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Billabong Pipe Masters decide campeão mundial e define os 34 para o CT 2018

O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, começa na sexta-feira e tem até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Os surfistas já estão escalados e o havaiano John John Florence e o brasileiro Gabriel Medina vão tentar o bicampeonato mundial, mas o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conseguir o primeiro título deles esse ano. Também em Banzai Pipeline será definida a lista dos top-34 que vão disputar o CT 2018 e a briga pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite, vai envolver quatorze surfistas na parte de baixo da tabela.

A batalha principal pelo título mundial está mais concentrada em John John Florence e Gabriel Medina, que venceu as duas etapas da perna europeia na França e em Portugal, última parada antes da grande final no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu. O havaiano tem 53.350 pontos no ranking e o brasileiro está com 50.250, precisando no mínimo chegar nas quartas de final para atingir 53.700. John John confirma o bicampeonato consecutivo se chegar na final do Billabong Pipe Masters, o que ainda não conseguiu.

No entanto, se o havaiano parar nas semifinais, por exemplo, Medina ainda tem chance de lhe tirar o título se vencer o campeonato, o que ele também não conseguiu ainda, apesar de já ter feito duas finais em Banzai Pipeline. A primeira perdeu para Julian Wilson depois de festejar o título mundial em 2014. No ano seguinte, a decisão foi brasileira e Medina já tinha conquistado a Tríplice Coroa Havaiana e garantido o título mundial de Adriano de Souza ao barrar Mick Fanning nas semifinais. Mineirinho depois ganhou a coroa do Pipe Masters.

John John Florence pode ir dificultando as chances de Gabriel Medina a cada bateria que vencer em Pipeline. Se passar pela terceira fase, obriga o brasileiro a chegar na final para supera-lo. Se ganhar mais uma e avançar para as quartas de final, Medina já vai precisar vencer o campeonato, mesma situação se o havaiano chegar nas semifinais. Já os outros dois concorrentes, John John tira Julian Wilson da briga se passar pela terceira fase e acaba com as chances de Jordy Smith se avançar para as quartas de final.  

VAGAS NO CT 2018 – Na parte de baixo da tabela, a briga pelas últimas vagas para o CT 2018 promete ser intensa também. Serão cinco surfistas defendendo suas permanências no G-22, Caio Ibelli (18.o lugar), Jeremy Flores (19.o), Kanoa Igarashi (20.o), Conner Coffin (21.o) e Bede Durbidge (22.o). Entre os nove que podem superar as pontuações atuais deles no ranking, a melhor chance é para os três brasileiros que estão na porta de entrada da zona de classificação, Miguel Pupo (23.o lugar), Wiggolly Dantas (24.o) e Italo Ferreira (25.o). Para eles, a condição mínima é passar da terceira fase no Havaí, ou seja, ganhar duas baterias para garantir 4.000 pontos do nono lugar no Billabong Pipe Masters.

Destes três, o potiguar Italo Ferreira já confirmou sua permanência na elite pelo WSL Qualifying Series, encerrado no sábado na Vans World Cup of Surfing, em Sunset Beach. Com o resultado desta última etapa, o Brasil ficou com seis das dez vagas disputadas no ranking de acesso da World Surf League, o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora e Willian Cardoso, além de Italo Ferreira e o cearense Michael Rodrigues fechando o G-10 em 11.o lugar no ranking final de 2017.

MICHAEL RODRIGUES AMEAÇADO - Isto porque o terceiro colocado, Kanoa Igarashi, está garantindo sua vaga com o vigésimo lugar nos top-22 do CT no momento, só que ele é um dos cinco ameaçados a sair deste grupo em Banzai Pipeline ainda. O norte-americano foi vice-campeão em sua estreia no Pipe Masters no ano passado, mas caso aconteça de ele sair dos top-22, terá que usar sua terceira posição no QS e aí Michael Rodrigues perde a vaga no CT 2018.

Mas, se os que entrarem forem Italo Ferreira ou o havaiano Ezekiel Lau, o cearense volta a ter o seu nome na elite, porque ambos estão à sua frente no ranking do QS também. Ou seja, depois de passar um sábado inteiro de agonia em Sunset Beach, vendo os nove surfistas que poderiam lhe tirar da 11.a posição no ranking serem barrados até as semifinais, o cearense terá agora mais alguns dias de apreensão, aguardando para saber se sua vaga na elite será confirmada 100% ou não no Billabong Pipe Masters.

Além de Miguel Pupo, Wiggolly Dantas e Italo Ferreira, mais seis surfistas têm chances matemáticas de entrar no grupo dos top-22 no Havaí, inclusive os outros dois brasileiros da elite atual que estão perdendo suas vagas. O pernambucano Ian Gouveia (27.o lugar), o havaiano Ezekiel Lau (27.o) e o italiano Leonardo Fioravanti (26.o), precisam chegar nas semifinais para superar o último da lista, Bede Durbidge. Kelly Slater (29.o) voltando de contusão e Jack Freestone (30.o) têm que chegar na grande final, enquanto para o potiguar Jadson André (32.o) a chance mínima já é a vitória no Pipe Masters.

A etapa final do World Surf League Championship Tour 2017 será transmitida ao vivo do Havaí pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf Lefague no Facebook.

PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PIPE MASTERS:

1.a: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)

2.a: Owen Wright (AUS), Kanoa Igarashi (EUA), Josh Kerr (AUS)

3.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stuart Kennedy (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Miguel Pupo (BRA), convidado

6.a: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), convidado

7.a: Adriano de Souza (BRA)Caio Ibelli (BRA), Jack Freestone (AUS)

8.a: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA), Kelly Slater (EUA)

9.a: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH), Ezekiel Lau (HAV)

10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)

11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)

12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (PRT), Italo Ferreira (BRA)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 10 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 53.350 pontos

2.o: Gabriel Medina (BRA) – 50.250

3.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

4.o: Julian Wilson (AUS) – 45.200

5.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

6.o: Matt Wilkinson (AUS) – 39.450

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Kolohe Andino (EUA) – 36.000

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 35.450

10: Sebastian Zietz (HAV) – 34.450

11: Joel Parkinson (AUS) – 33.100

12: Mick Fanning (AUS) – 33.000

13: Frederico Morais (PRT) – 29.900

14: Connor O´Leary (AUS) – 28.700

15: Adrian Buchan (AUS) – 26.500

16: Michel Bourez (TAH) – 23.700

17: Joan Duru (FRA) – 23.400

18: Caio Ibelli (BRA) – 21.750

19: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

20: Kanoa Igarashi (EUA) – 21.200

21: Conner Coffin (EUA) – 21.000

22: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

-----------outros brasileiros:

23: Miguel Pupo (SP) – 18.900 pontos

24: Wiggolly Dantas (SP) – 18.700

25: Italo Ferreira (RN) – 17.700

27: Ian Gouveia (PE) – 14.250

32: Jadson André (RN) – 11.750

36: Yago Dora (SC) – 7.000

38: Jessé Mendes (SP) – 2.250

44: Bino Lopes (BA) – 1.000

45: Samuel Pupo (SP) – 500

LISTA DOS DEZ INDICADOS PELO QS PARA O CT 2018:

1.o: Griffin Colapinto (EUA) – 26.900 pontos

2.o: Jessé Mendes (BRA) – 25.400

3.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 23.030 e top-22 do CT

4.o: Wade Carmichael (AUS) – 21.400

5.o: Tomas Hermes (BRA) – 20.880

6.o: Yago Dora (BRA) – 20.450

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 20.360

8.o: Willian Cardoso (BRA) – 19.000

9.o: Keanu Asing (HAV) – 16.950

10.o: Ezekiel Lau (HAV) – 16.750

11.o: Michael Rodrigues (BRA) – 16.550

Chloé Calmon brilha na decisão do Mundial de Longboard

A carioca Chloé Calmon começou muito bem a defender a liderança do ranking na etapa que vai decidir os títulos mundiais de Longboard da World Surf League na Ilha Taiwan. Ela estreou fazendo as marcas a serem batidas – nota 9,57 e 17,90 pontos de 20 possíveis – na terceira bateria do domingo de boas ondas de 3-4 pés em Jinzun Harbour. A categoria masculina foi iniciada após a feminina, com mais cinco sul-americanos vencendo suas baterias e passando direto para a terceira fase, os brasileiros Phil Rajzman, Jefson Silva, Jeferson Silva e os peruanos Piccolo Clemente e Lucas Garrido Lecca.

Entre as meninas, das três participantes da América do Sul no Taiwan World Longboard Championship, apenas a número 1 do ranking, Chloé Calmon, começou com vitória. Ela ganhou a primeira das duas etapas em Papua Nova Guiné e busca um inédito título mundial feminino nos pranchões para o Brasil. Com um incrível retrospecto de 27 pódios em todos os campeonatos que disputou desde 2014, a carioca é grande favorita ao troféu de campeã da World Surf League esse ano. E mostrou isso em sua estreia no domingo, não dando chances para a japonesa Natsumi Taoka e uma das participantes da Ilha Taiwan, Hsiang Yun Shih.

“Este lugar é incrível e nos recebeu com ótimas ondas mais uma vez”, disse Chloé Calmon. “Eu consegui manter um bom ritmo na bateria e ganhar uma nota alta no início é sempre bom, pois você pode ficar um pouco mais relaxada dentro d´água. Em Papua Nova Guiné, eu perdi na primeira fase e tive que disputar uma rodada extra, então avançar direto para a terceira fase aqui foi realmente muito bom”.

Diferente de Chloé Calmon, as outras duas sul-americanas terão que passar pela repescagem, que deve ser realizada nesta segunda-feira. A primeira chamada do dia será às 7h00 na Ilha Taiwan, 21h00 do domingo no horário de verão do Brasil. A peruana Maria Fernanda Reyes perdeu a bateria que inaugurou o Taiwan World Longboard Championship para a francesa Alice Lemoigne e também vai abrir a segunda fase, contra a australiana Nava Young.

Já a tricampeã sul-americana Atalanta Batista, ficou igualmente em terceiro lugar na última bateria feminina do domingo contra duas campeãs mundiais. A de 2015, Rachael Tilly, dos Estados Unidos, ganhou a última vaga direta para a terceira fase e a de 2014, Chelsea Williams, da Austrália, ficou em segundo lugar.  A pernambucana também vai fechar a repescagem, tentando aproveitar a segunda chance de classificação contra a japonesa Natsumi Taoka, uma das vítimas da ótima apresentação de Chloé Calmon no domingo em Taiwan.

CATEGORIA MASCULINA – A categoria masculina foi iniciada logo após o encerramento da primeira fase feminina, com o francês Edouard Delpero já aumentando os recordes da carioca para nota 9,60 e 17,97 pontos, marcas que ninguém conseguiu ultrapassar no restante do dia. O bicampeão mundial Piccolo Clemente entrou na segunda bateria e a nota 6,5 da sua primeira onda decidiu a vitória apertada, por 10,90 a 10,87 pontos sobre Shohei Akimoto, com outro japonês ficando em terceiro lugar com 7,60, Satoshi Horii.

Depois disso, aconteceram três vitórias brasileiras seguidas na oitava, nona e décima baterias. A série começou com o paulista Jefson Silva batendo o norte-americano Cole Robbins e o havaiano Ned Snow por 13,30 a 12,90 pontos, que seus dois oponentes totalizaram. O atual campeão mundial, Phil Rajzman, dominou o confronto seguinte com os australianos Jack Entwistle e Jared Neal, até confirmar a vitória por 14,33 pontos com a nota 7,50 da sua última onda. E outro competidor do Rio de Janeiro, Jeferson Silva, superou o sul-africano Steven Sawyer e o francês Aurelien Meynieux, da Ilha Reunião, por 13,37 pontos.

