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O gari Johnatas Cruz é uma das atrações do Brasil no Mundial de Cross Country de Aarhus

O mineiro Johnatas de Oliveira Cruz (Guarulhos-SP) é uma das atrações da Seleção Brasileira convocada para disputar o Campeonato Mundial de Cross Country, no próximo dia 30 de março, em Aarhus, na Dinamarca. Gari de profissão, em São Paulo, Jonathas descobriu as corridas de rua há três anos.

Em sua primeira temporada no cross country, ganhou a medalha de prata na Copa Brasil Caixa, realizada dia 27 de janeiro, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, e garantiu a mesma posição no Sul-Americano de Guayaquil, no Equador, no dia 23 de fevereiro. “Foi um sonho competir pela primeira vez fora do Brasil e voltar com uma medalha e classificado para um Mundial, ainda mais na Europa”, comentou. “Às vezes, nem eu mesmo acredito”, disse Johnatas, que foi o quarto melhor brasileiro na última São Silvestre, ao terminar na 13ª colocação.

“Estou treinando muito, sei que devo enfrentar frio e a força dos africanos. Este é o meu primeiro ano de cross e lá o objetivo é fazer o melhor possível e ganhar experiência. Ver os melhores em ação”, disse o atleta, de 28 anos.

Nascido em São Pedro dos Ferros (MG), Jonathas trabalha das 18:30 às 00:40 na coleta de lixo, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo. “Tenho tempo de fazer academia, de treinar na rua perto da minha casa em Cidade Tiradentes, de fazer pista duas vezes por semana na Ponte Grande, em Guarulhos.”

Orientado por Lafaiete Luiz, da Secretaria de Esportes de Guarulhos, Johnatas tem 29:30, como melhor resultado nos 10 km, obtido em 2018, na Tribuna FM, em Santos. Este ano, na mesma prova, espera correr abaixo dos 29:00. “Sou novo no atletismo, mas estou treinando muito bem.”

Johnatas mudou-se para São Paulo aos 12 anos. A paixão era o futebol e tentou a sorte em peneiras no São Caetano, Santo André e Corinthians. “Passei em todas, mas não tinha condições financeiras de me manter”, contou.

Então resolveu trabalhar para ajudar a família. Lavou carros, calibrou pneus, foi frentista e caixa em posto de gasolina. Em 2012, conseguiu emprego na EcoUrbis, empresa responsável pela coleta de lixo nas Zonas Sul e Leste de São Paulo. Desde 2005, a empresa promove um programa de incentivo aos funcionários que treinam atletismo. E aí o caminho foi natural. De tanto correr atrás do caminhão, resolveu se arriscar nas corridas de rua.

“Estou feliz e meus sonhos estão apenas começando. Posso pensar mais longe? Acho que posso. Só depende do meu esforço”, disse o corredor, que não esconde o desejo de correr uma maratona e tentar índice olímpico para os Jogos de Tóquio 2020. “Tudo aconteceu tão rápido.”

A Seleção Brasileira de Cross

A delegação brasileira para o Mundial de Aarhus está definida. O chefe será Marcos Paulo Garcia de Andrade (RS), que contará com o apoio da médica Helena Vitória de Oliveira de Camargo (SP), do fisioterapeuta Nelson Guarnier Filho (SP) e dos treinadores Alcides dos Santos Gonçalves Neto (SP) e Alex Sandro de Jesus Lopes (SP).

Gilberto Silvestre Lopes (Pé de Vento-RJ) pediu dispensa.Ele está em Paipa, na Colômbia, em treinamento de altitude, visando a Maratona de Hamburgo, no dia 28 de abril. Para o seu lugar foi chamado Glenison Gilbert de Carvalho (UFJF-MG).

Os atletas convocados são: 

Adulto – masculino – 10 km

Johnatas de Oliveira Cruz (Guarulhos-SP)                       

André Ramos de Souza (Barra do Garças-MT)

Nicolas Antonio Gonçalves (Orcampi Unimed-SP)

Glenison Gilbert de Carvalho (UFJF-MG)

Sub-20 – feminino – 6 km

Jeovana Fernanda dos Santos (ABDA-SP)

Leticia Almeida Belo (Orcampi Unimed-SP)

Bianca Vitória dos Santos (FAE Osasco-SP)

Maria Lucineida Moreira (Projeto Campeão-PE)

Caio Bonfim conquista o 8º título da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

Caio Oliveira de Sena Bonfim (CASO-DF) confirmou o seu favoritismo e conquistou na manhã deste domingo (17/3) a oitava vitória seguida na prova dos 20 km da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, disputada num circuito de 1 km na Rua Manoel Rebelo dos Santos, na Praça do Pescador, em frente à Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, no Bairro da Barra, na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Medalha de bronze no Mundial de Londres 2017 e grande atração do evento, Caio completou a distância em 1:23:26, a melhor marca pessoal na competição (a anterior era de 1:25:42, obtida em 2013 em Barueri-SP).

