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Ricardo Erlich

Ricardo Erlich

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Corrida de São Sebastião 2019 foi boa sem aquele bom patrocínio? Confira aqui!

Dia de São Sebastião é sinônimo de feriado na Cidade Maravilhosa. E como manda uma de suas tradições, os corredores tiveram a oportunidade de encarar a corrida que leva o nome do santo do Rio de janeiro em competição realizada sob forte e intenso calor do verão carioca e que foi uma edição diferente dos últimos anos.

Com a ausência de um patrocinador máster, a corrida foi bancada por pequenos apoios e principalmente vinda do valor da inscrição paga pelos participantes. Em outros anos que a elite tinha a disputa entre brasileiros e africanos pela hegemonia nos 10 km e esse ano, foi 100% nacional e com tempos mais altos que a média.

Eliezer de Jesus se sagrou campeão dos 10 km com o tempo de 32min07s. No ano passado, ele foi três segundos mais rápido, mas ficou bem longe do pódio ficando com a 10º colocação. Já Rejane Ester Bispo que venceu no feminino com o tempo de 37min43s o que daria a sexta colocação com os tempos do ano passado.

Podemos perceber que na elite, os tempos foram mais altos pela falta de premiação em dinheiro e que não atraíram os principais atletas do país e dos clubes que trazem africanos para se preparem e competirem por aqui e tivemos forte presença dos atletas que já normalmente treinam e competem em outras corridas no Rio.

Atletas puderam optar entre os 5 e os 10 km. Crédito: Pedro Mesquita/Street Runners

Agora falando do povão que estava lá, a corrida teve um total de 3380 concluintes e a maioria optou pela distância de 5 km com o total de 2353 e maioria feminina. Já nos 10 km, foram 1027 concluintes e maioria esmagadora do público masculino.

Certamente o orçamento menor da corrida não foi a maior dificuldade que a galera encontrou e sim o inimigo que era o mais previsto de todos. O forte calor! Esse sim presente em quase todas as edições da Corrida de São Sebastião e que nesse ano, apesar de não ter sido a edição mais quente (Sim, já tive edição com temperatura na casa dos 42c) castigou e muito, inclusive este que escreve o texto.

Não adianta ficar aqui reclamando que a corrida deveria largar as 2 da manhã, que a organização poderia usar um sistema eletrônico que jogasse nuvens no céu para aliviar o calor que ainda não existe ou os corredores deveriam se unir por redes sociais para fazer a dança da chuva. Quem não treinou ou apenas está em início de temporada, não pode exigir seu melhor desempenho e jogar nos outros a culpa por seu fracasso.

Foi meu pior tempo da história nos 10 km em corrida de asfalto onde completei em 1h04min.  Esse resultado foi consequência da falta de treino durante essa semana onde vítima do calor, fui parar no plantão médico com problemas intestinais e obrigado a descansar para plena recuperação e já sabia que iria mal mesmo.

Depois de 10 km, este repórter conseguiu completar pela 11o vez a corrida. Crédito: Pedro Mesquita/Street Runners

Em termos de estrutura da corrida, a largada ainda é o ponto que realmente tem que ser melhorado e ficando a mistura de pessoas com níveis diferentes na corrida e obriga aquele velho zigue-zague até a prova fluir a partir do segundo quilômetro. Quanto a hidratação, havia água no 3, 5 e 7,5 km e na base da garrafa de 500ml que era o suficiente para beber e molhar o corpo e aliviar um pouco a temperatura, mesmo que que por alguns minutos.

Na casa do 6 km, um atrativo extra que a organização não contratou, mas que alegrou quem passava por lá. Havia um grupo de músicos tocando em ritmo de carnaval e certamente deu uma levantada em quem passava pelo local.

Quanto a linha de chegada, a dispersão ficou um pouco apertada, ainda mais que havia uma disputa pelos chuveirinhos e que optei por não usar e jogar água direto da garrafinha mesmo onde logo fui para tenda da assessoria que treino e fiquei por lá alguns momentos antes de voltar para casa e não acompanhei a corrida kids que aconteceria ali em seguida.

A conclusão que podemos chegar que mesmo com um orçamento muito menor e a inscrição mais cara, a Corrida de São Sebastião conseguiu honrar sua tradição e sobreviver sem um patrocínio máster e mesmo com algumas economias, manteve a sua estrutura mais básica para os participantes. Cabe torcer para que a Spiridon, empresa que organiza, consiga para a próxima edição conseguir um bom patrocínio, de preferência do setor privado, e trazer de volta a disputa na elite.

