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Ricardo Erlich

Ricardo Erlich

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O que você deve saber sobre a Meia Maratona Internacional do Rio?

Neste domingo pela 23º vez, a cidade do Rio de Janeiro vai sediar uma de suas corridas mais famosas, a meia maratona internacional do Rio recheada de novidades para essa edição e que o Esportes de A à Z vem contar para você. Quer saber o que é essencial saber? Venha com a gente e acompanhe algumas dicas que separamos para você.

 

A disputa pelo troféu

Com uma boa premiação, a Meia Maratona Internacional do Rio atraí um bom público na elite da competição e aquela disputa entre brasileiros e africanos. Na última edição, a vitória foi dos africanos. Mas em 2016, Giovani dos Santos e Joziane Cardoso faturaram e em 2017, José Marcio Leão venceu.

Dos brazucas presentes, destaque maior para Solonei da Silva campeão pan-americano da maratona em 2011 (Guadalajara), bicampeão da Maratona Internacional de São Paulo (2012/28) e vencedor da Meia Maratona Internacional de São Paulo (2015). O time também contará com Giovani dos Santos, também dono de vitórias na Volta Internacional da Pampulha e Meia Maratona Internacional de São Paulo; Gilmar Lopes, escolhido para representar o país no Sul-Americano de Meia Maratona deste ano; Wagner Noronha, 12º colocado na Maratona de Berlim no ano passado; Edson Amaro, que ficou como terceiro lugar na Maratona de Padova, em abril, e foi vice-campeão da Maratona de São Paulo em 2017; e Damião de Souza, campeão da Meia Maratona de São Paulo em 2009; entre outros.

No feminino, as atrações são Marizete Moreira dos Santos, bicampeã da Maratona Internacional de São Paulo; e Alice Yuri, campeã dos 21 km na Maratona de São Paulo deste ano.

Pelos gringos, o ugandense Fred Musobo, de 23 anos, atleta  selo prata na IAAF que este ano marcou o tempo de 1h01min na Meia Maratona de Cardiff (GBR) e 2h06min56 na Maratona de Daegu (Coréia), além de ter sido o primeiro no World Mountain Running Championships, em 2015; os quenianos Stanley Biwot, vencedor das maratonas de Nova York e Paris e que fez 1h01min43seg na Luso Meia Maratona de Lisboa no ano passado; e William Sitonik, que este ano venceu uma prova em Pádua (ITA) e foi terceiro na Azpeitia (ESP), com 1h00min47seg.

Completam a lista entre os homens o tanzaniano Marco Joseph Marco, top 20 na Birmingham IAAF Wolrd Half Marathon Championship em 2009; e o etíope Feleke Darsema Tulu, campeão da Maratona Internacional de São Paulo, em maio deste ano.

No feminino, a grande atração será a queniana Esther Kakuri, bicampeã da prova (2017/18). Sua melhor marca para os 21km é 1h10min07seg, obtida na Meia Maratona de Istambul em 2017. Outras duas representantes do Quênia, Maurine Kipchumba, com 1h11min55seg na Meia Maratona do Rio em 2013, bicampeã da Volta da Pampulha (2012/2013) e campeã da São Silvestre (2012) e Nancy Jesang, com 1h15min40seg neste ano; a  tanzaniana Anjelina Yumba e a ugandense Viola Chemos também deverão brigar pela ponta com a atletas brasileiras no domingo.

 

 

 

Novo percurso e horários

Devido a interdição da Avenida Niemeyer, a largada será realizada na praia do Leblon, bem no início dela em frente ao Jardim de Alah. E para ficar ainda melhor, o horário dela foi antecipado para 7:15 para o público em geral e um pouco mais cedo para elite feminina, masculina e cadeirantes. Uma mudança por muito tempo clamada pelo público e finalmente atendida pela organização. Lembrando que até uns 10 a 12 anos atrás, a mesma era 10 da manhã e veio se diminuindo nos últimos anos.

Com as mudanças, a largada será menos apertada para o público que terá três faixas para se espalhar na orla de Ipanema. Até a edição passada, os corredores tinham que se espremer em duas faixas e ainda na subida da Av. Niemeyer, o que tornava o início da corrida bem lento. A corrida ainda conta com divisão de baias de ritmo que são determinados por sua cor do seu numeral. Preste atenção na cor e entre na divisão correta que deverá haver uma fiscalização.

