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Altobeli Silva conquista o sexto ouro do atletismo no Pan

O Brasil conquistou mais três medalhas neste sábado (10/8) no torneio de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru. Ganhou ouro com Altobeli Santos da Silva, nos 3.000 m com obstáculos, prata com Augusto Dutra, no salto com vara, e bronze como Eduardo de Deus, nos 110 m com barreiras.

Com a campanha deste sábado, a Seleção Brasileira soma 16 medalhas (seis de ouro, seis de prata e quatro de bronze), superando a campanha de Toronto 2015, quando o Brasil conseguiu 13 pódios (2 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze).

O paulista Altobeli (Pinheiros) conquistou a sexta medalha de ouro do Brasil de forma indiscutível. O corredor, que já havia conquistado a medalha de prata nos 5.000 m, venceu os 3.000 m com obstáculos, com 8:30.73, liderando a prova de ponta a ponta.

“Estou muito feliz. Parece que estava correndo no Brasil, de tanto apoio da torcida. Puxei o tempo todo, na frente”, comentou o atleta, nascido em Catanduva, a 3 de dezembro de 1990. “Recebi orientações do meu técnico, mas durante a prova você tem de fazer opções. É uma emoção única ganhar um ouro. Treinei muito, com o meu técnico Clodoaldo Lopes do Carmo, e fiz minha preparação final no CNDA, da CBAt, em Bragança Paulista. Os 3.000 m com obstáculos são a minha melhor prova, sabia dos resultados de meus adversários e sabia que tinha de ir para cima.”

O colombiano Carlos Andrés San Martin terminou com medalha de prata, com 8:32.24, seguido do peruano Mario Alfonso Bazan, com 8:32.34.

No salto com vara, o paulista Augusto Dutra (Pinheiros) confirmou a boa fase da temporada para levar a medalha de prata, com 5,71 m. Ele buscou até a última tentativa melhorar o resultado, mas não conseguiu. O ouro ficou com o norte-americano Christopher Nilsen, com 5,76 m. O bronze foi para Clayton Fritsch, também dos Estados Unidos, com 5,61 m. Já o campeão olímpico Thiago Braz terminou na quarta colocação, com 5,51 m.

Em sua primeira participação no Pan, Augusto Dutra levou a prata. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

“Estou feliz com o pódio no meu primeiro Pan. Queria o ouro, que me escapou por muito pouco. Estou acertando a corrida e as varas em função do Mundial de Doha. Estou usando uma vara diferente, que pode me levar mais alto, e em algumas tentativas acelerei muito antes da hora.”

Thiago Braz, recordista olímpico e sul-americano com 6,03 m, deixou o estádio com “uma sensação ruim”. “Competi com 20 passadas, já pensando no Mundial de Doha, mas não consegui encaixar a corrida. Vamos tentar acertar tudo até o Mundial, no final de setembro.”

Nos 110 m com barreiras, Eduardo de Deus (Orcampi Unimed) conquistou a medalha de bronze, com 13.48 (1.8). Já o favorito Gabriel Constantino bateu na sexta barreira e caiu, quando liderava a prova. Saiu do estádio em cadeiras de rodas para o departamento médico.

Eduardo dos Santos saiu com o bronze nos 110m com barreiras. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

“O objetivo era o pódio duplo, mas infelizmente o Gabriel caiu. Não gostei de meu tempo. A medalha, porém, é ótima, tive de me jogar na chegada. A minha saída não é boa, faço muita força do meio para o fim da prova. Treino muito para superar a deficiência”, comentou o atleta de 23 anos, que treina com Katsuhico Nakaya.

Shane Brathwaite, de Barbados, garantiu a primeira medalha de ouro de seu país na competição, com 13.31, e o norte-americano Freddie Crittemden conquistou a prata, com 13.32.

Outra contusão de atleta ocorreu no salto triplo, com Alexsandro Melo, que sentiu dores no pé direito, depois do segundo salto. Após a terceira tentativa, o atleta conhecido como Bolt abandonou a prova, ficando em oitavo lugar, com 16,23 m (-2.0).

“Ele teve uma entorse no tornozelo”, confirmou o médico André Guerreiro. Tanto Bolt como Gabriel Constantino iriam passar por avaliações na Vila Pan-Americana.

Almir Cunha dos Santos, o Almir Junior, vice-campeão mundial indoor 2018, sentiu falta de ritmo, depois de uma contusão sofrida em Estocolmo, na Suécia, terminando em quarto lugar. “Só me resta pedir desculpas. Trabalhei muito, me dediquei muito, tive todo o apoio, mas não consegui acertar os saltos”, disse, quase chorando.

O pódio teve o norte-americano Omar Craddock como campeão, com 17,42 m (-0.4), e os cubanos Jordan Diaz, com 17,38 m (0.1) e Andy Diaz, com 16,83 m (-0.5).

No lançamento do martelo, Mariana Grazielly Marcelino terminou em quarto lugar, com 66.15. “Estou feliz porque trouxe o nome do Brasil para o Pan-Americano no martelo. O objetivo era tentar quebrar o meu recorde brasileiro e ficar entre as cinco primeiras. Não consegui o recorde, mas terminei em quarto”, lembrou a catarinense de 27 anos.

O pódio foi formado pelas norte-americanas Gwendolyn Berry (74,62 m) e Brooke Andersen (71,07 m) e pela venezuelana Rosa Rodrigues (69,48 m).

