fbpx

Thiago Braz e Darlan Romani estreiam bem na Liga Diamante 2019

Os brasileiros Thiago Braz e Darlan Romani, ambos do Pinheiros, estrearam bem na Liga Diamante, o principal circuito de competições da IAAF. Os dois conquistaram medalha nesta sexta-feira (3/5) na etapa de abertura da competição, disputada no Estádio Khalifa, em Doha, no Catar.

O campeão olímpico Thiago Braz garantiu a prata na prova do salto com vara, com 5,71 m, seu melhor resultado ao ar livre do ano, ratificando índices para o Pan-Americano de Lima e para o Mundial de Doha, que será disputado no mesmo estádio.

O campeão da prova foi o norte-americano Sam Kendricks, ouro no Mundial de Londres 2017 e bronze nos Jogos do Rio 2016, com 5,80 m (ainda tentou 5,85 m). O bronze foi para o japonês Seito Yamamoto, com 5,61 m.

Thiago, que havia ficado domingo em quarto lugar no GP Brasil Caixa, em Bragança Paulista (SP), com 5,45 m, começou a competição desta sexta-feira com 5,46 m, superando na segunda tentativa. Depois passou na primeira 5,61 m, e na segunda 5,71 m. Falhou nos três saltos a 5,80 m.

"Ele poderia ter feito um pouco mais, as tentativas de 4,80 m não foram boas. Mas ele está treinando muito bem e foi a primeira vez em que colocamos 18 passadas na corrida na temporada. E tem os fusos horários - Chula Vista (EUA), Brasil, Doha - e ele estava um pouco cansado. Mas a marca confirma o índice do Mundial e o trabalho segue para acertos da técnica e para manter o nível que ele tem", afirmou o técnico Elson Miranda, de Doha. O próximo compromisso de Thiago Braz será a disputa do Sul-Americano de Lima, no Peru, de 24 a 26/5.  

No arremesso do peso, Darlan voltou a mostrar muita regularidade, terminando em terceiro lugar, com 21,60 m, marca obtida na quarta tentativa. No total, conseguiu cinco arremessos acima dos 21 metros: 21,24 m, 21,42 m, 21,60 m, 21,39 m e 21,23 m.

O recordista sul-americano e campeão da Copa Continental de 2018 só foi superado por duas feras: o norte-americano Ryan Crouser, campeão olímpico no Rio 2016, com 22,13 m, e o neozelandês Tomas Walsh, campeão mundial em Londres 2017, com 22,06.

No GP Brasil Caixa, no dia 28/4, Darlan ficou em segundo lugar, com 21,69 m, perdendo para o nigeriano Chukwuebuka Enekwechi, que marcou 21,77 m. O catarinense também ratificou qualificação para o Pan de Lima e para o Mundial de Doha.

“A regularidade é uma meta importante, assim como arremessar sempre acima dos 21 m”, comentou o atleta de 28 anos.

Thiago Braz e Darlan Romani competem na etapa de Doha da Liga Diamante

A Liga Diamante 2019, o principal circuito de competições da IAAF, começa nesta sexta-feira (3/5), com a disputa da etapa de Doha, no Catar, a primeira de seus 14 meetings, incluindo as finais. O diferencial é que os atletas disputam a competição no recém-reformado Estádio Khalifa, no bairro Aspire Zone, que em menos de cinco meses será sede do Campeonato Mundial de Atletismo 2019, de 27 de setembro a 6 de outubro.

O Brasil estará representado por dois atletas na competição, que distribui U$ 8 milhões em prêmios no final da temporada. O campeão olímpico Thiago Braz está inscrito no salto com vara, enquanto o campeão da Copa Continental Darlan Romani disputa o arremesso do peso. Os dois atletas são do Pinheiros.

No salto com vara, a partir das 12:20 de Brasília, Thiago Braz, que tem 5,45 m como melhor resultado ao ar livre em 2019, enfrentará adversários fortes. Entre os principais estão o norte-americano Sam Kendricks, campeão mundial em Londres 2017 e bronze no Rio 2017, que saltou 5,80 m este ano, o grego Konstantinos Filippidis, campeão mundial indoor em Sopot 2014, e o polonês Piotr Lisek, prata no Mundial de Londres 2017 e bronze em Pequim 2015, que tem 5,93 m indoor este ano.

“Vai ser bom enfrentar alguns dos melhores do mundo de novo. Estou bem treinado, confiante e espero que o resultado saia no decorrer da competição”, disse o paulista de Marília Thiago Braz.

No arremesso do peso, Darlan Romani, recordista sul-americano com 22,00 m, terá adversários fortíssimos, a partir das 14 horas, também no horário de Brasília. “Vou tentar fazer o meu melhor. O resultado será consequência”, comentou o catarinense, antes de viajar para o Catar.

O brasileiro vai enfrentar o neozelandês Tomas Walsh, campeão mundial em Londres 2017 e bronze nos Jogos do Rio 2016, e o norte-americano Ryan Crouser, campeão olímpico no Rio 2016, que marcou 22,74 m em março, em Long Beach (EUA), recorde pessoal e melhor resultado da temporada. Joe Kovacs, também dos Estados Unidos, ganhou prata no Rio 2016, ouro em Pequim 2015 e prata em Londres 2017. O alemão David Storl, campeão mundial em Daegu 2011 e Moscou 2013, também está inscrito.