Na disputa seguinte, dois sul-americanos estrearam na mesma 11.a bateria e o peruano Lucas Garrido Lecca avançou direto para a terceira fase com as notas 6,33 e 7,07 das suas primeiras ondas. O brasileiro Rodrigo Sphaier ainda conseguiu a maior nota – 7,57 – e acabou somando um 3,80 por não ter achado outra onda boa para surfar. O sul-africano Matthew Moir ficou em último e ambos terão que encarar a primeira repescagem do campeonato.

REPESCAGEM – Além de Rodrigo Sphaier, outro brasileiro perdeu em sua estreia no Taiwan World Longboard Championship, Bage Brayner, por uma pequena diferença de 12,93 a 12,40 pontos para o havaiano Kai Sallas. O primeiro a tentar se recuperar da derrota na primeira fase é Rodrigo Sphaier, escalado na quinta bateria da segunda fase com o japonês Satoshi Horii. Já Bage Brayner vai disputar a última vaga para a terceira fase com o australiano Nic Jones.

RESULTADOS DO DOMINGO NO TAIWAN WORLD LONGBOARD CHAMPIONSHIP:

PRIMEIRA FASE FEMININA – Vitória=Terceira Fase / 2.a e 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Alice Lemoigne (FRA)=13.40, 2-Lindsay Steinriede (EUA)=10.90, 3-Maria Fernanda Reyes (PER)=9.23

2.a: 1-Kaitlin Maguire (EUA)=11.94, 2-Kathryn Hughes (AUS)=9.87, 3-Tory Gilkerson (EUA)=8.73

3.a: 1-Chloé Calmon (BRA)=17.90, 2-Natsumi Taoka (JPN)=12.10, 3-Hsiang Yun Shih (TPE)=4.23

4.a: 1-Crystal Walsh (HAV)=16.00, 2-Nava Young (AUS)=9.77, 3-Niu Chen-Lin (TPE)=5.30

5.a: 1-Honolua Blomfield (HAV)=15.06, 2-Justine Mauvin (REU)=9.50, 3-Soleil Errico (EUA)=9.17

6.a: 1-Rachael Tilly (EUA)=15.33, 2-Chelsea Williams (AUS)=13.13, 3-Atalanta Batista (BRA)=9.74

PRIMEIRA FASE MASCULINA – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Edouard Delpero (FRA)=17.97, 2-Emilien Fleury (FRA)=12.67, 3-Andre Derizans (HAV)=4.60

2.a: 1-Piccolo Clemente (PER)=10.90, 2-Shohei Akimoto (JPN)=10.87, 3-Satoshi Horii (JPN)=7.60

3.a: 1-Adam Griffiths (ING)=14.23, 2-Nic Jones (AUS)=12.27, 3-Anthony Spencer (AUS)=8.17

4.a: 1-Kaniela Stewart (HAV)=11.07, 2-Antoine Delpero (FRA)=10.50, 3-Tung-Ming Chen (TPE)=7.24

5.a: 1-Kai Sallas (HAV)=12.93, 2-Bage Brayner (BRA)=12.40, 3-Pan Hai Hsin (TPE)=8.70

6.a: 1-Taylor Jensen (EUA)=16.84, 2-Dane Pioli (AUS)=10.17, 3-Chung Hua Cheng (TPE)=8.70

7.a: 1-Kevin Skvarna (EUA)=14.43, 2-Harley Ingleby (AUS)=14.00, 3-Duane Desoto (HAV)=0.00

8.a: 1-Jefson Silva (BRA)=13.30, 2-Cole Robbins (EUA)=12.90, 3-Ned Snow (HAV)=12.90

9.a: 1-Phil Rajzman (BRA)=14.33, 2-Jack Entwistle (AUS)=10.34, 3-Jared Neal (AUS)=9.64

10: 1-Jeferson Silva (BRA)=13.37, 2-Steven Sawyer (AFR)=12.90, 3-Aurelien Meynieux (REU)=10.47

11: 1-Lucas Garrido Lecca (PER)=13.40, 2-Rodrigo Sphaier (BRA)=11.37, 3-Matthew Moir (AFR)=10.83

12: 1-Tony Silvagni (EUA)=14.73, 2-Ben Skinner (ING)=12.00, 3-David Arganda (EUA)=11.70

PRÓXIMAS BATERIAS DO TAIWAN WORLD LONGBOARD CHAMPIONSHIP:

SEGUNDA FASE FEMININA – Vitória=Terceira Fase e Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos:

1.a: Nava Young (AUS) x Maria Fernanda Reyes (PER)

2.a: Justine Mauvin (REU) x Kathryn Hughes (AUS)

3.a: Chelsea Williams (AUS) x Hsiang Yun Shih (TPE)

4.a: Lindsay Steiriede (EUA) x Niu Chen-Lin (TPE)

5.a: Tory Gilkerson (EUA) x Soleil Errico (EUA)

6.a: Natsumi Taoka (JPN) x Atalanta Batista (BRA)

SEGUNDA FASE MASCULINA – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 500 pontos:

1.a: Antoine Delpero (FRA) x Chung Hua Cheng (TPE)

2.a: Harley Ingleby (AUS) x Pan Hai Hsin (TPE)

3.a: Cole Robbins (EUA) x Tung-Ming Chen (TPE)

4.a: Steven Sawyer (AFR) x Anthony Spencer (AUS)

5.a: Rodrigo Sphaier (BRA) x Satoshi Horiii (JPN)

6.a: Ben Skinner (ING) x Andre Derizans (HAV)

7.a: Matthew Moir (AFR) x Duane Desoto (HAV)

8.a: Jared Neal (AUS) x Jack Entwistle (AUS)

9.a: Ned Snow (HAV) x Aurelien Meynieux (REU)

10: Emilien Fleury (FRA) x David Arganda (EUA)

11: Shohei Akimoto (JPN) x Dane Pioli (AUS)

12: Nic Jones (AUS) x Bage Brayner (BRA)

RANKING MUNDIAL DE LONGBOARD DA WORLD SURF LEAGUE:

1.a: Chloé Calmon (BRA) – 10.000 pontos

2.a: Crystal Walsh (HAV) – 8.000

3.a: Kaitlin Magire (EUA) – 6.500

3.a: Honolua Blomfield (HAV) – 6.500

5.a: Rachael Tilly (EUA) – 5.200

5.a: Chelsea Williams (AUS) – 5.200

5.a: Lindsay Steinriede (EUA) – 5.200

5.a: Alice Lemoigne (REU) – 5.200

13.a: Atalanta Batista (BRA) – 1.750

13.a: Maria Fernanda Reyes (PER) – 1.750

RANKING MASCULINO DE LONGBOARD DA WORLD SURF LEAGUE:

1.o: Taylor Jensen (EUA) – 10.000 pontos

2.o: Kai Sallas (HAV) – 8.000

3.o: Antoine Delpero (FRA) – 6.500

3.o: Adam Griffits (ING) – 6.500

5.o: Piccolo Clemente (PER) – 5.200

5.o: Harley Ingleby (AUS) – 5.200

5.o: Edouard Delpero (FRA) – 5.200

5.o: Cole Robbins (EUA) – 5.200

9.o: Phil Rajzman (BRA) – 4.000

9.o: Rodrigo Sphaier (BRA) – 4.000

13.o: Jeferson Silva (BRA) – 1.750

13.o: Bage Brayner (BRA) – 1.750

25.o: Jefson Silva (BRA) – 500

25.o: Lucas Garrido Lecca (PER) – 500

Gabriel Medina conquista terceira vitória no CT da França

Medina saltou da oitava para a terceira posição no Jeep WSL Ranking com o título. Crédito: @WSL / Poullenot

 

A multidão que lotou a praia La Graviere no sábado, viu Gabriel Medina despachar John John Florence com um aéreo incrível nas semifinais e também derrotar outro havaiano, Sebastian Zietz, para conquistar sua terceira vitória no Quiksilver Pro France em sua terceira final consecutiva em Hossegor. Com o título em sua quinta decisão na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, Medina saltou da oitava para a quarta posição no ranking e entra na briga do título mundial nesta reta final da temporada. O próximo desafio dos homens já começa na sexta-feira em Portugal.A havaiana também ganhou chances de buscar o tetracampeonato com o bi conquistado no Roxy Pro France contra a americana Lakey Peterson.

“Estou muito feliz, pois trabalhei bastante antes desse evento e é muito bom ganhar novamente aqui. Este é um lugar realmente especial para mim”, disse Gabriel Medina. “Foi um evento ótimo, com boas ondas todos os dias e estou muito feliz pela vitória. Não estou pensando em ranking ou título mundial, eu só quero fazer o meu melhor em todos os eventos. Eu prometi a mim mesmo que eu tinha que ganhar um evento este ano e finalmente consegui”.

No sábado, as ondas baixaram para 3-4 pés, mas continuaram apresentando boa formação em La Graviere para finalizar a nona etapa da corrida pelos títulos mundiais masculino e feminino da World Surf League na França. Gabriel Medina continuou usando a potência do seu backside nas direitas de La Graviere e a variedade das suas manobras de borda para liquidar seus oponentes. A primeira vítima foi Joel Parkinson, que não surfou nada na bateria das quartas de final e Medina passou fácil por uma larga vantagem de 15,20 a apenas 1,20 pontos.

“É sempre muito bom para mim voltar aqui pra França”, continou Gabriel Medina. “Eu adoro este tipo de beach break, com ondas fortes. São parecidas com as que tenho em casa (Maresias, São Sebastião-SP), então me sinto muito confortável aqui. Esta é minha terceira vitória aqui e isso é incrível. Fico feliz por ter chances agora de conseguir o título mundial e agora é focar em Portugal. Todo mundo começa do zero lá, então vamos com tudo para tentar outro bom resultado lá”.

Depois, veio o grande clássico do surfe mundial no momento, com o surfista que vinha batendo recordes a cada bateria com seus voos espetaculares, John John Florence. Mas, quem fez o aéreo mais incrível e muito difícil de ser completado foi Gabriel Medina, que com a nota 8,57 dessa sua segunda onda, atingiu insuperáveis 16,40 pontos. O havaiano ainda ganhou a maior nota da bateria – 9,00 – mas não conseguiu trocar o 7,00 que tinha recebido na onda anterior e terminou em terceiro lugar na França. John John já tinha recuperado a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader em Portugal.

“Foi uma bateria boa, muito divertida e é sempre interessante competir contra o Gabe (Medina)”, disse John John Florence. “Eu cometi alguns erros nas ondas que surfei no início da bateria e isso me custou caro. Mas, não me abati e acabei conseguindo surfar algumas ondas boas na bateria. Agora vamos para Portugal e estou muito confiante para buscar outra vitória lá. As ondas aqui na França estavam incríveis e espero que lá também seja assim”.

Na grande final, Medina também não deu qualquer chance para o havaiano Sebastian Zietz, que barrou Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Nas semifinais ele passou bem pelo americano Kolohe Andino, algoz de Caio Ibelli na quarta fase, mas não achou boas ondas na decisão do título. Ele não conseguiu tirar nenhuma nota 5,00 nas cinco que surfou, enquanto Gabriel Medina ia aumentando a vantagem a cada apresentação. Nas duas melhores, recebeu notas 8,17 e 7,83 para conquistar sua terceira vitória em cinco finais disputadas no Quiksilver Pro France, por 16,00 a 9,30 pontos.

“As ondas estavam incríveis nesse evento e estou superfeliz pelo resultado”, destacou Sebastian Zietz. “Eu acho que o Gabriel (Medina) e o John John (Florence) são provavelmente os melhores surfistas do circuito, então eu sabia que ia ser muito difícil enfrentar o Gabriel numa final. Eu, infelizmente, não consegui surfar bem nenhuma onda na bateria, não consegui nem uma nota 5 pelo menos, mas está tudo bem porque consegui um troféu e o segundo lugar também é um grande resultado”.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Esta foi a primeira vitória de Gabriel Medina na temporada 2017, mas a quarta do Brasil nas nove etapas completadas na França e a segunda consecutiva, pois Filipe Toledo foi o campeão da antes dessa, o Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Filipe já tinha vencido o Corona J-Bay Open na África do Sul e Adriano de Souza conquistado sua segunda vitória no Oi Rio Pro, que mudou para Saquarema esse ano. Os três estão entre os oito surfistas que ainda têm chances matemáticas de conseguir o título mundial esse ano, mas apenas os três primeiros colocados vão brigar pela ponta do ranking no MEO Rip Curl Pro Portugal, que começa na próxima sexta-feira nas ondas de Supertubos, em Peniche.

