamente com os melhores times do mundo. A comparação que dou um exemplo vem do vôlei, onde times americanos não participam das competições. No futebol, os europeus até participam, mas não dão a importância devida a competição, preferindo o título europeu e somente os sul-americanos valorizam os torneios devidamente.

A mesma lógica está valendo para este torneio que teremos aqui no Rio. A Fiba (Federação Internacional de Basquete) está tendo aproximação com a NBA e teremos um time dos Estados Unidos na competição que será o Austin Spurs, um time que disputa a G-Ligue, uma liga de desenvolvimento do campeonato de lá. O destaque do time é o capitão Dejuan Blair que por muitos anos disputou a liga principal e segue sua carreira no Austin.

Time do Austin Spurs representa os Estados Unidos na competição. Crédito: Divulgação/FIBA

Este time é associado ao San Antonio Spurs que joga a liga principal e prepara os jogadores por lá para jogarem no time principal. Se realmente viesse o campeão de lá, veríamos de perto o Golden Stade Warrios que atualmente é tetracampeão. 

O Aek da Grécia é o representante europeu. Crédito: Divulgação/FIBA

Na Europa, devido a uma desavença entre a Euroligue a Fiba por conta do calendário de seleções e não autorizou que os principais clubes viessem ao Brasil disputar o torneio. Sendo assim, a federação internacional criou uma outra competição chamada de Liga dos Campeões da Europa com times médios e por méritos próprios, o AEK da Grécia foi o vencedor diante do Mônaco da França. O destaque do time é Vice Hunter que tem sido o MVP dos jogos do time grego e tem o capitão Dusan Sakota que depois de passar por uma cirurgia em 2010, retomou a sua carreira e segue firme comando os time. Caso não houvesse essa disputa, teríamos o Real Madrid da Espanha nessa disputa.

O San Lorenzo vem forte desde sua recriação em 2014. Crédito: Divulgação/Fiba

Pela América do Sul, teremos o San Lorenzo da Argentina que foi o último campeão da Liga das Américas. O time do Papa Francisco que voltou a formar seu time em 2014 depois de uma longa pausa, voltou forte ganhando o título argentino por dois anos seguidos e é considerado forte. Tem cinco jogadores na seleção argentina, um da uruguaia e sem contar a participação de dois americanos. São fortes em todas as funções do campo. O capitão do time é o americano Jerome Meyinsse que foi campeão pelo Flamengo em 2014. O técnico Gonzalo Garcia também tem essa coincidência com o time carioca onde foi treinador em 2011-2012.

Time da casa, o Flamengo é o único a tentar o bicampeonato. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

E temos o Flamengo que é o único time da competição que já disputou a competição em 2014 e foi campeão diante do Macabi Haifa de Israel também jogando no Rio. Os únicos jogadores remanescentes do time que foi campeão que estarão em quadra será Olivinha e Marquinhos, sem contar que o time conta com Anderson Varejão que está há quase um ano jogando pelo clube e os demais, chegaram na renovação promovida com a chegada do técnico Gustavo de Conti. O clube nem é o atual campeão da NBB, só está na competição por ser o time da casa e o clube passou por uma semana difícil com o incêndio do alojamento do time onde 10 promessas do futebol morreram.

Estaremos lá acompanhando as partidas na sexta-feira e o primeiro confronto será AEK x San Lorenzo as 18hrs seguido pelo confronto do Flamengo x Austin Spurs às 21hrs. No domingo, o confronto de terceiro lugar será 15hrs e a grande final às 18hrs. Quem será que leva essa?

Em breve, voltaremos a falar do Rio Open de tênis. Nos acompanhe!

Acabou o sonho dos brasileiros na corrida na neve

Não deu para os brasileiros Marcio Villar e Diego Costa que tiveram que abandonar a Arowhead 135, competição de ultramaratona que está rolando em Minnesota, um dos estados mais frios dos Estados Unidos assim como para a maioria dos atletas que largaram ontem por volta das 11hrs no horário brasileiro.

As condições da prova nesse ano são as mais extremas da história onde a temperatura chegou a -67c, sem contar a sensação termina que fazia a sensação de frio ainda maior, tornando a prova muito mais difícil. Tanto que dos 64 atletas que largaram, 48 já abandonaram e 16 ainda seguem no desafio.

