Ricardo Erlich

Ricardo Erlich

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Praia Clube faz história e é campão

Pela primeira vez na história, o Praia Clube de Uberlândia venceu a Superliga Feminina 17/18 jogando diante de sua torcida no Sabiazinho com casa cheia diante do poderoso Sesc-rj no Golden set, depois de vencer o jogo por 3 a 0. Esta foi a 10º temporada do time e que chegou a final pela segunda vez na história tendo perdida a primeira justamente para o Rio.

A levantadora Claudinha brilhou na decisão e em uma atuação segura nos quatro sets disputados neste domingo, foi eleita a melhor da partida. Bastante emocionada no final do duelo, a levantadora agradeceu o apoio de todo o grupo e comemorou a conquista do título.

“Foi um ano de muito trabalho. Essa equipe viveu momentos maravilhosos e merecia esse título. Fizemos um primeiro turno espetacular e um segundo um pouco abaixo. Os playoffs foram muito difíceis e isso acabou nos preparando para a final. Conseguimos sair de uma grande dificuldade depois de perder o primeiro jogo no Rio. Posso dizer que a Claudinha está saindo mais fortalecida dessa temporada e sabendo cada vez mais o papel de uma levantadora dentro de quadra”, afirmou.

Amandinha foi um dos destaques da partida. Crédito: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O treinador Paulo Coco comentou sobre a conquista e fez questão de parabenizar o grupo pelo resultado e a superação ao longo da temporada.

“Esse título é a realização do trabalho de toda a temporada. Jogadores e toda a comissão técnica sempre acreditaram nesse projeto. A equipe demostrou um brio muito grande, passando por muitas dificuldades e obstáculos. Vencemos o Sesc RJ pela primeira vez, terminamos a temporada em primeiro na fase classificatória e enfrentamos cruzamentos difíceis tanto nas quartas de final contra o Vôlei Bauru como nas semifinais contra o Vôlei Nestlé. O tabu mais difícil foi vencer o Sesc RJ na decisão. Soubemos dar a volta por cima e tenho que agradecer toda essa cidade que nos apoiou ao longo de toda a temporada”, disse Paulo Coco.

Praia fez forte campanha na Superliga

Foram 12 equipes no campeonato e as duas que chegaram na decisão foram as duas de melhor campanha na fase de classificação, sendo o Praia em primeiro com apenas uma derrota e justamente para o time do Rio e em casa e o Sesc-rj em segundo com apenas duas derrotas, sendo as duas em casa para o Praia e para o Minas.

Para chegar à final, o Sesc-rj passou pelo Pinheiros nas quartas de final e pelo Minas sem nenhuma derrota. Já o Praia, passou pelo Bauru e pelo Vôlei Nestlé em 5 jogos emocionantes. Na primeira final, o Sesc-rj venceu por 3 sets a 1. O que forçou o Golden Set no segundo jogo com a vitória do Praia.

Despedida da Fabi

A partida marcou também a despedida de Fabi do Sesc-rj. Bicampeã olímpica (2008 e 2012), ela é considerada a maior líbero de todos os tempos depois de 20 anos de serviço ao esporte e foram 13 temporadas pelo time do Rio.

“Meu sentimento é de gratidão de representar a cidade do Rio por muitos anos. Foi uma semana emocionante com várias homenagens e fico feliz por tudo o que passei nesse esporte. Pena que não consegui trazer a vitória dessa vez, mas valeu muito a pena por tudo o que o vôlei me deu na minha vida e agradeço muito”. – Declarou após a partida.

Crédito: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O Jogo

O primeiro set começou com um Sesc-rj melhor abrindo três pontos de vantagem o que obrigou Paulo Coco a pedir tempo para acordar as meninas do Praia Clube e fez efeito. O time de minas conseguiu empatar e a partida seguiu equilibrada, quando o time do Rio errou várias jogadas seguidas e permitiu que o time de Uberlândia abrisse uma frente de seis pontos e fechasse o primeiro set por 25 a 19 abrindo 1 a 0 no placar em 25 minutos.

