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Gabriel Medina é bicampeão mundial vencendo o Pipe Masters no Havaí

Gabriel Medina conquistou o bicampeonato mundial dando um show nos tubos do maior palco do esporte no Havaí. Ele confirmou o título de 2018 da World Surf League nas semifinais, depois ganhou o Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, batendo seu último concorrente, Julian Wilson, com outra performance impressionante nos tubos de Pipeline e do Backdoor. Para completar mais uma festa brasileira no Havaí, Medina garantiu o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana para Jessé Mendes, ao barrar o sul-africano Jordy Smith nas semifinais. Fechou com chave de ouro uma temporada dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas do World Surf League Championship Tour em 2018.

“Eu trabalhei muito esse ano. Foi um ano intenso e estou feliz agora que deu tudo certo”, foram as primeiras palavras de Medina, que vai completar 25 anos de idade agora em 22 de dezembro, logo após garantir seu segundo título mundial nas semifinais. “Ver toda minha família e amigos felizes indo me pegar ali (no mar), com orgulho de mim, me deixa muito feliz. É isso que me faz vir aqui e fazer o meu melhor sempre. Só tenho que agradecer a Deus e eu tive fé até o final. Eu vi os caras da bateria anterior pegando altas ondas, então mantive a calma no início e estou amarradão. Isso é para o Brasil”.

Ele falou sobre a temporada 2018, só assumindo a liderança do ranking na nona etapa, na França, mas não largando mais a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que vai continuar vestindo no ano que vem. “Todo mundo está aumentando os limites. O nível está altíssimo. Todos são muito bons e isso é o que me incentiva a treinar mais, surfar mais. Essa é a minha motivação, pois quero estar sempre no mesmo nível deles. Foi incrível vir para Pipeline disputar o título com o Julian (Wilson) e o Filipe (Toledo). São duas pessoas incríveis, grandes surfistas, sou fã dos dois e foi um ótimo ano para mim, porém muito longo e muito intenso”.

DECISÕES DO TÍTULO – Medina teve que mostrar toda sua técnica em surfar os tubos de Pipeline e Backdoor, para sacramentar a conquista do título por ele mesmo. Foi pressionado nas duas baterias mais decisivas. Nas quartas de final, o californiano Conner Coffin pegou três tubos seguidos no Backdoor nos 5 primeiros minutos, deixando o campeão nas cordas.

No entanto, tudo mudou em 2 minutinhos apenas, com Medina devolvendo a “combination” em duas ondas seguidas surfadas de forma espetacular. A primeira foi um tubo difícil em Pipeline, que ele finalizou com um aéreo muito alto para ganhar 9,43. A segunda foi um tubaço de grabrail no Backdoor incrível, que valeu a primeira e única nota 10 do Pipe Masters esse ano. Com ela, fez um novo recorde de 19,43 pontos, contra os 14,26 do californiano.

Nas semifinais, o sul-africano Jordy Smith também largou na frente com notas 7,33 e um 8,50 num tubão no Backdoor logo nas duas primeiras ondas. Medina começou com 7,17 e fez um 6,33 em outro tubo em Pipeline. Nessa bateria, não entraram muitas ondas, então a escolha das melhores ganhou peso decisivo. Cada um só teve mais uma chance.

O surfista criado nas ondas pesadas de Maresias, em São Sebastião, achou outro tubaço no Backdoor como nas quartas de final, sumiu na cortina d´água, as placas foram quebrando à sua frente e ele conseguiu sair para ganhar 9,10 dos juízes. Jordy também pegou mais um tubo, mas Gabriel Medina confirmou o bicampeonato mundial vencendo por 16,27 a 15,83 pontos.

DESAFIO FINAL – Na grande final, ele deu mais um espetáculo no desafio dos dois melhores surfistas da temporada dominada pelos brasileiros. Medina já havia perdido para Julian Wilson na decisão de 2014, quando igualmente chegou na final como primeiro surfista brasileiro a ser campeão mundial. O australiano atingiu sua meta inicial para conquistar seu primeiro título, que era chegar na final em Pipeline e fez isso derrotando a fera Kelly Slater nas semifinais. Só que Medina tinha o objetivo claro de ganhar o Pipe Master pela primeira vez e conseguiu a vitória com mais um show para a torcida que lotou as areias de Pipeline.

Julian começou a final com um tubo rápido no Backdoor, já mostrando o caminho preferido que o levou até ali. O do Medina era Pipeline e foi onde pegou um tubaço logo na primeira onda, ficando entocado lá dentro e saindo na baforada com nota 8,43. Depois, a batalha se concentrou nas direitas do Backdoor. O australiano completa um tubo muito difícil que valeu 8,77, mas Medina dá o troco com a mesma nota para se manter na frente. Só que ele pegou outro tubaço ainda mais fantástico, ficou muito profundo, o canudo ia fechando, ele lá dentro, até ressurgir de forma impressionante da onda que recebeu 9,57 dos juízes e confirmou seu primeiro título de campeão do Billabong Pipe Masters, por 18,34 a 16,70 pontos.

“Todos os meus ídolos venceram este campeonato e estou feliz por ter conseguido também”, disse Gabriel Medina. “Ganhar este evento é um pouco diferente e eu realmente queria vencer aqui. Trabalhei muito duro para isso, então estou muito feliz. Foi uma boa final. O Julian (Wilson) é o adversário mais difícil de enfrentar e tive sorte em pegar duas ondas muito boas. Ele me venceu na final aqui anos atrás (2014), agora ganhei e isso é bom. Eu quero agradecer a todos que vieram aqui hoje (segunda-feira) assistir o campeonato e fico feliz em fazer um show tão bom para vocês. Eu trabalhei muito e estou feliz por fazer parte da história”.

Esta foi a terceira final de Gabriel Medina no Billabong Pipe Masters. A primeira foi em 2014, quando ele perdeu para o próprio Julian Wilson, depois de conquistar o título mundial igualmente nas semifinais. Em 2015, garantiu o título para Adriano de Souza no bicampeonato do Brasil, também na semifinal contra o australiano Mick Fanning. Os dois fizeram uma inédita e única decisão verde-amarela no maior palco do esporte e Mineirinho coroou a conquista do título mundial como primeiro brasileiro a vencer o Pipe Masters.

Naquele ano, Medina também festejou ao ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Agora, ele confirmou o segundo título do Brasil para o também paulista Jessé Mendes, nesta competição que computa os resultados das duas etapas do QS 10000 de Haleiwa e Sunset Beach, com o do Billabong Pipe Masters. O sul-africano Jordy Smith era o último que poderia ultrapassar Jessé Mendes, mas Medina o derrotou nas semifinais e o Brasil fecha o ano com a coroa de melhor do Havaí pela segunda vez.

“Eu venho aqui para o Havaí há 13 anos já e isso tudo parece um sonho, mas um sonho distante, então só agradeço a Deus por ter me abençoado com este título”, disse Jessé Mendes. “Disputar o título com um cara como o Joel (Parkinson), um dos melhores surfistas de todos os tempos, foi uma honra. Quero agradecer a minha família por sempre me apoiar, não importa em quê, minha namorada, meu treinador, a WSL, meus fãs e esses surfistas incríveis (Medina e Julian), pois não poderia ter acontecido uma final melhor do que essa”.

TRAJETÓRIA DO TÍTULO – A temporada 2018 do World Surf League Championship Tour foi totalmente dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas. O australiano Julian Wilson ganhou as outras duas e por isso chegou no Havaí brigando pelo título com Gabriel Medina e Filipe Toledo. A trajetória do novo bicampeão não começou bem, só passando uma bateria na Gold Coast, onde Julian Wilson ganhou seu primeiro evento.

Na segunda etapa, chegou nas semifinais em Bells Beach, parando no potiguar Italo Ferreira, que festejou a primeira vitória brasileira no ano, badalando o sino do emblemático troféu de campeão do Rip Curl Pro. No Oi Rio Pro em Saquarema, parou nas quartas de final e Filipe Toledo ganhou a etapa brasileira no Rio de Janeiro. Na Indonésia, descartou o nono lugar em Keramas vencido novamente por Italo Ferreira, mas somou a quinta posição nas quartas de final em Uluwatu, que terminou com o estreante Willian Cardoso como campeão.

Medina repetiu esse quinto lugar na África do Sul, perdendo para Filipe Toledo que conquistou o bicampeonato consecutivo nas direitas de Jeffreys Bay. Já no Taiti, Medina conseguiu sua primeira vitória, sendo o melhor de novo nos tubos de Teahupoo. E os dois dominaram a etapa seguinte, nas ondas perfeitas da piscina idealizada por Kelly Slater, com Medina sendo o primeiro campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficando em segundo lugar.

Aí veio a “perna europeia” que Medina tinha vencido as duas etapas no ano passado. Com duas vitórias seguidas, bastou ele chegar nas semifinais na França para assumir a liderança no ranking e não largar mais. Ele perdeu para Julian Wilson, que depois ganhou o Quiksilver Pro. Em Portugal, Medina vestiu a lycra amarela do Jeep Leaderboard pela primeira vez e poderia até ter confirmado o bicampeonato mundial lá. Mas, parou de novo em Italo Ferreira nas semifinais e a decisão do título ficou para o Havaí. Italo ganhou o MEO Rip Curl Pro em Supertubos, mas estava fora da briga e terminou em um excelente quarto lugar no ranking.

SELEÇÃO BRASILEIRA – O Jeep Leaderboard do World Surf League Championship Tour 2018 terminou com três brasileiros no seleto grupo dos top-5 do mundo. Gabriel Medina foi o campeão com 62.490 pontos, 69,4% de aproveitamento nas nove etapas computadas. Julian Wilson ficou em segundo com 57.585, Filipe Toledo em terceiro com 51.450, Italo Ferreira em quarto com 43.070, seguido por Jordy Smith com 36.440, tirando a quinta posição do australiano Owen Wright ao chegar nas semifinais em Pipeline.

Além dos três no topo do ranking, mais quatro dos onze titulares da “seleção brasileira” esse ano, ficaram entre os 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34, os estreantes Willian Cardoso em 13.o lugar e Michael Rodrigues em 15.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 19.o e Yago Dora, que garantiu sua vaga em 21.o lugar no Havaí.

Na segunda-feira, o catarinense surfou um tubo atrás do outro nas esquerdas de Pipeline para derrotar os australianos Julian Wilson e Joel Parkinson na bateria que classificava os dois primeiros para as quartas de final. Yago venceu por 15,97 pontos e Julian achou um tubão no Backdoor para passar em segundo com 12,44. Depois, o jovem catarinense de 22 anos, não achou os tubos contra o mister Pipeline, Kelly Slater, ficando em quinto lugar. Mas, já tinha confirmado a maioria brasileira na elite dos top-34 do CT pelo segundo ano consecutivo.

Assim como em 2018, a “seleção brasileira” de 2019 terá onze surfistas, os campeões mundiais Gabriel Medina (24 anos) e Adriano de Souza (31), Filipe Toledo (23), Italo Ferreira (24), Willian Cardoso (32), Michael Rodrigues (24) e Yago Dora (22), se mantendo no time entre os top-22 do ranking principal. Jessé Mendes (25) também fez parte da elite esse ano e ficou de fora deste grupo, mas garantiu sua permanência entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series nas duas etapas do Havaí, que valeram o título de campeão da Triple Crown of Surfing.

NOVIDADES NO TIME - Os outros três classificados pelo G-10 do QS foram o paranaense Peterson Crisanto, 26 anos, o paulista Deivid Silva, 23, e o potiguar Jadson André, 28. Peterson e Deivid são as novidades da “seleção brasileira” em 2019 e Jadson recuperou a vaga perdida no ano passado. Eles vão substituir o catarinense Tomas Hermes, o pernambucano Ian Gouveia e o paulista Caio Ibelli, que não conseguiram se manter na elite em nenhum dos dois rankings.

