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Ludmila Villalba

Ludmila Villalba

Começa mais um circuito do Oi STU Open e as apostas dos possíveis vencedores já estão sendo feitas

Nesse final de semana acontece a primeira etapa do Oi STU Open 2019, na SkatePark da Costeira, em Santa Catarina. Quem acompanhou o circuito em 2018 sabe como o nível de skate estava alto e concorrido. Esse ano não será diferente, já que no fim de 2019 será definida a seleção brasileira oficial que irá participar das Olimpíadas em 2020.

Os skatistas chegaram em Florianópolis para treinar há aproximadamente duas semanas, mas a pista da Costeira estava em reforma, então tiveram que se contentar e treinar nas outras diversas skateparks que a cidade oferece.

Se fosse para apostar no pódio masculino, falaria do atual campeão mundial Pedro Barros que, além de ser um fenômeno no esporte, mora em Floripa e tem intimidade com as pistas de lá; o paulista Luiz Francisco que tem se destacado no cenário brasileiro e nas competições lá fora, como o Vans Park Series e, por último, o skatista de 16 anos que foi revelação em 2018, Pedro Quintas, que ganhou a etapa de São Paulo e se manteve bem colocado no Oi STU Open, finalizando o ano em primeiro lugar do ranking. Vale lembrar que os três atletas fazem parte da Seleção Brasileira de 2019 e contam com o suporte do Comitê Olímpico Brasileiro. Além deles, outros atletas podem se destacar, como o Matheus Mello, que esteve em sua melhor forma ano passado e esse ano se tornou atleta profissional e o catarinense Héricles Fagundes, que tem se esforçado bastante e também faz parte da seleção.

Já na categoria feminina, não posso deixar de fora o trio de amigas Yndiara Asp, Dora Varella e Isadora Pacheco. As três são os principais nomes do skate feminino brasileiro da atualidade e têm grande destaque no cenário internacional. Estão sempre entre as primeiras nas etapas do mundial Vans Park Series e no STU não tem sido diferente. Mas também não podemos deixar de fora a paulista de apenas 11 anos, Vitória Bassi. Apesar da pouca idade, a skatista não se intimida com a experiência das mais velhas e a cada competição tem mostrado um alto nível de skate. As quatro meninas também integram a Seleção Brasileira de 2019.

Agora só resta esperar o campeonato e conferir se as minhas apostas estão certas. O Esportes de A à Z não está presente fisicamente nessa etapa, mas estará acompanhando tudo de longe. Boa sorte a todos!

Ivan Monteiro segue com ótima recuperação

Após sofrer um acidente impactante na final do Street League Skateboarding, o skatista de 21 anos, Ivan Monteiro, está tendo ótima recuperação. Apesar do susto e preocupação dos familiares, amigos e do público que estava assistindo o campeonato, Ivan não teve lesões graves. Para chegar ao pódio, o paulista precisava tirar nota 9. Com isso, ele arriscou uma manobra no obstáculo mais alto da competição e infelizmente caiu de cara no chão e sangrou bastante. O resultado foi alguns dentes quebrados, quatro pontos nos lábios e dores pelo corpo. O atleta já encerrou o tratamento dentário totalizando um trabalho de 24 horas, já está de sorriso novo e segue na recuperação. Força, Ivan!

Esse é o vídeo do momento em que ele se machucou.

  • Publicado em Skate

Lucas Rabelo e Ivan Monteiro se destacam e avançam para as semifinais da Street League

A sexta-feira foi marcada por destaques brasileiros na pista da Street League Skateboarding. Direto da Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, o maior campeonato de Street do mundo contou com 30 atletas masculinos disputando as quartas de final. Entre as manobras, três brasileiros marcaram presença e o cearense Lucas Rabelo e o paulista Ivan Monteiro conquistaram duas das 14 vagas disponíveis para a semifinal, que acontece amanhã, dia 12, a partir das 17h. As mulheres também estarão na pista neste sábado, às 13h.
 
Os dois brasileiros disputaram a terceira bateria do dia e optaram por estratégias diferentes para conquistar boas notas e avançar na competição. Enquanto Lucas investiu mais nas linhas, Ivan preferiu arriscar mais nas manobras. 
 
“Consegui andar muito bem, acertei o que tinha planejado e fique bem satisfeito. Fiz as duas linhas bem parecidas e mudei apenas uma manobra, no fim, acho que a segunda passagem foi melhor.”, explica Lucas. O atleta ainda falou sobre estar no Rio e a expectativa para a semifinal de amanhã. “Me sinto em casa aqui, não é aquela pressão de lugares desconhecidos, me lembra Fortaleza e estou acostumado com isso. Sobre a competição, não teve nenhum dia fácil e amanhã não será diferente, mas estou pronto”, afirmou Lucas.
 
O francês Aurélien Giraud foi o melhor do dia. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ
 
Já Ivan brilhou nas manobras e reconheceu que a cada dia a competição fica ainda mais difícil. 
 
“Economizei um pouco na linha e foi nas manobras paradas que decidi fazer as mais difíceis. Escolhi o kickflip noseblunt, que é um 360 noseblunt descendo no corrimão, e foi a manobra com nota mais alta que recebi. Sem dúvidas amanhã será bem mais difícil, mas já estou mais familiarizado com a pista e vamos para cima”, finalizou Ivan.
 
