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Ricardo Erlich

Ricardo Erlich

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Festa brasileira na Maratona do Rio

Foi um turbilhão de emoções! A Maratona do Rio chegou a sua maioridade no atual formato revivendo percurso inicial pelas ruas do Centro e da Zona Sul e para ficar ainda mais bonito, teve vitória brasileira tanto no masculino, quanto no feminino, fora as conquistas pessoas de cada um que se alinhou para completar os mágicos 42,195km na cidade maravilhosa.

Com largada 5:30 da manhã, a competição começou com um clima muito agradável e Giovani dos Santos, um dos principais nomes do atletismo brasileiro na atualidade, tomou a liderança da prova ainda no Aterro e não largou mais fechando a prova em 2h18min48 botando mais de um minuto para cima de Antônio Wilson Sousa Lima (2h20m05seg) e Edmilson Santana (2h20min47seg) que completaram o pódio nacional. E logo após a sua chegada, o campeão precisou sair carregado direto para atendimento médico com bastante câimbra.

“Eu estou muito feliz com essa conquista. Ganhar a Maratona do Rio não é para qualquer um. Ainda estou me adaptando às provas de 42km, é um desafio para mim. Vim tentar o índice olímpico, que apesar de chegar até o KM30 com ele, infelizmente não rolou. Mas, foi uma manhã incrível e quero voltar ano que vem para quem sabe, brigar pelo bi”, disse Giovani dos Santos.

Cristiane Alves Silva completou a dobradinha brasileira na Maratona. Crédito: Ricardo Dungó/EAZ

No feminino, Cristiane Alves Silva venceu com o tempo de 2h50min23 deixando a queniana Monica Cheruto em segundo com Monica Cheruto e a brasileira completou em terceiro Roselaine Souza Ramos Benites.

“Como foi minha primeira vez aqui, meu objetivo era ficar entre as cinco do pódio. Então eu fiquei ali entre as meninas. Mas no decorrer da prova eu fui desenvolvendo e fui surpreendida com o primeiro lugar. Não tenho palavras para agradecer. Treinei bastante para estar aqui e vim com o objetivo de subir no pódio. Acabei sendo a primeira, então, é muita gratidão”, disse Cristiane empolgada com o resultado.

As vitórias de Geovani e Cristiane, quebraram um jejum de vitórias brasileiras. No masculino ela era mais curta e vinha de 2014 com o mesmo terceiro colocado, Edmilson Santana que havia faturado ali. Já no feminino, o jejum era maior. Fazia 10 anos que uma brasileira não subida o pódio no lugar mais alto com Sirlene Pinho.


Queniano protagonizou cena única na linha de chegada. Crédito: Ricardo Dungó/EAZ

Ainda na chegada da elite, uma cena curiosa: O queniano David Kemboi Kiyeng literalmente parou metros antes da linha de chegada e ficou algum tempo parado ali. Mesmo o público o incentivando a terminar sua corrida, ele permanecia estático, quando finalmente decidiu fechar a prova e sair com ajuda para atendimento médico.

À medida que o tempo ia passando, o sol que estava escondido até umas 3hrs de prova, surgiu com força total e passou a castigar aqueles corredores que dão um brilho especial a Maratona do Rio. Gente de tudo o que é lugar do Brasil e do mundo escolheram a prova da cidade maravilhosa para estrear na distância nobre do atletismo ou tentar melhorar a sua marca pessoal e não faltaram alguns casos de fraude onde certamente a organização do evento deverá desclassificar esses corredores.


A maratona do Rio conta com prova paralímpica em algumas categoria como para cegos. Crédito: Ricardo Dungó

Avaliação do percurso de 2019

O Esportes de A à Z fez uma enquete rápida com os corredores que completavam ainda na linha de chegada para que falassem do novo percurso. A reclamação mais comum foram as duas passagens pelo túnel Rio 450 onde não havia ventilação e sair dele, parecia um alívio. Entendemos que foi uma solução de última hora a mudança de percurso, mas caso ano que vem, tenhamos uma repetição, a maratona poderia seguir pela Avenida Marechal Floriano virando na Rio Branco, seguindo pela Rodrigues Alves e voltando pela Avenida Venezuela e retomar o percurso o que o tornaria bem mais plano.

Também não faltaram elogios nos outros pontos, onde foi possível receber a energia dos amigos ao longo do percurso e poder ter uma referência de quem estava por perto e também a melhor localização da largada/chegada que facilitou bastante a logística pré e pós prova. Outro ponto elogiado foi a entrega dos kits, mais organizada neste ano, com filas menores e mais localizadas pelos numerais, sem a centralização de outros anos e um andar só para feira.

