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São Paulo recebe Campeonato Mundial de Skate na modalidade Park

Com a modalidade de skate Park confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, os olhos do mundo se voltam para o universo do skate, mais precisamente para o Estado de São Paulo. Em parceria com a World Skate, entidade máxima internacional do esporte, com apoio do Governo do Estado de São Paulo e apresentado pela Oi, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e a plataforma Skate Total Urbe (STU) trazem pela primeira vez ao Brasil o World Skate Park Skateboarding World Championship, campeonato mundial de skate na modalidade Park.

O evento acontecerá na cidade de São Paulo, de 10 a 15 de setembro de 2019 e irá reunir 200 atletas da elite do skate internacional, nas categorias feminina e masculina, consolidando o país como protagonista da cena esportiva mundial.

"Desde que iniciamos a caminhada à frente da CBSk temos trabalhado muito em prol do skate nacional. O primeiro circuito Brasileiro de Park e Street, a primeira seleção brasileira da história e a realização da Street League no Rio são algumas dessas conquistas. O Mundial de Park é mais uma vitória desse processo que demonstra confiança da World Skate no trabalho que temos desempenhado. Nossos atletas sempre estiveram entre os melhores do mundo. Agora, reafirmamos nossa luta para alcançar esse mesmo patamar de excelência na organização do esporte", afirma Eduardo Musa, vice-presidente da CBSk.

A cerimônia de lançamento oficial do World Skate Park Skateboarding World Championship aconteceu nesta quinta-feira (06), no Palácio dos Bandeirantes, e contou com a presença do governador João Doria, do Secretário de Esportes, Aildo Ferreira, do Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, do presidente da World Skate Sabatino Aracu, do vice-presidente da Confederação Brasileira de Skate Eduardo Musa, Diogo Castelão, sócio da Rio de Negócios, empresa idealizadora da plataforma STU, Bruno Cremona, gerente de patrocínios da Oi, e de atletas e representantes do skate brasileiro.

“O Campeonato Mundial de Skate mostra a evolução do skate no Brasil, na capital de São Paulo e no Estado de São Paulo. A estimativa é de que nós temos 2,2 milhões de praticantes de skate no Estado de São Paulo, de um total de 9 milhões de skatistas no Brasil. Provavelmente, uma das maiores comunidades de skatistas do mundo está aqui”, disse Doria. 

O mundial é o primeiro e mais importante campeonato de skate Park no ano de 2019, pois dará 80 mil pontos ao vencedor(a), ou seja, a pontuação máxima válida para a corrida olímpica.

"O skate brasileiro está numa crescente muito legal. Ano passado tivemos pela primeira vez um calendário nacional, e esse ano vamos sediar o campeonato mais importante de 2019. Isso só mostra o potencial do skate não só no Brasil como no mundo. Tenho certeza que os melhores skatistas estarão na pista, o que só fortalece a cena do skate. Um evento como esse inspira a garotada a começar a praticar, movimenta a cidade e melhora o nosso nível, cria memórias que jamais se apagarão! Vai ter skate de muito alto nível com toda certeza! Com a energia e o calor que os brasileiros trazem para uma plateia eleva o nível de qualquer skatista", declarou Pedro Barros, atual campeão mundial de skate Park.

Já Yndiara Asp, grande nome brasileiro da modalidade Park, valorizou mais uma oportunidade de ver o skate feminino crescendo e se desenvolvendo.

“O skate feminino vem evoluindo muito, hoje já temos muito mais meninas andando. Espero que esse Mundial incentive mais ainda e aumente o nível do skate nacional. Até lá vamos ter vários eventos antes, vai ser um ano bem na pegada e esse torneio vai ser o maior do ano. Já conheço a pista, é uma das melhores do Brasil, então vamos pra cima. Muito skate no pé e alegria”, resumiu Yndiara.

 

 

 

Previsto para acontecer no Parque Estadual Cândido Portinari, o evento será gratuito para o público e contará com uma programação completa de cultura urbana, incluindo música, arte, moda e gastronomia com a essência do STU, atraindo os olhares de todo o planeta para a capital paulista.

 

O World Skate Park Skateboarding World Championship é apresentado pela Oi e conta com a parceria da plataforma Skate Total Urbe.  O evento também possui o apoio institucional do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em uma realização da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) com a Rio de Negócios.

