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Brasil conquista melhor resultado da história no Mundial de Duplas Mistas

Pedra a pedra, o Brasil comprovou esta semana a sua evolução no curling, na disputa do Mundial de Duplas Mistas, em Östersund, na Suécia. Com três vitórias em sete partidas, Aline Gonçalves e Marcio Cerquinho terminaram sua participação nesta quinta-feira, dia 26, em 17º lugar, melhor colocação do país na história. A parceria brasileira ficou bem perto de conseguir uma vaga entre os 16 melhores times e avançar para o mata-mata. A vaga escapou no critério de desempate do Draw Shot Challenge (também conhecido como Last Stone Draw), que é a média das distâncias dos lançamentos de cada país antes das partidas.

“Ficamos muito perto da classificação, em 17º lugar, e conseguimos pontos importantes para o Brasil no ranking de duplas mistas da WCF (World Curling Federation). Tínhamos chances de passar à próxima fase dependendo de uma combinação de resultados, e isso quase aconteceu. No geral, foi uma boa campanha”, disse Aline Gonçalves.

O Brasil ficou numa chave difícil na competição, enfrentando adversários da Alemanha, Áustria, Canadá, Coreia do Sul, Guiana, Irlanda do Norte e República Tcheca. Isso não impediu que Aline e Márcio derrotassem países com tradição nos esportes de inverno, com vitórias sobre os alemães (8 a 4), austríacos (8 a 5) e irlandeses (7 a 6).

O resultado mais emblemático, porém, foi contra o Canadá, país que lidera o ranking mundial de duplas mistas. O placar final foi de derrota por 7 a 5, mas os brasileiros chegaram ao último end à frente no marcador, num duelo muito equilibrado contra Laura Crocker e Kirk Muyres.

“Nós levamos muitas lições desse campeonato. Não há mais grupos fáceis. Tivemos momentos frustrantes, mas também mostramos que podemos jogar de igual para igual com as potências do esporte. Foi nosso primeiro ano juntos e, com mais experiência e mais jogos em condições similares, podemos achar nosso ritmo e desenvolver um sistema para progredir como dupla”, afirmou Aline.

O Campeonato Mundial de Duplas Mistas de Curling vai até o fim de semana em Östersund. É a 11ª edição do evento. O Brasil estreou em 2014 e, desde então, mostra evolução. Em 2014 e 2015, conquistou apenas uma vitória em cada edição do Mundial. Em 2016, venceu dois jogos. Em 2017, foram três triunfos e a 28ª colocação. Este ano, o país entra pela primeira vez no top 20 e mostra que está perto de mudar de patamar na modalidade.

O curling é um dos esportes de inverno mais populares do mundo. A disputa consiste no lançamento de pedras até o alvo do outro lado da pista. A fim de alterar a velocidade e a trajetória da pedra, os atletas usam vassouras para abrir caminho no gelo. As partidas de duplas são disputadas em oito ends (períodos) e cada time lança seis pedras. A cada end, as pedras mais próximas do centro do alvo valem pontos. No fim, vence quem tiver somado mais pontos no jogo.

Confira os resultados do Brasil no Mundial 2018:
21/4 (sábado): Brasil 1 x 6 República Tcheca
22/4 (domingo): Brasil 8 x 4 Alemanha
22/4 (domingo): Brasil 5 x 7 Canadá
23/4 (segunda-feira): Brasil 8 x 5 Áustría
24/4 (terça-feira): Brasil 2 x 10 Coreia do Sul
25/4 (quarta-feira): Brasil 3 x 6 Guiana
26/4 (quinta-feira): Brasil 7 x 6 Irlanda

Brasil estreia neste sábado no Mundial de Duplas Mistas, na Suécia

O Brasil faz sua estreia neste sábado, dia 21, no Campeonato Mundial de Duplas Mistas de Curling, em Östersund, na Suécia. O país será representado na competição pela parceria formada por Aline Gonçalves e Marcio Cerquinho. O primeiro confronto está marcado para 15h de Brasília contra Zuzana Hajkova e Tomas Pau, da República Tcheca. O evento terá cobertura ao vivo no seguinte link:

www.youtube.com/worldcurlingtv

A dupla brasileira está no Grupo E do Mundial. Terá pela frente adversários da Alemanha, Áustria, Canadá, Coreia do Sul, Guiana, Irlanda do Norte e República Tcheca. As 16 melhores parcerias da fase de grupos avançam às oitavas de final. A partir daí, a disputa passa a ser em sistema de mata-mata. A competição vai até o próximo dia 28.