“Estou muito feliz por ter marchado bem, não ter levado nenhuma advertência e conseguido um bom resultado”, comentou o brasiliense que na terça-feira (19/3) comemora 28 anos. “Tudo isso dá mais confiança e mostra que o trabalho está muito bem feito”, disse o atleta, treinado por João Sena e Gianetti Bonfim, seus pais.

Na expectativa de ser pai – a mulher Juliana está grávida de 4 meses - , Caio prepara-se agora para o Grande Prêmio de Rio Maior de Marcha, em Portugal, no dia 6 de abril, quando fará a estreia no IAAF Race Walking Challenge 2019. Caio confirmou também a participação no Pan-Americano de Marcha Atlética do México, também em abril, que também é uma das etapas do Circuito da IAAF.

No feminino, Elianay Santana Barbosa , também do CASO-DF, foi a campeã. A atleta tocantinense completou as 20 voltas no circuito em 1:40:36. “Foi minha primeira vitória na Copa Brasil e estou muito feliz, depois de ter ficado muitas vezes no pódio. Finalmente venci”, comemorou. “Foi minha segunda prova do ano e estou muito otimista. O objetivo é conseguir os índices para o Pan de Lima e para o Mundial de Doha”, concluiu.

A carioca Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) ficou em segundo lugar na prova, com 1:41:48. Ela era a campeã do evento, título conquistado no ano passado, em Sobradinho (DF). Viviane venceu no último dia 17 de fevereiro a prova dos 50 km da Copa Brasil Caixa, realizada em Bragança Paulista, com 4:37.05 – novo recorde brasileiro.

Agora, terá de decidir se disputa os 20 ou os 50 km no Campeonato Pan-Americano, marcado para os dias 20 e 21 de abril, em Lázaro Cárdenas, no México, já que os três primeiros colocados nos 20 km adulto (masculino e feminino) e os três primeiros nos 10 km sub-20 (masculino e feminino) estão qualificados.

Pódios da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

Classificação individual

20 km – adulto – feminino
1-Elianay Santana Barbosa (CASO-DF) – 1:40:36 
2-Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) – 1:41:48
3-Paula Raissa Paz (Sport Club Recife-PE) – 1:47:35

20 km – adulto – masculino
1-Caio Bonfim (CASO-DF) – 1:23:26. 
2-Lucas Gomes Mazzo (Orcampi Unimed-SP) - 1.29.14 
3-José Alessandro Bagio (FME Timbó) – 1:30:07

10 km – sub-20 – feminino
1-Gabriela de Souza Muniz (CASO-DF) – 52:20
2-Tatiana de Morais Pereira (ABDA-SP) - 52.30
3-Laryssa Fernanda Frois (Curitiba SMELJ-PR) - 54.02

10 km – sub-20 - masculino

1-Murilo Coutinho Ribeiro (PM Colombo-PR) – 46:59
2-Kauan da Silva Domingues (MEM-SP) – 47:00 
3-Paulo Henrique Ribeiro (PM Colombo-PR) – 48:00

10 km - sub-18 – masculino
1-Edson Erico Alves de Aguiar (Atletas com Futuro-PE) – 53:34
2-Alexsandro Sousa Silva (FME Timbó-SC) – 54:03
3-Rian Ribeiro dos Santos (PM Colombo-PR) – 55:07

5 km - sub-18 – feminino
1-Gabrielly Cristina dos Santos (PM Colombo-PR) – 25:44
2-Gabriela Santos de Almeida (CASO-DF) – 29:21 
3-Jéssica Dias Cunha (ACA-SC) – 29:59

5 km - sub-16 - masculino
1-Kauã Lucas Gasparin (PM Colombo-PR) - 27:01
2-Micael Reichert Fernandes (AABLU-SC) - 27:14
3-Wellington Kauã Ramos (PM Colombo-PR) – 29:16

3 km - sub-16 – feminino
1-Thaliane Janaína da Cruz (PM Colombo-PR) – 16:26
2-Kaylane da Silva Santana (EMFCA-RJ) – 17:11
3-Fernanda Cidrin Santos (Projeto Atletismo Campeão-PE) – 17:40

Darlan sonha com "uma medalhinha" no Pan e Mundial

O recordista sul-americano do arremesso do peso Darlan Romani sempre foi muito comedido nas opiniões e avesso a prognósticos. Aos 27 anos, líder no Ranking Mundial da IAAF ao ar livre de 2019, com 21,83 m, ele não esconde, porém, suas metas para esta temporada: competir bem nos eventos internacionais e lutar por uma “medalhinha” nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto, e no Mundial de Doha, no final de setembro e início de outubro. “Competir bem é meu objetivo. A gente quer uma medalhinha”, afirma Darlan.