Com a largada cerca de 5km do ponto original, significa que a aquela volta no Aterro do Flamengo permanece e ficou maior. A primeira volta será no 8 km onde os corredores irão percorrer cerca de 500m na pista sentido Copacabana, pegando um primeiro retorno e depois um segundo já no 9 km e seguindo viagem, passando próximo a linha de chegada no 11 km.

A parte nova do percurso será a partir da altura do MAM (Museu de Arte Moderna) no 14km onde você irá passar pelo Aeroporto e pegará um desvio a direita passando perto da Praça XV. Neste trecho, você fará um pequeno labirinto indo até a Avenida Antônio Carlos e regressa para próximo ao aeroporto retornando ao Aterro e seguir para linha de chegada que permanece no mesmo local. Nesse trecho mais desconhecido, existem pequenos aclives e declives, mas nenhum deles que exijam um maior esforço.

Para aqueles que fizeram algumas das últimas meia maratonas na cidade, fica apenas de novidade o trecho do 8 km. No mais, ele já foi explorado e por ser mais plano que o anterior, será possível fazer uma boa marca se estiver treinado. A previsão do tempo aponta um dia de sol com previsão de 19c para hora da largada, esquentando ao longo da manhã.

Outro ponto com a mudança do percurso será praticamente sem a presença de público ao longo do caminho. Provavelmente haverá algumas pessoas até o final da Praia de Copacabana e depois só aqueles que estivem correndo.

Posso ir na pipoca, correr com o número de outra pessoa ou copiar do meu amigo?

Se o seu senso de se achar o “espertão” estiver aguçado, vai fundo! Mas olha só: Na largada, se não tiver número, você não vai poder pular grade e nem vai poder entrar em nenhuma das baías. No percurso, se você tirar a água de algum atleta, seu colega no pelotão de trás vai ficar sem esse copo e para ficar bonito, um grupo de seguranças estará próximo na linha de chegada para te retirar e não ter acesso a medalha. Se passar mal, a organização não será obrigada a te atender e terá que acionar os bombeiros no 193 para te resgatar.

Agora se você estiver o número de outra pessoa, lembre-se que caso tenha algum problema de saúde, nenhum parente seu será avisado, bem como a da pessoa que não correu poderá levar um susto com uma falsa comunicação de algum hospital. Será que esse risco vale a pena?

Para piorar, se você copiar o numeral de alguém, saiba que a corrida estará lotada de fotógrafos doidos pelos melhores sorrisos e caras de sofrimento e será fácil identificar de quem é. E tenha a certeza que em breve poderá ser processo por fraude como já aconteceu em outros eventos da Yescom. Vai arriscar?

Onde achar as principais informações da corrida?

A melhor dica para este sábado, é acessar o regulamento da corrida no site oficial com suas 20 regras e detalhadas em vários quesitos importantes. Vale também uma consulta a parte do percurso da prova onde está detalhado o que você irá encontrar em cada km da corrida como postos de hidratação, isotônicos e posto médico ao longo do caminho.

O Esportes de A à Z estará na cobertura da Meia Maratona, assim como estamos na cobertura de outros eventos esportivos que acontecem na cidade maravilhosa. Nos siga em nossas redes sociais - Instagran - @esportesdeaaz ou no facebook - /esportesdeaaz

A experiência no Games XP

Está chegando hoje o final da Games XP e como ele é anunciado, é o maior game park do mundo. Mas será que essa é a impressão correta que devemos ter do evento? As atrações que temos por ali realmente compensar pagar o alto valor do seu ingresso para acessar o evento? Essa e outras perguntas, vamos tentar responder por aqui em nossa experiência por dois dias desse evento que aconteceu no parque olímpico na cidade maravilhosa.

E falando no parque olímpico, ele é o maior beneficiário de haver um evento desse porte por lá. Desde o início de junho, com a extinção da AGLO, a autarquia que assumiu o local após os jogos olímpicos o local está sem futuro definido e no momento a administração está nas mãos do ministério da cidadania e segue numa inércia. Os contratos vigentes estão mantidos, porém, o risco do local ser abandonado em definitivo é bem alto devido sua baixa procura e pouca divulgação do que acontece por lá. O que irá acontecer após o fim do rock in rio no local em setembro, é mistério até o momento.