Outro quarto lugar foi obtido nos 3.000 m com obstáculos, com Tatiane Raquel da Silva, com 9:56.19. Simone Ponte Ferraz terminou em oitavo, com 10:11.04. O pódio teve a canadense Lynn Lalonde (9:41.45), recorde do Pan-Americano, a norte-americano Marisa Howard (9:43.78) e a argentina Belem Casseta (9:44.46).

Os Jogos Pan-Americanos de Lima terminam neste domingo (11/8), com a disputa das duas provas dos 50 km em marcha atlética, reunindo três brasileiros: Caio Bonfim, prata nos 20 km, e Elianay Santana e Viviane Santana Lyra.

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Brasil garante três ouros e uma prata nesta sexta-feira no Pan de Lima

O Brasil teve uma sexta-feira (9/8) muito especial no torneio de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru. A equipe terminou o dia com nada menos do que três medalhas de ouro e uma de prata, vencendo nos revezamentos 4 x100 m masculino e feminino e nos 10.000 m masculino. Vitória Rosa foi a segunda nos 200 m.

Com o resultado, a Seleção soma 13 medalhas (cinco de ouro, cinco de prata e três de bronze), superando a campanha de Toronto 2015, quando o Brasil conseguiu também 13 pódios (2 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze). A equipe tem mais chances de ganhar medalhas neste sábado e domingo.

4x100m repetiu a dose e trouxe o ouro para o Brasil. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

O desempenho do 4x100 m masculino, campeão no Mundial de Revezamentos de Yokohama, no Japão, em maio, já era esperado. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Henrique Vides, Derick Souza e Paulo André Camilo de Oliveira, venceu com 38.27, superando Trinidad & Tobago, com 38.46, e os Estados Unidos, com 38.79.

“Foi um honra abrir a prova de um time campeão”, disse Rodrigo. “A gente vem treinando muito e mesmo com as condições climáticas adversas conseguindo outro bom resultado”, lembrou Jorge Vides. “Temos um grupo muito unido, desde 2015, quando cheguei junto com o Paulo André”, comentou Derick. “Nós somos competitivos e o nosso segredo é a nossa união. Nosso objetivo é chegar na Olimpíada de Tóquio com a força de ser campeão”, completou Paulo André.

No revezamento 4x100 m feminino, as meninas não deram chance para ninguém. Andressa Moreira Fidelis, Vitória Rosa, Lorraine Martins e Rosangela Santos completaram a prova em 43.04, deixando o Canadá em segundo lugar, com 43.37, e os Estados Unidos em terceiro, com 48.79. “Foi uma prova sensacional. Todas nós demos o melhor e o resultado saiu”, vibrou Andressa. “Não foi fácil. Tive de refazer o aquecimento, mas graças a Deus tudo deu certo”, disse Vitória Rosa, que já havia ganhado a prata nos 200 m.

Time feminino venceu com sobras também. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Rosangela Santos admitiu que sentiu medo, depois de lembrar do quarto lugar de Toronto. “É horrível quando você é passada. Eu só pedia, senhor, me ajuda. Tudo que passei esse ano, no ano passado. As meninas me acolheram com tanto carinho e era muito possível repetir a vitória de 2011”, completou a atleta, chorando bastante.

Já nos 10.000 m, Ederson Vilela Pereira (Pinheiros) conquistou a medalha de ouro, numa prova muito disputada. Ele completou as 25 voltas na pista, em 28:27.47, numa maneira surpreendente. Nos 5.000 m, ele esteve sempre entre os primeiros e terminou em sétimo lugar, com 13:58.72.

“Fiz uma corrida tática. Sabia da força dos meus adversários, mas corri concentrado. Este é apenas o começo. Olhei várias vezes a prova pelo telão no estádio. Estou feliz por contribuir com mais uma medalha para a delegação do Brasil”, falou Ederson, nascido em Caçapava, no interior de São Paulo, de 29 anos.

O norte-americano Reid Buchanan ficou com a prata, com 28:27.47, recorde pessoal, seguido de Lawi Lalang, também dos Estados Unidos, com 28:31.75.

Segundo o técnico Cláudio Castilho, Ederson já está no processo de migração para a maratona. “Ele deve correr uma maratona, provavelmente em outubro na Europa. O objetivo é conseguir o índice olímpico”, comentou.

Depois de competir no revezamento, Vitória Rosa conseguiu a prata nos 200m rasos. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Vitória Rosa, ouro no 4x100, prata nos 200 m e bronze nos 100 m, fez outra exibição excepcional ao completar a final dos 200 m, em 22.62 (-0.1), seu recorde pessoal, reafirmando índice para o Mundial e para os Jogos de Tóquio 2020. A campeã foi a jamaicana Shelly-Ann Fraser, com 22.43, novo recorde pan-americano. Tynia Baither, de Bahamas, ficou com o bronze, com 22.76.

“Estou muito contente com o resultado e só tenho a agradecer ao meu técnico Katsuhico Nakaya, e agora quero evoluir mais até o Mundial de Doha. Tinha consciência de que poderia ter feito mais, mas já estava feliz com a marca de quinta-feira. Mas agora estou mais feliz ainda porque foram dois resultados consecutivos”.

Outras finais

No salto em altura, Fernando Ferreira ficou perto do pódio ao terminar em quarto lugar, com 2,26 m, o melhor resultado do ano. O cubano Luis Enrique Zayas levou o ouro, com 2,30 m, seguido do canadense Michael Mason, com 2,28 m, e do mexicano Roberto Vilches, com 2,26 m.