Razões para este catarinense de Concórdia, nascido no dia 4 de abril de 1991, estar um pouco mais “tranquilo” não faltam. Afinal, ele terminou 2018 em quinto lugar no Ranking Mundial, com 22 m, entrando de vez no grupo dos maiores arremessadores da história. Outro fato: venceu a Copa Intercontinental da IAAF, disputada em Ostrava, na República Tcheca, quando integrou a equipe das Américas.

“A boa campanha do ano passado só aumenta a minha responsabilidade. Para me manter e melhorar meu nível internacional tenho de arremessar sempre acima dos 21 m e espero isso nas etapas da Liga Diamante, no Pan e no Mundial”, disse Darlan, em entrevista dada no Centro Nacional de Desenvolvimento de Atletismo (CNDA), da Confederação Brasileira de Atletismo, em Bragança Paulista (SP), cidade onde mora e treina.

A marca de 21,83 m, alcançada no último sábado (23/02), no Torneio Pinheiros/CBAt, em São Paulo, é melhor que todos os resultados obtidos pelo atleta até 2018. O bom desempenho também marcou a sua melhor estreia numa temporada.

Desde 2010, quando deixou a casa dos pais e mudou-se para Uberlândia (MG), aos 18 anos, ele é orientado pelo especialista cubano Justo Navarro. Desde então, a evolução tem sido constante, com exceção de 2013, quando sofreu com uma lesão. Saiu de 17,19 m em 2010 para 22 m em 2018.

“Os treinos são cumulativos e vou ganhando mais força a cada ano”, disse o atleta do Pinheiros, que chega a fazer mais de 60 arremessos numa sessão de preparação técnica e levanta mais de 200 kg nos exercícios de musculação. “Estamos no caminho certo e sigo todas as recomendações do Prof”, como ele chama o treinador Justo Navarro. “Os sonhos só vão aumentando.”

Todos os treinos técnicos e físico são realizados na excelente estrutura do CNDA, que é mantido por um Programa específico patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Depois de domar uma gordura de grau 4 no fígado – agora está com grau 1 -, Darlan está cada vez mais forte fisicamente. Com 1,87 m, seu peso varia de 150 a 154 kg, e tem 23% de gordura, com ganho expressivo de massa muscular.

A melhora do fígado deve-se ao cuidado extremo de sua mulher, Sara, ex-atleta do salto com vara. Ela cuida pessoalmente da dieta do marido, das refeições com produtos orgânicos e de alta qualidade. Casado há 5 anos, é pai de Alice, de 3.

Planejamento

Darlan, que este ano passou a ter como agente o espanhol Juan Pineda, só deve começar a temporada na Europa em junho. Ele viaja para o Sul-Americano de Lima, que será disputado de 24 a 25 de maio, e de lá segue para Leon, na Espanha, para um Camping Internacional de Treinamento e Competições de Arremesso e Lançamento, dentro do Programa de Preparação Olímpica realizado pela CBAt em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

“É muito bom treinar em Leon. Lá existem vários tipos de áreas de arremessos (são cinco), o que permite sentir diferentes pisos e não ser surpreendido depois nas competições”, lembrou o 3º sargento da Aeronáutica, que gosta muito de morar em Bragança porque se parece com sua Concórdia (SC). “É uma cidade montanhosa, gostosa, me sinto realmente em casa”, comentou o atleta, que nos raros momentos de folga foge para um sítio de um amigo em Atibaia para pescar como se fosse no “barranco do rio”.

Nas etapas da Liga Diamante, Darlan reencontrará seus principais adversários, que na verdade formam uma confraria, segundo ele. “Um torce pelo outro. Na Copa Intercontinental, o Tomas Wash, campeão mundial, e o Ryan Crouser, campeão olímpico, vieram me abraçar depois que venci a prova. Disseram que eu merecia a medalha de ouro pelo que tinha feito em toda a temporada”, contou.

No Brasil, ele reconhece a importância que Justo Navarro tem para a prova do arremesso do peso (ele orienta ainda Geisa Arcanjo, no feminino). Acredita que outros atletas podem chegar ao nível internacional. “William Dourado e o Welington Morais, por exemplo, têm potencial e só precisam de mais suporte para crescer”, comentou.

Evolução de Darlan*
2019 – 21,83 m – São Paulo – 23/2**
2018 - 22,00 m - Bragança Paulista – 15/9
2017 - 21,82 m - São Bernardo – 3/6
2016 - 21,02 m - Rio de Janeiro – 18/8
2015 - 20,90 m - São Paulo – 4/4
2014 - 20,84 m - São Paulo – 10/10
2013 - 20,08 m - Campinas – 27/4
2012 - 20,48 m – Maringá – 9/9
2011 – 18,46 m - Criciúma – 12/11-
2010 - 17,19 m - Uberlândia – 11/5
*Fonte IAAF
**primeira prova do ano

Thiago Braz faz índice para o Mundial de Doha

O campeão olímpico Thiago Braz saltou 5,80 m neste domingo (23/2), no All Star Perche, em Clermont Ferrand (FRA). A marca é índice para o Mundial de Doha, no Catar, de 27 de setembro a 6 de outubro. Thiago superou em 9 centímetros o índice para o Mundial, que é de 5,71 m para o salto com vara. O mais importante, segundo o técnico Elson Miranda, é saber que o saltador "recuperou a confiança, mostrou que é mesmo um atleta acima da média e está de volta aos bons resultados do circuito internacional".