Os Cosplays estavam espalhados pelo parque olímpico dando um colorido especial. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Mas voltando ao Games XP, podemos dizer que do ano passado para cá, o evento cresceu em tamanho, cerca de 60% e isso pode ser notado. Diferente do ano passado em que ficava difícil de circular e sem contar as filas que chegavam nos poucos brinquedos a uma espera de 3 a 4 horas, esse ano com mais brinquedos e um palco que contou com diversos shows e mais um dia de atração, espalhou muito mais o público o que deu mais espaço para circular e até diminuir as filas das atrações.

Algumas das atrações

Em um game park, não poderia faltar a presença deles, os cosplays! os personagens dos games estavam espalhados por todos os cantos do parque fazendo a alegria da criançada que pedia para os pais tirarem fotos com eles e sem contar as poses. Foram inúmeros que presenciamos nesses dois dias.

O Kart foi uma das atrações que nossa equipe experimentou. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

A atração mais disputada nessa edição foi a montanha-russa que tinha uma pegada diferente das que estamos acostumados a ver nos parques. Você andava nela com um óculos de realidade virtual que te levava para uma outra realidade a qual tivemos a oportunidade de experimentar. No momento em que o carrinho começa a movimentar, um filme no espaço é passado e você é levado para outro lugar enquanto está subindo e a queda é a maior surpresa e foram três delas!

Ainda no campo da realidade virtual, outra atração muito disputada, principalmente pelas crianças foi a Dinomundi. Se utilizando de outra versão mais moderna do óculos, você viajava para um mundo pré-histórico na época da extinção dos dinossauros e precisava achar um portal para seguir adiante passando por diversos obstáculos pelo caminho. Fomos tranquilos, mas as crianças se assustavam fácil. E o mais legal é que por um aplicativo no celular uma figurinha, dá para simular também.

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Também tivemos a oportunidade de andar na roda gigante enquanto rolavam dois espetáculos diferentes, o show do Projota de um lado e o por do sol do outro e certamente é a atração que leva mais tempo para você passar. Andamos também no kart que não atingia muita velocidade, mas valia pela brincadeira e passamos pela tirolesa cruzando a pista de kart por cima.

No caminho, se você queria um game de dança, podia participar de uma exibição do Just Dance que também contou com show da Lexa. E houve até campeonato do jogo também.

Dentro das arenas, muitas exibições de games. De simulador de moto que contava até com ventilador, campeonatos de games com direito a locução e uma parte para autógrafos, sem contar outra que contava com games antigos como o bom e velho pinball.

O Kabum tinha uma fila disputada. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Mas na Arena Carioca 1, estava lá novamente o maior telão do mundo e contou com campeonato de raibow six, Cs:Go e coutry-srite com direito a boa premiação em dinheiro para os seus vencedores e até direito a disputas internacionais. O e-sports veio para ficar e a prova é o público que vibrava a cada avanço das equipes presentes.

E o que pode melhorar?

Senti falta de algumas das principais marcas como a Nintendo, Microsoft, EA Games e outras que produzem alguns dos jogos mais conhecidos no mundo, como também de empresas que comercializam assessórios para os games. Havia o velho pac-man representado e um canto para o Winning Eleven onde podia jogar futebol, mas ficaram de fora essas marcas. Algo que espero ver nas próximas edições do Games XP

Vale o ingresso?

Mesmo sem essas marcas, vale cada centavo que pagar no ingresso que não é dos mais em conta, mas certamente tem atração tanto para as crianças quanto aos adultos.

Veja mais fotos do evento:

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Está chegando hoje o final da Games XP e como ele é anunciado, é o maior game park do mundo. Mas será que essa é a impressão correta que devemos ter do evento? As atrações que temos por ali realmente compensar pagar o alto valor do seu ingresso para acessar o evento? Essa e outras perguntas, vamos tentar responder por aqui em nossa experiência por dois dias desse evento que aconteceu no parque olímpico na cidade maravilhosa.