O único brasileiro que pode chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep WSL Leader é Gabriel Medina. A possibilidade existe, mas será difícil de acontecer, pois o brasileiro já necessita unicamente da vitória em Portugal. Além disso, o líder John John Florence não poderá passar da terceira fase e o vice, Jordy Smith, não chegar nas quartas de final. Até porque John John foi o campeão do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado e está em excelente fase, saindo da França como recordista absoluto, com as maiores notas e placares do Quiksilver Pro.

DERROTAS BRASILEIRAS – Além de Medina, mais dois brasileiros competiram no último dia da etapa francesa, mas foram derrotados em suas primeiras baterias no sábado em Hossegor. O paulista Caio Ibelli tentou aproveitar a segunda chance de classificação para as quartas de final no segundo duelo do dia, porém foi eliminado pelo norte-americano Kolohe Andino por 14,94 a 11,96 pontos. Mesmo não avançando, Ibelli já tinha subido da 22.a para a 19.a posição no ranking, deixando a rabeira da lista dos 22 surfistas que são mantidos na elite do CT para o ano que vem, com o também paulista Wiggolly Dantas.

O outro representante do Brasil era Miguel Pupo, que venceu dois duelos verde-amarelos na França. O primeiro foi contra Filipe Toledo na primeira repescagem do Quiksilver Pro e o outro contra o campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase. Pupo está fora do G-22 e precisava da vitória em Hossegor para tirar a última posição de Wiggoly Dantas. No entanto, não conseguiu passar por Sebastian Zietz na primeira quarta de final e terminou em quinto lugar no evento, seu melhor resultado na temporada.

BRASIL NO G-22 – Dos nove integrantes da “seleção brasileira” no CT 2017, cinco estão confirmando suas permanências no G-22, Gabriel Medina agora em quarto lugar, Adriano de Souza em sétimo, Filipe Toledo em oitavo, Caio Ibelli em 19.o e Wiggolly Dantas em 22.o. Na porta de entrada da zona de classificação está Italo Ferreira na 23.a posição, depois tem Ian Gouveia na 25.a, Miguel Pupo que subiu da 31.a para a 27.a e Jadson André na trigésima.

Estes quatro terão que conseguir bons resultados nas duas etapas que fecham o World Surf League Championship Tour 2017, ou então buscar garantir suas vagas pelo ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para completar o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. No momento, metade das vagas no G-10 do QS é do Brasil, com Jessé Mendes e Yago Dora já confirmados para reforçar a “seleção brasileira” em 2018, além de Willian Cardoso, Tomas Hermes e Michael Rodrigues.

O prazo do MEO Rip Curl Pro Portugal começa na próxima sexta-feira e vai até o dia 31 de outubro em Peniche. Já a etapa final da temporada, o Billabong Pipe Masters nos tubos de Banzai Pipeline, será disputada entre os dias 6 e 20 de dezembro, fechando também a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu. Antes do Pipe Masters, acontecem as duas últimas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 10000, o Hawaiian Pro de 12 a 24 de novembro em Haleiwa Beach e o Vans World Cup de 25 de novembro a 5 de dezembro em Sunset Beach.  

ROXY PRO FRANCE – No CT feminino, só resta mais uma etapa para definir a campeã mundial da temporada, o Maui Women´s Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro em Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. A havaiana Carissa Moore necessitava da vitória no Roxy Pro France para ter chances de tentar o tetracampeonato mundial e conseguiu isso. O bicampeonato em Hossegor levou a havaiana da sétima para a quarta posição no ranking e as cinco primeiras colocadas vão brigar pelo título mundial de 2017 no Havaí.

No entanto, as chances de Carissa Moore e de Stephanie Gilmore são as mais remotas, pois ambas precisam unicamente da vitória no Maui Women´s Pro e de uma combinação de resultados das três que estão na frente delas. A líder Sally Fitzgibbons e a vice Tyler Wright, não poderão chegar nas semifinais e a terceira colocada, Courtney Conlogue, não ser finalista em Honolua Bay. Antes de conquistar o bicampeonato na França, Carissa Moore barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Sally Fitzgibbons, nas semifinais.

Na outra bateria, a norte-americana Lakey Peterson impediu que a atual campeã mundial, Tyler Wright, reeditasse a final do ano passado em Hossegor com Carissa. Peterson foi um dos destaques do evento, por usar as manobras aéreas na maioria das suas baterias em La Graviere. A decisão feminina foi disputada em altíssimo nível, com Carissa Moore somando notas 9,20 e 7,50 contra 8,27 e 6,23 no placar encerrado em 16,70 a 14,50 pontos.

“Esse ano foi muito louco pra mim e conseguir uma vitória aqui foi incrível”, disse Carissa Moore. “Isso significa muito pra mim, porque foi um ano complicado. Tivemos boas ondas para competir aqui e estava um pouco nervosa contra a Lakey (Peterson) na final, mas sabia que tinha que relaxar e simplesmente me divertir. Todas as meninas estão surfando muito bem e estou muito feliz por estar aqui comemorando mais uma vitória na França”.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QUIKSILVER PRO FRANCE:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 16,00 pontos (8,17+7,83) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Sebastian Zietz (HAV) com 9,30 pontos (4,67+4,63) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 16.26 x 14.00 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 16.40 x 16.00 John John Florence (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 15.93 x 14.10 Miguel Pupo (BRA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 11.60 x 6.10 Marc Lacomare (FRA)

3.a: John John Florence (HAV) 19.67 x 10.67 Mick Fanning (AUS)

4.a: Gabriel Medina (BRA) 15.20 x 1.20 Joel Parkinson (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 13.750:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 14.40 x 11.73 Owen Wright (AUS)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 14.94 x 11.96 Caio Ibelli (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) 15.70 x 13.37 Joan Duru (FRA)

4.a: Joel Parkinson (AUS) 14.03 x 10.24 Nat Young (EUA)

GRANDE FINAL DO ROXY PRO FRANCE:

Bicampeã: Carissa Moore (HAV) por 16,70 pontos (9,20+7,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Lakey Peterson (EUA) com 14,50 pontos (8,27+6,23) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 19.000 de prêmio:

1.a: Carissa Moore (HAV) 15.60 x 13.07 Sally Fitzgibbons (AUS)

2.a: Lakey Peterson (EUA) 17.20 x 15.56 Tyler Wright (AUS)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 9 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 49.900 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 40.750

4.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200

6.o: Julian Wilson (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 34.950

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 31.850

10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000

11: Sebastian Zietz (HAV) – 29.750

12: Mick Fanning (AUS) – 28.300

13: Frederico Morais (PRT) – 26.400

14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250

15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200

16: Joan Duru (FRA) – 23.400

17: Michel Bourez (TAH) – 22.450

18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500

20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

21: Conner Coffin (EUA) – 19.750

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700

-----------outros brasileiros:

23: Italo Ferreira (BRA) – 16.450 pontos

25: Ian Gouveia (BRA) – 14.250

27: Miguel Pupo (BRA) – 14.200

30: Jadson André (BRA) – 11.750

35: Yago Dora (BRA) – 7.000

38: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

43: Bino Lopes (BRA) – 1.000

44: Samuel Pupo (BRA) – 500

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD FEMININO – 9 etapas:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 52.900 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 51.200

3.a: Courtney Conlogue (EUA) – 50.000

4.a: Carissa Moore (HAV) – 47.300

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 45.150

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 42.550

7.a: Sage Erickson (EUA) – 42.350

8.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 42.000

9.a: Johanne Defay (FRA) – 40.000

10: Keely Andrew (AUS) – 35.250

12: Silvana Lima (BRA) – 28.450

Medina e Pupo estão nas quartas de final no CT da França

Gabriel Medina venceu sua bateria e avançou. Crédito: @WSL / Masurel

 

Em mais um longo dia de ótimas ondas de 4-6 pés em La Graviere, já foram definidos os primeiros classificados para as quartas de final do Quiksilver Pro France na sexta-feira em Hossegor. O campeão mundial Gabriel Medina tenta chegar em sua quinta final na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, onde já venceu duas vezes. Ele ganhou o último confronto do dia e Miguel Pupo já tinha conquistado a primeira vaga na abertura da quarta fase. Além deles, outro paulista continua na disputa do título na França. Caio Ibelli perdeu a primeira chance de classificação, mas ainda tem outra contra o americano Kolohe Andino na repescagem, que ficou para abrir o sábado decisivo em Hossegor.

O campeão mundial Gabriel Medina usou a potência do seu backside nas direitas de La Graviere para vencer suas baterias. Com uma boa variação de manobras de borda, com batidas e rasgadas executadas com bastante pressão abrindo grandes leques de água, Medina segue firme em busca da sua quinta final no Quiksilver Pro France, onde já foi campeão duas vezes. Na terceira fase, ganhou fácil do italiano Leonardo Fioravanti por 15,90 a 8,53 pontos e no último confronto do dia totalizou 14,43 pontos, contra 11,33 do norte-americano Nat Young e 8,67 do francês Joan Duru. Com a vitória, já tirou a sétima posição no ranking de Filipe Toledo.

“Foi uma bateria difícil, teve que recomeçar de novo porque não entrou nada de ondas no início, mas mantive a concentração para vencer e vamos com tudo para a próxima fase”, disse Gabriel Medina, após a vitória sobre Leonardo Fioravanti na terceira fase. Ele respondeu sobre suas chances de ainda tentar seu segundo título mundial esse ano. “Eu não estou pensando muito nisso. Eu quero só fazer meu trabalho e sei que para disputar esse título vou ter que ganhar campeonatos, então é focar nesse agora e ver o que vai acontecer lá na frente”.

A sexta-feira foi um dia de surpresas em La Graviere. A primeira foi a da vitória de Miguel Pupo, que achou os tubos para derrotar o campeão mundial Adriano de Souza por uma larga vantagem de 16,30 a 10,17 pontos. Desde a etapa de Portugal no ano passado, que Pupo não chegava nas quartas de final e ele conseguiu isso agora na França derrotando o australiano Owen Wright e o norte-americano Kolohe Andino na disputa pela primeira vaga da quarta fase. Miguel totalizou 14,80 pontos contra 12,33 de Wright e 11,60 de Andino.

“Eu fiquei em Potugal surfando em Supertubos antes de vir aqui pra França, para treinar o meu backside nos tubos, porque sinto que precisava melhorar isso”, disse Miguel Pupo. “E foi ótimo ter feito esses treinos lá, porque hoje (sexta-feira) pude surfar bem os tubos nas direitas. Também fiquei treinando um pouco nessas bombas daqui e acho que isso me colocou no ritmo para surfar bem as baterias. Estou muito feliz por passar para as quartas de final, o que não conseguia já fazia um bom tempo”.  

Na segunda classificatória para as quartas de final, Caio Ibelli não conseguiu achar boas ondas e o convidado Marc Lacomare surpreendeu de novo. O francês já havia despachado o número 1 do Jeep WSL Leader, Jordy Smith, na terceira fase pegando ótimos tubos em La Graviere. Ele novamente achou as melhores ondas da bateria para vencer por 15,43 pontos. Caio Ibelli ficou em segundo com 9,87 e o havaiano Sebastian Zietz em terceiro com 9,07.