A prova francesa foi vencida pelo polonês Piotr Lisek, com o norte-americano Sam Kendricks em segundo lugar, ambos com 5,93 m. O australiano Kurtis Marschall ficou em terceiro, com 5,87 m. O polonês Pawell Wojciechyowski foi o quarto, mas com a mesma marca do brasileiro Thiago, com 5,80 m."Fazia tempo que não saltava 5,80 m. Aqui, além de um bom salto de 5,80 m - passou alto - poderia ter passado 5,93 m também. Acho que o Thiago foi a surpresa da competição, ao mostrar que está de volta", comentou Elson Miranda.

O treinador já havia anunciado que o objetivo nessas primeiras provas do ano era trabalhar a condição física de Thiago enquanto competia - no período de base o atleta teve uma pequena lesão, começou um pouco tarde - e também buscar o índice para o Mundial de Doha. "É difícil enfrentar a temporada indoor, viajando para cá e para lá, competindo contra os melhores atletas da prova. Mas quando saímos do Brasil o objetivo era conquistar a confiança, fazer o índice. O objetivo foi ver ao Thiago vir aqui e fazer o que fez."

Thiago volta ao Brasil, descansa uma semana antes de retomar os treinos para a temporada ao ar livre. Em abril, participa de camping do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), em Chula Vista (EUA). "Com o apoio da CBAt e do COB vamos ter boas condições de treino no Brasil. O Thiago tem apenas 25 anos, é um grande atleta e está na média do mundo numa prova como o salto com vara que vem passando por uma grande evolução", acrescentou Elson.

Thiago confirmou presença no Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo, dia 28 de abril, em Bragança Paulista (SP). Vai analisar o calendário da Diamond League para definir a participação em algumas provas antes e entre o Sul-Americano, em Lima (PER), de 24 a 26 de maio, os Jogos Pan-Americanos de Lima (PER), de 26 de julho a 6 de outubro, e o Mundial.

O saltador iniciou o seu período de preparação para 2019 em outubro de 2018 e fez um camping de treinamento em Doha, cidade que receberá o Mundial, em dezembro. Mas como machucou a perna atrasou o início das competições. Mas já saltou em Berlim, Alemanha (5,56 m), em Lodz, Polônia (5,50 m),em Roen, na França (5,65 m), em Athlone, Irlanda (zerou), antes de fazer o 5,80 m deste domingo em Clermont Ferrand. 

Viviane Lyra vence os 50 km da Copa Brasil de Marcha com recorde brasileiro

A marchadora Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) venceu os 50 km da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, neste domingo (17/2), em Bragança Paulista, com o tempo de 4:37.05. A carioca comemorou muito o resultado que é o novo recorde brasileiro da prova - a marca anterior pertencia a Nair Rosa (4:38:48, obtido em Sucúa, no Equador). Nair (AABLU-SC) foi a segunda colocada na competição.

No masculino, Claudio Richardson dos Santos (AABB Currais Novos-RN) conquistou o decacampeonato dos 50 km (4:30:03), com Rudney Dias Nogueira (USIPA-MG), ficando em segundo (4:55.46).

Os dois primeiros colocados no feminino e no masculino garantiram participação na Copa Pan-Americana, que será disputada dia 20 de abril, na cidade mexicana de Chihuahua, uma das referências da marcha no mundo.

Viviane ficou surpresa com o tempo para esta época do ano. "Fiz 4:41 no Troféu Brasil e não esperava baixar tanto o meu tempo. Fico feliz porque sei que estou no caminho certo. Uma marca dessas no início da temporada é muito boa e vou continuar trabalhando para evoluir. Também quero fazer os 20 km da Copa Brasil, dia 17 de março, no Balneário Camboriú. Por enquanto, estou fazendo as duas distâncias.”

Viviane tem 25 anos, nasceu no Rio de Janeiro, e conheceu a marcha numa competição da Escola Ramis Galvão, aos 12 anos. “Como não tem competição de marcha no Rio comecei a fazer os 3.000 m com obstáculos, mas no Evento-Teste para os Jogos Olímpicos, em 2016, voltei a marchar. Competi, fui bem e... não adianta: a marcha está no meu coração.”

