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Filipe Toledo é bicampeão do Oi Rio Pro em Saquarema

O paulista Filipe Toledo comandou o show nos tubos da Barrinha para festejar sua segunda vitória na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour no Rio de Janeiro. Desde que ela passou a ser patrocinada pela Oi, ele ganhou a primeira em 2015 no Postinho da Barra da Tijuca, agora garantiu o bicampeonato do Brasil em Saquarema, repetindo o feito do também paulista Adriano de Souza no ano passado. Filipe barrou o líder do ranking, Julian Wilson, nas semifinais e também não deu qualquer chance para o outro australiano que enfrentou na decisão, Wade Carmichael. Com a vitória, Filipe tirou a vice-liderança no Jeep Leaderboard do potiguar Italo Ferreira e entra na briga direta pelo título mundial, que terá um novo desafio já começando no próximo domingo, dia 27, na Indonésia.

“Galera, primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui nesse lugar maravilhoso que é Saquarema, com altas ondas aqui na Barrinha e em Itaúna também, foi um campeonato incrível”, disse Filipe Toledo. “Quero agradecer todo mundo que mora aqui em Saquarema e nesta região do Rio de Janeiro, todos os locais daqui, obrigado de coração porque vocês fizeram uma festa incrível. Vocês têm uma onda alucinante aqui na frente da casa de vocês, valorizem isso e obrigado a todo mundo. Esse troféu para o meu filhote Koa (lágrimas) que nasceu há poucas semanas e está aqui com a gente. Valeu galera”.

Esta foi a sexta final de Filipe Toledo em etapas do World Surf League Championship Tour e ele ganhou todas. Já o seu oponente, Wade Carmichael, é um dos estreantes na elite mundial deste ano e pela primeira vez chegava numa decisão de título. Seu grande feito no último dia do Oi Rio Pro foi ter barrado Gabriel Medina nas quartas de final, quando o campeão mundial simplesmente não achou ondas boas para surfar na bateria. Depois, o australiano passou pelo havaiano Ezekiel Lau, que tinha derrotado o aniversariante do dia, o catarinense Yago Dora.

“Hoje (sexta-feira) foi uma loucura. É quase inacreditável ver tantas pessoas aqui na praia para assistir o campeonato. Que dia incrível!”, disse Wade Carmichael. “Eu entrei na final com uma estratégia definida de escolher as melhores ondas que entrassem, mas ouvi a torcida gritando loucamente naquela onda que ele (Filipe Toledo) recebeu nota 9,93. Mesmo assim, eu tinha que esperar alguma onda de tubo, mas não deu certo pra mim dessa vez e parabéns ao Filipe porque foi um campeonato épico, com altas ondas”.

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título do Oi Rio Pro 2018 começou as 11h30 com a praia lotada na Barrinha. Filipe pegou a primeira onda da bateria, mas ela fechou rápido e a prioridade de escolha da próxima ficou para Wade Carmichael. A onda acabou quebrando a prancha do brasileiro, que teve de sair do mar para pegar outra, enquanto o australiano continuava aguardando a entrada de uma nova série de ondas no outside.

Filipe ficou então pegando as que ele deixava passar para colocar a nova prancha no pé e foi construindo uma vantagem mesmo com notas baixas, 3,67 e 2,83 seguidas. Depois, achou uma direita bem maior, entrou num tubaço incrível, sumiu lá dentro e saiu, para a vibração da torcida. Três dos cinco juízes deram nota 10 e a média ficou em 9,93, passando a somar 13,60 pontos contra apenas 0,67 do australiano nos primeiros 10 minutos da bateria.

Carmichael tentou responder em um tubo também, mas não foi tão profundo e só valeu 3,17, precisando ainda trocar suas duas notas para tirar o título de Filipe Toledo. O brasileiro somava uma nota baixa, 3,67, podendo aumentar ainda mais a vantagem se surfasse outra onda boa. Ele ficou então com a prioridade de escolha, aguardando pacientemente por isso. Filipe só pegou outra quando restavam 12 minutos, mas não foi boa e o jogo se inverteu, com o australiano passando a escolher a próxima que quisesse.

O brasileiro então se afastou dele, remando mais pra baixo do pico para tentar aumentar sua segunda nota computada. A primeira que ele pegou rendeu duas manobras fortes para somar nota 5,33. Na seguinte, pegou uma onda menor, mas rodou um belo tubo, ficou entocado por mais de 5 segundos e saiu no único lugar possível para completar a manobra. A praia explodiu de novo e a vitória praticamente foi garantida com a nota 7,17 recebida, que acabou fechando o placar do seu segundo título no Oi Rio Pro em massacrantes 17,10 a 8,00 pontos.

BRASILEIROS ELIMINADOS -  Apesar de Filipe Toledo incendiar a torcida ao vencer bem, com tubos e aéreos na Barrinha, a bateria que abriu a sexta-feira decisiva do Oi Rio Pro em Saquarema, os outros três brasileiros perderam os duelos seguintes pelas quartas de final. O cearense Michael Rodrigues até liderou boa parte do confronto com o número 1 do Jeep Leaderboard, Julian Wilson. Porém, de tanto tentar, o australiano conseguiu achar uma onda boa para mostrar a potência do seu surfe e virar o placar para 11,20 a 9,83 pontos.

“Estou muito feliz pela experiência em competir em Saquarema. É a minha primeira vez aqui e foi um evento incrível”, disse Michael Rodrigues. “Estou amarradão em poder estar aqui com minha família, todos os meus amigos, uma vibe muito boa da torcida brasileira na praia, eu nunca tinha sentido nada nem parecido com isso e estou realmente muito feliz. Fiquei um pouco triste de ter perdido, mas acho que fiz um bom trabalho e só tenho que agradecer, pois foi uma semana incrível e obrigado a todos que torceram por mim e por nós brasileiros”.

Depois, o campeão mundial Gabriel Medina não conseguiu acertar seus aéreos numa bateria mais fraca de ondas, enquanto o australiano Wade Carmichael ia pegando alguns tubos rápidos para somar pontos. No final, o vice-campeão do Oi Rio Pro 2018 derrotou um dos favoritos ao título em Saquarema, por uma larga vantagem de 11,40 a 3,63 pontos. Medina estava na briga pela liderança do ranking, mas precisava vencer o campeonato.

O último brasileiro a competir foi o aniversariante do dia, Yago Dora, catarinense que estava completando 22 anos de idade na sexta-feira. No entanto, o havaiano Ezekiel Lau não quis participar da festa e partiu em busca do seu melhor resultado na temporada. Yago tinha surpreendido a elite mundial competindo como convidado do Oi Rio Pro no ano passado, quando só parou nas semifinais. Ele também tentou os aéreos para repetir o feito, mas o havaiano pegou as melhores ondas para vencer por 12,86 a 8,30 pontos.

JEEP LEADERBOARD – Com a derrota em quinto lugar, Yago Dora ficou na porta de entrada do grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que permanecem na elite para o ano que vem. Ele subiu da 31.a para a 23.a posição na classificação geral das quatro etapas completadas nesta sexta-feira em Saquarema. Já o campeão, Filipe Toledo, saltou do nono para o segundo lugar no Jeep Leaderboard, que permanece com o australiano Julian Wilson na frente. Filipe agora é o principal concorrente dele na próxima etapa, o Corona Bali Pro, que começa no próximo domingo, 27, nas direitas de Keramas, em Bali, na Indonésia.

O potiguar Italo Ferreira, que chegou no Brasil dividindo a liderança com Julian Wilson, caiu para o terceiro lugar, seguido agora por Gabriel Medina em quarto e o novo quinto colocado é o vice-campeão do Oi Rio Pro, Wade Carmichael, que estava em 16.o lugar. Já o cearense Michael Rodrigues, que também ficou nas quartas de final em Saquarema, empatado com Gabriel Medina, Yago Dora e Kolohe Andino, subiu de 14.o para sétimo no ranking.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do O Oi Rio Pro podem ser acessados na página do evento no www.worldsurfleague.com que transmitiu a etapa brasileira ao vivo de Saquarema para o mundo todo pelo Facebook Live e pelo aplicativo da WSL.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI RIO PRO:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 17,10 pontos (9,93+7,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Wade Carmichael (AUS) com 8,00 (4,33+3,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.37 x 5.63 Julian Wilson (AUS)

2.a: Wade Carmichael (AUS) 13.17 x 9.27 Ezekiel Lau (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 19.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 13.84 x 11.93 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Julian Wilson (AUS) 11.20 x 9.83 Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Wade Carmichael (AUS) 11.40 x 3.63 Gabriel Medina (BRA)

4.a: Ezekiel Lau (HAV) 12.86 x 8.30 Yago Dora (BRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 4.a etapa:

01: Julian Wilson (AUS) – 19.415 pontos

02: Filipe Toledo (BRA) – 18.075

03: Italo Ferreira (BRA) – 14.995

04: Gabriel Medina (BRA) – 14.160

05: Wade Carmichael (AUS) – 13.585

06: Ezekiel Lau (HAV) – 11.670

07: Owen Wright (AUS) – 11.575

07: Michel Bourez (TAH) – 11.575

07: Michael Rodrigues (BRA) – 11.575

10: Adrian Buchan (AUS) – 11.550

11: Mick Fanning (AUS) – 11.500

12: Griffin Colapinto (EUA) – 9.835

13: Kolohe Andino (EUA) – 9.740

14: Tomas Hermes (BRA) – 8.590

15: Frederico Morais (PRT) – 8.495

16: Kanoa Igarashi (JPN) – 8.240

17: John John Florence (HAV) – 7.450

17: Adriano de Souza (BRA) – 7.450

17: Sebastian Zietz (HAV) – 7.450

17: Jeremy Flores (FRA) – 7.450

17: Conner Coffin (EUA) – 7.450

22: Patrick Gudauskas (EUA) – 7.345

--------outros brasileiros:

23: Yago Dora (BRA) – 7.250 pontos

26: Willian Cardoso (BRA) – 6.660

28: Ian Gouveia (BRA) – 4.960

30: Jessé Mendes (BRA) – 4.170

35: Miguel Pupo (BRA) – 2.085

36: Caio Ibelli (BRA) – 1.680

38: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

41: Wiggolly Dantas (BRA) – 420

41: Deivid Silva (BRA) – 420

Stephanie Gilmore vence primeiro título do Oi Rio Pro

A australiana Stephanie Gilmore segue firme na busca pelo seu sétimo título mundial com a primeira vitória conquistada na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour. Ela ganhou o confronto direto pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na final do Oi Rio Pro com vice-líder Lakey Peterson e agora abriu quase 4.000 pontos de vantagem sobre a norte-americana, que barrou a brasileira Tatiana Weston-Webb nas semifinais. Na quarta-feira de ótimas ondas de 4-6 pés na Praia de Itaúna, também foi decidida as quartas de final masculinas e os brasileiros vão disputar todas as baterias. Filipe Toledo ganhou a primeira nota 10 em Saquarema e Gabriel Medina, Michael Rodrigues e Yago Dora, também se classificaram para o último dia. Na quinta-feira, a primeira chamada do dia será as 6h45 em Saquarema.