O garoto Alison dos Santos, 18 anos, foi destaque do GP Brasil Caixa de Atletismo

Um garoto de 18 anos roubou a cena do Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo, disputado na tarde deste domingo (dia 28/4), no Estádio do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), na cidade de Bragança Paulista. O paulista Alison Brendom Alves dos Santos (Pinheiros) venceu a prova dos 400 m com barreiras, com 48.84, quebrando o recorde sul-americano sub-20. Ele alcançou ainda a liderança do Ranking Mundial da categoria, o quarto lugar no Ranking Adulto da IAAF de 2019 e o sétimo melhor tempo na história na América do Sul.

“Não esperava conseguir essa marca agora de jeito nenhum. Estou bem treinado, mas a projeção era de correr abaixo de 49.00 mais para a frente”, comentou o atleta, que ratificou índices para o Pan-Americano de Lima e para o Campeonato Pan-Americano Juvenil de San José e atingiu a marca mínima para o Mundial de Doha.

“Faço questão de correr as três competições e mais as que aparecerem. Estou muito feliz com meus resultados neste início de temporada", comentou o barreirista, que havia corrido 49.48, no dia 19 de abril, em Azusa, nos Estados Unidos, onde participou de um Camping de Treinamento e Competição, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil e Confederação Brasileira de Atletismo, por meio do Programa de Campings Internacionais da Caixa.

Alison, treinado por Felipe de Siqueira da Silva, é considerado uma das maiores promessas do atletismo brasileiro. Ele ganhou medalha de ouro no revezamento misto 4x400 m no Mundial Sub-18 de Nairóbi, no Quênia, em 2017 e a medalha de bronze nos 400 m com barreiras no Mundial Sub-20 de Tampere, na Finlândia, em 2018.

Além de Alison, mais um brasileiro conseguiu índice para o Mundial: Gabriel Constantino (Pinheiros) nos 200 m. Ele completou a prova em segundo lugar, com 20.21 (0.9), ficando atrás do colombiano Bernardo Balones, com 20.08. O terceiro colocado, o também brasileiro Aldemir Gomes Junior, com 20.38, ratificou a qualificação para Doha.

“O resultado mostra que estou bem rápido, mas não pretendo correr os 200 m no Mundial por causa no calendário da competição e porque quero me concentrar nos 110 m com barreiras”, lembrou o atleta, já qualificado nesta prova. Aliás, ele venceu mais cedo os 110 m, com 13.24 (3.8), mas o vento impediu a homologação do resultado. “Infelizmente o vento estava acima, mas estou feliz com o meu desempenho.”

O vento atrapalhou ainda a realização dos 100 m com barreiras e o salto em distância. Os 100 m com barreiras foi vencido por Andrea Vargas, da Costa Rica, com 12.78 (2.8). “É minha segunda melhor marca, com vento. É importante já que é início de temporada e quero chegar forte para os objetivos principais, que são Pan e Mundial”, lembrou.

No salto em distância, a prova vencida pelo uruguaio Emiliano Lasa, com 8,21 m (3.0), Alexsandro Melo ficou em segundo lugar, com 8,18 m (2.5). “Estou fazendo uma sequência boa de saltos. Esse ano estou mais focado no triplo, já que sou o 2º no ranking mundial com 17,31 m, mas é claro que não deixo de lado o distância”, disse. “Agora vou dar uma parada de um mês, porque venho de competições seguidas e depois focar no Pan-Americano e no Mundial para chegar lá com chances de medalhas” completou.

Nas duas provas consideradas mais fortes da competição, antes da disputa, o britânico Nick Miller e o queniano Alfred Kipketer confirmaram o favoritismo no lançamento do martelo e nos 800 m. Nick venceu com 73,81 m. “Apesar do vento, foi uma ótima competição”, afirmou. Já Kipketer ganhou com 1:47.16. “Estamos no início de temporada e os resultados vão melhorar daqui para frente”, comentou.

O brasileiro Thiago André terminou em terceiro lugar, com 1:48.47. “Saí para forçar o ritmo, mas em termos de resultado não foi aquilo que a gente esperava. Viajo nesta segunda-feira para a Colômbia, para fazer treino de altitude, e depois corro uma prova em Pequim, no dia 21 de maio”, contou.

Outra jovem que se destacou foi Giovana Rosália dos Santos (FCTE), que ficou em segundo lugar nos 400 m, com o recorde pessoal de 53.38. Aos 18 anos, garantiu qualificação para o Pan Sub-20 e o Pan-Americano de Lima. “Não aguentava mais a agonia de não fazer o índice. Agora é um alívio enorme, já posso respirar”, brincou. A vencedora foi Maggie Barrie, de Serra Leoa, com 52.62.

Disco, com ratificação de índices

Um bom resultado foi alcançado também no lançamento do disco, com a norte-americana Valarie Allman, líder do Ranking Mundial. Ela venceu com 65,39 m. “Foi uma linda competição, é minha primeira vez no Brasil e me sinto muito agradecida pelo convite”, disse.

Já a paraibana Andressa Morais (Pinheiros), campeã do ano passado, ficou na segunda colocação, com 64.86, enquanto Fernanda Borges terminou na terceira, com 61,62 m. As duas ratificaram qualificação para o Pan e o Mundial.