Ibelli agora vai enfrentar o americano Kolohe Andino no segundo duelo da repescagem no sábado. Com a vitória sobre o português Frederico Morais na terceira fase, Ibelli já saiu da rabeira da lista dos 22 primeiros no ranking que permanecem na elite dos top-34 para o CT do ano que vem. O último colocado agora é outro paulista, Wiggolly Dantas, que ficou em último lugar na França.

“Desde a etapa de Bells Beach (AUS), eu não conseguia passar da terceira fase e isso estava me incomodando bastante, então estou feliz por ter acabado com esse jejum agora”, disse Caio Ibelli, depois de derrotar o português Frederico Morais. “Na verdade, procurei apenas me divertir assim como num freesurf. Tentei pegar o máximo de ondas possível e encontrei o ritmo certo para pegar um tubaço, que é o que eu realmente mais gosto de surfar”.

NOVO LÍDER – A terceira disputa por vagas nas quartas de final foi uma das melhores baterias do Quiksilver Pro France, reunindo três campeões mundiais. O atual, John John Florence, usou os aéreos para liquidar seus adversários na sexta-feira. Na terceira fase, ele atingiu incríveis 19,16 pontos de 20 possíveis e foi voando também que o havaiano tirou a vitória de Mick Fanning na onda que pegou no último minuto da bateria.

Ele totalizou 18,56 pontos para superar os 17,03 do tricampeão mundial e Joel Parkinson ficou em terceiro com 11,37. Com a classificação para as quartas de final, John John Florence recuperou a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader no penúltimo desafio da temporada em Portugal.

“Não era o que eu planejava fazer, mas simplesmente aconteceu, especialmente depois daquela primeira esquerda que eu tentei fazer o aéreo”, disse John John Florence. “Eu competi na minha bateria da mesma forma que eu faria se o Jordy (Smith) tivesse passado sua bateria ou não, pois estou focado apenas em mim mesmo, no meu surfe, procurando fazer meu melhor, sem pensar em nada mais, somente em me divertir fazendo o que eu mais gosto”.

DERROTAS BRASILEIRAS – Três brasileiros seguem na disputa do título do Quiksilver Pro France, mas quatro saíram da briga na sexta-feira em Hossegor. A vitória de Gabriel Medina sobre Leonardo Fioravanti na terceira fase, aconteceu logo após a eliminação do pernambucano Ian Gouveia por apenas um pontinho de diferença. O australiano Joel Parkinson avançou por 15,77 a 14,77 pontos e Ian terminou empatado em 13.o lugar na etapa francesa com Adriano de Souza, derrotado no duelo brasileiro com Miguel Pupo.

Outros dois brasileiros já tinham sido barrados nas baterias restantes da repescagem que abriram a sexta-feira em Hossegor. No segundo confronto do dia, o potiguar Italo Ferreira foi facilmente batido pelo francês Jeremy Flores por 10,33 a 5,60 pontos. Caio Ibelli despachou o californiano Conner Coffin por 9,66 a 9,50 no duelo seguinte, mas o também paulista Wiggolly Dantas perdeu a disputa pela última vaga na terceira fase para o australiano Bede Durbidge por 13,00 a 8,80 pontos. Com a derrota, Wiggolly já caiu para a última posição no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o CT do ano que vem.

O único que ainda pode tirar sua vaga no G-22 na França é Miguel Pupo, mas para isso ele precisa vencer o Quiksilver Pro France. Caso fique em segundo lugar na final, Pupo só consegue chegar em 23.o lugar no ranking, posição atualmente ocupada por Italo Ferreira. Além de Pupo e Italo, mais dois brasileiros estão na zona do rebaixamento para o WSL Qualifying Series nesta reta final da temporada, Ian Gouveia em 25.o lugar no momento e o potiguar Jadson André em trigésimo, empatado com o australiano Jack Freestone.

O Quiksilver & Roxy Pro France estão sendo transmitidos pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf Lefague no Facebook.

SEMIFINAIS DO ROXY PRO FRANCE:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Carissa Moore (HAV)

2.a: Tyler Wright (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

 

QUARTAS DE FINAL DO QUIKSILVER PRO FRANCE:

1.a: Miguel Pupo (BRA) x vencedor da 1.a bateria da Quinta Fase

2.a: Marc Lacomare (FRA) x vencedor da 2.a bateria da Quinta Fase

3.a: John John Florence (HAV) x vencedor da 3.a bateria

4.a: Gabriel Medina (BRA) x vencedor da 4.a bateria

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 13.750:

1.a: Owen Wright (AUS) x Sebastian Zietz (HAV)

2.a: Kolohe Andino (EUA) x Caio Ibelli (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) x Joan Duru (FRA)

4.a: Joel Parkinson (AUS) x Nat Young (EUA)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Miguel Pupo (BRA)=14.80, 2-Owen Wright (AUS)=12.33, 3-Kolohe Andino (EUA)=11.60

2.a: 1-Marc Lacomare (FRA)=15.43, 2-Caio Ibelli (BRA)=9.87, 3-Sebastian Zietz (HAV)=9.07

3.a: 1-John John Florence (HAV)=18.56, 2-Mick Fanning (AUS)=17.03, 3-Joel Parkinson (AUS)=11.37

4.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=14.43, 2-Nat Young (EUA)=11.33, 3-Joan Duru (FRA)=8.67

TERCEIRA FASE – Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 11.500 de prêmio:

1.a: Owen Wright (AUS) 13.50 x 8.60 Stu Kennedy (AUS)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 11.80 x 11.23 Bede Durbidge (AUS)

3.a: Miguel Pupo (BRA) 16.30 x 10.17 Adriano de Souza (BRA)

4.a: Caio Ibelli (BRA) 14.33 x 9.60 Frederico Morais (PRT)

5.a: Sebastian Zietz (HAV) 14.33 x 5.73 Michel Bourez (TAH)

6.a: Marc Lacomare (FRA) 14.10 x 13.00 Jordy Smith (AFR)

7.a: John John Florence (HAV) 19.16 x 14.50 Ethan Ewing (AUS)

8.a: Mick Fanning (AUS) 16.24 x 16.00 Jeremy Flores (FRA)

9.a: Joel Parkinson (AUS) 15.77 x 14.77 Ian Gouveia (BRA)

10: Gabriel Medina (BRA) 15.90 x 8.53 Leonardo Fioravanti (ITA)

11: Joan Duru (FRA) 12.63 x 12.27 Adrian Buchan (AUS)

12: Nat Young (EUA) 14.73 x 14.43 Matt Wilkinson (AUS)

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 10.000:

-------baterias que abriram a sexta-feira:

9.a: Michel Bourez (TAH) 11.77 x 11.26 Kanoa Igarashi (EUA)

10: Jeremy Flores (FRA) 10.33 x 5.60 Italo Ferreira (BRA)

11: Caio Ibelli (BRA) 9.66 x 9.50 Conner Coffin (EUA)

12: Bede Durbidge (AUS) 13.00 x 8.80 Wiggolly Dantas (BRA)

-------baterias que fecharam a quinta-feira:

1.a: Marc Lacomare (FRA) 13.27 x 12.23 Julian Wilson (AUS)

2.a: Owen Wright (AUS) 13.60 x 11.17 Keanu Asing (HAV)

3.a: Adriano de Souza (BRA) 15.97 x 13.00 Josh Kerr (AUS)

4.a: Miguel Pupo (BRA) 12.27 x 8.50 Filipe Toledo (BRA)

5.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 14.60 x 11.87 Connor O´Leary (AUS)

6.a: Frederico Morais (PRT) 15.26 x 11.37 Jack Freestone (AUS)

7.a: Kolohe Andino (EUA) 13.50 x 12.60 Jadson André (BRA)

8.a: Mick Fanning (AUS) 13.20 x 12.84 Ezekiel Lau (HAV)

Gabriel Medina é vice-campeão do Billabong Pro Tahiti

O australiano Julian Wilson achou os tubos de Teahupoo para ganhar de virada do brasileiro (foto) como nas outras duas únicas vitórias da sua carreira no World Surf League Championship Tour. Crédito: @WSL / Kelly Cestari

 

Uma decisão emocionante nos tubos de Teahupoo fechou o Billabong Pro Tahiti, com o campeão mundial Gabriel Medina ganhando a única nota 10 no domingo, antes de disputar o título pela terceira vez na etapa mais desafiadora do World Surf League Championship Tour. Ele também achou bons tubos na final, para liderar a bateria com uma “combination” de 17,87 pontos com notas 9,20 e 8,67. Mas, o australiano Julian Wilson reagiu pegando ondas que rodaram tubos mais limpos para tirar a vitória do brasileiro com notas 9,23 e 9,73. Medina agora entra na lista dos sete surfistas que vão brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader na próxima etapa, que passará a ser vestida pelo sul-africano Jordy Smith no Hurley Pro Trestles, do dia 6 a 17 de setembro na Califórnia, Estados Unidos.

Medina tem um retrospecto impressionante na etapa das ondas mais perigosas do Circuito Mundial. Foi campeão em 2014 na final contra Kelly Slater, vice em 2015 contra o francês Jeremy Flores e terceiro colocado no ano passado, perdendo a semifinal para John John Florence, com ambos somando mais de 19 pontos de 20 possíveis em tubos incríveis. Já Julian Wilson conseguiu sua terceira vitória em etapas do CT e todas contra Medina, sempre ganhando de virada nas baterias lideradas pelo brasileiro. Ele só venceu o australiano na sua primeira vitória em 2011 na França, no seu ano de estreia na divisão de elite da World Surf League. Depois, Julian deu o troco em 2012 na etapa portuguesa em Peniche e também ganhou a final do Pipe Masters de 2014, quando Medina já tinha se desconcentrado festejando o primeiro título mundial do Brasil garantido nas semifinais.

“É muito especial ganhar e estou em êxtase, não sei nem dizer tudo que estou sentindo agora”, disse Julian Wilson. “Estou feliz e aliviado por finalmente ganhar um evento novamente. Eu precisava de muitas ondas boas para vencer esse evento e tive sorte em conseguir fazer os tubos que eu procurava surfar. Eu venho conseguindo alguns bons resultados, chegando em finais, mas precisava vencer para ganhar confiança e fico feliz por estar mais perto da briga pelo título agora. Estou realmente ansioso para ver como será o restante do ano”.

A bateria final começou tensa, como na semifinal entre Gabriel Medina e Kolohe Andino, devido a batalha para pegar a primeira onda boa da bateria. O brasileiro ganhou essa briga nas duas. O australiano pressionou bastante na remada braço a braço, mas Medina foi mais forte e dropou, só que a onda fechou. Medina logo pega outra onda, faz um tubo rápido seguido por duas manobras pra tirar nota 5,0.  Julian Wilson demora um pouco e pega uma maior, que rende um tubo e duas manobras mais fortes para começar com nota 7,0.

Medina responde num tubo mais profundo e bem maior para ganhar 8,67. Depois, o brasileiro pega outro tubo que fica muito entocado lá dentro, some, reaparece e manda mais três manobras na onda para tirar 9,20 dos juízes e deixar o australiano em “combination”. Teahupoo começa a bombar bons tubos para Julian, que reage com nota 8,10. Logo faz outro melhor para ganhar 9,23 e diminuir a vantagem que era de 17,87 pontos para 8,64. E o australiano ainda pega outro tubaço de backside, some lá dentro e sai limpo para ganhar 9,73 e tirar uma vitória quase certa de Gabriel Medina, virando o placar para 18,96 a 17,87.

“Foi uma ótima final e obrigado ao Gabe (Gabriel Medina) por mais uma bateria fantástica”, destacou Julian Wilson. “Nós sempre fazemos grandes confrontos em finais e tivemos mais uma boa batalha hoje (domingo). Os tubos apareceram para nós dois na bateria e esse é um dia especial para mim, acho que o campeonato terminou em boas condições”.