O potiguar Claudio Richardson dos Santos conquistou o seu décimo título da competição (2000, 2002, 2003, 2004, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014 e 2019. Claudio é dono também da melhor marca da Copa Brasil, obtida em Timbó (SC), em 2009, com 4:04:46. José Alessandro Bagio (FME Timbó-SC), bicampeão da Copa Brasil, desistiu da prova. “Foi uma prova dura, muitos atletas quebraram, mas estou bem satisfeito”, disse Claudio, de 42 anos, há 22 na marcha. “Agora vou treinar, com o professor Judson José de Lima, ir a Copa Pan-Americana e tentar fazer uma marca para ir aos Jogos Pan-Americanos.”

O decacampeonato de Cláudio Richardson certamente será um dos assuntos da semana em Currais Novos, especialmente no Salão Charme e Beleza, que o marchador tem na cidade em sociedade com a Jucilene e mais uma amiga. “Os clientes ficam sabendo, perguntam e começam a torcer pela marcha, pelas vitórias e o sucesso dos marchadores. Eles começam a conhecer o esporte e as dificuldades que o marchador enfrenta.” Claudio Richardson divide as funções de cabeleireiro com os treinos diários. “Tentei dar um tempo, mas fica um tédio. Voltei a treinar.”

O primeiro vencedor da Copa Brasil de Marcha, em 1989, Cícero Sabino de Moura, de 61 anos, esteve em Bragança Paulista para assistir à prova. Nasceu na Paraíba, morou a maior parte da vida em São Paulo e se naturalizou italiano - competiu os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, pela Itália, onde atuou no Clube Salerno por 12 anos. "A marcha era uma prova muito discriminada quando competi na primeira edição da Copa Brasil. Que bom ver que isso mudou.”

O pódio


Feminino
Viviane Santana Lyra - 4:37.05 (FECAM-PR)
Nair da Rosa - 4:54.09 (AABLU-SC)
Paula Raissa Paz da Silva - 5:13.13 (Sport Club do Recife-PE)

Masculino
Claudio Richardson dos Santos - 4:30.03 (AABB Currais Novos-RN)
Rudney Dias Nogueira - 4:55.46 (USIPA - MG)

As demais provas da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética serão disputadas no dia 17 de março na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Marcha atlética vive a expectativa de mudanças nas distâncias e tecnológica

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) discute mudanças na marcha atlética, uma especialidade que mais tem evoluído no atletismo brasileiro. Prova disso é que os melhores resultados do País no Campeonato Mundial de Londres, em 2017, foram obtidos na modalidade, com a medalha de bronze nos 20 km de Caio Bonfim, o quarto lugar de Erica Sena também nos 20 km e a quinta colocação de Nair da Rosa nos 50 km.

A Confederação Brasileira de Atletismo realiza neste domingo (17/2) a Copa Brasil Caixa de 50 km em Bragança Paulista (SP) e as demais provas serão disputadas no dia 17 de março na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Embora totalmente envolvidos com as competições, os marchadores e treinadores vivem neste momento a expectativa de algumas mudanças profundas na especialidade. O Comitê de Marcha Atlética da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) elaborou uma série de sugestões, com o objetivo “de tornar as provas mais atraentes” e de “garantir o futuro da mesma nas competições no mais alto nível internacional”.

As mudanças propostas serão apresentadas e discutidas durante a próxima reunião do Conselho Executivo da IAAF em Doha, no Catar, nos dias 10 e 11 de março.

As distâncias para competições de adultos, por exemplo, devem ser alteradas de 20 km e de 50 km para 10 km e 30 km no masculino e no feminino, a partir do Campeonato Mundial de Marcha Atlética de 2022. Outra mudança importante é tecnológica: a utilização de palmilhas eletrônicas RWECS, capazes de detectar se o atleta tem sempre um pé em contato com o solo (uma exigência técnica), a partir de 2021.

O Comitê de Marcha Atlética da IAAF fez o anúncio neste mês de fevereiro, em Mônaco, e disse ter ouvido 1.650 pessoas, entre atletas, treinadores, árbitros, fãs, patrocinadores, promotores de eventos e representantes de emissoras de TV, desde o início de 2018, em 100 países. A ideia é facilitar a transmissão das provas pela TV, interagir com o público por meio de telões, facilitar o entendimento das regras (por meio de locutores especializados) e atrair novos praticantes, entre outros motivos.

“Acho que naturalmente todo mundo é refratário a mudanças, mas não tem como discutir. Os treinadores terão de fazer novas planilhas e investir no tempo que ainda falta para a implementação para ir se adaptando”, disse João Sena, técnico e pai de Caio Bonfim, o melhor marchador do País. “Os atletas mais lentos, que fazem os 50 km serão os mais prejudicados.”

Para o treinador, Caio Bonfim deve investir nos 30 km. “Na teoria, essa prova cairá como uma luva para ele. Já os 10 km serão destinados para os supervelozes”, comentou.

A maior preocupação de Sena é com a palmilha eletrônica, que exigirá muita adaptação e exercícios de biomecânica.

Para José Alessandro Baggio, favorito na Copa Brasil Caixa dos 50 km, neste domingo, a mudança é radical. “As provas de marcha são disputadas há mais de 100 anos. Acho que a tradição deve ser respeitada”, opinou. “Os 50 km sempre foram a competição mais longa do atletismo da história, maior do que a maratona”, completou.