Essa é a 11ª edição do Campeonato Mundial. O Brasil estreou em 2014 e, desde então, jamais esteve ausente.

“Para o Brasil, este Mundial tem o potencial de representar uma consolidação do curling de duplas. É a quinta participação seguida. E houve uma evolução significativa entre a primeira, em 2014, e agora, 2018. Esperamos contribuir ainda mais para essa melhoria e levar o país mais longe na competição”, diz Aline Gonçalves.

Em 2014 e 2015, o Brasil conquistou uma vitória em cada edição do Mundial. Em 2016, venceu dois jogos e fez partidas equilibradas em seu grupo. Em 2017, foram três triunfos e por pouco não veio a classificação para as oitavas de final.

Os dois jogadores brasileiros já têm experiência prévia na competição. Aline vai jogar pela quarta vez (2014, 2015 e 2016). Marcio Cerquinho já esteve na disputa em 2017.

“Nossa expectativa é melhorar a campanha do ano passado, que é a melhor do Brasil até hoje em duplas mistas. Esperamos obter a quarta vitória, o que nos colocaria em boa posição para avançar aos playoffs. Faremos nosso melhor para que isso aconteça”, acrescenta Aline, que ao lado de Cerquinho conquistou no ano passado o título brasileiro de duplas mistas em Toronto, no Canadá.

A Suíça é a atual detentora do título mundial de duplas mistas de curling, com a parceria formada por Jenny Perret e Martin Rios. Nos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018, a medalha de ouro foi para os canadenses Kaitlyn Lawes e John Morris.

O curling é um dos esportes mais populares entre as modalidades de inverno. A disputa consiste no lançamento de pedras até o alvo do outro lado da pista. Para alterar a velocidade de deslocamento da pedra, os atletas usam vassouras a fim de diminuir o atrito com o gelo. As partidas de duplas são disputadas em oito ends (períodos) e cada time lança seis pedras. A cada end, as pedras mais próximas do centro do alvo valem pontos. No fim, vence quem tiver somado mais pontos no jogo.

Confira a tabela completa do Brasil na primeira fase do Mundial:

21/4 (sábado): Brasil x República Tcheca, 15h
22/4 (domingo): Brasil x Alemanha, 9h30
22/4 (domingo): Brasil x Canadá, 16h
23/4 (segunda-feira): Brasil x Áustría, 6h15
24/4 (terça-feira): Brasil x Coreia do Sul, 3h
25/4 (quarta-feira): Brasil x Guiana, 12h45
26/4 (quinta-feira): Brasil x Irlanda, 4h
Obs.: horários de Brasília

Rondoniense de 15 anos conquista resultado histórico para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang

O rondoniense Cristian Ribera alcançou um resultado histórico para o Brasil na noite deste sábado, 10 (manhã de domingo, 11, na Coreia), nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang. Em sua estreia, na disputa da prova de 15km do esqui cross-country sitting, o atleta terminou o percurso na 6ª colocação, com 46min35s02, deixando para trás atletas de países tradicionais em esportes de neve. O resultado é o melhor já conquistado por um brasileiro em Jogos de Inverno Olímpicose Paralímpicos e, ainda, o melhor entre sul-americanos na história da competição paralímpica. A paranaense Aline Rocha também competiu e terminou em 15º na disputa dos 12km entre as mulheres na mesma modalidade. Próximo brasileiro a entrar em ação na Coreia será André Cintra, do snowboard, na noite deste domingo, 11, a partir das 22h30 (horário de Brasília).  
 
O ouro nos 15km masculino do cross-country ficou com o ucraniano Maksym Yarovyi, com 41min37s0. Completaram o pódio o norte-americano Daniel Cnossen (42min20s7) e o sul-coreano Eui Hyun Sin (42min28s9). No total, 29 atletas participaram da disputa, que reuniu competidores com deficiência nos membros inferiores e que usam o sit-ski. 
 
“É inexplicável a sensação. A prova foi muito boa, me senti bem, escolhemos a estratégia certa, mantendo o ritmo constante e atacando nos momentos corretos. Apesar de não ter sido top 5, fiquei entre os 10 primeiros, que era a minha meta principal. Agora vou ligar para minha mãe e agradecer cada centavo que ela gastou comigo”, disse um sorridente Cristian após a prova. 
 
O brasileiro foi o 16º atleta a largar - na disputa de longa distância, as largadas ocorrem a cada 30s. Durante todas as cinco voltas de 3km que teve que percorrer, Cristian conseguiu manter um ritmo constante, figurando sempre entre os primeiros cinco colocados. Após os 10km, no entanto, acabou sofrendo uma queda em umas das curvas na descida que o fez perder duas posições. 
 