No lançamento do dardo, Laila Ferrer terminou na quinta colocação, com 59,15 m, enquanto Rafaela Gonçalves ficou na 12ª posição, com 50,59 m. Ouro ficou com a norte-americana Kara Wingers (64,92 m), seguida da canadense Elizabeth Leadle (63,30 m) e da americana Ariana Ince.com 62,32 m. 

Nos 1.500 m feminino, July Ferreira terminou em oitavo lugar, com 4:19.25. O pódio foi formado pela norte-americana Dominique Sahitz, com 4:07.14. A jamaicana Asisha Praught ficou em segundo, com 4:08.26, e a americana ficou em terceiro, com 4:08.26.
Nas semifinais dos 110 m com barreiras, os brasileiros Gabriel Constantino e Eduardo dos Santos Rodrigues passaram para a final deste sábado (10/8), a partir das 16:40. Gabriel, recordista sul-americano, obteve o melhor tempo das semifinais, com 13.42 (-0.5), enquanto Eduardo ficou em terceiro em sua série, com 13.63 (-0.9).

 

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Alison dos Santos conquista ouro nos 400 m com barreiras no Pan de Lima

O paulista Alison Brendom dos Santos (Pinheiros), de apenas 19 anos, conquistou na noite desta quinta-feira (8/7) a segunda medalha de ouro do atletismo brasileiro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru. O atleta completou os 400 m com barreiras em 48.45, quebrando pela quinta vez nesta temporada o recorde sul-americano sub-20 e reafirmando índice para o Mundial de Doha e a marca mínima exigida pela IAAF para a Olimpíada de Tóquio 2020.

Alison, medalha de ouro na Universíade de Nápoles, na Itália, e no Campeonato Pan-Americano Sub-20 de San José, na Costa Rica, entre outras competições, entrou como favorito na final. Ele viu seu trabalho facilitado com a queda do dominicano Juander Santos na última barreira.

O brasileiro correu focado até a linhada de chegada, deixando o norte-americano Amere Lattin (48.98) e o jamaicano Kemar Mowatt (49.09) em segundo e em terceiro lugares. “Estou muito feliz e dedico a vitória ao meu técnico (Felipe de Siqueira) e à minha mãe, Sueli, que pode esperar mais de seu filho”, comentou emocionado, com a bandeira brasileira nas costas. “As condições climáticas não ajudaram no Pan, mas deixo a competição extremamente feliz. Estou vivendo um ano maravilhoso. Não achava possível correr a prova este ano em 48 segundos. Achava impossível e agora vejo que o impossível é possível.”

O corredor, campeão sul-americano sub-20 dos 400 m, não sabe até onde pode chegar. “Só Deus sabe. Vou continuar treinando forte e buscando sempre melhorar”, lembrou o atleta, que carrega cicatrizes na cabeça e no corpo de um acidente do lar, quando virou uma panela de óleo quente quando tinha apenas 10 meses. Ficou muitos meses hospitalizado. “Cada corrida tem sido uma surpresa e um recorde. Estou constante e isso me dá mais confiança ainda para o Mundial de Doha. Dá para entrar nas provas sem abaixar a cabeça para ninguém.”

Ele começou no atletismo em 2014, quando na escola em que estudava em São Joaquim da Barra (SP) os professores queriam indicar atletas para iniciarem a prática do esporte no Instituto Edson Luciano Ribeiro, dono de duas medalhas olímpicas. Alto e bem coordenado, passou a fazer parte da equipe sob orientação de Ana Cláudia Fidélis.

Em pouco tempo, Alison já conseguia resultados nos 400 m e nos 400 m com barreiras. Tanto assim que em 2017 integrou o revezamento 4x400 m misto, campeão no Mundial Sub-18 de Nairóbi, no Quênia. Em 2018, ganhou a medalha de bronze nos 400 m com barreiras do Campeonato Mundial Sub-20 de Tampere, na Finlândia, com 49.78.

No heptatlo, Vanessa Spindola terminou em quinto lugar, com 5.868 pontos. A cubana Adriana Rodríguez ficou com o ouro, com 6.113 pontos, seguida da norte-americana Annie Kunz (5.990) e da colombiana Martha Araújo (5.925)

Allan Wolski ficou em quinto lugar na final do lançamento do martelo, com 73,25 m. O pódio foi formado pelos chilenos Gabriel Kerh (74,98 m) e Humberto Mansilla (74,38 m) e pelo norte-americano Sean Donnelly (74,23 m).

No salto em altura, Valdileia Martins também ficou na quinta colocação, com 1,84 m. O pódio teve Levern Spercer (LCA) - 1,87 m, Priscilla Frederick (ANT) - 1,87 m, e Kiberly Willianson (JAM) - 1,84 m.

Já Carlos Oliveira Santos terminou em sexto lugar nos 1.500 m, com 3:44.47. Numa chegada sensacional o mexicano José Carlos Villarreal garantiu o ouro, com 3:39.93, seguido do norte-americano John Gregorek, com 3:40.42, e do canadense William Paulson, com 3:41.15.

No salto com vara, Juliana de Menis Campos terminou na oitava posição, com 4,10 m. A cubana Yarisley Silva levou o ouro, com 4,75 m, a melhor marca da temporada, seguido da norte-americano Kathryn Nageotte, com 4,70 m, e do canadense Alysha Newman, com 4,55 m.

Bom resultado e índice olímpico

Nas semifinais dos 200 m, Vitória Rosa, bronze nos 100 m, passou à final desta sexta-feira (9/8), com a melhor marca entre as classificadas, com 22.72 (0.4), recorde pessoal (o anterior era de 22.73) e o terceiro melhor da história no Brasil. “É meu primeiro Pan e a sensação é maravilhosa. Não esperava essa marca, mas já que consegui o objetivo é melhorar. Nunca fico satisfeita”, comentou sorrindo. A marca é índice para o Mundial de Doha, no Catar, e supera os 22.80 exigidos pela IAAF para a Olimpíada de Tóquio 2020.

