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Jaqueline Mourão se torna a atleta mais olímpica do Brasil em PyeongChang

Jaqueline Mourão se torna a atleta mais olímpica do Brasil em PyeongChang Esquiadora brasileira disputou nesta quinta prova de 10km estilo livre. Crédito: Christian Dawes/COB

Jaqueline Mourão entrou para a história do esporte nacional como a atleta mais olímpica do Brasil nesta quinta (15), após abrir a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de PyeongChang 2018. Largando às 05h06 (horário de Brasília) na prova de 10km estilo livre do Ski Cross Country, a esquiadora brasileira atingiu a histórica marca de participação em seis edições de Jogos Olímpicos ao fechar a prova, contabilizando quatro de inverno e duas de verão, em três modalidades distintas.

“Foi muito dura a prova. Tive problemas de estômago ontem, então vim na raça para fazer a prova, dei meu máximo. Estou muito feliz de estar aqui, representar meu país e conseguir minha sexta participação. A largada foi dura, pista dura, mas estou feliz de completar a prova sem nenhum incidente”, comemorou Mourão.

Foram duas voltas de 5km de muita intensidade, completadas em 30:50.3, que rendeu à brasileira a 74ª posição dentre 90 atletas. Com isso, Jaqueline Mourão, aos 42 anos, entrou para o hall dos recordistas brasileiros em número de Jogos Olímpicos. Junto a Formiga, se tornou a segunda mulher com seis participações, além de Torben Grael, Robert Scheidt (vela), Rodrigo Pessoa (hipismo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa) no masculino.

Além do recorde de participações olímpicas, Mourão alcançou a inédita marca de ser a única entre homens e mulheres a competir tanto em Jogos de Verão quanto Inverno, sendo Turim 06, Vancouver 10, Sochi 14 e PyeongChang 18 no Ski Cross Country, Sochi 14 no Biathlon de Inverno e Atenas 04 e Pequim 08 no Mountain Bike.

“Feliz com a minha prova, fui de longe a melhor sul-americana da prova. Bati diversos países, não estivemos aqui para brincadeira, são as melhores do mundo por aqui. Nunca imaginei que iria chegar tão longe, só tenho a agradecer a minha família, meu marido que está comigo nesses anos todos. Saudades dos meus filhos. Sou muito abençoada”, pontuou Mourão.

Durante a prova, Jaqueline Mourão superou atletas de 15 países. Melhor atleta sul-americana da prova, com 186.5 pontos FIS, a brasileira também ficou à frente de representantes da Grã-Bretanha, Islândia, Coréia do Sul e Austrália, por exemplo.

Ao final da prova, questionada se ainda tem forças para ultrapassar Formiga e seus compatriotas de recorde em participações olímpicas, Mourão brincou: “Se o pessoal me der força eu vou, se os brasileiros me ajudarem eu vou. Esse tabu de idade quando superado, uma vez que não tem mais isso na cabeça, o mais legal se torna lidar e encarar. Temos muito a melhorar na parte técnica, mas tenho de agradecer muito a minha equipe técnica, conseguimos um trabalho muito sólido”.

Após largadas intervaladas de 30 segundos entre cada atleta, ao final o pódio foi formado, curiosamente, por quatro atletas. E o domínio nórdico se fez presente, mais uma vez. A norueguesa Ragnhild Haga conquistou o ouro com o tempo de 25:00.5, seguida pela sueca Charlotte Kalla, a finlandesa Krista Parmakoski e a norueguesa Marit Bjoergen, sendo estas duas últimas coroadas com o bronze pelo tempo exatamente igual, de 25:32.4.