Gabriel Medina também ficou feliz pelo resultado, pois ainda não tinha feito nenhuma final esse ano: “Foi legal ter feito outra final com o Julian (Wilson). Ele vinha surfando bem durante todo o evento e acho que é até um pouco mais difícil de backside aqui, mas ele soube trabalhar muito bem e mereceu a vitória. Estou feliz pelo resultado também, é bom voltar ao jogo e já estou pensando em Trestles agora. Hoje (domingo) é Dia dos Pais no Brasil e meu pai está aqui, então esse foi um bom presente para ele”.

Com a vitória no Taiti, Julian Wilson tirou o quinto lugar no ranking de Adriano de Souza, enquanto Gabriel Medina trocou de posição com Filipe Toledo, subindo da nona para a sétima colocação. No entanto, a chance matemática para os dois brasileiros, Mineirinho e Medina, saírem de Trestles liderando a corrida do título mundial é ingrata, tem que vencer a etapa norte-americana e os que estão à sua frente perderem nas primeiras fases. A briga segue mais concentrada em Jordy Smith, John John Florence e Matt Wilkinson, que caiu do primeiro para o terceiro lugar com a derrota para Wiggolly Dantas na quinta fase. Owen Wright também poderia ter ultrapassado o ex-líder, mas foi barrado por Gabriel Medina nas quartas de final e permaneceu em quarto lugar.

ÚNICA NOTA 10 – Foi nessa bateria que saiu a única nota 10 desse ano no Billabong Pro Tahiti. E o tubo perfeito, ou o mais difícil na análise dos juízes, foi surfado por Medina logo na primeira onda que pegou contra Owen Wright. Ele ficou muito profundo, passando por várias placas que caíam a sua frente, parecia que não conseguiria sair, mas ressurgiu e ainda mandou uma série de três manobras potentes para fechar a melhor apresentação do ano no Taiti. O australiano também começou bem com 7,17 e na segunda onda tirou 6,77 para liderar a bateria. O brasileiro foi em várias ondas e o máximo que conseguiu foi 2,83, mas ele trocou as posições desses números em outro tubaço que achou no final para receber nota 8,23 e confirmar a primeira vaga nas semifinais por 18,23 a 13,94 pontos.

Na bateria seguinte, Wiggolly Dantas foi vitimado pelas longas calmarias em Teahupoo no domingo, perdendo muito tempo esperando por ondas com tubos e só pegou um que valeu nota 6,17. O norte-americano Kolohe Andino ficou mais ativo, pegando as que ele deixava passar para liderar com notas 5,00 e 5,60, que depois foram trocadas por 6,23 e 8,10 no placar encerrado em 14,33 a 7,67 pontos. Apesar da derrota, o quinto lugar foi um excelente resultado para Wiggolly, que entrou no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem. Ele ganhou seis posições, subindo do 25.o para o 19.o lugar na classificação geral das sete etapas completadas no Taiti.

SEMIFINAIS – Kolohe então seguiu para enfrentar Gabriel Medina e a bateria começou sem ondas, chegando a ser reiniciada após 10 minutos sem entrar nenhuma série. Os dois travaram uma grande disputa pela primeira onda e Medina começou melhor com nota 7,33, O californiano falhou nas primeiras tentativas, sua prancha chegou a ser partida numa queda, aí pegou outra do seu pai e com ela surfou um tubaço nota 8,90, a maior da bateria. Mas, Gabriel Medina ainda acha outro tubo que rende 7,83 para vencer Kolohe Andino por 15,16 a 13,90 pontos, se classificando para a final do Billabong Pro Teahupoo pela terceira vez.

Na outra semifinal, não entraram muitas ondas boas e Julian Wilson derrotou Jordy Smith por 14,26 a 7,33 pontos. O sul-africano estreava como líder isolado na corrida pelo título mundial, posição conquistada num confronto direto com o havaiano John John Florence na terceira quarta de final. Os dois já tinham ultrapassado o ex-líder Matt Wilkinson, barrado na fase anterior pelo brasileiro Wiggolly Dantas e a lycra amarela do Jeep WSL Leader foi disputada nessa bateria. Ela ficou com Jordy Smith, que surfou o melhor tubo da bateria para tirar nota 8,0 que garantiu a vitória por 14,50 a 13,10 pontos sobre o havaiano.

No domingo, as condições do mar e do vento variaram bastante como nos outros dias, mas algumas baterias aconteceram nos melhores momentos, com Teahupoo bombando mais tubos nas séries de 4-6 pés. No entanto, as longas calmarias também continuaram, com poucas ondas entrando para os dois competidores. Gabriel Medina vinha sempre começando bem suas baterias, apesar de que no sábado ficou esperando por uma onda que só chegou nos últimos segundos. Ele não começou bem no último dia, inclusive fez uma “interferência” em Matt Wilkinson na bateria que Kolohe Andino ganhou a vaga direta para as quartas de final.

Medina teve que disputar uma rodada extra e aproveitou a segunda chance de classificação surfando dois tubos na casa dos 7 pontos para despachar Connor O´Leary por 14,37 a 11,66. Na bateria seguinte, deu Brasil de novo com Wiggolly Dantas derrotando o lycra amarela Matt Wilkinson por 15,50 a 12,00 pontos, com um tubaço nota 8,17 na primeira onda. O australiano perdeu a bateria e a liderança do ranking, que foi disputada num confronto direto entre John John Florence e Jordy Smith nas quartas de final, vencido pelo sul-africano.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG PRO TAHITI:

Campeão: Julian Wilson (AUS) por 18,96 pontos (9,73+9,23) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Gabriel Medina (BRA) com 17,87 (9,20+8,67) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 15.16 x 13.90 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Julian Wilson (AUS) 14.26 x 7.33 Jordy Smith (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 18.23 x 13.94 Owen Wright (AUS)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 14.33 x 7.67 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Jordy Smith (AFR) 14.50 x 13.10 John John Florence (HAV)

4.a: Julian Wilson (AUS) 15.16 x 9.00 Joan Duru (FRA)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 13.700:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 14.37 x 11.66 Connor O´Leary (AUS)

2.a: Wiggolly Dantas (BRA) 15.50 x 12.00 Matt Wilkinson (AUS)

3.a: Jordy Smith (AFR) 11.93 x 11.40 Conner Coffin (EUA)

4.a: Julian Wilson (AUS) 14.24 x 10.60 Adrian Buchan (AUS)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Owen Wright (AUS)=14.50, 2-Connor O´Leary (AUS)=13.40, 3-Wiggolly Dantas (BRA)=13.40

2.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=13.37, 2-Matt Wilkinson (AUS)=12.50, 3-Gabriel Medina (BRA)=6.00

3.a: 1-John John Florence (HAV)=15.76, 2-Conner Coffin (EUA)=7.90, 3-Julian Wilson (AUS)=4.00

4.a: 1-Joan Duru (FRA)=12.33, 2-Adrian Buchan (AUS)=11.43, 3-Jordy Smith (AFR)=8.40

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – após a sétima etapa no Taiti:

1.o: Jordy Smith (AFR) – 37.850 pontos

2.o: John John Florence (HAV) – 36.900

3.o: Matt Wilkinson (AUS) – 35.950

4.o: Owen Wright (AUS) – 35.350

5.o: Julian Wilson (AUS) – 33.200

6.o: Adriano de Souza (BRA) – 29.650

7.o: Gabriel Medina (BRA) – 29.000

8.o: Joel Parkinson (AUS) – 26.150

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 24.450

10: Connor O´Leary (AUS) – 24.200

11: Kolohe Andino (EUA) – 23.000

12: Mick Fanning (AUS) – 21.350

13: Michel Bourez (TAH) – 20.200

14: Frederico Morais (PRT) – 19.450

15: Sebastian Zietz (HAV) – 17.750

16: Joan Duru (FRA) – 17.650

17: Conner Coffin (EUA) – 17.500

18: Adrian Buchan (AUS) – 17.000

19: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.450

20: Caio Ibelli (BRA) – 15.500

21: Jeremy Flores (FRA) – 14.500

22: Bede Durbidge (AUS) – 14.450

-----------outros brasileiros:

23: Italo Ferreira (BRA) – 14.200 pontos

25: Ian Gouveia (BRA) – 12.000

32: Miguel Pupo (BRA) – 7.250

32: Jadson André (BRA) – 7.250

34: Yago Dora (BRA) – 7.000

37: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

40: Bino Lopes (BRA) – 1.000

41: Samuel Pupo (BRA) – 500

Billabong Pro Tahiti começa com quatro vitórias brasileiras

Os campeões mundiais Adriano de Souza (foto) e Gabriel Medina, Italo Ferreira e Ian Gouveia com o maior placar do dia, passaram direto para a terceira fase nas ondas pequenas da sexta-feira em Teahupoo. Crédito: @WSL /Kelly Cestari

 

O Billabong Pro Tahiti começou com quatro vitórias brasileiras na sexta-feira de ondas pequenas de 3-5 pés em Teahupoo, sem os grandes tubos da etapa mais desafiadora do World Surf League Championship Tour. A previsão não é boa para a janela do evento, até dia 22, então foi iniciado em condições difíceis para competir, com poucas ondas boas entrando nas baterias. O número 5 do Jeep WSL Leader, Adriano de Souza, foi o primeiro a passar direto para a terceira fase e Italo Ferreira achou um tubo para vencer o confronto seguinte. Semifinalista no ano passado, Gabriel Medina também estreou com vitória e Ian Gouveia ganhou a bateria que fechou a primeira fase com o maior placar do dia, 15,00 pontos.

Essa foi a primeira vez que Ian competiu em Teahupoo, onde o seu pai, Fábio Gouveia, conseguiu a primeira nota 10 da carreira no Circuito Mundial num tubaço enorme, em condições bem diferentes da sexta-feira na bancada de corais mais perigosa do mundo. Mas, Ian mostrou a mesma atitude para achar os tubos e pegou até dois em sua melhor onda, que valeu nota 7,83. Com ela somada ao 7,17 recebido na anterior, o pernambucano atingiu 15,00 pontos, superando os 14,90 do atual campeão mundial, John John Florence, que era o maior placar do dia. Ian Gouveia deixou o taitiano Michel Bourez em segundo lugar com 10,67 pontos e o português Frederico Morais em terceiro com 9,56.

“Eu estou superexcitado em estar aqui no Taiti e competindo aqui em Teahupoo”, disse Ian Gouveia. “É uma onda que eu preciso ganhar mais experiência, mas já é muito bom estar aqui, fazendo o que eu mais gosto. As ondas não estão como nos outros anos, com altos tubos, mas esse lugar é especial, diferente de tudo, então quero aproveitar ao máximo cada oportunidade”.

O pernambucano não foi a única surpresa do primeiro dia de mar difícil no Billabong Pro Tahiti. Depois de Ian Gouveia fazer o recorde de pontos na bateria que fechou a primeira fase, foram iniciados os duelos eliminatórios e outro novato na elite dos top-34 aprontou no penúltimo confronto da sexta-feira. O australiano Ethan Ewing não tinha vencido nenhuma bateria nas seis primeiras etapas e conseguiu quebrar o tabu justamente contra um brasileiro, Filipe Toledo, que vinha de uma vitória espetacular e inédita do Brasil nas direitas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Filipe não achou as ondas e foi batido por 10,06 a 6,56 pontos, já perdendo a sétima posição no Jeep WSL Ranking para outro australiano, Julian Wilson.

O próximo que pode superar Filipe agora é Gabriel Medina, se passar mais uma bateria no Taiti. A primeira ele venceu até com certa facilidade na sexta-feira. Medina começou bem com nota 7,33 e dominou todo o confronto, até fechar a tranquila vitória por 14,06 pontos com o 6,73 da sua última onda. O também paulista Caio Ibelli ficou em terceiro com 6,50 nas duas notas e o australiano Stu Kennedy em segundo com 8,60. Medina já venceu o Billabong Pro Tahiti surfando altos tubos em 2014, quando foi campeão mundial. No ano passado, também deu um show, mesmo perdendo uma semifinal eletrizante com John John Florence.