A quarta-feira começou com a batalha por vagas nas quartas de final femininas e a cearense Silvana Lima foi o destaque da terceira fase, registrando imbatíveis 15,90 pontos com a nota 8,90 da sua melhor onda. Depois, começou a dos homens com um confronto 100% brasileiro para decidir os dois primeiros classificados. O cearense Michael Rodrigues começou bem e liderou boa parte da bateria, até o paulista Filipe Toledo entrar em ação para comandar o show nas esquerdas de Itaúna.

Ele assumiu a ponta com uma nota 8,33 massacrando uma onda com manobras potentes e na seguinte arriscou um aéreo incrível, voando muito alto para fazer o giro completo no ar e aterrisar com perfeição. Os juízes concordaram com a vibração da torcida e deram a primeira nota 10 do Oi Rio Pro para ele se tornar o recordista absoluto do campeonato, com 18,33 pontos de 20 possíveis. Michael Rodrigues passou em segundo para as quartas de final e o pernambucano Ian Gouveia terminou em nono lugar na etapa brasileira do CT.

“Na verdade, naquela hora eu estava bem nervoso ainda, com medo do Ian (Gouveia) e do Michael (Rodrigues) virarem a bateria, pois são dois surfistas com imenso talento pra fazer isso. Mas aquela onda veio, eu estava no lugar certo na hora certa e Deus me abençoou com a nota 10”, contou Filipe Toledo. “Não foi uma onda boa para manobrar, então fiquei tentando sempre buscar a melhor sessão, consegui fazer uma manobra e quando eu tava chegando na parte boa dela, já estava vindo uma sessão animal pro aéreo e só pensei que a hora era aquela, então fui com tudo e deu certo, graças a Deus”.

Pela primeira vez na história do World Surf League Championship Tour, iniciada em 1992, uma etapa valendo título mundial poderá ter quatro brasileiros disputando as semifinais. Isso porque eles estão em todas as baterias das quartas de final do Oi Rio Pro. A primeira será entre Filipe Toledo e o americano Kolohe Andino, o cearense Michael Rodrigues entra na segunda com o australiano Julian Wilson, que está defendendo a lycra amarela do Jeep Leaderboard, Gabriel Medina enfrenta o australiano Wade Carmichael na terceira e a briga pela última vaga nas semifinais será entre o catarinense Yago Dora e o havaiano Ezekiel Lau.  

DECISÃO FEMININA – Enquanto oito homens ainda estão na briga pelo título masculino do Oi Rio Pro, o feminino já foi conquistado pela australiana Stephanie Gilmore na quarta-feira. As duas finalistas tiveram que entrar no mar para competir quatro vezes. A campeã começou o dia perdendo para a também australiana Nikki Van Dijk a segunda classificatória para as quartas de final. Depois, passou por Sally Fitzgibbons e pela própria Nikki Van Dijk nas semifinais, antes de conseguir sua primeira vitória no Brasil surfando duas direitas na bateria final na Praia de Itaúna.

“Finalmente eu consegui vencer aqui, pois já faz um tempão que estou atrás de uma vitória aqui no Brasil”, disse Stephanie Gilmore. “Tive alguns momentos difíceis aqui e é sempre um desafio competir com tantas meninas talentosas que estão no Tour. Mas, eu adoro o Brasil, esse lugar é lindo e me diverti bastante. Consegui tocar minha guitarra num show com as meninas (Lakey Peterson e Carissa Moore) essa semana, peguei altas ondas e só quero agradecer a todos os fãs do Brasil. Muito obrigada amigos e já estou ansioso para voltar aqui no ano que vem”.

A norte-americana Lakey Peterson poderia recuperar a liderança do ranking se vencesse o Oi Rio Pro, mas ela só conseguiu achar uma onda boa e o placar terminou em 11,53 a 8,00 para a australiana. Para chegar na decisão do título, a californiana derrotou a gaúcha Tatiana Weston-Webb numa semifinal muito disputada, encerrada em 11,27 a 10,40 pontos. Antes, já tinha deixado a tricampeã mundial Carissa Moore nas quartas de final e só não venceu a sua primeira bateria no dia, quando a cearense Silvana Lima fez a melhor apresentação da quarta-feira, recebendo uma nota 8,90 e totalizando 15,90 pontos de 20 possíveis.

“Foi um evento incrível e só tenho que agradecer todo esse público que encheu a praia para assistir a gente, foi muito divertido”, disse Lakey Peterson. “Saquarema é uma cidade linda, pegamos altas ondas nas esquerdas aqui de Itaúna, os meninos estavam quebrando nas direitas lá na Barrinha e hoje (quarta-feira) aqui parecia Cloudbreak quando está pequeno. Estou feliz em continuar numa boa posição na corrida pelo título mundial junto com a Stephanie (Gilmore) e agora já vou começar a focar na próxima etapa, em Bali”.

BRASILEIRAS – A norte-americana impediu que a gaúcha Tatiana Weston-Webb fizesse sua segunda final no ano com Stephanie Gilmore, como na etapa de Bells Beach que a hexacampeã mundial ganhou na Austrália. Mesmo com a derrota nas semifinais, Tatiana ganhou uma posição no ranking e agora é a terceira colocada no Jeep Leaderboard. Essa foi a primeira vez que ela competiu como brasileira no Circuito Mundial, pois sempre representava o Havaí onde mora desde criança e agora decidiu passar a defender o país onde ela nasceu.

“Tentei não colocar muita pressão em mim agora que estou representando o Brasil no Tour, consegui manter a calma e estou bem feliz com meu resultado e todo o apoio que recebi da torcida aqui”, disse Tatiana Weston-Webb. “Saquarema é um lugar que tem bastante energia positiva e aconteceram muitas coisas boas nessa semana. Teve o meu aniversário (de 22 anos em 9 de maio), vai ter o do Yago (Dora) na sexta-feira, nossas famílias são muito amigas, o pai dele é meu técnico também, então no geral está sendo tudo muito divertido aqui. Gosto muito dessa onda de Itaúna, gostei da Barrinha também e saio daqui bem feliz com tudo”.

A última bateria que a gaúcha Tatiana Weston-Webb venceu em Saquarema foi justamente contra a outra brasileira da elite mundial, a cearense Silvana Lima. As duas se enfrentaram nas quartas de final e Silvana vinha embalada da grande apresentação na fase anterior. No entanto, a baixinha não conseguiu achar boas ondas para surfar na bateria e Tatiana pegou as melhores para vencer fácil por 15,33 a 4,60 pontos. Silvana permanece em décimo lugar no ranking das quatro etapas completadas no Brasil. A próxima começa dia 29 na Indonésia.

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.compara o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. Agora só falta um dia para encerrar a etapa brasileira do World Surf League Championship Tour e a primeira chamada da quinta-feira será as 6h45 na Praia de Itaúna.

Italo Ferreira perde duelo brasileiro no Oi Rio Pro

O potiguar Italo Ferreira não conseguiu vencer o duelo brasileiro da terceira fase do Oi Rio Pro com o catarinense Yago Dora e já perdeu a lycra amarela do Jeep Leaderboard em Saquarema. Agora, o campeão mundial Gabriel Medina e Filipe Toledo são os principais concorrentes para tirar a liderança do ranking do australiano Julian Wilson nesta quarta etapa do World Surf League Championship Tour. Além dos dois paulistas e de Yago Dora, o cearense Michael Rodrigues e o pernambucano Ian Gouveia também venceram suas baterias nas direitas da Barrinha na terça-feira e vão disputar vagas para as quartas de final do Oi Rio Pro. Na quarta-feira, a competição deve retornar ao seu palco principal e a primeira chamada do dia será as 6h45 na Praia de Itaúna, não mais na Barrinha.

“Eu acho que esse desafio de competir com algo do nível do Italo (Ferreira), me deixa mais motivado para entrar na bateria e acho que é para isso que estou aqui, você tem que estar pronto para enfrentar esses caras que estão no topo”, disse Yago Dora, que só tinha passado uma bateria nas três etapas da “perna australiana” e precisa de bons resultados para subir no ranking. Ele acertou um aéreo na finalização de uma onda que pegou nos últimos minutos, para virar o placar para 10,56 a 9,70 pontos do potiguar Italo Ferreira.

“Eu me preparei muito mentalmente para essa bateria de hoje (terça-feira)”, contou Yago Dora. “Eu tenho acompanhado o Italo (Ferreira) desde Snapper Rocks (local da primeira etapa na Austrália) e acho que ele é o cara que está surfando melhor esse ano, então eu sabia que ia ser uma bateria muito difícil. Eu sabia que tinha surfe pra avançar, mas estava trabalhando minha mente pra ficar bem confiante. Eu acho que esse grupo de brasileiros, um puxa o nível do outro. A gente tem uma relação muito próxima e muita gente reclama que a gente só anda em grupo, fala alto, mas é isso que está fazendo a gente ser o que a gente é hoje”.

Dos cinco brasileiros classificados, dois já estão garantidos nas quartas de final, pois a bateria que vai abrir a quarta fase ficou 100% verde-amarela, entre Filipe Toledo, Ian Gouveia e Michael Rodrigues. Os dois primeiros colocados avançam e o terceiro termina em nono lugar no Oi Rio Pro, marcando 3.700 pontos no ranking. Ian Gouveia foi o primeiro a se classificar. Ele surfou o melhor tubo nos dois dias de competição nas direitas da Barrinha e na saída atacou forte uma junção cavernosa para arrancar a maior nota do campeonato – 9,93. Três dos cinco juízes chegaram a dar nota 10 para ele e essa onda liquidou o sul-africano Jordy Smith, que era até o favorito para vencer essa primeira bateria da terceira fase.

“Realmente, estou tendo que atacar qualquer junção que vier, depois de três 25.as colocações na Austrália. Estou precisando passar baterias, precisando fazer pontos, então estou amarradão por ter avançado mais uma”, disse Ian Gouveia, que apesar de preferir surfar esquerdas, ganhou sua maior nota no ano nas direitas. “Hoje (terça-feira) realmente está a Barrinha que queríamos ver, mas eu continuo querendo surfar esquerdas. Fiz um treino em Itaúna e peguei altas ondas antes de vir aqui pra Barrinha, mas o vento começou a bater terral, então os tubos apareceram e realmente está sendo um show de tubos aqui hoje”.

Na bateria seguinte, mais um cabeça de chave foi eliminado por um brasileiro. O cearense Michael Rodrigues levou um sufoco tomando várias séries na cabeça, mas manteve a calma e achou boas ondas para mostrar toda a versatilidade do seu surfe. A bateria começou forte, com Michael recebendo nota 7,27 em sua primeira onda e o português Frederico Morais respondendo com 8,17 em um belo tubo. Só que depois ele não conseguiu surfar nenhuma outra onda boa e o brasileiro ainda somou um 6,43 de um aéreo para vencer por 13,70 a 11,07 pontos.