 

Inédito no Brasil, o campeonato é um marco para o skate nacional e para a plataforma STU, que além do mundial também organiza o Oi STU Open e o Oi STU Qualifying Series, o Circuito Brasileiro de Skate, fomentando o calendário de competições nas modalidades Park e Street.

Murilo Peres arrebenta na pista da Costeira e conquista título do Oi STU Qualifying Series

A semifinal disputada no sábado já foi uma previsão da performance de Murilo Peres na primeira etapa do Oi STU Qualifying Series – Etapa Santa Catarina. Se ontem o skatista conquistou a nota 9.2, superando a barreira dos 90 pontos pela primeira vez na carreira, Murilo conseguiu um 9.0 neste domingo e faturou o título da competição.

Além dele, que fez questão de disputar o evento com uma homenagem na camiseta às vítimas de Brumadinho, Vi Kakinho, que também se solidarizou, ficou com a segunda colocação e Augusto Akio completou o pódio.

Visivelmente emocionado, Murilo Peres exaltou o valor do skateboard além da competição.

“Eu quero agradecer a todo mundo que faz parte da minha vida. Eu não seria quem eu sou, e não estaria onde eu estou, se não fosse por elas. São elas que me ensinam, incentivam e me colocam para cima. Eu tenho que ser a pessoa que mais acredito em mim. Eu já passei por uma fase em que eu era o cara que menos acreditava em mim”, disse Murilo que contou que buscou mais equilíbrio para a sua vida.

“Então procurei equilibrar todas as áreas da minha vida. Emocional, espiritual, parte física, para que eu buscasse tudo que eu sou capaz e o que eu quero. Porque se eu quero, eu posso, então eu vou correr atrás. A minha missão de vida é muito maior do que ganhar e perder, eu quero buscar um mundo melhor e quero espalhar isso com o meu skate. Porque o skate me ensinou a ser melhor. Então o skate tem muito a ensinar para todo mundo”, finalizou o campeão.

Vi Kakinho, que ficou com o vice-campeonato agradeceu a força dos amigos durante o campeonato.

“É muita nostalgia e felicidade. É um mix de emoção. Os meus amigos me fizeram andar como eu andei. Isso aqui não tem rivalidade, é uma sessão entre os amigos. Só felicidade”.  

Pela primeira vez no pódio de uma etapa do Oi STU QS, Augusto Akio, vibrou por conquistar a terceira colocação na cidade onde começou a andar de skate.

“Foi muito massa. No ano passado aqui em Floripa eu não consegui nem me classificar para a semifinal. Não consegui me ajustar muito a pista. Esse ano veio a reforma, no início eu não gostei muito, porque foi difícil me adaptar, mas depois achei irado, porque precisei me puxar mais, me superar, para poder chegar junto dos caras. Aqui foi onde eu comecei a andar de skate, então estou feliz demais”.

Pedro Barros, hexacampeão mundial, ficou com a quarta colocação. Seguido por Hugo Montezuma, Pedro Quintas, Felipe Foguinho e Pedro Carvalho. Além do pódio masculino, também aconteceu a premiação feminina neste domingo.

Colocação:

1- Murilo Peres - 90.00

2- Vi Kakinho - 89.00

3- Augusto Akio - 87.00

4- Pedro Barros - 85.67

5- Hugo Montezuma - 83.67

6- Pedro Quintas - 82.00

7- Felipe Foguinho - 80.00

8- Pedro Carvalho - 78.67

Em casa, Isadora Pacheco vence pela primeira vez uma etapa do Oi STU Qualifying Series

“Eu estou sem palavras”. Foi assim que Isadora Pacheco reagiu ao acertar a segunda volta na grande final do Oi STU Qualifying Series – etapa Santa Catarina, e alcançou 85 pontos pela primeira vez em uma competição. As oito finalistas mandaram muito bem, e levantaram a galera que compareceu em peso na arquibancada do Skatepark da Costeira, para assistir a final feminina da primeira etapa do STU QS em 2019.

Grande campeã, Isadora Pacheco foi a primeira atleta a entrar na pista e, apesar de não ter feito uma boa primeira volta, acertou literalmente tudo na segunda apresentação, conquistou 85 pontos e garantiu o título da competição.

