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Redação

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Sesi-SP vence jogo equilibrado contra o Sesc RJ e abre vantagem

Mais um jogo bem disputado pela segunda rodada da semifinal da Superliga Cimed masculina de vôlei 18/19 deixou o Sesi-SP em vantagem em relação ao Sesc RJ. Nesta quarta-feira (10.04), no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (RJ), o time paulista precisou de cinco sets, mas venceu a equipe carioca por 3 a 2 (25/21, 19/25, 19/25, 25/22 e 15/10), abrindo, assim, a vantagem de 2 a 0 na série melhor de cinco jogos.

No primeiro duelo, em São Paulo (SP), a equipe comandada pelo técnico Rubinho havia vencido por 3 sets a 0. E, nas duas partidas, o público elegeu o ponteiro Lucas Lóh como o melhor em quadra através de votação realizada no site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Nesta noite, porém, o jogador ofereceu seu Troféu VivaVôlei ao oposto Franco, que entrou no quarto set e ajudou na vitória do time da Vila Leopoldina.

“Em primeiro lugar, quero agradecer muito a quem votou em mim e pedir desculpas por não ter ficado com o VivaVôlei, mas achei que a entrada do Franco foi fundamental para a nossa vitória. Ele entrou e fez a diferença mesmo, virou bolas difíceis e importantes e mereceu o prêmio. Talvez se tivesse mais tempo de votação, o percentual ia mudar e esse troféu já iria para ele”, comentou Lucas Lóh diante do gesto nobre de premiar o companheiro de time.

Satisfeito com a vantagem garantida na série, o ponteiro do Sesi-SP faz questão de destacar, no entanto, que os primeiros resultados não representam muito.

“Hoje foi uma importante vitória. A única certeza que tínhamos era que o jogo de hoje ia ser mais difícil do que o primeiro. O resultado era indefinido. Agora temos essa vantagem que criamos durante todo o campeonato de poder decidir em casa. Não tem nada garantido. São duas vitórias que podem se tornar uma virada espetacular do Sesc RJ, que é um grande time. Então, temos que estar nem focados para esse jogo em casa”, disse Lóh.

Pelo lado do Sesc RJ, o treinador Giovane lamentou a derrota, mas fez questão de ressaltar o espírito de luta do time carioca.

“Jogamos bem o segundo e o terceiro sets e no quarto cometemos seis erros e, nesse nível, acabamos pagando um preço por isso. Tivemos a chance de matar o jogo no quarto set e não aproveitamos. O Sesi-SP fez mudanças, o Franco entrou bem e o Renato deu um equilíbrio maior no passe. No tie-break cometemos muitos erros, principalmente em recepção. Saímos daqui com a sensação que podíamos ter ganho e agora vamos ter que ir buscar o resultado em São Paulo”, disse Giovane.

A terceira rodada da semifinal será disputada no próximo sábado (13.04) e pode ser decisiva para o Sesi-SP e também para o EMS Taubaté Funvic (SP) – os dois times têm a vantagem de 2 a 0 na série. Sesi-SP e Sesc RJ se enfrentam primeiro, às 19h, na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), e Taubaté e Sada Cruzeiro (MG) jogam às 21h30, no ginásio do Riacho, em Contagem (MG). Os dois duelos terão transmissão ao vivo do SporTV 2.

SUPERLIGA CIMED 18/19

SEMIFINAL

PRIMEIRA RODADA

06.04 (SÁBADO) – Sesi-SP 3 x 0 Sesc RJ, às 19h, no Sesi Vila Leopoldina, em São Paulo (SP) (25/23, 25/23 e 25/19)

06.04 (SÁBADO) – Sada Cruzeiro (MG) 1 x 3 EMS Taubaté Funvic (SP), às 21h30, no Riacho, em Contagem (MG) (28/30, 19/25, 25/22 e 24/26)

SEGUNDA RODADA

10.04 (QUARTA-FEIERA) – Sesc RJ 2 x 3 Sesi-SP, às 16h30, no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (RJ) (21/25, 25/19, 25/19, 22/25 e 10/15)

09.04 (TERÇA-FEIRA) - EMS Taubaté Funvic (SP) 3 x 1 Sada Cruzeiro (MG), às 21h30, no Abaeté, em Taubaté (SP) (25/15, 19/25, 16/25, 29/27 e 15/12)