Companheiro é algo que faz parte do DNA dos corredores. Crédito: Ricardo Dungó

Uma coisa é certa, a Maratona do Rio de 2020 deverá ser realizada em 13 e 14 de junho também junto ao feriado de Corpus Christi com inscrições abrindo em breve. Acredito que a organização deverá ouvir seus participantes em pesquisa de satisfação e decidir se manterá o percurso de 2019 ou se a cidade permitir, voltar ao percurso original com a meia largando da Barra e a maratona do Recreio. Será uma decisão difícil!

A Maratona do Rio também tem se concretizado como um palco de pedidos de casamento. Ontem na meia maratona foi um pedido e testemunhamos outros três na prova principal. Será que não vale a organização investir em algo nesse sentido? 

Resultados Maratona do Rio

Masculino

1- Giovani dos Santos (Brasil) – 2h18min48s

2- Antonio Wilson Sousa Lima (Brasil) – 2h20min05

3- Edmilson dos Reis Santana (Brasil) 2h20min47

4- William Kimbor (Quênia) – 2h22min14

5- Antonio de Souza Dias (Brasil) 2h23min04


Crédito: Ricardo Dungó/EAZ

Feminino

1- Cristiane Alves Silva (Brasil) – 2h50min23

2- Monica Cheruto (Quênia) – 2h51min52

3- Roselaine Souza Ramos Benites (Brasil) – 2h52min49

4- Conceição de Maria Carvalho de Oliveira (Brasil) – 2h57min03

5- Maurine Jelagat Kipchumba (Quênia) – 2h59min03

E que tal o novo percurso da Meia Maratona? Veja nossa opinião!

O palco não poderia ser melhor: Um dia de céu azul e o cenário da cidade maravilhosa ao fundo, um pessoal muito animado que se alinhou no Leblon para um percurso bem plano com poucas subidas e antes do amanhecer para percorrer 21km e ainda um clima ameno e agradável. Assim foi a Meia Maratona que deu largada a Maratona do Rio em sua 18º edição.

Antes de poder contar um pouco como foi a experiência desse que lhes escreve, vamos valorizar aqueles que vem competir em busca da premiação?

Na prova masculina, o brasileiro Gilmar Lopes vinha liderando a competição, mas acabou sendo superado pelo queniano Stanley Koech que fechou com o tempo de 1h04min38s. Já no feminino, outra vitória queniana. Nancy Jesang cruzou a linha de chegada com 1h15min40s superando Rejane Bispo e Marcela Cristina.

Brasileiro Gilmar vinha liderando a prova e perdeu no final. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

“Foi uma prova muito boa. A temperatura amena contribui bastante para o nosso desempenho. Segui a minha estratégia de administrar um pouco durante a prova e guardar para o final”, disse o campeão queniano.

 

Gilmar, que terminou na segunda colocação com 1h04min43s comentou sobre a disputa.

 

“Eu puxei o ritmo por bastante tempo, acabei sentindo um enjoo e ele me passou. Mas eu estou feliz com a segunda colocação. Eu gostei bastante do percurso, ficou mais plano e o clima estava bem legal para os corredores. Espero voltar ano que vem e conseguir vencer”.

 
Nancy venceu de ponta a ponta em sua primeira participação na prova. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

No feminino destaque para a queniana Nancy Jesang, de apenas 20 anos, que disputou uma Meia Maratona pela primeira e conquistou o título.

 

“Adorei o percurso, não estava muito quente. Achei uma prova agradável de correr e já quero voltar ano que vem”.

 

Se para a elite o novo percurso foi bom e para quem correu? Vou contar um pouco da minha experiência para vocês.

A Maratona do Rio em si, é a corrida que tenho mais carinho em participar e nela que comecei a minha história na corrida em 2006 e agora em 2019 cheguei a minha 14º participação sempre alternando as distâncias ao longo do tempo. E diferente de outros anos, o percurso foi mudado 12 dias atrás, mas para quem treinou, isso não seria problema.


Antes da largada com a equipe. Crédito: Street Runners 

E algumas coisas não mudam: Aquele friozinho na barriga e uma noite mal dormida na ansiedade para não perder a largada. Com a vantagem de estar mais perto de casa, poderia ir na maior calma e assim foi feito. Deu para chegar com mais de 1h de antecedência ainda com céu escuro, alongar e já fazer aquela social com o pessoal Street Runners.

