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Yago Dora é o campeão do QS 10000 Vans US Open

O catarinense Yago Dora recolocou a bandeira brasileira no alto do pódio do maior palco do surfe norte-americano na Califórnia. Ele usou os aéreos para liquidar seus adversários no domingo em Huntington Beach e conquistar o título do Vans US Open of Surfing. A última vitória brasileira tinha sido em 2016 com Filipe Toledo, antes do bicampeonato do japonês Kanoa Igarashi. Com o título sobre o australiano Liam O´Brien no segundo QS 10000 do ano, Yago saltou da quinquagésima para a quarta posição no ranking do WSL Qualifying Series, agora liderado pelo francês Jorgann Couzinet, seguido pelo potiguar Jadson André e pelo paulista Alex Ribeiro, derrotado pelo catarinense na semifinal.

A outra única etapa com status máximo QS 10000 da temporada, também foi vencida pelo Brasil, com o paulista Deivid Silva no Ballito Pro da África do Sul. Deivid está em quinto lugar no ranking do QS, que indica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. No momento, ele dispensa essa vaga por já estar se garantindo entre os 22 primeiros colocados no Jeep Leaderboard do Championship Tour. Já Yago Dora está fora deste grupo e agora volta a aparecer na lista dos dez do QS, para continuar na divisão principal do Circuito Mundial.

“É uma sensação incrível e estou muito feliz, pois esse é o melhor resultado da minha carreira”, disse Yago Dora, logo que saiu do mar com a vibração da torcida que lotou as areias e o píer de Huntington Beach no domingo. “Desde o início do evento, eu senti que poderia ter alguma coisa especial pra mim aqui. E vi vários sinais hoje (domingo), como aquela bateria (contra o francês Jorgann Couzinet) que virei no final. Isso me deixou mais motivado ainda e estar no topo agora, com a vitória nesse evento gigante, é incrível, quase inacreditável”.

Yago começou o domingo ganhando um duelo adrenalizante com o novo líder no ranking do QS. Ele então usou sua arma mortal, os aéreos de frontside nas esquerdas de Huntington Beach. Acertou um muito alto, com grande amplitude e rotação completa no ar, que os juízes deram nota 9,27. Na onda seguinte, mandou outro que valeu 7,20 para fazer o maior placar do domingo, 16,47 a 15,57 pontos do francês Jorgann Couzinet, que também surfou muito bem para somar notas 8,40 e 7,17.

O último dia já tinha sido iniciado com um confronto emocionante, decidido nas ondas surfadas nos últimos segundos. O paulista Alex Ribeiro liderou toda a bateria, mas no final o australiano Connor O´Leary conseguiu a virada com notas 6,00 e 7,20 em duas ondas seguidas. Só que Alex ainda pegou uma direita perto do píer de Huntington, que rendeu duas manobras fortes que valeram 6,43 e a vitória por 13,76 a 13,20 pontos. Com Yago Dora vencendo a disputa seguinte, formou-se uma semifinal brasileira com Alex Ribeiro.

SEMIFINAL BRASILEIRA – O catarinense começa bem com notas 7,00 e 5,50 usando a borda nas manobras de frontside nas esquerdas de Huntington Beach, enquanto Alex Ribeiro falha nas duas primeiras ondas. O mar seguia com longos intervalos entre as séries como durante toda a semana, então era preciso ter paciência para escolher bem e não desperdiçar qualquer chance de surfar. Alex demora mais de 10 minutos para pegar uma esquerda e arrisca um aéreo rodando de frontside, que não consegue aterrissar com perfeição.

Yago Dora faz o mesmo na onda de trás, só que com risco mais alto e completa a manobra para ganhar 7,77 dos juízes. Com essa nota, deixava Alex em “combination”, precisando de mais de 10 pontos para supera-lo, ou seja, teria que começar do zero de novo para vencer. Ele consegue sair dessa situação com o 4,83 recebido numa direita que proporcionou três manobras de backside.

No entanto, ainda precisava de uma nota excelente, de 9,54 pra cima, então a solução era tentar uma manobra grande, um aéreo perfeito, já que as ondas não abriam paredes mais longas. E no último minuto, Alex acertou o aéreo rodando bem alto para tentar a vitória, a praia lotada aplaudiu e ele saiu do mar sem saber a nota. Dois dos cinco juízes deram 9,5 para ele e a média ficou em 9,33, com Yago Dora passando para a final por 14,77 a 14,16 pontos.

DECISÃO DO TÍTULO – Na decisão do título, o talentoso catarinense começou já usando os aéreos de frontside nas esquerdas, para largar na frente com notas 7,43 e 6,33. Liam O´Brien também pega uma esquerda e faz três manobras de borda muito fortes de backside que valeram 7,67 na primeira onda. Aí veio uma longa calmaria e a outra série de ondas boas só entrou quase 15 minutos depois, quando restavam 13 para o término.

Com a prioridade de escolha, o australiano Liam O´Brien pegou primeiro, mas errou a manobra mais forte. Já Yago Dora aproveitou bem a chance, acertando outro aéreo rodando muito alto, que valeu 8,60 para praticamente selar a vitória nessa onda, depois confirmada por 16,03 a 11,34 pontos. Ele ainda voou em mais um que valeu 6,70, enquanto o australiano ficou esperando por uma onda boa que não apareceu para ele até o fim da bateria.

Yago falou sobre ser mais um brasileiro a escrever seu nome na lista dos campeões do US Open, como Filipe Toledo em 2016: “Para mim, é tudo no mundo, porque esse evento é gigante demais e é um sonho para qualquer surfista ganhar aqui. Eu quero agradecer a minha família, meus patrocinadores, meu shaper pela prancha mágica, todos meus amigos que estão assistindo em casa e toda a torcida brasileira que está aqui na praia. Estou muito amarradão”.

MUDANÇAS NO G-10 – Yago já tinha começado bem a temporada com o vice-campeonato na volta do Oi Hang Loose Pro Contest para Fernando de Noronha (PE), só perdendo a bateria final para o potiguar Jadson André na Cacimba do Padre. Ele agora volta a figurar entre os top-10 do QS na quarta posição, logo abaixo do próprio Jadson em segundo lugar e do Alex Ribeiro em terceiro. Ainda tem Deivid Silva em sexto, mas sem precisar da vaga por este ranking.

Apesar da derrota na final, o australiano Liam O´Brien já tinha entrado na lista quando passou pela semifinal contra o americano Griffin Colapinto, vice-campeão do US Open em 2018. Ele chegou na Califórnia em 55.o no ranking e alcançou a décima posição com os 8.000 pontos do vice-campeonato. Mais dois australianos entraram no G-10 em Huntington Beach, Connor O´Leary derrotado na primeira bateria do domingo por Alex Ribeiro e Jack Freestone. Os que saíram da zona de classificação para o CT foram o americano Nat Young, o costa-ricense Carlos Muñoz, o australiano Jordan Lawler e o brasileiro Ian Gouveia.

CAMPEÃO MUNDIAL – No domingo, o único brasileiro que não passou nenhuma bateria foi o campeão mundial Adriano de Souza. Ele até começou bem o duelo com Griffin Colapinto, mandando duas pauladas de backside numa esquerda bem armada que valeram nota 8,17. No entanto, depois não conseguiu achar mais nenhuma onda boa para surfar na difícil condição do mar em Huntington Beach, com poucas séries entrando nas baterias.

Mesmo ficando em quinto lugar no US Open, Mineirinho deu um grande salto no QS na apenas sua segunda etapa disputada esse ano, de 155 para 32 no ranking. Já os que estão mais próximos da zona de classificação são o pernambucano Ian Gouveia, que saiu do G-10 para a 16.a posição, o capixaba Krystian Kymerson que subiu do trigésimo para o 19.o lugar, o paulista Miguel Pupo em 22.o e o pernambucano Luel Felipe, que foi de 69.o para 24.o.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO VANS US OPEN:

Campeão: Yago Dora (BRA) por 16,03 pontos (8,60+7,43) – US$ 30.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Liam O´Brien (AUS) com 11,34 pontos (7,67+3,67) – US$ 15.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 10.000:

1.a: Yago Dora (BRA) 14.77 x 14.16 Alex Ribeiro (BRA)

2.a: Liam O´Brien (AUS) 13.50 x 10.77 Griffin Colapinto (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 5.000:

1.a: Alex Ribeiro (BRA) 13.76 x 13.20 Connor O´Leary (AUS)

2.a: Yago Dora (BRA) 16.47 x 15.57 Jorgann Couzinet (FRA)

3.a: Liam O´Brien (AUS) 14.67 x 13.27 Barron Mamiya (HAV)

4.a: Griffin Colapinto (EUA) 13.93 x 11.67 Adriano de Souza (BRA)

Rei do Rio! Filipe Toledo é tricampeão em Saquarema

O paulista Filipe Toledo fez a festa mais uma vez com a imensa torcida que lotou Saquarema, com uma apresentação impecável nas ondas da Barrinha, para conquistar um incrível tricampeonato nas cinco edições do Rio Pro, que estreou em 2015 com vitória dele mesmo. Filipe aumentou seu próprio recorde de pontos na final contra o sul-africano Jordy Smith e igualou o feito do australiano Dave Macaulay, único que tinha três títulos nos 30 anos de história da etapa do World Surf League Championship Tour no estado do Rio de Janeiro. A australiana Sally Fitzgibbons já tinha conseguido isso na final com a havaiana Carissa Moore, repetindo o tricampeonato da compatriota Pauline Menczer também na década de 90.

“Não sei o que acontece, mas quando chego nas quartas, semifinais, alguma coisa muda internamente em mim, especialmente aqui no Brasil”, disse Filipe Toledo. “Essa torcida me deixa instigado e só quero fazer o meu melhor para eles. No surfe é muito difícil saber o que pode acontecer na água, ainda mais com o Jordy (Smith). Eu já tinha 18 pontos, mas ele poderia conseguir duas notas 9,0 e virar a bateria. Eu fiquei tenso até os últimos 30 segundos, mas certamente aquela minha primeira onda me deixou bem confiante e fiquei amarradão por ter vencido mais uma vez aqui em Saquarema”.

No domingo, as ondas estavam bem menores do que os outros dias, mas com a Barrinha ainda apresentando boa formação para tubos, aéreos e manobras de borda. O maior problema era o grande intervalo entre as séries, fazendo com que poucas ondas boas entrassem nas baterias. Com isso, a escolha das melhores ganhou peso decisivo e foi assim que Filipe Toledo liquidou seus adversários, não desperdiçando as poucas chances que apareciam para ele surfar. Na decisão do título, praticamente confirmou o tricampeonato em duas ondas seguidas, quando ainda faltavam 20 minutos para terminar a bateria.

“É realmente difícil quando você não tem um bom suporte psicológico para estar preparado para tudo isso, pois você pode se perder com a pressão”, disse Filipe Toledo, já no pódio. “O que eu gosto mesmo é essa emoção e essa energia da torcida brasileira. Isso sim é energia, força e motivação para mim. Eu estava doente esses últimos cinco dias e estou bem fraco e cansado. Mas, cada vez que passava pelo corredor da torcida, me fortalecia muito”.

A vitória veio logo no inicio da bateria. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Filipe já incendiou a torcida logo no início, quando pegou um tubo, voou num aéreo muito alto e ainda atacou a junção para largar na frente com nota 9,37. Na onda seguinte, o brasileiro mandou um “tail slide” impressionante, invertendo toda a direção da prancha, usando seu arsenal de manobras modernas e progressivas para receber 8,67. Com essa nota, já aumentava o seu próprio recorde de pontos na Barrinha de 17,84, contra Kelly Slater no sábado, para 18,04 de 20 possíveis. O sul-africano Jordy Smith ficou então arriscando manobras grandes, porém sem completar nenhuma, até a vitória de Filipe ser anunciada por 18,04 a 8,43 pontos.

“Pois é, acho que o Filipe (Toledo) tinha a maior torcida da história para apoia-lo aqui hoje”, brincou Jordy Smith. “Acho que aquela primeira onda dele mudou tudo. Eu estava mais lá para fora e ele acabou pegando um tubo e um aéreo que fizeram toda a diferença. Logo depois, o vento entrou e as oportunidades (de surfar) diminuíram, mas o Filipe é um surfista incrível e foi uma honra fazer a final com ele. O evento foi demais e não há torcida melhor no mundo do que essa aqui do Brasil. Agora, só espero que a torcida em Jeffreys Bay (África do Sul) mostre tanto amor para nós, sul-africanos, quanto os brasileiros fazem aqui”.

O sul-africano não chegava numa final desde 2017 e a última tinha sido contra o próprio Filipe Toledo, quando também perdeu para o brasileiro em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Com o tricampeonato, Filipe igualou o recorde do australiano Dave Macaulay, único que tinha festejado três vitórias no Rio de Janeiro quando ele nem tinha nascido ainda, em 1988, 1989 e 1993, todas na Barra da Tijuca. Além disso, Filipe pulou da sexta para a terceira posição no ranking e já reuniu chances matemáticas de brigar pela ponta na próxima etapa, o Corona J-Bay Open, de 09 a 22 de julho na África do Sul, onde também vai tentar o tricampeonato, mas consecutivo, pois ganhou lá nos dois últimos anos.

