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Caio Bonfim e Erica Sena conquistam as primeiras medalhas brasileiras do atletismo no Pan

Caio Bonfim e Erica Sena conquistam as primeiras medalhas brasileiras do atletismo no Pan O brasiliense perdeu a liderança na última volta. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

O brasiliense Caio Bonfim (CASO-DF) e a pernambucana Erica Rocha de Sena (Orcampi Unimed-SP) conquistaram as primeiras medalhas do atletismo brasileiro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, neste domingo (4/8), no circuito de 1 km, montado na Avenida José Larco, ao lado do Parque Kennedy, em Miraflores.

Caio levou a medalha de prata nos 20 km de marcha atlética ao completar as 20 voltas em 1:21:57, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, com 1:21:51. Já Erica ficou em terceiro lugar, com 1:30:34, depois de pagar 2 minutos de punição no pit-lane.

Medalha de bronze em Toronto 2015 e no Mundial de Londres 2017, Caio competiu sempre no pelotão de frente. Apesar de ter escorregado no início da prova, por causa do piso molhado, entrou na última volta em primeiro. Tentou acompanhar o campeão, mas preferiu ser conservador e garantir a prata ao correr o risco de ser punido pela arbitragem.

“O continente americano é muito forte na marcha. Aqui não tem time A, B ou C, são sempre os melhores. Vários campeões olímpicos e mundiais saíram daqui”, lembrou, citando o equatoriano Jefferson Perez. “Me sinto feliz com a medalha de prata porque optei por uma estratégia mais conservadora. Medalha para o Brasil não tem cor”, disse.

Caio afirmou conhecer o equatoriano campeão. “Ele é muito veloz. Mérito por ter sido mais ousado. Eu preferi manter a técnica e não correr risco”, comentou ao ser perguntado sobre possíveis infrações do vencedor na reta de chegada. “Acho que ele mandou bem.”

O brasileiro se lembrou de 2017, quando Lima recebeu a Copa Pan-Americana de Marcha Atlética, e saiu muito mal da prova, de ambulância, depois de um 31º lugar, por causa de uma grave desidratação. “Na ambulância pedi a Deus uma nova oportunidade de voltar para o mesmo percurso e agora levei a prata”, contou. “Na Olimpíada de Londres-2012, onde vomitei foi o local em que passei o sul-africano para ganhar a medalha de bronze no Mundial-2017.”

Caio Bonfim dedicou a medalha a Juliana Bonfim, sua esposa, mãe de Miguel, que nasceu prematuro. “Não é fácil ser atleta. Deixei o Miguel pequenininho em casa para treinar no Equador e poder me preparar para esta medalha, por isso dedico a minha esposa. Ela é uma mãe solteira porque infelizmente não posso acompanhá-la como gostaria”, disse.

Na difícil prova deste domingo, José Alejandro Barrondo, da Guatemala, terminou em terceiro lugar, com 1:21:57. Já o paranaense Moacir Zimmermann (Balneário Camboriú-SC), ficou em 11º, com 1:33:14.

Caio vai se recuperar do esforço deste domingo e pretende disputar os 50 km marcha no dia 11, também em Miraflores. “Atleta tem de gostar de competir. Os 20 km são o meu forte, mas não vou entrar para brincadeira nos 50 km”, avisou.

Bronze de Erica

Enquanto pagava os dois minutos de punição, Erica Sena pensou seriamente em desistir. “Não dava mais para brigar pelo ouro, mas o pessoal do CBAt me disse que dava para brigar pelo bronze e aí voltei em quarto lugar”, lembrou. Nas duas últimas voltas, superou a mexicana Ilze Guerrero, e terminou em terceiro lugar. “Achei que poderia ser punida de novo.”

O pódio foi formado pela colombiana Sandra Arenas, com 1:28:03, pela peruana Kimberly Garcia, com 1:29:00, e Erica Sena, com 1:30:34. Foi a segunda medalha feminina na história do Pan-Americano na marcha atlética. A primeira foi conquistada pela própria Erica, prata no Pan de Toronto-2015.