A juvenil Lorraine Martins ficou em terceiro lugar na segunda série semifinal, com 23.74 (0.0) e acabou não passando para a final. O mesmo ocorreu nas semifinais masculinas. Jorge Vides e Derick Souza, que correram nas vagas dos titulares Paulo André Camilo de Oliveira e de Gabriel Constantino, terminaram na quarta colocação e ficaram fora da final. Jorge correu a série em 20.80 (0.4), enquanto Derick completou a prova em 20.76 (-0.9).

O atletismo do Brasil ganhou até agora com 9 medalhas, sendo duas de ouro, quatro de prata e três de bronze. A primeira de ouro foi na quarta-feira (7/8), com Darlan Romani, no arremesso do peso.

Mesmo doente, Darlan Romani conquista o primeiro ouro do atletismo no Pan

Mesmo com febre e fora de suas melhores condições atléticas, o catarinense Darlan Romani (Pinheiros) conquistou nesta quarta-feira (7/8) a primeira medalha de ouro do atletismo brasileiro na prova do arremesso do peso dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru.

O brasileiro fez uma prova excepcional, confirmando o seu favoritismo. Ele conseguiu nada menos do que os seis melhores resultados da confirmação. Ele venceu com 22,07 m, novo recorde do Pan-Americano. O anterior era do jamaicano Richards O’Dayne, com 21,69 m, estabelecido em Toronto, Canadá, em 2015.

Darlan fez uma série fantástica com a sequência de marcas de 20,81 m, 20,92 m, 21,19 m, 21,16 m, 21,54 m e 22,07 m. O norte-americano Jordan Geist conquistou a medalha de prata, com 20,67 m, seguido do mexicano Uziel Muñoz, com 20,56 m. O brasileiro Welington Morais ficou em sétimo, com 19,22 m.

“Só eu sei o que tive de superar nesta semana. Tive uma infecção de garganta na viagem de Madri, onde estava treinando para Lima. Tive febre alta. Pensei em pedir ‘baixa’ e deixar a competição. Minha mulher, Sara, veio de emergência do Brasil para ficar comigo num hotel, porque tive de sair da Vila. Passei uma noite muito ruim na segunda-feira. Tive de trocar oito camisetas. Acordei desidratado”, lembrou. “De qualquer forma me senti bem no aquecimento, superei de novo os 22 metros. Poderia ser melhor? Poderia, mas estou feliz com o ouro, graças às medicações e ao apoio da torcida.”

O técnico cubano Justo Navarro, que orienta o brasileiro desde 2010, comemorou o resultado. “Estou feliz. Foi um trabalho duro. Agora é focar no Mundial de Doha. O grande objetivo é a Olimpíada de Tóquio, no ano que vem”, comentou.

Darlan só competiu por insistência do médico André Guerreiro, da delegação, que o acompanhou depois de constatar 40.2 de febre, e a sua melhor Sara, que cuidou dele na terça-feira (6/8). “Eram remédios de quatro em horas, trouxe roupas dele do Brasil, porque não é fácil achar o número dele. Ele ficou preocupado com a nossa filha, a Alice, de 4 anos, que ficou em Bragança Paulista, mas tudo deu muito certo”, comentou.

Recordista sul-americano com 22,61 m, marca obtida na etapa de Stanford da Liga Diamante, em Palo Alto, na Califórnia (EUA), no dia 30 de junho, Darlan, de 1,88 m e 155 kg, nasceu em Concórdia (SC). Aos 13 anos, nas aulas de educação física da escola EE Domingos Magarinos, por influência do irmão Vinícius, começou no atletismo. No ano passado, defendendo equipe das Américas, venceu a Copa Internacional da IAAF, em Ostrava, na República Tcheca.

100 m - Nas provas de velocidade, o Brasil confirmou que estava entre os favoritos e ganhou medalha de prata com Paulo André Camilo de Oliveira, nos 100 m masculino, com 10.16 (-0.5), e bronze com Vitória Rosa, na prova feminina, com 11.30 (-0.6). Rodrigo Nascimento ficou em quarto lugar, com 10.27, muito perto de um lugar no pódio.

“Foi por pouco. Vim correr pelo ouro, meu objetivo era o ouro, mas foi uma boa prova. Estou aqui no meu primeiro Pan-Americano e tenho de aprender”, disse Paulo André, paulista radicado em Vila Velha, no Espírito Santo, de apenas 20 anos, treinado pelo pai, Carlos Camilo. “Na realidade estou feliz e tenho de respeitar o Rodgers, um grande velocista”, completou, referindo-se ao norte-americano Mike Rodgers, vencedor da prova, com 10.09.

O Brasil não ganhava medalha nos 100 m nos Jogos Pan-Americanos havia 20 anos. A última tinha sido o bronze de Claudinei Quirino, em Winnipeg 1999, no Canadá.

Cejhae Greene, da Antigua & Barbuda, ficou com o bronze, com 10.23, deixando Rodrigo em quarto lugar. Os brasileiros vão se concentrar agora no revezamento 4x100 m, prova da qual o País ganhou a medalha de ouro no Mundial de Yokohama, no Japão, em maio. “Temos um grupo forte e apto a brigar pelo ouro”, comentou Rodrigo. As semifinais do 4x100 m serão nesta quinta-feira (8/8) e a final na sexta (9/8).

