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Ítalo Romano mostra que o Skate é para todos

Ítalo Romano mostra que o Skate é para todos Ítalo Romano compete desde 2011 e participando de competições pelo Brasil. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Um dos destaques do STU Open, o curitibano Ítalo Romano mostra que o skate também pode ser um esporte para todos. Único atleta com deficiência na competição, competiu junto com os outros atletas e conseguiu chegar até a terceira rodada da competição.

Sua história começou em 2001 e logo após sofrer um acidente. Ao sair para acampar com seus amigos, ele foi brincar de andar na rabeira do trem e acabou caindo, perdendo as suas duas pernas. A tragédia poderia ter sido o seu fim, mas foi um novo ponto de partida.

Sua vida mudou após uma brincadeira com seus amigos, ele perdeu suas pernas. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

“Só pensava em como ia conseguir brincar com meus amigos e eles vinham me tirar em casa e comecei a perceber que fui bem acolhido por eles. Percebi que minha vida o esporte seria a boa e não parei mais. ” – Conta.

Após seu acidente, ele começou a andando de cadeira de rodas por Curitiba, a cidade onde mora, mas percebeu que andar de skate seria mais rápido e foi outro motivo para continuar no esporte.

Seu primeiro campeonato foi em 2011 em Curitiba. Após participar de um programa de televisão, ele foi desafio a participar da Super Rampa, campeonato organizado por Bob Burnquist na Califórnia e ele encarou os 27 metros da rampa que assusta qualquer um.

Fora o skate, ele joga também o vôlei adaptado. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

E ele é bem inquieto. Fora o skate adaptado, ele também joga vôlei adaptado. “Tenho uma equipe em Curitiba onde jogo com meus amigos e não gosto de ficar parado. Se eu puder, vou ir tentando outros esportes para ir praticando”.

Um de seus sonhos e ir para as paralimpiadas. “Gostaria muito de ir aos jogos de Tóquio em 2020, mas parece que o skate adaptado não vai fazer parte da programação. Não vou deixar de treinar e se der para ir pelo vôlei, vou fazer o meu possível. ” – Completa.

Nas ruas de Curitiba, ele anda de skate para chegar mais rápido nos lugares. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ 

 

Última modificação emSexta, 28 Abril 2017 17:12