"Eu estou sem palavras. Primeira etapa do ano, em casa, toda minha família assistindo, não sei nem o que dizer. Mas eu consegui encaixar uma boa linha, acabou que eu improvisei, porque ontem no treino eu descobri o que estava errando. Faltava velocidade. Aí mudei toda minha linha, troquei as manobras, dei uma improvisada e acabei acertando. Ou seja, errei, mas acertei. É a primeira vez que faço 85 pontos, então foi demais. Ter as meninas com a pontuação tão próxima, só mostra que o nível do skate está muito bom".

Vice-campeã, Dora Varella comemorou sua performance e dividiu a alegria por ver a amiga ganhar seu primeiro título no STU.

"Consegui fazer tudo que tinha planejado. Estou muito feliz, a Isa andou muito, é o primeiro título de STU dela, então foi demais. Todo mundo se puxando, não tem ninguém superior. O pódio sempre vai variar, quem for melhor no dia é que vai ganhar. E isso é a melhor coisa do skate".

Yndiara Asp, que também competiu em casa, completou o pódio feminino.

 

Definidos os finalistas da chave masculina

Com um nível altíssimo, digno de eventos mundiais, os vinte skatistas que disputaram a semifinal da primeira etapa do Oi STU Qualifying Series 2019 quebraram tudo. Nesta fase, a experiência prevaleceu e Murilo Peres, Vi Kakinho e Pedro Barros avançaram nas três primeiras posições. Além deles, Hugo Montezuma, Felipe Foguinho, Augusto Akio, Pedro Carvalho e Pedro Quintas completaram a lista de finalistas.

Líder neste sábado, Murilo se surpreendeu ao fazer uma segunda volta praticamente perfeita e alcançar pela primeira vez na carreira uma nota acima de 9.0.

"Foi incrível. Fiquei surpreso com o que eu consegui. Saiu melhor do que eu tinha planejado. Mas skate é isso, é a gente sempre tentando se superar. A gente trabalha muito e é muito bom poder ser recompensado depois de tanto esforço. Por isso, que a gente tem que acreditar sempre. Espero que amanhã seja ainda melhor".

Já Pedro Barros, natural de Florianópolis, comemorou o alto nível de skate apresentado por todos os skatistas que proporcionaram um show de skate para o público presente na Costeira.

"É muito legal ver o nível se elevando cada vez mais, o Vi Kakinho e o Murilo andaram muito. Todo mundo quebrou demais. Está muito quente, e isso às vezes dificulta um pouco, principalmente para fazer uma volta de 45 segundos, em uma pista espaçosa como esta. Mas o importante é que mais uma vez todo mundo aqui da região de Florianópolis pode ver um show de skate, com uma energia demais".

Resultado da chave feminina:

1- Isadora Pacheco - 85.00

2- Dora Varella - 84.00

3- Yndiara Asp - 83.00

4- Emily Antunes - 75.67

5- Karen Jonz - 73.67

6- Camila Borges - 72.17

7- Victoria Bassi - 71.67

8- Leticia Gonçalves - 63.33

 

 

Finalistas no masculino:

1- Murilo Peres - 92.00

2- Vi Kakinho - 88.67

3- Pedro Barros - 86.00

4- Hugo Montezuma - 84.00

5- Felipe Foguinho - 83.33

6- Augusto Akio - 83.00

7- Pedro Carvalho - 82.00

8- Pedro Quintas - 81.50

Ivan Monteiro segue com ótima recuperação

Após sofrer um acidente impactante na final do Street League Skateboarding, o skatista de 21 anos, Ivan Monteiro, está tendo ótima recuperação. Apesar do susto e preocupação dos familiares, amigos e do público que estava assistindo o campeonato, Ivan não teve lesões graves. Para chegar ao pódio, o paulista precisava tirar nota 9. Com isso, ele arriscou uma manobra no obstáculo mais alto da competição e infelizmente caiu de cara no chão e sangrou bastante. O resultado foi alguns dentes quebrados, quatro pontos nos lábios e dores pelo corpo. O atleta já encerrou o tratamento dentário totalizando um trabalho de 24 horas, já está de sorriso novo e segue na recuperação. Força, Ivan!

Esse é o vídeo do momento em que ele se machucou.

Festa gringa na final da Street League

A Arena Carioca 1 no parque olímpico ficou de casa cheia e a torcida apoiou demais os atletas brasileiros que chegaram a final. Letícia Bufoni e Kelvin Hoefler foram carregados pela torcida, mas acabam ficando em segundo lugar e a festa foi dos estrangeiros na final da Street League, o campeonato mundial de skate no estilo Street.