Na prova feminina, Vitória Rosa fez uma prova perfeita e comemorou o bronze em seu primeiro Pan, apesar de ser crítica. “Estou preparada para um tempo melhor, mas o frio atrapalha muito os velocistas”, lembrou a carioca de 23 anos, que treina com Katsuhico Nakaya. “Enfrentei adversárias fortes e no fundo sei que estou um pouquinho longe de onde quero chegar.”

Vitória foi superada pela jamaicana Elaine Thompson, campeã olímpica no Rio 2016, com 11.18, e pela trinitina Michelle-Lee Ahye, com 11.27. A corredora volta à pista já nesta quinta-feira, a partir das 17:30 de Brasília, para as semifinais dos 200 m.

No salto em distância, Alexsandro Nascimento terminou na quarta colocação, com 7,77 m (0.6). Ele foi superado pelos favoritos. O cubano Juan Miguel Echeverria levou o ouro, com 8,27 m (0.3), seguido do jamaicano Tajay Gayle, com 8,17 m (0.3), e do uruguaio Emiliano Lasa, com 7,87 m (1.2). Lasa treina com Nélio Moura, em São Paulo.

No decatlo, Jefferson de Carvalho Santos terminou em 10º, com 7.317 pontos. O pódio foi formado pelo canadense Damian Warner, com 8.513 pontos, seguido de Lindon Victor, de Granadas, com 8.240, e do canadense Pierce Lepage, com 8.161.

Brasil ganha mais três medalhas no atletismo do Pan de Lima

 O Brasil ganhou três medalhas (duas de prata e uma de bronze) no primeiro dia de competições das provas de pista e campo de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, disputadas nesta terça-feira (6/8), no Estádio de La Videna. A equipe já havia ganhado prata e bronze com Caio Bonfim e Erica de Sena, respectivamente, nos 20 km marcha atlética.

A paraibana Andressa Oliveira de Moraes (Pinheiros) e a gaúcha Fernanda Borges (IEMA) ficaram com as medalhas de prata e de bronze no lançamento do disco. Andressa liderou a prova, com 65,98 m, novo recorde sul-americano e o quinto melhor resultado do Ranking Mundial de 2019. O anterior era dela mesmo, com 65,34 m, obtido em Leiria, em Portugal, em 26 de junho.

No último lançamento, porém, a cubana Yaimé Perez, líder do Ranking Mundial (69,39 m), conseguiu 66,58 m, novo recorde dos Jogos Pan-Americanos. Fernanda ficou com o bronze, com 62,23 m. As brasileiras superaram a cubana Denia Caballero, segunda do Ranking e quarta colocada em Lima, com 60,46 m.

Perder o ouro que esteve tão próximo faz parte do esporte, segundo Andressa. “Consegui o melhor resultado da minha vida, mas a minha grande alegria é a medalha. Dava até para melhorar, mas não deu”, comentou Andressa, demonstrando sincera felicidade. “Agora é focar no Mundial de Doha, o principal evento da temporada. Meu objetivo é sem fim.”

Já Fernanda disse que estava nervosa na prova. “Sabia que seria muito difícil e com o frio a situação se complicou mais. A prova é longa e é difícil manter o aquecimento o tempo todo”, comentou. “Esta medalha é muito especial.”

A outra medalha de prata foi obtida pelo paulista Altobeli Santos da Silva (Pinheiros) nos 5.000 m. Ele fez uma prova estratégica, passando as primeiras voltas nas últimas colocações. No final, com a escapada do peruano José Luís Borges antes da hora, a prova ganhou novas oportunidades.

“Ele surpreendeu todo o mundo ao sair quando faltando 600 m e fez com que todos mudassem a forma de correr. Tudo foi resolvido na última volta. Estou acostumado e estou feliz com a prata”, disse Altobeli. “Agora, tenho os 3.000 m com obstáculos no sábado e acho que posso fazer um melhor resultado.”

Ederson Vilela Pereira (Pinheiros), que correu entre os primeiros no início da prova, acabou em sétimo lugar, com 13:58.72. O campeão foi o mexicano Fernando Martinez, com 13:53.87, seguido de Altobeli, com 13:54.42, e do chileno Carlos Díaz, com 13:54.43.

Na primeira final do dia, a dos 10.000 m feminino, a mineira Tatiele Roberta de Carvalho (Pinheiros) ficou em nono lugar, com 33:57.62. O pódio foi formado pela canadense Natasha Wodak, com 31:55.19, novo recorde pan-americano. A mexicana Gesabwa Biyaki terminou em segundo, com 31:59.00, seguida da canadense Lorraine Cliff, com 32:13.34.

No salto em distância, Eliane Martins (Pinheiros) terminou em 10º lugar, com 6,19 m (0.1). O pódio foi formado por Chantel Malone (IVB), com 6,68 m (-0.3), seguida da Keturah Orji (USA), com 6,66 m (0.4) e de Tissanna Patric Hickling (JAM), com 6,59 m (0.4).

Na briga pelo pódio

Nas semifinais dos 100 m masculino, os brasileiros venceram as suas séries e passaram para a final desta quarta-feira (7/8) com os dois melhores tempos entre os oito classificados. Rodrigo Nascimento (Orcampi Unimed) ganhou a sua prova, com 10.27 (0.3), superando o norte-americano Mike Rodgers, segundo colocado com 10.29.

Na terceira série, Paulo André Camilo de Oliveira (Pinheiros) foi o vencedor, com 10.29 (-0.3), superando na chegada o jamaicano Ray Dwyer Rasheed, com 10.32.

