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Ricardo Erlich

Ricardo Erlich

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E que tal o novo percurso da Meia Maratona? Veja nossa opinião!

O palco não poderia ser melhor: Um dia de céu azul e o cenário da cidade maravilhosa ao fundo, um pessoal muito animado que se alinhou no Leblon para um percurso bem plano com poucas subidas e antes do amanhecer para percorrer 21km e ainda um clima ameno e agradável. Assim foi a Meia Maratona que deu largada a Maratona do Rio em sua 18º edição.

Antes de poder contar um pouco como foi a experiência desse que lhes escreve, vamos valorizar aqueles que vem competir em busca da premiação?

Na prova masculina, o brasileiro Gilmar Lopes vinha liderando a competição, mas acabou sendo superado pelo queniano Stanley Koech que fechou com o tempo de 1h04min38s. Já no feminino, outra vitória queniana. Nancy Jesang cruzou a linha de chegada com 1h15min40s superando Rejane Bispo e Marcela Cristina.

Brasileiro Gilmar vinha liderando a prova e perdeu no final. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

“Foi uma prova muito boa. A temperatura amena contribui bastante para o nosso desempenho. Segui a minha estratégia de administrar um pouco durante a prova e guardar para o final”, disse o campeão queniano.

 

Gilmar, que terminou na segunda colocação com 1h04min43s comentou sobre a disputa.

 

“Eu puxei o ritmo por bastante tempo, acabei sentindo um enjoo e ele me passou. Mas eu estou feliz com a segunda colocação. Eu gostei bastante do percurso, ficou mais plano e o clima estava bem legal para os corredores. Espero voltar ano que vem e conseguir vencer”.

 
Nancy venceu de ponta a ponta em sua primeira participação na prova. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

No feminino destaque para a queniana Nancy Jesang, de apenas 20 anos, que disputou uma Meia Maratona pela primeira e conquistou o título.

 

“Adorei o percurso, não estava muito quente. Achei uma prova agradável de correr e já quero voltar ano que vem”.

 

Se para a elite o novo percurso foi bom e para quem correu? Vou contar um pouco da minha experiência para vocês.

A Maratona do Rio em si, é a corrida que tenho mais carinho em participar e nela que comecei a minha história na corrida em 2006 e agora em 2019 cheguei a minha 14º participação sempre alternando as distâncias ao longo do tempo. E diferente de outros anos, o percurso foi mudado 12 dias atrás, mas para quem treinou, isso não seria problema.


Antes da largada com a equipe. Crédito: Street Runners 

E algumas coisas não mudam: Aquele friozinho na barriga e uma noite mal dormida na ansiedade para não perder a largada. Com a vantagem de estar mais perto de casa, poderia ir na maior calma e assim foi feito. Deu para chegar com mais de 1h de antecedência ainda com céu escuro, alongar e já fazer aquela social com o pessoal Street Runners.

Depois de entrar na baia, foi esperar a largada e ela foi feita na base de ondas por tempo. A cada minuto um grupo largava e seguia na orla para os primeiros kms ainda com sol baixo e 19c de temperatura. O primeiro km ainda foi tumultuado onde era impossível escapar do zigue-zague e você ficava preso em alguns “paredões” de grupos que corriam juntos, mas a partir do segundo, a prova começou a fluir melhor e já deu para achar um bom pace que serviria de base para o resto da prova.

Ao entrarmos em Copacabana no 4 km, tivemos o primeiro encontro com o sol e ele ainda baixo e aqueles que estavam sem óculos ou boné/viseira, deve ter ficado sem enxergar muito. Já conhecedor desse efeito, correr com o óculos escuros fez toda a diferença ali e mesmo sem ter uma profundidade maior, dava para seguir viagem.

 Ainda na princesinha do mar, estava o primeiro posto de hidratação e talvez o melhor deles com água dos dois lados, o que não se repetiu nos demais que se alternaram entre o lado esquerdo e direito da pista. Se não foi possível colocar nos seguintes para ajudar na liberação da via, eles poderiam estar mais centrais. Também havia postos com isotônico e esses abri mão para evitar qualquer problema.