O havaiano John John Florence permaneceu na frente da corrida pelo título mundial, mas não competiu no domingo, pois no sábado torceu o mesmo joelho que contundiu no ano passado e nem enfrentou Jordy Smith na Barrinha. Ele agora é dúvida se terá condições de surfar em Jeffreys Bay. Se não for, Filipe pode lhe tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard se chegar nas semifinais na África do Sul, enquanto o vice-líder, Kolohe Andino, consegue isso nas quartas de final. O sul-africano Jordy Smith também entrou na briga, subiu para o quarto lugar no ranking e ultrapassa a pontuação do havaiano em casa, se chegar na grande final.

SEMIFINAIS – Os dois finalistas deram um show nas semifinais no domingo de praia lotada e muito calor na Barrinha.  A primeira foi luso-brasileira e Filipe começou forte, pegando um tubo e mandando um batidão na saída para ganhar nota 7,33. O português Frederico Morais escolheu fazer grandes manobras numa direita da série que valeram 7,17. Logo, o brasileiro levanta a torcida de novo completando um aéreo reverse na finalização da onda, que recebeu 8,67 dos juízes, para vencer por 16,00 a 10,30 pontos.

O sul-africano também destruiu suas primeiras ondas contra o vice-líder do ranking, Kolohe Andino. Jordy Smith abriu o duelo com nota 7,83 e na segunda onda já conseguiu 8,23 para totalizar 16,06 pontos contra apenas 10,40 do norte-americano que fez duas finais na Austrália esse ano, perdendo ambas para Italo Ferreira e John John Florence. Kolohe tinha passado pelo bicampeão mundial Gabriel Medina no domingo, numa bateria muito fraca de ondas pelas quartas de final. Com mais uma derrota em quinto lugar, Medina até subiu para a oitava posição no ranking, porém continua distante da briga pelo tricampeonato mundial.

“Foi um campeonato difícil, com situações difíceis, então estou feliz pelo meu resultado”, disse Gabriel Medina. “O mar estava meio complicado hoje (domingo), mas estou feliz pela minha performance. Agora é focar no restante do ano. Espero ter mais oportunidades de surfar nas baterias, mas no geral essa etapa de Saquarema foi muito boa. Quero agradecer todos os fãs do Brasil que lotaram a praia todos os dias. A energia que vem da torcida é fenomenal, então até o ano que vem galera, obrigado por tudo”.

RECORDE FEMININO – Assim como Filipe Toledo, a australiana Sally Fitzgibbons também igualou um recorde histórico nos 30 anos de etapas válidas pelo título mundial no estado do Rio de Janeiro, completados neste domingo em Saquarema. Ela já tinha conquistado duas vitórias na Barra da Tijuca, em 2012 e 2014. Agora, conseguiu a terceira, para repetir o tricampeonato da compatriota Pauline Menczer em 1994, 1997 e 1998.

A australiana Sally Fitzgibbons conseguiu também um tricampeonato no Brasil. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

“Realmente, vencer é uma das melhores sensações do mundo, faz você se sentir viva”, disse Sally Fitzgibbons. “Todo o processo de sair correndo pelo corredor da torcida e sair remando com todo mundo gritando na praia, foi incrível, emocionante. Foi muito especial fazer a final com uma amiga, como a Carissa (Moore). Qualquer uma poderia ter vencido, mas hoje foi o meu dia e estou muito feliz. Eu sabia que precisava fazer alguma especial na bateria e quando aquela onda apareceu, remei com tudo e fiz o meu máximo. Queria fazer manobras e deu tudo certo, então agora é só curtir e aproveitar esse momento tão especial da vitória”.

Em 2014, a final na Barra da Tijuca foi contra a mesma Carissa Moore que enfrentou na decisão na Barrinha. A havaiana começou bem com notas 7,00 e 5,57 seguidas e liderou todo o confronto. No entanto, nos minutos finais, as ondas apareceram para a australiana e Sally Fitzgibbons manobrou forte numa direita mais longa para arrancar nota 8,67 dos juízes e virar o placar para 14,64 a 12,57 pontos. Desde 2017, Sally não fazia uma final e essa agora valia a liderança do ranking para a vencedora, então é ela quem vai usar a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona J-Bay Open, de 09 a 22 de julho na África do Sul.

A havaiana Carissa Moore também entrou na briga direta por um quarto título mundial para a sua carreira. No domingo, ela barrou a campeã de 2018, a heptacampeã mundial que chegou no Brasil liderando o ranking, Stephanie Gilmore. A australiana até tirou a maior nota – 9,00 – das meninas em um tubaço surfado contra a havaiana, mas Carissa respondeu bem com 7,80 para vencer a última vaga na decisão por 15,30 a 14,83. A havaiana agora é a nova vice-líder e Stephanie caiu da primeira para a terceira posição no domingo.

“Tem sido um ano muito positivo para mim e estou muito feliz por ter chegado na final. Claro que eu gostaria mais se tivesse vencido, mas o segundo lugar foi um bom resultado também”, disse Carissa Moore. “Estou feliz pela Sally (Fitzgibbons) e o campeonato foi demais. A cidade de Saquarema e os fãs brasileiros me trataram superbem, as ondas estavam divertidas, mas desafiadoras, sem falar na torcida, que foi incrível, alto astral mesmo”.

BRASILEIRAS – Duas brasileiras chegaram no último dia, mas não passaram das suas primeiras baterias nas direitas da Barrinha. A da cearense Silvana Lima foi a mais fraca de ondas do domingo e a australiana Keely Andrew levou a melhor no baixo placar de 7,24 a 6,46 pontos, das duas maiores notas de cada uma. Na bateria da gaúcha Tatiana Weston-Webb, entraram boas ondas para as duas e ela surfou bem, no mesmo nível da tricampeã mundial Carissa Moore. O resultado terminou quase empatado, com a matemática das notas dando a vitória para a havaiana por 12,33 a 12,04 pontos.

Com o quinto lugar, Tatiana Weston-Webb subiu da nona para a sétima posição no ranking, mas Silvana Lima permaneceu em 14.o lugar, agora um pouco mais próxima da 13.a colocada, a australiana Nikki Van Dijk. No ranking feminino, as dez primeiras são mantidas na elite das top-17 para o World Surf League Championship Tour do ano que vem e nessa temporada também vale vaga para os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 no Japão.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI RIO PRO:

Tricampeão: Filipe Toledo (BRA) por 18,04 pontos (9,37+8,67)– US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 8,43 pontos (6,50+1,93) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.00 x 10.30 Frederico Morais (PRT)

2.a: Jordy Smith (AFR) 16.06 x 10.40 Kolohe Andino (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 11.00 x 7.57 Kanoa Igarashi (JPN)

2.a: Frederico Morais (PRT) 13.17 x 11.83 Julian Wilson (AUS)

3.a: Jordy Smith (AFR) x w.o-contusão de John John Florence (HAV)

4.a: Kolohe Andino (EUA) 13.10 x 12.00 Gabriel Medina (BRA)

FINAL FEMININA DO OI RIO PRO:

Campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) por 14,64 pontos (8,67+5,97) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 12,57 pontos (7,00+5,57) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 7.63 x 4.40 Keely Andrew (AUS)

2.a: Carissa Moore (HAV) 15.30 x 14.83 Stephanie Gilmore (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.17 x 1.20 Lakey Peterson (EUA)

2.a: Keely Andrew (AUS) 7.24 x 6.46 Silvana Lima (BRA)

3.a: Carissa Moore (HAV) 12.33 x 12.04 Tatiana Weston-Webb (BRA)

4.a: Stephanie Gilmore (AUS) 10.90 x 10.66 Courtney Conlogue (EUA)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 5 etapas:

01: John John Florence (HAV) – 32.160 pontos

02: Kolohe Andino (EUA) – 27.760

03: Filipe Toledo (BRA) – 27.195

04: Jordy Smith (AFR) – 26.045

05: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.705

06: Italo Ferreira (BRA) – 22.150

07: Kelly Slater (EUA) – 17.735

08: Gabriel Medina (BRA) – 16.895

09: Julian Wilson (AUS) – 16.810

09: Ryan Callinan (AUS) – 16.810

11: Conner Coffin (EUA) – 16.035

12: Seth Moniz (HAV) – 15.470

13: Michel Bourez (TAH) – 14.610

14: Wade Carmichael (AUS) – 14.405

15: Jeremy Flores (FRA) – 14.045

16: Michael Rodrigues (BRA) – 13.395

17: Owen Wright (AUS) – 12.620

18: Willian Cardoso (BRA) – 10.630

18: Deivid Silva (BRA) – 10.630

20: Caio Ibelli (BRA) – 10.340

21: Joan Duru (FRA) – 9.565

21: Jessé Mendes (BRA) – 9.565

21: Peterson Crisanto (BRA) – 9.565

--------outros brasileiros:

24: Yago Dora (SC) – 8.640 pontos

33: Jadson André (RN) – 5.585

39: Adriano de Souza (SP) – 2.390

40: Mateus Herdy (SC) – 1.330

40: Krystian Kymerson (ES) – 1.330

43: Alex Ribeiro (SP) – 265

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 5 etapas:

01: Sally Fitzgibbons (AUS) – 32.580 pontos

02: Carissa Moore (HAV) – 31.175

03: Stephanie Gilmore (AUS) – 30.320

04: Courtney Conlogue (EUA) – 26.845

05: Lakey Peterson (EUA) – 26.050

05: Caroline Marks (EUA) – 26.050

07: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 22.510

08: Malia Manuel (HAV) – 21.715

09: Brisa Hennessy (CRI) – 19.230

10: Johanne Defay (FRA) – 15.185

10: Coco Ho (HAV) – 15.185

10: Bronte Macaulay (AUS) – 15.185

14: Silvana Lima (BRA) – 14.190

20: Tainá Hinckel (BRA) – 2.610

Filipe e Medina são o Brasil nas quartas de final

A multidão que lotou a Praia de Itaúna pela manhã, foi toda para a Barrinha para assistir e torcer para os seus ídolos nas oitavas de final do  Rio Pro 2019 na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O mar estava pesado, com ondas de 6-8 pés boas para tubos e aéreos e eles deram um show a cada bateria. Desde a primeira, com o defensor do título da etapa brasileira do World Surf League Championship Tour, Filipe Toledo, tirando Kelly Slater do caminho pelo tricampeonato com um novo recorde de pontos em Saquarema. E para fechar o sábado com chave de ouro, o bicampeão mundial Gabriel Medina deu o último show para a torcida, também se classificando para as quartas de final. No domingo, a primeira chamada do dia foi antecipada para as 6h30 na Barrinha de novo.

A bateria que abriu as oitavas de final foi emocionante, desde a entrada dos surfistas no mar, com a torcida que logo lotou as areias e pedras da Barrinha, vibrando a cada onda surfada pelos melhores surfistas do mundo. O confronto de Filipe Toledo com Kelly Slater começou as 13h35 na Barrinha bombando séries de 6-8 pés, mas os dois demoraram um pouco para surfar suas primeiras ondas. A do Filipe foi melhor, mandando uma rasgada muito forte e já voando num aéreo full rotation perfeito, para largar na frente com nota 9,17.

Slater, claramente, ficou à procura dos tubos, como os que tinha surfado pela manhã. Tentou uma, duas, três vezes, até achar um tubaço incrível, se entocar lá dentro com as placas caindo à sua frente e conseguindo sair para delírio da torcida, que também vibrou bastante. Os juízes deram a maior nota – 9,50 –  para Kelly, mas Filipe seguia em primeiro. Quando Slater surfou outro tubo para pegar a liderança, Filipe deu o troco também num tubaço que valeu 8,67 para vencer com um novo recorde de 17,84 pontos a 14,83.

“A bateria foi muito boa, mas estava difícil ouvir as notas lá fora”, disse Filipe Toledo. “Tinha muito vento e a galera gritando o tempo todo, então não dava pra entender as notas que eu tinha e quanto o Kelly (Slater) precisava. Eu comecei bem, com uma nota bem alta (9,17) e no final da bateria entrou aquela série incrível que consegui fazer um tubo que acabou confirmando a vitória. Eu quase caí no drop, mas Deus deu esse presente pra mim e espero que continue assim amanhã (domingo)”.

DERROTAS BRASILEIRAS – Depois da vitória espetacular de Filipe Toledo, dois brasileiros acabaram sendo eliminados na Barrinha. O primeiro foi o cearense Michael Rodrigues, que não conseguiu um bom posicionamento no mar e deixou o português Frederico Morais pegar as melhores ondas para vencer por 12,83 a 7,43 pontos. Já o paulista Jessé Mendes ficou muito perto da vitória sobre o australiano Julian Wilson no confronto seguinte.

