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Guga: É uma honra ser eleito dos melhores de todos os tempos

Guga: É uma honra ser eleito dos melhores de todos os tempos Guga conta que ser eleito dos melhores de todos os tempos é algo inacreditável. Crédito: Fotojump

Eterno ídolo do tênis brasileiro, Gustavo Kuerten, o Guga, chegou mais um ano para acompanhar alguns jogos do Rio Open e concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas presentes ao evento. Ele comentou sobre a eleição da revista tennis dos Estados Unidos onde foi eleito o 21º melhor tenista de todos os tempos, a situação do tênis brasileiro, André Sá e outros assuntos.

 

Sobre ser eleito o 21º tenista da era aberta

Ache uma uma supresa extraordinária estar envolvido com outros tenistas grandiosos. Minha carreira foi curta e exprimida e me dá a sensação que contribui além das minhas conquistas para ser comparado a esses caras que estão a minha frente. Se pensar que venci 3 slams e fui o número 1 do tênis. Tiveram caras que ficaram muito tempo nos top 10 por muito tempo e não estão nessa lista. Estar próximo dos 20 melhores da história. Sem dúvidas, a corda de nylon que usei fez toda a diferença e influencia até hoje. Todos utilizam e o nosso jogo com efeito e agressividade como um determinante do saibro e se espalhou para as quadras duras e o contorno da emoção e do amor, minha marca nas quadras. E sempre tem o coração que puxa para cima e sempre tive essa dramaticidade, o momento o coração em rolland garros, em 97 o garotão chegando lá e lembram muito do meu lado emocional e acho que isso subiu umas 10 posições do ranking.

 

Tênis brasileiro

Se for ver momento do tênis ele é normal. É fatalidade os três perderem. O resultado não dá para medir o tênis atual e ele é comum. Corresponde à realidade. Na dupla, os meninos estão num bom momento. Se formos pensar só na simples não dá. A dupla tem o Marcelo Melo e o Bruno Soares por cima mostra que temos condições. Isso mostra que o tênis mostra que ainda não temos corpos com ter seis tenistas na chave principal.  Depois das olimpíadas estamos ladeira abaixo e seis meses depois ninguém sabia nem o que fazer com a estrutura. Nosso tênis ainda não dá muitas oportunidades, por isso que não dá muito resultado. Nossa meta é dar um resultado e formar uma base sem ficarmos reféns de algum talento extraordinário. Um momento com pouquíssimos torneios e quem sabe vem um respiro para tentar avançar.  Acaba se relacionando a agentes e não um conjunto. Daqui há 10 anos vamos voltar a conversar com a ver como vai ficar. O tênis nunca teve bom, apenas foi um pouco mais reconhecido.

 

Andre Sá

Ele já vai parar? Ele é meu amigão e ensinei o hino do Avaí para ele cantar quando íamos disputar o torneio. Tivemos juntos a primeira experiência de ir ao exterior e foi muito legal. Ele chegou lá pedindo milk-shake de morango e veio outra coisa. Ele é um cara que ainda vai contribuir muito para o tênis brasileiro nos próximos 20 anos pode ainda ser muito maior.

 

Lesões no tênis

Para diminuir a quantidade de leões no esporte, o ideal seria diminuir a quantidade de torneios e jogos. Mas quando já tem algo consolidado e formado e vi mexer em que? Precisa ser feito. Já deu uma diminuía, antes eu terminava em dezembro e 10 dias depois já treinava para o ano seguinte. Hoje em dia em novembro eles fecham o circuito e conseguem um descanso. Mas por outro lado, os atletas estão tendo maio longevidade. Hoje em dia o importante é quem consegue se cuidar melhor e quem tiver o corpo apto vai ajudar o tempo para melhorar. Antes era melhorar rápida que a carreira era curta. Ninguém quer ver os melhores machucados e hoje em dia em qualquer esporte, faz parte se machucar e tem que passar do limite e cuidar para conseguir evoluir quem nem o Federer e podendo exigir pouco como ele faz é raríssimo, ele deve ir entre os 10 melhores até os 40 anos. Os avanços foram evidentes. O circuito deveria parar de 1 a 2 meses para ajudar a entrar melhor em outra temporada.

 

Federer

Confesso que não imaginava que ele poderia ter essa retomada. Ele teve relaxou e começou a aforar. Foi assim nos masters de Lisboa comigo e com ele não foi diferente. Ele chegou a ficar um ano parado e foi brincar e começou a levar numa facilidade e entrar nesses critérios participar dele de tranquilidade, pouco desgaste esforço minimo e vai ganhar ganhando uns jogos e torneios. Achei que o momento atual seria do Djokovic e do Muray. Muito legal de ver Federer e Nadal de volta as grandes finais. O Federer não seria tão bom se não tivesse o Nadal. Tenho certeza que ele está treinando para tentar voltar a ser o n.1 novamente. E eu olhava e dizia ser tranquilo ganhar dele! Era um garoto! No primeiro jogo foi 6 a 0 e nem vi a bola! E ficava pensando como ganhar desse cara e foi um dos meus últimos momentos foi quando ganhei dele em Roland Garros e acabou sendo uma das melhores lembranças que tive.