Outras duas provas muito esperadas pelo público, que ganhou arquibancadas próximas às competições, foram o salto com vara e o arremesso do peso. O campeão foi Augusto Dutra (Pinheiros), com 5,75 m, melhor resultado da temporada, repetindo índice do Pan e do Mundial. “A competição começou difícil, com muito vento lateral, mas consegui bons saltos. Ainda tentei 5,85 m para melhorar minha posição no Ranking Mundial, mas não deu”, lembrou o atleta que treina com Henrique Camargo.

Já o campeão olímpico Thiago Braz da Silva terminou na quarta posição, com 5,45 m. “O resultado não reflete o meu treinamento. Estou me sentindo muito bem e confiante. Tenho certeza que vou acertar meus saltos nas próximas provas”, comentou.

No arremesso do peso, o campeão da Copa Continental Darlan Romani foi o vice-campeão, com 21,69 m, ficando atrás apenas do nigeriano Chukwuebuka Enekwechi, campeão com 21,77 m. “Queria muito vencer na minha casa, diante de meus familiares, mas não deu. Treinei muito forte até sexta-feira e faltou um pouco para ganhar”, disse.

Thiago Braz e Darlan Romani viajam na madrugada de terça-feira (30/4) para Doha, no Catar, onde disputam a etapa de abertura da Liga Diamante 2019.

“Foi espetacular, um dia com sol e presença de bom público no CNDA. Foi excelente o resultado do Alison Santos, nos 400 m com barreiras, recorde sul-americano sub-20. Não conseguimos ganhar algumas provas, como o peso e o disco, mas os atletas brasileiros estão em ascensão e em boa preparação para o Pan e o Mundial”, avaliou o presidente da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho.

O GP Brasil Caixa de Atletismo teve duas provas de exibição de atletas paralímpicos com destaque para Petrucio dos Santos, que venceu os 100 m rasos com 10.37 (2,3).

Resultados GP Brasil de Atletismo 2019

Lançamento do martelo Masculino

1º - Nick Miller (GBR) - 73.81

2º - Bence Halász (HUN) - 73.26

3º - Pavel Bareisha (BLR) - 72.82

Salto com Vara Masculino

1º Augusto Dutra (BRA) - 5.75

2º German Chiaraviglio (ARG) - 5.60

3º Audie Wyatt (USA) - 5.60

100 m com barreiras

1º Andrea Vargas (CRC) - 12.78

2º Evonne Morrison (USA) - 12.80

3º Ebony Morrison (USA) - 13.01

110 m com barreiras

1º Gabriel Constantino (BRA) - 13.24

2º Jonathas Brito (BRA) - 13.44

3º Eduardo Rodrigues (BRA) - 13.45

Arremesso do Peso Feminino

1º Jessica Ramsey (USA) - 18.90

2º Daniela Hill (USA) -17.84

3º Cleopatra Borel (TTO) - 17.49

800 m Masculino

1º Alfred Kipketer (KEN) - 1.47.16

2º Cornelius Tuwel (KEN) - 1.47.24

3º Thiago André (BRA) - 1.48.47

400 m Feminino

1º Maggie Barrie (SLE) - 52.62

2º Giovana dos Santos (BRA) - 53.38 (PB)

3º Titania Markland (JAM) - 53.55

Salto em Distância Masculino

1º Emiliano Lasa (URU) - 8.21

2º Alexsandro Melo (BRA) - 8.18

3º Ifeanyinchukwu Otuonye (TKS) - 7.97

Arremesso do Peso Masculino

1º Chukwuebuka Enekwechi (NGR) - 21.77

2º Darlan Romani (BRA) - 21.69

3º Curtiss Jenses (USA) - 20.40

Lançamento do Disco Feminino

1º Valarie Allman (USA) - 65.39

2º Andressa Morais (BRA) - 64.86

3º Fernanda Martins (BRA) - 61.62

3.000 m Feminino

1º Daisy Jepkemei (KAZ) - 8.52.16

2º Norah Jeruto (KAZ) - 8.53.38

3º Beyenu Degefa (ETH) - 9.09.36

400 m com barreiras Masculino

1º Alison dos Santos (BRA) - 48.84

2º Alfredo Sepúlveda (CHI) - 49.63

3º Quincy Downing (USA) - 49.71

400 m com barreiras Feminino

1º Nikita Tracey (JAM) - 55.53

2º Cassandra Tate (USA) - 56.34

3º Marlene dos Santos (BRA) - 56.79

1.500 m Masculino

1º Michael Kibet (KEN) - 3.38.85

2º Hicham Akankam (MAR) - 3.39.31

3º Hicham Ouladha (MAR) - 3.39.73

200 m Masculino

1º Bernardo Baloyes (COL) - 20.08

2º Gabriel Constantino (BRA) - 20.21

3º Aldemir Junior (BRA) - 20.38

Daniel Chaves obtém bom resultado na Maratona de Londres

O fluminense Daniel Chaves, o único brasileiro no grupo de elite da competição, terminou em 15º lugar na Maratona de Londres, na manhã deste domingo (28/4), na Inglaterra. Ele obteve a marca de 2:11:10, assumindo a liderança do Ranking Brasileiro e ratificou os índices para o Pan-Americano de Lima e para o Mundial de Doha (ele tinha 2:13:16). O resultado é índice olímpico (2:11:30), segundo lista da IAAF, mas a Confederação Brasileira de Atletismo ainda vai divulgar seus critérios para Tóquio 2020.