Ele começou bem a bateria, com nota 7,00 na segunda onda. Mas, o vice-campeão mundial conseguiu um 8,33 para deixar o paulista precisando de 7,01 pontos para vencer. O australiano pegou uma onda quando restavam 3 minutos e arriscou o aéreo, mas caiu. Jessé entrou na de trás, mandou um batidão vertical no crítico da onda, mais um muito forte e outro que levantou a torcida na areia. No entanto, a nota saiu 6,60 e Jessé perdeu por 14,00 a 13,60 pontos, ficando em nono lugar como Michael Rodrigues.

LIDERANÇA CONFIRMADA – Na bateria seguinte, o havaiano John John Florence surfou um tubão nota 7,83 para derrotar o vice-campeão no ano passado nos mesmos tubos da Barrinha. O australiano Wade Carmichael só surfou uma onda boa, mesmo ficando sozinho no mar porque o havaiano torceu o joelho num layback que tentou depois e abandonou a bateria. Só que não deu nada certo para o australiano, que acabou quebrando sua prancha, teve que sair para pegar outra, voltou, mas não surfou mais nada.

Com isso, John John passou para as quartas de final por 12,66 a 10,33 pontos e é dúvida se terá condições físicas para prosseguir na competição. Mesmo assim, o havaiano já garantiu a liderança isolada no ranking com essa classificação, para continuar usando a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona J-Bay Open, de 09 a 22 de julho na África do Sul.

O único que ainda o ameaçava no sábado era o vice-líder, Kolohe Andino, mas sua única chance era vencer John John não passar mais nenhuma bateria em Saquarema, o que acabou acontecendo. Kolohe entrou para disputar a penúltima vaga para as quartas de final com o brasileiro Deivid Silva, que não foi bem nas primeiras ondas que escolheu. Quando o paulista tentou entrar no jogo com nota 5,00, o californiano respondeu com 8,07 em sua melhor onda para avançar para as quartas de final por 14,07 a 11,53 pontos.

MEDINA FECHA O DIA – E para fechar o sábado com chave de ouro, o bicampeão mundial Gabriel Medina deu o último show do dia para a imensa torcida que lotou a Barrinha. Começou com duas pancadas muito fortes de backside com velocidade, que valeram 6,07 para assumir a dianteira da bateria com Michel Bourez. Depois, voou num aéreo muito alto, mas sem completar a manobra. O taitiano pega um tubo rápido que só rende 4,20 e segue precisando de 5,18 para superar a pontuação do bicampeão mundial.

Medina então repete a dose de duas manobras fortes de backside nas direitas da Barrinha e aumenta um pouco a vantagem para 5,24, trocando uma nota 4,17 por 4,23. Ele depois bota pra dentro de um tubão, mas não sai. A torcida vibrou mesmo assim e mais ainda quando ele dropou outra onda enorme e atacou o lip duas vezes com muita coragem e segurança, para ganhar 7,93 dos juízes. Com essa nota, confirmou a segunda vitória brasileira do dia, por 14,43 a 9,27 pontos.

“Estou bem feliz por ter passado a bateria, porque o mar estava bem difícil, muito balançado, então agora é esperar como vai estar amanhã (domingo)”, disse Gabriel Medina. “Espero que as ondas melhorem para eu poder surfar mais, mas achei uma pena o campeonato ter mudado pra Barrinha. A gente quase não surfa esquerdas no Tour e agora que chegamos em Itaúna, fomos colocados nas direitas de novo. Assim fica difícil ser goofy (posicionamento de quem surfa com o pé direito à frente da prancha) no circuito mundial. Para um goofy (footer) ganhar um título mundial, vai precisar surfar muito bem de backside (de costas para a onda)”.

Medina precisa de bons resultados para entrar na briga pelo terceiro título mundial e vai enfrentar o vice-líder do ranking, Kolohe Andino, na disputa pela última vaga para as semifinais em Saquarema. Com a classificação para as quartas de final, ele já ganhou quatro posições no ranking, saindo do 12.o para o oitavo lugar, longe ainda dos líderes. Se vencer a etapa brasileira, iguala os 22.150 pontos do potiguar Italo Ferreira, que chegou no Brasil em terceiro lugar e já aparecia em quinto com os resultados do sábado em Saquarema.

QUARTAS DE FINAL DO OI RIO PRO 2019:

CATEGORIA MASCULINA – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN)

2.a: Julian Wilson (AUS) x Frederico Morais (PRT)

3.a: John John Florence (HAV) x Jordy Smith (AFR)

4.a: Kolohe Andino (EUA) x Gabriel Medina (BRA)

CATEGORIA FEMININA – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

2.a: Silvana Lima (BRA) x Keely Andrew (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

4.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Courtney Conlogue (EUA)

RESULTADOS DO SÁBADO EM SAQUAREMA:

OITAVAS DE FINAL NA BARRINHA – 9.o lugar com 3.320 pontos e US$ 14.100:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 17.84 x 14.83 Kelly Slater (EUA)

2.a: Kanoa Igarashi (JPN) 13.17 x 10.83 Joan Duru (FRA)

3.a: Frederico Morais (PRT) 12.83 x 7.43 Michael Rodrigues (BRA)

4.a: Julian Wilson (AUS) 14.00 x 13.60 Jessé Mendes (BRA)

5.a: John John Florence (HAV) 12.66 x 10.33 Wade Carmichael (AUS)

6.a: Jordy Smith (AFR) 15.63 x 9.67 Griffin Colapinto (EUA)

7.a: Kolohe Andino (EUA) 14.07 x 11.53 Deivid Silva (BRA)

8.a: Gabriel Medina (BRA) 14.43 x 9.27 Michel Bourez (TAH)

OITAVAS DE FINAL EM ITAÚNA – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

1.a: Lakey Peterson (EUA) 12.66 x 6.60 Macy Callaghan (AUS)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 13.84 x 10.94 Johanne Defay (FRA)

3.a: Keely Andrew (AUS) 8.63 x 8.50 Caroline Marks (EUA)

4.a: Silvana Lima (BRA) 11.27 x 7.17 Malia Manuel (HAV)

5.a: Carissa Moore (HAV) 11.00 x 7.40 Tainá Hinckel (BRA)

6.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.83 x 11.57 Coco Ho (HAV)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) 9.50 x 5.67 Paige Hareb (NZL)

8.a: Courtney Conlogue (EUA) 12.10 x 6.43 Bronte Macaulay (AUS)

Rio Pro 2019 define as oitavas de final e o Brasil tem oito concorrentes aos títulos em Saquarema

Em mais um dia de praia lotada desde cedo, foram definidos os classificados para as oitavas de final do Rio Pro 2019 em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A sexta-feira de mar difícil, com ondas pesadas que chegaram a 6-8 pés de altura na Praia de Itaúna, começou bem para o Brasil, com a jovem Tainá Hinckel vencendo a primeira bateria do dia para se juntar a Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb, que já haviam garantido seus nomes na quinta-feira. Já a batalha pelas vagas nas oitavas masculinas, começou e terminou com duelos brasileiros vencidos pelo defensor do título Filipe Toledo, e pelo bicampeão mundial Gabriel Medina. Os outros que passaram para as oitavas de final foram o cearense Michael Rodrigues e os paulistas Jessé Mendes e Deivid Silva.

A terceira fase foi disputada no sistema “dual heat”, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente, a seguinte começando na metade dos 40 minutos da que estava no mar. Somente a primeira foi iniciada com apenas dois surfistas, no clássico de campeões em Saquarema. A torcida vibrou na praia já lotada as 11h00, com a passagem de Filipe Toledo e do campeão mundial Adriano de Souza para entrar no mar. Mineirinho começou bem, massacrando uma onda para largar na frente com nota 7,5, enquanto Filipe arriscou um aéreo em sua primeira e quebrou a prancha, tendo que sair do mar para pegar outra.

Depois, achou duas ondas boas seguidas nas esquerdas para mostrar a potência do seu backside, atacando as partes mais críticas com muita força para ganhar notas 7,33 e 6,67 e assumir a liderança da bateria. As ondas continuavam subindo, mas sem boa formação no mar muito balançado pela força do swell. Não entraram muitas ondas boas depois para Adriano, mas Filipe ainda achou outra para mostrar suas manobras e trocar a nota 6,67 por 6,93 e conquistar a primeira vaga nas oitavas de final por 14,26 a 10,27 pontos.

“O mar está muito difícil lá fora, porque subiu muito desde a manhã, com bastante correnteza e ondas quebrando em tudo que é lugar”, disse Filipe Toledo. “Eu tentei um aéreo muito alto no início e acho que teria completado se a prancha não tivesse quebrado. Depois eu consegui achar boas ondas para vencer e quero parabenizar o Adriano (de Souza), porque é sempre um prazer surfar com ele. Como somos os únicos que vencemos aqui em Saquarema, foi, sem dúvida, a bateria que me senti mais nervoso esse ano, porque ele é sempre muito perigoso”.

Filipe conseguiu um inédito bicampeonato no ano passado e segue na busca pelo terceiro título na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour em Saquarema. A primeira ele conquistou na estreia da Oi como patrocinador “naming rights” em 2015 na capital carioca, diante de uma multidão impressionante no Postinho da Barra da Tijuca. Neste sábado, ele volta a enfrentar o onze vezes campeão mundial Kelly Slater, como na terceira etapa do ano na Indonésia, quando foi derrotado pelo maior ídolo do esporte.

Antes de Gabriel Medina fechar a sexta-feira com Jadson André, aconteceu outro duelo verde-amarelo na terceira fase. O catarinense Willian Cardoso não conseguiu achar boas ondas e foi batido pelo cearense Michael Rodrigues por 12,06 a 6,20 pontos. Na disputa seguinte, o único brasileiro com chances de brigar pela liderança do ranking em Saquarema, Italo Ferreira, foi derrotado pelo português Frederico Morais, que vai enfrentar Michael Rodrigues nas oitavas.

BRIGA PELA LIDERANÇA – Ao contrário de Italo Ferreira, o número 1, John John Florence, confirmou o favoritismo contra outro brasileiro, Krystian Kymerson. O capixaba foi convidado pela World Surf League para substituir o contundido Mateus Herdy e tinha derrotado até o quinto do ranking, Jordy Smith, em sua primeira bateria em etapas do CT. Porém, contra o havaiano, não conseguiu repetir a boa atuação e terminou em 17.o lugar.

Agora, o único que pode tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard de John John Florence em Saquarema é o vice-lider, Kolohe Andino. O californiano competiu duas vezes na sexta-feira, porque tinha ficado em último lugar na sua estreia na Praia de Itaúna na quinta-feira. Na primeira, passou em segundo lugar e depois derrotou Soli Bailey. No entanto, para ultrapassar os 30.735 pontos que John John já garantiu no ranking, Kolohe tem que vencer a etapa brasileira e o havaiano não passar mais nenhuma bateria em Saquarema.   

Então, para Kolohe, tudo vai depender do australiano Wade Carmichael, vice-campeão no ano passado e que derrotou o recordista absoluto do primeiro dia, Yago Dora, na sexta-feira. Wade será o adversário de John John Florence nas oitavas de final. Apesar das inesperadas derrotas de Italo Ferreira e Yago Dora, a torcida vibrou bastante com as duas classificações brasileiras mais emocionantes da sexta-feira na Praia de Itaúna.

MELHOR BRASILEIRO – A primeira foi a do paulista Jessé Mendes, conquistada no último minuto, quando arriscou tudo numa onda difícil de surfar, para ganhar nota 6,10 e virar o placar para 11,60 a 11,10 pontos do americano Conner Coffin. Jessé vai disputar a quarta oitava de final com o australiano atual vice-campeão mundial, Julian Wilson. A outra foi a do também paulista Deivid Silva, que fez a melhor apresentação verde-amarela do dia em Itaúna.

Deivid é uma das novidades na “seleção brasileira” deste ano e mostrou segurança para fazer as manobras no mar difícil e balançado da sexta-feira. Ele começou forte com nota 7,83 e dominou todo o confronto com o havaiano Seth Moniz. Depois, surfou muito bem outra onda boa para somar nota 7,00 no placar de 14,83 pontos, que na sexta-feira só ficou abaixo dos 15,83 do sul-africano Jordy Smith, recorde da terceira fase.

“Estou muito amarradão por ter passado essa bateria importante para me manter no CT”, disse Deivid Silva. “Eu sabia que não ia ser fácil, porque o Seth (Moniz) já conseguiu bons resultados esse ano. É a melhor sensação do mundo estar no Tour, surfando com os melhores do mundo em frente dessa torcida incrível na areia. Você sente de perto toda essa energia positiva, é sensacional, então espero seguir avançando para viver isso mais vezes aqui”.

MEDINA X JADSON – Gabriel Medina e Jadson André entraram no mar para fechar a terceira fase, logo depois de Deivid Silva fazer a melhor apresentação brasileira do dia. E ainda tinha Caio Ibelli dentro d´água, que foi derrotado pelo taitiano Michel Bourez na penúltima bateria. Jadson pegou as primeiras ondas e na terceira conseguiu fazer mais manobras para ganhar 4,33 dos juízes. Medina demorou mais de 10 minutos para entrar em sua primeira onda e já foi melhor do que as do potiguar, nota 5,67, mas Jadson seguia na frente com duas ondas.

