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Bruno Lopes

Bruno Lopes

Rei do Rio! Filipe Toledo é tricampeão em Saquarema

O paulista Filipe Toledo fez a festa mais uma vez com a imensa torcida que lotou Saquarema, com uma apresentação impecável nas ondas da Barrinha, para conquistar um incrível tricampeonato nas cinco edições do Rio Pro, que estreou em 2015 com vitória dele mesmo. Filipe aumentou seu próprio recorde de pontos na final contra o sul-africano Jordy Smith e igualou o feito do australiano Dave Macaulay, único que tinha três títulos nos 30 anos de história da etapa do World Surf League Championship Tour no estado do Rio de Janeiro. A australiana Sally Fitzgibbons já tinha conseguido isso na final com a havaiana Carissa Moore, repetindo o tricampeonato da compatriota Pauline Menczer também na década de 90.

“Não sei o que acontece, mas quando chego nas quartas, semifinais, alguma coisa muda internamente em mim, especialmente aqui no Brasil”, disse Filipe Toledo. “Essa torcida me deixa instigado e só quero fazer o meu melhor para eles. No surfe é muito difícil saber o que pode acontecer na água, ainda mais com o Jordy (Smith). Eu já tinha 18 pontos, mas ele poderia conseguir duas notas 9,0 e virar a bateria. Eu fiquei tenso até os últimos 30 segundos, mas certamente aquela minha primeira onda me deixou bem confiante e fiquei amarradão por ter vencido mais uma vez aqui em Saquarema”.

No domingo, as ondas estavam bem menores do que os outros dias, mas com a Barrinha ainda apresentando boa formação para tubos, aéreos e manobras de borda. O maior problema era o grande intervalo entre as séries, fazendo com que poucas ondas boas entrassem nas baterias. Com isso, a escolha das melhores ganhou peso decisivo e foi assim que Filipe Toledo liquidou seus adversários, não desperdiçando as poucas chances que apareciam para ele surfar. Na decisão do título, praticamente confirmou o tricampeonato em duas ondas seguidas, quando ainda faltavam 20 minutos para terminar a bateria.

“É realmente difícil quando você não tem um bom suporte psicológico para estar preparado para tudo isso, pois você pode se perder com a pressão”, disse Filipe Toledo, já no pódio. “O que eu gosto mesmo é essa emoção e essa energia da torcida brasileira. Isso sim é energia, força e motivação para mim. Eu estava doente esses últimos cinco dias e estou bem fraco e cansado. Mas, cada vez que passava pelo corredor da torcida, me fortalecia muito”.

A vitória veio logo no inicio da bateria. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Filipe já incendiou a torcida logo no início, quando pegou um tubo, voou num aéreo muito alto e ainda atacou a junção para largar na frente com nota 9,37. Na onda seguinte, o brasileiro mandou um “tail slide” impressionante, invertendo toda a direção da prancha, usando seu arsenal de manobras modernas e progressivas para receber 8,67. Com essa nota, já aumentava o seu próprio recorde de pontos na Barrinha de 17,84, contra Kelly Slater no sábado, para 18,04 de 20 possíveis. O sul-africano Jordy Smith ficou então arriscando manobras grandes, porém sem completar nenhuma, até a vitória de Filipe ser anunciada por 18,04 a 8,43 pontos.

“Pois é, acho que o Filipe (Toledo) tinha a maior torcida da história para apoia-lo aqui hoje”, brincou Jordy Smith. “Acho que aquela primeira onda dele mudou tudo. Eu estava mais lá para fora e ele acabou pegando um tubo e um aéreo que fizeram toda a diferença. Logo depois, o vento entrou e as oportunidades (de surfar) diminuíram, mas o Filipe é um surfista incrível e foi uma honra fazer a final com ele. O evento foi demais e não há torcida melhor no mundo do que essa aqui do Brasil. Agora, só espero que a torcida em Jeffreys Bay (África do Sul) mostre tanto amor para nós, sul-africanos, quanto os brasileiros fazem aqui”.