Caio sofreu uma séria lesão no início do ano e está na expectativa de receber um dos convites que a World Surf League reserva para os atletas que se contundem, como foi o caso dele e dos campeões mundiais Kelly Slater e John John Florence. Ele e Slater só voltaram a competir agora em Pipeline e o havaiano só no ano que vem. A elite é formada por 34 surfistas, sendo os 22 primeiros colocados no ranking do CT, os dez indicados pelo QS e dois convidados da WSL para participar de todas as etapas, que ainda serão anunciados.

PRÓXIMA TEMPORADA – A temporada 2019 do World Surf League Championship Tour, diferente dos outros anos, só vai começar em abril, com o Gold Coast Men´s Pro nos dias 3 a 13 na Austrália. Depois, tem o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 17 a 27 do mesmo mês e aí vem a primeira novidade, o Bali Pro na Indonésia, de 13 a 24 de maio em Keramas, para voltar à Austrália para o Margaret River Pro, de 27 de maio a 7 de junho.

A etapa brasileira passa a ser então a quinta do ano e não mais a quarta como até 2018, com o Oi Rio Pro em Saquarema mudando de data também, de maio para os dias 20 a 28 de junho na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Do Brasil, os melhores surfistas do mundo partem para a África do Sul, para disputar o J-Bay Open nos dias 09 a 22 de julho. Depois, voltam a se enfrentar no Tahiti Pro Teahupoo, de 21 de agosto a 1.o de setembro.

A batalha pelo título mundial sai dos tubos da temida bancada de Teahupoo, para as ondas perfeitas do Surf Ranch Pro, com a etapa na piscina de ondas idealizada por Kelly Slater marcada para 19 a 22 de setembro. Depois, vem a “perna europeia” no mês de outubro, com a etapa da França nos dias 03 a 13 e a de Portugal de 16 a 28, antes do Billabong Pipe Masters fechar a temporada nos dias 08 a 20 de dezembro no Havaí.

Medina dá o primeiro passo na busca pelo bi mundial

O Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, abriu o último desafio do World Surf League Championship Tour 2018 na quinta-feira e Gabriel Medina deu o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial no Havaí. Agora restam quatro baterias para confirmar o título, que para ele será decidido nas semifinais. Medina surfou tubos e voou nos aéreos logo após seus oponentes competirem na pior hora do mar em Pipeline. Filipe Toledo perdeu e vai abrir a repescagem com o havaiano Benji Brand, mas Julian Wilson teve sorte para tirar a vitória de Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Os outros brasileiros que passaram direto para a terceira fase foram o potiguar Italo Ferreira, o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Yago Dora, que defende a última vaga para o CT 2019.

“A condição não é a ideal aqui e fiquei apenas tentando pegar muitas ondas. Estou feliz por ter vencido a bateria”, disse Gabriel Medina. “As ondas hoje (quinta-feira) estão realmente desafiadoras lá dentro. É difícil saber quais serão boas e este ano vai ser um desafio, mas estou feliz por chegar no Havaí com uma pequena vantagem sobre os outros concorrentes ao título. Na verdade, estou realmente focado em mim mesmo. Sei que preciso fazer a final, então vou ficar focado em tentar fazer o meu melhor em cada bateria”.

Medina entrou no mar depois das baterias dos seus dois oponentes, que foram as mais fracas de ondas na quinta-feira em Pipeline. Mas, quando a dele começou, já pegou um tubo logo na primeira onda para largar na frente. O australiano Connor O´Leary chegou a liderar, até Medina pegar outra esquerda em Pipeline e voar num alley-oop, ainda arriscando um aéreo-reverse na finalização, que não completou. Com a nota 5,77 dessa onda, ele tirou o primeiro lugar do australiano, mas ainda achou mais duas ondas com tubos melhores do que o primeiro para somar notas 6,93 e 6,23 na vitória por 13,16 pontos. O havaiano Benji Brand, vice-campeão da Pipe Invitational na quarta-feira, ficou em último.

Foi o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial. Agora restam quatro baterias para passar, a da terceira fase, da quarta que classifica os dois primeiros colocados, depois ganhar nas quartas de final e nas semifinais também, para garantir o título por ele mesmo. Filipe Toledo e Julian Wilson dividem o segundo lugar no Jeep Leaderboard e a única chance deles para entrar na lista dos campeões mundiais da World Surf League, é chegar na final em Pipeline. Se Medina passar das quartas de final, já terão que vencer o Billabong Pipe Masters. Caso Filipe e Julian cheguem na final, o vencedor será o campeão mundial de 2018.

Os dois competiram numa das piores horas do mar em Pipeline na quinta-feira, com poucas ondas abrindo tubos ou paredes para mais de uma manobra antes de fechar, nem formando rampas para os aéreos, como os do potiguar Italo Ferreira em duas ondas seguidas para vencer a bateria anterior com o maior placar do dia até ali, 13,30 pontos. A do Filipe Toledo foi a pior de todas e o máximo de nota que conseguiu nas oito ondas que tentou surfar, foi 2,67. Ele perdeu para o australiano Matt Wilkinson por incríveis 6,03 a 5,04 pontos e o também paulista Caio Ibelli ficou em terceiro lugar com 4,93 nas duas notas computadas.

O australiano Julian Wilson teve mais sorte para tirar a vitória do catarinense Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Ele achou uma direita no Backdoor que abriu a parede para fazer quatro manobras, a primeira do dia a proporcionar isso, que valeram nota 5,57 para vencer por 8,07 pontos, contra 6,40 do brasileiro e 4,57 da novidade havaiana no CT 2019, Seth Moniz. Julian vibrou pela classificação direta para a terceira fase naquela difícil condição do mar, enquanto Filipe ainda terá que passar pelo havaiano Benji Brand no primeiro duelo eliminatório em Pipeline, para prosseguir na briga do título mundial.

“Eu estava focado em tentar encontrar algumas oportunidades para surfar lá fora”, disse Julian Wilson. “Foram poucas, mas no final veio aquela onda ali que eu precisava, felizmente. Estou mais perto do título este ano, mas ainda precisando de um grande resultado aqui para conseguir. Eu acho que os três que estão na disputa, pensam em buscar isso para conquistar o título. Estamos todos no mesmo barco e foi muito bom passar uma bateria tão complicada assim”.

VAGAS NO CT 2019 – Esta disputa do título mundial centraliza as atenções no Billabong Pipe Masters, só que tem mais uma batalha acontecendo na outra ponta da tabela de classificação, pelas últimas vagas para o CT 2019. O catarinense Yago Dora está fechando o grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite e usou os aéreos na primeira vitória brasileira na quinta-feira em Pipeline. Com a passagem para a terceira fase, passou a dividir o 21.o lugar com o português Frederico Morais, derrotado na primeira bateria, dificultando as chances dos que estão na zona do rebaixamento para o WSL Qualifying Series.

Entre eles, o único que venceu e já passou para a terceira fase foi Matt Wilkinson, mandando Filipe Toledo para a repescagem. O australiano tirou a 23.a posição no ranking do francês Joan Duru, mas tem que chegar nas quartas de final para superar os 19.645 pontos de Yago Dora e Frederico Morais. É a mesma chance do catarinense Tomas Hermes, 25.o colocado. Joan Duru caiu para o 24.o lugar, mas ultrapassa essa pontuação se passar pela repescagem e pela terceira fase. O australiano Connor O´Leary e o americano Patrick Gudauskas só conseguem isso se chegarem nas semifinais, enquanto o pernambucano Ian Gouveia e o sul-africano Michael February já necessitam da vitória no Billabong Pipe Masters.

TRIPLICE COROA HAVAIANA – O paulista Jessé Mendes divide o 29.o lugar no ranking com Ian Gouveia, mas já garantiu sua permanência na elite entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series. Conseguiu isso nas duas etapas do QS 10000 do Havaí, ficando em quinto lugar nas semifinais em Haleiwa Beach e sendo vice-campeão em Sunset Beach. Com estes resultados, lidera a Tríplice Coroa Havaiana e terá um confronto direto por este título na repescagem, com o havaiano Ezekiel Lau, que o derrotou na final da Vans World Cup.  

Em Pipeline, Jessé perdeu na bateria que deu mais tubos, com seus dois adversários fazendo os recordes do dia em Pipeline. O californiano Conner Coffin surfou o melhor da quinta-feira e a nota 8,47 recebida selou a vitória por 15,07 pontos. O francês Jeremy Flores, que defende o título do Billabong Pipe Masters, também surfou bons tubos e perdeu com o segundo maior placar do dia, 14,00 pontos. Não sobrou nada para Jessé, que só pegou um e ficou com 9,20.

Os dois recordistas foram os únicos a ultrapassar os 13,30 pontos dos aéreos do potiguar Italo Ferreira na quarta bateria do dia. Já a maior nota brasileira na quinta-feira foi o 8,17 do pernambucano Ian Gouveia num tubaço ao seu estilo no Havaí. Sua bateria foi toda liderada pelo havaiano Ezekiel Lau, mas ele chegou a assumir a liderança com essa onda no último minuto. Só que o taitiano Michel Bourez, também achou um tubo que valeu 5,93 para vencer por 12,03 a 12,00 pontos do brasileiro, com o havaiano caindo para último com 10,90.

O australiano Joel Parkinson, campeão do Hawaiian Pro em Haleiwa e outro forte concorrente para conseguir o tetracampeonato na Tríplice Coroa Havaiana no encerramento da sua carreira, também surfou um tubaço nota 8,33 para vencer sua bateria. E o cearense Michael Rodrigues conquistou a última vaga direta para a terceira fase no confronto seguinte, que fechou a quinta-feira no Havaí com o catarinense Willian Cardoso caindo para a repescagem.

“Fiquei feliz com essa bateria e por finalmente pegar alguns tubos em Pipeline e no Backdoor”, disse Michael Rodrigues, um dos estreantes deste ano que já estão garantidos na elite de 2019. “Este ano foi muito especial para mim e tentei fazer o meu melhor em todos os eventos. Agora já estou pensando na próxima temporada e muito empolgado em como vai ser”.

BRASIL NA REPESCAGEM – Entre os onze titulares da “seleção brasileira”, com Miguel Pupo substituindo o campeão mundial Adriano de Souza, que está contundido, apenas quatro venceram suas baterias e sete terão que passar pela repescagem para chegar na terceira fase. A primeira rodada eliminatória do Billabong Pipe Masters, vai começar com Filipe Toledo tentando seguir na luta pelo título mundial contra o vice-campeão da triagem, Benji Brand.

Mais dois paulistas serão os próximos a competir, Caio Ibelli na terceira bateria com o australiano Wade Carmichael e Miguel Pupo na quinta com o californiano Kolohe Andino. Na sexta, o catarinense Willian Cardoso terá a chance de viver uma experiência única de enfrentar o recordista de títulos em Banzai Pipeline, Kelly Slater. Na oitava, entra o pernambucano Ian Gouveia com um bicampeão no Pipe Masters, Jeremy Flores. Na nona, o paulista Jessé Mendes disputa o título da Tríplice Coroa com o havaiano Ezekiel Lau. E na última, o catarinense Tomas Hermes enfrenta o francês Joan Duru num duelo direto pelas últimas vagas para o CT 2019.