Com menos erros das cariocas, o segundo set foi equilibrado sem nenhuma das equipes abrirem no placar até o time do Sesc-rj conseguir abrir 4 pontos de vantagem. Mas o Praia resolveu buscar e conseguiu uma virada numa bola de Fernanda Garay e venceu por 25 a 23 colocando 2 a 0 no jogo.

No terceiro set, o que se viu foi um time do Sesc-rj completamente apagado em quadra.  Mesmo abrindo 3 a 0 no início do set, as cariocas tomaram uma virada e depois, sem muitas dificuldades, o Praia não encontrou dificuldades e venceu o set por 25 a 17 e fecharam o jogo por 3 a 0. Mas por ter perdido o primeiro jogo, a vitória do Praia provocou o Golden Set.

O set decisivo não foi muito diferente do que foi a partida. O time do Rio equilibrou a partida e foi muito disputado. Mas era dia do Praia e nas horas decisivas, Fernanda Garay decidiu a favor e conseguiu vencer por 25 a 18 e dando o título inédito para Uberlândia da Superliga Feminina.

Crédito: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Classificação final:

1º - Dentil/Praia Clube (MG)
2º - Sesc RJ
3º - Camponesa/Minas (MG)
4º - Vôlei Nestlé (SP)
5º - Hinode Barueri (SP)
6º - Fluminense (RJ)
7º - Pinheiros (SP)
8º - Vôlei Bauru (SP)
9º - São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP)
10º - BRB/Brasília Vôlei (DF)
11º - Renata Valinhos/Country (SP)
12º - Sesi-SP

MELHORES DA SUPERLIGA 17/18 

SAQUE – Bruna (Pinheiros)
LEVANTAMENTO – Roberta (Sesc RJ)
BLOQUEIO – Bia (Vôlei Nestlé)
PASSE – Fabi (Sesc RJ
DEFESA – Suelen (Dentil/Praia Clube)
ATAQUE – Tandara (Vôlei Nestlé)
MELHOR JOGADORA – Tandara (Vôlei Nestlé)

Flamengo bate Minas e faz 2 a 0 na série

Em uma atuação coletiva espetacular, mais uma vez o Flamengo demonstrou todo o poder de seu vasto elenco. Com um ritmo incrível desde o início, o rubro-negro carioca demorou um pouco para engatar, mas a partir do segundo quarto dominou o Minas Tênis Clube e chegou à vitória, nesta terça-feira (17/04), na Arena Carioca 1, por 101 a 74, a maior diferença destes playoffs.

Após fechar o primeiro quarto à frente por 23 a 20, o Flamengo foi dominante no segundo e terceiro quarto, ampliando sua vantagem de forma exponencial. Ao todo, foram 60 pontos para o ataque rubro-negro nas parciais, com grandes contribuições de JP Batista (13 pontos no 2º) e Marquinhos (10 pontos no 3º). Com isso, a equipe carioca chegou aos dez minutos minutos com 31 pontos de vantagem (83 a 52) e partida praticamente decidida.

Em uma noite mágica, JP Batista saiu do banco de reservas para dominar o garrafão minastenista. O pivô foi fundamental para ampliar a vantagem rubro-negra, principalmente no segundo quarto, com 13 pontos anotados. Ao todo, foram 21 minutos de atuação para o camisa 13, que deixou a quadra como cestinha da partida, com 23 pontos.

“O mais importante no jogo de hoje foi nossa atitude. Nós sentimos isso no domingo (Jogo 1) e aqui não foi diferente. Sabíamos que estávamos em casa e que seria importantíssimo começar a partida desta forma, com atitude e ritmo”, analisou JP Batista, cestinha da partida, com 23 pontos.