 

Resultados

10km masculino

1- ELIEZER DE JESUS - 32min07s
2 - ADAIR JOSÉ HENRIQUE DOS SANTOS - 33min25s
3- TIAGO FERREIRA - 33min26s
4- DARLAN JOSE DA SILVA - 33min29s
5- TIAGO DANTAS - 33min53s

10km feminino

1- REJANE ESTER BISPO - 37min43s
2- SOLANGE MARIA MARIANO - 39min18s
3- CLAUDIANA MORAIS MACEDO - 43min31s
4- RAIMUNDA ACELIA DE SOUSA ALVES - 45min23s
5- NIKKI SALENETRI - 47min40s

5km masculino

1-RONALD JEFFERSON DE ARRUDA LOPES - 15min20s
2- LUQUIAN DE CARVALHO SILVA - 15min31s
3- RODRIGO LIRA - 16min13s
4- IVANDRO BERNARDO DOS SANTOS -16min18s
5- JOÃO PAULO DE SOUZA SANTOS - 16min41s

5km feminino

1- JESSICA LADEIRA - 17min27s
2- ANA PAULA CARVALHO - 18min56s
3- GLAUCIELE DE OLIVEIRA DE SOUZA - 19min06s
4- IRIS RIBEIRO DO NASCIMENTO - 19min38s
5- EDILIA DE OLIVEIRA - 19min45s

Festa gringa na final da Street League

A Arena Carioca 1 no parque olímpico ficou de casa cheia e a torcida apoiou demais os atletas brasileiros que chegaram a final. Letícia Bufoni e Kelvin Hoefler foram carregados pela torcida, mas acabam ficando em segundo lugar e a festa foi dos estrangeiros na final da Street League, o campeonato mundial de skate no estilo Street.

Deu para ter uma prévia do que estar por vir nos jogos olímpicos de 2020 em Tóquio e os atletas que virão para a disputa e os brasileiros possuem grandes chances de conquistar algumas das medalhas.

Bateria feminina

Aori Nishimura venceu no feminino. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

A grande expectativa do público presente na Arena Carioca 1 era ver a paulista Leticia Bufoni vencer a competição. A torcida fez tudo, mas a japonesa Aori Nishimura resolveu estragar a festa brasileira e faturou o título com manobras simples e que os juízes deram notas maiores.

“Foi uma competição difícil e não é fácil disputar com a Leticia que é uma pessoa que admiro muito. Fiz o melhor que eu pude e consegui sair com o título e me emociono por isso. ” – Diz a japonesa após a vitória.

Letícia Bufoni fez bonito mas acabou em segundo. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Letícia precisava de uma boa manobra no final para ter a chance, desde que a japonesa não tirasse 8,5 na sua última tentativa. Ela conseguiu atingir uma nota 9 dos juízes e Nishimura acabou conseguindo a pontuação que deu o título para ela.

“Eu achei que ela ia conseguir uma nota mais baixa por ela ter repetido a mesma manobra antes, mas não dá para ficar lamentando nota de juiz. Mesmo assim, saio satisfeita com o meu resultado na competição. Foi muito bom ter a energia da galera que me apoiou em casa e isso foi um grande diferencial para mim. Agora tenho que treinar mais e que a disputa será acirrada com ela até as olimpíadas” – Finaliza

Bateria masculina

Já os homens, a disputa foi muito apertada com manobras bem ousadas que levantavam o público. A disputa ficou entre o americano Nyjah Huston e o brasileiro Kelvin Hoefler e mesmo com alguma chance na final, o brasileiro errou duas manobras e acabou dando a vitória para o americano.

Kelvin ficou em segundo no masculino. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

“Foi a final mais disputada da história e um nível muito alto que exigiu muito de todos nós. O Kelvin que foi o campeão anos atrás fez uma boa prova e contando com a torcida a seu favor e isso o ajudou bastante. Mas saio satisfeito em sair campeão aqui. ” – Diz Huston sobre vitória.

Já Kelvin ficou muito empolgado com toda a torcida presente e ficou arrepiado com o que testemunhou.

“Essa torcida foi arrepiante e eu só tenho a agradecer e nos outros países não é assim. Não treinei direito e eles me empurram. Nunca na história do skate teve uma final desse porte e foi muito incrível. Essa pista estava perigosa e acredito que nas próximas etapas será diferente e ai quem sabe, né? – Finaliza.

Veja mais imagens da final:

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

  • Publicado em Skate

Como planejar seu calendário para 2019

E aí, você já sabe quais são as suas principais corridas para essa temporada? Junto com a virada do ano, já decidiu qual vai ser aquela corrida especial? Planejar uma temporada não é uma tarefa simples com várias opções no mercado, mas requer antes de mais nada, criar metas e objetivos para se chegar lá. Mas vamos tentar te ajudar!

Diferente do futebol em que você pode simplesmente jogar duas partidas por semana, a corrida é diferente! Requer meses de treinamento específico. Como assim não posso participar de corrida toda semana? Isso funciona por um tempo, mas depois perde a graça e você não valoriza! Então, o que devo fazer?