As semifinais masculinas terão 30 atletas em busca de quatro vagas para a próxima fase. Lucas Rabelo e Ivan Monteiro se juntam aos brasileiros Tiago Lemos e Carlos Ribeiro pré-classificados. E, diretamente na final, Kelvin Hoefler e Felipe Gustavo, competirão apenas no domingo. As vagas foram garantidas através do ranking da SLS.
 
Também no sábado, a semifinal feminina irá reunir 24 atletas, sendo cinco brasileiras. Leticia Bufoni, Pamela Rosa, Rayssa Leal, Karen Feitosa e Virginia Fortes entrarão na pista em busca de uma das oito vagas para a final de domingo.
 
Leticia Bufoni entra direto nas semifinais que será disputada logo mais. Crédito: Rodrigo Galvão/NB Photopress
 
Esta é a etapa final do evento que já passou por Tampa, Londres, Los Angeles e Huntington Beach. São esperados 176 atletas, entre homens e mulheres. A etapa carioca será decisiva para a definição do ranking do SLS World Tour de 2019, que contará pontos para a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.  
 
Pâmela Oliveira é outra com grandes chances na competição. Crédito: Rodrigo Galvão/NB Photopress
  • Publicado em Skate

Skatista fala sobre a cena do esporte no Distrito Federal

Em busca de um lugar ao sol e vindo da capital federal, onde as principais decisões do país são tomadas, André Will, de 22 anos, anda de skate desde criança e está em busca do seu lugar. Quem sabe disputar um lugar junto com os melhores do mundo? Durante o Campeonato Brasileiro de Skate Street Amador, que aconteceu em Franco da Rocha, São Paulo, o Esportes de A a Z esteve com o skatista. Ele falou um pouco sobre a sua experiência no mundo skateboard e a cena do esporte onde mora. Confira aqui a entrevista!

 

Como você começou no skate?

Eu comecei no skate quando eu tinha 10 anos. Ganhei um skate dos meus pais de presente de natal. Eu comecei a brincar com os meus amigos da rua. Um dia o meu padrinho me viu andando e falou “acho que esse menino leva jeito! Eu tenho um skate confiscado do meu filho porque ele estava fazendo muita bagunça. Se você quiser eu te dou”. Eu aceitei e ele me mandou um skate que era mais profissional e, com isso, eu comecei a aprender algumas manobras e evoluir.

Antes de ganhar o skate, você já curtia o esporte ou passou a ter interesse depois?

Eu via os meninos andando na rua, achava legal, mas não era algo que antes de ter contato eu já tinha uma apreciação. Depois que eu comecei a brincar, eu percebi que realmente gostava muito. Aí tá naquela fase... você é criança, tem contato com tudo, como futebol, patins, patinete, skate, ou seja, tudo são fases. Mas o skate veio e ficou. O resto veio e passou.

Através do skate, você conheceu vários lugares, inclusive fora do país. Na sua opinião, qual foi o lugar que mais te fez crescer como skatista?

Eu conheci alguns países da Europa, que eu gostei muito, e os Estados Unidos, que foi onde o skate nasceu. Eu tenho várias influências dos Estados Unidos, como skatistas e grifes. Eu vivi bons momentos lá, então foi uma época que marcou muito na minha vida e na minha carreira como skatista.

No setor Bancário Sul é um dos lugares que André treina. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

 

Da época que você começou a andar pra agora, você acha que a cena do skate em Brasília está crescendo ou que ainda falta visibilidade?

Não tinha muita coisa em Brasília quando eu comecei a andar de Skate, mas teve uma determinada época que evoluiu e melhorou muito. Tinha bastante campeonatos de skate na cidade. Hoje em dia já não tem muitos eventos A Federação de Skate de Brasília está trabalhando para melhorar isso, mas sempre dá pra evoluir. Atualmente está melhorando. Algumas empresas estão indo pra Brasília e está tendo construção de novas pistas. Como lá não acontece muita coisa, a gente procura viajar.

Quais são os picos de skate mais famosos em Brasília?

Lá em Brasília tem o Museu da República, que é uma obra do Oscar Niemeyer e ficou bastante famosa no mundo, o Setor Bancário Sul, que é um setor empresarial de bancos e tem uma marquise com grande espaço e chão perfeito, então ficou bastante famoso por isso. Tem a Asa Norte, que a arquitetura parece que é uma descida, então as quadras têm escada e corrimão e a galera adora andar lá.

De todos os picos, qual é o seu preferido?

Atualmente, o que eu mais gosto de andar é o Setor Bancário Sul, que é onde eu vou, encontro os meus amigos, dá aquela treinada. Faça chuva ou faça sol, dá pra andar nesse pico.

Com as olimpíadas, você acha que a galera de Brasília está mais focada? Você acredita que teve alguma mudança?

As olimpíadas está sendo um acontecimento muito positivo no mundo do skate não só em Brasília. Com essa novidade, eu vejo que está dando uma visibilidade que nós não tínhamos antes. Muitas empresas estão investindo mais no esporte, o governo passou a investir mais, estão surgindo novas pistas, crianças estão tendo mais acesso ao skate, então eu acho que só tem a crescer e evoluir!

  • Publicado em Skate
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