“Estava muito rápido e não consegui cravar o bastão. Acabei escorregando e ficando de lado, meio deitado. Mas me levantei rápido e recuperei para chegar em 6º”, contou o atleta de apenas 15 anos, o mais jovem dos Jogos da Coreia. A performance de Cristian, esquiador de um país tropical e sem tradição na neve, até fez o locutor do Alpensia Biathlon Centre chamá-lo de “a sensação brasileira.” O melhor resultado até agora entre atletas do país em Jogos Olímpicos e Paralímpicos havia sido em 2006, com Isabel Clark, do snowboard, nos Jogos de Turim, na Itália. 
 
O rondoniense de Cerejeiras, que ainda disputa outras três provas na Coreia, é fruto de uma parceira da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) com a Fundação Agitos, braço educacional do Comitê Paralímpico Internacional, com o objetivo de difundir e fomentar a prática do esporte no país. Há três anos, em 2015, em uma das etapas do projeto, o atleta, na época com apenas 12, testou o sit ski. Em dezembro do ano passado, competiu oficialmente pela primeira vez e, em fevereiro, na etapa da Copa do Mundo de Vuokatti, na Finlândia, garantiu a vaga masculina que pertencia ao Brasil nos Jogos. Cristian nasceu com artrogripose – doença congênita das articulações das extremidades. 
 
O próximo brasileiro a entrar em ação na Coreia do Sul será o snowboarder Andre Cintra, na noite deste domingo, 11, a partir das 22h30 (horário de Brasília). O atleta, que também esteve nos Jogos de Sochi, na Rússia, há quatro anos, disputará a prova de snowboard cross. Na fase classificatória da competição, os atletas descem a montanha sozinhos e os 16 mais rápidos avançam às oitavas. Nesta segunda etapa até a final, a disputa é head-head, ou seja, descem dois snowboarders ao mesmo tempo. Quem vence a “corrida”, segue na disputa. A modalidade é exclusiva para deficientes físicos e divide os competidores em três classes: duas para deficiências em membros inferiores (LL1 - do André – e LL2) e uma para membros superiores (UL). 
 
“A diferença do André de 2014 para o André de agora é a experiência com a prótese, com a neve e com o esporte em si. Minha expectativa é superar meus resultados anteriores. Acredito que tenho toda as condições por causa dos treinamentos que tenho feito”, afirma. Em Sochi, André terminou em 28º na disputa do cross. 
 
Os Jogos da Coreia são o maior da história e reúnem 567 atletas de 48 países, mais os neutros. Além do esqui cross-country e do snowboard, estão no programa nesta edição o biatlo, o esqui alpino, o curling em cadeira de rodas e o hóquei. No total, serão disputadas medalhas em 80 eventos até o dia 18. Todas as competições têm transmissão ao vivo no site (paralympic.org) e no YouTube (ParalympicSportTV) do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). 

Quarteto brasileiro compete neste fim de semana

Após estrear no 2-man com a 27ª colocação, a equipe brasileira de bobsled está pronta para mais um desafio nos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018. Na noite desta sexta-feira, dia 23, a partir de 21h30 de Brasília, o Brasil estreia na disputa da categoria 4-man, com as duas primeiras descidas no Olympic Sliding Centre. O conjunto nacional é formado pelo piloto Edson Bindilatti, os pushers Odirlei Pessoni e Edson Martins e o breakman Rafael Souza – Erick Vianna é o atleta reserva. 

Trinta trenós estarão na disputa. Depois de três descidas para cada conjunto, apenas os 20 melhores na somatória dos tempos avançam para a prova que definirá os medalhistas, neste sábado, dia 24, também a partir de 21h30 de Brasília.  Durante os treinos oficiais do 4-man em PyeongChang, a equipe brasileira conseguiu sempre figurar entre os 20 melhores trenós. 

“Conseguimos realizar quatro boas descidas nos treinos oficiais. Nós estamos bem preparados e agora é trabalhar no trenó e nas lâminas para fazer os últimos ajustes antes da competição olímpica”, afirmou o piloto Edson Bindilatti.  

A equipe brasileira chega embalada após realizar o melhor ciclo olímpico de sua história. Em quatro anos, o país pulou da 36ª para a 21ª colocação no ranking internacional do 4-man e chegou a ficar em 17º lugar ao longo da última temporada. O conjunto ainda sagrou-se campeão da Copa América em 2015 e 2018 e conquistou um bronze no Mundial de Push (Arrancada) em 2016, na Romênia.