Depois de entrar na baia, foi esperar a largada e ela foi feita na base de ondas por tempo. A cada minuto um grupo largava e seguia na orla para os primeiros kms ainda com sol baixo e 19c de temperatura. O primeiro km ainda foi tumultuado onde era impossível escapar do zigue-zague e você ficava preso em alguns “paredões” de grupos que corriam juntos, mas a partir do segundo, a prova começou a fluir melhor e já deu para achar um bom pace que serviria de base para o resto da prova.

Ao entrarmos em Copacabana no 4 km, tivemos o primeiro encontro com o sol e ele ainda baixo e aqueles que estavam sem óculos ou boné/viseira, deve ter ficado sem enxergar muito. Já conhecedor desse efeito, correr com o óculos escuros fez toda a diferença ali e mesmo sem ter uma profundidade maior, dava para seguir viagem.

 Ainda na princesinha do mar, estava o primeiro posto de hidratação e talvez o melhor deles com água dos dois lados, o que não se repetiu nos demais que se alternaram entre o lado esquerdo e direito da pista. Se não foi possível colocar nos seguintes para ajudar na liberação da via, eles poderiam estar mais centrais. Também havia postos com isotônico e esses abri mão para evitar qualquer problema.

Depois de cruzar os túneis na saída de Copacabana foi hora de seguir a enseada de Botafogo e então ganhar o Aterro do Flamengo pela primeira vez onde lá pelo 11 km pude ver a queniana Nancy faturar a prova, mas ainda tinha que seguir viagem e no 12 km quase estraguei toda a minha estratégia quando engasguei com a jujuba de carboidrato. Foi parar ali na hora para botar a respiração em ordem, caminhar bem devagar e quando estabilizou, o ritmo voltou um pouco mais lento que vinha.

Susto passado, hora de conhecer uma parte da cidade que não havia passado correndo. Já tinha feito alguns treinos passando na Praça XV no entorno do 16 km, mas não nas ruas do entorno do Castelo que a corrida passou e ali, fora algumas boas curvas, tinha umas pequenas subidas e sempre aproveito para dar uma esticada e na volta ao Aterro, me sentindo bem, tentei buscar um sub 2hrs que seria a meta inicial.

Arranca final no último km. Crédito: Carla Mauro/Street Runners

Dei aquela arrancada deixando muita gente para trás e foi meu melhor momento na prova e ainda dei um tiro final, mas aquela parada acabou custando o tempo e fechei em 2h01min voltando a concluir uma meia maratona no asfalto depois de mais de um ano e satisfeito com o que deu para desenvolver.

Depois de pegar a medalha, a dispersão pós-prova foi lenta e feita pelo canteiro da pista da Praia do Flamengo. E adivinha por que não fluía? A passagem já não era das maiores e juntou com a falta de educação das pessoas que esperavam seus amigos/parentes que literalmente criaram “paredões” bloqueando a passagem e irritando quem estava chegando. Até sugiro a organização se mantiverem o percurso para 2020, deixar essa dispersão na própria pista da chegada alguns metros depois mantendo o cerco das grades como faz a outra meia maratona da cidade.

A organização da Maratona do Rio vem enfrentando problemas externos desde que passou a adotar a prova em dois dias. Na edição passada teve a morte repentina de um de seus sócios e culminou com a greve dos caminhoneiros. Nesse ano, fora a crítica dos corredores em relação a cor da camiseta, não ter esgotado as inscrições com muita antecedência e culminou com a mudança no percurso por conta do fechamento da Niemeyer, ela mostrou ter capacidade de se reconstruir e manter a sua qualidade. Alguns pontos sempre serão necessários algumas melhoras, mas o saldo é positivo. Vejamos o que esperar amanhã nos 5, 10 e no filé mignon, os 42km.

 

Todo o sucesso para quem estiver nas outras provas! Veja agora algumas imagens que o nosso fotógrafo Bruno Lopes registrou na linha de chegada de quem correu a meia.

Pedido de casamento? Teve também! Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 


Crédito: Bruno Lopes/EAZ


Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Pronto para meia e maratona do Rio? Veja as dicas finais

Você vai correr a Maratona do Rio? Vai correr a meia também? Está no desafio ou fará as corridas da Family Run? Então esse texto é para você que já está na ansiedade do momento já pensando na sua medalha que vai receber ao cruzar a linha de chegada no Aterro do Flamengo. Vamos para algumas daquelas dicas finais que sempre ajudam?

Quem nos ajudou a elaborar essa ajuda foi o nosso parceiro Robson Magalhães da Assessoria Street Runners e ele irá sanar algumas possíveis dúvidas finais que vocês possam ter.