Deu para ter uma prévia do que estar por vir nos jogos olímpicos de 2020 em Tóquio e os atletas que virão para a disputa e os brasileiros possuem grandes chances de conquistar algumas das medalhas.

Bateria feminina

Aori Nishimura venceu no feminino. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

A grande expectativa do público presente na Arena Carioca 1 era ver a paulista Leticia Bufoni vencer a competição. A torcida fez tudo, mas a japonesa Aori Nishimura resolveu estragar a festa brasileira e faturou o título com manobras simples e que os juízes deram notas maiores.

“Foi uma competição difícil e não é fácil disputar com a Leticia que é uma pessoa que admiro muito. Fiz o melhor que eu pude e consegui sair com o título e me emociono por isso. ” – Diz a japonesa após a vitória.

Letícia Bufoni fez bonito mas acabou em segundo. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Letícia precisava de uma boa manobra no final para ter a chance, desde que a japonesa não tirasse 8,5 na sua última tentativa. Ela conseguiu atingir uma nota 9 dos juízes e Nishimura acabou conseguindo a pontuação que deu o título para ela.

“Eu achei que ela ia conseguir uma nota mais baixa por ela ter repetido a mesma manobra antes, mas não dá para ficar lamentando nota de juiz. Mesmo assim, saio satisfeita com o meu resultado na competição. Foi muito bom ter a energia da galera que me apoiou em casa e isso foi um grande diferencial para mim. Agora tenho que treinar mais e que a disputa será acirrada com ela até as olimpíadas” – Finaliza

Bateria masculina

Já os homens, a disputa foi muito apertada com manobras bem ousadas que levantavam o público. A disputa ficou entre o americano Nyjah Huston e o brasileiro Kelvin Hoefler e mesmo com alguma chance na final, o brasileiro errou duas manobras e acabou dando a vitória para o americano.

Kelvin ficou em segundo no masculino. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

“Foi a final mais disputada da história e um nível muito alto que exigiu muito de todos nós. O Kelvin que foi o campeão anos atrás fez uma boa prova e contando com a torcida a seu favor e isso o ajudou bastante. Mas saio satisfeito em sair campeão aqui. ” – Diz Huston sobre vitória.

Já Kelvin ficou muito empolgado com toda a torcida presente e ficou arrepiado com o que testemunhou.

“Essa torcida foi arrepiante e eu só tenho a agradecer e nos outros países não é assim. Não treinei direito e eles me empurram. Nunca na história do skate teve uma final desse porte e foi muito incrível. Essa pista estava perigosa e acredito que nas próximas etapas será diferente e ai quem sabe, né? – Finaliza.

Veja mais imagens da final:

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Brasileiras surpreendem, garantem quatro vagas na final e Ivan Monteiro avança no masculino

Se o desafio era grande para os brasileiros que disputam a SLS, os atletas passaram por cima dos obstáculos e garantiram espaço nas finais do maior campeonato de Street Skateboarding do mundo, que acontecem amanhã (13) a partir das 15h na Arena Carioca 1. Hoje, o público que marcou presença nas arquibancadas conferiu de perto as semifinais masculina e feminina.

Iniciando os trabalhos do dia, as mulheres não se intimidaram e brilharam durante a semifinal. Eram 24 atletas e apenas oito vagas disponíveis. Mas, das cinco brasileiras, quatro avançaram no campeonato.

Primeira a entrar na pista, Virginia Fortes espantou o nervosismo, executou linhas e manobras boas e avançou em oitavo para a grande final. “Corri na primeira bateria e a torcida me ajudou bastante. Sendo aqui no Rio a gente se sente em casa. Então, foi uma experiência muito boa. Espero seguir evoluindo amanhã”, disse a brasileira que precisou esperar até a última atleta para confirmar a classificação.

Gabriel Medina esteve presente para apoiar Letícia na competição. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Na sequência, Karen Feitosa manteve a regularidade, liderou a competição por alguns momentos, mas avançou na sétima posição. “Eu estou sem palavras, muito feliz e muito empolgada para amanhã. Seremos quatro brasileiras na final, será demais. O dia de hoje já deu certo e amanhã vamos para cima”.