O sul-africano não chegava numa final desde 2017 e a última tinha sido contra o próprio Filipe Toledo, quando também perdeu para o brasileiro em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Com o tricampeonato, Filipe igualou o recorde do australiano Dave Macaulay, único que tinha festejado três vitórias no Rio de Janeiro quando ele nem tinha nascido ainda, em 1988, 1989 e 1993, todas na Barra da Tijuca. Além disso, Filipe pulou da sexta para a terceira posição no ranking e já reuniu chances matemáticas de brigar pela ponta na próxima etapa, o Corona J-Bay Open, de 09 a 22 de julho na África do Sul, onde também vai tentar o tricampeonato, mas consecutivo, pois ganhou lá nos dois últimos anos.

O havaiano John John Florence permaneceu na frente da corrida pelo título mundial, mas não competiu no domingo, pois no sábado torceu o mesmo joelho que contundiu no ano passado e nem enfrentou Jordy Smith na Barrinha. Ele agora é dúvida se terá condições de surfar em Jeffreys Bay. Se não for, Filipe pode lhe tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard se chegar nas semifinais na África do Sul, enquanto o vice-líder, Kolohe Andino, consegue isso nas quartas de final. O sul-africano Jordy Smith também entrou na briga, subiu para o quarto lugar no ranking e ultrapassa a pontuação do havaiano em casa, se chegar na grande final.

SEMIFINAIS – Os dois finalistas deram um show nas semifinais no domingo de praia lotada e muito calor na Barrinha.  A primeira foi luso-brasileira e Filipe começou forte, pegando um tubo e mandando um batidão na saída para ganhar nota 7,33. O português Frederico Morais escolheu fazer grandes manobras numa direita da série que valeram 7,17. Logo, o brasileiro levanta a torcida de novo completando um aéreo reverse na finalização da onda, que recebeu 8,67 dos juízes, para vencer por 16,00 a 10,30 pontos.

O sul-africano também destruiu suas primeiras ondas contra o vice-líder do ranking, Kolohe Andino. Jordy Smith abriu o duelo com nota 7,83 e na segunda onda já conseguiu 8,23 para totalizar 16,06 pontos contra apenas 10,40 do norte-americano que fez duas finais na Austrália esse ano, perdendo ambas para Italo Ferreira e John John Florence. Kolohe tinha passado pelo bicampeão mundial Gabriel Medina no domingo, numa bateria muito fraca de ondas pelas quartas de final. Com mais uma derrota em quinto lugar, Medina até subiu para a oitava posição no ranking, porém continua distante da briga pelo tricampeonato mundial.

“Foi um campeonato difícil, com situações difíceis, então estou feliz pelo meu resultado”, disse Gabriel Medina. “O mar estava meio complicado hoje (domingo), mas estou feliz pela minha performance. Agora é focar no restante do ano. Espero ter mais oportunidades de surfar nas baterias, mas no geral essa etapa de Saquarema foi muito boa. Quero agradecer todos os fãs do Brasil que lotaram a praia todos os dias. A energia que vem da torcida é fenomenal, então até o ano que vem galera, obrigado por tudo”.

RECORDE FEMININO – Assim como Filipe Toledo, a australiana Sally Fitzgibbons também igualou um recorde histórico nos 30 anos de etapas válidas pelo título mundial no estado do Rio de Janeiro, completados neste domingo em Saquarema. Ela já tinha conquistado duas vitórias na Barra da Tijuca, em 2012 e 2014. Agora, conseguiu a terceira, para repetir o tricampeonato da compatriota Pauline Menczer em 1994, 1997 e 1998.

A australiana Sally Fitzgibbons conseguiu também um tricampeonato no Brasil. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

“Realmente, vencer é uma das melhores sensações do mundo, faz você se sentir viva”, disse Sally Fitzgibbons. “Todo o processo de sair correndo pelo corredor da torcida e sair remando com todo mundo gritando na praia, foi incrível, emocionante. Foi muito especial fazer a final com uma amiga, como a Carissa (Moore). Qualquer uma poderia ter vencido, mas hoje foi o meu dia e estou muito feliz. Eu sabia que precisava fazer alguma especial na bateria e quando aquela onda apareceu, remei com tudo e fiz o meu máximo. Queria fazer manobras e deu tudo certo, então agora é só curtir e aproveitar esse momento tão especial da vitória”.

Em 2014, a final na Barra da Tijuca foi contra a mesma Carissa Moore que enfrentou na decisão na Barrinha. A havaiana começou bem com notas 7,00 e 5,57 seguidas e liderou todo o confronto. No entanto, nos minutos finais, as ondas apareceram para a australiana e Sally Fitzgibbons manobrou forte numa direita mais longa para arrancar nota 8,67 dos juízes e virar o placar para 14,64 a 12,57 pontos. Desde 2017, Sally não fazia uma final e essa agora valia a liderança do ranking para a vencedora, então é ela quem vai usar a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona J-Bay Open, de 09 a 22 de julho na África do Sul.