O frio de 14 graus foi o vilão dos velocistas. “Gostei muito da prova, mas não do tempo. O primeiro passo foi dado ao passar à final. Agora é entrar concentrado na final e tentar fazer o melhor possível”, disse o catarinense Rodrigo.

Paulo André também comemorou a classificação dos dois brasileiros entre os oito finalistas, prova que será disputada a partir das 18:52 desta quarta-feira. “Espero correr melhor na final e vou torcer por uma dobradinha brasileira. Acho que a nossa classificação é histórica. Não posso reclamar do frio porque está frio para todo mundo. É difícil manter o aquecimento e aí o rendimento não é o ideal.”

Nas semifinais dos 100 m feminino, Vitória Rosa (Pinheiros) terminou em segundo lugar, na segunda série, com 11.40 (-0.4), passando para a final desta quarta-feira (7/8) a partir das 18:40. “Estou feliz porque o objetivo era me classificar para a final. Agora, é entrar confiante para tentar uma medalha”, disse na área mista. “Foi bom correr ao lado da campeã olímpica”, lembrou, referindo-se à jamaicana Elaine Thompson, vencedora da série com 11.36.

Já Franciela Krasucki (Pinheiros) terminou em quinto lugar na primeira série, com 11.89 (0.3), ficando fora da final. “Fiquei triste porque a atleta de Trinidad mexeu no bloco e não foi punida. Acabou me atrapalhando e aí pensa em tudo o que fez para chegar aqui e não entende”, comentou referindo-se a Michelle Hazzard.

Nos 400 m com barreiras, Alison Brendom dos Santos (Pinheiros) também passou com folga para a final de quinta-feira, a partir das 20:15. Ele terminou a sua série em segundo lugar, com bastante segurança, com o tempo de 49.74. O vencedor da prova foi o dominicano Juander Sanders, com 49.44. “Fiz uma prova conservadora e corri pela classificação. Na final, temos de dar tudo em busca de uma medalha”, lembrou o atleta de apenas 19 anos, que tem 48.49 como melhor resultado, e correu com o nome “Alves” no número de peito em homenagem a mãe Sueli.

“Fiz três picos de treinamento este ano e a temporada está sendo surpreendente. Converso muito com o Felipe (o treinador Felipe de Siqueira)

Caio Bonfim e Erica Sena conquistam as primeiras medalhas brasileiras do atletismo no Pan

O brasiliense Caio Bonfim (CASO-DF) e a pernambucana Erica Rocha de Sena (Orcampi Unimed-SP) conquistaram as primeiras medalhas do atletismo brasileiro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, neste domingo (4/8), no circuito de 1 km, montado na Avenida José Larco, ao lado do Parque Kennedy, em Miraflores.

Caio levou a medalha de prata nos 20 km de marcha atlética ao completar as 20 voltas em 1:21:57, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, com 1:21:51. Já Erica ficou em terceiro lugar, com 1:30:34, depois de pagar 2 minutos de punição no pit-lane.

Medalha de bronze em Toronto 2015 e no Mundial de Londres 2017, Caio competiu sempre no pelotão de frente. Apesar de ter escorregado no início da prova, por causa do piso molhado, entrou na última volta em primeiro. Tentou acompanhar o campeão, mas preferiu ser conservador e garantir a prata ao correr o risco de ser punido pela arbitragem.

“O continente americano é muito forte na marcha. Aqui não tem time A, B ou C, são sempre os melhores. Vários campeões olímpicos e mundiais saíram daqui”, lembrou, citando o equatoriano Jefferson Perez. “Me sinto feliz com a medalha de prata porque optei por uma estratégia mais conservadora. Medalha para o Brasil não tem cor”, disse.

Caio afirmou conhecer o equatoriano campeão. “Ele é muito veloz. Mérito por ter sido mais ousado. Eu preferi manter a técnica e não correr risco”, comentou ao ser perguntado sobre possíveis infrações do vencedor na reta de chegada. “Acho que ele mandou bem.”

O brasileiro se lembrou de 2017, quando Lima recebeu a Copa Pan-Americana de Marcha Atlética, e saiu muito mal da prova, de ambulância, depois de um 31º lugar, por causa de uma grave desidratação. “Na ambulância pedi a Deus uma nova oportunidade de voltar para o mesmo percurso e agora levei a prata”, contou. “Na Olimpíada de Londres-2012, onde vomitei foi o local em que passei o sul-africano para ganhar a medalha de bronze no Mundial-2017.”

Caio Bonfim dedicou a medalha a Juliana Bonfim, sua esposa, mãe de Miguel, que nasceu prematuro. “Não é fácil ser atleta. Deixei o Miguel pequenininho em casa para treinar no Equador e poder me preparar para esta medalha, por isso dedico a minha esposa. Ela é uma mãe solteira porque infelizmente não posso acompanhá-la como gostaria”, disse.

Na difícil prova deste domingo, José Alejandro Barrondo, da Guatemala, terminou em terceiro lugar, com 1:21:57. Já o paranaense Moacir Zimmermann (Balneário Camboriú-SC), ficou em 11º, com 1:33:14.

Caio vai se recuperar do esforço deste domingo e pretende disputar os 50 km marcha no dia 11, também em Miraflores. “Atleta tem de gostar de competir. Os 20 km são o meu forte, mas não vou entrar para brincadeira nos 50 km”, avisou.

Bronze de Erica

Enquanto pagava os dois minutos de punição, Erica Sena pensou seriamente em desistir. “Não dava mais para brigar pelo ouro, mas o pessoal do CBAt me disse que dava para brigar pelo bronze e aí voltei em quarto lugar”, lembrou. Nas duas últimas voltas, superou a mexicana Ilze Guerrero, e terminou em terceiro lugar. “Achei que poderia ser punida de novo.”