A próxima brasileira a competir foi Leticia Bufoni e a skatista dominou a pista do início ao fim. Com muita segurança, Leticia acertou praticamente tudo e avançou em primeiro. “Foi muito bom, o nível estava muito alto, estou muito feliz que consegui fazer todas as voltas e consegui acertar as manobras que eu queria.  Tive pontos mais altos nas manobras, nas voltas dei uma segurada, mais para garantir os pontos. Amanhã quero mudar algumas coisas para ver se eu consigo fazer notas mais altas. Estou feliz, vamos para final. A pista está muito boa, eu demorei um pouco para me acostumar no primeiro dia, mas gostei muito do espaço e agora está tudo fluindo bem”.

A última a entrar na pista foi Pamela Rosa. A skatista de São Paulo demorou um pouco para acertar as manobras, mas confirmou a classificação na última manobra.

“Fiquei bem nervosa porque dias antes acabei torcendo o meu pé. Mas dei meu máximo e agora estou na final. Consegui a classificação na última manobra, precisava de um 7.0 e acertei um lolie nos últimos segundos. Estou muito feliz e espero fazer melhor amanhã”.

Ivan Monteiro chegou as finais. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

No masculino, a missão era quase impossível. Dos 30 atletas que entraram na pista, apenas avançariam para a final. E o brasileiro Ivan Monteiro foi o único que conquistou a classificação para domingo. Apesar do ótimo desempenho de Lucas Rabelo, que terminou em sexto, e da nota 9.2 obtida na quarta manobra de Tiago Lemos, Ivan Monteiro esperou até a última nota para garantir a quarta colocação.

“Eu saí do Brasil há dois anos atrás de um sonho de participar da Street League. Em 2018 comecei a disputar e hoje estou chegando em uma final de Super Crowl. Estou realmente sem palavras. É muita felicidade, o mais difícil eu já consegui. Agora é só curtir esse momento”.

Destaque também para Aurélien Giraud, que saiu do Open classificatório e liderou a semifinal. Pela primeira vez no Brasil, o francês custou a acreditar no resultado.

O francês Aurélien Giraud está liderando desde as quartas de final. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

“Foi incrível! Eu consegui acertar tudo que tentei. Mesmo com a ansiedade e a emoção mantive a minha concentração e estou classificado pela primeira vez. É também a primeira vez que venho ao Brasil e parece um sonho”.

As finais serão disputadas neste domingo a partir das 15h 

 

Classificação masculina: 

 

1º Aurélien Giraud - 35.5

2º Nyjah Huston - 35.5

3º Mark Suciu - 34.9

4º Ivan Monteiro - 34.5

 

Classificação feminina:

1)      Leticia Bufoni – Brasil – 30.6

2)      Mariah Duran – Estados Unidos - 28.4

3)      Lacey Baker – Estados Unidos -  26

4)      Alexis Sablone – Estados Unidos -  24.4

5)      Aori Nishimura – Japão -  24.2

6)      Pamela Rosa – Brasil – 23.9

7)      Karen Feitosa de Barros – Brasil – 23.4

8)      Virgínia Fortes – Brasil 23.0

 

Domingo -

 

10 às 14h - Treino feminino e masculino

 

14h - abertura de portões para o público

 

14 às 15h - Treino feminino

 

15 às 16h30 - Final feminina

 

17 às 18h - Treino masculino

 

18 às 19h30 - Final masculina   

Lucas Rabelo e Ivan Monteiro se destacam e avançam para as semifinais da Street League

A sexta-feira foi marcada por destaques brasileiros na pista da Street League Skateboarding. Direto da Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, o maior campeonato de Street do mundo contou com 30 atletas masculinos disputando as quartas de final. Entre as manobras, três brasileiros marcaram presença e o cearense Lucas Rabelo e o paulista Ivan Monteiro conquistaram duas das 14 vagas disponíveis para a semifinal, que acontece amanhã, dia 12, a partir das 17h. As mulheres também estarão na pista neste sábado, às 13h.
 
Os dois brasileiros disputaram a terceira bateria do dia e optaram por estratégias diferentes para conquistar boas notas e avançar na competição. Enquanto Lucas investiu mais nas linhas, Ivan preferiu arriscar mais nas manobras. 
 