Além de JP, o Flamengo contou com outras inúmeras contribuições importantes. Destaque para Marquinhos (21 pontos e cinco rebotes), Anderson Varejão (dez pontos, seis rebotes e quatro assistências) e MJ Rhett (nove pontos e cinco assistências).

Pelo Minas, as principais ações saíram das mãos do cestinha do time, Wesley (18 pontos e cinco rebotes), do ala Audrei (15 pontos) e do armador Gegê (13 pontos, cinco rebotes e seis assistências).

– Flamengo (1º) 2 x 0 Minas Tênis Clube (9º)
Jogo 1 – Minas 70 x 84 Flamengo
Jogo 2 – Flamengo 101 x 74 Minas
Jogo 3 – 19/04 (quinta), às 19h30, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro (ao vivo no SporTV)
Jogo 4* – data e horário a definir, na Arena Minas, em Belo Horizonte
Jogo 5* – data e horário a definir, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro

Já imaginou correr 1000 km em 10 dias?

Para que você possa correr 1000 km, normalmente você leva em torno de 6 a 10 meses num ano. E imagina correr essa distância em apenas 10 dias e apenas num único lugar? Desembarcará no Brasil a primeira corrida na distância para aqueles que realmente gostam de correr ultramaratonas e será entre os dias 20 e 30 de setembro na cidade de Engenheiro Paulo de Frontin no interior do Rj com as inscrições abertas, mas não é tão simples participar.

Quem está por trás dessa iniciativa é o ultramatonista Marcio Villlar que é conhecido por seus recordes, como ter feito em menor tempo correndo o caminho francês de Santiago de Compostela e da maior distância numa esteira em sete dias. Em uma entrevista para o Esportes de A à Z, Márcio contou um pouco sobre como será este desafio.

Sobre o desafio:

No Brasil já tem muitas ultramaratonas e eu quero trazer para o Brasil as provas mais difíceis do mundo, daquelas que gosto de participar que fora serem um bom desafio para o corpo, são para a mente também. A corrida que será em Paulo de Frontin, o cara vai ter que correr 100 km todo dia. Não vai adiantar ele correr 150km num dia e 99km no outro que ele estará desclassificado. E para participar, ele vai ter que enviar currículo e comprovar que já participou de provas como a BR 135, ultra dos anjos, Jungle Marathon ou outras provas internacionais com distâncias de 200 ou 300km para poder participar, ou estará fora. Nem adianta ter no currículo apenas provas abaixo, é melhor a pessoa fazer uma delas antes de me procurar para participar.

Quantos poderão participar?

Como é uma primeira prova nessa distância, quero poucas pessoas participando para podermos ter um bom feedback. Quero colocar no máximo 30 atletas que sejam capazes de concluir este desafio.

O local

Será no município de Paulo de Frontin no lugar que é considerado o 3º melhor clima do mundo. A pista tem 1200m e é de barro com alguns aclives e declives, mas nada puxado. E o atleta número 1 será o Sérgio Cordeiro. Outro detalhe importante é que o número de peito será vitalício. Quem participar de qualquer corrida minha terá sempre o mesmo número, mesmo que fique muitos anos sem participar de qualquer evento que eu organize.

Durante o desafio, o participante não ausentar um momento da corrida e terá que dormir numa barraca ao lado da prova. Você será obrigado a participar das 6 da manhã até meia noite. Você terá 18hrs para conseguir completar os 100 km do dia. De meia-noite as 6 da manhã, é o tempo que terá para descansar e se não estiver as 6 na largada, será desclassificado.

A pessoa não pode ter medo de sapo e de cobra por que é algo que tem por lá. E quando a pessoa deitar meia noite, não pode deixar de sacodir a barraca para não ter uma surpresa a noite.

Estrutura

Estaremos oferecendo vários banheiros no entorno da competição, terá café, almoço e jantar, fora água, isotônico e frutas. Quem participar, poderá levar um acompanhante que o ajudará a com a parte da alimentação oferecendo comida e poderá sair para fazer alguma compra para o atleta.