O pódio foi formado pela colombiana Sandra Arenas, com 1:28:03, pela peruana Kimberly Garcia, com 1:29:00, e Erica Sena, com 1:30:34. Foi a segunda medalha feminina na história do Pan-Americano na marcha atlética. A primeira foi conquistada pela própria Erica, prata no Pan de Toronto-2015.

Aldemir leva bronze nos 200 m na Liga Diamante em Londres

O velocista Aldemir Gomes Júnior confirmou a boa temporada que vem fazendo em 2019 neste domingo (21/7), no Muller Anniversary Games, no Estádio de Londres, uma das etapas da Liga Diamante. Logo depois de fechar o revezamento 4x100 m do Brasil Aldemir (Pinheiros) fez 20.17 (0.9) nos 200 m, com o chinês Xie Zhenye em primeiro (19.88) e Miguel Francis, da Grã-Bretanha em segundo (19.97).

Foi a melhor marca de Aldemir, que treina com a técnica Vânia Valentino da Silva, nos 200 m na temporada - já havia corrido 20.25 - e bem próximo da sua melhor marca pessoal, que é de 20.15. O carioca Aldemir ratificou mais uma vez o índice para o Mundial de Doha, no Catar (20.40), que será disputado de 27 de setembro a 6 de outubro. Obteve também a marca mínima exigida pela IAAF para os Jogos de Tóquio 2020 (20.24).

No Meeting Internacional de Atletismo da Guarda, em Portugal, o carioca venceu os 200 m, com a marca de 20.27 (0.1), batendo o recorde do campeonato. No 33º Meeting Cidade de Pádova, no Estádio D. Colbachini, na Itália, no dia 16, venceu os 200 m, com 20.25 (1.1). 

Todos os velocistas brasileiros se despediram de camping de treinamento e competições na Europa nesta etapa da Liga Diamante. O Brasil, com Rodrigo do Nascimento (Orcampi Unimed), Jorge Vides  Derick Silva e Aldemir Jr (os três do Pinheiros) ficou em quarto lugar, com 38.01, neste domingo (21/7). A Grã-Bretanha venceu o revezamento, com 37.60, seguida do Japão (37.78) e da Holanda (37.99).O recorde sul-americano é de 37.90

Os velocistas brasileiros, em função dos excelentes resultados conquistados no Mundial de Revezamentos de Yokohama, em maio, quando o Brasil levou o título no masculino e foi quarto colocado no feminino, foram chamados pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Olímpico do Brasil para um Camping Internacional de Treinamento que começou dia de 30 de junho, em Lisboa, em Portugal, e em Madri, Espanha, e termina neste domingo (21/7).

No sábado (20/7), no mesmo Estádio de Londres, o revezamento 4x100 m feminino do Brasil também ficou em quarto lugar na etapa da Liga Diamante com Andressa Fidélis (IEMA-São Bernardo), Vitória Rosa, Franciela Krasucki e Rosângela Santos (todas do Pinheiros), em 43.18. Neste domingo, Rosângela Santos correu os 100 m em 11.43 e não avançou para a final.

Agora, os velocistas disputam os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru - a maratona será dia 27/7, a marcha atlética 20 Km no dia 4 de agosto e as demais provas do atletismo entre os dias 6 e 11 de agosto.

Os velocistas convocados para o Pan
Masculino
Paulo André de Oliveira (Pinheiros-SP) - 100 m - 200 m - 4x100 m
Rodrigo Nascimento (Orcampi Unimed-SP) - 100 m - 4x100 m
Derick de Souza (Pinheiros-SP) - 4x100 m
Jorge Henrique Vides (Pinheiros-SP) - 4x100 m


Feminino
Vitória Rosa (Pinheiros-SP) - 100 m - 200 m - 4x100 m
Franciela Krasucki (Pinheiros-SP) - 100 m - 4x100 m
Lorraine Martins (CT-DEO-RJ) - 200 m - 4x100 m
Rosangela Santos (Pinheiros-SP) - 4x100 m
Andressa Moreira Fidelis (IEMA/São Bernardo-SP) - 4x100 m

Darlan Romani volta a brilhar na Europa a caminho do Pan-Americano

A região do mercado de Kosciuszko, em Bialystok, na Polônia, viveu uma tarde emocionante neste domingo (7/7). A área central se tornou uma arena de atletismo, com encontro de várias estrelas da modalidade, na disputa do Meeting Gwiazd Bialystok.

Uma delas foi o brasileiro Darlan Romani, que venceu a prova do arremesso do peso, com a marca de 22,02 m. O polonês Michał Haratyk ficou em segundo lugar, com 21,88 m.

O catarinense, do Pinheiros, venceu na semana passada a etapa da Liga Diamante, de Stanford, Califórnia, nos Estados Unidos, com 22,61 m, novo recorde sul-americano.

Darlan, que treina no Centro Nacional de Desenvolvimento de Atletismo (CNDA) da CBAt e mora em Bragança Paulista, está participando do Camping Internacional de Treinamento e Competição, parte do Programa de Preparação Olímpica, em León, Espanha, com o técnico cubano Justo Navarro. O camping começou no dia 27 de maio e prossegue até 3 de agosto.

Darlan disputa agora os Jogos Pan-Americanos de Lima, de 26 de julho a 11 de agosto, e o Mundial de Doha, Catar, de 27 de setembro a 6 de outubro.