E falando no parque olímpico, ele é o maior beneficiário de haver um evento desse porte por lá. Desde o início de junho, com a extinção da AGLO, a autarquia que assumiu o local após os jogos olímpicos o local está sem futuro definido e no momento a administração está nas mãos do ministério da cidadania e segue numa inércia. Os contratos vigentes estão mantidos, porém, o risco do local ser abandonado em definitivo é bem alto devido sua baixa procura e pouca divulgação do que acontece por lá. O que irá acontecer após o fim do rock in rio no local em setembro, é mistério até o momento.

Mas voltando ao Games XP, podemos dizer que do ano passado para cá, o evento cresceu em tamanho, cerca de 60% e isso pode ser notado. Diferente do ano passado em que ficava difícil de circular e sem contar as filas que chegavam nos poucos brinquedos a uma espera de 3 a 4 horas, esse ano com mais brinquedos e um palco que contou com diversos shows e mais um dia de atração, espalhou muito mais o público o que deu mais espaço para circular e até diminuir as filas das atrações.

Algumas das atrações

Em um game park, não poderia faltar a presença deles, os cosplays! os personagens dos games estavam espalhados por todos os cantos do parque fazendo a alegria da criançada que pedia para os pais tirarem fotos com eles e sem contar as poses. Foram inúmeros que presenciamos nesses dois dias.

A atração mais disputada nessa edição foi a montanha-russa que tinha uma pegada diferente das que estamos acostumados a ver nos parques. Você andava nela com um óculos de realidade virtual que te levava para uma outra realidade a qual tivemos a oportunidade de experimentar. No momento em que o carrinho começa a movimentar, um filme no espaço é passado e você é levado para outro lugar enquanto está subindo e a queda é a maior surpresa e foram três delas!

Ainda no campo da realidade virtual, outra atração muito disputada, principalmente pelas crianças foi a Dinomundi. Se utilizando de outra versão mais moderna do óculos, você viajava para um mundo pré-histórico na época da extinção dos dinossauros e precisava achar um portal para seguir adiante passando por diversos obstáculos pelo caminho. Fomos tranquilos, mas as crianças se assustavam fácil. E o mais legal é que por um aplicativo no celular uma figurinha, dá para simular também.

Também tivemos a oportunidade de andar na roda gigante enquanto rolavam dois espetáculos diferentes, o show do Projota de um lado e o por do sol do outro e certamente é a atração que leva mais tempo para você passar. Andamos também no kart que não atingia muita velocidade, mas valia pela brincadeira e passamos pela tirolesa cruzando a pista de kart por cima.

No caminho, se você queria um game de dança, podia participar de uma exibição do Just Dance que também contou com show da Lexa. E houve até campeonato do jogo também.

Dentro das arenas, muitas exibições de games. De simulador de moto que contava até com ventilador, campeonatos de games com direito a locução e uma parte para autógrafos, sem contar outra que contava com games antigos como o bom e velho pinball.

Mas na Arena Carioca 1, estava lá novamente o maior telão do mundo e contou com campeonato de raibow six, Cs:Go e coutry-srite com direito a boa premiação em dinheiro para os seus vencedores e até direito a disputas internacionais. O e-sports veio para ficar e a prova é o público que vibrava a cada avanço das equipes presentes.

E o que pode melhorar?

Senti falta de algumas das principais marcas como a Nintendo, Microsoft, EA Games e outras que produzem alguns dos jogos mais conhecidos no mundo, como também de empresas que comercializam assessórios para os games. Havia o velho pac-man representado e um canto para o Winiing Eleven onde podia jogar futebol, mas ficaram de fora essas marcas. Algo que espero ver nas próximas edições do Games XP

Vale o ingresso?

Mesmo sem essas marcas, vale cada centavo que pagar no ingresso que não é dos mais em conta, mas certamente tem atração tanto para as crianças quanto aos adultos.

Veja mais imagens do Games XP

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Débora Simas conta como foi correr 800 km em uma esteira

Com sua inseparável bandeira do Brasil, a catarinense buscou uma marca inédita para o país. Crédito: Eduardo Ducks/Divulgação

 

Correr sete dias seguidos numa esteira em busca de um nome no livro dos recordes. Você toparia de fazer? Agora imagina buscar essa marca dentro de um shopping com muita gente passando a sua volta indo fazer compras, refeições ou só passeando e de madrugada vendo um pessoal trabalhar na manutenção dele? Essas e outras histórias a ultramaratonista Débora Simas viveu na semana entre 14 e 21 de julho em Florianópolis se tornando a primeira brasileira a tentar buscar essa marca, mas que bateu na trave e acabou ficando com o recorde sul-americano no desafio ao percorrer 800,6 km.