PRIMEIRA FASE – Vitória=Terceira Fase e 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Jordy Smith (AFR)=12.00, 2-Kelly Slater (EUA)=11.43, 3-Frederico Morais (PRT)=4.47

2.a: 1-Yago Dora (BRA)=9.83, 2-Owen Wright (AUS)=9.60, 3-Miguel Pupo (BRA)=2.00

3.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=13.30, 2-Joan Duru (FRA)=11.67, 3-Keanu Asing (HAV)=5.66

4.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=6.03, 2-Filipe Toledo (BRA)=5.04, 3-Caio Ibelli (BRA)=4.93

5.a: 1-Julian Wilson (AUS)=8.07, 2-Tomas Hermes (BRA)=6.40, 3-Seth Moniz (HAV)=4.57

6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.16, 2-Benji Brand (HAV)=9.97, 3-Connor O´Leary (AUS)=9.67

7.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=7.07, 2-Ryan Callinan (AUS)=6.77, 3-Wade Carmichael (AUS)=4.50

8.a: 1-Michael February (AFR)=6.30, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=6.10, 3-Sebastian Zietz (HAV)=4.03

9.a: 1-Michel Bourez (TAH)=12.03, 2-Ian Gouveia (BRA)=12.00, 3-Ezekiel Lau (HAV)=10.90

10: 1-Conner Coffin (EUA)=15.07, 2-Jeremy Flores (FRA)=14.00, 3-Jessé Mendes (BRA)=9.20

11: 1-Joel Parkinson (AUS)=11.23, 2-Kolohe Andino (EUA)=8.10, 3-Adrian Buchan (AUS)=5.13

12: 1-Michael Rodrigues (BRA)=11.44, 2-Patrick Gudauskas (EUA)=7.60, 3-Willian Cardoso (BRA)=5.04

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 420 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Benji Brand (HAV)

2.a: Owen Wright (AUS) x Seth Moniz (HAV)

3.a: Wade Carmichael (AUS) x Caio Ibelli (BRA)

4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Keanu Asing (HAV)

5.a: Kolohe Andino (EUA) x Miguel Pupo (BRA)

6.a: Willian Cardoso (BRA) x Kelly Slater (EUA)

7.a: Adrian Buchan (AUS) x Ryan Callinan (AUS)

8.a: Jeremy Flores (FRA) x Ian Gouveia (BRA)

9.a: Ezekiel Lau (HAV) x Jessé Mendes (BRA)

10: Sebastian Zietz (HAV) x Patrick Gudauskas (EUA)

11: Frederico Morais (PRT) x Connor O´Leary (AUS)

12: Joan Duru (FRA) x Tomas Hermes (BRA)

Gabriel Medina assume a liderança do ranking na França

O australiano Julian Wilson conquistou sua segunda vitória na temporada e acabou com a longa série de sete vitórias consecutivas do Brasil no World Surf League Championship Tour 2018. A decisão do Quiksilver Pro France foi australiana como na primeira etapa, com Julian derrotando o convidado Ryan Callinan com a mesma arma que usou para barrar Gabriel Medina com uma nota 10 nas semifinais, o aéreo reverse de backside nas esquerdas de Les Culs Nus. Medina tinha acabado de assumir a liderança na corrida pelo título mundial e agora Julian Wilson entra na briga, já com chances de disputar a lycra amarela do Jeep Leaderboard com ele e Filipe Toledo no MEO Rip Curl Pro, que começa na terça-feira em Portugal.

Com a derrota de Filipe Toledo na terceira fase para a grande surpresa do Quiksilver Pro France, o convidado Ryan Callinan, Medina precisava chegar nas semifinais para lhe tirar o primeiro lugar no ranking. Ele já tinha feito isso cinco vezes nos sete anos que competiu na França e conseguiu de novo, ganhando a reedição da sua vitória na final do ano passado com o havaiano Sebastian Zietz na última quarta de final. Aí encontrou o mesmo Julian Wilson com quem decidiu o título em Hossegor em 2012, quando tentava o bicampeonato em sua segunda participação na etapa francesa do World Surf League Championship Tour.

Foi uma verdadeira batalha aérea nas esquerdas de Les Culs Nus e o australiano completou um “aéreo reverse” muito alto logo no início da bateria, que os juízes deram nota 10 unânime para ele, a única de todo o campeonato. Mesmo assim, Medina correu atrás e foi em várias ondas também arriscando os aéreos, mas a cada aproximação, o australiano respondia aumentando a vantagem. A maior nota que o brasileiro conseguiu foi 7,77 e Julian deu o troco com 6,67 para ganhar a segunda vaga na final por 16,67 a 15,44 pontos.

Na decisão do título, Ryan Callinan largou na frente com 6,83 e Julian Wilson respondeu com 6,67. A bateria chegou a ser paralisada devido à forte neblina que impedia uma boa visualização dos juízes, mas logo retornou com Callinan aumentando a vantagem com uma nota 7,40 em sua melhor onda na final. Julian seguia arriscando o aéreo reverse que lhe deu uma nota 10 nas semifinais, falhou em algumas tentativas, mas, de tanto tentar, acertou um que valeu 8,67 para confirmar sua segunda vitória no ano por 15,34 a 14,23 pontos.

“Fazer a final com o Ryan (Callinan) foi incrível”, disse Julian Wilson. “Adorei surfar contra o (Gabriel) Medina também e quero dedicar essa vitória ao Pierre Agnes, um grande ser humano e todos os surfistas amam você. Eu tenho muito a agradecer e tive que fazer o meu jogo aéreo para derrotar o Ryan na final. Eu perdi minha primeira final aqui contra o Medina e fiquei com muita raiva, mas este ano finalmente aconteceu de eu vencer novamente, pois sempre sonhei em ganhar este evento aqui na França”.

DISPUTA EM PORTUGAL – Com o título no Quiksilver Pro France, Julian Wilson atingiu 47.125 pontos no ranking, ficando a 4.645 pontos dos 51.770 do novo líder, Gabriel Medina, com Filipe Toledo caindo para o segundo lugar com 51.450. Os três vão brigar pelo título mundial nas duas últimas etapas da temporada e pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima, o MEO Rip Curl Pro, que começa na terça-feira em Portugal.

A batalha entre Medina e Filipe será fase a fase nas ondas de Supertubos, em Peniche, enquanto Julian Wilson só ultrapassa a pontuação atual do líder se chegar nas semifinais. Lembrando que, assim como na França, Gabriel Medina vai defender o título de campeão na etapa portuguesa, conquistado na final do ano passado com o próprio Julian Wilson.

BRASIL NO ÚLTIMO DIA – Além de Gabriel Medina, mais três brasileiros competiram na sexta-feira decisiva da etapa francesa, o também campeão mundial Adriano de Souza e os novatos na elite deste ano, Willian Cardoso e Michael Rodrigues. Adriano e Willian entraram na segunda bateria do dia para disputar duas vagas para as quartas de final e ambos foram derrotados pelo australiano Ryan Callinan com a maior somatória do Quiksilver Pro esse ano, 18,53 pontos. Mineirinho também surfou bem para atingir 16,50 e avançar em segundo lugar, com o catarinense Willian Cardoso ficando em último com 12,44.

Mais dois brasileiros entraram no confronto seguinte e novamente apenas um se classificou em outra vitória australiana. Nesta foi por pouco, com Mikey Wright superando Gabriel Medina por 13,96 a 13,90 pontos, contra apenas 6,70 do cearense Michael Rodrigues, que terminou em nono lugar, empatado com Willian Cardoso, o australiano Matt Wilkinson e o norte-americano Patrick Gudauskas, eliminados nas outras baterias da quarta fase.

QUARTAS DE FINAL - Nas quartas de final, Adriano de Souza perdeu a primeira bateria, por 13,50 a 7,83 pontos para o californiano Conner Coffin e terminou em quinto lugar. Tanto Mineirinho, como Willian e Michael, já garantiram suas permanências na elite dos top-34 para o World Surf League Championship Tour de 2019, com os resultados conquistados na França.

Depois, Gabriel Medina começou a reeditar decisões de títulos do Quiksilver Pro. A primeira foi contra o havaiano Sebastian Zietz, que ele derrotou na final do ano passado. E o resultado se repetiu, com a vitória por 12,44 a 10,73. Mas, depois Medina voltou a perder para Julian Wilson como na final de 2012 e ficou em terceiro lugar, empatado com Conner Coffin.

ROXY PRO FRANCE – No Roxy Pro France, uma convidada igualmente da Austrália também surpreendeu como na competição masculina. A jovem Macy Callaghan entrou no evento para substituir a contundida Silvana Lima, que operou o joelho e só volta a competir em 2019. E ela honrou o convite chegando na final, feito que algumas tops da elite ainda não conseguiram. Na sexta-feira, ela deixou a havaiana Coco Ho nas quartas de final e a também australiana Bronte Macaulay nas semifinais.

Na chave de cima, a norte-americana Courtney Conlogue mostrou estar totalmente recuperada da contusão que a afastou de quase toda a temporada. Ela primeiro derrotou a francesa Johanne Defay e depois barrou a bicampeã do Roxy Pro que vinha de vitória no Surf Ranch Pro, a havaiana Carissa Moore. Na decisão do título, Courtney também surfou as melhores ondas que entraram na bateria para voltar a festejar uma vitória com um placar de 14,76 a 10,96 pontos. Com os 10.000 pontos recebidos, ela subiu da 13.a para a oitava posição no ranking, entrando no grupo das top-10 que são mantidas na elite para o ano que vem.

“Todo esse evento foi uma jornada e tanto”, disse Courtney Conlogue. “Eu me diverti muito hoje (sexta-feira), as condições estavam tão boas na final que eu fiquei apenas tentando fazer o meu melhor. Eu queria muito voltar a vencer uma etapa, mas era uma questão de acreditar e trabalhar muito. É uma grande vitória em um lugar que eu amo, então não poderia estar mais feliz com tudo isso que está acontecendo hoje (sexta-feira) para mim”.

DECISÃO NO HAVAÍ – O resultado do Roxy Pro France foi uma surpresa total, principalmente pelas derrotas prematuras das líderes do ranking. Tanto a número 1 do Jeep Leaderboard, Stephanie Gilmore, como a vice-líder, Lakey Peterson, ficaram em nono lugar no evento, sendo eliminadas nas baterias da rodada valendo vagas para as quartas de final, que classificavam as duas primeiras colocadas.

Com isso, a disputa do título mundial que poderia ser decidido na França, acabou ficando para a última etapa da temporada, o Maui Beachwaver Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro nas ondas de Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. Agora, o máximo que Lakey Peterson consegue é igualar os 61.175 pontos de Stephanie Gilmore se vencer a última etapa, desde que a australiana não passe das quartas de final. Caso aconteça essa combinação, haverá uma bateria extra entre elas para definir a campeã de 2018. Mas, Gilmore iguala a recordista com sete títulos mundiais, Layne Beachley, se chegar nas semifinais.

Maya Gabeira entra no Guinness Book com a maior onda surfada por uma mulher

A World Surf League anunciou oficialmente nesta segunda-feira, que a brasileira Maya Gabeira conquistou o primeiro prêmio do Women´s XXL Biggest Wave Award e estabeleceu uma nova marca a ser registrada no Guinness World Records, com a maior onda surfada por uma mulher. A carioca de 31 anos de idade, completou uma onda medindo 68 pés, ou 20,72 metros de altura da crista até a base, no dia 18 de janeiro deste ano no infame pico de ondas gigantes da Praia do Norte, em Nazaré, Portugal.

 

“Estabelecer o recorde mundial tem sido um sonho e um desejo meu há muitos anos”, disse Maya Gabeira. “Mas, claro que após aquele acidente que sofri nessas mesmas ondas de Nazaré em 2013, o sonho parecia ter ficado muito distante. Eu trabalhei bastante durante toda a temporada no ano passado, para estar 100% pronta de novo. Então, conseguir o recorde mundial é muito especial para mim”.

O incrível feito de Maya Gabeira não veio sem desafios. Em 2013, ela quase morreu afogada após cair em uma onda gigantesca em Nazaré e foi salva por alguns big-riders brasileiros que também estavam na praia no dia deste acidente. Mas, sua determinação inabalável trouxe-a de volta à onda monstruosa e perigosa da Praia do Norte. Não só para surfar novamente, mas para estabelecer um novo recorde feminino de maior onda surfada em todos os tempos.

“Eu posso dizer, honestamente, que em 2013, quando cheguei à Nazaré, minha vida mudou totalmente”, continuou Gabeira. “Claro, houve um acidente, ferimentos e tudo o mais, mas decidi me mudar para morar em Nazaré, para ficar mais perto dessa onda. Dediquei a maior parte do meu tempo a essa praia, me concentrando em melhorar o meu surfe aqui, na segurança e em estar perto das melhores pessoas, para chegar onde eu queria estar. Aprendi bastante e aos poucos voltei a surfar 100% essa onda, que eu considero a maior e mais desafiadora que já surfei na vida”.

“Parabéns a Maya Gabeira por sua conquista notável e impressionante”, disse a CEO da World Surf League, Sophie Goldschmidt. “Ela exemplifica a coragem, o comprometimento e a evolução das atletas do sexo feminino em todo o mundo e estamos muito orgulhosos em celebrar hoje (segunda-feira), que Maya Gabeira é a nova detentora do título de maior onda surfada por uma mulher no GUINNESS WORLD RECORDS”.