“Foi uma manhã difícil pra mim, fui esmagado por algumas ondas, mas agora me sinto bem melhor e pronto para as próximas”, disse Michael Rodrigues. “Hoje (terça-feira) aqui está muito parecido com Floripa (Florianópolis-SC, onde ele mora), com esse tipo de vento e tipo de onda. Essa minha prancha nem é muito boa para dar aéreo, mas trabalhou bem, está boa para tubo, manobras e aéreo, então estou feliz por ter escolhido ela e ter dado tudo certo”.

A terceira fase prosseguiu com a torcida que encheu a praia da Barrinha na terça-feira vibrando com outra vitória brasileira. Foi uma bateria fraca de ondas, mas o paulista Filipe Toledo conseguiu derrotar o havaiano Keanu Asing por uma pequena diferença de 6,90 a 6,37 pontos. Com a classificação para a quarta fase, Filipe já assumiu o quarto lugar no ranking, logo abaixo de Gabriel Medina, que pulou para terceiro quando também passou sua bateria.

“A bateria não foi do jeito que eu esperava, mas Deus sabe de todas as coisas e Ele quis assim, que eu passasse a bateria mesmo com notas baixas”, disse Filipe Toledo. “Quero vir com tudo no próximo rounde, focar mais para fazer um trabalho melhor, uma estratégia melhor, então só tenho que agradecer a Deus pela oportunidade de continuar no campeonato. Quero agradecer também a todos que estão me apoiando, ao meu pai, minha família, minha esposa e meus filhos que estão aqui. Agora é focar no rounde 4”.

Depois de três vitórias seguidas, caíram os primeiros brasileiros na terceira fase. Na quarta bateria, Willian Cardoso não achou ondas para surfar contra o norte-americano Kolohe Andino. E em outra disputa fraca de ondas, o também catarinense Alejo Muniz foi batido pelo número 1 do Jeep Leaderboard, Julian Wilson, por 9,34 a 8,94 pontos.

CAMPEÕES MUNDIAIS – O Brasil voltou a vencer com Gabriel Medina vingando a derrota sofrida para o australiano Mikey Wright na mesma terceira fase da etapa da Gold Coast, na Austrália. O campeão mundial arriscou as manobras, tentou os aéreos e fez de tudo para vencer por 13,10 a 12,64 pontos e seguir buscando a sua primeira vitória na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour.

“É muito bom surfar em casa, com a torcida dando todo esse suporte, minha família, meus amigos e estou feliz por ter passado essa bateria”, disse Gabriel Medina. “Eu sabia que ia ser uma bateria difícil e estou feliz com a vitória. Eu tive uma bateria com o Mikey (Wright) na Gold Coast, agora aqui de novo e estou feliz de ter ganho essa, porque é sempre bom ganhar baterias. Provavelmente a gente vai ver ele no circuito ano que vem, então é bom já ir se acostumando e sabendo mais sobre seus oponentes”.

Medina vai enfrentar dois havaianos na terceira classificatória para as quartas de final, Sebastian Zietz e Ezekiel Lau. Depois dele, só mais um brasileiro venceu, Yago Dora batendo o lycra amarela Italo Ferreira. Os outros dois foram eliminados por surfistas do Havaí. O catarinense Tomas Hermes perdeu para Sebastian Zietz e o bicampeão mundial John John Florence fez um novo recorde de pontos para o Oi Rio Pro, 17,97 pontos de 20 possíveis com a nota 9,80 da sua melhor onda surfada contra o paulista Miguel Pupo na bateria que fechou a terça-feira na Barrinha.

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.compara o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada da quarta-feira será as 6h45 na Praia de Itaúna e não mais na Barrinha.

Seis brasileiros estreiam com vitórias no Oi Rio Pro

A segunda-feira amanheceu com altas ondas em Saquarema e a estreia dos homens no Oi Rio Pro 2018 foi transferida das esquerdas da Praia de Itaúna para as direitas da Barrinha. Dos quatorze participantes do Brasil nesta quarta etapa do World Surf League Championship Tour, seis venceram suas primeiras baterias e passaram direto para a terceira fase, o potiguar Italo Ferreira com sua lycra amarela do Jeep Leaderboard, o campeão mundial Gabriel Medina e Filipe Toledo, Willian Cardoso, Yago Dora e Miguel Pupo. Os outros terão que disputar a repescagem, que já foi iniciada na tarde da segunda-feira em Saquarema. Na terça-feira, os homens continuarão competindo na Barrinha, a partir das 7h00 da manhã.  

A bateria que apresentou as direitas da Barrrinha para o mundo, foi iniciada as 7h05 e terminou com vitória brasileira de Filipe Toledo. Ele enfrentou o mesmo adversário que o derrotou em uma disputa polêmica no ano passado, que resultou até numa punição ao brasileiro. Mas, quem largou na frente foi o pernambucano Ian Gouveia, que surfou o primeiro tubo na Barrinha. Só que Filipe depois conseguiu achar boas ondas para mostrar o seu surfe e a batalha ficou entre ele e Kanoa Igarashi. Desta vez, Filipe manteve a calma para vencer o japonês por uma pequena vantagem de 13,70 a 13,07 pontos.

“Foi muito bom terem mudado o evento pra cá. Eu tenho surfado aqui todos os dias e todos os dias têm dado altas ondas, então foi até bom ter treinado aqui, testando as pranchas, pois deu tudo certo na bateria”, disse Filipe Toledo, após vencer a primeira bateria do Oi Rio Pro disputada nas ondas da Barrinha. “Estou amarradão por ter surfado bem, ter vencido, ter feito uma nota excelente (8,60), ainda mais que foi contra o Kanoa (Igarashi), que a gente teve aquele incidente na bateria do ano passado (quando Filipe foi eliminado). É uma sensação boa, de dever cumprido, então agora é pensar no próximo rounde”.

No segundo confronto do dia, dois brasileiros enfrentaram um dos favoritos ao título do Oi Rio Pro e o paulista Miguel Pupo pegou as melhores ondas que entraram na bateria para superar o sul-africano Jordy Smith por 13,10 a 10,66 pontos. Em terceiro ficou o catarinense Tomas Hermes, mas os derrotados nesta rodada inicial não são eliminados e têm uma segunda chance de avançar para a terceira fase na repescagem. Pupo perdeu sua vaga na elite no ano passado, mas foi chamado para substituir o contundido Caio Ibelli em Saquarema.

“É ótimo estar de volta ao CT aqui no Rio. No ano passado, eu acabei saindo da elite, fiquei bem triste, mas acho que Deus tem um plano pra mim. Estou treinando melhor, comendo melhor, me dedicando mais e colhendo os frutos, pois estou em quinto no ranking do QS, o que me dá mais confiança para chegar aqui e estragar os planos dos tops (risos)”, disse Miguel Pupo. “Eu achei uma boa decisão ter mudado aqui pra Barrinha. A clássica esquerda de Itaúna não está quebrando hoje (segunda-feira) e as condições estão melhores aqui. O mar está liso, as ondas perfeitas e parabéns aos organizadores”.

BATERIA BRASILEIRA – A terceira vitória verde-amarela já era garantida na bateria 100% brasileira da primeira fase no Oi Rio Pro. Quem largou na frente foi o catarinense Alejo Muniz, que lidera o ranking do WSL Qualifying Series e está competindo em Saquarema como convidado da World Surf League. O campeão mundial Gabriel Medina não começou bem, mas depois encaixou o seu surfe nas direitas da Barrinha para vencer por 14,17 pontos. O também paulista Jessé Mendes ficou em segundo com 13,43 e Alejo Muniz em terceiro com 12,86 numa das baterias mais disputadas do dia.

“Foi uma bateria difícil. Eu sabia que o Jessé (Mendes) e o Alejo (Muniz) iam surfar bem, pois são dois surfistas que sou fã e amigo, então meu plano foi só surfar meu melhor e estou feliz por ter vencido”, disse Gabriel Medina. “Eu espero que eles consigam surfar bem na segunda fase e continuem no evento. Essa é uma etapa que sempre chego perto do título, mas não venci ainda e seria irado ganhar essa etapa do Brasil. Hoje (segunda-feira) tinha altas ondas aqui na Barrinha e espero que continue assim nos próximos dias”.

JEEP LEADERBOARD – Depois da bateria brasileira, estrearam os dois surfistas que estão competindo no Oi Rio Pro com a lycra amarela do Jeep Leaderboard. O australiano Julian Wilson entrou primeiro e confirmou o favoritismo contra o americano Patrick Gudauskas e o paulista Deivid Silva. O potiguar Italo Ferreira também venceu, mas a disputa foi bem mais acirrada e os três competidores ficaram na casa dos 10 pontos. O brasileiro ficou em primeiro com 10,64, contra 10,47 do australiano Connor O´Leary e 10,36 do havaiano Keanu Asing.

“Foi uma bateria difícil, as ondas balançando muito nas direitas, ficando difícil de se posicionar. Mas, consegui pegar algumas ondas pra me soltar e deu tudo certo no final da bateria”, disse Italo Ferreira. “Eu quero agradecer todo o apoio da torcida, me sinto bem aqui no Brasil, claro, então só quero levar essa energia dos brasileiros comigo nas baterias. No ano passado, eu não competi aqui porque estava machucado, só fiquei torcendo de casa, num quarto, com o pé para cima, mas agora estou aqui defendendo a liderança do ranking e espero manter o foco e o ritmo nas próximas baterias”.

DEFENSOR DO TÍTULO – O potiguar Italo Ferreira conseguiu o objetivo de vencer a bateria, mas o defensor do título do Oi Rio Pro foi mandado para a repescagem no confronto seguinte. Foi outra disputa definida por décimos, com os três surfistas ficando na casa dos 11 pontos. Desta vez, o campeão mundial Adriano de Souza ficou em último com exatos 11 pontos, contra 11,47 do sul-africano Michael February e 11,60 do norte-americano Griffin Colapinto, que avançou direto para a terceira fase.

Mas, o Brasil ainda conquistou mais duas vitórias na primeira fase, com dois catarinenses que estão estreando na divisão de elite da World Surf League esse ano. O mais jovem, Yago Dora, totalizou 12,13 pontos para superar o taitiano Michel Bourez e o norte-americano Conner Coffin na nona bateria. Na 11.a, Willian Cardoso só precisou de 11,16 para derrotar o australiano Matt Wilkinson e o francês Jeremy Flores. Os dois completaram as seis classificações diretas do Brasil para a terceira fase na segunda-feira histórica na Barrinha.

PRIMEIRAS VITÓRIAS – Após o término da primeira fase, foi iniciada a repescagem com o bicampeão mundial John John Florence se recuperando da derrota pela manhã. Ele tinha tirado a maior nota da primeira fase – 9,17 – no melhor tubo surfado na Barrinha, mas a bateria foi vencida pelo australiano Mikey Wright. O havaiano aproveitou a segunda chance de classificação contra o paulista Deivid Silva, no primeiro duelo eliminatório do Oi Rio Pro 2018.