O queniano Eliud Kipchoge, campeão olímpico, mundial e recordista mundial (2:01:39), manteve a sua hegemonia na prova. Ele quebrou o recorde da competição, com 2:02:37, tornando-se o primeiro atleta a vencer quatro vezes a maratona. O britânico Mo Farah, bicampeão olímpico dos 5.000 e 10.000 m, terminou em quinto lugar, com 2:05:39.

Já na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, os etíopes dominaram. Tadu Abate (2:08:25) foi o campeão do masculino, enquanto Dibabe Kuma (2:24.41) venceu no feminino.

Simone Ponte Ferraz foi a brasileira mais bem colocada na competição. Ela ficou em 17º lugar, com 2:38:35. Já Adriana Aparecida da Silva terminou em 24º, com 2:42:44, no feminino.

No masculino, Wellington Bezerra da Silva completou os 42,195 km em 18º, com 2:13:34. Paulo Roberto de Almeida Paula ficou em 23º, com 2:14:34, e Wagner Silva, em 35º, com 2:19:14.

O gari Johnatas Cruz é uma das atrações do Brasil no Mundial de Cross Country de Aarhus

O mineiro Johnatas de Oliveira Cruz (Guarulhos-SP) é uma das atrações da Seleção Brasileira convocada para disputar o Campeonato Mundial de Cross Country, no próximo dia 30 de março, em Aarhus, na Dinamarca. Gari de profissão, em São Paulo, Jonathas descobriu as corridas de rua há três anos.

Em sua primeira temporada no cross country, ganhou a medalha de prata na Copa Brasil Caixa, realizada dia 27 de janeiro, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, e garantiu a mesma posição no Sul-Americano de Guayaquil, no Equador, no dia 23 de fevereiro. “Foi um sonho competir pela primeira vez fora do Brasil e voltar com uma medalha e classificado para um Mundial, ainda mais na Europa”, comentou. “Às vezes, nem eu mesmo acredito”, disse Johnatas, que foi o quarto melhor brasileiro na última São Silvestre, ao terminar na 13ª colocação.

“Estou treinando muito, sei que devo enfrentar frio e a força dos africanos. Este é o meu primeiro ano de cross e lá o objetivo é fazer o melhor possível e ganhar experiência. Ver os melhores em ação”, disse o atleta, de 28 anos.

Nascido em São Pedro dos Ferros (MG), Jonathas trabalha das 18:30 às 00:40 na coleta de lixo, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo. “Tenho tempo de fazer academia, de treinar na rua perto da minha casa em Cidade Tiradentes, de fazer pista duas vezes por semana na Ponte Grande, em Guarulhos.”

Orientado por Lafaiete Luiz, da Secretaria de Esportes de Guarulhos, Johnatas tem 29:30, como melhor resultado nos 10 km, obtido em 2018, na Tribuna FM, em Santos. Este ano, na mesma prova, espera correr abaixo dos 29:00. “Sou novo no atletismo, mas estou treinando muito bem.”

Johnatas mudou-se para São Paulo aos 12 anos. A paixão era o futebol e tentou a sorte em peneiras no São Caetano, Santo André e Corinthians. “Passei em todas, mas não tinha condições financeiras de me manter”, contou.

Então resolveu trabalhar para ajudar a família. Lavou carros, calibrou pneus, foi frentista e caixa em posto de gasolina. Em 2012, conseguiu emprego na EcoUrbis, empresa responsável pela coleta de lixo nas Zonas Sul e Leste de São Paulo. Desde 2005, a empresa promove um programa de incentivo aos funcionários que treinam atletismo. E aí o caminho foi natural. De tanto correr atrás do caminhão, resolveu se arriscar nas corridas de rua.

“Estou feliz e meus sonhos estão apenas começando. Posso pensar mais longe? Acho que posso. Só depende do meu esforço”, disse o corredor, que não esconde o desejo de correr uma maratona e tentar índice olímpico para os Jogos de Tóquio 2020. “Tudo aconteceu tão rápido.”

A Seleção Brasileira de Cross

A delegação brasileira para o Mundial de Aarhus está definida. O chefe será Marcos Paulo Garcia de Andrade (RS), que contará com o apoio da médica Helena Vitória de Oliveira de Camargo (SP), do fisioterapeuta Nelson Guarnier Filho (SP) e dos treinadores Alcides dos Santos Gonçalves Neto (SP) e Alex Sandro de Jesus Lopes (SP).

Gilberto Silvestre Lopes (Pé de Vento-RJ) pediu dispensa.Ele está em Paipa, na Colômbia, em treinamento de altitude, visando a Maratona de Hamburgo, no dia 28 de abril. Para o seu lugar foi chamado Glenison Gilbert de Carvalho (UFJF-MG).