TERCEIRA RODADA

13.04 (SÁBADO) – Sesi-SP x Sesc RJ, às 19h, no Sesi Vila Leopoldina, em São Paulo (SP) – SPORTV 2

13.04 (SÁBADO) – Sada Cruzeiro (MG) x EMS Taubaté Funvic (SP), às 21h30, no Riacho, em Contagem (MG) – SPORTV 2

  • Publicado em Vôlei

Inscrições esgotadas para a Meia Maratona Olympikus

Ainda faltam mais de dois meses para a Maratona do Rio, mas as inscrições para a prova de 21k, a Meia Maratona Olympikus, já estão esgotadas. A tradicional prova será disputada no sábado, dia 22 de junho, e contará com 14.000 atletas. Porém, as inscrições para as distâncias de 42k, 10k e 5k seguem disponíveis através do site: www.maratonadorio.com.br , além do Desafio Cidade Maravilhosa, que contempla as duas distâncias, de 21k e 42k. 

Também com inscrições abertas, a Maratoninha Gloob acontece no mesmo dia da Meia Maratona Olympikus (22/06), e contará com distâncias de 100 a 800m, para crianças de 3 a 10 anos, que deverão correr junto a um responsável.

“Mais uma vez estamos com as inscrições esgotadas para a Meia Maratona Olympikus mesmo faltando meses para a largada. A Maratona do Rio já faz parte do calendário da cidade e a gente fica muito satisfeito pela grande procura dos corredores não só cariocas, mas de todo Brasil e do mundo. Nossa busca é incessante para que todos os atletas tenham a melhor experiência possível”, disse João Traven, sócio-diretor da Spiridon Eventos.

Na última edição, a Maratona do Rio recebeu 38 mil inscritos de todos os estados brasileiros e de 50 países. Já em 2019, a organização espera receber mais de 40 mil corredores e está trabalhando em melhorias para proporcionar uma ótima experiência para quem vai desfrutar de uma das corridas mais lindas do mundo. A primeira delas foi a mudança da distância de 6km para 5km. A intenção das organizadoras Dream Factory e Spiridon Eventos é criar uma prova ainda mais democrática e com maior fluidez no percurso.  

As inscrições para as distâncias disponíveis estão abertas e poderão ser feitas através do site www.maratonadorio.com.br . 

PROGRAMAÇÃO 

Sábado – 22 de junho de 2019

Meia Maratona Olympikus (21k) e Maratoninha Gloob

Desafio Cidade Maravilhosa (21k) 

Domingo – 23 de junho de 2019

5k, 10k e Maratona do Rio Cosan (42k)

Desafio Cidade Maravilhosa (42k) 

Ítalo Ferreira campeão do Quiksilver Pro Gold Coast

O potiguar Italo Ferreira ganhou tudo na abertura da temporada 2019 do World Surf League Championship Tour na Austrália, com os seus aéreos nas ondas de Duranbah Beach. A vitória no Quiksilver Pro Gold Coast foi no último minuto, voando numa rotação completa no ar para virar o placar contra o californiano Kolohe Andino para 12,57 a 12,43 pontos. Ele já tinha vencido o Red Bull Airborne no meio da semana, agora também larga na frente na corrida pelo título mundial. E as próximas etapas são as que o surfista de Baía Formosa conseguiu as primeiras vitórias da carreira, em Bells Beach na Austrália e em Keramas na Indonésia.

“Começar o ano ganhando este evento é quase inacreditável e estou muito feliz por toda essa torcida aqui”, disse Italo Ferreira. “Eu sabia que seria muito difícil vencer o Kolohe (Andino) e esse apoio todo da torcida na praia é irreal. Eles são incríveis torcendo por todos nós e estou muito animado em voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard. Mas, sei que o ano é longo e não quero ficar pensando tão lá na frente. Tenho muitos outros eventos para focar, começando por Bells na próxima semana. Eu tenho treinado muito nos últimos três meses e consegui a vitória no primeiro evento do ano. Vamos continuar assim”.

As condições do mar na segunda-feira estavam difíceis, com ondas pequenas de 2-4 pés e poucas boas nos grandes intervalos entre as séries, então os aéreos eram a melhor opção para ganhar notas. E foi assim, voando, que Italo Ferreira e Kolohe Andino derrotaram seus oponentes no caminho até a final. E foi assim também na decisão do título. O potiguar mandou o primeiro que valeu 5,50 e o californiano respondeu com 5,43. Kolohe logo fez uma onda parecida para somar 5,93, enquanto Italo ia errando um aéreo atrás do outro.