Esta é a quarta vez que o Brasil participa com o quarteto de bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno. Antes, o país competiu nas edições de Salt Lake City (2002), Turim (2006) e Sochi (2014). A melhor posição já conquistada pelo Brasil foi a 25ª colocação, em Turim.

Victor Santos sobre PyeongChang: “sou um atleta olímpico, não tenho palavras”

Da São Remo, comunidade paulistana, para a neve de PyeongChang, Victor Santos escreveu na madrugada desta sexta (16) seu nome na história do Ski Cross Country brasileiro. Representante masculino na modalidade, ele disputou prova de 15km estilo livre e fez sua esteia olímpica.

“Estou muito feliz com a minha participação por aqui. Foi uma prova difícil, uma pista dura, mas aproveitei enquanto estive lá. Fiquei cansado em alguns momentos, sentindo a perna, mas valeu a experiência de estar aqui nos meus primeiros Jogos”, pontuou Victor Santos.

Em sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno, Santos largou na 105º posição. Fechando a prova em 47:09.9, o brasileiro revelou certo nervosismo no começo, mas logo a adaptação ao clima da competição. “Estava um pouco nervoso, mas é normal. Há dois anos só pensava nisso, nos Jogos. É uma competição diferente, o ambiente é ótimo, clima muito legal com os melhores atletas do mundo. Agora sou um atleta olímpico, não tenho palavras. Significa dedicação, esforço, incorporar os valores do olimpismo”, comentou.

Com o 110º lugar ao final da prova, Santos expôs planos futuros para a carreira: “Eu venho treinando há quatro anos e de forma mais intensa há dois, mas ainda tenho muitos objetivos no esporte. Quero me dedicar mais e sentir sempre essa sensação de estar em grandes eventos. Pretendo melhorar cada vez mais meus resultados na próxima temporada”.

No pódio, o suíço Dario Cologna levou o ouro, seguido pelo norueguês Simen Krueger e Denis Spitsov, que integra os Atletas Olímpicos da Rússia. Já o brasileiro Victor agora entrou no seleto grupo de atletas que representaram o país no Cross Country em Jogos Olímpicos, ao lado de Alexander Penna, Franziska Becskehazy, Helio Freitas, Jaqueline Mourão e Leandro Ribela.

Michel Macedo poupado do Super G para provas técnicas

Com um desconforto no joelho esquerdo – o mesmo que vem sendo tratado desde queda em treino na semana passada – durante a inspeção técnica da pista de realização do Super G, que aconteceu nesta madrugada, Michel Macedo e comissão técnica optaram pela não largada na prova de velocidade. O foco: a recuperação plena para as provas técnicas de Slalom Gigante e Slalom.

“Michel pediu uma avaliação na base da montanha, pois ainda está em recuperação da inflamação causada pela queda. Na avaliação, ele alegou que estava com dor. Como essa prova demanda muita velocidade e força, decidimos por poupá-lo para que ele não corresse o risco de perder o restante dos Jogos”, comentou Dr. Roberto Nahon, médico da delegação brasileira.

Michel Macedo também falou sobre a decisão: “Senti dor durante a inspeção do traçado hoje de manhã. A pista está bem dura e eu não estou me sentindo cem por cento para uma prova rápida como é o Super G. Essa prova exige muito da perna e do joelho”, disse Michel. “Para não arriscar uma lesão que me tire das outras provas, preferi deixar essa passar e competir nas duas próximas. Fico muito mais confortável fazendo as provas técnicas. Vou seguir no tratamento e me preparar para disputar as provas que faltam”, completou Michel, de 19 anos.

Isabel Clark sobre perda dos Jogos: “Estou tranquila, porque lutei muito pra estar aqui, foi tudo muito gratificante”

Maior atleta de Snowboard da América Latina, Isabel Clark passou por reavaliação médica nesta quinta (15) e, devido ao forte impacto de uma queda durante treino oficial realizado na quarta (14), não terá condições de disputar a prova de Snowboard Cross. Com dores no joelho e calcanhar direitos, a rider que faria sua quarta participação olímpica, comentou sobre o episódio.