Os atletas convocados são: 

Adulto – masculino – 10 km

Johnatas de Oliveira Cruz (Guarulhos-SP)                       

André Ramos de Souza (Barra do Garças-MT)

Nicolas Antonio Gonçalves (Orcampi Unimed-SP)

Glenison Gilbert de Carvalho (UFJF-MG)

Sub-20 – feminino – 6 km

Jeovana Fernanda dos Santos (ABDA-SP)

Leticia Almeida Belo (Orcampi Unimed-SP)

Bianca Vitória dos Santos (FAE Osasco-SP)

Maria Lucineida Moreira (Projeto Campeão-PE)

Caio Bonfim conquista o 8º título da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

Caio Oliveira de Sena Bonfim (CASO-DF) confirmou o seu favoritismo e conquistou na manhã deste domingo (17/3) a oitava vitória seguida na prova dos 20 km da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, disputada num circuito de 1 km na Rua Manoel Rebelo dos Santos, na Praça do Pescador, em frente à Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, no Bairro da Barra, na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Medalha de bronze no Mundial de Londres 2017 e grande atração do evento, Caio completou a distância em 1:23:26, a melhor marca pessoal na competição (a anterior era de 1:25:42, obtida em 2013 em Barueri-SP).

“Estou muito feliz por ter marchado bem, não ter levado nenhuma advertência e conseguido um bom resultado”, comentou o brasiliense que na terça-feira (19/3) comemora 28 anos. “Tudo isso dá mais confiança e mostra que o trabalho está muito bem feito”, disse o atleta, treinado por João Sena e Gianetti Bonfim, seus pais.

Na expectativa de ser pai – a mulher Juliana está grávida de 4 meses - , Caio prepara-se agora para o Grande Prêmio de Rio Maior de Marcha, em Portugal, no dia 6 de abril, quando fará a estreia no IAAF Race Walking Challenge 2019. Caio confirmou também a participação no Pan-Americano de Marcha Atlética do México, também em abril, que também é uma das etapas do Circuito da IAAF.

No feminino, Elianay Santana Barbosa , também do CASO-DF, foi a campeã. A atleta tocantinense completou as 20 voltas no circuito em 1:40:36. “Foi minha primeira vitória na Copa Brasil e estou muito feliz, depois de ter ficado muitas vezes no pódio. Finalmente venci”, comemorou. “Foi minha segunda prova do ano e estou muito otimista. O objetivo é conseguir os índices para o Pan de Lima e para o Mundial de Doha”, concluiu.

A carioca Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) ficou em segundo lugar na prova, com 1:41:48. Ela era a campeã do evento, título conquistado no ano passado, em Sobradinho (DF). Viviane venceu no último dia 17 de fevereiro a prova dos 50 km da Copa Brasil Caixa, realizada em Bragança Paulista, com 4:37.05 – novo recorde brasileiro.

Agora, terá de decidir se disputa os 20 ou os 50 km no Campeonato Pan-Americano, marcado para os dias 20 e 21 de abril, em Lázaro Cárdenas, no México, já que os três primeiros colocados nos 20 km adulto (masculino e feminino) e os três primeiros nos 10 km sub-20 (masculino e feminino) estão qualificados.

Pódios da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

Classificação individual

20 km – adulto – feminino
1-Elianay Santana Barbosa (CASO-DF) – 1:40:36 
2-Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) – 1:41:48
3-Paula Raissa Paz (Sport Club Recife-PE) – 1:47:35

20 km – adulto – masculino
1-Caio Bonfim (CASO-DF) – 1:23:26. 
2-Lucas Gomes Mazzo (Orcampi Unimed-SP) - 1.29.14 
3-José Alessandro Bagio (FME Timbó) – 1:30:07

10 km – sub-20 – feminino
1-Gabriela de Souza Muniz (CASO-DF) – 52:20
2-Tatiana de Morais Pereira (ABDA-SP) - 52.30
3-Laryssa Fernanda Frois (Curitiba SMELJ-PR) - 54.02

10 km – sub-20 - masculino

1-Murilo Coutinho Ribeiro (PM Colombo-PR) – 46:59
2-Kauan da Silva Domingues (MEM-SP) – 47:00 
3-Paulo Henrique Ribeiro (PM Colombo-PR) – 48:00

10 km - sub-18 – masculino
1-Edson Erico Alves de Aguiar (Atletas com Futuro-PE) – 53:34
2-Alexsandro Sousa Silva (FME Timbó-SC) – 54:03
3-Rian Ribeiro dos Santos (PM Colombo-PR) – 55:07

5 km - sub-18 – feminino
1-Gabrielly Cristina dos Santos (PM Colombo-PR) – 25:44
2-Gabriela Santos de Almeida (CASO-DF) – 29:21 
3-Jéssica Dias Cunha (ACA-SC) – 29:59

5 km - sub-16 - masculino
1-Kauã Lucas Gasparin (PM Colombo-PR) - 27:01
2-Micael Reichert Fernandes (AABLU-SC) - 27:14
3-Wellington Kauã Ramos (PM Colombo-PR) – 29:16

3 km - sub-16 – feminino
1-Thaliane Janaína da Cruz (PM Colombo-PR) – 16:26
2-Kaylane da Silva Santana (EMFCA-RJ) – 17:11
3-Fernanda Cidrin Santos (Projeto Atletismo Campeão-PE) – 17:40

Darlan sonha com "uma medalhinha" no Pan e Mundial

O recordista sul-americano do arremesso do peso Darlan Romani sempre foi muito comedido nas opiniões e avesso a prognósticos. Aos 27 anos, líder no Ranking Mundial da IAAF ao ar livre de 2019, com 21,83 m, ele não esconde, porém, suas metas para esta temporada: competir bem nos eventos internacionais e lutar por uma “medalhinha” nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto, e no Mundial de Doha, no final de setembro e início de outubro. “Competir bem é meu objetivo. A gente quer uma medalhinha”, afirma Darlan.