Foram várias tentativas até acertar um que rendeu 5,23. Só que o americano dá o troco com a melhor apresentação da bateria. Ele recebe 6,50 e deixa o brasileiro precisando de 6,93 para vencer. Italo falha na primeira chance, em outra e o tempo vai chegando ao fim sem entrar onda boa. A prioridade da próxima é do americano, os dois ficam lado a lado e no último minuto, Kolohe Andino deixa passar uma ondinha que Italo pega. Parecia ruim, mas ela ganha força, ele acelera e decola no aéreo 360 com rotação completa no ar, aterrissando com segurança para delírio do público que lotava a praia na segunda-feira e torcia para o brasileiro.

A bateria termina sem a divulgação dessa nota e a praia toda fica em suspense. O brasileiro sai do mar sem saber, mas veio o anúncio com os juízes dando nota 7,07 para a torcida fazer a festa com Italo Ferreira pela vitória emocionante, de virada, por 12,57 a 12,43 pontos. Esta foi a terceira vez que um brasileiro ganha a primeira etapa da temporada na Austrália. Em 2014, Gabriel Medina iniciou a caminhada do seu primeiro título mundial vencendo o Quiksilver Pro. E em 2015, Filipe Toledo garantiu um inimaginável bi consecutivo do Brasil na Gold Coast.

“Eu estava feliz em estar na final com o Italo (Ferreira), mas fiquei um pouco chateado porque estava a poucos minutos da primeira vitória”, disse Kolohe Andino. “Eu deixei a onda passar porque era pequena, dava no joelho, mas ele fez a rotação completa, então bom pra ele. Eu estava quase vencendo, mas tudo bem, temos um longo ano e o segundo lugar é um ótimo resultado. É bom ver que os surfistas americanos estão começando bem esse ano e isso é muito bom para o esporte. Acho que todo mundo está cansado de ver os três melhores do circuito ganharem todos os eventos. É bom ter algumas caras novas também”.

Italo Ferreira foi o melhor surfista deste ano na Gold Coast, apresentando uma grande variedade de manobras aéreas nas direitas e esquerdas de Duranbah Beach. Na segunda-feira, as melhores ondas do dia entraram na sua bateria com Jordy Smith nas semifinais e os dois deram um show. O potiguar acertou um full-rotation perfeito logo na primeira onda que valeu 7,33. O sul-africano responde com um muito alto, jogando a rabeta da prancha pro céu e ganha 8,67, a maior nota do último dia, ou seja, a melhor manobra da segunda-feira na análise dos juízes.

VINGANDO MEDINA – O sul-africano surfou bem outra onda para somar um 6,00, mas o potiguar ainda acerta outro aéreo com rotação completa, volta na base e leva nota 8,00 para vingar a derrota de Gabriel Medina por 15,33 a 14,67 pontos. Jordy Smith tinha barrado o bicampeão mundial numa bateria fraca de ondas pelas quartas de final e dividiu o terceiro lugar no Quiksilver Pro Gold Coast com o havaiano John John Florence, eliminado por Kolohe Andino na primeira semifinal.

Medina competiu numa hora ruim do mar, com poucas ondas boas. Ele tentou de tudo, arriscou os aéreos nas direitas, nas esquerdas, porém sem completar a maioria. O máximo que conseguiu foi uma nota 5,00 e Jordy Smith ainda tirou um 7,50 na última onda para selar a vitória por 13,17 a 9,23 pontos. Medina agora passa a lycra amarela do Jeep Leaderboard para Italo Ferreira e começa em quinto lugar no primeiro ranking de 2019, com 4.745 pontos.

VAGAS NAS OLIMPÍADAS – Neste ano o World Surf League Championship Tour é especial, o primeiro da história com igualdade na premiação dos homens e mulheres e o primeiro que vale classificação para os Jogos Olímpicos. Os dois primeiros colocados no ranking final da temporada, garantem suas vagas nas Olimpíadas de Tokyo 2020. No momento, as do Brasil estão com Italo Ferreira e Gabriel Medina, as dos Estados Unidos com Kolohe Andino e John John Florence e as da Austrália com Wade Carmichael e Owen Wright.