“Estou tranquila porque lutei muito para estar aqui, durante todos esses quatro anos. Foi uma verdadeira batalha para treinar e conseguir evoluir. Foi muito interessante tudo o que passei e aprendi, graças a todos que me ajudaram e me apoiaram: CBDN, Núcleo de Alto Rendimento (NAR-SP), Ministério do Esporte e outros apoiadores. Foi tudo muito gratificante. O snowboard é um esporte competitivo, tem crescido muito, a classificação olímpica é muito difícil. Você vê somente nesta edição outros atletas sul-americanos se classificando, além de mim. É muito importante ter chegado até aqui. Não me arrependo de nada desse processo, foi tudo muito gratificante. A competição tem muitas quedas, risco. Estou triste, mas estou tranquila que dei meu máximo”, ponderou Clark.

Após repouso e tratamento, o médico da delegação brasileira em PyeongChang, Dr. Roberto Nahon, reavaliou a situação de Isabel Clark na manhã desta quinta. Pela impossibilidade de realizar os testes técnicos que simulam os saltos da competição devido às dores, e com a compreensão de Isabel, a atleta brasileira não poderá participar das qualificatórias do Snowboard Cross, que acontecem ainda hoje.

“No primeiro dia, as mulheres treinaram separadamente aos homens. Pudemos observar como eles passavam para calcular qual velocidade teríamos de aplicar. À tarde, percebemos que a adaptação deles foi mais rápida, a pista é bem grande e impressionante. Nós não realizamos a pista toda nesse mesmo dia, devido ao vento, mas me senti bem na pista, com mais confiança”, pontuou Isabel.

No segundo dia de treinos oficiais a pista se apresentou um pouco mais lenta e as mulheres treinaram junto aos homens. “Consegui fazer um obstáculo que não estava conseguindo após a primeira curva na parte final do treino. Peguei confiança e, no setor que tinha o maior salto da pista, na primeira tentativa, freei, porque senti um pouco de vento. Na segunda descida, era minha única oportunidade de fazer e testar. Achei que estava bem melhor e equilibrada. Quando arrisquei, o vento me freou no ar e eu caí na porção mais plana do salto, o que gerou um forte impacto na neve. Fiquei bem chateada porque senti bastante dor no calcanhar e joelho, desci de maca com a patrulha. Não conseguia caminhar e fui para a clínica passar por exames. Sentia dores, mas tinha esperança de melhorar”, contou.

Preocupada com o calcanhar, inicialmente, Clark relembrou outros dois incidentes que resultaram em lesões parecidas. Uma em Sochi 2014, em grau mais leve, e outra em Arosa (Suíça), durante o Campeonato Mundial de Snowboard de 2007. No entanto, ao acordar nesta quinta, a rider brasileira sentiu melhora na região e o que se mostrou mais agravante foram as fortes dores no joelho. “Não estou conseguindo esticá-lo direito, sinto dor ao dobrar, na mecânica do joelho”, comentou.

Sem condições de apoiar o calcanhar no chão devido ao edema, os impactos já conhecidos e típicos da disciplina na pista impossibilitam a rider de largar nas qualificatórias: “Com os impactos na pista seria complicado. Realmente, são limitações importantes que me impedem até de caminhar, estou utilizando muletas. Infelizmente, não tenho condições de tentar fazer a pista”.

Dona do melhor resultado da história do país em uma edição dos Jogos, o 9º lugar em Turim 2006, Isabel Clark acumulou ao longo de sua caminhada para classificação a PyeongChang 2018 inúmeros feitos como estar presente durante a maioria do período de classificação olímpica entre as 15 melhores do mundo, as mais de 100 largadas no Circuito da Copa do Mundo, o 13º título overall da Copa Sul-Americana de Snowboard e o 21º título brasileiro.

Apesar da aposentadoria olímpica, após o período de recuperação, Isabel Clark deve continuar a competir em etapas da Copa do Mundo e outros torneios. “Não quero ser radical e parar completamente. A partir de agora, vou ver minhas condições dia a dia, mês a mês”, explicou.

Equipe brasileira estreia domingo nos Jogos Olímpicos de PyeongChang 2018

Após realizar o melhor ciclo olímpico de sua história, a equipe de bobsled do Brasil inicia a caminhada nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang disposta a ratificar sua evolução no cenário internacional. Neste domingo, dia 18, o país estreia com a disputa do 2-man. A prova está marcada para as 8h05 no horário de Brasília (20h05 no horário local).

O piloto Edson Bindilatti e o breakman Edson Martins formam a dupla do Brasil em PyeongChang. Esta é a primeira vez que o país conquista a vaga olímpica no 2-man. Atualmente, os brasileiros ocupam a 35ª posição no ranking internacional da IBSF (Federação Internacional de Bobsled e Skeleton) na categoria dupla masculina..