Razões para este catarinense de Concórdia, nascido no dia 4 de abril de 1991, estar um pouco mais “tranquilo” não faltam. Afinal, ele terminou 2018 em quinto lugar no Ranking Mundial, com 22 m, entrando de vez no grupo dos maiores arremessadores da história. Outro fato: venceu a Copa Intercontinental da IAAF, disputada em Ostrava, na República Tcheca, quando integrou a equipe das Américas.

“A boa campanha do ano passado só aumenta a minha responsabilidade. Para me manter e melhorar meu nível internacional tenho de arremessar sempre acima dos 21 m e espero isso nas etapas da Liga Diamante, no Pan e no Mundial”, disse Darlan, em entrevista dada no Centro Nacional de Desenvolvimento de Atletismo (CNDA), da Confederação Brasileira de Atletismo, em Bragança Paulista (SP), cidade onde mora e treina.

A marca de 21,83 m, alcançada no último sábado (23/02), no Torneio Pinheiros/CBAt, em São Paulo, é melhor que todos os resultados obtidos pelo atleta até 2018. O bom desempenho também marcou a sua melhor estreia numa temporada.

Desde 2010, quando deixou a casa dos pais e mudou-se para Uberlândia (MG), aos 18 anos, ele é orientado pelo especialista cubano Justo Navarro. Desde então, a evolução tem sido constante, com exceção de 2013, quando sofreu com uma lesão. Saiu de 17,19 m em 2010 para 22 m em 2018.

“Os treinos são cumulativos e vou ganhando mais força a cada ano”, disse o atleta do Pinheiros, que chega a fazer mais de 60 arremessos numa sessão de preparação técnica e levanta mais de 200 kg nos exercícios de musculação. “Estamos no caminho certo e sigo todas as recomendações do Prof”, como ele chama o treinador Justo Navarro. “Os sonhos só vão aumentando.”

Todos os treinos técnicos e físico são realizados na excelente estrutura do CNDA, que é mantido por um Programa específico patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Depois de domar uma gordura de grau 4 no fígado – agora está com grau 1 -, Darlan está cada vez mais forte fisicamente. Com 1,87 m, seu peso varia de 150 a 154 kg, e tem 23% de gordura, com ganho expressivo de massa muscular.

A melhora do fígado deve-se ao cuidado extremo de sua mulher, Sara, ex-atleta do salto com vara. Ela cuida pessoalmente da dieta do marido, das refeições com produtos orgânicos e de alta qualidade. Casado há 5 anos, é pai de Alice, de 3.

Planejamento

Darlan, que este ano passou a ter como agente o espanhol Juan Pineda, só deve começar a temporada na Europa em junho. Ele viaja para o Sul-Americano de Lima, que será disputado de 24 a 25 de maio, e de lá segue para Leon, na Espanha, para um Camping Internacional de Treinamento e Competições de Arremesso e Lançamento, dentro do Programa de Preparação Olímpica realizado pela CBAt em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

“É muito bom treinar em Leon. Lá existem vários tipos de áreas de arremessos (são cinco), o que permite sentir diferentes pisos e não ser surpreendido depois nas competições”, lembrou o 3º sargento da Aeronáutica, que gosta muito de morar em Bragança porque se parece com sua Concórdia (SC). “É uma cidade montanhosa, gostosa, me sinto realmente em casa”, comentou o atleta, que nos raros momentos de folga foge para um sítio de um amigo em Atibaia para pescar como se fosse no “barranco do rio”.

Nas etapas da Liga Diamante, Darlan reencontrará seus principais adversários, que na verdade formam uma confraria, segundo ele. “Um torce pelo outro. Na Copa Intercontinental, o Tomas Wash, campeão mundial, e o Ryan Crouser, campeão olímpico, vieram me abraçar depois que venci a prova. Disseram que eu merecia a medalha de ouro pelo que tinha feito em toda a temporada”, contou.

No Brasil, ele reconhece a importância que Justo Navarro tem para a prova do arremesso do peso (ele orienta ainda Geisa Arcanjo, no feminino). Acredita que outros atletas podem chegar ao nível internacional. “William Dourado e o Welington Morais, por exemplo, têm potencial e só precisam de mais suporte para crescer”, comentou.

Evolução de Darlan*
2019 – 21,83 m – São Paulo – 23/2**
2018 - 22,00 m - Bragança Paulista – 15/9
2017 - 21,82 m - São Bernardo – 3/6
2016 - 21,02 m - Rio de Janeiro – 18/8
2015 - 20,90 m - São Paulo – 4/4
2014 - 20,84 m - São Paulo – 10/10
2013 - 20,08 m - Campinas – 27/4
2012 - 20,48 m – Maringá – 9/9
2011 – 18,46 m - Criciúma – 12/11-
2010 - 17,19 m - Uberlândia – 11/5
*Fonte IAAF
**primeira prova do ano

Thiago Braz faz índice para o Mundial de Doha

O campeão olímpico Thiago Braz saltou 5,80 m neste domingo (23/2), no All Star Perche, em Clermont Ferrand (FRA). A marca é índice para o Mundial de Doha, no Catar, de 27 de setembro a 6 de outubro. Thiago superou em 9 centímetros o índice para o Mundial, que é de 5,71 m para o salto com vara. O mais importante, segundo o técnico Elson Miranda, é saber que o saltador "recuperou a confiança, mostrou que é mesmo um atleta acima da média e está de volta aos bons resultados do circuito internacional".