“Consegui andar muito bem, acertei o que tinha planejado e fique bem satisfeito. Fiz as duas linhas bem parecidas e mudei apenas uma manobra, no fim, acho que a segunda passagem foi melhor.”, explica Lucas. O atleta ainda falou sobre estar no Rio e a expectativa para a semifinal de amanhã. “Me sinto em casa aqui, não é aquela pressão de lugares desconhecidos, me lembra Fortaleza e estou acostumado com isso. Sobre a competição, não teve nenhum dia fácil e amanhã não será diferente, mas estou pronto”, afirmou Lucas.
 
O francês Aurélien Giraud foi o melhor do dia. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ
 
Já Ivan brilhou nas manobras e reconheceu que a cada dia a competição fica ainda mais difícil. 
 
“Economizei um pouco na linha e foi nas manobras paradas que decidi fazer as mais difíceis. Escolhi o kickflip noseblunt, que é um 360 noseblunt descendo no corrimão, e foi a manobra com nota mais alta que recebi. Sem dúvidas amanhã será bem mais difícil, mas já estou mais familiarizado com a pista e vamos para cima”, finalizou Ivan.
 
As semifinais masculinas terão 30 atletas em busca de quatro vagas para a próxima fase. Lucas Rabelo e Ivan Monteiro se juntam aos brasileiros Tiago Lemos e Carlos Ribeiro pré-classificados. E, diretamente na final, Kelvin Hoefler e Felipe Gustavo, competirão apenas no domingo. As vagas foram garantidas através do ranking da SLS.
 
Também no sábado, a semifinal feminina irá reunir 24 atletas, sendo cinco brasileiras. Leticia Bufoni, Pamela Rosa, Rayssa Leal, Karen Feitosa e Virginia Fortes entrarão na pista em busca de uma das oito vagas para a final de domingo.
 
Leticia Bufoni entra direto nas semifinais que será disputada logo mais. Crédito: Rodrigo Galvão/NB Photopress
 
Esta é a etapa final do evento que já passou por Tampa, Londres, Los Angeles e Huntington Beach. São esperados 176 atletas, entre homens e mulheres. A etapa carioca será decisiva para a definição do ranking do SLS World Tour de 2019, que contará pontos para a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.  
 
Pâmela Oliveira é outra com grandes chances na competição. Crédito: Rodrigo Galvão/NB Photopress

Brasil terá 12 skatistas em ação na etapa final da Street League Skateboarding no Rio

Com atletas experientes e grandes revelações, não vai faltar skatista para a torcida brasileira apoiar. A Street League, maior campeonato de Skateboard Street do mundo contará com 12 atletas brasileiros na briga pelo título da etapa final da competição. Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo, Leticia Bufoni, Pamela Rosa, Luan Oliveira, Tiago Lemos, Ivan Monteiro, Lucas Xaparral, Karen Feitosa, Rayssa Leal, Virginia Fortes e Lucas Rabelo serão os representantes da bandeira verde e amarela. Os ingressos para os dias 12 e 13, quando serão disputadas as semifinais e finais, já estão à venda no site: https://bit.ly/2L0JXit .

Se nomes como Kelvin Hoefler e Felipe Gustavo já estão garantidos na final e chegam para esta competição como favoritos, os atletas mais jovens, como Lucas Rabelo, uma das revelações brasileiras, esperam surpreender e conquistar um espaço na competição mais importante da modalidade.  

“Desde que comecei a andar de skate sonhava em disputar uma etapa do Street League. E a oportunidade chegou agora e ainda vai ser no Brasil. Não poderia ser melhor. Estou ansioso, mas me preparando muito pra conseguir mostrar que posso andar junto com os skatistas que me inspiram. Espero que seja uma grande competição”.  

No feminino, a expectativa é a mesma. Leticia Bufoni e Pamela Rosa são atletas reconhecidas internacionalmente, e nomes como Karen Feitosa, Virginia Fortes e Rayssa Leal estão vibrando com a primeira oportunidade.

Rayssa, que com apenas 11 anos já integra a seleção brasileira de skate, espera fazer bonito na inédita pista construída para a SLS.

“Eu estou feliz demais pela oportunidade de competir na maior Liga de skate do mundo. Sinceramente não tenho palavras. Só posso treinar muito, me preparar e fazer o meu melhor na pista. Vai ser difícil, mas espero conseguir acertar as minhas manobras e me divertir muito”.

Esta será a etapa final do evento que já passou por Tampa, Londres, Los Angeles e Huntington Beach. São esperados em torno de 70 atletas, entre homens e mulheres, que disputarão em uma pista inédita, como é costume na SLS, construída especificamente para esta competição. A etapa carioca será decisiva para a definição do ranking do WC Tour de 2019, que contará pontos para a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.  