A havaiana Carissa Moore também entrou na briga direta por um quarto título mundial para a sua carreira. No domingo, ela barrou a campeã de 2018, a heptacampeã mundial que chegou no Brasil liderando o ranking, Stephanie Gilmore. A australiana até tirou a maior nota – 9,00 – das meninas em um tubaço surfado contra a havaiana, mas Carissa respondeu bem com 7,80 para vencer a última vaga na decisão por 15,30 a 14,83. A havaiana agora é a nova vice-líder e Stephanie caiu da primeira para a terceira posição no domingo.

“Tem sido um ano muito positivo para mim e estou muito feliz por ter chegado na final. Claro que eu gostaria mais se tivesse vencido, mas o segundo lugar foi um bom resultado também”, disse Carissa Moore. “Estou feliz pela Sally (Fitzgibbons) e o campeonato foi demais. A cidade de Saquarema e os fãs brasileiros me trataram superbem, as ondas estavam divertidas, mas desafiadoras, sem falar na torcida, que foi incrível, alto astral mesmo”.

BRASILEIRAS – Duas brasileiras chegaram no último dia, mas não passaram das suas primeiras baterias nas direitas da Barrinha. A da cearense Silvana Lima foi a mais fraca de ondas do domingo e a australiana Keely Andrew levou a melhor no baixo placar de 7,24 a 6,46 pontos, das duas maiores notas de cada uma. Na bateria da gaúcha Tatiana Weston-Webb, entraram boas ondas para as duas e ela surfou bem, no mesmo nível da tricampeã mundial Carissa Moore. O resultado terminou quase empatado, com a matemática das notas dando a vitória para a havaiana por 12,33 a 12,04 pontos.

Com o quinto lugar, Tatiana Weston-Webb subiu da nona para a sétima posição no ranking, mas Silvana Lima permaneceu em 14.o lugar, agora um pouco mais próxima da 13.a colocada, a australiana Nikki Van Dijk. No ranking feminino, as dez primeiras são mantidas na elite das top-17 para o World Surf League Championship Tour do ano que vem e nessa temporada também vale vaga para os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 no Japão.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI RIO PRO:

Tricampeão: Filipe Toledo (BRA) por 18,04 pontos (9,37+8,67)– US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 8,43 pontos (6,50+1,93) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.00 x 10.30 Frederico Morais (PRT)

2.a: Jordy Smith (AFR) 16.06 x 10.40 Kolohe Andino (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 11.00 x 7.57 Kanoa Igarashi (JPN)

2.a: Frederico Morais (PRT) 13.17 x 11.83 Julian Wilson (AUS)

3.a: Jordy Smith (AFR) x w.o-contusão de John John Florence (HAV)

4.a: Kolohe Andino (EUA) 13.10 x 12.00 Gabriel Medina (BRA)

FINAL FEMININA DO OI RIO PRO:

Campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) por 14,64 pontos (8,67+5,97) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 12,57 pontos (7,00+5,57) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 7.63 x 4.40 Keely Andrew (AUS)

2.a: Carissa Moore (HAV) 15.30 x 14.83 Stephanie Gilmore (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.17 x 1.20 Lakey Peterson (EUA)

2.a: Keely Andrew (AUS) 7.24 x 6.46 Silvana Lima (BRA)

3.a: Carissa Moore (HAV) 12.33 x 12.04 Tatiana Weston-Webb (BRA)

4.a: Stephanie Gilmore (AUS) 10.90 x 10.66 Courtney Conlogue (EUA)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 5 etapas:

01: John John Florence (HAV) – 32.160 pontos

02: Kolohe Andino (EUA) – 27.760

03: Filipe Toledo (BRA) – 27.195

04: Jordy Smith (AFR) – 26.045

05: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.705

06: Italo Ferreira (BRA) – 22.150

07: Kelly Slater (EUA) – 17.735

08: Gabriel Medina (BRA) – 16.895

09: Julian Wilson (AUS) – 16.810

09: Ryan Callinan (AUS) – 16.810

11: Conner Coffin (EUA) – 16.035

12: Seth Moniz (HAV) – 15.470

13: Michel Bourez (TAH) – 14.610

14: Wade Carmichael (AUS) – 14.405

15: Jeremy Flores (FRA) – 14.045

16: Michael Rodrigues (BRA) – 13.395

17: Owen Wright (AUS) – 12.620

18: Willian Cardoso (BRA) – 10.630

18: Deivid Silva (BRA) – 10.630

20: Caio Ibelli (BRA) – 10.340

21: Joan Duru (FRA) – 9.565

21: Jessé Mendes (BRA) – 9.565

21: Peterson Crisanto (BRA) – 9.565

--------outros brasileiros:

24: Yago Dora (SC) – 8.640 pontos

33: Jadson André (RN) – 5.585

39: Adriano de Souza (SP) – 2.390

40: Mateus Herdy (SC) – 1.330

40: Krystian Kymerson (ES) – 1.330

43: Alex Ribeiro (SP) – 265

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 5 etapas:

01: Sally Fitzgibbons (AUS) – 32.580 pontos

02: Carissa Moore (HAV) – 31.175

03: Stephanie Gilmore (AUS) – 30.320

04: Courtney Conlogue (EUA) – 26.845

05: Lakey Peterson (EUA) – 26.050

05: Caroline Marks (EUA) – 26.050

07: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 22.510

08: Malia Manuel (HAV) – 21.715

09: Brisa Hennessy (CRI) – 19.230

10: Johanne Defay (FRA) – 15.185

10: Coco Ho (HAV) – 15.185

10: Bronte Macaulay (AUS) – 15.185

14: Silvana Lima (BRA) – 14.190

20: Tainá Hinckel (BRA) – 2.610

  • Publicado em Surf

Embalado pela torcida, Flamengo vence e garante acesso à elite

A noite desta quinta-feira (04.04) marcou o retorno do Flamengo (RJ) à elite do voleibol brasileiro. A equipe carioca venceu o Maringá/AmaVôlei (PR) por 3 sets a 0 (25/23, 25/16 e 25/17), no ginásio da AABB da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ). O resultado encerrou a série melhor de três da semifinal da Superliga B feminina, credenciando o rubro-negro à divisão principal na próxima temporada.

Após o ponto final a comemoração entre atletas, torcida e comissão técnica foi generalizada. O treinador do time rubro-negro, Alexandre Ferrante, relembrou a própria história no clube e todo o processo que o levou à posição atual no comando do elenco feminino.

“A felicidade é muito grande, cheguei no Flamengo aos 19 anos. Tenho uma longa história aqui, foi onde aprendi a amar o voleibol. Fico muito feliz em saber que aqui ainda há espaço para sonho. Assumi esse projeto com convicção de que conseguiríamos evoluir e continuar fazendo um grande trabalho. Deixo um legado aqui para o clube”, comentou Alexandre.

Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

A oposta Angélica foi um dos nomes do jogo e foi uma das mais animadas com a classificação à final.

“Atingimos nossa primeira meta, e agora o nosso foco é conquistar o título. Vamos para cima e muita alegria de nossa parte. O trabalho de construção do time foi muito bem feito, crescemos ao longo do campeonato e conseguimos alcançar nosso principal objetivo”, disse Angélica.

Um dos nomes mais importantes na campanha do Flamengo, a ponteira Jéssica se emocionou após a partida. Apesar da euforia, a atleta mostrou ter os pés no chão e sabe que ainda há mais um compromisso importante pela frente.

Essas lágrimas são de alegria, de alívio e de merecimento. Trabalhamos muito para conquistarmos esta vaga. Agora vamos para a final mais leves, com o principal objetivo alcançado. O campeonato não acabou ainda, vamos mais motivadas para a decisão na semana que vem”, comemorou Jéssica.

No primeiro set a equipe do Flamengo começou impondo o ritmo, mas logo o time de Maringá conseguiu reequilibrar as ações. O sistema de saque e bloqueio das anfitriãs funcionou bem, enquanto do lado paranaense a oposta Bia era bastante acionada. Na segunda parcial a torcida empurrou o rubro-negro, mas as visitantes não se intimidaram e mantiveram a liderança no placar até a ponteira Jéssica conseguir uma boa sequência no serviço. Novamente comandando o marcador, o Flamengo abriu boa margem e fechou mais um set.