O bicampeão mundial entrou no ritmo das séries, logo pegou outra onda e a torcida vibrava bastante a cada manobra até a beira. Medina recebeu nota 7,33 logo nesta segunda onda e Jadson não conseguiu ultrapassar os 13,00 pontos que ele já computava. O guerreiro potiguar tentou reverter o placar algumas vezes e o máximo que conseguiu foi 6,57. No final, Medina fez uso da sua prioridade, entrando numa onda que Jadson tinha remado e foi manobrando até voar num aéreo de backside para fechar o dia com a torcida explodindo nas areias com mais uma vitória do fenômeno brasileiro.

“Estou feliz por ter ganhado a bateria, mas foi uma pena ter sido contra o Jadson (André), que é um surfista que eu admiro muito”, disse Gabriel Medina. “Ele é muito guerreiro e, por ser um pouco mais velho do que eu, lembro de assistir ele tirando várias notas 10 e vencendo o (Kelly) Slater (na final do CT de Imbituba-SC em 2010). O mar estava um pouco difícil hoje e no final tive que usar a estratégia para garantir a vitória. A previsão é de o mar melhorar para amanhã, então vai ser mais um dia de show de surfe aqui certamente”.  

BRASIL X HAVAÍ NO FEMININO – Antes da disputa pelas vagas nas oitavas de final masculinas, a sexta-feira tinha começado muito bem para o Brasil. Na primeira bateria do dia, a jovem catarinense Tainá Hinckel, de 16 anos apenas, surpreendeu ao derrotar duas australianas tops da elite bem mais experientes. A número 4 do ranking, Sally Fitzgibbons, de 28 anos e 13 deles no Circuito Mundial, começou melhor com nota 5,33, mas a brasileira pegou duas ondas boas seguidas e surfou bem para receber notas 6,00 e 5,10 que lhe garantiram a vitória.

“Estou muito feliz por ter vencido essa bateria”, disse Tainá Hinckel. “Estou vivendo dias incríveis aqui com meu pai, está dando tudo certo e quero continuar assim, só pensando em me divertir e em surfar. Eu amo surfar, amo a minha vida e tudo o que está acontecendo, então só tenho que agradecer à Deus por tudo. Eu só quero fazer o meu melhor nas baterias e espero continuar avançando no evento”.

Sally Fitzgibbons chegou perto de confirmar o favoritismo numa onda que valeu 5,67 e avançou em segundo com 11 pontos, enquanto Nikki Van Dijk, 24 anos, foi eliminada em último lugar. Com a vitória de Tainá Hinckel, as três participantes do Brasil vão disputar as oitavas de final em três confrontos diretos com o Havaí seguidos em Saquarema.

O primeiro será o da cearense Silvana Lima com Malia Manuel na quarta bateria. Tainá entra na seguinte com a recordista nas ondas de Itaúna esse ano, a tricampeã mundial Carissa Moore. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb está na sexta com Coco Ho, que estreou em Saquarema batendo a defensora do título, a heptacampeã mundial e líder do ranking 2019, Stephanie Gilmore, que entra na sétima com a neozelandesa Paige Hareb.

OITAVAS DE FINAL DO OI RIO PRO 2019:

OITAVAS MASCULINAS – 9.o lugar com 3.320 pontos e US$ 14.100:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Kelly Slater (EUA)

2.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Joan Duru (FRA)

3.a: Michael Rodrigues (BRA) x Frederico Morais (PRT)

4.a: Julian Wilson (AUS) x Jessé Mendes (BRA)

5.a: John John Florence (HAV) x Wade Carmichael (AUS)

6.a: Jordy Smith (AFR) x Griffin Colapinto (EUA)

7.a: Kolohe Andino (EUA) x Deivid Silva (BRA)

8.a: Gabriel Medina (BRA) x Michel Bourez (TAH)

OITAVAS FEMININAS – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Macy Callaghan (AUS)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Johanne Defay (FRA)

3.a: Caroline Marks (EUA) x Keely Andrew (AUS)

4.a: Malia Manuel (HAV) x Silvana Lima (BRA)

5.a: Carissa Moore (HAV) x Tainá Hinckel (BRA)

6.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Coco Ho (HAV)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Paige Hareb (NZL)

8.a: Courtney Conlogue (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

RESULTADOS DO OI RIO PRO NA SEXTA-FEIRA:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final ou 17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 14.26 x 10.27 Adriano de Souza (BRA)

2.a: Kelly Slater (EUA) 11.93 x 8.20 Sebastian Zietz (HAV)

3.a: Kanoa Igarashi (JPN) 13.67 x 10.37 Ricardo Christie (NZL)

4.a: Joan Duru (FRA) 12.40 x 10.13 Owen Wright (AUS)

5.a: Frederico Morais (PRT) 13.27 x 7.13 Italo Ferreira (BRA)

6.a: Michael Rodrigues (BRA) 12.06 x 6.20 Willian Cardoso (BRA)

7.a: Julian Wilson (AUS) 8.90 x 6.10 Ezekiel Lau (HAV)

8.a: Jessé Mendes (BRA) 11.60 x 11.10 Conner Coffin (EUA)

9.a: John John Florence (HAV) 11.83 x 9.24 Krystian Kymerson (BRA)

10: Wade Carmichael (AUS) 12.37 x 11.40 Yago Dora (BRA)

11: Jordy Smith (AFR) 15.83 x 11.00 Jack Freestone (AUS)

12: Griffin Colapinto (EUA) 10.73 x 7.57 Ryan Callinan (AUS)

13: Kolohe Andino (EUA) 12.87 x 8.56 Soli Bailey (AUS)

14: Deivid Silva (BRA) 14.83 x 8.33 Seth Moniz (HAV)

15: Michel Bourez (TAH) 11.44 x 6.10 Caio Ibelli (BRA)

16: Gabriel Medina (BRA) 13.00 x 10.90 Jadson André (BRA)

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: 1-Sebastian Zietz (HAV)=12.77, 2-Kolohe Andino (EUA)=12.00, 3-Alex Ribeiro (BRA)=7.33

2.a: 1-Krystian Kymerson (BRA)=11.43, 2-Jordy Smith (AFR)=9.67, 3-Adrian Buchan (AUS)=7.54

3.a: 1-Conner Coffin (EUA)=14.83, 2-Ezekiel Lau (HAV)=10.73, 3-Peterson Crisanto (BRA)=7.54

4.a: 1-Wade Carmichael (AUS)=11.77, 2-Jack Freestone (AUS)=9.10, 3-Jeremy Flores (FRA)=8.46

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: 1-Tainá Hinckel (BRA)=11.10, 2-Sally Fitzgibbons (AUS)=11.00, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=10.53

2.a: 1-Johanne Defay (FRA)=12.40, 2-Malia Manuel (HAV)=10.57, 3-Brisa Hennessy (CRI)=7.16

Rio Pro começa com cenário perfeito em Saquarema

O campeonato foi iniciado com um cenário perfeito na quinta-feira de Sol, céu azul, boas ondas e com um grande público enchendo a Praia de Itaúna desde as primeiras horas da manhã, para assistir a única passagem dos melhores surfistas do mundo pela América Latina. A etapa brasileira do World Surf League Championship Tour começou pela categoria feminina e com Silvana Lima conseguindo uma virada incrível para estrear com vitória em Saquarema. Entre os homens, a torcida vibrou com as voltas de Kelly Slater ao Brasil depois de 4 anos e de Adriano de Souza às competições após 8 meses. Mas, os primeiros a se destacarem foram outros brasileiros, Yago Dora com os recordes do dia e Filipe Toledo, que no ano passado conquistou um inédito bicampeonato nas quatro edições já disputadas.

“É muito bom competir no Brasil. Sempre queremos e esperamos por isso, mas é o lugar que a gente tem mais obrigações pra fazer fora da água”, disse Filipe Toledo. “Mas, isso é normal, porque a gente fica aqui apenas uma semana por ano, então queremos dar o máximo possível para nossos fãs, para a mídia, patrocinadores e tudo mais. Mesmo assim, sempre procuro fazer tudo isso antes do evento começar, para poder ficar 100% focado durante a competição”.

A bateria de estreia do defensor do título, aconteceu logo após o catarinense Yago Dora fazer os recordes do dia na dobradinha brasileira com Adriano de Souza, sobre o vice-líder do ranking, Kolohe Andino, dos Estados Unidos. Filipe arriscou os aéreos no início, mas sua maior nota foi conseguida com uma série de manobras potentes numa esquerda que valeu nota 8,0. Com ela, atingiu 13,97 pontos para derrotar o português Frederico Morais e o havaiano Sebastian Zietz.

Já o catarinense Yago Dora não deu qualquer chance aos seus adversários, desde o aéreo que completou no começo da bateria. A nota 7,33 recebida já era a maior do dia, mas ele ainda achou uma boa esquerda para mandar quatro batidas e rasgadas muito fortes, que arrancaram nota 9,00 dos juízes. A torcida estava atenta nessa bateria, que marcou a volta do capitão da “seleção brasileira” depois de 8 meses se recuperando de uma contusão no ano passado. Adriano de Souza só surfou duas ondas, que foram suficientes para superar o californiano Kolohe Andino por 11,27 a 11,16 na vitória do recordista Yago Dora por 16,33 pontos.

“Estou muito feliz por avançar essa bateria e foi muito especial ter o Adriano (de Souza) se classificando junto comigo”, disse Yago Dora. “Ele está voltando de uma lesão muito séria e é um grande amigo meu, então já estava muito feliz só por entrar numa bateria com ele. As condições das ondas não estavam fáceis, mas foi muito divertido só em pegar esquerdas no meio de tantas direitas no circuito mundial. E a galera gritando, torcendo pra gente, como foi hoje, nos dá muita energia e nos faz querer fazer o nosso melhor a cada onda”.

BICAMPEÕES MUNDIAIS – Quem também levantou a torcida nas areias lotadas de Itaúna foi o bicampeão mundial Gabriel Medina. Ele estreou na segunda bateria masculina da quinta-feira e arriscou as manobras mais espetaculares em várias ondas, porém sem conseguir completar as mais difíceis. Mesmo assim, derrotou seus dois oponentes da Austrália por 12,10 pontos. Na briga pela segunda vaga da bateria para a terceira fase, o estreante na elite, Soli Bailey, bateu o experiente Adrian Buchan por 8,40 e 6,93.

“É muito bom poder competir em esquerdas, para variar um pouco das direitas do circuito”, disse Gabriel Medina, referindo-se as esquerdas de Itaúna. “Quase não temos esquerdas no Tour, só Teahupoo e Pipeline, mas de high-performance é só essa aqui, então fico feliz de surfar um pouco para a esquerda. É muito legal também competir quando tem muita gente na praia assistindo. O surfe cresceu muito em nosso país nos últimos anos e é muito bom ter todo esse carinho de tanta gente, se sentir amado, é muito gratificante”.

Outro bicampeão mundial também estreou com vitória foi John Johnn Florence, que enfrentou dois brasileiros em sua primeira defesa da liderança do ranking em Saquarema.  O havaiano teve um início meio lento, mas logo achou boas ondas para mostrar o surfe que já conquistou duas vitórias nas quatro primeiras etapas da temporada. Ele completou um aéreo reverse perfeito nas direitas de Itaúna que valeu nota 7,00 e tirou 6,17 numa esquerda para confirmar a vitória por 13,67 pontos.

A disputa pela segunda vaga direta para a terceira fase foi intensa e só decidida no último minuto, quando Caio Ibelli conseguiu uma nota 5,30 para superar o também paulista Alex Ribeiro por 10,53 a 9,60 pontos. Caio e John John tinham se enfrentado nas semifinais da etapa passada, em Margaret River, onde o havaiano conquistou sua segunda vitória na Austrália. Já Alex Ribeiro ganhou a última vaga na triagem disputada na quarta-feira e terá outra chance de tentar a classificação na segunda fase.

A torcida que lotou a Praia de Itaúna desde cedo, impressionou os surfistas de outros países, já que não é normal ficar assim logo no primeiro dia dos eventos pelo mundo. O público vibrava bastante com a passagem dos seus ídolos para entrar no mar em Itaúna, que apresentou boas ondas de 3-4 pés para abrir a quinta etapa da corrida pelo título mundial da temporada. Apenas os cinco primeiros colocados no ranking, chegaram no Brasil com chances de brigar pela lycra amarela do Jeep Leaderboard em Saquarema.

LIDERANÇA DO RANKING – Com a passagem para a terceira fase, John John Florence já tirou um do páreo, o sul-africano Jordy Smith, que depois ficou em último na sua bateria de estreia em Saquarema, vencida pelo catarinense Willian Cardoso. Agora, para ultrapassar os 28.745 pontos que o havaiano já garantiu no ranking, o vice-líder, Kolohe Andino, vai precisar chegar na finalenquanto o potiguar Italo Ferreira e o japonês Kanoa Igarashi, só conseguirão isso se vencerem a etapa brasileira em Saquarema.