A Arena Carioca 1 tem capacidade para receber até 5.000 pessoas por dia no final de semana (12 e 13/01), em que haverá venda de ingressos do evento aberto ao público. Já nos dias 8, 9, 10 e 11 será para treinos e para disputa da fase classificatória com portões fechados.

Cronograma:

Terça: treinos

Quarta: treinos

Quinta: fase Open masculina e feminina

Sexta: fase quartas de final masculina

Sábado e domingo abertos ao público:

Sábado -

11 às 13h - Treino feminino e masculino

12h - Abertura de portões para o público

13 às 16h - Semifinal feminina

16 às 18h - Treino masculino

18 às 21h - Semifinal masculina

Domingo -

10 às 14h - Treino feminino e masculino

14h - abertura de portões para o público

14 às 15h - Treino feminino

15 às 16h30 - Final feminina

17 às 18h - Treino masculino

18 às 19h30 - Final masculina

 Serviço:

Campeonato Mundial Etapa Rio de Janeiro – Street League Skateboarding

De 8 a 13 de janeiro (ingressos para os dias 12 e 13 de janeiro)

(abertura dos portões às 12h, no dia 12, e às 14h, no dia 13/01)

Ingressos: http://streetleague.com/tickets/

Leticia Bufoni e Pâmela Rosa confirmadas na disputa da etapa final da Street League

A etapa final do maior circuito de Street do mundo terá a presença dos dois maiores nomes do skate brasileiro feminino em ação. Leticia Bufoni e Pâmela Rosa já confirmaram a participação no evento que acontece de 8 a 13 de janeiro, na Arena Carioca 1, e será decisivo para a definição do ranking do WC Tour de 2019, que contará pontos para a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Com um currículo recheado de grandes conquistas, as duas buscarão o principal título da temporada no Rio de Janeiro. Letícia tem oito medalhas nos X-Games, sendo três ouros, três pratas e dois bronzes, já Pâmela Rosa é bicampeã mundial da World Cup Skateboarding e dona de quatro medalhas nos X-Games, sendo dois ouros e duas pratas.  

Para Leticia, que mora no Estados Unidos, está será mais uma oportunidade especial de competir com a família na arquibancada.

"Estou muito feliz que o SLS World Championship vai ser no Rio de Janeiro. Tinha muitos anos que eu não competia no Brasil, e em 2018 tive a chance de competir duas vezes. Fui campeã em ambas as etapas e poder competir com o apoio da minha família e dos fãs brasileiros é e será incrível. Vou dar o meu melhor e estou confiante de que 2019 será um ano fantástico”, declarou Leticia.

Já Pâmela Rosa está ansiosa por mais uma oportunidade do skate feminino se mostrar para o grande público e proporcionar um grande espetáculo para a torcida presente na Arena Carioca1.

"Eu estou muito ansiosa para esse campeonato. Posso dizer que estou com ansiedade, mas também com muita alegria e felicidade por poder participar de um campeonato grande como a Street League, no Rio de Janeiro, que conta com os melhores atletas do ano. Vai ser uma oportunidade enorme para o skate feminino e o skate em geral de se mostrar e se desenvolver ainda mais. Esses campeonatos estão mostrando a cara da nossa modalidade e isso é demais. Contar com o público brasileiro vai ser incrível, competir lá fora é legal, mas nada melhor do que estar na sua casa, no seu país. Então não vejo a hora de chegar e dar o meu melhor na pista", disse Pâmela. 

Esta será a etapa final do evento que já passou por Tampa, Londres e Los Angeles, e que ainda contará com uma etapa em Huntington Beach neste final de semana. São esperados em torno de 70 atletas, entre homens e mulheres, que disputarão em uma pista inédita, como é costume na SLS, construída especificamente para esta competição.

A Arena Carioca 1 tem capacidade para receber até 5.000 pessoas por dia no final de semana (12 e 13/01), em que haverá venda de ingressos do evento aberto ao público. Já nos dias 8, 9, 10 e 11 será para treinos e para disputa da fase classificatória com portões fechados.