A prova francesa foi vencida pelo polonês Piotr Lisek, com o norte-americano Sam Kendricks em segundo lugar, ambos com 5,93 m. O australiano Kurtis Marschall ficou em terceiro, com 5,87 m. O polonês Pawell Wojciechyowski foi o quarto, mas com a mesma marca do brasileiro Thiago, com 5,80 m."Fazia tempo que não saltava 5,80 m. Aqui, além de um bom salto de 5,80 m - passou alto - poderia ter passado 5,93 m também. Acho que o Thiago foi a surpresa da competição, ao mostrar que está de volta", comentou Elson Miranda.

O treinador já havia anunciado que o objetivo nessas primeiras provas do ano era trabalhar a condição física de Thiago enquanto competia - no período de base o atleta teve uma pequena lesão, começou um pouco tarde - e também buscar o índice para o Mundial de Doha. "É difícil enfrentar a temporada indoor, viajando para cá e para lá, competindo contra os melhores atletas da prova. Mas quando saímos do Brasil o objetivo era conquistar a confiança, fazer o índice. O objetivo foi ver ao Thiago vir aqui e fazer o que fez."

Thiago volta ao Brasil, descansa uma semana antes de retomar os treinos para a temporada ao ar livre. Em abril, participa de camping do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), em Chula Vista (EUA). "Com o apoio da CBAt e do COB vamos ter boas condições de treino no Brasil. O Thiago tem apenas 25 anos, é um grande atleta e está na média do mundo numa prova como o salto com vara que vem passando por uma grande evolução", acrescentou Elson.

Thiago confirmou presença no Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo, dia 28 de abril, em Bragança Paulista (SP). Vai analisar o calendário da Diamond League para definir a participação em algumas provas antes e entre o Sul-Americano, em Lima (PER), de 24 a 26 de maio, os Jogos Pan-Americanos de Lima (PER), de 26 de julho a 6 de outubro, e o Mundial.

O saltador iniciou o seu período de preparação para 2019 em outubro de 2018 e fez um camping de treinamento em Doha, cidade que receberá o Mundial, em dezembro. Mas como machucou a perna atrasou o início das competições. Mas já saltou em Berlim, Alemanha (5,56 m), em Lodz, Polônia (5,50 m),em Roen, na França (5,65 m), em Athlone, Irlanda (zerou), antes de fazer o 5,80 m deste domingo em Clermont Ferrand. 

Viviane Lyra vence os 50 km da Copa Brasil de Marcha com recorde brasileiro

A marchadora Viviane Santana Lyra (FECAM-PR) venceu os 50 km da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, neste domingo (17/2), em Bragança Paulista, com o tempo de 4:37.05. A carioca comemorou muito o resultado que é o novo recorde brasileiro da prova - a marca anterior pertencia a Nair Rosa (4:38:48, obtido em Sucúa, no Equador). Nair (AABLU-SC) foi a segunda colocada na competição.

No masculino, Claudio Richardson dos Santos (AABB Currais Novos-RN) conquistou o decacampeonato dos 50 km (4:30:03), com Rudney Dias Nogueira (USIPA-MG), ficando em segundo (4:55.46).

Os dois primeiros colocados no feminino e no masculino garantiram participação na Copa Pan-Americana, que será disputada dia 20 de abril, na cidade mexicana de Chihuahua, uma das referências da marcha no mundo.

Viviane ficou surpresa com o tempo para esta época do ano. "Fiz 4:41 no Troféu Brasil e não esperava baixar tanto o meu tempo. Fico feliz porque sei que estou no caminho certo. Uma marca dessas no início da temporada é muito boa e vou continuar trabalhando para evoluir. Também quero fazer os 20 km da Copa Brasil, dia 17 de março, no Balneário Camboriú. Por enquanto, estou fazendo as duas distâncias.”

Viviane tem 25 anos, nasceu no Rio de Janeiro, e conheceu a marcha numa competição da Escola Ramis Galvão, aos 12 anos. “Como não tem competição de marcha no Rio comecei a fazer os 3.000 m com obstáculos, mas no Evento-Teste para os Jogos Olímpicos, em 2016, voltei a marchar. Competi, fui bem e... não adianta: a marcha está no meu coração.”

O potiguar Claudio Richardson dos Santos conquistou o seu décimo título da competição (2000, 2002, 2003, 2004, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014 e 2019. Claudio é dono também da melhor marca da Copa Brasil, obtida em Timbó (SC), em 2009, com 4:04:46. José Alessandro Bagio (FME Timbó-SC), bicampeão da Copa Brasil, desistiu da prova. “Foi uma prova dura, muitos atletas quebraram, mas estou bem satisfeito”, disse Claudio, de 42 anos, há 22 na marcha. “Agora vou treinar, com o professor Judson José de Lima, ir a Copa Pan-Americana e tentar fazer uma marca para ir aos Jogos Pan-Americanos.”