Para facilitar a adaptação à pista de PyeongChang, inaugurada em 2017, a equipe brasileira de bobsled foi uma das primeiras a chegar à Vila Olímpica e aproveitou os períodos de treinamentos para realizar os últimos ajustes no trenó.

“Já conseguimos matar a vontade de descer pilotando nessa pista, mas a gente sabe que agora é para valer. Eu quero logo começar, até para saber como o nosso trenó vai responder na competição”, afirmou Edson Bindilatti.

 

Neste primeiro dia de disputa, cada equipe faz duas descidas na pista do Olympic Sliding Centre, em PyeongChang. Na segunda-feira, dia 19, as duplas participam da terceira corrida. Apenas os 20 melhores na somatória dos tempos participam da quarta e última descida, que definirá o pódio.


A equipe brasileira de bobsled também participará do 4-man, com o time formado por Odirlei Pessoni e Rafael Souza ao lado de Edson Bindilatti e Edson Martins. As provas do quarteto acontecem nos dois últimos dias dos Jogos Olímpicos de PyeongChang.

Jaqueline Mourão se torna a atleta mais olímpica do Brasil em PyeongChang

Jaqueline Mourão entrou para a história do esporte nacional como a atleta mais olímpica do Brasil nesta quinta (15), após abrir a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de PyeongChang 2018. Largando às 05h06 (horário de Brasília) na prova de 10km estilo livre do Ski Cross Country, a esquiadora brasileira atingiu a histórica marca de participação em seis edições de Jogos Olímpicos ao fechar a prova, contabilizando quatro de inverno e duas de verão, em três modalidades distintas.

“Foi muito dura a prova. Tive problemas de estômago ontem, então vim na raça para fazer a prova, dei meu máximo. Estou muito feliz de estar aqui, representar meu país e conseguir minha sexta participação. A largada foi dura, pista dura, mas estou feliz de completar a prova sem nenhum incidente”, comemorou Mourão.

Foram duas voltas de 5km de muita intensidade, completadas em 30:50.3, que rendeu à brasileira a 74ª posição dentre 90 atletas. Com isso, Jaqueline Mourão, aos 42 anos, entrou para o hall dos recordistas brasileiros em número de Jogos Olímpicos. Junto a Formiga, se tornou a segunda mulher com seis participações, além de Torben Grael, Robert Scheidt (vela), Rodrigo Pessoa (hipismo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa) no masculino.

Além do recorde de participações olímpicas, Mourão alcançou a inédita marca de ser a única entre homens e mulheres a competir tanto em Jogos de Verão quanto Inverno, sendo Turim 06, Vancouver 10, Sochi 14 e PyeongChang 18 no Ski Cross Country, Sochi 14 no Biathlon de Inverno e Atenas 04 e Pequim 08 no Mountain Bike.

“Feliz com a minha prova, fui de longe a melhor sul-americana da prova. Bati diversos países, não estivemos aqui para brincadeira, são as melhores do mundo por aqui. Nunca imaginei que iria chegar tão longe, só tenho a agradecer a minha família, meu marido que está comigo nesses anos todos. Saudades dos meus filhos. Sou muito abençoada”, pontuou Mourão.

Durante a prova, Jaqueline Mourão superou atletas de 15 países. Melhor atleta sul-americana da prova, com 186.5 pontos FIS, a brasileira também ficou à frente de representantes da Grã-Bretanha, Islândia, Coréia do Sul e Austrália, por exemplo.

Ao final da prova, questionada se ainda tem forças para ultrapassar Formiga e seus compatriotas de recorde em participações olímpicas, Mourão brincou: “Se o pessoal me der força eu vou, se os brasileiros me ajudarem eu vou. Esse tabu de idade quando superado, uma vez que não tem mais isso na cabeça, o mais legal se torna lidar e encarar. Temos muito a melhorar na parte técnica, mas tenho de agradecer muito a minha equipe técnica, conseguimos um trabalho muito sólido”.

Após largadas intervaladas de 30 segundos entre cada atleta, ao final o pódio foi formado, curiosamente, por quatro atletas. E o domínio nórdico se fez presente, mais uma vez. A norueguesa Ragnhild Haga conquistou o ouro com o tempo de 25:00.5, seguida pela sueca Charlotte Kalla, a finlandesa Krista Parmakoski e a norueguesa Marit Bjoergen, sendo estas duas últimas coroadas com o bronze pelo tempo exatamente igual, de 25:32.4.