 

Valor da inscrição

Aqueles que tiverem o currículo aprovado, pagarão R$1000,00 de inscrição para participar da corrida. Será importante também levar atestado médico e comprovar que tomou a vacina contra a febre amarela e quem não tomar, não poderá participar.

 Estou também correndo atrás de patrocínio para poder bancar os outros custos e aqueles que quiserem me apoiar nessa corrida, podem me procurar. E tenho certeza que ano que vem, terá atleta de qualquer lugar do mundo para participar.

Para onde enviar o currículo?

Para participar, basta enviar o seu currículo de corrida para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou me ligar 21-99815-9117 que darei as instruções.

Sesc-Rj sai na frente na final da Superliga

O time do Sesc-Rj se aproveitou muito bem do fator casa e venceu o Praia Clube por 3 sets a 1 na Arena Carioca 1 e está em vantagem na final da Superliga Feminina. A torcida do Rio fez muita diferença e colaborou para a vitória em sua busca pelo 13º título na competição.

O destaque da partida foi Drussyla do Sesc-Rj. Em sua segunda disputa de final, ela fez 18 pontos e colaborou com a vitória do time carioca.

“Nosso time estava atento no jogo e estávamos nos ajudando. O time do Praia é muito bom e vamos tentar fazer uma boa partida no domingo. ” – Conta sobre o jogo.

Pelo lado do Praia Clube, o treinador Paulo Coco lamentou a derrota, mas mostrou confiança em um bom desempenho em casa.

Fawcett é parada pelo bloqueio do Sesc-Rj. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

“O Sesc RJ deu um passo importante e essa vitória é significativa, mas ainda temos um jogo em casa na próxima semana. Conseguimos dar a volta por cima em algumas ocasiões nessa Superliga e vamos tentar repetir isso em Uberlândia. O volume de jogo do time carioca e o menor número de erros deles foram determinantes. Temos que igualar esse volume, além de buscarmos mais consistência”, explicou Paulo Coco que busca um título inédito para o time de Minas.

O Jogo

Apesar de ser uma final, o jogo começou com o Sesc-rj errando no passe e permitindo que o Praia abrisse 5 pontos de vantagem. E mais uma vez, o time do Rio buscou a reação e equilibrou a partida até conseguir a virada com dois bons saques da Drucylla. Por um momento, o Praia voltou a liderar o placar, mas o Sesc-rj virou novamente e o set ficou em 24 a 24. Mas em duas ótimas jogadas, as cariocas conseguiram os dois pontos que faltavam e fecharam o primeiro set em 26 a 24 e botaram 1 a 0 no jogo.

O segundo set foi de domínio total do Sesc-Rj. As cariocas abriram 8 pontos de vantagem no saque da Roberta e bastou apenas administrar o jogo. O time do Praia acabou vendendo caro o set, quando o time do Rio teve o set point, fizeram 5 pontos seguidos, até ter num ataque confirmar o ponto e fechar com 25 a 19 e ficar 2 a 0 no placar.

Mayhara voa para fazer mais um ponto para o time do Rio. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Pela primeira vez, o terceiro set deu uma sensação ótima de final. Muito mais concentradas, o time do Praia veio com vontade de não permitir que o time do Rio vencesse o jogo nesse set. Com muito equilíbrio por ambas as equipes, o jogo foi decidido apenas no detalhe e melhor para as mineiras que venceram por 25 a 22 e diminuir o placar para 2 a 1.

O set começou bem equilibrado no quarto set com nenhum dos dois times abrindo frente. Mas o Sesc-rj começou a desequilibrar com bons saques e erros de recepção do Praia que culminou com a vitória por 25 a 17, fechando o jogo em 3 a 1 e abrindo 1 a 0 na série final.

O segundo jogo decisivo será domingo que vem em Uberlândia. Caso o Praia vença, o jogo será decidido no Golden Set de 25 pontos.

Gabi voltou a jogar em ótima fase e foi decisiva na partida. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ 

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