A conquista foi anunciada em uma cerimônia especial no famoso farol que vigia as ondas da Praia do Norte, em Nazaré. Um adjudicador oficial do Guinness World Records entregou a Maya Gabeira, um certificado declarando-a como a atual detentora do recorde de maior onda surfada por uma mulher. O recorde mundial feminino remonta à história do surfe, mas as principais foram Paige Alms, duas vezes vencedora do Big Wave Tour, Justine Dupont, Keala Kennelly, Andrea Moller e a ícone do surfe havaiano, Bethany Hamilton.

Normalmente, o Big Wave Awards da World Surf League declara as maiores e melhores ondas do ano, durante uma cerimônia especial realizada no mês de abril. Como esta foi uma situação especial da maior onda surfada até hoje em toda a história do esporte, Maya Gabeira foi premiada em um cenário único no início da temporada de ondas grandes do inverno.

O Big Wave Awards de 2019, em abril, agora vai passar a premiar duas novas categorias: o prêmio XXL Biggest Wave, para mulheres surfando com auxílio dos jet skies, e o prêmio Women´s Biggest Paddle, para as ondas surfadas apenas com a força dos braços.

Gabriel Medina é o campeão do Surf Ranch Pro

O Brasil segue fazendo história com mais um feito inédito no World Surf League Championship Tour 2018. Os brasileiros comandaram o show na primeira etapa disputada nas ondas perfeitas criadas por Kelly Slater em Lemoore, no deserto da Califórnia. Gabriel Medina foi o campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficou em segundo lugar na sétima vitória brasileira consecutiva nas oito etapas da temporada. Foi a segunda seguida de Medina, que diminui a vantagem de Filipe na briga pelo título mundial e agora vem as duas provas da “perna europeia” que ele venceu no ano passado, em outubro na França e em Portugal.

“Foi incrível ganhar de novo, especialmente aqui no Surf Ranch, nesse evento com um formato diferente, muito legal, e também foi bom para ficar mais perto do Filipe (Toledo)”, disse Gabriel Medina. “O Filipe é muito perigoso, provavelmente o melhor no Surf Ranch, por isso a vitória foi ainda mais especial. Estou muito feliz porque surfei do jeito que eu tinha planejado e deu tudo certo. É totalmente diferente você surfar no mar, mas foi muito legal o evento. Acho que é a melhor onda de alta performance que já surfamos e é bom sentir que estamos no mesmo nível dos outros caras. Temos mais três eventos pela frente para fechar o ano e espero seguir neste ritmo até o fim”.

No formato especialmente criado para o Surf Ranch Pro, com cada competidor tendo três chances de pegar uma esquerda e uma direita, para computar a maior nota surfando de frontside e de backside, os dois melhores do Qualifying festejaram os títulos no domingo, Gabriel Medina e Carissa Moore. A havaiana também foi imbatível na piscina, igualmente deixando a líder do ranking, Stephanie Gilmore, em segundo lugar. Gabriel e Filipe centralizaram a batalha final desde a primeira apresentação de cada um, com Medina sempre sendo o último a entrar por ter feito a melhor campanha nas fases classificatórias.

Ele viu o japonês Kanoa Igarashi largar na frente e logo Filipe assumir a ponta com seu arsenal de manobras modernas e progressivas na direita, surfando longos tubos e finalizando com um aéreo para ganhar 8,33 e totalizar 15,16 pontos. Medina falhou na esquerda, mas arrebentou a direita ficando bem profundo nos dois tubos e também fechando a onda com um aéreo para tirar 8,73 e começar em terceiro lugar na primeira rodada.

Na segunda volta, o outro brasileiro no domingo decisivo, Miguel Pupo, conseguiu a maior nota nas esquerdas até ali. Mas, o 8,13 não foi suficiente para entrar na briga do título e Pupo terminou em quinto lugar no Surf Ranch Pro, seu melhor resultado substituindo os tops contundidos esse ano. Já Filipe Toledo levantou a torcida na onda que arrancou a maior nota do Surf Ranch Pro – 9,80 – com seu ataque aéreo na direita. Foram três, mandando dois incríveis alley-oops nas saídas dos tubos para aumentar a vantagem na liderança. Mas, ainda tinha uma nota baixa na esquerda, 6,83, para trocar na última volta.

CHANCES IGUAIS – Medina também tinha falhado em sua primeira esquerda e já recuperou na segunda chance, manobrando forte e voando em um aéreo incrível na finalização da onda, que valeu 8,53. Com ela, atingiu 17,26 pontos, superando os 16,63 de Filipe e a batalha do título ficou para a rodada final. Só que alguns surfistas reclamaram da qualidade das suas esquerdas, então para oferecer condições iguais para todos, os comissários da WSL decidiram dar uma chance extra para os oito pegarem mais uma esquerda antes da última volta.

Bom para Filipe Toledo, que ganhou mais uma oportunidade para trocar o 6,83 da sua primeira onda. Mas, ele não conseguiu e quem primeiro aproveitou foi o japonês Kanoa Igarashi, que tinha caído para o grupo dos quintos colocados no evento e recuperou o terceiro lugar no geral com uma nota 7,60. Só que quem acabou lucrando, mesmo sem precisar, foi Gabriel Medina. Ele arrebentou de novo e mandou um kerrupt fantástico para fechar sua esquerda extra, trocando o 8,53 por 9,13 e subindo seu placar para 17,86 pontos.

Com 9,80 já garantido na direita, Filipe teria que arriscar tudo na esquerda para vencer e até aumentou sua nota para 7,23, mas precisava de um pouco mais e encerrou sua participação com 17,03 pontos. Restou então a expectativa pelas últimas voltas de Kanoa Igarashi e do australiano Julian Wilson, que também não conseguiram superar os brasileiros e Medina foi consagrado campeão antes mesmo de entrar na piscina para surfar suas últimas ondas.

“Eu cometi alguns erros durante todo o evento e se eu tivesse surfado melhor as esquerdas, poderia estar em primeiro lugar agora”, admitiu Filipe Toledo. “Mas, estou muito feliz por ter feito parte desse evento incrível. Esta é uma nova Era do surfe e só tenho que agradecer todos os fãs que vieram aqui e torceram bastante para a gente. Foi um grande evento e é sempre assustador competir contra esses caras. Eles estão entre os top-5 por alguma razão, mas sigo tentando me concentrar apenas em mim mesmo, em fazer meu trabalho bem feito para manter uma boa distância deles”.

SÓ DÁ BRASIL – A enorme torcida que lotou o Surf Ranch no domingo parecia ser toda verde-amarela, pela grande quantidade de bandeiras do Brasil sendo tremuladas numa vibração incrível por Medina e Filipe. Foi mais uma prova do domínio antes inimaginável na temporada 2018 do World Surf League Championship Tour. São impressionantes sete etapas seguidas terminando com vitórias brasileiras nas oito disputadas este ano. Só a primeira foi vencida por um australiano, Julian Wilson. Depois, só deu Brasil!

A série invicta começou com o potiguar Italo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, após ganhar a bateria que marcou a despedida do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele na Austrália. Depois veio o segundo título de Filipe Toledo no Oi Rio Pro em Saquarema e na Indonésia foram mais duas vitórias seguidas, com Italo Ferreira de novo nas direitas de Keramas e do novato na elite, Willian Cardoso, nas esquerdas de Uluwatu, batendo na final o líder do ranking naquele momento, Julian Wilson.

Filipe Toledo assumiu de vez a lycra amarela do Jeep Leaderboard com o bicampeonato consecutivo nas direitas geladas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Ele se mantem na frente até agora, mesmo com a aproximação fulminante de Gabriel Medina nesta segunda metade da temporada. O campeão mundial de 2014 venceu duas seguidas, o Tahiti Pro Teahupoo e o Surf Ranch Pro neste domingo. Na perna europeia, ele vai defender o título no Quiksilver Pro France, onde já fez cinco finais e ganhou três, depois no MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche também. Os dois eventos acontecem entre os dias 03 e 27 de outubro.

BRIGA DO TÍTULO – A grande vantagem que Filipe Toledo tinha construído, caiu agora para 4.100 pontos. Assim como no Surf Ranch Pro, Medina é o único que poderá lhe tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa. Mas, só consegue ultrapassar os atuais 49.785 pontos de Filipe se chegar nas quartas de final do Quiksilver Pro France. Se Filipe passar uma bateria em Hossegor, Medina já precisará ser semifinalista. Filipe se garante na ponta se também passar para as semifinais, mesmo que Medina vença o evento outra vez.

Com o australiano Julian Wilson ficando mais distante, a batalha do título nestas três últimas etapas do ano fica cada vez mais centralizada em Filipe Toledo e Gabriel Medina. O potiguar Italo Ferreira terminou em 13.o no Surf Ranch Pro e segue em quarto no ranking, mas já está quase 20.000 pontos do líder. Além dele, mais quatro brasileiros estão no grupo dos 22 primeiros que permanece na elite do CT para o ano que vem, o catarinense Willian Cardoso em 12.o lugar, o cearense Michael Rodrigues em 16.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 18.o e o mais jovem da “seleção canarinho”, o catarinense Yago Dora, em 21.o.

RESULTADO FINAL DO SURF RANCH PRO:

---------campeão=10.000 pontos e vice=7.800 pontos:

01: 17,86 – Gabriel Medina (BRA) com 9,13=E e 8,73=D

02: 17,03 – Filipe Toledo (BRA) com 7,23=E e 9,80=D

---------os 2 que ficaram em 3.o lugar com 6.085 pontos:

03: 16,27 – Kelly Slater (EUA) com 7,67=E e 8,60=D

04: 15,77 – Kanoa Igarashi (JPN) com 7,60=E e 8,17=D

---------os 4 que ficaram em 5.o lugar com 4.745 pontos:

05: 15,40 – Owen Wright (AUS) com 7,43=E e 7,97=D

06: 15,37 – Julian Wilson (AUS) com 6,57=E e 8,80=D

07: 15,07 – Sebastian Zietz (HAV) com 7,17=E e 7,90=D

08: 12,96 – Miguel Pupo (BRA) com 8,13=E e 4,83=D

RESULTADO FINAL DO FEMININO:

---------campeã=10.000 pontos e vice=7.800 pontos:

01: 17,80 – Carissa Moore (HAV) com 8,60=E e 9,20=D

02: 16,70 – Stephanie Gilmore (AUS) com 7,83=E e 8,87=D

---------as 2 que ficaram em 3.o lugar com 6.085 pontos:

03: 16,57 – Lakey Peterson (EUA) com 8,37=E e 8,20=D

04: 14,77 – Caroline Marks (EUA) com 7,40=E e 7,37=D

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após 8 etapas:

01: Filipe Toledo (BRA) – 49.785 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 45.685

03: Julian Wilson (AUS) – 37.125

04: Italo Ferreira (BRA) – 31.825

05: Owen Wright (AUS) – 29.485

06: Jordy Smith (AFR) – 27.275

07: Wade Carmichael (AUS) – 26.970

08: Kolohe Andino (EUA) – 24.690

09: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.530

10: Michel Bourez (TAH) – 24.370

11: Mikey Wright (AUS) – 22.530

12: Willian Cardoso (BRA) – 22.245

13: Jeremy Flores (FRA) – 21.610

14: Conner Coffin (EUA) – 21.060

15: Griffin Colapinto (EUA) – 20.365

16: Michael Rodrigues (BRA) – 20.270

17: Adrian Buchan (AUS) – 19.000

18: Adriano de Souza (BRA) – 18.180

19: Ezekiel Lau (HAV) – 17.875

20: Sebastian Zietz (HAV) – 17.780

21: Yago Dora (BRA) – 16.735

22: Frederico Morais (PRT) – 15.945

--------outros brasileiros:

23: Tomas Hermes (BRA) – 14.005 pontos

28: Jessé Mendes (BRA) – 10.375

31: Ian Gouveia (BRA) – 9.130

33: Miguel Pupo (BRA) – 8.090

37: Wiggolly Dantas (BRA) – 4.170

38: Caio Ibelli (BRA) – 3.360

39: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

43: Deivid Silva (BRA) – 420

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD FEMININO – 8 etapas:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 61.175 pontos

2.a: Lakey Peterson (EUA) – 54.260

3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 41.415

4.a: Carissa Moore (HAV) – 41.235

5.a: Caroline Marks (EUA) – 37.000

6.a: Johanne Defay (FRA) – 36.540

7.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 32.270

8.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 29.270

9.a: Tyler Wright (AUS) – 28.970

10.a: Coco Ho (HAV) – 26.305

11.a: Silvana Lima (BRA) – 25.915

Gabriel Medina é bicampeão no Tahiti Pro Teahupoo

O campeão mundial Gabriel Medina conquistou o bicampeonato no Tahiti Pro Teahupoo na sexta vitória consecutiva do Brasil nas sete etapas do World Surf League Championship Tour 2018, completadas neste domingo na Polinésia Francesa. O retrospecto de Medina na bancada mais perigosa do Circuito Mundial é impressionante. A final contra o australiano Owen Wright, que impediu uma decisão brasileira barrando Filipe Toledo nas semifinais, foi a quarta que ele disputou nos últimos 5 anos, desde a vitória sobre Kelly Slater no mar épico de 2014. Com o segundo título num tubo surfado no último minuto, Medina entrou na corrida do título mundial e é o único que brigará pela lycra amarela do Jeep Leaderboard com Filipe Toledo na próxima etapa, o Surf Ranch Pro em setembro na piscina de ondas criada por Slater.