“Eu simplesmente adoro Teahupoo, é uma onda incrível em qualquer condição”, disse Gabriel Medina. “Nós estamos num paraíso e me sinto muito bem aqui. Eu já tive alguns bons resultados aqui, especialmente quando venci (em 2014) e as ondas estavam bombando altos tubos. Neste ano, as previsões não são boas, mas foi divertido competir hoje (sexta-feira). Qualquer um é capaz de vencer aqui nessas condições e eu me sinto pronto também”.

Apesar das quatro classificações diretas para a terceira fase, o Brasil começou e terminou a sexta-feira com derrotas. Na penúltima bateria do dia, Filipe Toledo foi eliminado pelo novato Ethan Ewing. E na primeira, Jadson André perdeu competindo com uma prancha emprestada, porque todas as que levou para o Taiti foram quebradas durante o voo. Ele até começou bem, manobrando forte numa onda sem tubo, mas o australiano Joel Parkinson foi melhor para vencer por 10,00 pontos, contra 8,30 do potiguar e 7,50 do francês Jeremy Flores. Jadson também será o primeiro brasileiro a competir no sábado, contra o taitiano Michel Bourez no segundo duelo do dia.

PRIMEIRAS VITÓRIAS – Para compensar a estreia com derrota, dois brasileiros ganharam as baterias seguintes. O campeão mundial Adriano de Souza está na briga pela liderança do ranking no Taiti e não desperdiçou a primeira chance de avançar para a terceira fase. Ele começou na frente com nota 5,50, que acabou decidindo a vitória por 8,77 pontos numa disputa fraca de ondas em Teahupoo. O norte-americano Nat Young ficou em segundo com 6,27 e o australiano Bede Durbidge em último com apenas 3,63 nas duas notas computadas.

Logo após a vitória do quinto colocado no Jeep WSL Ranking, entrou o número 4 do ranking, Owen Wright, que liderou a bateria até os minutos finais com 9,40 pontos. Até o potiguar Italo Ferreira achar um belo tubo para ganhar nota 7,67 dos juízes e saltar do último para o primeiro lugar com 12,50 pontos. Owen Wright foi para a repescagem junto com o também australiano Josh Kerr, mas já aproveitou a segunda chance de classificação para a terceira fase. Dessa vez, achou ondas melhores para derrotar o espanhol Aritz Aranburu por 14,50 pontos.

LÍDERES DO RANKING – Outro ponteiro do ranking também tropeçou na estreia e já passou pela repescagem, o sul-africano Jordy Smith que ocupa a terceira posição no ranking. O francês Joan Duru surfou um bom tubo nota 7,83 para vencer a sua primeira bateria na sexta-feira, mas Jordy Smith depois superou o taitiano Taumata Puhetini na abertura da segunda fase. Já o vice-líder, John John Florence, passou por dentro dos tubos nas duas únicas ondas que surfou e saiu do mar com o maior placar do dia até ali, 14,90 pontos com notas 7,00 e 7,90.

O havaiano foi abençoado, porque na bateria seguinte quase não entrou onda. O número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, teve sorte de pegar uma no começo para praticamente vencer com a nota 5,73 recebida. O paulista Wiggolly Dantas até conseguiu um pouco mais, 5,77, porém não entrou mais nada de ondas para ele poder trocar o 1,33 da sua primeira tentativa de surfar em Teahupoo. O brasileiro ficou em último com 7,10 pontos, atrás do taitiano Taumata Puhetini com 7,13 e o australiano da lycra amarela ganhou por 7,33 apenas. Wiggolly vai disputar a última vaga para a terceira fase com o havaiano Ezekiel Lau.

PARTICIPAÇÃO DUPLA – Mais dois brasileiros estrearam no confronto seguinte e também não conseguiram pegar boas ondas. Enquanto o australiano Adrian Buchan achou uma que rodou o melhor tubo da sexta-feira e valeu a maior nota do primeiro dia, 8,83. Filipe Toledo fez 8,33, mas na soma das suas duas maiores notas, enquanto Miguel Pupo terminou em último com 5,27. Depois, Filipe foi eliminado pelo mais jovem integrante da elite, Ethan Ewing. Mas, Pupo ainda vai tentar aproveitar sua segunda chance de passar para a terceira fase contra o havaiano Sebastian Zietz, na quarta bateria deste sábado em Teahupoo.

SÁBADO ÀS 14 HORAS – O Billabong Pro Tahit continua neste sábado, com a quinta bateria da segunda fase, entre o português Frederico Morais e o norte-americano Nat Young, devendo começar as 7h00 no Taiti, 14h00 no fuso horário de Brasília. Depois, tem Jadson André contra o taitiano Michel Bourez no segundo confronto do dia, Miguel Pupo contra o havaiano Sebastian Zietz no terceiro e Caio Ibelli contra o norte-americano Kanoa Igarashi no quarto. O outro brasileiro na repescagem é Wiggolly Dantas, que vai fechar a segunda fase com o havaiano Ezekiel Lau. A terceira começa em seguida, ainda no sábado em Teahupoo.

O Billabong Pro Tahiti será transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook.

 

PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PRO TAHITI – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Joel Parkinson (AUS)=10.00, 2-Jadson André (BRA)=8.30, 3-Jeremy Flores (FRA)=7.50

2.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=8.77, 2-Nat Young (EUA)=6.27, 3-Bede Durbidge (AUS)=3.63

3.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=12.50, 2-Owen Wright (AUS)=9.40, 3-Josh Kerr (AUS)=7.57

4.a: 1-Joan Duru (FRA)=12.26, 2-Jordy Smith (AFR)=7.83, 3-Ethan Ewing (AUS)=7.17

5.a: 1-John John Florence (HAV)=14.90, 2-Ezekiel Lau (HAV)=10.93, 3-Aritz Aranburu (ESP)=9.37

6.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=7.33, 2-Taumata Puhetini (TAH)=7.13, 3-Wiggolly Dantas (BRA)=7.10

7.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=14.33, 2-Filipe Toledo (BRA)=8.33, 3-Miguel Pupo (BRA)=5.27

8.a: 1-Julian Wilson (AUS)=12.77, 2-Conner Coffin (EUA)=12.40, 3-Kanoa Igarashi (EUA)=10.03

9.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=14.06, 2-Stuart Kennedy (AUS)=8.60, 3-Caio Ibelli (BRA)=6.50

10: 1-Connor O´Leary (AUS)=13.10, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=11.94, 3-Sebastian Zietz (HAV)=10.64

11: 1-Kolohe Andino (EUA)=13.57, 2-Mick Fanning (AUS)=13.43, 3-Jack Freestone (AUS)=11.67

12: 1-Ian Gouveia (BRA)=15.00, 2-Michel Bourez (TAH)=10.67, 3-Frederico Morais (PRT)=9.56

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 10.000:

1.a: Jordy Smith (AFR) 11.83 x 9.60 Taumata Puhetini (TAH)

2.a: Owen Wright (AUS) 14.50 x 12.10 Aritz Aranburu (ESP)

3.a: Ethan Ewing (AUS) 10.06 x 6.56 Filipe Toledo (BRA)

4.a: Mick Fanning (AUS) 13.00 x 8.16 Josh Kerr (AUS)

---------baterias que abrem o sábado:

5.a: Frederico Morais (PRT) x Nat Young (EUA)

6.a: Michel Bourez (TAH) x Jadson André (BRA)

7.a: Sebastian Zietz (HAV) x Miguel Pupo (BRA)

8.a: Caio Ibelli (BRA) x Kanoa Igarashi (EUA)

9.a: Conner Coffin (EUA) x Stuart Kennedy (AUS)

10: Jeremy Flores (FRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

11: Bede Durbidge (AUS) x Jack Freestone (AUS)

12: Ezekiel Lau (HAV) x Wiggolly Dantas (BRA)

Prazo do Billabong Pro Tahiti começa nesta sexta-feira

Torneio começa hoje no Tahiti. Crédito: @WSL / Poullenot

 

O prazo da etapa mais desafiadora do World Surf League Championship Tour começa nessa sexta-feira e as previsões estão boas para o Billabong Pro Tahiti ser iniciado no primeiro dia da janela de realização do evento, que vai até o dia 22 na Polinésia Francesa. A batalha nos tubos da temida bancada de Teahupoo, abre a reta final na acirrada disputa pelo título mundial da temporada. Oito surfistas vão brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader no Taiti, entre eles, o campeão mundial Adriano de Souza em quinto lugar no ranking e Filipe Toledo em sétimo, após a vitória inédita do Brasil no Corona Open J-Bay, na África do Sul.

Filipe entrou na lista dos principais concorrentes com este resultado nas direitas de,Jeffreys Bay. Mas, para assumir a liderança na corrida do título no Taiti, a condição mínima é ganhar o campeonato nas esquerdas gigantes de Teahupoo. Além disso, os seis que estão à sua frente teriam de perder nas primeiras fases, sem passar mais de duas baterias. A situação de Filipe Toledo na briga pela lycra amarela de Matt Wilkinson, é a mesma para outros dois australianos, Joel Parkinson em sexto no ranking e Julian Wilson em oitavo lugar.

Wilko nunca conseguiu um bom resultado nos tubos de Teahupoo, ao contrário de John John Florence, atual campeão mundial com quem travará uma disputa fase a fase pela ponta. No ano passado, o havaiano foi finalista em mais uma vitória de Kelly Slater no Billabong Pro Tahiti. O onze vezes campeão mundial colecionou mais uma bateria perfeita com duas notas 10 em seu caminho até o título, enquanto John John ganhou uma semifinal eletrizante com Gabriel Medina, encerrada em incríveis 19,56 a 19,23 pontos de 20 possíveis.

Além do havaiano, o sul-africano Jordy Smith também está na briga fase a fase com Matt Wilkinson, que só passou do rounde 3 uma vez no Taiti, em 2011. O número 4 do ranking, Owen Wright, vai precisar passar duas rodadas a mais para superar os pontos do líder. E Adriano de Souza, quinto colocado, terá que vencer três baterias a mais do que Wilko, ou seja, já entra no campeonato precisando chegar nas quartas de final para isso, desde que o australiano não passe nenhuma bateria e fique em último lugar.

BRASILEIROS – Mineirinho está escalado para estrear na segunda bateria do Billabong Pro Tahiti, junto com o australiano Bede Durbidge e o norte-americano Nat Young, que está substituindo o contundido Kelly Slater, campeão desta etapa no ano passado. Os brasileiros disputam as três primeiras vagas diretas para a terceira fase. Jadson André está na primeira bateria com o australiano Joel Parkinson e o francês Jeremy Flores. Na terceira, entra outro potiguar, Italo Ferreira, com mais dois australianos, Owen Wright e Josh Kerr.

Depois, tem Wiggolly Dantas na bateria encabeçada pelo número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, completada pelo convidado do Taiti, Taumata Puhetini. E na seguinte, a sétima, Filipe Toledo estreia junto com mais um paulista, Miguel Pupo, contra o australiano Adrian Buchan. O campeão mundial Gabriel Medina também compete junto com outro brasileiro, Caio Ibelli, na nona bateria com o australiano Stuart Kennedy. E o pernambucano Ian Gouveia está na última, com o português Frederico Morais e o taitiano Michel Bourez.

O Billabong Pro Tahiti será transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook.

PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PRO TAHITI – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: Joel Parkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)

2.a: Adriano de Souza (BRA), Bede Durbidge (AUS), Nat Young (EUA)

3.a: Owen Wright (AUS), Italo Ferreira (BRA), Josh Kerr (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Joan Duru (FRA), Ethan Ewing (AUS)

5.a: John John Florence (HAV), Ezekiel Lau (HAV), Aritz Aranburu (ESP)

6.a: Matt Wilkinson (AUS), Wiggolly Dantas (BRA), Taumata Puhetini (TAH)

7.a: Filipe Toledo (BRA), Adrian Buchan (AUS), Miguel Pupo (BRA)

8.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Kanoa Igarashi (EUA)

9.a: Gabriel Medina (BRA)Caio Ibelli (BRA), Stuart Kennedy (AUS)

10: Connor O´Leary (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Leonardo Fioravanti (ITA)

11: Mick Fanning (AUS), Kolohe Andino (EUA), Jack Freestone (AUS)

12: Frederico Morais (PRT), Michel Bourez (TAH), Ian Gouveia (BRA)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – após a 6.a etapa na África do Sul:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 31.950 pontos

2.o: John John Florence (HAV) – 31.700

3.o: Jordy Smith (AFR) – 31.350

4.o: Owen Wright (AUS) – 30.150

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 27.900

6.o: Joel Parkinson (AUS) – 24.400

7.o: Filipe Toledo (BRA) – 23.950

8.o: Julian Wilson (AUS) – 23.200

9.o: Gabriel Medina (BRA) – 21.000

10: Connor O´Leary (AUS) – 20.200

11: Mick Fanning (AUS) – 19.600

12: Frederico Morais (PRT) – 18.950

13: Michel Bourez (TAH) – 18.450

14: Kolohe Andino (EUA) – 16.500

15: Sebastian Zietz (HAV) – 16.000

16: Caio Ibelli (BRA) – 15.500

17: Conner Coffin (EUA) – 13.500

18: Adrian Buchan (AUS) – 13.000

19: Jeremy Flores (FRA) – 12.750

20: Kelly Slater (EUA) – 12.700

20: Bede Durbidge (AUS) – 12.700

22: Italo Ferreira (BRA) – 12.450

-----------outros brasileiros:

25: Wiggolly Dantas (BRA) – 11.250 pontos

26: Ian Gouveia (BRA) – 10.250 pontos

31: Yago Dora (BRA) – 7.000

32: Miguel Pupo (BRA) – 6.750

32: Jadson André (BRA) – 6.750

37: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

40: Bino Lopes (BRA) – 1.000

41: Samuel Pupo (BRA) – 500

Filipe Toledo é o campeão do J-Bay Open

 

Filipe Toledo superou o português Frederico Morais na final em J-bay. Crédito: @WSL / Kelly Cestari 

Uma final luso-brasileira fechou o Open J-Bay nas direitas perfeitas de Supertubes, na quinta-feira em Eastern Cape, África do Sul. Em um dos eventos com as melhores ondas da história do World Surf League Championship Tour, Filipe Toledo deu um show para conquistar sua quarta vitória na carreira e subiu da 14.a para a sétima posição no ranking, que continua liderado pelo australiano Matt Wilkinson. Frederico Morais barrou o campeão mundial Gabriel Medina nas semifinais e se tornou o primeiro surfista de Portugal a chegar na final em etapas do CT. Com o vice-campeonato, ele foi do 18.o para o 12.o lugar no Jeep WSL Leaderboard.

“Eu nem posso acreditar nisso. Sempre sonhei em ganhar esse campeonato aqui em J-Bay, surfando ondas perfeitas assim”, disse Filipe Toledo, que competiu na África do Sul com o cabelo pintado de verde. “Eu só tenho que agradecer a Deus pela incrível semana que tivemos aqui. Toda a minha família está aqui me apoiando e tudo isso é inacreditável, não sei nem o que dizer. Acho que vou deixar meu cabelo assim no restante do ano (risos)”.

A decisão do título foi eletrizante, mas Filipe começou bem com nota 9,17 em sua segunda onda e controlou toda a bateria. Quando Frederico Morais entrou na briga numa onda que valeu 8,33, o brasileiro respondeu com a mesma nota. Na onda seguinte, o português destruiu uma direita com grandes arcos e batidas e rasgadas executadas nos pontos críticos, para ganhar a maior nota da bateria – 9,40. No entanto, Filipe deu o troco em outra apresentação agressiva, atacando cada espaço da onda e entubando, para tirar nota 8,83 e sacramentar a vitória e o prêmio máximo de 100.000 dólares por 18,00 a 17,73 pontos.

“Foi uma semana maravilhosa”, disse Filipe Toledo. “Este, definitivamente, será o evento que lembrarei por quarenta ou cinquenta anos. Não porque eu ganhei, mas por causa do nível do surfe e das altas ondas que rolaram durante todos os dias. Em J-Bay, com ondas incríveis e esse nível de surfe, foi perfeito. Agradeço toda a minha equipe que me ajudou e a minha filha e esposa, que estiveram aqui a semana toda me apoiando”.

Apesar da derrota na final, Frederico Morais fez grandes apresentações em sua primeira vez competindo em Jeffreys Bay. Ele barrou dois campeões mundiais nas fases decisivas. Contra o atual, John John Florence, conseguiu uma virada espetacular nas duas últimas que surfou nessa bateria pelas quartas de final. Uma valeu 9,77 e na seguinte superou o havaiano com sua primeira nota 10 no CT. Na semifinal contra Gabriel Medina, aproveitou muito bem as oportunidades que teve para surfar numa bateria marcada por longas calmarias, com poucas ondas entrando para o brasileiro tentar reverter o resultado de 17,37 a 14,70 pontos.

“Eu simplesmente amo esse lugar, é incrível”, disse Frederico Morais. “As ondas são surpreendentes, o clima é parecido com o de casa e a vibração que você sente aqui é uma loucura. Estou muito feliz por ter surfado contra caras como o John John (Florence), o Mick (Fanning), o Adriano (de Souza), o Gabriel (Medina), o Filipe (Toledo). Eles são os melhores, campeões mundiais, então se você quiser vence-los, precisa estar preparado para tudo. Mais feliz ainda por ser o primeiro surfista de Portugal a fazer uma final no World Tour. Então só tenho que agradecer, obrigado a todos que me apoiaram e que torcem por mim”.

Realmente, parecia impossível alguém ganhar de Filipe Toledo na África do Sul. Ele fez três baterias sensacionais nas ondas de 6-8 pés da quinta-feira em Jeffreys Bay. O primeiro desafio foi contra um dos favoritos ao título, o sul-africano Jordy Smith, que na terça-feira fez uma bateria perfeita com duas notas 10. O brasileiro também ganhou duas notas máximas, a primeira do campeonato e também na terça-feira, quando usou os aéreos para conquistar a classificação direta para as quartas de final, mandando o próprio Smith para a repescagem.

Filipe apresentou seu arsenal de manobras modernas e progressivas, pegou lindos tubos e liquidou o sul-africano com as notas 9,50 e 9,20 das duas primeiras ondas que surfou. A vitória foi massacrante, por “combination”, no placar encerrado em 18,70 a 13,26 pontos. Na disputa seguinte, Julian Wilson barrou o líder do ranking no duelo australiano que fechou as quartas de final. Matt Wilkinson permanece com a lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader e Wilson também não teve qualquer chance contra Filipe nas semifinais. O brasileiro venceu por “combination” novamente, por 16,63 a 11,33 pontos.

O campeão mundial de 2014, Gabriel Medina, foi outro brasileiro que brilhou no Corona Open J-Bay. Entre suas vítimas durante o campeonato, um foi o defensor do título da etapa sul-africana, Mick Fanning, na quarta de final que chegou a ser interrompida pela presença de um tubarão branco enorme no fim do dia na quarta-feira. No entanto, não teve muitas chances para surfar contra Frederico Morais nas semifinais e terminou em terceiro lugar, empatado com o australiano Julian Wilson. Medina ganhou duas posições no ranking, subindo do 11.o para o nono lugar na sexta etapa do World Surf League Championship Tour.

O próximo desafio dos melhores surfistas do mundo será o Billabong Pro Tahiti nas temidas ondas de Teahupoo, nos dias 11 a 22 de agosto na ilha da Polinésia Francesa. Matt Wilkinson vai competir novamente com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, mas a briga pela ponta será fase a fase com John John Florence e Jordy Smith. E mais cinco surfistas também têm chances matemáticas de superar os 31.950 pontos do australiano, inclusive Filipe Toledo, após a vitória no Corona Open J-Bay. Os outros são Owen Wright (4.o no ranking), Adriano de Souza (5.o), Joel Parkinson (6.o) e Julian Wilson (8.o).

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO CORONA OPEN J-BAY:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 18,00 pontos (notas 9,17+8,83) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Frederico Morais (PRT) com 17,73 pontos (9,40+8,33) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Frederico Morais (PRT) 17.37 x 14.70 Gabriel Medina (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 16.63 x 11.33 Julian Wilson (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

----------últimos resultados da quarta-feira:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 17.40 x 11.33 Mick Fanning (AUS)

2.a: Frederico Morais (PRT) 19.77 x 18.67 John John Florence (HAV)

----------baterias que abriram a quinta-feira:

3.a: Filipe Toledo (BRA) 18.70 x 13.26 Jordy Smith (AFR)

4.a: Julian Wilson (AUS) 16.07 x 14.77 Matt Wilkinson (AUS)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – após a 6.a etapa na África do Sul:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 31.950 pontos

2.o: John John Florence (HAV) – 31.700

3.o: Jordy Smith (AFR) – 31.350

4.o: Owen Wright (AUS) – 30.150

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 27.900

6.o: Joel Parkinson (AUS) – 24.400

7.o: Filipe Toledo (BRA) – 23.950

8.o: Julian Wilson (AUS) – 23.200

9.o: Gabriel Medina (BRA) – 21.000

10: Connor O´Leary (AUS) – 20.200

11: Mick Fanning (AUS) – 19.600

12: Frederico Morais (PRT) – 18.950

13: Michel Bourez (TAH) – 18.450

14: Kolohe Andino (EUA) – 16.500

15: Sebastian Zietz (HAV) – 16.000

16: Caio Ibelli (BRA) – 15.500

17: Conner Coffin (EUA) – 13.500

18: Adrian Buchan (AUS) – 13.000

19: Jeremy Flores (FRA) – 12.750

20: Kelly Slater (EUA) – 12.700

20: Bede Durbidge (AUS) – 12.700

22: Italo Ferreira (BRA) – 12.450

-----------outros brasileiros:

25: Wiggolly Dantas (BRA) – 11.250 pontos

26: Ian Gouveia (BRA) – 10.250 pontos

31: Yago Dora (BRA) – 7.000

32: Miguel Pupo (BRA) – 6.750

32: Jadson André (BRA) – 6.750

37: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

40: Bino Lopes (BRA) – 1.000

41: Samuel Pupo (BRA) – 500

Medina já é semifinalista e Filipe tira outro 10 em J-Bay

Gabriel Medina vai disputar a primeira vaga na final com o português Frederico Morais. Crédito: @WSL / Pierre Tostee

 

O Corona Open J-Bay vai se confirmando com um dos eventos com as melhores ondas da história do World Surf League Championship Tour na África do Sul. A quarta-feira foi mais um dia de mar clássico, com direitas incríveis de 6-8 pés em Supertubes, Sol e praia lotada, formando um cenário perfeito para o show dos melhores surfistas do mundo. No primeiro confronto do dia, Filipe Toledo mandou dois aéreos espetaculares e ainda usou seu repertório de manobras para ganhar sua segunda nota 10 em Jeffreys Bay. Ele vai disputar a terceira quarta de final com Jordy Smith, mas Gabriel Medina já está nas semifinais, batendo o defensor do título desta etapa, Mick Fanning, em outra bateria paralisada pela presença de um tubarão branco gigante na área do campeonato.

“Estou realmente aliviado que nos tiraram da água rapidamente, mas me senti seguro lá fora com os jet-skies, barco, drones e o avião, então não foi tão assustador”, disse Mick Fanning, que não conseguiu sair da “combination” aplicada pelo brasileiro antes da paralisação da bateria. “Tivemos um início de bateria meio devagar e cometi alguns erros, mas o Gabe (Medina) está surfando muito bem, então foi uma bateria difícil. Contudo, foi um campeonato incrível, acho que um dos melhores, com vários tubos perfeitos e notas 10”.