Italo Ferreira estreou na única bateria 100% verde-amarela da primeira fase, mas apenas dois entraram no mar. O convidado Mateus Herdy, atual campeão mundial Pro Junior da World Surf League, sentiu uma contusão treinando pela manhã e preferiu deixar para competir somente na segunda fase. Com isso, Italo e o paulista Deivid Silva já estavam classificados para a terceira fase e o potiguar acabou vencendo sua primeira bateria na Praia de Itaúna.

A VOLTA DO MITO – O maior ídolo da história do surfe novamente deixou dúvidas sobre se estava ou não no Brasil, como sempre acontecia a cada ano. Mas, dessa vez, Kelly Slater está de volta depois de 4 anos e o público vibrou quando ele se encaminhou para o mar. O onze vezes campeão mundial competiu numa bateria 100% norte-americana, com dois surfistas que não tinham nem nascido quando ele conquistou seu primeiro título mundial em 1992.

Com seus 47 anos de idade, Slater até pegou mais ondas do que os mais jovens, Conner Coffin, 25, e Griffin Colapinto, 20, sempre correndo atrás da classificação. E só conseguiu isso nos últimos minutos. A reação começou numa onda que rendeu 4,50 para tirar o segundo lugar de Conner Coffin. Ainda deu tempo de pegar outra, que abriu a parede para fazer duas manobras e ganhar 5,27 para vencer a bateria por 10,87 pontos, superando os 10,80 do Griffin Colapinto. Slater saiu ofegante do mar e logo foi cercado pelo público, até chegar na arena do evento.

“É muito legal estar de volta ao Brasil, mas é um pouco intimidante e tem muita gente aqui hoje (quarta-feira). É uma loucura, mas estou me divertindo”, disse Kelly Slater. “O mar estava meio difícil lá fora, com vários degraus, a correnteza indo numa direção e o vento em outra. Acho que toda a energia do oceano está descendo a praia em direção à Barrinha, então estava meio complicado, mas no final consegui achar umas ondas para passar a bateria, que era o que queria”. 

PRIMEIRO AS DAMAS – Antes dos homens começarem a se apresentar em Saquarema, as meninas atraíram a atenção da torcida na quinta-feira, pois a competição se iniciou às 7h00 pela categoria feminina. O primeiro show do dia foi o da havaiana Carissa Moore, que mostrou muita força nas manobras para abrir grandes leques de água e fazer os recordes da primeira fase, somando notas 8,00 e 7,50 no placar de 15,50 pontos.

“Sempre tem um nervosismo na primeira bateria, especialmente quando as ondas estão quebrando em vários picos, então estou feliz por ter dado tudo certo”, disse a tricampeã mundial Carissa Moore. “Conseguir ganhar notas altas no início, me deu mais confiança. Eu não tive muito sucesso aqui no Brasil nos últimos anos, então muda tudo começar tão bem o campeonato. Eu já venci aqui muito tempo atrás (2011) na Barra da Tijuca e seria muito legal chegar na final aqui esse ano”.

A defensora do título entrou no confronto seguinte com a lycra amarela do Jeep Leaderboard, mas a australiana Stephanie Gilmore acabou sendo batida pela havaiana Coco Ho por 11,60 a 10,00 pontos. As duas passaram direto para as oitavas de final e a vencedora da triagem, Tainá Hinckel, de apenas 16 anos, ficou em terceiro lugar com 8,63 pontos. Ela ainda tem outra chance de se classificar na segunda fase e, mesmo que não consiga passar, já recebe a premiação mínima de 10.500 dólares nas etapas femininas do CT.

DOBRADINHA BRASILEIRA – As outras duas participantes do Brasil estrearam juntas na quinta bateria do dia. A australiana Sally Fitzgibbons começou melhor com uma nota 5,00, mas logo a gaúcha Tatiana Weston-Webb passou a dominar o confronto com notas 5,83, 6,50 e 6,60 em três ondas seguidas. A cearense Silvana Lima estava em último e no minuto final achou uma onda boa para desferir três manobras fortes e receber nota 7,33, que a levou da terceira para a vitória de virada, por 13,20 pontos. Além disso, confirmou a dobradinha brasileira sobre a australiana, com Tatiana passando em segundo com 13,10.

“Estou muito feliz por vencer minha primeira bateria aqui e senti bastante toda a energia da torcida, então quero agradecer a todos pela força que me deram”, disse Silvana Lima. “É sempre difícil chegar nos últimos minutos precisando de nota. Isso deixa um friozinho na barriga e aquela voz na cabeça dizendo: ‘vamos Silvana’. Eu estava querendo muito achar uma onda boa e ela veio no finalzinho, felizmente. Quero continuar focada para quando a oportunidade aparecer e é importante conseguir ficar tranquila, sem tanta pressão”.

 

RESULTADOS DO OI RIO PRO NA QUINTA-FEIRA:

PRIMEIRA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=12.17, 2-Jadson André (BRA)=10.60, 3-Peterson Crisanto (BRA)=7.83

2.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=12.10, 2-Soli Bailey (AUS)=8.40, 3-Adrian Buchan (AUS)=6.93

3.a: 1-Yago Dora (BRA)=16.33, 2-Adriano de Souza (BRA)=11.27, 3-Kolohe Andino (EUA)=11.16

4.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=13.97, 2-Frederico Morais (PRT)=9.60, 3-Sebastian Zietz (HAV)=9.30

5.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=12.17, 2-Deivid Silva (BRA)=11.07, 3-Mateus Herdy (BRA)=w.o

6.a: 1-John John Florence (HAV)=13.67, 2-Caio Ibelli (BRA)=10.53, 3-Alex Ribeiro (BRA)=9.60

7.a: 1-Willian Cardoso (BRA)=10.47, 2-Ricardo Christie (NZL)=9.00, 3-Jordy Smith (AFR)=6.30

8.a: 1-Julian Wilson (AUS)=12.67, 2-Michael Rodrigues (BRA)=9.06, 3-Ezekiel Lau (HAV)=6.00

9.a: 1-Kelly Slater (EUA)=10.87, 2-Griffin Colapinto (EUA)=10.80, 3-Conner Coffin (EUA)=9.93

10: 1-Seth Moniz (HAV)=13.77, 2-Owen Wright (AUS)=11.90, 3-Jack Freestone (AUS)=7.43

11: 1-Ryan Callinan (AUS)=13.17, 2-Jessé Mendes (BRA)=11.53, 3-Wade Carmichael (AUS)=9.74

12: 1-Michel Bourez (TAH)=11.13, 2-Joan Duru (FRA)=10.76, 3-Jeremy Flores (FRA)=7.23

PRIMEIRA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Caroline Marks (EUA)=8.90, 2-Macy Callaghan (AUS)=8.10, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=6.17

2.a: 1-Carissa Moore (HAV)=15.50, 2-Keely Andrew (AUS)=12.23, 3-Johanne Defay (FRA)=10.20

3.a: 1-Coco Ho (HAV)=11.60, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=10.00, 3-Tainá Hinckel (BRA)=8.63

4.a: 1-Lakey Peterson (EUA)=12.83, 2-Paige Hareb (NZL)=8.87, 3-Brisa Hennessy (CRI)=6.37

5.a: 1-Silvana Lima (BRA)=13.20, 2-Tatiana Weston-Webb (BRA)=13.10, 3-Sally Fitzgibbons (AUS)=9.93

6.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=14.77, 2-Bronte Macaulay (AUS)=12.40, 3-Malia Manuel (HAV)=10.00

BATERIAS QUE VÃO ABRIR A SEXTA-FEIRA EM SAQUAREMA:

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: Kolohe Andino (EUA), Sebastian Zietz (HAV), Alex Ribeiro (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR), Adrian Buchan (AUS), Mateus Herdy (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA), Peterson Crisanto (BRA), Ezekiel Lau (HAV)

4.a: Jeremy Flores (FRA), Wade Carmichael (AUS), Jack Freestone (AUS)

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Tainá Hinckel (BRA)

2.a: Malia Manuel (HAV), Brisa Hennessy (CRI), Johanne Defay (FRA)

Rickson Falcão conquista dois títulos do circuito Talentos do Futuro, em Saquarema (RJ)

Jovem promessa do surfe nacional, natural de Saquarema (RJ), Rickson Falcão, de 11 anos, conquistou dois títulos neste domingo em etapa do circuito Talentos do Futuro, realizado na praia Barrinha, em Itaúna, considerado o Maracanã do surfe brasileiro e que será o palco da disputa do Mundial Profissional da modalidade organizado pela World Surfing League entre os dias 20 e 28.
 
Rickson ganhou o título nas categorias Infantil e Iniciante do evento organizado pela Associação de Surf de Saquarema.
 
Agora o atleta permanece estudando e treinando e buscando recursos financeiros para disputar a etapa do circuito nacional do Hang Loose, na praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, entre os dias 28 e 30 de junho.
 
Rickson tem títulos da Associação de Surfe de Niterói (RJ) em 2015, do circuito Nova Geração do Rio de Janeiro em 2016, o título Brasileiro em 2017 e ano passado venceu a Tríplice Coroa de Saquarema, circuito disputado em três praias da cidade.

Além da conquista deste domingo, este ano ele obteve a maior nota nas fases eliminatórias na primeira etapa do Estadual de 2019 na praia de Geribá, em Buzios (RJ) e acabou terminando com a terceira colocação no geral e foi campeão em janeiro da etapa de Saquarema do Circuito Verão . 

Atleta de origem humilde e de família de surfistas, Rickson mora no bairro de Itaúna próximo à praia de mesmo nome. Rickson estuda na escola municipal Orge Ferreira dos Santos pela manhã e faz entre uma e junto com os estudos faz duas sessões de treinamento nas ondas de Saquarema por dia.

"Tinha um projeto de patrocínio para não só desenvolver a carreira do Rickson, mas de outros atletas mirins aqui de Saquarema, mas infelizmente com a crise as empresas deram um freio, então ele está sem apoio e não temos dinheiro para levá-lo para essa etapa em São Paulo onde só os gastos de deslocamento giram em torno de 1 mil reais. Estamos correndo atrás e dando duro pois confiamos no potencial do Rickson, ele ama o surfe, tem resultados expressivos em sua categoria e é elogiado por onde passa.Além do mais é um menino compenetrado e determinado em busca de seus objetivos", conta a mãe do atleta, Rejane Falcão, que trabalha como pedagoga.

Rickson Falcão é fã de Gabriel Medina, já o encontrou algumas vezes em eventos de surfe pelo país. Sonha vê-lo de perto nas ondas da praia de Itaúna no Mundial no fim de junho e trilhar o caminho dele: "Eu amo o surfe, quando saio da escola e termino os estudos é a primeira coisa que faço é ir para o mar. Quero ser campeão Mundial. Sei que é bem difícil, mas vou atrás".

"O menino está crescendo nas ondas de Saquarema, pegando a base e surfando bem, evoluindo bem. Ele está precisando de apoio para correr campeonatos pelo Brasil, sair daqui, crescer, ganhar o mundo, ir para São Paulo, Rio de Janeiro, o mundo. Os empresários que tiverem essa visibilidade vão se dar bem pois esse menino vai ganhar o mundo daqui a pouco, ele tem vontade, surfa muito, tem a base boa, linha boa e vem de Saquarema. Nada melhor que ter um menino de Saquarema na marca. Ele é um bom menino com futuro promissor, já está dando trabalho para a molecada, é só conseguir um apoio",afirmou Raoni Monteiro, um dos grandes nomes do surfe brasileiro com vários anos na principal divisão do surfe mundial e derrotando vários dos grandes nomes do surfe mundial. 

A família do atleta segue com uma rifa para arrecadar recursos para seus próximos eventos. As doações podem ser feitas pelo link https://www.rifatech.com/app/rifa.xhtml?numeroRifa=000067110001 e o ganhador receberá um kit de acessórios da Rubber Sticky - um antiderrapante e leash competição combat.   

Brasil com todos na terceira fase em Margaret River

Pela segunda vez na temporada 2019, todos os treze brasileiros chegaram na terceira fase em etapas do World Surf League Championship Tour. Os que tinham ficado em último lugar na rodada inicial do Margaret River Pro, aproveitaram a segunda chance de classificação nas primeiras eliminatórias desta quarta etapa na Austrália. Silvana Lima passou em segundo lugar na primeira bateria do dia e perdeu depois para a californiana Courtney Conlogue nas oitavas de final iniciadas na sexta-feira, mas Tatiana Weston-Webb ganhou a segunda. Entre os homens, Willian Cardoso e Yago Dora passaram juntos e Caio Ibelli avançou com Kelly Slater fazendo os recordes do dia em Western Australia.

As previsões indicam que as ondas vão subir para 12-15 pés no sábado e a expectativa é de que a terceira fase aconteça em The Box, que só quebra quando o mar está grande em Margaret River. Na sexta-feira, as primeiras baterias eliminatórias rolaram em boas ondas de 4-6 pés em Main Break. A cearense Silvana Lima despachou a australiana Mia McCarthy na primeira bateria do dia, vencida pela francesa Johanne Defay.

