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Judô brasileiro começa Pan com 3 medalhas

Érika Miranda no momento em que conquista a medalha Crédito imagem: Saulo Cruz/COB Érika Miranda no momento em que conquista a medalha

O judô brasileiro começou muito bem a disputa dos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, faturando as três primeiras do Time Brasil na competição. E foi logo um pódio completo: ouro para Érika Miranda (52kg), prata para Felipe Kitadai (60kg) e bronze para Nathália Brigida (48kg). O primeiro lugar da atleta de Brasília, a mais experiente da equipe feminina aos 28 anos, foi histórico por dois motivos: foi a primeiro ouro do Brasil no Canadá e também o primeiro da categoria meio-leve feminina em Jogos Pan-Americanos. 

“Nem sabia desse tabu. Espero que essa seja a primeira de muitas medalhas que vão vir para a categoria. Serve para que todas as meninas que sejam do 52kg acreditem que a categoria é muito forte”, disse a duas vezes medalhista em Mundiais – prata no Rio 2013 e bronze em Chelyabinsk 2014. 

Para chegar ao ouro, Érika venceu três lutas. Na estreia derrotou Maria Garcia, da República Dominicana, por ippon com um minuto e 22 segundos de luta. Na semifinal, a disputa mais equilibrada: vitória sobre a equatoriana Diana Díaz pela pontuação mínimo, um yuko. Na decisão, ela deu um verdadeiro show. Com apenas 26 segundos, jogou a canadense Ecaterina Guica, que contava com o apoio de um bom público no Hershey Centre, duas vezes, sendo uma por wazari e a outra por ippon.

“Eu até brinquei com o pessoal: no país do futebol, quem tá mandando é o judô. Este foi só o primeiro e espero que até o último dia saiam muitas outras”, completou a campeã.

Já a caçula da equipe, a jovem Nathália Brigida, de 22 anos, foi a responsável pela primeira medalha do Brasil nesta edição dos Jogos Pan-Americanos. Depois de vencer a venezuelana Andrea Gomez na diferença de punições, acabou caindo na semifinal ante a argentina Paula Pareto, atual número dois do mundo, por ter sido penalizada duas vezes em uma luta muito equilibrada. Algumas horas mais tarde, veio a vitória sobre a equatoriana Diana Cobos por dois yukos e a medalha de bronze, a primeira dela numa competição desse tipo.

“É ruim perder uma luta no meio da competição mas eu sabia que tinha outra para fazer. Não dá tempo de ficar triste, de pensar no que errou. O judô é isso, ressurgir depois de perder uma luta”, disse a judoca de Atibaia, interior de São Paulo.

O único representante da equipe masculina foi o ligeiro Felipe Kitadai. Ele venceu o colombiano John Futtinico por wazari e o cubano Yandry Marimon na diferença de punições para chegar à decisão contra o equatoriano Lenin Preciado. Numa posição dividida, Kitadai acabou sendo projetado e, mesmo sem bater com as costas no chão por fazer a chamada ponte (apoiar a cabeça no chão e levantar o quadril), acabou sofrendo o ippon.

“Fiz uma boa competição. Nas outras lutas, não corri nenhum risco de queda, de sofrer uma pontuação. Na final, acabei escorregando num golpe muito bem aplicado pelo meu oponente. A competição é assim: muitos disputam mas só um pode ter um campeão. Hoje era o dia dele. Agora, é seguir me preparando para o Mundial de Astana no final de agosto que é o meu objetivo maior no ano”, disse o medalhista de bronze nos Jogos de Londres 2012.

Desse modo, o judô foi o responsável pelas três primeiras medalhas da delegação brasileira e segue em busca do recorde de 14 medalhas em 14 categorias. Algo que não preocupa os atletas.

“Todo mundo está empolgado pra ver o judô brasileiro conseguir esse recorde e entrar para a história”, comentou a novata – e medalhista – Nathália Brigida.

O Brasil volta aos tatames neste domingo, 12 de julho, com três atletas: Charles Chibana (66kg), Alex Pombo (73kg) e Rafaela Silva (57kg). As preliminares começam às 16:30 e o bloco final às 21hs, no horário de Brasília. 

Com informações da CBJ

Raphael Oliveira

Raphael Oliveira, Carioca morador de Uberlândia desde 2011 pós-graduado em Jornalismo Esportivo pela Faculdades Integradas Hélio Alosno (FACHA-RJ), apaixonado por esportes fundador do site de notícias esportivas “Esportes de A a Z” onde se divide entre editor e fotógrafo, possui na currículo cobertura de eventos como Grand Slam de Judo, Mundial de Judo, Liga Mundial de Vôlei, Finais do NBB e Superliga de Vôlei, Mundial de Natação Paralímpica, NBA e UFC e Paralímpiadas Rio 2016.