O decacampeonato de Cláudio Richardson certamente será um dos assuntos da semana em Currais Novos, especialmente no Salão Charme e Beleza, que o marchador tem na cidade em sociedade com a Jucilene e mais uma amiga. “Os clientes ficam sabendo, perguntam e começam a torcer pela marcha, pelas vitórias e o sucesso dos marchadores. Eles começam a conhecer o esporte e as dificuldades que o marchador enfrenta.” Claudio Richardson divide as funções de cabeleireiro com os treinos diários. “Tentei dar um tempo, mas fica um tédio. Voltei a treinar.”

O primeiro vencedor da Copa Brasil de Marcha, em 1989, Cícero Sabino de Moura, de 61 anos, esteve em Bragança Paulista para assistir à prova. Nasceu na Paraíba, morou a maior parte da vida em São Paulo e se naturalizou italiano - competiu os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, pela Itália, onde atuou no Clube Salerno por 12 anos. "A marcha era uma prova muito discriminada quando competi na primeira edição da Copa Brasil. Que bom ver que isso mudou.”

O pódio


Feminino
Viviane Santana Lyra - 4:37.05 (FECAM-PR)
Nair da Rosa - 4:54.09 (AABLU-SC)
Paula Raissa Paz da Silva - 5:13.13 (Sport Club do Recife-PE)

Masculino
Claudio Richardson dos Santos - 4:30.03 (AABB Currais Novos-RN)
Rudney Dias Nogueira - 4:55.46 (USIPA - MG)

As demais provas da Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética serão disputadas no dia 17 de março na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Marcha atlética vive a expectativa de mudanças nas distâncias e tecnológica

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) discute mudanças na marcha atlética, uma especialidade que mais tem evoluído no atletismo brasileiro. Prova disso é que os melhores resultados do País no Campeonato Mundial de Londres, em 2017, foram obtidos na modalidade, com a medalha de bronze nos 20 km de Caio Bonfim, o quarto lugar de Erica Sena também nos 20 km e a quinta colocação de Nair da Rosa nos 50 km.

A Confederação Brasileira de Atletismo realiza neste domingo (17/2) a Copa Brasil Caixa de 50 km em Bragança Paulista (SP) e as demais provas serão disputadas no dia 17 de março na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Embora totalmente envolvidos com as competições, os marchadores e treinadores vivem neste momento a expectativa de algumas mudanças profundas na especialidade. O Comitê de Marcha Atlética da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) elaborou uma série de sugestões, com o objetivo “de tornar as provas mais atraentes” e de “garantir o futuro da mesma nas competições no mais alto nível internacional”.

As mudanças propostas serão apresentadas e discutidas durante a próxima reunião do Conselho Executivo da IAAF em Doha, no Catar, nos dias 10 e 11 de março.

As distâncias para competições de adultos, por exemplo, devem ser alteradas de 20 km e de 50 km para 10 km e 30 km no masculino e no feminino, a partir do Campeonato Mundial de Marcha Atlética de 2022. Outra mudança importante é tecnológica: a utilização de palmilhas eletrônicas RWECS, capazes de detectar se o atleta tem sempre um pé em contato com o solo (uma exigência técnica), a partir de 2021.

O Comitê de Marcha Atlética da IAAF fez o anúncio neste mês de fevereiro, em Mônaco, e disse ter ouvido 1.650 pessoas, entre atletas, treinadores, árbitros, fãs, patrocinadores, promotores de eventos e representantes de emissoras de TV, desde o início de 2018, em 100 países. A ideia é facilitar a transmissão das provas pela TV, interagir com o público por meio de telões, facilitar o entendimento das regras (por meio de locutores especializados) e atrair novos praticantes, entre outros motivos.

“Acho que naturalmente todo mundo é refratário a mudanças, mas não tem como discutir. Os treinadores terão de fazer novas planilhas e investir no tempo que ainda falta para a implementação para ir se adaptando”, disse João Sena, técnico e pai de Caio Bonfim, o melhor marchador do País. “Os atletas mais lentos, que fazem os 50 km serão os mais prejudicados.”

Para o treinador, Caio Bonfim deve investir nos 30 km. “Na teoria, essa prova cairá como uma luva para ele. Já os 10 km serão destinados para os supervelozes”, comentou.

A maior preocupação de Sena é com a palmilha eletrônica, que exigirá muita adaptação e exercícios de biomecânica.

Para José Alessandro Baggio, favorito na Copa Brasil Caixa dos 50 km, neste domingo, a mudança é radical. “As provas de marcha são disputadas há mais de 100 anos. Acho que a tradição deve ser respeitada”, opinou. “Os 50 km sempre foram a competição mais longa do atletismo da história, maior do que a maratona”, completou.

As distâncias não mudam para o Mundial do Catar 2019 e para a Olimpíada de Tóquio 2020. Para o Mundial do Oregon 2021, a sugestão é intermediária: 20 e 30 km. Só em 2022, começaria a disputa dos 10 e dos 30 km, sempre nas duas categorias. O tempo , segundo o Comitê, é necessário para a adaptação.

Assinar este feed RSS