No segundo, o catarinense Alejo Muniz despachou um dos concorrentes diretos do potiguar Italo Ferreira na briga pela lycra amarela do Jeep Leaderboard, o australiano Owen Wright, que chegou no Brasil dividindo o quarto lugar com o taitiano Michel Bourez. Depois aconteceu mais um confronto brasileiro e Ian Gouveia fez o maior placar do Oi Rio Pro 2018 para vencer sua primeira bateria no CT esse ano. Foi logo contra o defensor do título desta etapa, Adriano de Souza, que o pernambucano totalizou 15,53 pontos com a nota 8,93 da sua melhor onda.

“Eu estou aqui numa mistura de emoções”, disse Ian Gouveia. “Hoje de manhã, quando soube que ia rolar aqui na Barrinha, fiquei um pouco chateado porque a gente só competiu em direitas esse ano. Em Itaúna tem as esquerdas, mas chamaram o campeonato aqui e na minha primeira bateria, eu estava meio triste por isso. Mas, não tinha jeito, ia ser aqui, então entrei com muita vontade pra vencer essa bateria. Eu perdi pro Adriano (de Souza) no ano passado, então foi muito bom ganhar do campeão, mas continuo querendo muito surfar as esquerdas”.

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.compara o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada da terça-feira será as 6h45 novamente na Barrinha só para os homens.

PRIMEIRA FASE DO OI RIO PRO – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=13.70, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=13.07, 3-Ian Gouveia (BRA)=9.73

2.a: 1-Miguel Pupo (BRA)=13.10, 2-Jordy Smith (AFR)=10.66, 3-Tomas Hermes (BRA)=8.23

3.a: 1-Wade Carmichael (AUS)=12.60, 2-Owen Wright (AUS)=11.26, 3-Wiggolly Dantas (BRA)=11.17

4.a: 1-Mikey Wright (AUS)=14.83, 2-John John Florence (HAV)=13.93, 3-Joan Duru (FRA)=10.93

5.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=14.17, 2-Jessé Mendes (BRA)=13.43, 3-Alejo Muniz (BRA)=12.86

6.a: 1-Julian Wilson (AUS)=12.93, 2-Deivid Silva (BRA)=10.30, 3-Patrick Gudauskas (EUA)=8.83

7.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=10.64, 2-Connor O´Leary (AUS)=10.47, 3-Keanu Asing (HAV)=10.36

8.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=11.60, 2-Michael February (AFR)=11.47, 3-Adriano de Souza (BRA)=11.00

9.a: 1-Yago Dora (BRA)=12.13, 2-Michel Bourez (TAH)=10.67, 3-Conner Coffin (EUA)=2.87

10: 1-Ezekiel Lau (HAV)=13.60, 2-Adrian Buchan (AUS)=12.30, 3-Sebastian Zietz (HAV)=6.57

11: 1-Willian Cardoso (BRA)=11.16, 2-Matt Wilkinson (AUS)=9.60, 3-Jeremy Flores (FRA)=9.30

12: 1-Kolohe Andino (EUA)=13.40, 2-Frederico Morais (PRT)=11.76, 3-Michael Rodrigues (BRA)=7.00

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 420 pontos e US$ 10.000:

1.a: John John Florence (HAV) 12.24 x 10.94 Deivid Silva (BRA)

2.a: Alejo Muniz (BRA) 10.57 x 10.40 Owen Wright (AUS)

3.a: Jordy Smith (AFR) 12.70 x 9.94 Wiggolly Dantas (BRA)

4.a: Ian Gouveia (BRA) 15.53 x 11.83 Adriano de Souza (BRA)

5.a: Keanu Asing (HAV) 9.77 x 9.66 Michel Bourez (TAH)

6.a: Adrian Buchan (AUS) x Michael February (AFR)

----------ficaram para abrir a terça-feira:

7.a: Matt Wilkinson (AUS) x Michael Rodrigues (BRA)

8.a: Frederico Morais (PRT) x Patrick Gudauskas (EUA)

9.a: Jeremy Flores (FRA) x Jessé Mendes (BRA)

10: Sebastian Zietz (HAV) x Joan Duru (FRA)

11: Conner Coffin (EUA) x Tomas Hermes (BRA)

12: Connor O´Leary (AUS) x Kanoa Igarashi (JPN)

TERCEIRA FASE FEMININA – 1.a e 2.a=Quartas de Final / 3.a=9.o lugar com 3.085 pontos e US$ 11.500:

1.a: Tyler Wright (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS), Keely Andrew (AUS)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Caroline Marks (EUA)

3.a: Lakey Peterson (EUA), Johanne Defay (FRA), Silvana Lima (BRA)

4.a: Carissa Moore (HAV), Tatiana Weston-Webb (BRA), Sage Erickson (EUA)

Silvana Lima vence sua primeira bateria no Oi Rio Pro

O domingo amanheceu com chuva no Rio de Janeiro, mas junto com a frente fria vieram as ondas para a continuação do Oi Rio Pro em Saquarema. Foi preciso aguardar um pouco o mar melhorar para realizar a repescagem feminina, que foi iniciada as 12h15 em ondas de 3-4 pés na Praia de Itaúna. Duas brasileiras competiram e a cearense Silvana Lima avançou para a rodada classificatória para as quartas de final, mas a saquaremense Taís de Almeida foi eliminada. Os homens devem estrear nesta segunda-feira, mas a primeira chamada do dia, às 6h45, será para as duas categorias e a comissão técnica decidirá qual entrará no mar.

A cearense Silvana Lima se recuperou da derrota na sexta-feira na segunda bateria do domingo na Praia de Itaúna. Ela escolheu boas ondas e dominou todo o confronto com Bronte Macaulay para despachar a australiana por uma boa vantagem de 12,17 a 8,77 pontos. As condições não estavam fáceis para competir, com o mar um pouco balançado ainda pela entrada do swell, mas Silvana soube manter a paciência para vencer sua primeira bateria no Oi Rio Pro 2018.

“Antes da minha bateria, vi que as ondas estavam bem difíceis e quebrando contra a corrente, então você acabava perdendo velocidade nas esquerdas. Aí optei pelas direitas, mas eu sabia que era um risco, porque o backside da Bronte (Macaulay) é muito forte. Só que fiquei do lado dela até o fim pra não dar mole”, contou Silvana Lima.

A cearense também falou da volta em competir no mar depois da experiência de defender o Brasil na WSL Founders´ Cup of Surfing, na piscina do Surf Ranch no final de semana passado: “É a volta para a vida real né (risos). Lá é maravilhoso, a onda é muito boa e você acaba ficando meio nervosa, porque você pode arrebentar a onda e tirar notas de nove pra cima, mas às vezes é preciso segurar um pouco. Quero voltar pra lá para treinar mais para o evento do CT. Mas, aqui eu tinha que voltar para a realidade, pois é no mar onde as etapas acontecem”.

Logo após a vitória de Silvana Lima, começou a bateria da surfista local de Saquarema com a vice-campeã do Oi Rio Women´s Pro no ano passado. A experiente Taís de Almeida chegou até a surfar uma boa onda, mas a francesa Johanne Defay pegou as melhores e não desperdiçou as chances para fazer o maior placar das duas primeiras fases da etapa feminina, 13,83 pontos somando notas 7,00 e 6,83. Com a derrota, Taís de Almeida terminou em 13.o lugar e ganhou um prêmio de 10.000 dólares pela participação no evento.

Assim como no primeiro dia, no domingo todas as cabeças de chave seguiam vencendo suas baterias. Foi assim com a norte-americana Sage Erickson na abertura da segunda fase, Silvana Lima na segunda bateria, Johanne Defay na terceira, Nikki Van Dijk na quarta e Caroline Marks na quinta. Todas confirmaram o favoritismo contra suas adversárias. A única a derrubar uma cabeça de chave foi a australiana Keely Andrew no último duelo do dia. Ela derrotou a havaiana Malia Manuel de virada na onda que surfou no minuto final da bateria.

QUARTAS DE FINAL – Com os resultados do domingo, foram formados os quatro confrontos da terceira fase que vão definir as oito classificadas para as quartas de final do Oi Rio Women´s Pro. As duas primeiras colocadas de cada bateria avançam e a terceira termina em nono lugar no evento. Na primeira, a bicampeã mundial e bicampeã da etapa brasileira, Tyler Wright, enfrenta mais duas australianas, Sally Fitzgibbons e Keely Andrew.

Na segunda, Stephanie Gilmore vai defender sua lycra amarela do Jeep Leaderboard contra a também australiana Nikki Van Dijk e a norte-americana Caroline Marks. O Brasil entra na briga com Silvana Lima na terceira bateria, completada pela californiana Lakey Peterson e a francesa Johanne Defay. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb vai disputar as últimas vagas com a havaiana Carissa Moore e a norte-americana Sage Erickson.   

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.com para o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada da segunda-feira será as 6h45 para as duas categorias na Praia de Itaúna.

SEGUNDA FASE FEMININA – Derrota=13.o lugar com 1.543 pontos e US$ 10.000:

1.a: Sage Erickson (EUA) 9.77 x 9.17 Coco Ho (HAV)

2.a: Silvana Lima (BRA) 12.17 x 8.77 Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Johanne Defay (FRA) 13.83 x 9.44 Taís de Almeida (BRA)

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) 12.83 x 11.94 Pauline Ado (FRA)

5.a: Caroline Marks (EUA) 12.66 x 7.33 Paige Hareb (NZL)

6.a: Keely Andrew (AUS) 8.77 x 8.60 Malia Manuel (HAV)

TERCEIRA FASE – 1.a e 2.a=Quartas de Final / 3.a=9.o lugar com 3.085 pontos e US$ 11.500:

1.a: Tyler Wright (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS), Keely Andrew (AUS)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Caroline Marks (EUA)

3.a: Lakey Peterson (EUA), Johanne Defay (FRA), Silvana Lima (BRA)

4.a: Carissa Moore (HAV), Tatiana Weston-Webb (BRA), Sage Erickson (EUA)

PRIMEIRA FASE MASCULINA – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR), Tomas Hermes (BRA)Miguel Pupo (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS), Wade Carmichael (AUS), Wiggolly Dantas (BRA)

4.a: John John Florence (HAV), Joan Duru (FRA), Mikey Wright (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Jessé Mendes (BRA)Alejo Muniz (BRA)

6.a: Julian Wilson (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), Deivid Silva (BRA)

7.a: Italo Ferreira (BRA), Connor O´Leary (AUS), Keanu Asing (HAV)

8.a: Adriano de Souza (BRA), Griffin Colapinto (EUA), Michael February (AFR)

9.a: Michel Bourez (TAH), Conner Coffin (EUA), Yago Dora (BRA)

10: Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV)

11: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Willian Cardoso (BRA)

12: Kolohe Andino (EUA), Frederico Morais (PRT), Michael Rodrigues (BRA)

Oi Rio Pro sem competição no sábado

Previsões confirmadas e o sábado amanheceu quase sem ondas na Praia de Itaúna para a continuação do Oi Rio Pro em Saquarema. A etapa brasileira do World Surf League Championship Tour ainda tem prazo até o dia 20 para ser encerrada e uma nova chamada para as duas categorias foi marcada para as 6h45 do domingo na “Capital Nacional do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Na sexta-feira de ondas pequenas, foi realizada a primeira fase feminina e das três participantes do Brasil, apenas a gaúcha Tatiana Weston-Webb estreou com vitória passando direto para a rodada classificatória para as quartas de final do Oi Rio Women´s Pro. A cearense Silvana Lima e a saquaremense Taís de Almeida perderam e terão que disputar a repescagem. Já os homens ainda não estrearam na quarta etapa da temporada, pois o início da competição masculina foi adiado na sexta-feira e agora no sábado também.