“Estou muito feliz em ganhar aqui novamente e só tenho que agradecer a Deus por aquela onda no final da bateria”, disse Gabriel Medina. “Eu treinei muito para conseguir outra vitória aqui nesse lugar fantástico. Eu amo o Taiti, já tive ótimas finais aqui, ganhei uma, fiquei em segundo duas vezes, agora consegui outra vitória e é incrível isso. Agora, eu posso começar a pensar em ganhar o título mundial de novo. Eu acho que tudo é possível, pois ainda temos quatro eventos e eu só quero continuar dando o meu melhor nas baterias”.

O domingo decisivo do Tahiti Pro Teahupoo foi mais um dia de ondas pequenas, 3 a 5 pés, para um lugar famoso pelos tubos enormes e desafiadores quebrando sob uma rasa e afiada bancada de corais. Com isso, a escolha das ondas ganhou importância na definição das baterias e foi assim que Owen Wright bateu Filipe Toledo nas semifinais. Ele achou os tubos para derrotar o número 1 do Jeep Leaderboard por 12,60 a 10,03 pontos.

Na disputa seguinte, Medina vingou a derrota sofrida na final de 2015 em Teahupoo para Jeremy Flores. O francês perdeu muito tempo esperando pelos tubos, enquanto o brasileiro ia pegando as ondas que ele deixava passar para arriscar os aéreos. Primeiro, acertou um aéreo-reverse numa onda completada por mais duas manobras. Depois, mandou um alley-oop para ganhar outra nota na casa dos 7 pontos e vencer fácil a bateria por 15,17 a 6,10 pontos.

MELHORES DO DIA – Antes, o bicampeão nos tubos de Teahupoo ganhou o confronto entre os números 3 e 4 do ranking, com o potiguar Italo Ferreira pelas quartas de final. Ambos tinham chances de tirar a vice-liderança do australiano Julian Wilson se chegassem na final, mas foi uma disputa muito fraca de ondas. No início do dia, foi assim, uma bateria era ruim e a seguinte dava altos tubos, com as ruins sendo as que os brasileiros competiram. Filipe Toledo só surfou duas ondas na primeira do dia para bater o sul-africano Michael February por 11,43 a 8,60 e o duelo brasileiro terminou em 13,10 a 7,57 pontos.

Já nas outras baterias das quartas de final foram surfados os melhores tubos do último dia. No confronto australiano com Wade Carmichael, Owen Wright completou o mais profundo que valeu 9,17 para totalizar exatos 16 pontos. E o francês Jeremy Flores ganhou a última vaga para as semifinais do americano Kolohe Andino num tubaço nota 8,17. Os derrotados nas quartas de final terminaram em quinto lugar somando 4.745 pontos no ranking.

DECISÃO DO TÍTULO – Na grande final, as ondas demoraram a entrar, mas Owen Wright já começou passando por dentro de um canudo para largar na frente com nota 6,50. A primeira do brasileiro foi com manobras e valeu 6,17. Depois, quase não veio mais nada de onda boa e Owen Wright ficou no outside com a prioridade de escolha da próxima, enquanto Medina ia arriscando os aéreos nas que ele deixava passar. No entanto, o máximo que conseguiu foi 3,93 e o australiano se mantinha na frente com o 4,20 da sua segunda nota computada.

O tempo foi passando e só nos últimos minutos entrou uma série que decidiu tudo. A prioridade era do australiano e ele pegou a onda da frente, que rendeu um layback animal e mais uma manobra forte tirando as quilhas da onda. Medina pegou a seguinte e ela rodou um tubaço incrível para o brasileiro. Logo a bateria terminou e ficou a expectativa pelas notas dos juízes. A do Owen Wright saiu 5,57 para aumentar a vantagem, mas a do brasileiro valeu 7,33 que confirmou o bicampeonato nos tubos de Teahupoo por 13,50 a 12,07 pontos.

“Eu estava rezando lá dentro para Deus mandar mais uma onda pra mim, só mais uma”, contou Gabriel Medina. “Estou muito feliz agora e sei que o Owen (Wright) deve estar com o mesmo sentimento que fiquei no ano passado (quando Medina perdeu a decisão para Julian Wilson), que foi horrível para mim, mas é por isso que amamos competir. Eu me sinto abençoado por ter estado no lugar certo na hora certa durante as baterias e agora quero aproveitar esse momento, antes de focar na próxima etapa lá no Surf Ranch”.

O australiano Owen Wright lamentou perder o título no final da bateria, mas elogiou o seu companheiro na Equipe Rip Curl: “Dói bastante uma derrota assim, mas é bom também estar de volta ao pódio. Tudo aconteceu nas duas últimas ondas. Eu tomei a decisão errada de pegar a onda da frente e é isso que dói mais. Mesmo assim, fico feliz pelo Gabe (Gabriel Medina), foi uma vitória merecida para ele depois que o Julian (Wilson) lhe tirou o título no ano passado. Parabéns Gabe”.

JEEP LEADERBOARD – Com os 7.800 pontos do segundo lugar no Tahiti Pro Teahupoo, Owen Wright subiu da 11.a para a sexta posição no Jeep Leaderboard dominado pelos brasileiros. Filipe Toledo vai competir de novo com a lycra amarela de número 1 do mundo no Surf Ranch Pro, de 5 a 9 de setembro na piscina de ondas criada por Kelly Slater em Lemoore, no interior da Califórnia. O campeão Gabriel Medina agora é o segundo colocado no ranking, 6.300 pontos abaixo do líder, sendo o único com chances na briga pelo primeiro lugar na próxima etapa. No entanto, já precisa ser vice-campeão no mínimo para superar a pontuação atual do Filipe.

“Eu estou orgulhoso de mim mesmo por todo o trabalho duro que fiz aqui, pois o resultado na semifinal foi o meu melhor aqui em todos os anos”, disse Filipe Toledo. “Estou no Tour há seis anos e nesse as coisas estão acontecendo e dando certo para mim. Estou apenas tentando capitalizar tudo isso e continuar com o trabalho que venho fazendo. É importante manter o foco no meu surfe, nos treinamentos, sem me preocupar com o mundo exterior”.

Campeão no Taiti no ano passado, o australiano Julian Wilson não passou nenhuma bateria dessa vez e caiu de segundo para terceiro no ranking. O potiguar Italo Ferreira perdeu o duelo brasileiro das quartas de final para Medina e permanece em quarto, com os australianos Wade Carmichael e Owen Wright na quinta e sexta posições, respectivamente. Agora restam apenas quatro etapas para definir o campeão mundial da temporada e Medina vai defender o título em duas delas, no Quiksilver Pro France em Hossegor e no MEO Rip Curl Pro em Portugal.

DOMINIO BRASILEIRO – A vitória de Gabriel Medina comprovou mais uma vez o domínio brasileiro no World Surf League Championship Tour esse ano. A temporada já começou com uma maioria inédita de onze brasileiros entre os top-34, superando pela primeira vez na história a quantidade de australianos na elite. E agora, são seis vitórias consecutivas do Brasil nas sete etapas do CT 2018 completadas neste domingo no Taiti, cinco delas em finais contra surfistas da Austrália. Isso é fantástico!

A única exceção foi na primeira do ano, na Gold Coast, com Julian Wilson vencendo uma final australiana com Adrian Buchan. Depois só deu Brasil, com Italo Ferreira badalando o sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach também na Austrália, Filipe Toledo conquistando seu segundo título no Oi Rio Pro em Saquarema, Italo de novo ganhando a etapa de Keramas em Bali, Willian Cardoso comemorando sua primeira vitória em Uluwatu também na Indonésia e Filipe Toledo sendo bicampeão no Corona J-Bay Open na África do Sul, antes de Medina também conseguir seu segundo título nos tubos de Teahupoo.

RETA FINAL – A reta final da disputa pelo título mundial de 2018 da World Surf League vai agora para os Estados Unidos, para a primeira etapa da história do Circuito Mundial iniciada em 1976 a ser disputada numa piscina de ondas artificiais. A estreia do Surf Ranch Pro será nos dias 5 a 9 de setembro na Califórnia e depois vem a “perna europeia”, com Gabriel Medina defendendo o título de campeão nas duas etapas, o Quiksilver Pro France de 3 a 14 de outubro em Hossegor e o MEO Rip Curl Pro Portugal nos dias 16 a 27 do mesmo mês em Peniche, última parada antes do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do Tahiti Pro Teahupoo podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO TAHITI PRO TEAHUPOO:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 13,50 pontos (7,33+6,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Owen Wright (AUS) com 12,07 pontos (6,50+5,57) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Owen Wright (AUS) 12.60 x 10.03 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 15.17 x 6.10 Jeremy Flores (FRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 19.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 11.43 x 8.60 Michael February (AFR)

2.a: Owen Wright (AUS) 16.00 x 9.57 Wade Carmichael (AUS)

3.a: Gabriel Medina (BRA) 13.10 x 7.57 Italo Ferreira (BRA)

4.a: Jeremy Flores (FRA) 13.34 x 5.73 Kolohe Andino (EUA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 7.a etapa no Taiti:

01: Filipe Toledo (BRA) – 41.985 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 35.685

02: Julian Wilson (AUS) – 32.380

04: Italo Ferreira (BRA) – 30.160

05: Wade Carmichael (AUS) – 26.550

06: Owen Wright (AUS) – 24.740

06: Jordy Smith (AFR) – 23.575

08: Michel Bourez (TAH) – 22.705

09: Willian Cardoso (BRA) – 21.825

10: Kolohe Andino (EUA) – 21.070

11: Mikey Wright (AUS) – 20.865

12: Jeremy Flores (FRA) – 19.945

13: Griffin Colapinto (EUA) – 18.700

14: Michael Rodrigues (BRA) – 18.605

15: Adrian Buchan (AUS) – 18.580

16: Kanoa Igarashi (JPN) – 18.445

17: Ezekiel Lau (HAV) – 17.455

18: Conner Coffin (EUA) – 17.360

19: Adriano de Souza (BRA) – 16.515

20: Frederico Morais (PRT) – 15.525

21: Sebastian Zietz (HAV) – 13.035

21: Yago Dora (BRA) – 13.035

--------outros brasileiros:

23: Tomas Hermes (BRA) – 12.340 pontos

28: Jessé Mendes (BRA) – 9.955

31: Ian Gouveia (BRA) – 7.465

35: Wiggolly Dantas (BRA) – 3.750

36: Miguel Pupo (BRA) – 3.345

37: Caio Ibelli (BRA) – 2.940

39: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

43: Deivid Silva (BRA) – 420

Filipe, Medina e Italo nas quartas de final em Teahupoo

Os três brasileiros que estão na briga direta pelo título mundial, passaram para as quartas de final da etapa que abre a segunda metade do World Surf League Championship Tour. Filipe Toledo está com a lycra amarela do Jeep Leaderboard e vai disputar a primeira bateria com o sul-africano novato na elite, Michael February. Já Gabriel Medina e Italo Ferreira, se enfrentam na briga pela última vaga para as semifinais no confronto do número 3 e 4 do ranking. Ambos tiram a vice-liderança do australiano Julian Wilson se chegarem na final do Tahiti Pro Teahupoo. A primeira chamada da sexta-feira é as 7h00 no Taiti, 14h00 no Brasil.