Depois da segunda fase feminina, começou a dos homens e as meninas voltaram ao mar para disputar as oitavas de final, até a quinta bateria. Silvana Lima entrou na primeira novamente e só conseguiu surfar uma onda. Foi até melhor do que as duas computadas pela norte-americana e valeu 5,83. Courtney Conlogue somou duas para ganhar por 11,44 a 6,33 a primeira vaga para as quartas de final, deixando a cearense em nono lugar no Margaret River Pro.

Na disputa seguinte, a gaúcha Tatiana Weston-Webb despachou a recordista absoluta da primeira fase, Coco Ho, também por uma larga vantagem de 12,50 a 6,30 pontos da havaiana. Tatiana vai enfrentar Courtney Conlogue na batalha pela primeira vaga nas semifinais e a segunda será entre outra californiana, Caroline Marks, que fez os recordes do dia, e a australiana Sally Fitzgibbons. A havaiana Carissa Moore também passou para as quartas de final na bateria que fechou a sexta-feira e os outros três duelos das oitavas ficaram para abrir o próximo dia.

BRASIL 100% - A repescagem masculina começou com um confronto 100% australiano e o mais bem colocado no ranking, Wade Carmichael, foi eliminado por Jack Robinson e Jack Freestone. Robinson estava no Chile para competir nas duas etapas seguidas do WSL Qualifying Series com status QS 3000 e cancelou sua participação no Maui and Sons Arica Pro Tour nos tubos de El Gringo, quando foi informado do convite para Margaret River, onde ele mora. Não chegou a tempo de disputar sua primeira bateria, mas aproveitou a segunda chance e será o adversário de Filipe Toledo na terceira fase.

Os brasileiros disputaram as duas últimas baterias e todos passaram. Yago Dora completou um aéreo-reverse incrível, perfeito, que valeu nota 8,33, para vencer a que tinha dois catarinenses. A briga pela segunda vaga foi intensa e Willian Cardoso massacrou sua última onda para tirar nota 7,17 e superar o português Frederico Morais por 13,77 a 13,46 pontos. Willian defende o título desta etapa de Margaret River, que no ano passado foi encerrada em Uluwatu, na Indonésia, onde conquistou sua primeira vitória em etapas do CT.

No confronto seguinte, o paulista Caio Ibelli largou na frente com notas 6,33 e 7,50 nas primeiras ondas que surfou. Mas, o onze vezes campeão mundial Kelly Slater deu um show, atacando as direitas de Main Break com muita força, invertendo a direção da prancha para abrir grandes leques de água e fazer os recordes do dia, 16,50 pontos com notas 8,43 e 8,07. Caio Ibelli passou em segundo com 14,40, contra 13,93 do australiano Adrian Buchan, eliminado em último lugar no Margaret River Pro esse ano.

TERCEIRA FASE -  Caio está substituindo o contundido Adriano de Souza neste início de temporada e formou a única bateria 100% brasileira da terceira fase do Margaret River Pro, com o bicampeão mundial Gabriel Medina. Eles vão disputar a quinta vaga para as oitavas de final e essa batalha já começa com dois brasileiros abrindo a terceira fase. O potiguar Italo Ferreira está na primeira bateria com o australiano Soli Bailey e o catarinense Yago Dora na segunda com o taitiano Michel Bourez.

Logo após o duelo brasileiro, entra Willian Cardoso para defender o título do Margaret River Pro contra o renovado Kelly Slater, pelo surfe que mostrou na sexta-feira. Depois, tem duas séries de três baterias seguidas com participação brasileira, começando na oitava com Jessé Mendes contra o norte-americano Conner Coffin, antes de Filipe Toledo enfrentar o convidado australiano Jack Robinson, que é local de Margaret River. O cearense Michael Rodrigues fecha essa primeira série com o havaiano Seth Moniz.

A outra inicia pelo potiguar Jadson André na 13.a bateria, contra o vice-campeão mundial Julian Wilson. O paranaense Peterson Crisanto entra na 14.a com o francês Joan Duru e o paulista Deivid Silva na 15.a e penúltima da terceira fase com o australiano Ryan Callinan. Quem perder nesta terceira fase, marca 1.045 pontos no ranking e recebe 14.100 dólares pelo 17.o lugar no Margaret River Pro. Os que passarem para as oitavas de final, já garantem um mínimo de 2.610 pontos e 18.000 dólares.

O Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e a primeira chamada do sábado será as 7h30 na Austrália, 20h30 da sexta-feira no Brasil.

 

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final e Derrota=17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

1.a: Italo Ferreira (BRA) x Soli Bailey (AUS)

2.a: Michel Bourez (TAH) x Yago Dora (BRA)

3.a: John John Florence (HAV) x Jack Freestone (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) x Sebastian Zietz (HAV)

5.a: Gabriel Medina (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

6.a: Willian Cardoso (BRA) x Kelly Slater (EUA)

7.a: Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

8.a: Conner Coffin (EUA) x Jessé Mendes (BRA)

9.a: Filipe Toledo (BRA) x Jack Robinson (AUS)

10: Michael Rodrigues (BRA) x Seth Moniz (HAV)

11: Owen Wright (AUS) x Ezekiel Lau (HAV)

12: Kolohe Andino (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)

13: Julian Wilson (AUS) x Jadson André (BRA)

14: Peterson Crisanto (BRA) x Joan Duru (FRA)

15: Ryan Callinan (AUS) x Deivid Silva (BRA)

16: Kanoa Igarashi (JPN) x Ricardo Christie (NZL)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

-------realizada até a 5.a bateria na sexta-feira:

6.a: Malia Manuel (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Lakey Peterson (EUA) x Nikki Van Dijk (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

2.a: Caroline Marks (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV) x vencedora da 6.a oitava de final

4.a: vencedoras da 7.a e 8.a baterias das oitavas de final

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM MARGARET RIVER:

SEGUNDA FASE – 3.o=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: 1-Jack Robinson (AUS)=12.60, 2-Jack Freestone (AUS)=10.83, 3-Wade Carmichael (AUS)=10.67

2.a: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=15.34, 2-Michel Bourez (TAH)=13.00, 3-Jacob Willcox (AUS)=11.23

3.a: 1-Yago Dora (BRA)=14.66, 2-Willian Cardoso (BRA)=13.77, 3-Frederico Morais (PRT)=13.46

4.a: 1-Caio Ibelli (BRA)=16.50, 2-Kelly Slater (EUA)=14.40, 3-Adrian Buchan (AUS)=13.93

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: 1-Johanne Defay (FRA)=13.10, 2-Silvana Lima (BRA)=12.40, 3-Mia McCarthy (AUS)=9.13

2.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=12.40, 2-Bronte Macaulay (AUS)=11.00, 3-Macy Callaghan (AUS)=9.00

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

-------baterias que fecharam a sexta-feira:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) 11.44 x 6.33 Silvana Lima (BRA)

2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 12.50 x 6.30 Coco Ho (HAV)

3.a: Caroline Marks (EUA) 17.60 x 11.10 Paige Hareb (NZL)

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.10 x 9.20 Johanne Defay (FRA)

5.a: Carissa Moore (HAV) 14.34 x 8.17 Keely Andrew (AUS)

-------ficaram para abrir o próximo dia:

6.a: Malia Manuel (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Lakey Peterson (EUA) x Nikki Van Dijk (AUS)

John John Florence vence Filipe Toledo na decisão do Rip Curl Pro Bells Beach

O havaiano John John Florence conseguiu parar a incrível série de dez vitórias brasileiras nas últimas onze etapas do World Surf League Championship Tour, no mar clássico do sábado de praia lotada em Bells Beach, na Austrália. E ainda tirou a lycra amarela do Jeep Leaderboard do Italo Ferreira, ao vencer a decisão com Filipe Toledo no Rip Curl Pro Bells Beach. Filipe foi o terceiro brasileiro a disputar o título da etapa mais tradicional do Circuito Mundial nos três últimos anos e não tinha perdido nenhuma das sete finais da sua carreira no CT. Ele tentou a vitória até os segundos finais, quando surfou sua última onda, porém não conseguiu a nota que precisava e o havaiano badalou o sino do troféu de campeão em Bells Beach. O próximo desafio é na Indonésia, de 13 a 25 de maio nas direitas de Keramas, na ilha de Bali.

“Eu me sinto abençoado por estar na final de um evento tão histórico, em ondas como essas, perfeitas. Acho que todo mundo queria estar na final surfando essas ondas”, disse Filipe Toledo. “Foi incrível estar lá fora competindo com um dos melhores surfistas do mundo. O John John (Florence) já me pegou duas vezes e estou de olho nele (risos). Parabéns ao John, Courtney (Conlogue), Malia (Manuel) e a todos, que se saíram muito bem. Foi muito legal assistir o evento estes últimos dias. Eu finalmente consegui surfar bem em Bells Beach, com boas ondas, então estou feliz, foi muito divertido”.

A bateria final foi marcada por longos intervalos entre as séries, com poucas oportunidades para surfar, então a escolha das melhores ondas ganhou peso decisivo. Filipe Toledo pegou a primeira e surfou bem, finalizando muito forte na junção para largar na frente com nota 6,50. John John Florence falha na sua primeira onda, errando o layback que vinha arrancando grandes notas dos juízes. Na outra série que entrou, o havaiano pega uma onda que abre para fazer mais manobras, todavia erra o layback na junção novamente e recebe 4,50.

Filipe pega uma onda maior, com mais pontos críticos para atacar e faz isso com força e velocidade para ganhar 7,33 e abrir 9,33 pontos de vantagem. Só que ainda faltavam 26 minutos para terminar a bateria. John John pega uma intermediária, era pequena, mas conseguiu fazer sua melhor onda na primeira metade da bateria. Com a nota 6,67 recebida, passou a precisar de 7,17 para superar o brasileiro.

Filipe demora um pouco e entra em uma onda que ficou lenta, não conseguindo trocar o 6,50 para aumentar sua pontuação. O havaiano pega uma melhor, mais difícil e aproveita a chance para fazer grandes manobras e assumir a liderança com nota 7,63, há 10 minutos do fim da bateria. Filipe precisava de uma nota 7,00 para vencer, ou seja, repetir o que já havia feito para tirar 7,33. Só que a onda teria que vir e os minutos passavam rápido em mais uma longa e agora agoniante calmaria para o brasileiro.

Filipe nunca tinha perdido uma final nas sete vezes que decidiu títulos em etapas do CT. Na semifinal, ele conseguiu a virada no último minuto, mas passou o sinal dos 5 minutos, nada de ondas, 3 minutos, 2 minutos, 1 minuto, 30 segundos e faltando 10 segundos, Filipe pega uma onda. Passa toda a primeira sessão, aí faz a primeira rasgada, manda um cutback, bate na espuma, mais uma rasgada, acelera e ataca a junção, completa a manobra e fica a expetativa pela nota dos juízes. Ele sai do mar sem saber do resultado, mas a nota sai 5,90 e John John Florence comemorou sua sexta vitória da carreira, a primeira no Rip Curl Pro Bells Beach.  

“É um sentimento surreal ganhar este evento”, disse John John Florence. “Especialmente um evento como este, em que começamos com ondas pequenas em Winkipop e finalizamos com condições desafiadoras, muito grandes ontem (sexta-feira) e hoje o mar clássico, perfeito. Foram vários desafios diferentes com grandes competidores e surfar contra o Filipe (Toledo) é sempre muito assustador. Este foi o dia final mais difícil da minha carreira, muito cansativo e estou muito feliz, só quero agradecer a todos em Torquay por nos deixar surfar suas ondas”.

BICAMPEÕES MUNDIAIS – O havaiano foi quem apresentou o melhor surfe de borda nas direitas de Bells Beach, com o seu layback de frontside sendo a arma mortal para liquidar os adversários batendo recordes do campeonato a cada bateria. Foi assim também no sábado, desde o primeiro desafio no duelo de bicampeões mundiais com Gabriel Medina. O brasileiro também brilhou com seu ataque agressivo de backside nas grandes ondas de Bells Beach. Quando ele detonou uma onda que valeu 8,50, John John destruiu duas seguidas para ganhar 8,87 e 8,00 e vencer por 16,87 a 15,17 pontos.

Antes, na chave de cima, Filipe Toledo também surfou uma onda excelente nota 8,17 para despachar o australiano vencedor da triagem, Jacob Willcox, por 14,17 e 13,06. Depois, Medina foi eliminado e o defensor do título do Rip Curl Pro Bells Beach, Italo Ferreira, também perdeu para o sul-africano Jordy Smith. O potiguar surfou a melhor onda da bateria, valeu 8,40, no entanto, entrou numa onda quando a prioridade de escolha era do sul-africano, os juízes assinalaram a penalidade de “interferência” e ele só computou essa nota no resultado, encerrado em 15,23 a 8,40 pontos.

VIRADA EMOCIONANTE – Nas semifinais, Filipe Toledo enfrentou o último australiano e começou bem, surfando uma boa onda com grandes manobras para largar na frente com nota 6,83.  Apesar das baterias terem 40 minutos de duração, os intervalos entre as séries eram longos, com poucas ondas boas. Ryan Callinan demora para achar uma, mas abriu um paredão limpo para ele mandar três manobras muito fortes e ganhar 7,67.