“Sem dúvidas, foi a decisão mais correta chamar um day off hoje (sábado)”, aprovou uma das surfistas que vão disputar a repescagem feminina, Paige Hareb, da Nova Zelândia. “Ontem já foi difícil competir, mas sei que a previsão mostra que tem ondas chegando nos próximos dias, então não precisa tanta pressa agora. Eu ainda não consegui passar da segunda fase esse ano e meu objetivo é conseguir isso aqui no Brasil. Gostei muito de Saquarema, é uma cidadezinha pequena e bem tranquila, lembrando bastante a minha cidade na Nova Zelândia e realmente só quero passar dessa segunda fase (risos)”.

A única representante da Nova Zelândia na elite mundial do World Surf League Championship Tour em 2018, vai tentar vencer sua primeira bateria no ano contra a norte-americana Caroline Marks. As duas vão disputar o quinto duelo da repescagem. Silvana Lima está no segundo com a australiana Bronte Macaulay e na bateria seguinte Taís de Almeida enfrenta a francesa Johanne Defay, vice-campeã do Oi Rio Women´s Pro na final do ano passado com a bicampeã mundial e bicampeã da etapa brasileira, Tyler Wright.

Na categoria masculina, são quatorze brasileiros entre os 36 surfistas que ainda aguardam para estrear em Saquarema. Entre eles, destaque para o potiguar Italo Ferreira, que vai competir com a lycra amarela do Jeep Leaderboard na Praia de Itaúna e o campeão mundial Adriano de Souza, que defende o título de campeão do Oi Rio Pro conquistado na decisão do ano passado com o australiano Adrian Buchan.

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.compara o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada do domingo será as 6h45 para as duas categorias na Praia de Itaúna.

PRIMEIRA FASE DO OI RIO PRO 2018 EM SAQUAREMA:

1.a: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR), Tomas Hermes (BRA)Miguel Pupo (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS), Wade Carmichael (AUS), Wiggolly Dantas (BRA)

4.a: John John Florence (HAV), Joan Duru (FRA), Mikey Wright (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Jessé Mendes (BRA)Alejo Muniz (BRA)

6.a: Julian Wilson (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), Deivid Silva (BRA)

7.a: Italo Ferreira (BRA), Connor O´Leary (AUS), Keanu Asing (HAV)

8.a: Adriano de Souza (BRA), Griffin Colapinto (EUA), Michael February (AFR)

9.a: Michel Bourez (TAH), Conner Coffin (EUA), Yago Dora (BRA)

10: Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV)

11: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Willian Cardoso (BRA)

12: Kolohe Andino (EUA), Frederico Morais (PRT), Michael Rodrigues (BRA)

SEGUNDA FASE FEMININA – Derrota=13.o lugar com 1.543 pontos e US$ 10.000:

1.a: Sage Erickson (EUA) x Coco Ho (HAV)

2.a: Silvana Lima (BRA) x Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Johanne Defay (FRA) x Taís de Almeida (BRA)

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) x Pauline Ado (FRA)

5.a: Caroline Marks (EUA) x Paige Hareb (NZL)

6.a: Malia Manuel (HAV) x Keely Andrew (AUS)

RESULTADOS DA PRIMEIRA FASE FEMININA NA SEXTA-FEIRA:

1.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=10.00, 2-Coco Ho (HAV)=9.23, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=8.10

2.a: 1-Tyler Wright (AUS)=7.53, 2-Bronte Macaulay (AUS)=3.67, 3-Caroline Marks (EUA)=1.80

3.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=8.60, 2-Malia Manuel (HAV)=8.40, 3-Taís de Almeida (BRA)=6.17

4.a: 1-Lakey Peterson (EUA)=11.60, 2-Sage Erickson (EUA)=6.17, 3-Pauline Ado (FRA)=5.93

5.a: 1-Carissa Moore (HAV)=13.67, 2-Paige Hareb (NZL)=11.97, 3-Silvana Lima (BRA)=7.40

6.a: 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=13.16, 2-Keely Andrew (AUS)=7.30, 3-Johanne Defay (FRA)=5.80

Oi Rio Pro começou com categoria feminina nessa sexta-feira

As meninas abriram o Oi Rio Pro 2018 na sexta-feira e o primeiro dia terminou com a gaúcha Tatiana Weston-Webb conquistando a primeira vitória brasileira em Saquarema. Foi a estreia da surfista criada no Havaí competindo com a bandeira do Brasil gravada em sua lycra do World Surf League Championship Tour. Os homens não entraram no mar no primeiro dia de competição na Praia de Itaúna e a primeira chamada do sábado será as 6h45 para as duas categorias na “Capital Nacional do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

“Eu fui criada na ilha Kauai (Havaí) e pra mim foi uma decisão superdifícil mudar de nacionalidade”, disse Tatiana Weston-Webb, que sempre competiu como havaiana desde o início da carreira e só agora decidiu defender o Brasil no Circuito Mundial. “Como o Havaí não será representado nas Olimpíadas e eu quero muito participar do maior evento esportivo do mundo, então achei melhor mudar para o Brasil. A torcida aqui é fenomenal, sempre me senti muito bem aqui e poder representar o Brasil nas Olimpíadas vai ser um sonho”.

Tatiana fez a segunda melhor apresentação da primeira fase do Oi Rio Women´s Pro na sexta-feira de ondas pequenas na Praia de Itaúna. Ela derrotou a australiana Keely Andrew e a francesa Johanne Defay, vice-campeã em Saquarema no ano passado, por 13,16 pontos somando notas 5,83 e 7,33 em duas ondas seguidas.

MELHOR DO DIA – Estas marcas só não superaram as da havaiana Carissa Moore no confronto anterior, que atingiu imbatíveis 13,67 pontos com notas 7,67 e 6,00. Esta bateria marcou a estreia da cearense Silvana Lima na etapa brasileira do WSL Championship Tour, mas ela só conseguiu achar uma onda para surfar e vai ter que disputar a repescagem, assim como a surfista local de Saquarema, Taís de Almeida, derrotada na última bateria da manhã.

“Eu acho que é preciso um pouco de sorte em baterias assim com poucas ondas e tem que saber aproveitar as poucas chances que surgirem para surfar”, disse Carissa Moore. “Pra mim, o mais importante é manter o foco na água e não deixar o nervosismo tomar conta. Foi difícil manter a concentração com um intervalo tão grande como hoje (sexta-feira). Eu estava meio ansiosa antes de voltar para a água, mas as condições melhoraram e sinto que foi a decisão certa esperar a maré encher de novo”.

As duas brasileiras derrotadas na primeira fase, ainda têm uma segunda e última chance de continuar na disputa do título do Oi Rio Women´s Pro. A cearense Silvana Lima foi escalada na segunda bateria da primeira rodada eliminatória da etapa brasileira em Saquarema, contra a australiana Bronte Macaulay. E a saquaremense Taís de Almeida entra no confronto seguinte com a vice-campeã do Oi Rio Pro no ano passado, Johanne Defay, da França.

MANHÃ E TARDE – No primeiro dia, a primeira fase feminina foi dividida para as baterias acontecerem na melhor condição de ondas da maré cheia na Praia de Itaúna. Foram três pela manhã, das 7h30 às 9h00, voltando somente no meio de tarde para as outras três, que rolaram das 15h30 às 17h00, já com o belo pôr do Sol emoldurando o cenário sempre mágico de Saquarema. Foi um dia sem surpresas, com todas as cabeças de chave vencendo as seis baterias.

Pela manhã, as australianas Tyler Wright, Stephanie Gilmore e Sally Fitzgibbons, conquistaram as primeiras vagas para a rodada classificatória para as quartas de final do Oi Rio Women´s Pro. Competindo com a lycra amarela do Jeep Leaderboard, Stephanie Gilmore começou a defender a primeira posição no ranking com vitória no último confronto da manhã na Praia de Itaúna. A saquaremense Taís de Almeida ficou em terceiro lugar, mas terá outra chance de classificação na repescagem.

“É até engraçado, porque tinha bastante swell (ondulação) antes do início do evento, mas hoje (sexta-feira) as ondas estão bem fracas e difíceis de conseguir notas mais altas”, disse Stephanie Gilmore. “É sempre ruim estar na bateria antes do evento parar, mas a previsão está mostrando que o mar vai baixar ainda mais, então entendo que tem que aproveitar o restante do swell. Como eu venci, estou feliz, mas se perdesse, ia ficar muito brava (risos)”.

BICAMPEà– A atual líder do ranking entrou no mar quando a bicampeã mundial e também bicampeã do Oi Rio Pro, Tyler Wright, saía de outra bateria muito fraca de ondas na Praia de Itaúna. Mesmo com o placar mais baixo do dia, 7,53 pontos nas duas notas computadas, a australiana cumpriu o objetivo, que era vencer para passar direto para a terceira fase.

“A minha bateria foi muito lenta, fraca de ondas, então foi um alívio passar direto para a terceira fase”, disse Tyler Wright, que falou sobre as duas vitórias consecutivas no Oi Rio Pro. “Eu acho que posso melhor muito ainda aqui no Brasil. Mas, sei que esse tipo de onda daqui é necessário você se adaptar rapidamente com as constantes mudanças nas condições do mar”.

O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo de Saquarema pelo www.worldsurfleague.com para o mundo todo também pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada do sábado será as 6h45 para as duas categorias na Praia de Itaúna.

