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Skatista fala sobre a cena do esporte no Distrito Federal

Skatista fala sobre a cena do esporte no Distrito Federal André Will conta como é a cena do skate no centro das decisões políticas do Brasil. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

Em busca de um lugar ao sol e vindo da capital federal, onde as principais decisões do país são tomadas, André Will, de 22 anos, anda de skate desde criança e está em busca do seu lugar. Quem sabe disputar um lugar junto com os melhores do mundo? Durante o Campeonato Brasileiro de Skate Street Amador, que aconteceu em Franco da Rocha, São Paulo, o Esportes de A a Z esteve com o skatista. Ele falou um pouco sobre a sua experiência no mundo skateboard e a cena do esporte onde mora. Confira aqui a entrevista!

 

Como você começou no skate?

Eu comecei no skate quando eu tinha 10 anos. Ganhei um skate dos meus pais de presente de natal. Eu comecei a brincar com os meus amigos da rua. Um dia o meu padrinho me viu andando e falou “acho que esse menino leva jeito! Eu tenho um skate confiscado do meu filho porque ele estava fazendo muita bagunça. Se você quiser eu te dou”. Eu aceitei e ele me mandou um skate que era mais profissional e, com isso, eu comecei a aprender algumas manobras e evoluir.

Antes de ganhar o skate, você já curtia o esporte ou passou a ter interesse depois?

Eu via os meninos andando na rua, achava legal, mas não era algo que antes de ter contato eu já tinha uma apreciação. Depois que eu comecei a brincar, eu percebi que realmente gostava muito. Aí tá naquela fase... você é criança, tem contato com tudo, como futebol, patins, patinete, skate, ou seja, tudo são fases. Mas o skate veio e ficou. O resto veio e passou.

Através do skate, você conheceu vários lugares, inclusive fora do país. Na sua opinião, qual foi o lugar que mais te fez crescer como skatista?

Eu conheci alguns países da Europa, que eu gostei muito, e os Estados Unidos, que foi onde o skate nasceu. Eu tenho várias influências dos Estados Unidos, como skatistas e grifes. Eu vivi bons momentos lá, então foi uma época que marcou muito na minha vida e na minha carreira como skatista.

No setor Bancário Sul é um dos lugares que André treina. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

 

Da época que você começou a andar pra agora, você acha que a cena do skate em Brasília está crescendo ou que ainda falta visibilidade?

Não tinha muita coisa em Brasília quando eu comecei a andar de Skate, mas teve uma determinada época que evoluiu e melhorou muito. Tinha bastante campeonatos de skate na cidade. Hoje em dia já não tem muitos eventos A Federação de Skate de Brasília está trabalhando para melhorar isso, mas sempre dá pra evoluir. Atualmente está melhorando. Algumas empresas estão indo pra Brasília e está tendo construção de novas pistas. Como lá não acontece muita coisa, a gente procura viajar.

Quais são os picos de skate mais famosos em Brasília?

Lá em Brasília tem o Museu da República, que é uma obra do Oscar Niemeyer e ficou bastante famosa no mundo, o Setor Bancário Sul, que é um setor empresarial de bancos e tem uma marquise com grande espaço e chão perfeito, então ficou bastante famoso por isso. Tem a Asa Norte, que a arquitetura parece que é uma descida, então as quadras têm escada e corrimão e a galera adora andar lá.

De todos os picos, qual é o seu preferido?

Atualmente, o que eu mais gosto de andar é o Setor Bancário Sul, que é onde eu vou, encontro os meus amigos, dá aquela treinada. Faça chuva ou faça sol, dá pra andar nesse pico.

Com as olimpíadas, você acha que a galera de Brasília está mais focada? Você acredita que teve alguma mudança?

As olimpíadas está sendo um acontecimento muito positivo no mundo do skate não só em Brasília. Com essa novidade, eu vejo que está dando uma visibilidade que nós não tínhamos antes. Muitas empresas estão investindo mais no esporte, o governo passou a investir mais, estão surgindo novas pistas, crianças estão tendo mais acesso ao skate, então eu acho que só tem a crescer e evoluir!