Após completar seu desafio, essa última semana tem sido principalmente de recuperação para Deby, como é conhecida. Treinos? Ao menos só daqui há dois meses no mínimo. Também ainda não foi uma semana para retomar seu trabalho na lanchonete da academia aonde trabalha, algo que fará nos próximos dias. Mas em termos de resistência, ela está bem.

E como será que foi passar por essa semana mágica? O que será que faltou a ela para percorrer mais 33 kms e trazer o recorde para o Brasil? Teremos uma nova tentativa em breve? O Esportes de A à Z conversou com ela e você acompanha agora.

 

Esportes de A à Z:  Como foi correr dentro de um shopping? Como você notava a forma das pessoas comuns que estavam lá para passear, trabalhar e tal vendo você correr?

 

Débora: Foi muito legal! eu estava correndo desde fevereiro quando eu recebi a esteira em casa. Eu estava treinando dentro do meu quarto tendo que me virar com a minha alimentação, com a hidratação, suplementação, pensar nos meus intervalos e das idas ao banheiro. E lá no shopping para mim era uma festa porque eu não precisava pensar em nada! Eu tinha todo melhor todos meus amigos lá. Tinham as pessoas que eram juízes, coordenadores. Tinha os coordenadores da alimentação, então não precisava me preocupar em descer a da esteira para pegar nada e eles repondo tudo ali para mim. Tinha o pessoal que ia lá na torcida que ficavam assim abismada em ver eu parar a esteira diminuir a velocidade e me ver eu almoçando em cima da esteira. Era legal ver a cara de espanto das pessoas com essa cena e para mim então foi uma festa ficar lá no shopping com 120 pessoas na minha disposição diretamente ali em cima do palco a cada quatro horas trocavam essas pessoas então para mim foi o máximo assim. Eu estava muito feliz.

 

Esportes de A à Z: Quando foi na tentativa do Marcio Villar, ele ficou de frente a uma ótica e acabou decorando todos os preços do mostruário. Você tinha alguma loja em frente e passou por alguma experiência parecida?

 

Débora: A minha frente ali no shopping, eu tinha o primeiro andar que ele virava uma sacada. O pessoal ficava ali e eu conseguia interagir com esse pessoal dando tchau, levantando a minha bandeira do brasil ou se não a frente que o pessoal. Eu então eu ficava um pouco mais distante do público que ficava lá no outro lado. Mesmo assim eu consegui interagir com eles e eu ficava olhando nos primeiros dias eu até consegui olhar para trás interagir com as pessoas que estavam atrás de mim. Mas depois do segundo dia eu só conseguia visualizar as pessoas na minha frente e eu pedia pros coordenadores pra essas pessoas ficarem na minha frente porque à medida que eu estava olhando pra trás e virava muito pescoço, me desequilibrava da esteira e aí que começou a pegar o trapézio. Então foi onde decidimos que as pessoas sempre tinham que estar na minha frente para não fazer esse movimento de pescoço. Mesmo assim eu consegui interagir com todo mundo que estava ali na minha frente e essa é a minha distração.

 

Esportes de A à Z: Como foram as madrugadas, sem ninguém circulando pelos corredores do shopping?

 