PRIMEIRA FASE FEMININA DO OI RIO PRO 2018:

1.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=10.00, 2-Coco Ho (HAV)=9.23, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=8.10

2.a: 1-Tyler Wright (AUS)=7.53, 2-Bronte Macaulay (AUS)=3.67, 3-Caroline Marks (EUA)=1.80

3.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=8.60, 2-Malia Manuel (HAV)=8.40, 3-Taís de Almeida (BRA)=6.17

4.a: 1-Lakey Peterson (EUA)=11.60, 2-Sage Erickson (EUA)=6.17, 3-Pauline Ado (FRA)=5.93

5.a: 1-Carissa Moore (HAV)=13.67, 2-Paige Hareb (NZL)=11.97, 3-Silvana Lima (BRA)=7.40

6.a: 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=13.16, 2-Keely Andrew (AUS)=7.30, 3-Johanne Defay (FRA)=5.80

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=13.o lugar com 1.543 pontos e US$ 10.000:

1.a: Sage Erickson (EUA) x Coco Ho (HAV)

2.a: Silvana Lima (BRA) x Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Johanne Defay (FRA) x Taís de Almeida (BRA)

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) x Pauline Ado (FRA)

5.a: Caroline Marks (EUA) x Paige Hareb (NZL)

6.a: Malia Manuel (HAV) x Keely Andrew (AUS)

PRIMEIRA FASE DO OI RIO PRO 2018 EM SAQUAREMA:

1.a: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR), Tomas Hermes (BRA)Miguel Pupo (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS), Wade Carmichael (AUS), Wiggolly Dantas (BRA)

4.a: John John Florence (HAV), Joan Duru (FRA), Mikey Wright (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Jessé Mendes (BRA)Alejo Muniz (BRA)

6.a: Julian Wilson (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), Deivid Silva (BRA)

7.a: Italo Ferreira (BRA), Connor O´Leary (AUS), Keanu Asing (HAV)

8.a: Adriano de Souza (BRA), Griffin Colapinto (EUA), Michael February (AFR)

9.a: Michel Bourez (TAH), Conner Coffin (EUA), Yago Dora (BRA)

10: Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV)

11: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Willian Cardoso (BRA)

12: Kolohe Andino (EUA), Frederico Morais (PRT), Michael Rodrigues (BRA)

Surfistas já escalados para estrear no Oi Rio Pro 2018

A World Surf League já divulgou as baterias do Oi Rio Pro 2018, que pode começar nesta sexta-feira em Saquarema, se as ondas estiverem boas na Praia de Itaúna. A etapa brasileira do WSL Championship Tour tem prazo até o dia 20 para ser encerrada na “Capital Nacional do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro e vai acontecer nos dias com melhores ondas neste período. Os 36 concorrentes ao título conquistado pelo campeão mundial Adriano de Souza no ano passado e as dezoito participantes do Oi Rio Women´s Pro, estão divididos em baterias de três na primeira fase. Então, o primeiro dia é o melhor para o público ver de perto na Praia de Itaúna, todas as grandes estrelas do esporte competindo em Saquarema.

A torcida que promete lotar a cidade novamente, terá dezessete brasileiros para apoiar no Oi Rio Pro esse ano. Serão quatorze brigando pelo título masculino e três pelo feminino, incluindo a atual número 4 do ranking mundial, Tatiana Weston-Webb, que vai estrear com a bandeira brasileira gravada em sua lycra de competição na Praia de Itaúna. Ela nasceu no Rio Grande do Sul e desde criança mora no Havaí, sempre competiu como havaiana, mas decidiu passar a representar o Brasil no Circuito Mundial e a primeira vez será em Saquarema.

A agora gaúcha Tatiana Weston-Webb, foi escalada na sexta e última bateria da primeira fase do Oi Rio Women´s Pro, com a francesa Johanne Defay e a australiana Keely Andrew. A cearense Silvana Lima estreia no confronto anterior, com a havaiana tricampeã mundial, Carissa Moore, e a neozelandesa Paige Hareb. A terceira brasileira sairá da triagem com quatro surfistas que será realizada na quinta-feira, às 9h00 na Praia de Itaúna, valendo vaga para completar a terceira bateria, da hexacampeã mundial e líder do ranking, Stephanie Gilmore.

Com a troca de nacionalidade de Tatiana Weston-Webb, a “seleção brasileira” no World Surf League Championship Tour passa a ter treze surfistas. Entre os homens, o Brasil foi o primeiro país a superar a maioria australiana, desde a criação da divisão de elite em 1992. São onze entre os top-34 e a Austrália ainda teve Mick Fanning encerrando a carreira. Joel Parkinson também não vem ao Brasil, por razões pessoais, mas será substituído por um australiano da nova geração, Mikey Wright, que já liderou o WSL Qualifying Series esse ano.

JEEP LEADERBOARD – Para a torcida brasileira, uma das atrações no Oi Rio Pro 2018 é o potiguar Italo Ferreira, que vai vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard em Saquarema. Ele sentiu a emoção de badalar o sino do troféu de campeão da etapa de Bells Beach e divide o primeiro lugar no ranking com o australiano Julian Wilson. Além deles, a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore também usará a lycra amarela em Itaúna. O potiguar de Baía Formosa vai estrear na sétima bateria, contra o australiano Connor O´Leary e o havaiano Keanu Asing.

Antes dele, oito dos quatorze participantes do Brasil em Saquarema, já terão feito suas primeiras apresentações na Praia de Itaúna. O campeão da estreia da Oi patrocinando a etapa brasileira em 2015, Filipe Toledo, com uma multidão vibrando como um estádio de futebol no Postinho da Barra da Tijuca, foi escalado na primeira bateria, com o pernambucano Ian Gouveia e o japonês Kanoa Igarashi. Nesta rodada inicial, a vitória vale vaga na terceira fase, mas os perdedores têm uma segunda chance de classificação na repescagem.

BATERIA BRASILEIRA – Mais dois brasileiros entram na segunda bateria, o catarinense Tomas Hermes e o paulista Miguel Pupo, para enfrentar o sul-africano Jordy Smith. Na terceira, o paulista Wiggolly Dantas pega dois australianos, Owen Wright e Wade Carmichael. E a quinta bateria será 100% verde-amarela, com o campeão mundial Gabriel Medina estreando junto com o também paulista Jessé Mendes e o catarinense Alejo Muniz.

Depois, tem Italo Ferreira na sétima e na oitava o campeão mundial Adriano de Souza começa a defender o seu título de campeão do Oi Rio Pro em Saquarema, contra dois novatos na elite deste ano, o americano Griffin Colapinto e o sul-africano Michael February, que herdou a vaga do aposentado Mick Fanning. Mais três brasileiros competem sozinhos com surfistas de outros países, Yago Dora na nona bateria, o também catarinense Willian Cardoso na 11.a e o cearense Michael Rodrigues na 12.a e última da primeira fase.

Entre os onze titulares da “seleção brasileira”, o único desfalque é o paulista Caio Ibelli, que está contundido. Mas, outros três já foram escalados direto na chave principal, Miguel Pupo e Wiggolly Dantas nas vagas dos contundidos e Alejo Muniz como convidado da World Surf League, por estar liderando o ranking do WSL Qualifying Series. O 14.o participante do Brasil no Oi Rio Pro 2018 será o vencedor da triagem organizada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro na quinta-feira, às 9h00 na Praia de Itaúna.

TRIAGEM NA QUINTA-FEIRA – Em todas as etapas do World Surf League Championship Tour, os organizadores do evento têm direito a escolher um convidado para desafiar os melhores do mundo. No Oi Rio Pro, foi aberta uma chance para quatro surfistas disputarem a vaga e quatro para a feminina. O critério para selecionar os nomes foi o mesmo, o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial do WSL Qualifying Series, o campeão da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), o campeão estadual profissional do Rio de Janeiro e um indicado pela Associação de Surf de Saquarema.

O catarinense Alejo Muniz estava nesta triagem, antes de receber o “wildcard” da World Surf League. Então, o número 3 no ranking do QS, Deivid Silva, entrou em seu lugar para disputar a vaga com o campeão brasileiro e também paulista Thiago Camarão, o campeão carioca de 2017, Eduardo Fernandes, de Buzios, e o bicampeão brasileiro Leonardo Neves, que venceu uma seletiva da Associação de Surf de Saquarema, entre surfistas que moram na cidade.

Saquarema também estará representada na triagem feminina e em dose dupla, pela campeã estadual Kayane Reis e por Taís de Almeida, que no último fim de semana ganhou uma etapa do Circuito Brasileiro na capital carioca e foi indicada pela ASS. As duas vão enfrentar a jovem catarinense de apenas 14 anos de idade, Tainá Hinckel, que é a melhor brasileira no QS deste ano, e a atual campeã brasileira Luana Coutinho, de Ubatuba (SP).

PRIMEIRA FASE DO OI RIO PRO 2018 EM SAQUAREMA:

1.a: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR), Tomas Hermes (BRA)Miguel Pupo (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS), Wade Carmichael (AUS), Wiggolly Dantas (BRA)

4.a: John John Florence (HAV), Joan Duru (FRA), Mikey Wright (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Jessé Mendes (BRA)Alejo Muniz (BRA)

6.a: Julian Wilson (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), vencedor da triagem

7.a: Italo Ferreira (BRA), Connor O´Leary (AUS), Keanu Asing (HAV)

8.a: Adriano de Souza (BRA), Griffin Colapinto (EUA), Michael February (AFR)

9.a: Michel Bourez (TAH), Conner Coffin (EUA), Yago Dora (BRA)

10: Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV)

11: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Willian Cardoso (BRA)

12: Kolohe Andino (EUA), Frederico Morais (PRT), Michael Rodrigues (BRA)

PRIMEIRA FASE FEMININA DO OI RIO PRO 2018:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Coco Ho (HAV)

2.a: Tyler Wright (AUS), Caroline Marks (EUA), Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Stephanie Gilmore (AUS), Malia Manuel (HAV), vencedora da triage

4.a: Lakey Peterson (EUA), Sage Erickson (EUA), Pauline Ado (FRA)

5.a: Carissa Moore (HAV), Silvana Lima (BRA), Paige Hareb (NZL)

6.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Johanne Defay (FRA), Keely Andrew (AUS)

Brasil é vice-campeão na WSL Founders´ Cup

A seleção brasileira foi vice-campeã na primeira competição por países na história da World Surf League. O Brasil liderou a disputa do título da WSL Founders´ Cup of Surfing apresentada pela Michelob ULTRA Pure Gold, até a última bateria disputada na piscina de ondas perfeitas criada por Kelly Slater em Lemoore, em pleno deserto da Califórnia. O sul-africano Jordy Smith garantiu o título para o time Mundo, formado também pela sua compatriota Bianca Buitendag, pela neozelandesa Paige Hareb, o taitiano Michel Bourez e o japonês Kanoa Igarashi, com os 4 pontos recebidos na última chance de vitória neste formato de competição que poderá ser utilizado na estreia do surfe nas Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão. Ele começou bem com nota 9,27 em sua melhor onda, que depois Filipe Toledo não conseguiu superar, nem Kelly Slater que foi o último a surfar e o resultado final das cinco baterias decisivas ficou em 8 pontos para a equipe Mundo, 7 para o Brasil e 4 para os Estados Unidos.

“É uma sensação incrível vencer como um time. Foi fantástico competir esses poucos dias aqui e isso só deixa a expectativa de coisas maiores e melhores por vir pela frente”, disse Jordy Smith. “Nós conversamos bastante como uma equipe durante todo o fim de semana e você não pode deixar passar nada quando se chega no dia da final. Você tem que deixar tudo de lado e se concentrar ao máximo, pois se conseguir fazer isso, você sairá com a vitória. Eu acho que o mais importante foi a determinação do time. Coletivamente, nós mantemos nossa confiança o tempo todo e nos apoiamos o tempo todo”.