O primeiro a abandonar foi Diego com 60km concluídos. A medida que ele ia suando com a grande quantidade de roupa que usava, uma camada de gelo ia se formando em suas costas, tornando o ato de correr praticamente impossível e para salvar a sua vida, optou por desistir e adiar o sonho para o futuro.

Diego Costa não conseguiu avançar por conta da hipotermia. Crédito: Diego Costa

“O Sonho quase virou pesadelo. Um tal de Winter Storm Jayden chegou e nos tirou da prova! Muita neve e temperatura abaixo dos -60°C. Consegui fazer 60 km, mas a hipotermia causada pelo suor do esforço na neve fofa, junto com o frio desumano, fez um iceberg nas minhas costas! Não deu para continuar e a Mãe natureza venceu! Agradeço a todos pelas orações e torcida! ” – Comentou Diego após se reestabelecer.

Já Márcio Villar conseguiu ir um pouco além. Ainda na noite de ontem, ele conseguiu chegar no primeiro checkpoint onde se recuperou um pouco e partiu em busca do sonho de dobrar essa prova. Mas também acabou vítima da hipotermia e saiu da prova para também salvar a sua vida.

“Não morri por sorte, o maior sufoco que passei em minha vida, fiquei todo congelado, se não tivesse passado o snowmobile na hora, já era. Estou triste por ter abandonado, mas nunca tinha chegado essa temperatura aqui. Estava bem, mas na madrugada despencou muito a temperatura e com muitas subidas e descidas, numa dessas descidas em um vale eu nunca tinha visto nada igual. Quando desci tudo congelou, eu acelerei para tentar aquecer, mas com 67 negativos não tem como, só estou vivo porque passou um snowmobile e me resgatou. Estava bem preparado e aclimatado vinha tranquilo porque queria dobrar a prova, essa madrugada nunca vou esquecer” – Diz Márcio sobre a prova.

O Esportes de A à Z lamenta o fim do sonho dos atletas e torce para a rápida recuperação de ambos e que estejam em breve prontos para outras competições.  

Começa mais um circuito do Oi STU Open e as apostas dos possíveis vencedores já estão sendo feitas

Nesse final de semana acontece a primeira etapa do Oi STU Open 2019, na SkatePark da Costeira, em Santa Catarina. Quem acompanhou o circuito em 2018 sabe como o nível de skate estava alto e concorrido. Esse ano não será diferente, já que no fim de 2019 será definida a seleção brasileira oficial que irá participar das Olimpíadas em 2020.

Os skatistas chegaram em Florianópolis para treinar há aproximadamente duas semanas, mas a pista da Costeira estava em reforma, então tiveram que se contentar e treinar nas outras diversas skateparks que a cidade oferece.

Se fosse para apostar no pódio masculino, falaria do atual campeão mundial Pedro Barros que, além de ser um fenômeno no esporte, mora em Floripa e tem intimidade com as pistas de lá; o paulista Luiz Francisco que tem se destacado no cenário brasileiro e nas competições lá fora, como o Vans Park Series e, por último, o skatista de 16 anos que foi revelação em 2018, Pedro Quintas, que ganhou a etapa de São Paulo e se manteve bem colocado no Oi STU Open, finalizando o ano em primeiro lugar do ranking. Vale lembrar que os três atletas fazem parte da Seleção Brasileira de 2019 e contam com o suporte do Comitê Olímpico Brasileiro. Além deles, outros atletas podem se destacar, como o Matheus Mello, que esteve em sua melhor forma ano passado e esse ano se tornou atleta profissional e o catarinense Héricles Fagundes, que tem se esforçado bastante e também faz parte da seleção.

Já na categoria feminina, não posso deixar de fora o trio de amigas Yndiara Asp, Dora Varella e Isadora Pacheco. As três são os principais nomes do skate feminino brasileiro da atualidade e têm grande destaque no cenário internacional. Estão sempre entre as primeiras nas etapas do mundial Vans Park Series e no STU não tem sido diferente. Mas também não podemos deixar de fora a paulista de apenas 11 anos, Vitória Bassi. Apesar da pouca idade, a skatista não se intimida com a experiência das mais velhas e a cada competição tem mostrado um alto nível de skate. As quatro meninas também integram a Seleção Brasileira de 2019.