Italo lidera o Jeep Leaderboard com 10.000 pontos, Medina começa em quinto lugar com 4.745 nas quartas de final e três brasileiros perderam em nono lugar nas oitavas marcando 3.320 pontos, Filipe Toledo, Willian Cardoso e Yago Dora. Cinco pararam na terceira fase e receberam 1.330 pontos pelo 17.o lugar, Michael Rodrigues, Jessé Mendes, Peterson Crisanto, Deivid Silva e Mateus Herdy. Já Caio Ibelli e Jadson André, não venceram nenhuma bateria em Duranbah Beach e ocupam a 33.a posição no ranking.

VITÓRIA AMERICANA – Entre as mulheres, quem começou na frente na disputa pelo título mundial foi a ainda adolescente americana de 17 anos de idade, Caroline Marks. A surfista nascida na Flórida como Kelly Slater, mora na Califórnia e tem um surfe muito forte, com batidas e rasgadas executadas com bastante pressão e velocidade.

Ela já tinha deixado a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore nas quartas de final e bateu também a tricampeã Carissa Moore na decisão do título do Boost Mobile Pro Gold Coast. Caroline Marks é a primeira da história do surfe feminino a receber um prêmio de 100.000 dólares como os homens.

“Estou muito emocionada agora, nem consigo acreditar, estou sem palavras, mas é incrível fazer parte deste esporte e só quero agradecer a todos da WSL”, disse Caroline Marks. “A Carissa (Moore) sempre foi uma inspiração para mim, sempre fui fã dela e ainda sou. Conseguir minha primeira vitória em uma final com ela, é uma sensação indescritível. Este foi o melhor evento e a melhor semana da minha vida. Eu sei que tenho muito trabalho pela frente ainda no restante do ano, mas eu quero aproveitar ao máximo esse momento”.

Esta foi a primeira final de Caroline Marks e já conquistou a primeira vitória logo no início da sua apenas segunda temporada na elite das top-17 da World Surf League. Carissa Moore vinha sendo um dos destaques no evento, completando alguns aéreos-reverse nas baterias que poucas meninas conseguem fazer. Na segunda-feira, Carissa derrotou a australiana Sally Fitzgibbons, que dividiu o terceiro lugar nas semifinais com a havaiana Malia Manuel.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QUIKSILVER PRO:

Campeão: Italo Ferreira (BRA) por 12,57 pontos (7,07+5,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kolohe Andino (EUA) com 12,43 pts (6,50+5,93) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Kolohe Andino (EUA) 9.23 x 8.96 John John Florence (HAV)

2.a: Italo Ferreira (BRA) 15.33 x 14.67 Jordy Smith (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: John John Florence (HAV) 11.00 x 10.56 Conner Coffin (EUA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 12.33 x 11.47 Seth Moniz (HAV)

3.a: Jordy Smith (AFR) 13.17 x 9.23 Gabriel Medina (BRA)

4.a: Italo Ferreira (BRA) 11.07 x 9.77 Wade Carmichael (AUS)

FINAL DO BOOST MOBILE PRO – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

Campeã: Caroline Marks (EUA) por 13,83 pontos (7,33+6,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 11,67 pts (6,00+5,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Caroline Marks (EUA) 12.67 x 11.50 Malia Manuel (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 11.90 x 9.87 Sally Fitzgibbons (AUS)

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"Estreantes" vencem a 25ª Maratona Internacional de São Paulo

Neste domingo (7), o queniano Kimani Pharis Irungu, que tem qualificação bronze no ranking IAAF, foi o vencedor da Maratona de São Paulo 2019 ao completar os 42 km em 2h18min32seg. A etíope Sifan Melaku Demise, que é atleta ouro no ranking, faturou a vitória no feminino, com o tempo de 2h35min03seg. Os dois atletas africanos fizeram suas estreias na disputa da Maratona de São Paulo, com um grande resultado, e pretendem voltar em 2020, mesmo tendo sentido um pouco as fortes subidas do percurso.

Uma prova com ritmo intenso e puxado, e que contou com diversas subidas que exigiram bastante dos atletas, além de novidades no percurso, em razão da mudanças solicitadas pelos órgão públicos, de um dia abafado e com alta umidade, um pouco de garoa na largada e chegada e que terminou com o pódio totalmente dominado pelos estrangeiros, tanto no masculino, como no feminino. Assim pode ser resumida a 25ª edição da Maratona Internacional de São Paulo.