Cronograma:

Terça: treinos

Quarta: treinos

Quinta: fase Open masculina e feminina

Sexta: fase quartas de final masculina

Sábado: fase semifinal masculina e feminina - aberta ao público

Domingo: fase final masculina e feminina - aberta ao público

Serviço:

Campeonato Mundial Etapa Rio de Janeiro – Street League Skateboarding

De 8 a 13 de janeiro (ingressos para os dias 12 e 13 de janeiro)

A partir das 8h (abertura dos portões as 12h, no dia 12, e as 14h, no dia 13/01)

Ingressos: http://streetleague.com/tickets/

Skatista fala sobre a cena do esporte no Distrito Federal

Em busca de um lugar ao sol e vindo da capital federal, onde as principais decisões do país são tomadas, André Will, de 22 anos, anda de skate desde criança e está em busca do seu lugar. Quem sabe disputar um lugar junto com os melhores do mundo? Durante o Campeonato Brasileiro de Skate Street Amador, que aconteceu em Franco da Rocha, São Paulo, o Esportes de A a Z esteve com o skatista. Ele falou um pouco sobre a sua experiência no mundo skateboard e a cena do esporte onde mora. Confira aqui a entrevista!

 

Como você começou no skate?

Eu comecei no skate quando eu tinha 10 anos. Ganhei um skate dos meus pais de presente de natal. Eu comecei a brincar com os meus amigos da rua. Um dia o meu padrinho me viu andando e falou “acho que esse menino leva jeito! Eu tenho um skate confiscado do meu filho porque ele estava fazendo muita bagunça. Se você quiser eu te dou”. Eu aceitei e ele me mandou um skate que era mais profissional e, com isso, eu comecei a aprender algumas manobras e evoluir.

Antes de ganhar o skate, você já curtia o esporte ou passou a ter interesse depois?

Eu via os meninos andando na rua, achava legal, mas não era algo que antes de ter contato eu já tinha uma apreciação. Depois que eu comecei a brincar, eu percebi que realmente gostava muito. Aí tá naquela fase... você é criança, tem contato com tudo, como futebol, patins, patinete, skate, ou seja, tudo são fases. Mas o skate veio e ficou. O resto veio e passou.

Através do skate, você conheceu vários lugares, inclusive fora do país. Na sua opinião, qual foi o lugar que mais te fez crescer como skatista?

Eu conheci alguns países da Europa, que eu gostei muito, e os Estados Unidos, que foi onde o skate nasceu. Eu tenho várias influências dos Estados Unidos, como skatistas e grifes. Eu vivi bons momentos lá, então foi uma época que marcou muito na minha vida e na minha carreira como skatista.

No setor Bancário Sul é um dos lugares que André treina. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

 

Da época que você começou a andar pra agora, você acha que a cena do skate em Brasília está crescendo ou que ainda falta visibilidade?

Não tinha muita coisa em Brasília quando eu comecei a andar de Skate, mas teve uma determinada época que evoluiu e melhorou muito. Tinha bastante campeonatos de skate na cidade. Hoje em dia já não tem muitos eventos A Federação de Skate de Brasília está trabalhando para melhorar isso, mas sempre dá pra evoluir. Atualmente está melhorando. Algumas empresas estão indo pra Brasília e está tendo construção de novas pistas. Como lá não acontece muita coisa, a gente procura viajar.

Quais são os picos de skate mais famosos em Brasília?

Lá em Brasília tem o Museu da República, que é uma obra do Oscar Niemeyer e ficou bastante famosa no mundo, o Setor Bancário Sul, que é um setor empresarial de bancos e tem uma marquise com grande espaço e chão perfeito, então ficou bastante famoso por isso. Tem a Asa Norte, que a arquitetura parece que é uma descida, então as quadras têm escada e corrimão e a galera adora andar lá.

De todos os picos, qual é o seu preferido?

Atualmente, o que eu mais gosto de andar é o Setor Bancário Sul, que é onde eu vou, encontro os meus amigos, dá aquela treinada. Faça chuva ou faça sol, dá pra andar nesse pico.

Com as olimpíadas, você acha que a galera de Brasília está mais focada? Você acredita que teve alguma mudança?

As olimpíadas está sendo um acontecimento muito positivo no mundo do skate não só em Brasília. Com essa novidade, eu vejo que está dando uma visibilidade que nós não tínhamos antes. Muitas empresas estão investindo mais no esporte, o governo passou a investir mais, estão surgindo novas pistas, crianças estão tendo mais acesso ao skate, então eu acho que só tem a crescer e evoluir!

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