Depois de cruzar os túneis na saída de Copacabana foi hora de seguir a enseada de Botafogo e então ganhar o Aterro do Flamengo pela primeira vez onde lá pelo 11 km pude ver a queniana Nancy faturar a prova, mas ainda tinha que seguir viagem e no 12 km quase estraguei toda a minha estratégia quando engasguei com a jujuba de carboidrato. Foi parar ali na hora para botar a respiração em ordem, caminhar bem devagar e quando estabilizou, o ritmo voltou um pouco mais lento que vinha.

Susto passado, hora de conhecer uma parte da cidade que não havia passado correndo. Já tinha feito alguns treinos passando na Praça XV no entorno do 16 km, mas não nas ruas do entorno do Castelo que a corrida passou e ali, fora algumas boas curvas, tinha umas pequenas subidas e sempre aproveito para dar uma esticada e na volta ao Aterro, me sentindo bem, tentei buscar um sub 2hrs que seria a meta inicial.

Arranca final no último km. Crédito: Carla Mauro/Street Runners

Dei aquela arrancada deixando muita gente para trás e foi meu melhor momento na prova e ainda dei um tiro final, mas aquela parada acabou custando o tempo e fechei em 2h01min voltando a concluir uma meia maratona no asfalto depois de mais de um ano e satisfeito com o que deu para desenvolver.

Depois de pegar a medalha, a dispersão pós-prova foi lenta e feita pelo canteiro da pista da Praia do Flamengo. E adivinha por que não fluía? A passagem já não era das maiores e juntou com a falta de educação das pessoas que esperavam seus amigos/parentes que literalmente criaram “paredões” bloqueando a passagem e irritando quem estava chegando. Até sugiro a organização se mantiverem o percurso para 2020, deixar essa dispersão na própria pista da chegada alguns metros depois mantendo o cerco das grades como faz a outra meia maratona da cidade.

A organização da Maratona do Rio vem enfrentando problemas externos desde que passou a adotar a prova em dois dias. Na edição passada teve a morte repentina de um de seus sócios e culminou com a greve dos caminhoneiros. Nesse ano, fora a crítica dos corredores em relação a cor da camiseta, não ter esgotado as inscrições com muita antecedência e culminou com a mudança no percurso por conta do fechamento da Niemeyer, ela mostrou ter capacidade de se reconstruir e manter a sua qualidade. Alguns pontos sempre serão necessários algumas melhoras, mas o saldo é positivo. Vejamos o que esperar amanhã nos 5, 10 e no filé mignon, os 42km.

 

Todo o sucesso para quem estiver nas outras provas! Veja agora algumas imagens que o nosso fotógrafo Bruno Lopes registrou na linha de chegada de quem correu a meia.

Pedido de casamento? Teve também! Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 


Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Pronto para meia e maratona do Rio? Veja as dicas finais

Você vai correr a Maratona do Rio? Vai correr a meia também? Está no desafio ou fará as corridas da Family Run? Então esse texto é para você que já está na ansiedade do momento já pensando na sua medalha que vai receber ao cruzar a linha de chegada no Aterro do Flamengo. Vamos para algumas daquelas dicas finais que sempre ajudam?

Quem nos ajudou a elaborar essa ajuda foi o nosso parceiro Robson Magalhães da Assessoria Street Runners e ele irá sanar algumas possíveis dúvidas finais que vocês possam ter.

Esportes de A à Z :Os novos percursos que foram adotados na reta final da preparação irão influenciar bastante no desempenho de cada um?

Robson Magalhães: Para quem realmente treinou, fará bem qualquer uma das distâncias, não importando onde esteja. O que mudou apenas foi o desafio mental onde antes você iria correr e não ia encontrar as pessoas voltando na outra pista e dessa vez vai poder ver tanto as pessoas que você tenha ultrapassado, quanto aquelas que estão a sua frente. A minha dica é você apenas se concentrar na sua corrida e manter o olhar sempre na pessoa que estiver mais próxima de você.

EAZ: O percurso estando mais plano, vai me ajudar a diminuir meu tempo?

Robson: Essa é uma das vantagens do novo percurso. A meia maratona por exemplo, você subia o Elevado do Joá e a Niemeyer e com a largada no Leblon, o percurso tem pouquíssimas elevações que não vão fazer grande diferença. Já na maratona, na parte que os atletas estiverem no Centro da cidade, vão ter o túnel Rio 450 com cerca de 1,2k onde você entra numa grande descida e depois sobe novamente. E serão duas vezes nessa passagem, mas depois, os participantes vão seguir fácil.