As distâncias não mudam para o Mundial do Catar 2019 e para a Olimpíada de Tóquio 2020. Para o Mundial do Oregon 2021, a sugestão é intermediária: 20 e 30 km. Só em 2022, começaria a disputa dos 10 e dos 30 km, sempre nas duas categorias. O tempo , segundo o Comitê, é necessário para a adaptação.

Kiptum bate o recorde mundial da Meia Maratona

O queniano Abraham Kiptum quebrou o recorde mundial masculino na Meia Maratona de Valença na Espanha neste domingo (28), atingindo 58:18, cinco segundos abaixo da marca definida por Zersenay Tadese da Eritreia em 2010.

Em um dia perfeito para provas de longa distância (um leve vento e temperatura de 11C), a corrida começou bem e os atletas do pelotão principal atingiram 13:56. Nos 10 quilômetros, o ritmo havia diminuído um pouco quando o bando de 15 homens passou com 28:02.

Mas pouco depois o Kiptum disparou sozinho do pelotão seguiu sozinho chegando a marcar 2:44 por quilometro.

Com 15 quilômetros ele atingiu a marcar de 41:40 o que o fazia estar a cinco segundos do recorde mundial e impulsionado pela multidão e plenamente consciente de que estava perto do recorde mundial, Kiptum continuou pressionando para abrir uma margem considerável sobre o par etíope. O queniano chegou a 20 quilômetros em 55:18 para tirar três segundos do recorde mundial de 55:21 de Tadese a caminho de sua melhor meia-maratona mundial de 58:23 em Lisboa, oito anos atrás e conseguiu atingir a marca de 58:18 quebrando o recorde mundial.

"Não posso acreditar, estou na lua", disse Kiptum, de 29 anos. “Obviamente, sabia que estava em boa forma porque montei um PB no mês passado em Copenhague, mas estava ansioso para correr em Valência porque é um dos circuitos mais planos que já corri e estava confiante em melhorar meu melhor Eu percebi que a corrida diminuiu entre o nono e o décimo quilômetro, então decidi acelerar o ritmo e ir para tudo." - Diz Kiptum após a vitória.

Kiptum, que passa a maior parte do tempo em sua terra natal, Quênia, planeja correr na Maratona de Abu Dhabi em 7 de dezembro. "Eu gostaria de chegar ao meio do caminho em 1:02:30 e terminar em 2:05", disse ele sobre seus planos para essa corrida.

 

Justin Gatlin confirma favoritismo e vence Mano a Mano

Bem carismático, Gatlin venceu o desafio Mano a Mano pela segunda vez. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

O sol que fez na manhã de hoje foi um palco perfeito para o norte-americano Justin Gatlin não decepcionar a torcida que esteve presente no Jockey Club e faturar o desafio Mano a Mano pelo segundo ano no Jockey Club, deixando seus adversários para trás. Nas outras provas os favoritos fizeram a sua parte. Rosângela Santos venceu na prova feminina enquanto o Petrúcio Ferreira foi o vencedor da prova paralimpica.

Gatlin não encontrou muita dificuldade em vencer sua prova. Numa disputa entre Brasil e Estados Unidos ele disparou na frente e fez o suficiente para vencer com o tempo de 10,52 deixando seu Paulo André em segundo, Isah Yong em terceiro e Bruno Lins em quarto.

Gatlin dominou a prova desde o inicio. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

“O público deu show mais uma vez e a disputa foi ótima. Foi um prazer estar aqui novamente e espero poder voltar aqui no ano que vem para o próximo Mano a Mano. A minha temporada já encerrou, mas já começo a treinar visando o mundial de 2019 e as olimpiadas em 2020.”, disse Gatlin.

Quem surpreendeu foi o brasileiro Paulo André chegando em segundo lugar e bem próximo de Gatlin.

“Estou feliz e para minha carreira foi importante ter participado contra ele. Só não gostei do meu tempo, ontem fiz um tempo que me daria uma vitória hoje, mas foi demais estar com ele, os conselhos que ele me deu no hotel e ele mostrou ser um cara gente boa.” – Conta Paulo sobre o segundo lugar.

O brasileiro Paulo André surpreendeu e deu uma pressão em Gatlin. Crédito; Ricardo Erlich/EAZ

Na prova feminina que contou as atletas do revezamento do Brasil, quem se deu bem foi Rosângela Santos que se tornou tricampeã do torneio, seguida por Andressa Fidelis e Franciela Krasucki em uma disputa apertada.

Rosângela Santos venceu pela terceira vez a prova feminina do Mano a Mano. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

“Eu posso considerar a minha primeira do ano e fiz uma mudança no meu treinamento para a família poder me ver competindo de perto. Vim para fazer uma boa e dar um bom show ao público. Agora vou me manter treinando pois quero participar do mundial indoor no ano que vem. ” – Conta sobre sua vitória.