Agora só resta esperar o campeonato e conferir se as minhas apostas estão certas. O Esportes de A à Z não está presente fisicamente nessa etapa, mas estará acompanhando tudo de longe. Boa sorte a todos!

Corrida de São Sebastião 2019 foi boa sem aquele bom patrocínio? Confira aqui!

Dia de São Sebastião é sinônimo de feriado na Cidade Maravilhosa. E como manda uma de suas tradições, os corredores tiveram a oportunidade de encarar a corrida que leva o nome do santo do Rio de janeiro em competição realizada sob forte e intenso calor do verão carioca e que foi uma edição diferente dos últimos anos.

Com a ausência de um patrocinador máster, a corrida foi bancada por pequenos apoios e principalmente vinda do valor da inscrição paga pelos participantes. Em outros anos que a elite tinha a disputa entre brasileiros e africanos pela hegemonia nos 10 km e esse ano, foi 100% nacional e com tempos mais altos que a média.

Eliezer de Jesus se sagrou campeão dos 10 km com o tempo de 32min07s. No ano passado, ele foi três segundos mais rápido, mas ficou bem longe do pódio ficando com a 10º colocação. Já Rejane Ester Bispo que venceu no feminino com o tempo de 37min43s o que daria a sexta colocação com os tempos do ano passado.

Podemos perceber que na elite, os tempos foram mais altos pela falta de premiação em dinheiro e que não atraíram os principais atletas do país e dos clubes que trazem africanos para se preparem e competirem por aqui e tivemos forte presença dos atletas que já normalmente treinam e competem em outras corridas no Rio.

Atletas puderam optar entre os 5 e os 10 km. Crédito: Pedro Mesquita/Street Runners

Agora falando do povão que estava lá, a corrida teve um total de 3380 concluintes e a maioria optou pela distância de 5 km com o total de 2353 e maioria feminina. Já nos 10 km, foram 1027 concluintes e maioria esmagadora do público masculino.

Certamente o orçamento menor da corrida não foi a maior dificuldade que a galera encontrou e sim o inimigo que era o mais previsto de todos. O forte calor! Esse sim presente em quase todas as edições da Corrida de São Sebastião e que nesse ano, apesar de não ter sido a edição mais quente (Sim, já tive edição com temperatura na casa dos 42c) castigou e muito, inclusive este que escreve o texto.

Não adianta ficar aqui reclamando que a corrida deveria largar as 2 da manhã, que a organização poderia usar um sistema eletrônico que jogasse nuvens no céu para aliviar o calor que ainda não existe ou os corredores deveriam se unir por redes sociais para fazer a dança da chuva. Quem não treinou ou apenas está em início de temporada, não pode exigir seu melhor desempenho e jogar nos outros a culpa por seu fracasso.

Foi meu pior tempo da história nos 10 km em corrida de asfalto onde completei em 1h04min.  Esse resultado foi consequência da falta de treino durante essa semana onde vítima do calor, fui parar no plantão médico com problemas intestinais e obrigado a descansar para plena recuperação e já sabia que iria mal mesmo.

Depois de 10 km, este repórter conseguiu completar pela 11o vez a corrida. Crédito: Pedro Mesquita/Street Runners

Em termos de estrutura da corrida, a largada ainda é o ponto que realmente tem que ser melhorado e ficando a mistura de pessoas com níveis diferentes na corrida e obriga aquele velho zigue-zague até a prova fluir a partir do segundo quilômetro. Quanto a hidratação, havia água no 3, 5 e 7,5 km e na base da garrafa de 500ml que era o suficiente para beber e molhar o corpo e aliviar um pouco a temperatura, mesmo que que por alguns minutos.

Na casa do 6 km, um atrativo extra que a organização não contratou, mas que alegrou quem passava por lá. Havia um grupo de músicos tocando em ritmo de carnaval e certamente deu uma levantada em quem passava pelo local.

