Badminton é apresentado a jornalistas no Rio de Janeiro

Badminton é apresentado a jornalistas no Rio de Janeiro Daniel Paiola e Fabiana Silva jogaram com os jornalistas presentes um pouco do esporte que praticam. Crédito: Ricardo Erlich/Esportes de A à Z

Rede, Raquetes e uma peteca. Você já deve ter visto um esporte desses sendo praticado em praias e parques pela cidade e talvez não saiba que ele é um esporte olímpico e um dos mais praticados pelo mundo. Estamos falando do badminton, um esporte que foi apresentado numa conferência de imprensa realizada na manhã de hoje na sede do comitê olímpico brasileiro (COB) e que sonha alto para os jogos pan-americanos este ano e olímpico ano que vem.

Os jogos são disputados em três games. O vencedor é o que ganhar dois games primeiro. Em todas as modalidades, os games são de 21 pontos. Se houver empate em 20 pontos, vencerá aquele que abrir 2 pontos de vantagem. Havendo empate em 29, vencerá aquele que fizer 30 pontos. O jogador que venceu o primeiro game serve primeiro do outro lado da quadra no novo game. O ganhador do segundo game muda de lado e começa servindo no terceiro game. No terceiro game, o jogador muda de lado e continua servindo no décimo primeiro ponto.

São cinco categorias que o esporte tem. O individual masculino e feminino, as duplas masculina e feminina e diferente do tênis em jogos olímpicos, o badminton tem também a categoria mista.

A seleção brasileira conta com 16 atletas e a maioria deles estão concentradas em Campinas, onde fica o CT da seleção. Os atletas treinam em dois períodos, um pela manhã e outro à tarde onde se preparam atualmente para a disputa dos jogos pan-americanos no Canadá.

“Este ano, vamos para Toronto e iremos buscar a medalha em todas as modalidades. Estamos preparados e prontos para encarar de igual para igual qualquer adversário que vier, sejam os canadenses, americanos ou o que for. Temos condições de vencê-los” – Conta Beto Santini – diretor técnico da seleção brasileira de badminton.

Entre os destaques do Brasil, estão os atletas Daniel Paiola número 67 do mundo e Fabiana Silva número 62. Mesmo o país tendo duas vagas garantidas nas olimpíadas do Rio em 2016, eles teriam condições de hoje entrarem no torneio através da posição do ranking em que se encontram. Será a primeira participação nacional na modalidade.

“Será um marco para a história a nossa primeira participação nos jogos olímpicos. Espero que possamos ser a porta de entrada para muitos outros atletas e torço para que o Brasil possa se tornar um grande país no badminton que é um esporte que jogo desde criança e defendo ele” – Conta Daniel que antes de fazer parte da seleção, viajou por conta própria para a Europa para tentar a sorte no esporte e conquistou a medalha de bronze nos jogos pan-americanos em Guadalajara em 2011.

“Antes de me dedicar ao badminton, eu era da vela em Niterói e comecei a jogar muito por um acaso e acabei mudando meu foco. A vinda do técnico português Marcos Vasconcelos só nos ajudou a melhorar nossa posição do ranking e hoje temos meninas brigando um pouco mais. Espero jogar bem em Toronto e quem sabe, jogar as olimpíadas.” – Diz Fabiana Silva

Após as apresentações, tive a oportunidade de bater uma peteca com o Daniel e a Fabiana e entender como funciona este jogo. É um esporte dinâmico e que exige bastante atenção. A peteca pode atingir uma grande velocidade, como também pode perdê-la em pouco tempo e consegui ter um joguinho razoável, mesmo que tenha sido um mero aquecimento para eles.

 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.