Já na prova paralimpica que contou com atletas da categoria T47 para amputados nos membros superiores com os três melhores do ranking, Petrúcio confirmou o favoritismo e faturou a prova, seguido de Yohanson e o polonês Michal Derus.

“Estamos felizes de participar do Mano a Mano e estar ao lado do Yohanson. Vamos participar ainda de uma etapa do circuito caixa este ano no final do mês e queremos manter um bom resultado e estarmos juntos sempre no pódio.” – Diz sobre a vitória.

Na disputa dos lideres do ranking, Petrúcio venceu a prova paralímpica da competição. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

Resultados Mano a Mano 2016:

Masculino

1 -  Justin Gatlin – EUA – 10.52

2- Paulo André de Souza – 10.57s

3- Isiah Yong –EUA– 10.65

4 – Bruno Lins - BRA –  10.80

Feminino

1 -  Rosângela dos Santos – 11.63

2—Andressa Fidelis - 12,01s

3 – Franciela Krasucki -12.80

Paulo André Oliveira, Bruno Lins, Andressa Fidelis e Franciela Krasucki garantem vaga nas finais do Desafio Mano a Mano

Brasileiros participaram de eliminatória para decidir quem via competir com Rosângela Santos e Justin Gatlin. Crédito: Guilherme Ferraz - Guilherme Taboada - Agência Sport Session

 

Na manhã deste sábado, dia 30, os melhores velocistas do país abriram a 5ª edição do Desafio Mano a Mano com as disputas classificatórias. As provas valeram vaga nas finais de 100m, que acontecem neste domingo (1º). Na corrida masculina, a nova promessa das pistas, Paulo André de Oliveira foi o mais veloz com o tempo de 10s41. O segundo colocado foi o experiente Bruno Lins, com o tempo de 10s55. Eles disputarão o lugar mais alto do pódio ao lado do astro Justin Gatlin e o do americano Isiah Young. A luta pelo título promete muita emoção na pista de atletismo montada em pleno “Peão do prado”, no Jockey Club Brasileiro. O atual líder do ranking brasileiro nos 100m rasos, Paulo André, falou sobre a emoção de ser um dos finalistas do Mano a Mano. O evento conta com entrada gratuita e os portões serão abertos às 9h.

“A corrida foi bem forte, mas quando vi que estava na frente me senti mais tranquilo. Amanhã tenho mais feras no caminho. Tenho que estar ainda mais tranquilo e preparado. Eu achava que o Gatlin era fechado, mas ele veio aqui do meu lado, me cumprimentou pela prova, foi o máximo. Fiquei igual a criança quando ganha doce. Ele é demais, merece todo o carinho do público”, declara Paulo André de Oliveira.

Luis Gabriel Pereira Silva foi o terceiro colocado, com o tempo de 10s59, enquanto Derick de Souza Silva terminou em quarto, com 10s60. Já no feminino, Andressa Fidelis foi a primeira a cruzar a linha dos 100m (11s82) e Franciela Krasucki ficou em segundo com o tempo de 12s27. Elas enfrentarão a brasileira Rosângela Santos, neste domingo. O terceiro lugar entre as mulheres ficou com Geisa Coutinho (12s39). Evelyn dos Santos foi a quarta colocada com a marca de 12s70. A paraibana Andressa ficou muito empolgada com a oportunidade de competir a final ao lado de grandes atletas brasileiras.

“É uma emoção imensa pois essa é a minha primeira participação no Desafio Mano a Mano. Eu vim confiante, mas não esperava passar para a final. Adorei a energia do Cristo e correr nesta pista linda. Amanhã o tempo estará melhor e eu espero fazer uma corrida boa. Estou muito emocionada por poder correr com grandes atletas como a Rosângela e a Franciela. Eu só tenho um ano competindo provas de pista. É tudo muito novo e eu estou muito feliz”, declara Andressa, que veio do salto em distância.

O velocista Justin Gatlin parabenizou os campeões, distribuiu muita simpatia e ainda treinou. O americano falou sobre a sensação de participar do evento pela segunda vez.

“A pista realmente está muito boa e macia, treinei um pouco agora. Assisti a prova dos brasileiros e acho que teremos uma final muito emocionante. É um momento especial para os brasileiros, que estão correndo forte com tempo bem parecido. Tenho certeza que teremos uma ótima competição”, declara Gatlin

 

Finais Desafio Mano a Mano

Neste domingo, dia 1º, as finais prometem ser de alto nível. A programação começa com a prova paralímpica, às 10h55. O paraibano Petrúcio Ferreira, atual campeão mundial e ouro nos Jogos Rio 2016, lutará pela hegemonia de melhor atleta do planeta, ao lado dos mesmos adversários dos Jogos Paralímpicos e do Mundial de Atletismo: o compatriota e multimedalhista Yohansson Nascimento e o polonês Michal Durus.

