Uma das principais competições de ciclismo no mundo, GFNY estreia no Brasil neste domingo

Ciclistas tem encontro marcado neste domingo em Conservatória-RJ na primeira edição do evento. Crédito: Divulgação/GFNY

 

O próximo domingo (6) será uma data marcante ao ciclismo. Na pequena cidade de Conservatória, cidade conhecida como a capital das Serestas no interior do estado do Rio, será palco da primeira edição do Gran Fondo New York – Brasil, uma das competições de ciclismo mais desejadas pelos ciclistas e que conta com várias provas pelo mundo e com 1200 inscritos que estarão divididos nas distâncias de 72 e 160 km com largada às 7h.

Conservatória não foi escolhida à toa. A tranquilidade e a música que atraem os visitantes, esconde um percurso com um percurso bem duro e uma boa variação de altimetria misturado aos cartões postais da cidade como a o trem de Maria-Fumaça onde será a largada, túnel que chora e seguindo até a divisa com Minas Gerais e voltando ao ponto inicial.

Na prova principal em Nova Iorque que aconteceu em maio que contou com participantes de 97 países, o Brasil foi o segundo com maior número de participantes, perdendo apenas para os donos da casa. Essa grande massa brasileira, sem dúvidas motivou a organização americana a ceder uma etapa do circuito que acontece também em mais 11 países.

Quem está por trás da organização do GFNY é uma dupla conhecida. Maria Luísa Jucá é conhecida por organizar eventos como a Copa Rio de ciclismo e o Tour do Rio que já passou anteriormente na cidade e ela se juntou a Fernanda Venturini, uma das melhores atletas do vôlei do século XX que começou a praticar o ciclismo também. Ela conversou com o Esportes de A à Z falando um pouco sobre a expectativa desse evento:


1- Como surgiu a ideia de trazer um evento como esse para o Brasil?
Fernanda: O GFNY é conhecido em todo o mundo, com provas em outros 11 países. Me associei a Luisa Jucá, que já fazia grandes provas profissionais aqui no Brasil, e fomos até Nova Iorque tentar trazer a prova para o Brasil. Por ela ter esse conhecimento e histórico de já ter realizado muitas provas com grande repercussão, os donos da marca, um casal, toparam ceder a marca para fazermos o GFNY Brasil. O Brasil é um mercado muito importante para eles. Os brasileiros são a maior nacionalidade da prova de Nova Iorque depois dos americanos. Na última prova realizada, em maio, foram quase 800 lá em Nova Iorque.

2- Por que Conservatória foi escolhida para ser a primeira etapa?
Fernanda: O GFNY é caracterizado por provas duras, com altimetrias altas. A Luisa Jucá já havia realizado provas na região e sabia que a mesma oferece bem isso, além de ter uma rede hoteleira bem vasta. Conservatória é linda e todos estão convidados a conhecer

3- Qual a expectativa para o evento? Sentem um gostinho para participar dele?
Fernanda: Nós, sócias, não pedalaremos no GFNY, pois estaremos cuidando de tudo na organização. Mas estamos muito felizes com o excelente resultado das inscrições. Ninguém imaginou que mulheres podiam fazer uma organização desse porte, mas a prova atingiu os 1.200 inscritos.

4- Como é trazer um evento desses num pós-olimpíadas?
Fernanda: Quando fechamos o negócio, o Brasil e, principalmente o Rio, não estava tão ruim. Mas com o passar dos meses foi para o fundo do poço o Rio de Janeiro e o Brasil. Demos azar de pegar o pior ano de Brasil, economicamente falando, tivemos dificuldades de fechar patrocinadores, mas conseguimos bater a meta de inscritos e temos certeza que faremos uma grande prova de estreia do GFNY no Brasil.

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