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Capitão vê condições difíceis no confronto pelo Grupo Mundial, de 6 a 8 de março

Capitão vê condições difíceis no confronto pelo Grupo Mundial, de 6 a 8 de março | Crédito imagem: Marcello Zambrana/Arquivo

Brasil conheceu na última terça-feira o local onde disputará o confronto com a Argentina na primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis em março de 2015. A Associação Argentina de Tênis (AAT) anunciou que os jogos entre os dias 6 e 8 de março serão disputados no Parque do Bicentenário, mais conhecido como Tecnópolis, em Villa Martelli, na província de Buenos Aires. O confronto será em quadra descoberta de saibro.

 

O capitão brasileiro João Zwetsch encarou a escolha dos argentinos dentro do esperado, levando em conta que o saibro pode significar uma menor chance da participação de Juan Martin Del Potro no confronto.

 

"A tendência para o Del Potro jogar seria na rápida, porque é onde ele gosta mais. O saibro lento indica que pode ser que ele não jogue, essa era a questão principal a ser levantada em respeito da escolha do local. A principal questão era se seria rápida ou saibro para saber se o Del Potro joga ou não, pois faz uma diferença de nível importante. A equipe é forte sem ele, mas ele é diferenciado", afirma o capitão brasileiro João Zwetsch.

 

Com ou sem Del Potro no time argentino comandado por Daniel Orsanic, o capitão brasileiro sabe que há outras dificuldades que serão colocadas pelos argentinos para este confronto, como a pressão da torcida, o calor que faz na época do ano e a tendência de jogos longos e que exigem o físico dos atletas.

 

"A condição que a gente vai encontrar é de dificuldade muito grande. Qualquer Copa Davis na Argentina sempre foi muito difícil, eles têm uma torcida que participa bastante, como a nossa quando jogamos no Brasil, e colocam sempre com 10, 12 e 15 mil pessoas. Teremos de lidar com a pressão da torcida e toda a atmosfera do confronto", explica Zwetsch, lembrando ainda da escolha argentina pelo saibro mais lento, que não é o favorito da equipe brasileira atual.

 

"Vão querer jogar no lugar mais lento possível para tirar o local que os nossos jogadores preferem, que é com a quadra um pouco mais rápida, e vão tentar deixar a quadra lenta e a bola bem lenta porque nesta situação têm uma chance maior no confronto. Neste período que será o confronto faz calor e a umidade é muito grande, a data é perto do ATP deles. Serão condições perto do extremo nesta questão de calor e umidade. Eles estão apostando bastante nesta questão física que é o histórico deles de usar a forca física, deixar jogos longos e desgastantes para que essa questão física possa fazer diferença", completa o capitão brasileiro.

 

As equipes que disputam o confronto devem ser definidas até o dia 24 de fevereiro, dez dias antes da disputa na casa dos argentinos. Até lá o capitão João Zwetsch vai analisar as possibilidades levando em conta que ainda terá um Grand Slam e torneios ATP na Oceania, além de torneios na América do Sul como o ATP de Quito, o Brasil Open, em São Paulo, e o Rio Open.

 

"Nos cabe a preparação mais adequada, como a gente vem fazendo nos últimos confrontos, e adaptar o calendário visando o confronto, ainda mais sendo na primeira rodada do Grupo Mundial, que uma vitória nos dá a oportunidade de permanecer mais um ano no Grupo Mundial", finaliza Zwetsch.

Última modificação emDomingo, 01 Fevereiro 2015 11:46
Raphael Oliveira

Raphael Oliveira, Carioca morador de Uberlândia desde 2011 pós-graduado em Jornalismo Esportivo pela Faculdades Integradas Hélio Alosno (FACHA-RJ), apaixonado por esportes fundador do site de notícias esportivas “Esportes de A a Z” onde se divide entre editor e fotógrafo, possui na currículo cobertura de eventos como Grand Slam de Judo, Mundial de Judo, Liga Mundial de Vôlei, Finais do NBB e Superliga de Vôlei, Mundial de Natação Paralímpica, NBA e UFC e Paralímpiadas Rio 2016.