Gabriel Medina segue buscando uma vitória em Jeffreys Bay que não acontece desde 1984, quando Mark Occhilupo conquistou o único título surfando de backside (de costas para as ondas) nas direitas de Supertubes. Medina é o único que não perdeu nenhuma bateria esse ano no Corona Open J-Bay. Contra Mick Fanning, tirou notas 8,50 e 8,90 em duas ondas seguidas para liquidar o defensor do título com uma “combination” de 17,40 a 11,33 pontos.

No duelo seguinte, que acabou sendo o último da quarta-feira na África do Sul, o atual campeão mundial John John Florence deu mais um show com seu arsenal de manobras modernas e facilidade em entubar em qualquer lugar do mundo. Em três ondas seguidas, ele ganhou notas 9,00, 9,57 e 9,10 para totalizar 18,67 pontos. A vitória parecia consolidada, no entanto, o português Frederico Morais conseguiu uma recuperação fantástica no final, com seu ataque feroz nos pontos mais críticos das ondas. Ele entrou na briga com uma nota 9,77, depois massacrou outra direita com mais potência ainda para ganhar seu primeiro 10 na World Surf League e vencer de virada, por 19,77 pontos com a nota máxima.

“As ondas estão bombando e tivemos uma pequena aventura lá fora com o tubarão, mas foi tudo bem e ficamos seguros”, disse Frederico Morais, que vai fazer uma semifinal luso-brasileira com Gabriel Medina. “É sempre difícil surfar contra o John John (Florence). Ele me colocou nas cordas até o último minuto, mas eu tinha a prioridade (de escolha da onda) e soube usa-la muito bem. Eu adoro um desafio e essa bateria foi assim. Foi a minha primeira nota 10 no CT e conseguir isso num dia como hoje, contra o John John, é fantástico”.

Os outros dois semifinalistas serão decididos no próximo dia de boas ondas em Supertubes, já que o prazo do Corona Open J-Bay só termina no domingo. A terceira vaga será disputada por dois surfistas que colecionaram mais uma nota máxima na quarta-feira, Filipe Toledo e Jordy Smith. O brasileiro conseguiu o segundo 10 dele no primeiro confronto do dia, com dois aéreos incríveis numa onda que depois foi massacrada por uma série de manobras do seu surfe moderno e progressivo. Ele já tinha recebido uma nota 9,0 na onda anterior para ganhar a terceira vaga direta para as quartas de final por 19,00 pontos, superando os 17,40 do próprio Jordy Smith e os 13,50 do australiano Julian Wilson.

“O vento estava realmente perfeito para os aéreos e eu gosto muito de usar esse tipo de manobra sempre quando as condições permitem”, disse Filipe Toledo. “Fica mais difícil surfar quando o vento aqui é assim, então eu decidi ir para os aéreos e acho que a escolha foi acertada, funcionou muito bem. As ondas estão bombando hoje (quarta-feira) de novo e a bateria foi bem legal, então já estou pronto e preparado para as quartas de final”.

Essa bateria foi cancelada na terça-feira pela ameaça de tubarões na área do campeonato. Jordy Smith estava vencendo aquela, mas ela começou do zero de novo e Filipe foi melhor dessa vez. Mesmo assim, o sul-africano, que fez uma bateria perfeita com duas notas 10 na terça-feira, repetiu a dose no segundo combate com Conner Coffin na repescagem. Isso porque o primeiro foi cancelado porque os juízes não computaram uma onda do americano e ele entrou com um recurso, que foi aceito pela comissão técnica.

Os dois fizeram mais um confronto emocionante, de alto nível, computando notas no critério excelente dos juízes. O sul-africano começou melhor, com nota 9,37 contra 8,67 do californiano. Só que a segunda onda de Jordy Smith foi espetacular e ele arrancou sua terceira nota 10 no Corona Open J-Bay, massacrando uma direita enorme com uma série incrível de nove manobras executadas nos pontos mais críticos com muita pressão e velocidade. Com ela, ganhou a vaga para enfrentar Filipe Toledo nas quartas de final por 19,37 a 17,74 pontos.

Antes de mais uma fantástica apresentação de Jordy Smith em casa, aconteceu um duelo direto entre dois surfistas que estavam na briga fase a fase pela liderança do ranking na África do Sul. O atual campeão mundial John John Florence derrotou o australiano Owen Wright por 16,50 a 14,50 pontos, mas depois foi eliminado pelo português Frederico Morais no último confronto do dia. Com as derrotas dos dois, apenas Jordy Smith pode tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader do australiano Matt Wilkinson e os dois estão na chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista da etapa sul-africana do World Surf League Championship Tour.

QUARTAS DE FINAL DO CORONA OPEN J-BAY:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 17.40 x 11.33 Mick Fanning (AUS)

2.a: Frederico Morais (PRT) 19.77 x 18.67 John John Florence (HAV)

----------ficaram para abrir a quinta-feira:

3.a: Jordy Smith (AFR) x Filipe Toledo (BRA)

4.a: Matt Wilkinson (AUS) x Julian Wilson (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 13.700:

1.a: Mick Fanning (AUS) 16.80 x 15.27 Joan Duru (FRA)

2.a: John John Florence (HAV) 16.50 x 14.50 Owen Wright (AUS)

3.a: Jordy Smith (AFR) 19.37 x 17.74 Conner Coffin (EUA)

4.a: Julian Wilson (AUS) 15.94 x 8.83 Michel Bourez (TAH)

QUARTA FASE CLASSIFICATÓRIA – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

----------últimos resultados da terça-feira:

1.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=18.74, 2-Joan Duru (FRA)=16.07, 3-Owen Wright (AUS)=13.10

2.a: 1-Frederico Morais (PRT)=19.07, 2-John John Florence (HAV)=17.17, 3-Mick Fanning (AUS)=14.90

----------baterias que abriram a quarta-feira:

3.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=19.00, 2-Jordy Smith (AFR)=17.40, 3-Julian Wilson (AUS)=13.50

4.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=17.93, 2-Michel Bourez (TAH)=15.33, 3-Conner Coffin (EUA)=15.20

Gabriel Medina já está nas quartas de final em J-Bay


 O campeão mundial de 2014 ganhou as duas baterias que disputou no mar clássico da terça-feira em Supertubes e ameaça de tubarões paralisou a competição. Crédito:@WSL / Pierre Tostee

 

Em mais um dia de mar clássico em Supertubes, com direitas perfeitas de 6-8 pés, os melhores surfistas do mundo tiraram mais quatro notas 10 no Corona Open J-Bay na África do Sul. A terça-feira começou com derrota de Adriano de Souza, que estava na briga fase a fase pela liderança do ranking em Jeffreys Bay. Mas, Gabriel Medina ganhou a segunda bateria do dia e depois foi o primeiro a conquistar classificação direta para as quartas de final. Além dele, Filipe Toledo é o outro único brasileiro que continua na disputa do título e sua bateria foi suspensa pela presença de tubarões na área do campeonato. O confronto com o sul-africano Jordy Smith, que estava na frente, acabou sendo interrompido e voltará ao mar na quarta-feira, com a primeira chamada as 7h15 na África do Sul, 2h15 da madrugada em Brasília.

O drama dos tubarões voltou a ser vivido pelo australiano Julian Wilson, que estava naquela final de 2015 em Jeffreys Bay com Mick Fanning. E Filipe Toledo também já saiu do mar com a bateria sendo cancelada pelo mesmo motivo esse ano em Margaret River, na Austrália. Como esse confronto dos dois com Jordy Smith não foi encerrado, a última classificação para as quartas de final conquistada na terça-feira foi a do português Frederico Morais.

Em duas ondas excelentes, ele superou até a nota 10 do havaiano John John Florence com os 19,07 pontos que totalizou. Além dele, também derrotou o defensor do título da etapa sul-africana, Mick Fanning, recordista de títulos em Jeffreys Bay. O português ultrapassou até os 18,74 pontos de Gabriel Medina na abertura da quarta fase.

O campeão mundial de 2014 respondeu à altura a investida de Joan Duru no final da bateria. A onda do francês valeu 8,57, mas o brasileiro recebeu 9,67 para somar com o 9,07 que já havia conseguido nas direitas perfeitas de Supertubes. Duru ficou em segundo com 16,07 pontos e o australiano Owen Wright em terceiro com 13,10. Os dois terão uma segunda chance de classificação nos duelos eliminatórios da quinta fase.

“Eu sabia que a bateria contra o Owen (Wright) e o Joan (Duru) ia ser bem difícil, então estou muito feliz por ter conseguido vencer”, disse Medina. “Eu tentei me manter calmo para escolher bem as ondas, o que é bem difícil aqui, porque quase todas as ondas são boas (risos). É um sentimento muito bom quando você termina uma bateria assim com uma boa onda. E ela veio na hora certa, porque o Joan (Duru) já tinha surfado uma boa e poderia me ganhar, mas deu tudo certo e agora é se concentrar para a próxima”.

Com a surpreendente derrota de Adriano de Souza, por 15,50 a 14,40 para Joan Duru na primeira bateria do dia, restaram quatro surfistas na briga fase a fase pela liderança do ranking na etapa sul-africana do World Surf League Championship Tour. Dois deles irão se enfrentar na disputa por uma vaga nas quartas de final na quinta fase, John John Florence e Owen Wright. Outro que pode tirar de Matt Wilkinson a lycra amarela do Jeep WSL Leader nesta etapa é Jordy Smith. O sul-africano fez uma bateria perfeita pela manhã, computando duas notas 10 nos tubos de Jeffreys Bay, antes da que foi cancelada pela ameaça de tubarões no fim do dia.

“Eu tive a sorte de pegar as bombas e nem posso acreditar que consegui isso”, disse Jordy Smith. “Eu nunca, nem nos meus sonhos mais loucos, achava que conseguiria fazer uma bateria perfeita de 20 pontos e isso acontecer aqui em J-Bay é muito mais especial, absolutamente fenomenal. As ondas estão incríveis e espero pegar outras assim nesse campeonato ainda”.

O líder, Matt Wilkinson, já estava na praia caminhando para a sua bateria contra o taitiano Michel Bourez e o norte-americano Conner Coffin, que seria a última da terça-feira. Com o cancelamento da continuação do evento, esse confronto será o segundo a entrar no mar na quarta-feira. Wilko ganhou o duelo australiano com Jack Freestone que fechou a terceira fase e segue defendendo a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Corona Open J-Bay. No ano passado, ele foi finalista desta etapa, perdendo a decisão do título para Mick Fanning.

DERROTAS BRASILEIRAS – Adriano de Souza também estava nessa batalha pela ponta do ranking, mas já caiu do terceiro para o quinto lugar no ranking com a eliminação em 13.o lugar. Ele não perde essa posição no seleto grupo dos top-5 na África do Sul, mas vê seus concorrentes ganharem distância na disputa pelo título mundial da temporada. Outros três brasileiros ficaram na terceira fase na terça-feira. Caio Ibelli perdeu por 14,24 a 12,67 pontos para o australiano Mick Fanning e Jadson André não teve qualquer chance contra John John Florence, que venceu por 18,27 a 9,94.

Filipe Toledo seria o próximo a competir, porém nem entrou no mar porque seu adversário, Kelly Slater, fraturou o pé treinando em Supertubes na segunda-feira e abandonou o evento. Já o potiguar Italo Ferreira fez uma grande bateria contra o taitiano Michel Bourez. Ambos surfaram tubos no critério excelente dos juízes e o brasileiro ainda fez três ondas na casa dos 7 pontos, no entanto acabou perdendo na soma das duas notas computadas. O taitiano somou 8,50 com 8,23 para superar a 8,07 e 8,00 do potiguar no placar encerrado em 16,73 a 16,07. Os derrotados na terceira fase ficaram em 13.o lugar e marcaram 1.750 pontos no ranking.

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