EAZ: Teremos alguma nova atração nesses novos percursos?

Robson: Para quem vai correr a maratona, vocês serão brindados com um espetáculo único e diário: O nascer do sol! Vocês irão acompanhar aos poucos todo o movimento da natureza ainda com um clima bem agradável e fresco até começar a esquentar. Apenas aqueles que estarão no pelotão mais atrás que deverão sentir algum calor na parte final da corrida. Vocês pegarão o sol inicialmente em suas costas e depois de frente quando estiver voltando ao Aterro. Já na meia, o sol estará de frente na maior parte da corrida e no final que será o contrário. Sempre é bom usar uma viseira/boné e um óculos escuros.

EAZ: Qual é a melhor estratégia para me dar bem?

Robson: A principal de todas é você não inventar nada novo e manter a sua rotina de sempre. Sei que a maioria das pessoas não está acostumada a começar a correr às 5:30, mas isso não mudará em nada se você treinou. O importante é acordar ao menos duas horas antes da prova para tomar seu café da manhã, fazer aquela visita ao banheiro e chegar com alguma antecedência a largada. Aqueles que se prepararam para ficar próximo ao Recreio onde seria a largada original, esses devem acordar um pouco antes para dar tempo de chegar. Durante a prova, é manter toda a estratégia já traçada na alimentação com seu carboidrato em gel, jujuba, paçoca e etc. e antecipar a sede aproveitando cada posto de hidratação no percurso. Quando acabar, procure trocar a camiseta que estiver usando, tente usar a criogenia para recuperação e comemore bastante a sua nova conquista. Uma ótima prova a todos!

Todo corredor é um artista? A Janaína Garrot é!

Que o Rio de Janeiro é conhecido como Cidade Maravilhosa, todos já sabem. São diversas manifestações artísticas que mostram as belezas naturais e algumas delas estarão presentes no percurso da Maratona do Rio que irá percorrer a cidade neste fim de semana. Mas será que quem corre, também pode ser artista? Uma de suas participantes está nesse grupo e estará neste sábado na meia maratona.

A artista plástica Janaína Garrot foi a vencedora do concurso Maratona com Arte promovida pela organização da prova. Dos desenhos artísticos quando criança aprofundar suas técnicas aos 14 anos, atualmente ela vive da venda de quadros e numa dessas, veio parar neste concurso.

“Vim aqui para ajudar um amigo de equipe que é campeão estadual de duatlô e ele precisava de uma verba para disputar o mundial da modalidade na Espanha que teve em abril. Queria ajudar ele e não tinha dinheiro. Então, criei uma arte, fiz um quadro e ele conseguiu disputar o mundial” – Contou.

A corrida entrou em sua vida apenas em 2008 quando ela terminou o ensino médio. Ela participava dos jogos de educação física e queria dar sequencia as atividades e achou um grupo na academia e começou numa prova de 5 km e debutou no esporte e coleciona algumas medalhas e pódios por aí.

Desde 2016 ela treina em assessoria e foi quando ela decidiu que participaria de meias maratonas e não parou mais. Chega a sua terceira edição de maratona do rio e no sábado pegará sua 11 medalha na distância e nem sonha em correr os 42 km, pois acha grande a distância.

Sua obra está exposta na entrega dos kits na Casa da Maratona.

O Esportes de A à Z trocou uma ideia com ela e ainda fez uma surpresa onde você poderá acompanhar no vídeo abaixo.

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Mudança no percurso do Maratona pode te dar recorde pessoal

Há 12 dias de sua realização, a Maratona do Rio acabou com o mistério que assolava os seus participantes e divulgou as mudanças que serão necessárias com a interdição da Avenida Niemeyer. O que está por vir pela frente? Será um desafio interessante? É o que vamos analisar aqui.

Antes de mais nada, seria leviano botar a culpa na organização pela mudança de percurso de última hora e temos que ver como uma reação a um problema da cidade o Rio encara desde fevereiro, tem tido diversas interdições por conta de deslizamentos na encosta pelas fortes chuvas que caíram na cidade e levaram ao caos em muitos pontos. Em especial na Avenida Niemeyer, foram alguns deslizamentos que derrubaram a ciclovia em dois pontos, sem contar o ônibus que foi atingido por um deles. E uma decisão judicial, a prefeitura foi obrigada a fechar e fazer obras na região que contam com pedras soltas que podem cair a qualquer momento. Você se arriscaria a passar assim?