Na Alemanha, no Meeting de Bottrop, Tiffani Marinho (Orcampi Unimed) venceu neste domingo os 400 m, com 52.78, terceira melhor marca do ano no Ranking Brasileiro.

Thiago Braz e Darlan Romani estreiam bem na Liga Diamante 2019

Os brasileiros Thiago Braz e Darlan Romani, ambos do Pinheiros, estrearam bem na Liga Diamante, o principal circuito de competições da IAAF. Os dois conquistaram medalha nesta sexta-feira (3/5) na etapa de abertura da competição, disputada no Estádio Khalifa, em Doha, no Catar.

O campeão olímpico Thiago Braz garantiu a prata na prova do salto com vara, com 5,71 m, seu melhor resultado ao ar livre do ano, ratificando índices para o Pan-Americano de Lima e para o Mundial de Doha, que será disputado no mesmo estádio.

O campeão da prova foi o norte-americano Sam Kendricks, ouro no Mundial de Londres 2017 e bronze nos Jogos do Rio 2016, com 5,80 m (ainda tentou 5,85 m). O bronze foi para o japonês Seito Yamamoto, com 5,61 m.

Thiago, que havia ficado domingo em quarto lugar no GP Brasil Caixa, em Bragança Paulista (SP), com 5,45 m, começou a competição desta sexta-feira com 5,46 m, superando na segunda tentativa. Depois passou na primeira 5,61 m, e na segunda 5,71 m. Falhou nos três saltos a 5,80 m.

"Ele poderia ter feito um pouco mais, as tentativas de 4,80 m não foram boas. Mas ele está treinando muito bem e foi a primeira vez em que colocamos 18 passadas na corrida na temporada. E tem os fusos horários - Chula Vista (EUA), Brasil, Doha - e ele estava um pouco cansado. Mas a marca confirma o índice do Mundial e o trabalho segue para acertos da técnica e para manter o nível que ele tem", afirmou o técnico Elson Miranda, de Doha. O próximo compromisso de Thiago Braz será a disputa do Sul-Americano de Lima, no Peru, de 24 a 26/5.  

No arremesso do peso, Darlan voltou a mostrar muita regularidade, terminando em terceiro lugar, com 21,60 m, marca obtida na quarta tentativa. No total, conseguiu cinco arremessos acima dos 21 metros: 21,24 m, 21,42 m, 21,60 m, 21,39 m e 21,23 m.

O recordista sul-americano e campeão da Copa Continental de 2018 só foi superado por duas feras: o norte-americano Ryan Crouser, campeão olímpico no Rio 2016, com 22,13 m, e o neozelandês Tomas Walsh, campeão mundial em Londres 2017, com 22,06.

No GP Brasil Caixa, no dia 28/4, Darlan ficou em segundo lugar, com 21,69 m, perdendo para o nigeriano Chukwuebuka Enekwechi, que marcou 21,77 m. O catarinense também ratificou qualificação para o Pan de Lima e para o Mundial de Doha.

“A regularidade é uma meta importante, assim como arremessar sempre acima dos 21 m”, comentou o atleta de 28 anos.

Thiago Braz e Darlan Romani competem na etapa de Doha da Liga Diamante

A Liga Diamante 2019, o principal circuito de competições da IAAF, começa nesta sexta-feira (3/5), com a disputa da etapa de Doha, no Catar, a primeira de seus 14 meetings, incluindo as finais. O diferencial é que os atletas disputam a competição no recém-reformado Estádio Khalifa, no bairro Aspire Zone, que em menos de cinco meses será sede do Campeonato Mundial de Atletismo 2019, de 27 de setembro a 6 de outubro.

O Brasil estará representado por dois atletas na competição, que distribui U$ 8 milhões em prêmios no final da temporada. O campeão olímpico Thiago Braz está inscrito no salto com vara, enquanto o campeão da Copa Continental Darlan Romani disputa o arremesso do peso. Os dois atletas são do Pinheiros.

No salto com vara, a partir das 12:20 de Brasília, Thiago Braz, que tem 5,45 m como melhor resultado ao ar livre em 2019, enfrentará adversários fortes. Entre os principais estão o norte-americano Sam Kendricks, campeão mundial em Londres 2017 e bronze no Rio 2017, que saltou 5,80 m este ano, o grego Konstantinos Filippidis, campeão mundial indoor em Sopot 2014, e o polonês Piotr Lisek, prata no Mundial de Londres 2017 e bronze em Pequim 2015, que tem 5,93 m indoor este ano.

“Vai ser bom enfrentar alguns dos melhores do mundo de novo. Estou bem treinado, confiante e espero que o resultado saia no decorrer da competição”, disse o paulista de Marília Thiago Braz.

No arremesso do peso, Darlan Romani, recordista sul-americano com 22,00 m, terá adversários fortíssimos, a partir das 14 horas, também no horário de Brasília. “Vou tentar fazer o meu melhor. O resultado será consequência”, comentou o catarinense, antes de viajar para o Catar.

O brasileiro vai enfrentar o neozelandês Tomas Walsh, campeão mundial em Londres 2017 e bronze nos Jogos do Rio 2016, e o norte-americano Ryan Crouser, campeão olímpico no Rio 2016, que marcou 22,74 m em março, em Long Beach (EUA), recorde pessoal e melhor resultado da temporada. Joe Kovacs, também dos Estados Unidos, ganhou prata no Rio 2016, ouro em Pequim 2015 e prata em Londres 2017. O alemão David Storl, campeão mundial em Daegu 2011 e Moscou 2013, também está inscrito.

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