Débora: Tem gente que acha que o shopping fecha as portas às dez horas da noite ou depois do cinema e não tem mais vida lá dentro. Não, é muito pelo contrário! Tem uma vida que pulsa lá dentro daquele lugar. É um coração que pulsa o tempo inteiro de madrugada. Tem o pessoal da faxina, o pessoal da manutenção, a troca de turnos dos vigias e todo o pessoal que trabalha lá e isso foi legal que assim do segundo dia em diante, até o primeiro segundo dia com madrugada a gente passava meio que despercebido ali. Depois do terceiro dia, terceira noite, eles já chegavam no turno deles, passavam lá no vão central queriam saber como é que estava, a quilometragem, se eu estava bem. Chegou uma noite que eles tinham que fazer um reparo lá, que iam ter que usar uma máquina barulhenta, aí eles perguntaram que horas que eu ia dormir pra antecipar o trabalho ou deixar pra depois pra não me incomodar na hora que eu fosse dormir. As meninas quando noturno delas antes de bater o cartão elas passavam lá para aplaudir, interagiram com tudo então foi muito legal essa parte da madrugada no shopping. Até mesmo a noite que eu precisei de um banho. Foi disponibilizado um banheiro para tomar um banho rápido e é assim que eles puderam ajudar o que eles puderam contribuir eles contribuíram. Do terceiro dia a coisa tomou uma proporção que eu ali em cima da esteira eles achavam que eu não tinha noção disso. Mas eu estava tão consciente que eu tinha a noção de tudo que estava acontecendo.

 

No último dia do desafio, o shopping estava lotado na torcida por ela. Crédito: Eduardo Ducks/Divulgação

 

Esportes de A à Z: Como foi sua relação com a sua equipe de apoio?

 

Débora: A minha equipe de apoio foi sensacional! desde os juízes, coordenadores que foram oitenta e quatro juízes, doze coordenadores, mais um cardiologista, um fisioterapeuta, uma nutricionista, uma enfermeira. Depois acabou mais um médico de coluna que foi o doutor Calixto. Tudo que tudo que podiam fazer foi feito. Meu treinador que estava lá comigo me orientando, me segurando. A minha equipe trabalhou muito a meu favor e a equipe do shopping trabalhou do outro lado e juntos a gente tivemos esse recorde sul-americano.

 

Esportes de A à Z:  Para o recorde mundial, você bateu na trave. O que acha que te faltou para conseguir a marca?

 

Débora: É realmente eu bati na trave. foram 800,61km que eu fiz e para bater o recorde da britânica que eu teria que fazer 833,05km. Faltou muito pouco, mas assim eu sei o que deu errado. Foi somente o monstro do sono é não consegui destruir ele. Já fiz muitas provas de longa distância e fiz um 1000 km no ano passado. A diferença entre os 1000km - Brasil e essa é que lá eu tinha de três a quatro horas de sono. Então eu terminava 100km que eu tinha que cumprir das 6 da manhã até meia noite pra fechar a distância, ia tomar um banho, dormir e acordava recuperada. Esse não, eu estava correndo 22 horas e quando eu ia descansar muitas vezes eu tinha 30 minutos porque eu já tinha usado o tempo para fazer uma massagem ou ir ao banheiro. Então acabava sobrando muito pouco tempo. E com trinta minutos, o corpo não consegue recuperar o suficiente para ficar sete dias correndo. A matemática não bate.  O único erro foi o sono me derrubar se eu não tivesse tido esse cansaço todo por não dormir, eu teria batido recorde muito antes muito antes e no sétimo dia eu estaria só caminhando para aumentar a distância para o recorde. Eu estava muito bem preparada para essa prova e foi um pequeno detalhe que o ano que vem vai ser ajustado.

 

Esportes de A à Z:  Então ano que vem, tem outra tentativa? o que acha que deve fazer de diferente?

 

Claro que sim! ano que vem tem outra tentativa sim! vou me organizar, vou treinar, vou estar focada como nessa tentativa. Ano que vem, se deus quiser, nessa mesma época tentarei novamente. Diferente, só quero me manter na esteira e não sentir o que tive dessa vez. De resto não vai mudar nada alimentação nem na hidratação. minha equipe que será a mesma cos meus apoios com certeza estarão comigo. Vou agora ficar uns 2 a 3 meses sem treinar para me recuperar, quando retorno aos treinos começando na rua e depois retomo os treinos na esteira em casa para conseguir trazer esse recorde para gente.

Duplas brasileiras largam com vitória no Pan de Lima

Antes mesmo de começar oficialmente os jogos Pan-americanos em Lima, o vôlei de praia foi o primeiro esporte a dar as caras na competição. O Brasil está representando por duas duplas, uma no naipe masculino com Oscar e Thiago e no feminino com Carolina Horta e Ângela. Ambas as duplas estrearam bem com vitória contra seus adversários vencendo a partida rapidamente.