Logo, o australiano surfa outra que rende 5,17 para abrir 6,02 pontos de vantagem. Filipe não desiste e pega uma onda no último minuto, começa com um reentry, segue atacando com um cutback, batida, outra pancada forte, mais uma e recebe 6,27 dos juízes para virar o placar para 13,40 a 12,84 pontos. Foi a bateria mais emocionante do último dia do Rip Curl Pro.

A MELHOR ONDA – Na disputa pela outra vaga na final, entraram mais ondas com potencial para o desafio entre os dois surfistas com chances de tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard de Italo Ferreira. O sul-africano Jordy Smith começou melhor com 7,17 e John John Florence demorou para entrar na briga, mas entrou de forma espetacular, dando um show numa onda destruída do início ao fim. Na avaliação dos juízes, foi a melhor apresentação do campeonato e a média da maior nota do ano em Bells Beach ficou em 9,43.

Ele ainda somou um 7,37 na seguinte para vencer o sul-africano por 16,80 a 15,24 pontos. Depois, John John derrotou Filipe Toledo para assumir a dianteira na corrida pelo título mundial e voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que há tempos estava com os brasileiros que ele derrotou no sábado em Bells Beach, Gabriel Medina e Italo Ferreira. O havaiano lidera o ranking com 16.085 pontos, com Italo em segundo com 14.475, seguido por Jordy Smith com 12.170, Filipe Toledo em quarto com 11.120 e Gabriel Medina fechando o seleto grupo dos top-5 com 9.490, após as duas primeiras etapas na Austrália.

PRÓXIMO DESAFIO – A terceira é na Indonésia, o Corona Bali Protected, de 13 a 25 de maio nas direitas de Keramas, onde Italo Ferreira venceu no ano passado depois da sua primeira vitória no CT em Bells Beach. Além dos três do topo do ranking, também estão entre os 22 primeiros colocados que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, Willian Cardoso em décimo lugar e Yago Dora empatado em 16.o com os dois estreantes da “seleção brasileira”, Peterson Crisanto e Deivid Silva. Michael Rodrigues caiu do 17.o para o 23.o lugar e três estão em trigésimo, Caio Ibelli, Jessé Mendes e Jadson André.

VITÓRIA NOTA 10 – Na categoria feminina, as meninas também deram um show no sábado de ondas perfeitas em Bells Beach. A norte-americana Courtney Conlogue conquistou a sua terceira vitória no Rip Curl Pro com a primeira nota 10 do ano no World Surf League Championship Tour. Entre os homens, a maior foi o 9,80 recebido por Gabriel Medina com seus aéreos no Quiksilver Pro Gold Coast.

A californiana ganhou a primeira decisão de título do dia derrotando a havaiana Malia Manuel, que também surfou muito bem, por quase um pontinho de diferença no placar encerrado em 15,83 a 14,84 pontos. Malia barrou a número 1 do Jeep Leaderboard, a adolescente de apenas 17 anos, Caroline Marks, que dividiu o terceiro lugar em Bells Beach com a também americana Lakey Peterson, eliminada pela campeã na outra semifinal. A havaiana assumiu a vice-liderança do ranking e Courtney subiu da nona para a terceira posição com a vitória, que valeu o mesmo prêmio de 100.000 dólares recebido por John John Florence no masculino.

“Que evento! Foi incrível”, disse Courtney Conlogue, muito emocionada após sair do mar. “Eu só queria ficar no ritmo do oceano e estava tentando conter minha ansiedade, vendo essas ondas incríveis, perfeitas, o dia todo. É fantástico vencer de novo aqui. Cada título teve seu próprio caminho especial, mas este agora foi realmente incrível de vencer, com altas ondas, nota 10 e foi ótimo fazer a final com a Malia (Manuel), que surfou muito bem também”.

Ítalo, Medina e Filipe são o Brasil no último dia do Rip Curl Pro Bells Beach

Em um mar épico, com altas ondas de 10-12 pés e séries maiores de até 15 pés durante a tarde da sexta-feira em Bells Beach, foram decididos os oito classificados para as quartas de final da segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2019 na Austrália. Entre eles, três brasileiros. O potiguar Italo Ferreira segue na busca pelo bicampeonato do Rip Curl Pro Bells Beach e defendendo a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard. Gabriel Medina e Filipe Toledo também passaram para o último dia, que promete ser de mar clássico, com condições desafiadoras no Bowl de Bells. As quartas de final devem começar às 7h00 do sábado na Austrália, 18h00 da sexta-feira no fuso horário de Brasília.

“Eu tive que trabalhar bastante, levei algumas séries pesadas na cabeça e estou muito cansado agora”, disse Gabriel Medina, logo após sair da sua melhor apresentação nas ondas enormes de Bells Beach, na oitava de final brasileira com Willian Cardoso. “As condições estão muito difíceis, ondas grandes e com muita água se movimentando. Muitos surfistas tiveram mais problemas, quebraram pranchas ou o leash (cordinha que une a prancha ao atleta), mas eu adoro competir em condições assim. Eu me sinto bem preparado e será um sonho ganhar esse campeonato. Eu cresci vendo meus ídolos vencendo aqui e significaria muito para mim e para o Brasil se eu conseguir escrever o meu nome no troféu dos campeões esse ano”.

Os bicampeões mundiais Gabriel Medina e John John Florence foram os destaques do dia, atacando forte as direitas enormes de Bells Beach, com manobras muito potentes nos pontos mais críticos das ondas, que quebraram várias pranchas durante o dia. Medina já bateu todas as marcas na primeira bateria masculina da sexta-feira, depois das quartas de final femininas. Ele aumentou a nota 8,50 do cearense Michael Rodrigues, que era a maior do campeonato, para 9,10 e os 15,87 pontos da estreia de Filipe Toledo no primeiro dia, para 16,03 na vitória sobre o australiano Reef Heazlewood na terceira fase.

Na disputa seguinte, Willian Cardoso com seu “power surf” característico, ganhou o duelo catarinense com Yago Dora para enfrentar Gabriel Medina nas oitavas de final. Duas baterias depois, o havaiano John John Florence foi espetacular contra o potiguar Jadson André, estabelecendo novos recordes nas morras de Bells Beach, nota 9,50 com seus laybacks incríveis e 17,67 pontos de 20 possíveis. O defensor do título do Rip Curl Pro, Italo Ferreira, entrou no confronto seguinte e despachou o australiano Jack Freestone por 13.76 a 9.10.

OITAVAS DE FINAL – Nas oitavas de final, Kelly Slater ganhou a primeira bateria do paranaense Peterson Crisanto, que não conseguiu surfar bem nas grandes ondas da sexta-feira. Na terceira, Filipe Toledo passou um sufoco e teve que sair do mar duas vezes para trocar de prancha. A primeira quebrou quando ele subia no jet-ski após surfar uma onda. A outra se partiu com a própria força das séries enormes. Mesmo assim, Filipe derrotou o havaiano Seth Moniz por 14,10 a 7,13 pontos. O paulista Deivid Silva também estava se classificando até o último minuto da bateria seguinte, quando o australiano Jacob Willcox pegou uma onda para virar o placar para 11,80 a 10,04 e seguir para enfrentar Filipe Toledo nas quartas de final.

Gabriel Medina também já estava no mar competindo, porque na sexta-feira foi utilizado o sistema “dual heat” com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. E o bicampeão mundial deu outro show no duelo brasileiro com Willian Cardoso. Ele chegou perto do recorde de pontos de John John Florence, com os 17,27 que totalizou somando notas 9,00 e 8,27. Só que o havaiano voltou a brilhar no confronto seguinte, aumentando suas próprias marcas com a nota 9,63 e os 18,16 pontos da vitória na bateria fantástica contra Owen Wright, que também surfou bem e atingiu 16,97 com notas 8,80 e 8,17.

“Está muito grande e até assustador o mar agora”, destacou John John Florence. “Tem muita água se movendo o tempo todo e as ondas estão indo até quase Winkipop. Bells é parecido com o Havaí para mim. Esta onda é muito poderosa e você tem que mudar totalmente o seu plano de jogo. Estou superfeliz que vou competir com o Gabe (Gabriel Medina) na minha próxima bateria. Ele está arrebentando, conseguindo grandes scores (notas) e tomara que as ondas continuem bombando para fazermos uma grande bateria amanhã (sábado)”.

CLÁSSICO DO CT – Agora, os dois maiores destaques do dia vão fazer o primeiro clássico de bicampeões mundiais no World Surf League Championship Tour 2019. O confronto do defensor do título, Gabriel Medina, com o número 1 do mundo em 2016 e 2017, John John Florence, será na terceira quarta de final no sábado. E na sequência, acontece um duelo dos últimos campeões do Rip Curl Pro Bells Beach, entre o atual Italo Ferreira e o sul-africano Jordy Smith, que venceu em 2017 derrotando outro brasileiro na final, o paulista Caio Ibelli.

O potiguar de Baía Formosa, teve que trabalhar bastante para se classificar. Ele também quebrou prancha, foi varrido pelas séries enormes até Winkipop, teve problemas com os pilotos do jet-ski também, assim como seu adversário na bateria, precisou correr bastante pela praia, enfim, foi quase um triatlo para Italo Ferreira superar o francês Jeremy Flores por 13,10 a 11,03 pontos. No ano passado, Italo e Medina se encontraram nas semifinais e isso pode acontecer de novo, se ambos ganharem suas baterias.

Já o paulista Filipe Toledo está na chave de cima, que vai apontar o primeiro finalista do Rip Curl Pro Bells Beach 2019. Ele está na segunda quarta de final com o australiano campeão da triagem, Jacob Willcox, que impediu uma nova bateria brasileira no último dia, ao derrotar o paulista Deivid Silva nas oitavas de final. Quem passar, vai enfrentar nas semifinais o vencedor do duelo entre Kelly Slater e outro australiano, Ryan Callinan. A expectativa é de que no sábado as condições fiquem épicas, como não se vê em Bells Beach desde a histórica edição de 1981, a última disputada em ondas enormes como as que estão previstas para o último dia.

CAMPEÃ BARRADA – Na categoria feminina, a grande surpresa foi a eliminação da heptacampeã mundial Stephanie Gilmore, que defendia o título do Rip Curl Pro Bells Beach, conquistado na final com a brasileira Tatiana Weston-Webb no ano passado. A australiana foi barrada pela havaiana Malia Manuel por 10,77 a 8,70 pontos. As quartas de final das meninas abriram a sexta-feira de grandes ondas no Bowl de Bells Beach e três norte-americanas se classificaram para as semifinais.

As duas primeiras derrotaram duas havaianas. A californiana Lakey Peterson ganhou o primeiro confronto do dia da Coco Ho e Courtney Conlogue superou Carissa Moore com a melhor apresentação feminina da sexta-feira, por 14,17 pontos com notas 8,17 e 6,00. Lakey e Courtney vão disputar a primeira vaga na grande final. A segunda semifinal será entre Malia Manuel e a atual número 1 do Jeep Leaderboard, Caroline Marks, de apenas 17 anos de idade, campeã na etapa da Gold Coast.