Precisando vencer mais uma parcial para garantir o acesso à elite, o rubro-negro voltou à quadra embalado. Mesmo sob pressão o time de Maringá não deixava a equipe rival deslanchar. Com bom posicionamento do bloqueio, o clube carioca minava a virada de bola adversária. A proximidade do fim da parcial deu mais ânimo à torcida, que empurrou o time para fechar o terceiro set e o jogo.

Nesta sexta-feira (05.04) Vôlei Valinhos (SP) e Bradesco Esportes (SP) jogam pela outra chave da semifinal, às 21h, no Pedro Ezequiel, em Valinhos. O time da casa venceu a primeira rodada e está a uma vitória da decisão. A grande final da Superliga B feminina 2019 está programada para o próximo dia 13 de abril na casa do finalista de melhor campanha.

  • Publicado em Vôlei

Brasileiras surpreendem, garantem quatro vagas na final e Ivan Monteiro avança no masculino

Se o desafio era grande para os brasileiros que disputam a SLS, os atletas passaram por cima dos obstáculos e garantiram espaço nas finais do maior campeonato de Street Skateboarding do mundo, que acontecem amanhã (13) a partir das 15h na Arena Carioca 1. Hoje, o público que marcou presença nas arquibancadas conferiu de perto as semifinais masculina e feminina.

Iniciando os trabalhos do dia, as mulheres não se intimidaram e brilharam durante a semifinal. Eram 24 atletas e apenas oito vagas disponíveis. Mas, das cinco brasileiras, quatro avançaram no campeonato.

Primeira a entrar na pista, Virginia Fortes espantou o nervosismo, executou linhas e manobras boas e avançou em oitavo para a grande final. “Corri na primeira bateria e a torcida me ajudou bastante. Sendo aqui no Rio a gente se sente em casa. Então, foi uma experiência muito boa. Espero seguir evoluindo amanhã”, disse a brasileira que precisou esperar até a última atleta para confirmar a classificação.

Gabriel Medina esteve presente para apoiar Letícia na competição. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Na sequência, Karen Feitosa manteve a regularidade, liderou a competição por alguns momentos, mas avançou na sétima posição. “Eu estou sem palavras, muito feliz e muito empolgada para amanhã. Seremos quatro brasileiras na final, será demais. O dia de hoje já deu certo e amanhã vamos para cima”.

A próxima brasileira a competir foi Leticia Bufoni e a skatista dominou a pista do início ao fim. Com muita segurança, Leticia acertou praticamente tudo e avançou em primeiro. “Foi muito bom, o nível estava muito alto, estou muito feliz que consegui fazer todas as voltas e consegui acertar as manobras que eu queria.  Tive pontos mais altos nas manobras, nas voltas dei uma segurada, mais para garantir os pontos. Amanhã quero mudar algumas coisas para ver se eu consigo fazer notas mais altas. Estou feliz, vamos para final. A pista está muito boa, eu demorei um pouco para me acostumar no primeiro dia, mas gostei muito do espaço e agora está tudo fluindo bem”.

A última a entrar na pista foi Pamela Rosa. A skatista de São Paulo demorou um pouco para acertar as manobras, mas confirmou a classificação na última manobra.

“Fiquei bem nervosa porque dias antes acabei torcendo o meu pé. Mas dei meu máximo e agora estou na final. Consegui a classificação na última manobra, precisava de um 7.0 e acertei um lolie nos últimos segundos. Estou muito feliz e espero fazer melhor amanhã”.

Ivan Monteiro chegou as finais. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

No masculino, a missão era quase impossível. Dos 30 atletas que entraram na pista, apenas avançariam para a final. E o brasileiro Ivan Monteiro foi o único que conquistou a classificação para domingo. Apesar do ótimo desempenho de Lucas Rabelo, que terminou em sexto, e da nota 9.2 obtida na quarta manobra de Tiago Lemos, Ivan Monteiro esperou até a última nota para garantir a quarta colocação.

“Eu saí do Brasil há dois anos atrás de um sonho de participar da Street League. Em 2018 comecei a disputar e hoje estou chegando em uma final de Super Crowl. Estou realmente sem palavras. É muita felicidade, o mais difícil eu já consegui. Agora é só curtir esse momento”.

Destaque também para Aurélien Giraud, que saiu do Open classificatório e liderou a semifinal. Pela primeira vez no Brasil, o francês custou a acreditar no resultado.