As previsões das ondas não são boas para o período da etapa taitiana esse ano, então está sendo necessário aproveitar o que tem. O evento já ficou parado na terça e na quarta-feira, retornando na quinta-feira em ondas pequenas ainda, 3-5 pés, com poucas boas entrando na maioria das baterias nos longos intervalos entre as séries. Mas, durante o dia, tubos foram surfados, aéreos e grandes manobras decidiram classificações. As condições do mar eram melhores em algumas baterias, em outras não entrava quase nada de ondas, coisas da Natureza. Então, era preciso escolher bem e não desperdiçar qualquer chance de surfar.

Filipe Toledo conseguiu a primeira vitória brasileira na sexta bateria da quinta-feira, depois do campeão mundial Adriano de Souza e dos novatos na “seleção brasileira” do CT, Michael Rodrigues e Jessé Mendes, terem sido eliminados. O número 1 do Jeep Leaderboard começou forte com nota 7,83 na primeira onda e não deu qualquer chance para o convidado taitiano, Tikanui Smith. O mar até ficou bom nessa hora, porém à tarde, as condições já estavam bem deterioradas pela ação do vento na batalha por vagas nas quartas de final.

“O Tika (Smith) é um grande cara e perigoso aqui em qualquer tamanho de onda, porque conhece muito bem esse lugar”, disse Filipe Toledo. “Estou muito feliz em continuar competindo nesse lugar lindo. As ondas não estão do tamanho que todos nós gostaríamos, não tem aqueles tubos, mas estão bem divertidas para surfar. Quero continuar seguindo assim, dando um passo de cada vez, pois é de passo em passo que a gente alcança os resultados”.

À tarde, Filipe entrou na segunda bateria da quarta fase e não conseguiu achar boas ondas para repetir o seu ataque matador nas esquerdas de Teahupoo. No entanto, duas notas na casa dos 5 pontos foram suficientes para superar o japonês Kanoa Igarashi e passar em segundo na vitória do australiano Owen Wright, por 12,67 a 11,40 do brasileiro. O próximo oponente do líder Filipe Toledo é Michael February, a surpresa do dia com a vitória no duelo sul-africano do novato na elite com o número 5 do ranking, Jordy Smith. Depois bateu o sexto colocado, Wade Carmichael, que avançou em segundo na bateria que abriu a quarta fase.

O MELHOR NO TAITI – Logo após a vitória de Filipe Toledo, começou a primeira bateria brasileira da terceira fase, que acabou sendo a melhor do dia até ali. Gabriel Medina e Wiggolly Dantas pegaram boas ondas, com oportunidades para surfar belos tubos e fazer grandes manobras. Medina aumentou o maior placar da terceira fase para 14,73 pontos, superando os 14,66 que Filipe Toledo tinha acabado de fazer. Wiggolly também foi bem e perdeu com 13,67 pontos, suficientes para vencer quatro das seis baterias disputadas até ali.  

Depois, Medina também surfou a melhor onda, nota 7,5, para controlar a vantagem até vencer o penúltimo confronto do dia por 13,67 pontos. Foi logo após a classificação de Filipe Toledo e também foi fraco de ondas. Na luta pela segunda vaga para as quartas de final, o americano Kolohe Andino ganhou por pouco do outro brasileiro, Yago Dora, 10,43 a 9,50. Ele ficou em nono lugar no Tahiti Pro Teahupoo, mas entrou no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite para o ano que vem, tirando da lista o também catarinense Tomas Hermes.   

“Eu amo surfar Teahupoo, não importa o tamanho das ondas”, disse Gabriel Medina. “A previsão deste ano não é boa, mas ainda temos algumas ondas para surfar tubos e fazer manobras, está divertido o mar. É um tipo diferente de surfe aqui, mas estou feliz em estar nas quartas de final mais uma vez. É um evento importante na corrida do título mundial este ano e todos estão querendo um bom resultado aqui, eu também”.

Gabriel Medina tem o melhor retrospecto na perigosa bancada de Teahupoo nos últimos anos. Desde 2014, quando bateu o mestre Kelly Slater numa final com tubos enormes e desafiadores, foi vice-campeão no ano seguinte contra o francês Jeremy Flores, também perdeu o título para Julian Wilson no ano passado e foi semifinalista em 2016. Essa é quinta vez consecutiva que ele chega nas quartas de final, agora para um duelo brasileiro decisivo na briga pelo título mundial com Italo Ferreira.

POTIGUAR VOADOR – Enquanto Medina busca sua primeira vitória no ano, o potiguar ganhou duas das cinco consecutivas do Brasil nas seis etapas disputadas até o Taiti. Outras duas foram vencidas por Filipe Toledo e uma pelo catarinense Willian Cardoso. Italo Ferreira competiu pela primeira vez em Teahupoo em 2015 e foi a única que também chegou nas quartas de final, parando no australiano Owen Wright. Na quinta-feira, o potiguar de Baía Formosa já disputou uma bateria brasileira com o pernambucano Ian Gouveia que fechou a terceira fase.

Ele voltou na última do dia e seus adversários acharam os tubos para dominar toda a bateria. Tanto o tubo do francês Jeremy Flores, como o de Connor O´Leary, recebeu nota 8,17 dos juízes. O australiano já tinha batido todos os recordes do campeonato na terceira fase, com a nota 9,20 num tubaço incrível e os 16,53 pontos que totalizou contra o taitiano Michel Bourez.

Com a vantagem, os dois ficaram dominando o pico, o tempo foi passando e, como não vinham mais tubos, Italo passou a arriscar os aéreos. E foi voando, que ele conseguiu notas 7,07 e 6,03 nas últimas ondas, para conquistar a última vaga para as quartas de final. Jeremy venceu por 15,24 pontos, o potiguar voador passou em segundo com 13,10 e o australiano foi eliminado com 11,34, somando 3,17 da última onda que surfou para tentar a classificação.

SELEÇÃO BRASILEIRA – Além dos três classificados para as quartas de final e de Yago Dora, que perdeu na quarta fase, outros cinco brasileiros competiram na quinta-feira e ficaram na primeira rodada do dia, em 13.o lugar no Tahiti Pro Teahupoo, com apenas 1.665 pontos no ranking. Dois deles caíram nos duelos brasileiros da terceira fase, Wiggolly Dantas na bateria paulista com Gabriel Medina e Ian Gouveia no confronto nordestino com Italo Ferreira.

O dia não começou bem para o Brasil, com três eliminações seguidas. O cearense Michael Rodrigues entrou na segunda bateria e não achou nada de ondas contra o havaiano Ezekiel Lau. A disputa seguinte também foi fraca de ondas e o paulista Jessé Mendes tentou de tudo, mas perdeu por 9,50 a 9,40 para o australiano top-6 do ranking, Wade Carmichael. Depois, o campeão mundial Adriano de Souza só conseguiu pegar duas ondas na sua e a segunda foi a melhor da bateria, valeu 7,50. Mas, o japonês Kanoa Igarashi ainda pegou uma no final para tirar outra nota na casa dos 5 pontos e vencer por 11,40 a 11,17.  

Depois dessas três derrotas seguidas, Filipe Toledo confirmou o favoritismo contra o taitiano Tikanui Smith, Gabriel Medina derrotou Wiggolly Dantas, Yago Dora despachou o australiano Mikey Wright e Italo Ferreira venceu Ian Gouveia na batalha pela última vaga para a quarta fase. Com a classificação, Yago Dora tirou a 22.a posição no ranking do também catarinense Tomas Hermes, que não passou nenhuma bateria no Taiti. Sua vaga no G-22 do CT só é ameaçada pelo sul-africano Michael February, adversário de Filipe Toledo nas quartas de final.

Acompanhe a transmissão ao vivo do último dia do Tahiti Pro Teahupoo pelo www.worldsurfleague.com ou pelo Facebook ou pelo aplicativo da World Surf League.

QUARTAS DE FINAL DO TAHITI PRO TEAHUPOO:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Michael February (AFR)

2.a: Wade Carmichael (AUS) x Owen Wright (AUS)

3.a: Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)

4.a: Kolohe Andino (EUA) x Jeremy Flores (FRA)

Italo e Jadson são o Brasil nas finais do Vans US Open

Os potiguares Italo Ferreira e Jadson André ganharam os duelos brasileiros das oitavas de final no sábado e vão se enfrentar na disputa pela terceira vaga para as semifinais do QS 10000 Vans US Open of Surfing neste domingo na Califórnia. Jadson derrotou o paranaense Peterson Crisanto, que já perdeu a liderança do WSL Qualifying Series para o havaiano Seth Moniz, enquanto o natalense assumiu a terceira posição no ranking. E Italo venceu o confronto de tops do CT com o cearense Michael Rodrigues. Já o campeão mundial Adriano de Souza e a gaúcha Tatiana Weston-Webb foram barrados na briga por vagas nas quartas de final.

O sábado foi mais um dia de ondas pequenas, de menos de 1 metro de altura, com grandes intervalos entre as séries, fazendo com que poucas entrassem nas baterias em Huntington Beach. Com isso, era preciso aproveitar qualquer oportunidade para surfar. Mineirinho foi o primeiro a competir e chegou a ganhar a maior nota da bateria – 8,27 – contra Griffin Colapinto. O norte-americano só surfou duas ondas contra três do brasileiro e foi cirúrgico ao conseguir notas 8,17 e 5,83 para vencer por 14,00 a 13,27 pontos.

Na disputa seguinte, o francês Jorgann Couzinet aumentou o recorde de pontos do US Open para 15,50, somando 8,17 com 7,33 contra o californiano Cam Richards. Estas marcas só foram superadas no penúltimo confronto do dia pelo havaiano Seth Moniz, que retomou a ponta do ranking perdida para Peterson Crisanto quando o paranaense ganhou a outra única etapa do QS 10000 disputada esse ano, em Ballito, na África do Sul. O havaiano pegou uma esquerda e arriscou um aéreo de backside incrível, com dois dos cinco juízes dando nota 10 e a média ficando em 9,87. Com ela, atingiu 15,70 pontos para se tornar o recordista absoluto do campeonato.

DUELOS BRASILEIROS – Isso aconteceu logo após as duas baterias 100% brasileiras no maior palco do surfe nos Estados Unidos. Na primeira delas, não entraram muitas ondas e Peterson Crisanto nem conseguiu mostrar o surfe que o levou até a liderança do ranking. Já o natalense Jadson André completou três ondas e computou 7,67 e 6,50 para ganhar fácil por 14,17 a 3,53 pontos. Com a derrota em nono lugar no US Open, Peterson viu Seth Moniz lhe tirar o primeiro lugar no ranking com uma apresentação recorde duas baterias depois. E Jadson subiu para a terceira posição, que estava com o catarinense Alejo Muniz.

No segundo confronto verde-amarelo, os dois surfistas ficaram mais ativos no mar, ambos indo em várias ondas, porém a maioria não abria paredes para manobras e nem formava rampas para voar. O potiguar de Baía Formosa, Italo Ferreira, foi mais feliz na escolha e achou duas regulares para seguir para as quartas de final com um placar de 11,73 a 6,80 pontos. O cearense Michael Rodrigues terminou empatado em nono lugar com Adriano de Souza e Peterson Crisanto, marcando 3.700 pontos no ranking.