O grande segredo dos principais atletas é ter aquela prova alvo! Uma dica que dou é escolher a principal corrida da sua cidade como a corrida que vou querer dar o meu melhor. Um exemplo para um carioca como eu é a opção pela Maratona do Rio que este ano está marcada para o fim de semana de 22 e 23 de junho e ali posso optar por correr 5,10,21 ou 42 km de acordo com a minha capacidade física.

Se considerar hoje, estamos a pouco mais de cinco meses de sua realização. Escolhida a prova principal, eu posso optar por outras corridas nesse caminho que servirão de teste, mas me limitando a uma média de uma corrida por mês para chegar bem até lá! Se eu for fazer a Meia Maratona, vou optar por corridas de até 16 km e no caso dos 42 km, me limito até duas meias maratonas no caminho e quem for de 5 ou 10 km, posso me testar em outras provas da mesma distância.

Lembre-se que para fazer um bom planejamento, procure algum treinador que possa te orientar no caminho das pedras. 

Brasil terá 12 skatistas em ação na etapa final da Street League Skateboarding no Rio

Com atletas experientes e grandes revelações, não vai faltar skatista para a torcida brasileira apoiar. A Street League, maior campeonato de Skateboard Street do mundo contará com 12 atletas brasileiros na briga pelo título da etapa final da competição. Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo, Leticia Bufoni, Pamela Rosa, Luan Oliveira, Tiago Lemos, Ivan Monteiro, Lucas Xaparral, Karen Feitosa, Rayssa Leal, Virginia Fortes e Lucas Rabelo serão os representantes da bandeira verde e amarela. Os ingressos para os dias 12 e 13, quando serão disputadas as semifinais e finais, já estão à venda no site: https://bit.ly/2L0JXit .

Se nomes como Kelvin Hoefler e Felipe Gustavo já estão garantidos na final e chegam para esta competição como favoritos, os atletas mais jovens, como Lucas Rabelo, uma das revelações brasileiras, esperam surpreender e conquistar um espaço na competição mais importante da modalidade.  

“Desde que comecei a andar de skate sonhava em disputar uma etapa do Street League. E a oportunidade chegou agora e ainda vai ser no Brasil. Não poderia ser melhor. Estou ansioso, mas me preparando muito pra conseguir mostrar que posso andar junto com os skatistas que me inspiram. Espero que seja uma grande competição”.  

No feminino, a expectativa é a mesma. Leticia Bufoni e Pamela Rosa são atletas reconhecidas internacionalmente, e nomes como Karen Feitosa, Virginia Fortes e Rayssa Leal estão vibrando com a primeira oportunidade.

Rayssa, que com apenas 11 anos já integra a seleção brasileira de skate, espera fazer bonito na inédita pista construída para a SLS.

“Eu estou feliz demais pela oportunidade de competir na maior Liga de skate do mundo. Sinceramente não tenho palavras. Só posso treinar muito, me preparar e fazer o meu melhor na pista. Vai ser difícil, mas espero conseguir acertar as minhas manobras e me divertir muito”.

Esta será a etapa final do evento que já passou por Tampa, Londres, Los Angeles e Huntington Beach. São esperados em torno de 70 atletas, entre homens e mulheres, que disputarão em uma pista inédita, como é costume na SLS, construída especificamente para esta competição. A etapa carioca será decisiva para a definição do ranking do WC Tour de 2019, que contará pontos para a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.  

A Arena Carioca 1 tem capacidade para receber até 5.000 pessoas por dia no final de semana (12 e 13/01), em que haverá venda de ingressos do evento aberto ao público. Já nos dias 8, 9, 10 e 11 será para treinos e para disputa da fase classificatória com portões fechados.

Cronograma:

Terça: treinos

Quarta: treinos

Quinta: fase Open masculina e feminina

Sexta: fase quartas de final masculina

Sábado e domingo abertos ao público:

Sábado -

11 às 13h - Treino feminino e masculino

12h - Abertura de portões para o público

13 às 16h - Semifinal feminina

16 às 18h - Treino masculino

18 às 21h - Semifinal masculina

Domingo -

10 às 14h - Treino feminino e masculino

14h - abertura de portões para o público

14 às 15h - Treino feminino

15 às 16h30 - Final feminina

17 às 18h - Treino masculino

18 às 19h30 - Final masculina

 Serviço:

Campeonato Mundial Etapa Rio de Janeiro – Street League Skateboarding

De 8 a 13 de janeiro (ingressos para os dias 12 e 13 de janeiro)

(abertura dos portões às 12h, no dia 12, e às 14h, no dia 13/01)

Ingressos: http://streetleague.com/tickets/

  • Publicado em Skate
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