RIP CURL PRO BELLS BEACH – confrontos do sábado:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Kelly Slater (EUA) x Ryan Callinan (AUS)

2.a: Filipe Toledo (BRA) x Jacob Willcox (AUS)

3.a: Gabriel Medina (BRA) x John John Florence (HAV)

4.a: Italo Ferreira (BRA) x Jordy Smith (AFR)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Courtney Conlogue (EUA)

2.a: Caroline Marks (EUA) x Malia Manuel (HAV)

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM BELLS BEACH:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Lakey Peterson (EUA) 8.67 x 8.16 Coco Ho (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 14.17 x 9.37 Carissa Moore (HAV)

3.a: Malia Manuel (HAV) 10.77 x 8.70 Stephanie Gilmore (AUS)

4.a: Caroline Marks (EUA) 11.83 x 5.97 Brisa Hennessy (CRI)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos e US$ 14.100:

1.a: Kelly Slater (EUA) 10.80 x 6.87 Peterson Crisanto (BRA)

2.a: Ryan Callinan (AUS) 13.93 x 9.93 Conner Coffin (EUA)

3.a: Filipe Toledo (BRA) 14.10 X 7.13 Seth Moniz (HAV)

4.a: Jacob Willcox (AUS) 11.80 x 10.04 Deivid Silva (BRA)

5.a: Gabriel Medina (BRA) 17.27 x 7.76 Willian Cardoso (BRA)

6.a: John John Florence (HAV) 18.16 x 16.97 Owen Wright (AUS)

7.a: Italo Ferreira (BRA) 12.20 x 6.03 Jeremy Flores (FRA)

8.a: Jordy Smith (AFR) 13.10 x 11.03 Kanoa Igarashi (JPN)

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

----------resultados da sexta-feira:

9.a: Gabriel Medina (BRA) 16.03 x 7.80 Reef Heazlewood (AUS)

10: Willian Cardoso (BRA) 12.20 x 9.63 Yago Dora (BRA)

11: Owen Wright (AUS) 16.10 x 12.07 Ricardo Christie (NZL)

12: John John Florence (HAV) 17.67 x 11.24 Jadson André (BRA)

13: Italo Ferreira (BRA) 13.76 x 9.10 Jack Freestone (AUS)

14: Jeremy Flores (FRA) 14.03 x 13.44 Ezekiel Lau (HAV)

15: Kanoa Igarashi (JPN) 12.07 x 11.93 Adrian Buchan (AUS)

16: Jordy Smith (AFR) 14.10 x 13.27 Leonardo Fioravanti (ITA)

----------resultados da quinta-feira:

1.a: Kelly Slater (EUA) 11.84 x 7.20 Julian Wilson (AUS)

2.a: Peterson Crisanto (BRA) 11.97 x 11.67 Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) 13.43 x 11.83 Soli Bailey (AUS)

4.a: Ryan Callinan (AUS) 12.50 x 10.76 Michel Bourez (TAH)

5.a: Filipe Toledo (BRA) 14.50 x 13.07 Caio Ibelli (BRA)

6.a: Seth Moniz (HAV) 14.00 x 8.50 Mikey Wright (AUS)

7.a: Jacob Willcox (AUS) 13.24 x 12.20 Kolohe Andino (EUA)

8.a: Deivid Silva (BRA) 13.17 x 11.87 Wade Carmichael (AUS)

Mais seis brasileiros avançam no Rip Curl Pro Bells

Depois de três dias parado por falta de ondas, o Rip Curl Pro Bells Beach retornou na segunda-feira em boas condições para competir nas séries de 4-5 pés em Winkipop, na gelada região de Victoria, no sul da Austrália. Foram realizadas as três baterias restantes da primeira fase e as quatro da primeira rodada eliminatória masculina, além das duas primeiras fases do feminino. Mais seis brasileiros se classificaram, os novatos na elite, Deivid Silva e Peterson Crisanto, estrearam com vitórias, Willian Cardoso passou em segundo lugar na sua primeira participação e Michael Rodrigues e Caio Ibelli fizeram uma dobradinha na segunda fase. No feminino, Tatiana Weston-Webb foi uma das melhores do dia e passou direto para as oitavas de final.

Com os resultados da segunda-feira, o Brasil chega na terceira fase com dez surfistas e três duelos verde-amarelos acabaram sendo formados na segunda rodada eliminatória do Rip Curl Pro Bells Beach, que vale vagas para as oitavas de final. O primeiro acontece logo na segunda bateria, entre o paranaense Peterson Crisanto e o cearense Michael Rodrigues. Na quinta, o ainda recordista de pontos do campeonato, Filipe Toledo, enfrenta o também paulista Caio Ibelli, que está substituindo o contundido Adriano de Souza na Austrália.

Depois, tem dois confrontos seguidos entre Brasil e Austrália, entre o estreante Deivid Silva e Wade Carmichael na oitava bateria e do bicampeão mundial Gabriel Medina com Reef Heazlewood. O outro duelo brasileiro é logo após essas duas baterias, na décima, entre dois catarinenses, Willian Cardoso e Yago Dora. Já os dois potiguares competirão com surfistas de outros países, Jadson André contra o bicampeão mundial John John Florence na 12.a bateria e Italo Ferreira defendendo o título do Rip Curl Pro Bells Beach e a liderança do ranking contra o australiano Jack Freestone na 13.a.

PRIMEIRAS VITÓRIAS – A segunda-feira começou com os dois estreantes na “seleção brasileira” vencendo suas primeiras baterias na divisão de elite da World Surf League. Na primeira do dia, o paulista Deivid Silva só surfou três ondas para derrotar o taitiano Michel Bourez por 10,67 a 10,60 pontos, com o australiano Reef Heazlewood ficando em último com 10,34. Dois brasileiros entraram no confronto seguinte e perderam para o havaiano John John Florence. Na briga pela segunda vaga direta para a terceira fase, Willian Cardoso superou o paulista Jessé Mendes por pouco, 7,67 a 7,53 pontos.

O paranaense Peterson Crisanto estreou na bateria que fechou a primeira fase e só surfou as duas ondas que são computadas nos resultados. A melhor foi a última que valeu 5,87 e a sua primeira vitória no CT por 10,87 pontos. O japonês Kanoa Igarashi passou em segundo com 10,46 e o australiano Mikey Wright ficou em terceiro com 9,33. No novo formato implantado esse ano, nessas duas primeiras rodadas de baterias com três competidores, os dois primeiros colocados se classificam. Os últimos da fase inicial ainda têm uma segunda chance de avançar na primeira rodada eliminatória das etapas.

ELIMINATÓRIAS – Ela aconteceu logo após a primeira fase feminina e três brasileiros disputaram as últimas vagas para a terceira fase. Na penúltima bateria, Jessé Mendes foi eliminado em 33.o lugar no Rip Curl Pro Bells Beach por menos de meio pontinho de diferença. Ele enfrentou dois australianos e Mikey Wright lhe tirou o segundo lugar na última onda, que valeu nota 4,50 para superar o brasileiro por 11,50 a 11,46. Reef Heazlewood venceu totalizando 12,67 pontos.

Já a disputa pelas duas últimas vagas para a terceira fase, terminou com a primeira dobradinha brasileira nas ondas de Winkipop. O cearense Michael Rodrigues fez a melhor apresentação do evento e aumentou o recorde de nota do Rip Curl Pro Bells Beach para 8,50, batendo o 8,27 de Filipe Toledo na quinta-feira. Michael venceu por 12,83 pontos e o paulista Caio Ibelli também surfou bem uma onda que valeu 6,17 para passar em segundo lugar com 11,07, contra 7,64 do francês Joan Duru, eliminado em último lugar no segundo desafio do ano na Austrália.

MENINAS EM AÇÃO – Antes das primeiras baterias eliminatórias dos homens, foi realizada a primeira fase da categoria feminina. As melhores estreias foram das duas surfistas que decidiram o título do Rip Curl Pro Bells Beach no ano passado, mas uma novata na elite também brilhou nas ondas de Winkipop na segunda-feira. O primeiro destaque foi a heptacampeã mundial e defensora do título, Stephanie Gilmore, que atingiu imbatíveis 15,50 pontos com notas 7,83 e 7,67 nas duas melhores que surfou na terceira bateria.

Na disputa seguinte, a jovem californiana Caroline Marks entrou vestindo a lycra amarela do Jeep Leaderboard por ter vencido a primeira etapa na Gold Coast, mas a estreante no grupo das top-17 da World Surf League, Brisa Hennessy, roubou a cena. A única representante da Costa Rica na elite mundial massacrou uma direita com manobras fortes e os juízes deram nota 8,33 para a melhor apresentação do dia entre as meninas. Brisa totalizou 13,90 pontos para derrotar duas americanas, com Caroline também passando direto para as oitavas de final com 12,74 e Courtney Conlogue tendo que disputar uma bateria extra na segunda fase.

No confronto seguinte, a gaúcha Tatiana Weston-Webb, vice-campeã do Rip Curl Pro Bells Beach em 2018, mostrou a potência do seu backside nas direitas de Winkipop para receber a segunda maior nota da primeira fase e somou o 8,00 com 6,00 para vencer por 14,00 pontos. A australiana Macy Callaghan avançou em segundo com 12,10 e a havaiana Malia Manuel também teve que encarar a repescagem que fechou a segunda-feira na Austrália.

O próximo desafio da brasileira Tatiana Weston-Webb será justamente contra a costa-ricense Brisa Hennessy. As duas vão disputar a última vaga para as quartas de final do Rip Curl Pro Bells Beach. Quem passar, irá enfrentar a vencedora do duelo da número 1 do Jeep Leaderboard, Caroline Marks, com a australiana Bronte Macaulay. A partir de agora, todos os confrontos são eliminatórios até a decisão do título da segunda etapa do World Surf League Championship Tour na Austrália.

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final e Derrota=17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Kelly Slater (EUA)

2.a: Peterson Crisanto (BRA) x Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) x Soli Bailey (AUS)

4.a: Michel Bourez (TAH) x Ryan Callinan (AUS)

5.a: Filipe Toledo (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

6.a: Mikey Wright (AUS) x Seth Moniz (HAV)

7.a: Kolohe Andino (EUA) x Jacob Willcox (AUS)

8.a: Wade Carmichael (AUS) x Deivid Silva (BRA)

9.a: Gabriel Medina (BRA) x Reef Heazlewood (AUS)

10: Willian Cardoso (BRA) x Yago Dora (BRA)

11: Owen Wright (AUS) x Ricardo Christie (NZL)

12: John John Florence (HAV) x Jadson André (BRA)

13: Italo Ferreira (BRA) x Jack Freestone (AUS)

14: Ezekiel Lau (HAV) x Jeremy Flores (FRA)

15: Kanoa Igarashi (JPN) x Adrian Buchan (AUS)

16: Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

OITAVAS DE FINAL FEMININAS – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Sage Erickson (EUA)

2.a: Johanne Defay (FRA) x Coco Ho (HAV)

3.a: Carissa Moore (HAV) x Macy Callaghan (AUS)

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) x Courtney Conlogue (AUS)

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Kobie Enright (AUS)

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Malia Manuel (HAV)

7.a: Caroline Marks (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Brisa Hennessy (CRI)

RESULTADOS DA SEGUNDA-FEIRA NA AUSTRÁLIA:

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: 1-Malia Manuel (HAV)=12.90, 2-Sage Erickson (EUA)=11.33, 3-Keely Andrew (AUS)=6.90

2.a: 1-Bronte Macaulay (AUS)=12.00, 2-Courtney Conlogue (EUA)=11.96, 3-Paige Hareb (NZL)=8.00

PRIMEIRA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=12.66, 2-Lakey Peterson (EUA)=11.84, 3-Paige Hareb (NZL)=7.40

2.a: 1-Coco Ho (HAV)=13.86, 2-Carissa Moore (HAV)=10.60, 3-Keely Andrew (AUS)=10.16

3.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=15.15, 2-Kobie Enright (AUS)=11.77, 3-Bronte Macaulay (AUS)=10.33

4.a: 1-Brisa Hennessy (CRI)=13.90, 2-Caroline Marks (EUA)=12.74, 3-Courtney Conlogue (EUA)=9.27

5.a: 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=14.00, 2-Macy Callaghan (AUS)=12.10, 3-Malia Manuel (HAV)=8.57

6.a: 1-Johanne Defay (FRA)=14.50, 2-Sally Fitzgibbons (AUS)=13.16, 3-Sage Erickson (EUA)=12.00

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: 1-Owen Wright (AUS)=11.30, 2-Jack Freestone (AUS)=10.80, 3-Harrison Mann (AUS)=8.37

2.a: 1-Soli Bailey (AUS)=13.03, 2-Wade Carmichael (AUS)=11.74, 3-Xavier Huxtable (AUS)=11.40

3.a: 1-Reef Heazlewood (AUS)=12.67, 2-Mikey Wright (AUS)=11.50, 3-Jessé Mendes (BRA)=11.46

4.a: 1-Michael Rodrigues (BRA)=12.83, 2-Caio Ibelli (BRA)=11.07, 3-Joan Duru (FRA)=7.64

PRIMEIRA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=Segunda Fase:

-----------baterias que abriram a segunda-feira:

10: 1-Deivid Silva (BRA)=10.67, 2-Michel Bourez (TAH)=10.60, 3-Reef Heazlewood (AUS)=10.34

11: 1-John John Florence (HAV)=13.00, 2-Willian Cardoso (BRA)=7.67, 3-Jessé Mendes (BRA)=7.53

12: 1-Peterson Crisanto (BRA)=10.87, 2-Kanoa Igarashi (EUA)=10.46, 3-Mikey Wright (AUS)=9.33

-----------resultados da quinta-feira:

1.a: 1-Jadson André (BRA)=12.23, 2-Jeremy Flores (FRA)=9.97, 3-Owen Wright (AUS)=8.20

2.a: 1-Jordy Smith (AFR)=10.26, 2-Adrian Buchan (AUS)=8.07, 3-Jack Freestone (AUS)=7.84

3.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=15.87, 2-Kelly Slater (EUA)=10.63, 3-Xavier Huxtable (AUS)=10.23

4.a: 1-Ezekiel Lau (HAV)=10.57, 2-Italo Ferreira (BRA)=10.06, 3-Caio Ibelli (BRA)=9.73

5.a: 1-Jacob Willcox (AUS)=13.74, 2-Julian Wilson (AUS)=13.73, 3-Joan Duru (FRA)=11.00

6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.70, 2-Ryan Callinan (AUS)=13.00, 3-Harrison Mann (AUS)=7.87

7.a: 1-Conner Coffin (EUA)=10.77, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=10.60, 3-Michael Rodrigues (BRA)=9.56

8.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=10.77, 2-Seth Moniz (HAV)=8.67, 3-Soli Bailey (AUS)=8.37

9.a: 1-Ricardo Christie (NZL)=11.83, 2-Yago Dora (BRA)=10.10, 3-Wade Carmichael (AUS)=8.04

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