QUARTAS DE FINAL – No domingo, a batalha por vagas nas semifinais vai começar com uma bateria norte-americana entre dois tops do CT, Kolohe Andino e Griffin Colapinto. Na segunda quarta de final, o francês Jorgann Couzinet, que entrou no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para a elite dos top-34 da World Surf League na Califórnia, enfrenta o australiano Dion Atkinson. Depois vem o confronto brasileiro entre os potiguares Italo Ferreira e Jadson André e o do novo líder do ranking, Seth Moniz, com o defensor do título do Vans US Open of Surfing, o japonês Kanoa Igarashi.

CT FEMININO – Enquanto Kanoa ainda briga pelo bicampeonato em Huntington Beach, na sétima etapa feminina do World Surf League Championship Tour, as duas finalistas do ano passado já foram eliminadas. A campeã, Sage Erickson, não passou nenhuma bateria dessa vez e ficou em último lugar. Já a brasileira Tatiana Weston-Webb, que perdeu a decisão do título para a norte-americana, foi barrada na batalha pelas últimas vagas para as quartas de final na manhã do sábado na Califórnia.

Apesar da derrota em nono lugar, a gaúcha criada no Havaí não perde a terceira posição no ranking nesta etapa. Tatiana não conseguiu superar as duas norte-americanas que enfrentou na última bateria da terceira fase. A vencedora foi Courtney Conlogue com o maior placar das meninas no sábado, 13,90 pontos com notas 7,00 e 6,90. Em segundo lugar passou a jovem Caroline Marks com 11,70 pontos, contra 10,26 da única participante do Brasil no US Open esse ano, pois a cearense Silvana Lima não competiu por estar contundida.

A próxima adversária de Courtney Conlogue é outra americana, a vice-líder do ranking Lakey Peterson, na última bateria das quartas de final. Lakey tenta recuperar a lycra amarela do Jeep Leaderboard perdida para a australiana Stephanie Gilmore na decisão do título da etapa passada em Jeffreys Bay, na África do Sul. A hexacampeã mundial vai disputar a primeira vaga para as semifinais com a francesa Johanne Defay.

As etapas do QS 10000 masculina e do CT feminino na Vans US Open of Surfing estão sendo transmitidas ao vivo de Huntington Beach na Califórnia pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da World Surf League.

QUARTAS DE FINAL DO QS 10000 VANS US OPEN OF SURFING:

1.a: Kolohe Andino (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)

2.a: Jorgann Couzinet (FRA) x Dion Atkinson (AUS)

3.a: Italo Ferreira (BRA) x Jadson André (BRA)

4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Seth Moniz (HAV)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.700 pontos e US$ 4.300:

1.a: Kolohe Andino (EUA) 9.20 x 8.84 Reef Heazlewood (AUS)

2.a: Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 13.27 Adriano de Souza (BRA)

3.a: Jorgann Couzinet (FRA) 15.50 x 9.10 Cam Richards (EUA)

4.a: Dion Atkinson (AUS) 10.64 x 9.43 Tanner Gudauskas (EUA)

5.a: Jadson André (BRA) 14.17 x 3.53 Peterson Crisanto (BRA)

6.a: Italo Ferreira (BRA) 11.73 x 6.80 Michael Rodrigues (BRA)

7.a: Seth Moniz (HAV) 15.70 x 13.50 Evan Geiselman (EUA)

8.a: Kanoa Igarashi (JPN) 14.33 x 12.23 Michael February (AFR)

QUARTAS DE FINAL DO CT VANS US OPEN OF SURFING:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Johanne Defay (FRA)

2.a: Carissa Moore (HAV) x Nikki Van Dijk (AUS)

3.a: Caroline Marks (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

4.a: Lakey Peterson (EUA) x Courtney Conlogue (EUA)

TERCEIRA FASE – 1.a e 2.a=Quartas de Final e 3.a=9.o lugar com 3.085 pontos e US$ 11.500:

1.a: 1-Johanne Defay (FRA)=13.16, 2-Carissa Moore (HAV)=10.90, 3-Pauline Ado (FRA)=7.87

2.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=13.54, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=11.46, 3-Malia Manuel (HAV)=10.07

3.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=13.60, 2-Lakey Peterson (EUA)=12.40, 3-Coco Ho (HAV)=12.00

4.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=13.90, 2-Caroline Marks (EUA)=11.70, 3-Tatiana Weston-Webb (BRA)=10.26

Brasil mantem maioria nas oitavas de final do US Open

O Brasil manteve a maioria entre os dezesseis surfistas que se classificaram para as oitavas de final do QS 10000 Vans US Open of Surfing nas pequenas ondas da sexta-feira em Huntington Beach, na Califórnia. Cinco passaram pela quarta fase, mas a combinação de resultados acabou formando dois duelos verde-amarelos, ou seja, dois já estão garantidos nas quartas de final, porém dois serão eliminados em nono lugar na segunda etapa com pontuação máxima do WSL Qualifying Series 2018. Também na sexta-feira começou o CT feminino e a gaúcha Tatiana Weston-Webb vai disputar vagas para as quartas de final no evento que foi vice-campeã no ano passado.

Antes das meninas competirem pela primeira vez nessa semana em Huntington Beach, foram realizadas as seis baterias que faltavam para definir os confrontos das oitavas de final do QS 10000, iniciado na segunda-feira. O campeão mundial Adriano de Souza já tinha se classificado na quinta-feira e vai disputar a segunda vaga para as quartas de final com o número 1 do WSL Qualifying Series no ano passado, o norte-americano Griffin Colapinto.

Mais seis brasileiros competiram na sexta-feira e quatro avançaram em duas dobradinhas verde-amarelas seguidas. Com isso, eles terão que se enfrentar nos duelos eliminatórios das oitavas de final. Foram duas vitórias potiguares, do Jadson André com o cearense Michael Rodrigues passando em segundo lugar e do Italo Ferreira com o paranaense Peterson Crisanto, que segue defendendo a liderança do ranking na Califórnia. Agora, Jadson compete contra Peterson e Italo contra Michael.

Antes das duas classificações duplas, o paulista Miguel Pupo tinha sido eliminado na segunda bateria do dia. Ele tinha assumido a décima posição no ranking no dia anterior, mas falhou em sua primeira defesa de vaga no grupo dos dez indicados pelo QS para completar a elite dos top-34 da World Surf League. Com a derrota em 17.o lugar para os americanos Tanner Gudauskas e Cam Richards, Pupo já saiu da lista na sexta-feira mesmo.

Depois, entraram no mar Jadson André e Michael Rodrigues com o havaiano Tanner Hendrickson. Foi uma bateria fraca de ondas, mas o potiguar começou bem com nota 6,33 para vencer por 10,83 pontos. Jadson chegou na Califórnia em último lugar no G-10 e amanhece o sábado em sexto no ranking. Já o cearense é um dos reforços na “seleção brasileira” do CT esse ano e confirmou a primeira dobradinha brasileira na sexta-feira em sua última onda, que valeu 5,43 para despachar o havaiano por 9,60 a 8,40 pontos.

Após a vitória natalense, o potiguar de Baía Formosa, Italo Ferreira, liquidou seus oponentes logo nas duas primeiras ondas que surfou e valeram notas 6,33 e 7,10. Peterson Crisanto começou com notas baixas, mas nem chegou a ser ameaçado pelo australiano Cooper Chapman, que não conseguia achar nada para surfar. No final, o paranaense encontrou ondas melhores para ganhar 6,07 e 5,27 e confirmar o segundo lugar com 11,34 pontos.

Os dois principais concorrentes de Peterson Crisanto pela liderança do ranking, entraram no confronto seguinte com o sul-africano do CT, Michael February. Foi mais uma disputa com poucas ondas boas em Huntington Beach e o vice-líder, Seth Moniz, venceu por 12,16 pontos com as notas 6,33 e 5,83 das duas primeiras que pegou. O sul-africano também fez seu placar de 11,07 pontos no início, enquanto o catarinense Alejo Muniz, terceiro do ranking, só tinha 9,70 e precisava de 6,08 para somar com o 5,00 da maior que tinha recebido. A chance só apareceu nos últimos segundos e ele fez o máximo que a onda permitiu, porém a nota saiu 5,73 e Alejo terminou empatado com Miguel Pupo em 17.o lugar no Vans US Open.

CT FEMININO – A etapa do CT feminino que vinha sendo adiada desde segunda-feira, começou em seguida com a norte-americana Courtney Conlogue conquistando a primeira vitória por 12,83 pontos, somando uma nota 7,0. Esse placar só foi superado na 12.a e última bateria da sexta-feira. Apenas a havaiana Coco Ho também conseguiu uma nota 7,0 para atingir 12,90 pontos na disputa pela última vaga para a terceira fase. Foram vários confrontos com poucas ondas boas no mar pequeno e difícil de competir em Huntington Beach.

Entre as concorrentes ao título mundial, a líder Stephanie Gilmore foi a única que estreou com vitória e avançou direto para a terceira fase. A vice-líder, Lakey Peterson, e a brasileira Tatiana Weston-Webb, terceira colocada, perderam suas primeiras baterias, mas passaram pela repescagem. Com a contusão no joelho da cearense Silvana Lima, a gaúcha criada no Havaí é a única representante do Brasil nesta sétima etapa do World Surf League Championship Tour.

Tatiana foi vice-campeã no US Open do ano passado, vencido pela californiana Sage Erickson, mas apenas Stephanie Gilmore e Lakey Peterson brigam pela lycra amarela do Jeep Leaderboard em Huntington Beach. Por outro lado, ninguém pode tirar a terceira posição no ranking da brasileira. Ela perdeu para a havaiana Malia Manuel na primeira fase, mas se recuperou contra a australiana Macy Callaghan e vai disputar a última classificatória para as quartas de final com duas californianas, Caroline Marks e a recordista Courtney Conlogue.

As etapas do QS 10000 masculina e do CT feminino na Vans US Open of Surfing estão sendo transmitidas ao vivo de Huntington Beach na Califórnia pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da World Surf League.

OITAVAS DE FINAL DO QS 10000 VANS US OPEN – 9.o lugar com 3.700 pontos e US$ 4.300:

1.a: Kolohe Andino (EUA) x Reef Heazlewood (AUS)

2.a: Adriano de Souza (BRA) x Griffin Colapinto (EUA)

3.a: Jorgann Couzinet (FRA) x Cam Richards (EUA)

4.a: Dion Atkinson (AUS) x Tanner Gudauskas (EUA)

5.a: Peterson Crisanto (BRA) x Jadson André (BRA)

6.a: Tomas Hermes (BRA) x Michael Rodrigues (BRA)

7.a: Seth Moniz (HAV) x Evan Geiselman (EUA)

8.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Michael February (AFR)

QUARTA FASE - 1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=17.o lugar com 2.200 pontos e US$ 2.700:

---------últimos resultados da quinta-feira:

1.a: 1-Reef Heazlewood (AUS)=13.90, 2-Griffin Colapinto (EUA)=11.10, 3-Yago Dora (BRA)=5.67

2.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=13.47, 2-Kolohe Andino (EUA)=12.37, 3-Ramzi Boukhiam (MAR)=7.83

---------baterias que abriram a sexta-feira:

3.a: 1-Jorgann Couzinet (FRA)=14.00, 2-Dion Atkinson (AUS)=12.60, 3-Ezekiel Lau (HAV)=10.57

4.a: 1-Tanner Gudauskas (EUA)=13.74, 2-Cam Richards (EUA)=12.00, 3-Miguel Pupo (BRA)=11.26

5.a: 1-Jadson André (BRA)=10.83, 2-Michael Rodrigues (BRA)=9.60, 3-Tanner Hendrickson (HAV)=8.40

6.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=13.43, 2-Peterson Crisanto (BRA)=11.34, 3-Cooper Chapman (AUS)=6.40

7.a: 1-Seth Moniz (HAV)=12.16, 2-Michael February (AFR)=11.07, 3-Alejo Muniz (BRA)=10.73

8.a: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=12.23, 2-Evan Geiselman (EUA)=10.94, 3-Patrick Gudauskas (EUA)=10.73

TERCEIRA FASE DO CT VANS US OPEN – 1.a e 2.a=Quartas de Final e 3.a=9.o lugar:

1.a: Johanne Defay (FRA), Carissa Moore (HAV), Pauline Ado (FRA)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Malia Manuel (HAV)

3.a: Lakey Peterson (EUA), Sally Fitzgibbons (AUS), Coco Ho (HAV)

4.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Caroline Marks (EUA), Courtney Conlogue (EUA)

SEGUNDA FASE – Derrota=13.o lugar com 1.390 pontos e US$ 10.000:

1.a: Nikki Van Dijk (AUS) 12.44 x 9.73 Sage Erickson (EUA)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 12.84 x 4.90 Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Lakey Peterson (EUA) 12.76 x 8.63 Kirra Pinkerton (EUA)

4.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.57 x 7.97 Macy Callaghan (AUS)

5.a: Carissa Moore (HAV) 12.33 x 8.37 Paige Hareb (NZL)

6.a: Coco Ho (HAV) 12.90 x 10.47 Keely Andrew (AUS)

PRIMEIRA FASE – Vitória=Terceira Fase e 2.a e 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=12.83, 2-Nikki Van Dijk (AUS)=12.63, 3-Carissa Moore (HAV)=9.84

2.a: 1-Johanne Defay (FRA)=12.40, 2-Keely Andrew (AUS)=9.66, 3-Paige Hareb (NZL)=7.77

3.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=10.96, 2-Sage Erickson (EUA)=10.00, 3-Kirra Pinkerton (EUA)=5.70

4.a: 1-Pauline Ado (FRA)=12.26, 2-Lakey Peterson (EUA)=11.50, 3-Coco Ho (HAV)=9.37

5.a: 1-Malia Manuel (HAV)=11.24, 2-Tatiana Weston-Webb (BRA)=10.40, 3-Macy Callaghan (AUS)=8.90

6.a: 1-Caroline Marks (EUA)=12.40, 2-Bronte Macaulay (AUS)=9.87, 3-Sally Fitzgibbons (AUS)=9.30

Filipe Toledo é bicampeão do Oi Rio Pro em Saquarema

O paulista Filipe Toledo comandou o show nos tubos da Barrinha para festejar sua segunda vitória na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour no Rio de Janeiro. Desde que ela passou a ser patrocinada pela Oi, ele ganhou a primeira em 2015 no Postinho da Barra da Tijuca, agora garantiu o bicampeonato do Brasil em Saquarema, repetindo o feito do também paulista Adriano de Souza no ano passado. Filipe barrou o líder do ranking, Julian Wilson, nas semifinais e também não deu qualquer chance para o outro australiano que enfrentou na decisão, Wade Carmichael. Com a vitória, Filipe tirou a vice-liderança no Jeep Leaderboard do potiguar Italo Ferreira e entra na briga direta pelo título mundial, que terá um novo desafio já começando no próximo domingo, dia 27, na Indonésia.

“Galera, primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui nesse lugar maravilhoso que é Saquarema, com altas ondas aqui na Barrinha e em Itaúna também, foi um campeonato incrível”, disse Filipe Toledo. “Quero agradecer todo mundo que mora aqui em Saquarema e nesta região do Rio de Janeiro, todos os locais daqui, obrigado de coração porque vocês fizeram uma festa incrível. Vocês têm uma onda alucinante aqui na frente da casa de vocês, valorizem isso e obrigado a todo mundo. Esse troféu para o meu filhote Koa (lágrimas) que nasceu há poucas semanas e está aqui com a gente. Valeu galera”.

Esta foi a sexta final de Filipe Toledo em etapas do World Surf League Championship Tour e ele ganhou todas. Já o seu oponente, Wade Carmichael, é um dos estreantes na elite mundial deste ano e pela primeira vez chegava numa decisão de título. Seu grande feito no último dia do Oi Rio Pro foi ter barrado Gabriel Medina nas quartas de final, quando o campeão mundial simplesmente não achou ondas boas para surfar na bateria. Depois, o australiano passou pelo havaiano Ezekiel Lau, que tinha derrotado o aniversariante do dia, o catarinense Yago Dora.

“Hoje (sexta-feira) foi uma loucura. É quase inacreditável ver tantas pessoas aqui na praia para assistir o campeonato. Que dia incrível!”, disse Wade Carmichael. “Eu entrei na final com uma estratégia definida de escolher as melhores ondas que entrassem, mas ouvi a torcida gritando loucamente naquela onda que ele (Filipe Toledo) recebeu nota 9,93. Mesmo assim, eu tinha que esperar alguma onda de tubo, mas não deu certo pra mim dessa vez e parabéns ao Filipe porque foi um campeonato épico, com altas ondas”.

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título do Oi Rio Pro 2018 começou as 11h30 com a praia lotada na Barrinha. Filipe pegou a primeira onda da bateria, mas ela fechou rápido e a prioridade de escolha da próxima ficou para Wade Carmichael. A onda acabou quebrando a prancha do brasileiro, que teve de sair do mar para pegar outra, enquanto o australiano continuava aguardando a entrada de uma nova série de ondas no outside.

Filipe ficou então pegando as que ele deixava passar para colocar a nova prancha no pé e foi construindo uma vantagem mesmo com notas baixas, 3,67 e 2,83 seguidas. Depois, achou uma direita bem maior, entrou num tubaço incrível, sumiu lá dentro e saiu, para a vibração da torcida. Três dos cinco juízes deram nota 10 e a média ficou em 9,93, passando a somar 13,60 pontos contra apenas 0,67 do australiano nos primeiros 10 minutos da bateria.

Carmichael tentou responder em um tubo também, mas não foi tão profundo e só valeu 3,17, precisando ainda trocar suas duas notas para tirar o título de Filipe Toledo. O brasileiro somava uma nota baixa, 3,67, podendo aumentar ainda mais a vantagem se surfasse outra onda boa. Ele ficou então com a prioridade de escolha, aguardando pacientemente por isso. Filipe só pegou outra quando restavam 12 minutos, mas não foi boa e o jogo se inverteu, com o australiano passando a escolher a próxima que quisesse.

O brasileiro então se afastou dele, remando mais pra baixo do pico para tentar aumentar sua segunda nota computada. A primeira que ele pegou rendeu duas manobras fortes para somar nota 5,33. Na seguinte, pegou uma onda menor, mas rodou um belo tubo, ficou entocado por mais de 5 segundos e saiu no único lugar possível para completar a manobra. A praia explodiu de novo e a vitória praticamente foi garantida com a nota 7,17 recebida, que acabou fechando o placar do seu segundo título no Oi Rio Pro em massacrantes 17,10 a 8,00 pontos.

BRASILEIROS ELIMINADOS -  Apesar de Filipe Toledo incendiar a torcida ao vencer bem, com tubos e aéreos na Barrinha, a bateria que abriu a sexta-feira decisiva do Oi Rio Pro em Saquarema, os outros três brasileiros perderam os duelos seguintes pelas quartas de final. O cearense Michael Rodrigues até liderou boa parte do confronto com o número 1 do Jeep Leaderboard, Julian Wilson. Porém, de tanto tentar, o australiano conseguiu achar uma onda boa para mostrar a potência do seu surfe e virar o placar para 11,20 a 9,83 pontos.

“Estou muito feliz pela experiência em competir em Saquarema. É a minha primeira vez aqui e foi um evento incrível”, disse Michael Rodrigues. “Estou amarradão em poder estar aqui com minha família, todos os meus amigos, uma vibe muito boa da torcida brasileira na praia, eu nunca tinha sentido nada nem parecido com isso e estou realmente muito feliz. Fiquei um pouco triste de ter perdido, mas acho que fiz um bom trabalho e só tenho que agradecer, pois foi uma semana incrível e obrigado a todos que torceram por mim e por nós brasileiros”.

Depois, o campeão mundial Gabriel Medina não conseguiu acertar seus aéreos numa bateria mais fraca de ondas, enquanto o australiano Wade Carmichael ia pegando alguns tubos rápidos para somar pontos. No final, o vice-campeão do Oi Rio Pro 2018 derrotou um dos favoritos ao título em Saquarema, por uma larga vantagem de 11,40 a 3,63 pontos. Medina estava na briga pela liderança do ranking, mas precisava vencer o campeonato.

O último brasileiro a competir foi o aniversariante do dia, Yago Dora, catarinense que estava completando 22 anos de idade na sexta-feira. No entanto, o havaiano Ezekiel Lau não quis participar da festa e partiu em busca do seu melhor resultado na temporada. Yago tinha surpreendido a elite mundial competindo como convidado do Oi Rio Pro no ano passado, quando só parou nas semifinais. Ele também tentou os aéreos para repetir o feito, mas o havaiano pegou as melhores ondas para vencer por 12,86 a 8,30 pontos.

JEEP LEADERBOARD – Com a derrota em quinto lugar, Yago Dora ficou na porta de entrada do grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que permanecem na elite para o ano que vem. Ele subiu da 31.a para a 23.a posição na classificação geral das quatro etapas completadas nesta sexta-feira em Saquarema. Já o campeão, Filipe Toledo, saltou do nono para o segundo lugar no Jeep Leaderboard, que permanece com o australiano Julian Wilson na frente. Filipe agora é o principal concorrente dele na próxima etapa, o Corona Bali Pro, que começa no próximo domingo, 27, nas direitas de Keramas, em Bali, na Indonésia.

O potiguar Italo Ferreira, que chegou no Brasil dividindo a liderança com Julian Wilson, caiu para o terceiro lugar, seguido agora por Gabriel Medina em quarto e o novo quinto colocado é o vice-campeão do Oi Rio Pro, Wade Carmichael, que estava em 16.o lugar. Já o cearense Michael Rodrigues, que também ficou nas quartas de final em Saquarema, empatado com Gabriel Medina, Yago Dora e Kolohe Andino, subiu de 14.o para sétimo no ranking.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do O Oi Rio Pro podem ser acessados na página do evento no www.worldsurfleague.com que transmitiu a etapa brasileira ao vivo de Saquarema para o mundo todo pelo Facebook Live e pelo aplicativo da WSL.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI RIO PRO:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 17,10 pontos (9,93+7,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Wade Carmichael (AUS) com 8,00 (4,33+3,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.37 x 5.63 Julian Wilson (AUS)

2.a: Wade Carmichael (AUS) 13.17 x 9.27 Ezekiel Lau (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 19.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 13.84 x 11.93 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Julian Wilson (AUS) 11.20 x 9.83 Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Wade Carmichael (AUS) 11.40 x 3.63 Gabriel Medina (BRA)

4.a: Ezekiel Lau (HAV) 12.86 x 8.30 Yago Dora (BRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 4.a etapa:

01: Julian Wilson (AUS) – 19.415 pontos

02: Filipe Toledo (BRA) – 18.075

03: Italo Ferreira (BRA) – 14.995

04: Gabriel Medina (BRA) – 14.160

05: Wade Carmichael (AUS) – 13.585

06: Ezekiel Lau (HAV) – 11.670

07: Owen Wright (AUS) – 11.575

07: Michel Bourez (TAH) – 11.575

07: Michael Rodrigues (BRA) – 11.575

10: Adrian Buchan (AUS) – 11.550

11: Mick Fanning (AUS) – 11.500

12: Griffin Colapinto (EUA) – 9.835

13: Kolohe Andino (EUA) – 9.740

14: Tomas Hermes (BRA) – 8.590

15: Frederico Morais (PRT) – 8.495

16: Kanoa Igarashi (JPN) – 8.240

17: John John Florence (HAV) – 7.450

17: Adriano de Souza (BRA) – 7.450

17: Sebastian Zietz (HAV) – 7.450

17: Jeremy Flores (FRA) – 7.450

17: Conner Coffin (EUA) – 7.450

22: Patrick Gudauskas (EUA) – 7.345

--------outros brasileiros:

23: Yago Dora (BRA) – 7.250 pontos

26: Willian Cardoso (BRA) – 6.660

28: Ian Gouveia (BRA) – 4.960

30: Jessé Mendes (BRA) – 4.170

35: Miguel Pupo (BRA) – 2.085

36: Caio Ibelli (BRA) – 1.680

38: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

41: Wiggolly Dantas (BRA) – 420

41: Deivid Silva (BRA) – 420

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