Jaqueline Mourão abre participação brasileira em PyeongChang

Chegou a hora da atleta brasileira com mais edições de Jogos Olímpicos abrir a participação do Time Brasil em PyeongChang 2018. Nessa quinta-feira, dia 15, às 4h30 (no horário de Brasília), 15h30 horário local, Jaqueline Mourão disputa a prova de 10km estilo livre de esqui cross country. Ela chega a sua sexta edição de Jogos Olímpicos em três modalidades diferentes, um marco entre os atletas brasileiros.

“Estou muito feliz de ter conquistado à sexta participação. Foi um trabalho bastante longo, de quatro anos buscando realizar esse sonho de me igualar em número de participações à Formiga, que é uma atleta, para mim, muito especial”, comentou a mineira.

Jaqueline e Formiga são as únicas mulheres brasileiras com seis participações, bem como Torben Grael, Robert Scheidt (vela), Rodrigo Pessoa (hipismo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), no masculino.

Essa é a quarta participação da atleta no ski cross country que se mostrou adaptada ao país e a pista. “Estou me sentindo muito bem e feliz em estar aqui mais uma vez e de fazer história para o meu país. Todos podem ter certeza que eu vou dar tudo o que tenho para representar o Brasil da melhor maneira possível”, disse Jaqueline. “Cheguei a Coreia há mais de dez dias e estou bem aclimatada. Gostei muito da pista onde será disputada a competição. É uma pista desafiadora, mas não tão técnica quanto a de Sochi”, afirmou.

Com a disputa desta quinta, Jaqueline será a única – entre homens e mulheres – a competir em duas de Olimpíadas de Verão e quatro de Inverno, em três esportes diferentes. Nos Jogos de PyeongChang 2018 a atleta chega a sua quarta Olimpíada no esqui cross country, modalidade em que também participou de Turim 06, Vancouver 10 e Sochi 14, além de disputar Biathlon de inverno, em Sochi 14, e mountain bike, em Atenas 04 e Pequim 08.

“Quando comecei, ainda no mountain bike, nunca poderia imaginar chegar a esses números. Estou muito feliz por tudo o que o esporte me deu e agradecida a Deus por ter chegado até aqui. Estou supermotivada ainda, batendo meus recordes, conquistando bons resultados. Espero largar com toda a coragem e vontade para dar o meu máximo e representar muito bem o Brasil”, disse a atleta.

Aos 42 anos, Jaqueline realizou uma preparação focando alcançar o auge de sua performance física e técnica na Coreia. Ao longo do ciclo, Jaque colecionou quatro medalhas internacionais, sendo duas em etapas da Copa Norte Americana, uma das mais disputadas do Ski Cross Country. A última delas conquistada em janeiro, nos Estados Unidos, em sua última prova preparatória para os Jogos.

“Esse ciclo Olímpico foi especial. Tive uma preparação excelente, com foco no cross country. Logo no primeiro ano consegui um pódio internacional, o que me deu muita confiança”, afirmou a atleta.

Jaque chega a Coreia com a melhor forma física e técnica da sua carreira. A atleta bateu os todos os recordes brasileiros da modalidade, tanto em pontos quanto na Lista de Pontos FIS, o ranking mundial da modalidade.

“Fizemos uma periodização focada em alcançar o auge da performance na Coreia. Criamos um programa com foco em algumas competições preparatórias e no aumento de desempenho físico e técnico”, comentou Guido Visser, treinador da atleta.

Com os resultados alcançados, Jaqueline confirmou em janeiro a vaga para PyeongChang, por ser a líder do ranking brasileiro.

“O cross country cresceu bastante no Brasil e eu tive bem mais concorrência pela vaga olímpica. Essa saudável competitividade pela vaga foi muito boa para mim também. Esse foi o primeiro ano em que consegui o índice A olímpico”, completou a mineira.

Jaqueline começou a praticar o ciclismo em 1991, aos 15 anos, e logo no ano seguinte, passou a competir nas modalidades Cross Country e Downhill. Em 2003, ao finalizar em 9º lugar no Ranking da União Ciclística Internacional, Jaqueline garantiu ao Brasil a vaga inédita nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 no Mountain Bike, modalidade Cross Country. Dois anos depois, se tornou a primeira e única brasileira a participar dos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno, ao se classificar para Torino 2006. Em 2014, Jaqueline se classificou para os Jogos Olímpicos também no biatlo de inverno.

O esqui cross country é a modalidade de resistência dos Jogos Olímpicos de Inverno, onde os atletas esquiam em grandes distâncias.