O francês Aurélien Giraud está liderando desde as quartas de final. Crédito: Ludmila Villalba/EAZ

“Foi incrível! Eu consegui acertar tudo que tentei. Mesmo com a ansiedade e a emoção mantive a minha concentração e estou classificado pela primeira vez. É também a primeira vez que venho ao Brasil e parece um sonho”.

As finais serão disputadas neste domingo a partir das 15h 

 

Classificação masculina: 

 

1º Aurélien Giraud - 35.5

2º Nyjah Huston - 35.5

3º Mark Suciu - 34.9

4º Ivan Monteiro - 34.5

 

Classificação feminina:

1)      Leticia Bufoni – Brasil – 30.6

2)      Mariah Duran – Estados Unidos - 28.4

3)      Lacey Baker – Estados Unidos -  26

4)      Alexis Sablone – Estados Unidos -  24.4

5)      Aori Nishimura – Japão -  24.2

6)      Pamela Rosa – Brasil – 23.9

7)      Karen Feitosa de Barros – Brasil – 23.4

8)      Virgínia Fortes – Brasil 23.0

 

Domingo -

 

10 às 14h - Treino feminino e masculino

 

14h - abertura de portões para o público

 

14 às 15h - Treino feminino

 

15 às 16h30 - Final feminina

 

17 às 18h - Treino masculino

 

18 às 19h30 - Final masculina   

  • Publicado em Skate

Botafogo para Mogi e vence no NBB

O Botafogo conseguiu um belíssimo resultado na noite desta quinta-feira (01/11), no Ginásio Oscar Zelaya. Com grande atuação do trio Ansaloni, Arthur e Jamaal, o Glorioso virou a partida sobre o Mogi das Cruzes/Helbor no último quarto e garantiu a terceira vitória no NBB CAIXA 2018/2019, por 90 x 86. Agora o time da estrela solitária figura na quinta colocação do campeonato.

Esse foi o terceiro resultado positivo do Glorioso em cinco partidas na competição (60% de aproveitamento), que subiu para a sétima colocação.  Essa foi a terceira derrota do Mogi, que agora detém campanha de três triunfos em seis jogos (50% de aproveitamento) e caiu para a oitava posição.

Vitória coloca time alvi-negro na 5o posição no torneio. Crédito: Bruno Lopes/BNLphotopress/EAZ

O pivô botafoguense Ralfi Ansaloni teve uma atuação que dificilmente será esquecida por ele e pelos torcedores do Glorioso. O jogador terminou a partida com duplo-duplo de 26 pontos (5/6 de 3 pontos) e 12 rebotes, totalizando 30 de eficiência.

O time comandado pelo técnico Guerrinha liderou o placar durante os três primeiros quartos. Só que nos últimos dez minutos, a virada aconteceu. O Botafogo ficou a frente na partida pela primeira vez na parcial final (68 x 67), em bola de três de Guga Ceccato. O ala/pivô Arthur Bernardi anotou dez pontos na parcial, que foi decisiva para a vitória do Fogo por 90 x 86.

Time só joga na próxima sexta contra o Corinthians. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

As equipes voltarão a atuar apenas na próxima semana. O Mogi vai até o Ginásio Lineu de Moura enfrentar o São José Basketball, na segunda-feira (05/11), às 20 horas. Na sexta-feira (09/11), o Botafogo receberá o Corinthians, no Ginásio Oscar Zelaya, às 21h10.

 

Flamengo perde a primeira partida na temporada

Flamengo sofre sua primeira derrota na competição. Crédito: Staff Imagens/Flamengo

Depois de uma sequencia invicta no campeonato estadual do Rio, nos três jogos da sul-americana e nas primeiras quatro partidas do NBB, o Flamengo conheceu hoje a sua primeira derrota na temporada 2018-2019 e foi diante do Pinheiros em partida realizada na Arena Carioca 1, casa do time da Gávea em partida que acabou 74 a 61.

O argentino Balbi do Flamengo foi o cestinha da partida com 18 pontos e pelo lado do Pinheiros, o destaque foi Dawkins com 15.

Essa foi a segunda partida em casa do Flamengo que na terça venceu o Mogi por 93 a 73 e terá um clássico contra o Corinthians nesse sábado. Já o Pinheiros que com essa vitória assumiu a liderança do NBB, joga também no sábado contra o Minas na casa do adversário.

  • Publicado em Basquete
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