Todos os 25 participantes aprovaram o sistema de disputa que a World Surf League inaugurou na Founders´ Cup of Surfing e competiram com entusiasmo defendendo seus países. Aproveitaram também, para conhecer melhor todo o mecanismo do funcionamento da piscina do WSL Surf Ranch, que vai sediar uma das etapas do World Surf League Championship Tour esse ano. No formato da Copa das Nações, foram formados cinco times com três homens e duas mulheres representando as três maiores potências do esporte, Brasil, Austrália e Estados Unidos, além da Europa e o time Mundo com surfistas de outros continentes.

“É uma honra fazer parte do futuro do surfe e representar o Brasil neste primeiro evento especial por países aqui nessa piscina fantástica”, disse Filipe Toledo. “Eu, o Gabriel Medina, o John John Florence, conversamos sobre como foi incrível surfar como uma equipe. Nós ficamos muito próximos um do outro, apoiando todos do time. Foi realmente uma experiência sensacional e certamente será um evento que sempre lembraremos de tão bom que foi competir neste formato por países”.

O trabalho tinha que ser em equipe, comandada pelos capitães de cada time, pois todas as ondas surfadas pelos seus cinco integrantes eram computadas. Eles tiveram três chances de pegar uma onda para esquerda e uma para a direita, para somar a melhor em cada direção no Jeep Leaderboard que classificava os três times com as maiores pontuações para as baterias decisivas do título da WSL Founders´ Cup of Surfing. Ou seja, tiveram que mostrar o seu melhor surfando de frontside (de frente para a onda) e de backside (de costas). As duas primeiras rodadas aconteceram no sábado e o Brasil ficou em quarto lugar na classificação geral, ou seja, fora do grupo dos três finalistas.

A recuperação veio no domingo, quando toda a seleção brasileira aumentou suas notas nas esquerdas, para passar para as baterias finais em segundo lugar no encerramento das fases classificatórias. Silvana Lima trocou um 5,68 por 7,67, depois Adriano de Souza subiu a dele de 6,83 para 8,67, Gabriel Medina de 6,87 para 8,53, Filipe Toledo de 7,83 para 9,40 e Tainá Hinckel trocou as duas dela, que foram bem baixas no primeiro dia. Filipe Toledo fez a maior somatória individual, 19,40 pontos com o primeiro e único 10 recebido no WSL Surf Ranch e que valeu um carro zerinho oferecido pela Jeep para a maior nota do evento. No total, o Brasil atingiu 80,47 pontos, abaixo somente dos 83,06 dos Estados Unidos.

“A vibe do nosso time foi ótima e todos se esforçaram para melhorar cada vez que entrava na piscina para surfar”, destacou o capitão da seleção brasileira, Gabriel Medina. “Estou muito feliz pela forma como nos apresentamos, apesar da decepção por não ter vencido. Nós surfamos muito bem como um time e foi um evento muito divertido para mostrar o que poderíamos fazer nessa onda. É bom compartilhar esse momento e conversar bastante com todos, especialmente com a Tainá (Hinckel) por ser tão jovem (14 anos apenas). Nós já estamos mais acostumados com toda a pressão, mas é tudo novo para ela, então demos muito apoio para quando ela chegar aqui no futuro, estar pronta para enfrentar toda esta atmosfera incrível desse lugar”.

A briga pela outra vaga na decisão do título terminou empatada em 78,96 pontos. O time Mundo alcançou esse número logo após a apresentação brasileira e a equipe australiana teve a chance de superar essa marca, principalmente porque Joel Parkinson e Matt Wilkinson estavam com notas baixas para trocar. No entanto, eles não surfaram bem de novo na piscina. Parko até trocou suas duas ondas do sábado, mas só conseguiu igualar o placar. Com isso, o capitão de cada time teve que definir um homem e uma mulher da equipe para um confronto tira-teima e foi aí que Jordy Smith começou a fazer diferença, ajudando na classificação do Mundo no desempate.

BATERIAS FINAIS – Na batalha final pelo título da WSL Founders´ Cup of Surfing, o sistema de disputa mudou. Nas fases classificatórias, cada surfista somava sua maior nota na esquerda e na direita para o seu time. Agora, os cinco integrantes de cada equipe foram divididos em cinco baterias. Nas três primeiras, a vitória valia 2 pontos para o time, o segundo colocado recebia 1 ponto e o terceiro nenhum. Na quarta e na quinta, a pontuação do vencedor aumentava para 4 e o segundo continuava com 1. Os capitães tiveram que definir a escalação dos seus surfistas para cada bateria.

Na primeira, Gabriel Medina garantiu os primeiros 2 pontos para o Brasil dando um show com uma das melhores apresentações do domingo. Ele variou as manobras em cada ataque na direita, com batidas, rasgadas, floaters e até um aéreo, além de um longo tubo de backside, para ganhar nota 9,67 dos juízes. O taitiano Michel Bourez tinha conseguido um 5,17 em sua melhor onda e depois o bicampeão mundial John John Florence fracassou, errando nas duas que pegou e ficou em último com nota 3,90.

EMPATE GERAL – A segunda bateria foi feminina e a californiana Lakey Peterson confirmou o favoritismo para igualar o placar em 2 pontos para os Estados Unidos, 2 para o Brasil porque a jovem catarinense Tainá Hinckel ficou em último e 2 para o time Mundo, pois a sul-africana Bianca Buitendag somou mais 1 por ter ficado em segundo lugar como o taitiano Michel Bourez na primeira. A norte-americana venceu com nota 8,0, contra 6,07 da sul-africana e 5,67 da brasileira.

Na terceira e última bateria com a vitória valendo 2 pontos, o japonês Kanoa Igarashi começou forte com nota 8,93 para colocar o time Mundo na frente com 4 pontos no total. O campeão mundial Adriano de Souza chegou perto de superar essa nota em sua melhor onda, mas recebeu 8,57 e ficou em segundo lugar, computando mais 1 ponto para o Brasil. Já o time norte-americano amargou mais uma última posição sem marcar nada com o californiano Kolohe Andino.

Aí veio a primeira batalha de 4 pontos e ela foi vencida pela cearense Silvana Lima, que surfou uma onda de forma incrível para receber nota 9,17 dos juízes. A havaiana Carissa Moore era até a favorita para vencer essa quarta bateria, mas o máximo que conseguiu nas duas ondas que surfou foi 8,77 e a neozelandesa Paige Hareb terminou em terceiro com 6,07. Com a vitória de Silvana, o Brasil retomou a liderança com 7 pontos, contra 4 do time Mundo e 3 dos Estados Unidos.

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título ficou então para a última bateria e Jordy Smith colocou seus adversários nas cordas, surfando uma direita de forma impressionante. Ele acertou tudo, fez o tubo, completou aéreo e largou na frente com nota 9,27. Filipe Toledo foi o segundo a entrar na piscina e não conseguiu repetir a boa atuação na esquerda que tinha surfado na última classificatória. Ele recebeu 7,33 e na direita errou o aéreo que tentou logo no início. Com isso, o Brasil precisava da vitória de Kelly Slater para poder decidir o título num desafio extra com os Estados Unidos, pois os dois países ficariam empatados em primeiro lugar com 7 pontos.

No entanto, o idealizador e criador do WSL Surf Ranch, só conseguiu nota 8,00 na esquerda, 9,00 na esquerda e não superou o 9,27 do sul-africano, que acabou garantindo a vitória do time Mundo por 8 pontos. Como Filipe Toledo ficou em último e não marcou nada, o Brasil terminou como vice-campeão com 7 pontos e os Estados Unidos ficaram em terceiro com 4. Mesmo assim, Slater saiu festejando da piscina junto com a torcida que lotou as arquibancadas no domingo de muito calor no deserto da Califórnia, há 160 quilômetros do mar, mas com ondas perfeitas na piscina do WSL Surf Ranch.   

Três brasileiros chegam no último dia do CT da Gold Coast

Três brasileiros se classificaram para as quartas de final do Quiksilver Pro Gold Coast, que vão abrir o último dia da etapa de abertura do World Surf League Championship Tour 2018 na Austrália. Filipe Toledo tirou a maior nota do ano – 9,67 – nas boas ondas de 4-6 pés da quarta-feira em Snapper Rocks. E dois estreantes na elite também passaram pelas duas fases, o catarinense Tomas Hermes e o cearense Michael Rodrigues. Michael ganhou a última vaga do campeão mundial Adriano de Souza, na bateria que fechou o dia e foi vencida pelo taitiano Michel Bourez, com os três ficando quase empatados na casa dos 13 pontos.

Infelizmente, mais um duelo brasileiro eliminatório foi formado nas quartas de final. Na quarta-feira, Filipe enfrentou o potiguar Italo Ferreira na terceira fase e agora vai disputar a segunda vaga para as semifinais com Tomas Hermes. Quem passar, pega o vencedor do confronto australiano entre Adrian Buchan e o defensor do título do Quiksilver Pro Gold Coast, Owen Wright, que vai abrir as quartas de final nesta quinta-feira em Snapper Rocks. O cearense Michael Rodrigues entra logo após a bateria brasileira, com o australiano Julian Wilson, número 3 do ranking mundial no ano passado.

O paulista Filipe Toledo, que mora na Califórnia e já venceu o Quiksiilver Pro Gold Coast em 2015, começou a quarta-feira ganhando o duelo brasileiro de recordistas da primeira fase com Italo Ferreira. Os dois surfaram boas ondas, com Filipe variando e alongando as manobras com seu surfe veloz e progressivo de frontside, enquanto Italo fazia um ataque vertical e agressivo de backside nas direitas de Snaper Rocks. O potiguar começou com nota 7,5 e Filipe ganhou 7,93 em sua melhor onda, para confirmar a vitória por 14,60 a 13,70 pontos.

Depois, Filipe enfrentou os australianos Adrian Buchan e Mikey Wright, que tinha passado pelo campeão mundial Gabriel Medina na terceira fase e também eliminado o bicampeão John John Florence na repescagem. Desta vez, o irmão mais jovem do Owen e da Tyler Wright, não começou na frente e ficou fora do ritmo da bateria. Buchan iniciou melhor com nota 7,17, mas Filipe acha uma direita da série para fazer a melhor apresentação do ano em Snapper Rocks.

MELHOR ONDA DO ANO - Filipe dropa e já começa surfando um bom tubo, na saída faz um lay-back impressionante e segue variando suas manobras modernas e progressivas, massacrando cada espaço da onda até finalizar com um difícil e inovador “Club Sandwich”, que poucos conseguem fazer no tour. Os juízes deram nota 9,67 e, com a classificação para as quartas de final praticamente garantida, Filipe passou a dar show, arriscando manobras mais acrobáticas para o público. O brasileiro venceu a bateria por 15,70 pontos, Adrian Buchan passou em segundo com 14,60 e o matador de campeões mundiais, Mikey Wright, foi eliminado em terceiro com 11,20 pontos.