Na prova de 10km estilo livre, as atletas largarão com intervalos de 30 segundos entre uma e outra. Jaque larga as 16:06:30, horário local (05:06 horário de Brasília). A vencedora será a atleta que fizer o menor tempo de prova. 

Acesse aqui o book completo dos atletas Olímpicos na Coreia.

Brasileiros da neve estão prontos para os Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018

Os atletas brasileiros das modalidades de inverno participam nesta sexta-feira (9), às 9 horas (de Brasília) da abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, na Coréia do Sul. Essa é a oitava vez que nosso País tem representantes na maior festa dos esportes de neve, e a equipe brasileiras mescla experiência e juventude como nunca.

Enquanto Michel Macedo (esqui alpino) e Victor Santos (esqui cross country) participam das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez na história, Jaqueline Mourão e Isabel Clark (snowboard) disputam o torneio pela quarta vez, sendo que Jaque ainda tem no currículo duas edições dos Jogos de Verão, competindo no Mountain Bike.

Além dos atletas da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), participam dos Jogos de PyeongChang 2018 atletas da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG): Isadora Williams (patinação artística), Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins e o reserva Erick Vianna (bobsled).

Bindilatti será o porta-bandeira no Estádio Olímpico liderando o Time Brasil na Cerimônia de Abertura de PyeongChang 2018, representando a delegação formada por nove atletas (mais um reserva), de cinco modalidades. Sem neve ou frio extremo em seu território, o Time Brasil é a terceira maior delegação das Américas, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá.  A cerimônia de abertura está marcada para as 9h (horário de Brasília) desta sexta-feira (9). O Time Brasil será a 33ª delegação a desfilar, seguindo a ordem do alfabeto coreano.

“Nossa delegação combina a experiência de atletas como Jaqueline Mourão, Isabel Clark e Edson Bindilatti; com a juventude de Isadora Williams, Victor Santos e Michel Macedo. Além disso, temos a inédita participação da equipe de 2-man do bobsled. Isso nos coloca em terceiro lugar em tamanho de delegação das Américas, e à frente de 54 delegações nos Jogos. Apenas 36 países classificaram mais atletas do que o Brasil. Essa é a prova de que o trabalho de desenvolvimento dessas modalidades vem crescendo ano a ano e a cada participação olímpica”, disse o chefe da missão brasileira, Stefano Arnhold.

A primeira participação brasileira na Coreia será com Jaqueline Mourão, no dia 15, na prova de 10km estilo livre de cross country. Jaqueline é um símbolo dos atletas brasileiros de esportes de inverno. Em PyeongChang, a atleta mineira se iguala e Formiga (futebol) com o maior número de participações olímpicas entre as atletas brasileiras. Torben Grael, Robert Scheidt (vela), Rodrigo Pessoa (hipismo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa) também têm seis edições de Jogos Olímpicos.

Jaqueline será a única – entre homens e mulheres - a competir em duas de Verão e quatro de Inverno. Em PyeongChang, a atleta disputará o esqui cross country mais uma vez (assim como em Turim 06, Vancouver 10 e Sochi 14). A atleta também disputou os Jogos Olímpicos no biatlo de inverno (Sochi 14) e no Mountain Bike (Atenas 04 e Pequim 08). “É uma honra igualar o número de participações de atletas que eu tanto admiro. Me sinto muito feliz e honrada em estar escrevendo o nome do meu país na história olímpica”, disse a atleta mineira.

Outro destaque da delegação é a experiente snowboarder Isabel Clark, que volta ao palco olímpico pela quarta vez, sempre na prova de Snowboard Cross. Isabel é a responsável pelo melhor resultado do Brasil em Jogos de Inverno, a nona colocação em Turim 2006. Isabel já anunciou se tratar de sua última participação olímpica. “Estou feliz por estar segura de minha decisão. Agora é aproveitar cada minuto”, disse Isabel, a porta-bandeira nas duas últimas edições dos Jogos. “A nossa bandeira está muito bem representada com Edson Bindilatti. Ele vai saber o que fazer com ela. É um ótimo atleta e uma pessoa muito divertida”, disse Isabel.

História – A primeira participação brasileira em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em Albertville, em 1992. Desde então, o Time Brasil esteve presente a todas as edições da competição.

A Confederação Brasileira de Desportos na Neve e a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo são as responsáveis pelo desenvolvimento das respectivas modalidades no Brasil. O Comitê Olímpico do Brasil dá suporte a esse trabalho através de repasse de recursos da Lei Agnelo/Piva e projetos especiais de apoio à classificação e participação em Jogos Olímpicos de Inverno.

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