Kimani e Sifan estavam entre os estrangeiros de elite do ranking ouro, prata e bronze. Vale destacar que a prova também foi seletiva para o "Abbott World Marathon Majors Wanda Age Group World Rankings". A disputa contou com a presença de corredores de alto desempenho técnico, e representantes de nove países: Brasil, Eritréia, Tanzânia, Quênia, Servia, Uganda, Marrocos, Peru e Etiópia.

O queniano de 35 anos, estreante na Maratona de São Paulo, usou a estratégia de se poupar no começo, para depois tentar puxar um ritmo mais forte. Um pelotão com cerca de seis atletas começou a abrir distância do segundo grupo e ditou o ritmo da prova. Kimani estava entre eles, além do compatriota David Kiprono (que ficou em segundo) e do etíope Feleke Darsema (que chegou em terceiro). Os três vieram juntos até quase o fim da prova. Já na chegada ao Ibirapuera, Kimani forçou mais e abriu uma pequena vantagem, para cruzar em primeiro.

"Foi uma prova difícil. Com subidas muito fortes e adversários de alto nível, tanto que viemos juntos o tempo todo, sempre revezando na liderança. Além das subidas, também senti um pouco o clima úmido, mais do que estou acostumado. A maior dificuldade mesmo foi nos trechos íngremes, que exigiram muito da gente. Estou feliz. É um grande resultado, ainda mais porque é minha estreia na prova", comemorou o vencedor.

Aos 19 anos, Sifan Melaku Demise também fez sua primeira participação na Maratona de São Paulo. Ao contrário da prova masculina, a jovem ditou um ritmo mais forte no começo, e depois que abriu vantagem para as concorrentes, na metade da prova, passou a administrar a disputa. Cruzou a linha de chegada sozinha, e com uma vantagem superior a dois minutos para a segunda colocada, a queniana Salome Jerono Biwo. Genet Getaneh Wendimagegnehu, outra atleta da Etiópia, ficou em terceiro. A etíope Sifan não conhecia o percurso, e ressaltou que as subidas foram os pontos mais difíceis.

"Foi uma prova dura. Senti bastante as fortes subidas, onde me poupei mais. Mas quando consegui abrir uma vantagem para minhas concorrentes, passei a administrar, até para cansar menos e me poupar um pouco. Foi uma disputa cansativa, mas estou muito feliz com essa minha primeira vitória aqui em São Paulo", contou a jovem.

Na Meia Maratona, casal vencedor é unido pelas corridas

Na disputa da Meia Maratona, com distância de 21 km, o casal Leonardo Santana de Olinda e Alice Yuri Lima Fonseca comemorou a vitória em dose dupla. Os dois namoram há quatro anos e, sempre que podem, participam juntos das provas. O gosto pelo atletismo e a busca pelos mesmos objetivos acabam unindo ainda mais o casal. Neste domingo puderam comemorar mais um grande resultado, a vitória dele no masculino e dela no feminino na disputa da Meia Maratona, (distância de 21 km).

Resultados 2019 / Maratona 42 km (cinco primeiros):

Masculino
1) Kimani Pharis Irungu (QUE), 2h18min32seg
2) David Kiprono Metto (QUE) 2h18min38seg
3) Feleke Darsema Tulu (ETH), 2h19min01seg
4) Kiplimo Stephen (QUE), 2h19min32seg
5) Pietro Mamu Shaku (ERI), 2h19min33seg

Feminino
1) Sifan Melaku Demise (ETH), 2h35min03seg
2) Salome Jerono Biwot (QUE), 2h37min32seg
3) Genet Getaneh Wendimagegnehu (ETH), 2h37min55seg
4) Faith Jeruto Chemaoi (QUE), 2h40min43seg
5) Gadise Mulu Demissie (ETH), 2h40min53seg

Meia Maratona 21 km (cinco primeiros):

Masculino
1) Leonardo Santana de Olinda (BRA), 1h14min25seg
2) Ronielson Tenorio da Silva (BRA), 1h14min55seg
3) João Roberto Oliveira da Silva (BRA), 1h15min23seg
4) Fabio Cintra Mora (BRA), 1h16min10seg
5) Fabricio Vieira Pereira (BRA), 1h17min07seg

Feminino
1) Alice Yuri Lima Fonseca (BRA), 1h31min35seg
2) Silmara Izidora Modesto (BRA), 1h34min22seg
3) Ana Luiz dos Anjos Gracez (BRA), 1h37min49seg
4) Marcia dos Santos Possari (BRA), 1h38min36seg
5) Fabia Monique (BRA), 1h38min26seg
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