Esportes de A à Z :Os novos percursos que foram adotados na reta final da preparação irão influenciar bastante no desempenho de cada um?

Robson Magalhães: Para quem realmente treinou, fará bem qualquer uma das distâncias, não importando onde esteja. O que mudou apenas foi o desafio mental onde antes você iria correr e não ia encontrar as pessoas voltando na outra pista e dessa vez vai poder ver tanto as pessoas que você tenha ultrapassado, quanto aquelas que estão a sua frente. A minha dica é você apenas se concentrar na sua corrida e manter o olhar sempre na pessoa que estiver mais próxima de você.

EAZ: O percurso estando mais plano, vai me ajudar a diminuir meu tempo?

Robson: Essa é uma das vantagens do novo percurso. A meia maratona por exemplo, você subia o Elevado do Joá e a Niemeyer e com a largada no Leblon, o percurso tem pouquíssimas elevações que não vão fazer grande diferença. Já na maratona, na parte que os atletas estiverem no Centro da cidade, vão ter o túnel Rio 450 com cerca de 1,2k onde você entra numa grande descida e depois sobe novamente. E serão duas vezes nessa passagem, mas depois, os participantes vão seguir fácil.

EAZ: Teremos alguma nova atração nesses novos percursos?

Robson: Para quem vai correr a maratona, vocês serão brindados com um espetáculo único e diário: O nascer do sol! Vocês irão acompanhar aos poucos todo o movimento da natureza ainda com um clima bem agradável e fresco até começar a esquentar. Apenas aqueles que estarão no pelotão mais atrás que deverão sentir algum calor na parte final da corrida. Vocês pegarão o sol inicialmente em suas costas e depois de frente quando estiver voltando ao Aterro. Já na meia, o sol estará de frente na maior parte da corrida e no final que será o contrário. Sempre é bom usar uma viseira/boné e um óculos escuros.

EAZ: Qual é a melhor estratégia para me dar bem?

Robson: A principal de todas é você não inventar nada novo e manter a sua rotina de sempre. Sei que a maioria das pessoas não está acostumada a começar a correr às 5:30, mas isso não mudará em nada se você treinou. O importante é acordar ao menos duas horas antes da prova para tomar seu café da manhã, fazer aquela visita ao banheiro e chegar com alguma antecedência a largada. Aqueles que se prepararam para ficar próximo ao Recreio onde seria a largada original, esses devem acordar um pouco antes para dar tempo de chegar. Durante a prova, é manter toda a estratégia já traçada na alimentação com seu carboidrato em gel, jujuba, paçoca e etc. e antecipar a sede aproveitando cada posto de hidratação no percurso. Quando acabar, procure trocar a camiseta que estiver usando, tente usar a criogenia para recuperação e comemore bastante a sua nova conquista. Uma ótima prova a todos!

Todo corredor é um artista? A Janaína Garrot é!

Que o Rio de Janeiro é conhecido como Cidade Maravilhosa, todos já sabem. São diversas manifestações artísticas que mostram as belezas naturais e algumas delas estarão presentes no percurso da Maratona do Rio que irá percorrer a cidade neste fim de semana. Mas será que quem corre, também pode ser artista? Uma de suas participantes está nesse grupo e estará neste sábado na meia maratona.

A artista plástica Janaína Garrot foi a vencedora do concurso Maratona com Arte promovida pela organização da prova. Dos desenhos artísticos quando criança aprofundar suas técnicas aos 14 anos, atualmente ela vive da venda de quadros e numa dessas, veio parar neste concurso.

“Vim aqui para ajudar um amigo de equipe que é campeão estadual de duatlô e ele precisava de uma verba para disputar o mundial da modalidade na Espanha que teve em abril. Queria ajudar ele e não tinha dinheiro. Então, criei uma arte, fiz um quadro e ele conseguiu disputar o mundial” – Contou.

A corrida entrou em sua vida apenas em 2008 quando ela terminou o ensino médio. Ela participava dos jogos de educação física e queria dar sequencia as atividades e achou um grupo na academia e começou numa prova de 5 km e debutou no esporte e coleciona algumas medalhas e pódios por aí.

Desde 2016 ela treina em assessoria e foi quando ela decidiu que participaria de meias maratonas e não parou mais. Chega a sua terceira edição de maratona do rio e no sábado pegará sua 11 medalha na distância e nem sonha em correr os 42 km, pois acha grande a distância.

Sua obra está exposta na entrega dos kits na Casa da Maratona.

O Esportes de A à Z trocou uma ideia com ela e ainda fez uma surpresa onde você poderá acompanhar no vídeo abaixo.

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