No masculino

Os brasileiros Oscar e Thiago (RJ/SC) estrearam com vitória na disputa do torneio masculino do vôlei de praia nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, nesta quarta-feira (24.07). Eles superaram os costa-riquenhos Alpizar/Valenciano por 2 sets a 0 (21/13, 21/14) na arena central, na capital peruana. O triunfo coloca a dupla na liderança do grupo C.

Oscar e Thiago, comandados pelo técnico Lucas Palermo, voltam à quadra nesta quinta-feira (25.07), quando enfrentam os uruguaios Vieyto e Cairus às 11h50 (de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos. Os uruguaios estrearam nesta quarta com vitória de virada sobre os cubanos Reyes e González por 2 sets a 1 (21/15, 16/21, 8/15).

Dupla não teve dificuldades em vencer a partida. Crédito: Divulgação/CBV

Thiago, maior pontuador do duelo com 20 acertos, sendo cinco em pontos de bloqueio, 14 em ataque e um no saque, analisou a vitória no primeiro duelo em Lima.

“Nos comportamos muito bem, conversamos bastante sobre a estratégia durante o jogo. Ajudamos bastante um ao outro para sair dos problemas, uma pequena dificuldade que tivemos na virada de bola. Acredito que temos que fazer um pequeno ajuste no saque, esse fundamento pode sair um pouco melhor. Quando conseguirmos ajustar isso, vamos estar prontos para os jogos mais complicados”, disse Thiago.

Oscar também comentou a tranquilidade que ultrapassar a estreia traz ao time brasileiro. “A estreia tira um ‘piano’ das costas, essa ansiedade por estar logo em ação é normal, por representar o Brasil em um torneio tão especial, como os Pan-Americanos. Estamos felizes por esse bom começo, vamos descansar e nos preparar para os próximos desafios”, destacou.

No feminino

A dupla brasileira formada por Carolina Horta e Ângela (CE/DF) estreou com vitória no torneio feminino do vôlei de praia dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, nesta quarta-feira (24.07), na capital peruana. Elas superaram a dupla Mannika/Valenciana, das Ilhas Virgens, por 21/8, 21/7, em 22 minutos. O triunfo pelo grupo C aconteceu na arena central da modalidade.

Carol Horta e Ângela voltam à quadra pela fase de grupos já nesta quinta-feira (25.07), quando enfrentam as chilenas Rivas e Mardones, às 16h (de Brasília). O time chileno estreou com vitória sobre as mexicanas Orellana e Revuelta por 2 sets a 0 (21/19, 21/15).

Carolina Horta foi a principal pontuadora do duelo, anotando 11 em ataques e outros quatro em aces. A bloqueadora cearense, que foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015, analisou a vitória tranquila na estreia, com o desafio de encarar um clima mais frio, pouco comum nos torneios disputados no Brasil.

“Estamos mais adaptadas com muito sol e calor, no nosso país a maioria dos lugares é assim. Com essa temperatura há uma demora maior para aquecer, é preciso começar os exercícios antes. E a roupa por baixo limita um pouco o movimento, mas estamos acostumadas. Temos que nos adaptar. Nosso esporte é isso, saber lidar com todos esses fatores externos”, disse.

Ângela, que anotou 13 pontos, comentou sobre a responsabilidade de representar o país com mais medalhas na modalidade nos Jogos Pan-Americanos.

“O Brasil sempre entra como um dos favoritos nas competições de vôlei de praia, mas treinamos muito para estarmos aqui. Essa vitória com um placar mais elástico foi devido ao trabalho bem feito na preparação no Brasil. Temos que entrar com muita atenção, independente do adversário, concentradas. E com essa energia boa que faz toda a diferença”, destacou a defensora brasiliense.

A dupla brasileira manteve o domínio durante todo o confronto, enfrentando adversário com pouca expressão no cenário internacional. No primeiro set, Carol e Ângela abriram vantagem impressionante de 13 a 4, ditando ritmo com tranquilidade e fechando por 21 a 8. A segunda parcial começou mais equilibrada, mas aos poucos Carol/Ângela deslanchou, abrindo 17 a 7. A vitória foi por placar ainda superior do primeiro, 21 a 7.

 

 

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