Quanto a linha de chegada, a dispersão ficou um pouco apertada, ainda mais que havia uma disputa pelos chuveirinhos e que optei por não usar e jogar água direto da garrafinha mesmo onde logo fui para tenda da assessoria que treino e fiquei por lá alguns momentos antes de voltar para casa e não acompanhei a corrida kids que aconteceria ali em seguida.

A conclusão que podemos chegar que mesmo com um orçamento muito menor e a inscrição mais cara, a Corrida de São Sebastião conseguiu honrar sua tradição e sobreviver sem um patrocínio máster e mesmo com algumas economias, manteve a sua estrutura mais básica para os participantes. Cabe torcer para que a Spiridon, empresa que organiza, consiga para a próxima edição conseguir um bom patrocínio, de preferência do setor privado, e trazer de volta a disputa na elite.

 

Resultados

10km masculino

1- ELIEZER DE JESUS - 32min07s
2 - ADAIR JOSÉ HENRIQUE DOS SANTOS - 33min25s
3- TIAGO FERREIRA - 33min26s
4- DARLAN JOSE DA SILVA - 33min29s
5- TIAGO DANTAS - 33min53s

10km feminino

1- REJANE ESTER BISPO - 37min43s
2- SOLANGE MARIA MARIANO - 39min18s
3- CLAUDIANA MORAIS MACEDO - 43min31s
4- RAIMUNDA ACELIA DE SOUSA ALVES - 45min23s
5- NIKKI SALENETRI - 47min40s

5km masculino

1-RONALD JEFFERSON DE ARRUDA LOPES - 15min20s
2- LUQUIAN DE CARVALHO SILVA - 15min31s
3- RODRIGO LIRA - 16min13s
4- IVANDRO BERNARDO DOS SANTOS -16min18s
5- JOÃO PAULO DE SOUZA SANTOS - 16min41s

5km feminino

1- JESSICA LADEIRA - 17min27s
2- ANA PAULA CARVALHO - 18min56s
3- GLAUCIELE DE OLIVEIRA DE SOUZA - 19min06s
4- IRIS RIBEIRO DO NASCIMENTO - 19min38s
5- EDILIA DE OLIVEIRA - 19min45s

Como planejar seu calendário para 2019

E aí, você já sabe quais são as suas principais corridas para essa temporada? Junto com a virada do ano, já decidiu qual vai ser aquela corrida especial? Planejar uma temporada não é uma tarefa simples com várias opções no mercado, mas requer antes de mais nada, criar metas e objetivos para se chegar lá. Mas vamos tentar te ajudar!

Diferente do futebol em que você pode simplesmente jogar duas partidas por semana, a corrida é diferente! Requer meses de treinamento específico. Como assim não posso participar de corrida toda semana? Isso funciona por um tempo, mas depois perde a graça e você não valoriza! Então, o que devo fazer?

O grande segredo dos principais atletas é ter aquela prova alvo! Uma dica que dou é escolher a principal corrida da sua cidade como a corrida que vou querer dar o meu melhor. Um exemplo para um carioca como eu é a opção pela Maratona do Rio que este ano está marcada para o fim de semana de 22 e 23 de junho e ali posso optar por correr 5,10,21 ou 42 km de acordo com a minha capacidade física.

Se considerar hoje, estamos a pouco mais de cinco meses de sua realização. Escolhida a prova principal, eu posso optar por outras corridas nesse caminho que servirão de teste, mas me limitando a uma média de uma corrida por mês para chegar bem até lá! Se eu for fazer a Meia Maratona, vou optar por corridas de até 16 km e no caso dos 42 km, me limito até duas meias maratonas no caminho e quem for de 5 ou 10 km, posso me testar em outras provas da mesma distância.

Lembre-se que para fazer um bom planejamento, procure algum treinador que possa te orientar no caminho das pedras. 

Africanos dominam mais uma vez a São Silvestre. E o que acontece com os brasileiros?