“A direção do vento não está boa para os aéreos, então escolhi fazer manobras na face da onda”, disse Filipe Toledo, que não usou sua arma letal na quarta-feira. “Eu tinha força e velocidade naquela onda 9,67 que finalizei com o Club Sandwich. Eu já tinha tentado essa manobra outras vezes e eu queria ser mais criativo nas minhas manobras, mas nunca tinha acertado tanto como hoje (quarta-feira) aqui. Eu me diverti muito nessa bateria, tomei a iniciativa de ir em várias ondas e acho que realmente valeu a pena”.

Filipe Toledo foi o segundo brasileiro a passar para as quartas de final na quarta-feira. O baixinho catarinense Tomas Hermes foi o primeiro, encerrando a carreira do tricampeão mundial Mick Fanning competindo na Gold Coast. O também australiano Owen Wright liquidou a bateria logo em suas duas primeiras ondas. Ele achou os tubos e manobrou forte para tirar notas 8,00 e 9,00 e vencer por “combination” de 17,00 pontos. Fanning não achou boas ondas e Tomas foi fazendo o seu surfe com várias manobras lincadas com velocidade, para superar o ídolo do esporte por 11,20 a 10,43. O estreante da elite já tinha eliminado outro top do ano passado na terceira fase, o norte-americano Kolohe Andino.

VITÓRIAS EMOCIONANTES - Outra novidade na “seleção brasileira” deste ano também surpreendeu em sua primeira participação na divisão de elite da World Surf League. O cearense Michael Rodrigues, que mora em Florianópolis (SC), se classificou em duas baterias emocionantes, decididas nas ondas surfadas no último minuto. Ele colocou nas cordas o número 4 do mundo no ano passado, Jordy Smith, quando destruiu uma onda com uma série de manobras que recebeu nota 8,5 dos juízes, a maior do dia até ali.

O sul-africano ficou precisando de 8,77 e no último minuto pegou a direita boa que tanto esperava e arrebentou a onda com grandes manobras, longos arcos, fez a conexão para o inside, a onda rearmou e Jordy Smith seguiu fazendo uma manobra atrás da outra até o fim. A bateria terminou e ficou o suspense pela nota, que demorou um pouco, mas saiu 8,17 e Michael Rodrigues festejou a vitória incrível, sobre um dos melhores surfistas do mundo.

“Eu não sei nem descrever o que estou sentindo, é maravilhoso e estou muito feliz”, disse Michael Rodrigues, após eliminar o número 4 do mundo. “O Jordy (Smith) é um dos meus surfistas favoritos no mundo, eu adoro ele e eu só tentei fazer o meu melhor. Foi incrível surfar contra ele numa bateria, vence-lo então é inacreditável. Eu só tinha surfado aqui em Snapper uma vez antes desse evento, então nem sei o que dizer, eu estou na Lua agora”.

ÚLTIMAS VAGAS – O cearense depois voltou ao mar para disputar a última classificatória para as quartas de final, junto com o campeão mundial Adriano de Souza, que despachou o australiano Wade Carmichael com um dos maiores placares da terceira fase, 15,07 a 13,60 pontos. O taitiano Michel Bourez era o adversário deles na briga pelas duas últimas vagas e a disputa foi acirrada, com mudança de posições a cada onda surfada desde o primeiro até o último minuto.

A batalha começou quente, com Michel Bourez surfando um belo tubo e largando na frente com nota 7,67. Michael Rodrigues também inicia forte com seu surfe mais veloz e responde na mesma moeda, com 7,60 na primeira onda. O cearense assume a ponta com o 5,60 da segunda que completou e Adriano de Souza entra no jogo em duas ondas seguidas. Com notas 6,43 e 7,10, Mineirinho pula do terceiro para o primeiro lugar, porém não consegue nada melhor que isso depois. O taitiano ficou precisando de 5,53 para impedir a dobradinha brasileira.

Na primeira tentativa, chega perto, mas na segunda consegue 6,30 e pula de terceiro para primeiro de novo. Na onda seguinte, o novato na elite continuou surfando com confiança e ganha 6,23, para permanecer em segundo lugar. Mineirinho cai para terceiro e passa a precisar de 6,74 para se classificar nos 10 minutos finais. O tempo foi passando e Bourez e Adriano surfaram as últimas ondas, porém a notas não mudaram o resultado e Michael Rodrigues festejou sua classificação para o último dia do Quiksilver Pro Gold Coast.

DERROTAS BRASILEIRAS – Dos quatro brasileiros que disputaram classificação para as quartas de final, três passaram suas baterias. Apenas Adriano de Souza não conseguiu e começa a temporada em nono lugar no Jeep Leaderboard da World Surf League. Outros três perderam na terceira fase e ficaram em 13.o lugar. A derrota mais surpreendente foi a do campeão mundial Gabriel Medina, para o mesmo Mikey Wright que havia eliminado o bicampeão John John Florence na repescagem. O australiano foi novamente preciso para escolher as melhores ondas e começou na frente com nota 7,67 na primeira que surfou.

Enquanto Medina ficava mais ativo, pegando mais ondas, ele parecia mais sintonizado com as séries e usava bem a prioridade de escolha para ir nas melhores. Foi assim que Mikey entrou em outra direita com potencial para fazer várias manobras e conseguir um 8,40 que decidiu a bateria. O brasileiro seguiu insistindo e surfou bem também, explorando ao máximo cada oportunidade com seu ataque feroz de backside, porém as notas 7,70 e 7,20 recebidas nas melhores não foram suficientes. Com elas, Medina venceria todas as cinco baterias disputadas até ali, mas Mikey Wright barrou mais um campeão mundial por 16,07 a 14,90 pontos.

A quarta-feira já começou com uma derrota brasileira, mas esta era até mais aceitável, com um novato na elite encarando o defensor do título do Quiksilver Pro Gold Coast. O australiano Owen Wright mostrou o melhor conhecimento de Snapper Rocks no mar difícil que amanheceu o dia, mexido, com séries fechando na maré cheia. Ele pegou duas ondas boas seguidas para construir o placar da tranquila vitória por 14,50 a 9,04 pontos sobre Willian Cardoso. O catarinense não conseguiu mostrar a potência das suas manobras dessa vez e ficou em 13.o lugar em sua estreia na divisão de elite do esporte.

O outro surfista do litoral norte de Santa Catarina que está estreando no CT este ano, Tomas Hermes, teve mais sorte em achar algumas ondas melhores do que Willian Cardoso na terceira bateria do dia. Com duas notas na casa dos 6 pontos, ele conquistou a primeira vitória brasileira na terceira fase, por 12,40 a 9,60 pontos do norte-americano Kolohe Andino. Depois, Tomas barrou o tricampeão mundial Mick Fanning na disputa pelas duas primeiras vagas para as quartas de final, vencida por Owen Wright. Acabou sendo a última bateria de Mick Fanning em casa na Gold Coast, pois ele já anunciou que vai parar de competir na próxima etapa.

DUELO BRASILEIRO – Depois da vitória de Tomas Hermes na terceira fase, aconteceu o duelo brasileiro dos recordistas do primeiro dia. Os dois começaram forte, pegando boas ondas. Filipe Toledo variou mais as manobras, alongando as curvas de frontside, enquanto Italo Ferreira mostrou um surfe mais vertical nas batidas de backside de cabeça pra baixo. A nota de Filipe saiu 6,67 e a do potiguar valeu mais, 7,50. O potiguar liderou quase toda a bateria a partir daí e Filipe só reagiu nos 15 minutos finais.

Foi quando ele encontrou uma onda boa e já dropou dentro de um bom tubo, na saída faz um cutback pequeno e aí conecta com o inside para ir variando uma manobra forte atrás da outra com velocidade, para voltar a liderança com nota 7,93. Italo também surfa seu primeiro tubo de backside, mas foi rápido e o que valeu mesmo foi uma batida muito forte que acertou.  O potiguar precisava de 7,11 para vencer e a nota foi 6,20. Depois, não entrou mais nada de ondas e Filipe Toledo ganhou a bateria por 14,60 a 13,70 pontos. Filipinho agora terá outro confronto verde-amarelo nas quartas de final, contra o catarinense Tomas Hermes.

O prazo do Quiksilver & Roxy Pro Gold Coast vai até o dia 22, mas deve terminar nesta quinta-feira em Snapper Rocks, com a etapa de abertura do World Surf League Championship Tour 2018 sendo transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook Live da WSL.

SEMIFINAIS DO ROXY PRO GOLD COAST:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Malia Manuel (HAV)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Keely Andrew (AUS)

QUARTAS DE FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

1.a: Owen Wright (AUS) x Adrian Buchan (AUS)

2.a: Filipe Toledo (BRA) x Tomas Hermes (BRA)

3.a: Julian Wilson (AUS) x Michael Rodrigues (BRA

4.a: Michel Bourez (TAH) x Griffin Colapinto (EUA)

QUARTA FASE – 1.o e 2.o=Quartas de Final e 3.o=9.o lugar com 3.700 pontos e US$ 14.700:

1.a: 1-Owen Wright (AUS)=17.00, 2-Tomas Hermes (BRA)=11.20, 3-Mick Fanning (AUS)=10.43

2.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=15.70, 2-Adrian Buchan (AUS)=14.60, 3-Mikey Wright (AUS)=11.20

3.a: 1-Julian Wilson (AUS)=15.97, 2-Griffin Colapinto (EUA)=13.83, 3-Kanoa Igarashi (JPN)=11.64

4.a: 1-Michel Bourez (TAH)=13.97, 2-Michael Rodrigues (BRA)=13.83, 3-Adriano de Souza (BRA)=13.53

TERCEIRA FASE – Derrota=13.o lugar com 1.665 pontos e US$ 11.500 de prêmio:

1.a: Owen Wright (AUS) 14.50 x 9.04 Willian Cardoso (BRA)

2.a: Mick Fanning (AUS) 11.67 x 7.37 Conner Coffin (EUA)

3.a: Tomas Hermes (BRA) 12.40 x 9.60 Kolohe Andino (EUA)

4.a: Filipe Toledo (BRA) 14.60 x 13.70 Italo Ferreira (BRA)

5.a: Adrian Buchan (AUS) 13.36 x 13.10 Jeremy Flores (FRA)

6.a: Mikey Wright (AUS) 16.07 x 14.90 Gabriel Medina (BRA)

7.a: Julian Wilson (AUS) 7.30 x 7.10 Michael February (AFR)

8.a: Kanoa Igarashi (JPN) 15.26 x 11.10 Frederico Morais (PRT)

9.a: Griffin Colapinto (EUA) 13.50 x 12.94 Joel Parkinson (AUS)

10: Adriano de Souza (BRA) 15.07 x 13.60 Wade Carmichael (AUS)

11: Michel Bourez (TAH) 12.50 x 6.43 Connor O´Leary (AUS)

12: Michael Rodrigues (BRA) 15.00 x 14.40 Jordy Smith (AFR)

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