A organização da prova não seria maluca de nos botar em risco e nem irresponsável. Restou então um estudo e procurar rotas alternativas. O novo percurso divulgado a pouco traz em um novo contexto, como foi percurso foi organizado nos primórdios nas décadas de 80 e 90 quando os 42 km surgiram no Brasil, mudando apenas o local da largada, antes no Leme e dessa vez, o bom e velho conhecido Aterro do Flamengo será o palco inicial. Esse percurso também fez parte também do percurso olímpico em 2016.

A mudança acabou sendo até mais radical. A largada foi antecipada em uma hora e será às 5:30 da manhã e com o tempo máximo de 6hrs para finalizar, os últimos atletas deverão chegar até 11:30. Para aqueles atletas que fogem do calor da cidade e costumam treinar de madrugada é uma ótima notícia e será possível acompanhar o nascer do sol ainda na primeira parte do percurso, caso o tempo esteja aberto.

Meia maratona larga no Leblon e chegada no Aterro. Crédito: Divulgação/Maratona do Rio

A largada no Aterro será próxima aonde fica a chegada da prova. Os atletas seguirão em direção ao Centro passando pelo aeroporto e pouco depois, farão um desvio a direita para passar em frente a estação das Barcas indo até a Candelária onde vão entrar no túnel Rio 450 e ir até a altura da cidade do samba. De lá, pegam um retorno passando pelo Boulevard Olímpico e retornam pelo mesmo túnel passando na contramão da Rua Primeiro de Março, entram na Rua Santa Luzia para voltar próximo ao museu histórico e de lá ganhar o Aterro do Flamengo no 13 km e de lá seguem pela orla de Copacabana, Ipanema e Leblon até o 29 km, onde retomam o percurso original voltando ao Aterro do Flamengo.

Com menos subidas, a prova estará mais plana e para aqueles que realmente treinaram e vão para tempo, terão uma oportunidade única de diminuir suas marcas. Podemos dessa forma também o recorde da prova sendo batido que é de 2015 do queniano Wilian Kimutai com 2h14min. A prova perde sua característica de ser de ponto a ponto para ser um percurso circular como costuma ser a maioria das corridas no Rio.

Meia Maratona também terá suas mudanças

A meia maratona que acontece no sábado também foi afetada com essa mudança. O novo ponto de largada será no Leblon com horário de largada mantido para 6:30 e tem a estação de metrô Antero de Quental disponível para chegada dos participantes. O percurso seguirá pela orla de Ipanema, Copacabana e segue o Aterro do Flamengo até o Centro na altura da Praça XV onde retorna para o Aterro e se encerrará na pista oposta próxima a chegada da Maratona. Com o percurso mais plano como nos 42 km, as chances de melhores marcas se mantem.

Percurso dos 5 a 10 sem grandes alterações. Crédito: Divulgação/Maratona do Rio

Quem tiver inscrito nas provas de 5 a 10 km, não terá nenhuma mudança significativa. Você passará pelo mesmo local onde os participantes da maratona passarão em horário posterior a eles. A prova infantil não terá nenhuma mudança.

Adquiriu ônibus para as largadas?

Caso você tenha pagado o ônibus na meia maratona, ele continuará a sua disposição com saídas até o Leblon a cada 5 minutos das 4 às 4:30 da manhã. Mas se adquiriu para Maratona, não haverá necessidade de utilizá-lo.

A organização entrará em contato contigo através do site Ticket Agora para oferecer um crédito a ser utilizado no ano que vem ou você terá reembolso desse valor. Qualquer problema, entre em contato no e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 Caso você tenha se organizado a ficar num hotel na Barra ou mora por lá no dia da Meia ou do dia da Maratona no Recreio para ficar próximo a largada, você poderá adquirir o ticket de transporte que estará disponível no sábado saindo em frente a Praça Duó entre 4h e 4h35 e no domingo no Pontal entre 3h e 3h30 com saída a cada 5min. As informações de onde adquirir estão neste link.

Se você se dedicou nos últimos meses para encarar os 21 e os 42 km, não sentira a mudança no percurso. Tenha certeza que você correria em qualquer lugar do mundo que tiver ocorrendo a prova.

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