A hegemonia africana continua forte na principal corrida de rua da América Latina. Nesta segunda, na 94 edição da Corrida Internacional de São Silvestre, o etíope Belay Bezabh e a queniana Sandrafelis Tuei foram os vencedores. Belay,  que foi vice no ano passado, completou os 15 km em 45min03seg, enquanto Sandrafelis marcou 50min02seg. O atletismo brasileiro garantiu o oitavo lugar, com Giovani dos Santos, em 46min38seg, e Jenifer da Silva, com o tempo de 54min05seg.

O resultado de 2018 já foi um pouco melhor do que o de 2017 quando Ederson Pereira chegou em 12o e Joziane Cardoso foi a 10o, mas se comparado a 2016 quando mal saímos dos jogos olímpicos no Rio e havia mais investimento no esporte, tivemos o mesmo Giovani dos Santos chegando em 5o, Ederson em 7o e Valério Fabiano em 10o e no feminino um trio formado por Tatiele Roberta de Carvalho, Andreia Aparecida Hessel e Adriana Aparecida Silva chegando respectivamente em 7o, 8o e 9o lugar.

Pelotão de africanos dominou mais uma vez a Corrida. Crédito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

E o que houve para uma queda acentuada de 2016 para cá? 

A primeira resposta e até citada no parágrafo anterior, foi um maior investimento no esporte ocorrido de 2009 até 2016 quando a cidade do Rio foi declarada sede dos jogos olímpicos. Muito dinheiro se entrou e uma parte foi investida no esporte e o último vencedor foi Marilson dos Santos que faturou o título em 2010 e encerrou sua brilhante carreira nos jogos de 2016.

De 2016 para cá, a crise econômica que o país viveu e começa a timidamente a sair dela sem dúvidas é outro fator importante, onde como consequência, equipes de elite como a B3 (antiga BM&F), a equipe do Pão de Açúcar e anunciada recentemente, a equipe do Cruzeiro fechando as portas que diminui as possibilidades de nossos principais atletas terem uma boa equipe por trás e o sustento deles.

No feminino, o pelotão africano comandou mais uma vez a competição. Crédito:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Aliado a isso, ainda tivemos a queda do presidente da CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) denunciado por um esquema de corrupção dentro da entidade e certamente afetou bastante com a perda de alguns patrocínios da entidade e que serão sentidos em várias competições pelo país.

Mas outro ponto que podemos ressaltar também é como algumas marcas vem investindo ao longo dos últimos anos na Corrida de Rua, dando preferência a pessoas comuns onde fornecem vasto material esportivo e pagamento de postagens em redes sociais, em detrimento de atletas de elite que poderiam ganhar um bom trabalho de divulgação e se tornarem verdadeiros ídolos nacionais. Não que seja ruim terem pessoas como nós, mas não apenas como único investimento.

Cerca de 30 mil inscritos estiveram presentes nessa que é a mais conhecida corrida do Brasil. Crédito: Sérgio Shibuya/Yescom

O ano de 2019 vem aí e a tendência desse quadro piorar só aumenta. Como já foi notado nessa São Silvestre e como aconteceu na Volta da Pampulha e na Meia Internacional do Rio e em breve na Corrida de São Sebastião no Rio, Maratona de São Paulo e outras competições nacionais, a Caixa retirou seu patrocínio por conta de uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que definiu que "é irregular a prorrogação de contratos de patrocínio" por que eles não se constituem em "serviço de natureza contínua". A consequência? fora a inscrição da corrida ficar mais cara para você, a premiação para os atletas de elite será menor ou apenas um troféu.

Resultados de 2018 - Elite

Masculino
1) Belay  Bezabh (Etiópia), 45min 03seg
2) Dawitt Admasu (Etiópia), 45min06seg
3) Amdework Tadese (Etiópia)m 45min13seg
4) Emanuel Gisamoda (Tanzânia), 45 min23seg
5) Maxwell Rotich (Uganda), 45min4seg
8) Giovani dos Santos (Brasil), 46min38seg

Feminino
1) Sandrafelis Tuei (Quênia), 50min02seg
2) Pauline Kamulu (Quênia), 50min19seg
3) Mestawut  Truneh  (Etiópia), 52min 45seg
4) Ester Kakuri (Quênia), 52min47seg
5) Birthukan Almu (Etiópia), 53min06seg
8) Jenifer da Silva (Brasil), 54min05seg

 

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