Na sequência, às 11h27 acontece a final feminina. A brasileira Rosângela Santos, atual recordista sul-americana nos 100m (10s91), promete dar trabalho às adversárias Andressa Fidelis e Franciela Krasucki.

A última prova do dia está marcada para 12h. A final masculina será cheia de emoções para o público que comparecer ao Jockey Club Brasileiro. Os brasileiros Paulo André de Oliveira e Bruno Lins, e o americano Isiah Young, irão enfrentar o astro Justin Gatlin. O americano, que fez história recentemente ao desbancar Usain Bolt o Mundial de Atletismo, chega muito bem ao Rio de Janeiro em busca do bicampeonato do Desafio.

 

Resultado Classificatória Masculino

1º - Paulo André de Oliveira – 10s41

2º - Bruno Lins – 10s55

3º - Luis Gabriel Pereira Silva – 10s59

4º - Derick de Souza Silva – 10s60

 

Resultado Classificatória Feminino

1º - Andressa Fidelis – 11s82

2º - Franciela Krasucki – 12s27

3º - Geisa Coutinho – 12s39

4º - Evelyn dos Santos – 12s70

 

Programação Desafio Mano a Mano 2017

Local: Jockey Club Brasileiro - Praça Santos Dumont, 31 - ENTRADA GRATUITA

 

Domingo – 01/10 -  FINAIS MANO A MANO

9h - Abertura dos portões para o público

10h55 – Desafio Mano a Mano Paralímpico (Petrucio Ferreira,Yohansson Nascimento e Michal Derus)

11h27 – Desafio Mano a Mano Feminino (Rosângela Santos e 2 melhores na classificatória)

12h – Desafio Mano a Mano Masculino (Justin Gatlin, Isiah Young e 2 melhores na classificatória)

Premiação

13h – Encerramento do evento

Gatlin vem motivado para o Mano a Mano

Justin Gatlin aquece para sua segunda participação no Desafio Mano a Mano. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

 

O americano Justin Gatlin, atual campeão dos 100m no último mundial de atletismo, já está no Rio para participar do Mano a Mano, evento que acontecerá no Jockey Club no domingo pela manhã e fez um reconhecimento da pista junto com os outros atletas que participarão do evento.

“Estou animado em correr aqui. Nunca tinha corrido numa raia de Cavalos e será uma oportunidade incrível. Apesar da minha temporada já ter encerrado depois do mundial, aproveitei o desafio Mano a Mano para esticar meu treinamento justamente para correr por aqui. ” – Conta Gatlin sobre o desafio.

Em entrevista coletiva concedida antes do treino, ele conversou sobre alguns assuntos:

Sobre correr abaixo de 10s

“Correr perto de 10s, não é só um desafio físico, mas também mental. Mesmo nos quatro anos em que fiquei afastado das pistas, não tive muita dificuldade em voltar e voltar a ter essas marca. É como andar de bicicleta!”

Evento será aberto ao público neste domingo. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

Sobre os atletas brasileiros:

“Se um brasileiro correr abaixo de 10s, ele vai ser um cara que entrará para a história. A China e o Japão estão fazendo um trabalho desses e seus comitês estão pressionando os atletas para conseguirem. É um ótimo exemplo para o Brasil para que possa fazer igual. Vejo que tem muitos atletas que podem chegar nessa condição e terei orgulho de vê-los com essa marca.”

Sobre quem pode reinar nos 100m rasos

“Com a aposentadoria do Bolt, tem alguns nomes que podem vir a reinar nesse espaço que ele deixou. Dos americanos o Young é um dos candidatos, mas vejo também o canadense Di Gassi chegar lá, assim como pode o Asafa e o Blake da Jamaica vir a reinarem. Tem atletas da África do Sul com uma grande possibilidade.”

Atletas participaram de ação social com crianças da Mangueira. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

Outra atração que vem tentar o tetracampeonato no desafio Mano a Mano é a brasileira Rosangela Santos que conhece como ninguém o caminho para vencer. Nesta edição, ela terá apenas suas companheiras de revezamento na disputa.

“Minha expectativa é vencer a prova e espero chegar lá. Sempre estamos representando Brasil o Brasil lá fora e vai ser bonito que o público daqui torça muito por todas nós. ” – Completa.

A disputa paralimpica também promete ser acirrada e terá pela primeira vez disputa na categoria T47 que conta com os brasileiros Petrúcio, Yohanson e o polonês Derus que são os três líderes do ranking mundial.

Petrúcio é o atual recordista mundial nos 100m na categoria T47. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

“Será uma prova de alto nível com os lideres do ranking e sei o quanto eles correm. Vim aqui tentar o meu melhor e quero chegar em primeiro. Nem tenho ideia do quanto eles possam ter treinado depois do mundial, mas isso eu descubro na hora.” – Conta Petrúcio que é o recordista mundial.

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