Laser Radial abre temporada dos Mundias para a Equipe Brasileira


Gabriella Kidd será a primeira da equipe de vela em ação. Crédito:Predro Martinez/Sailing Energy

 

Está aberta a temporada de Campeonatos Mundiais de classes olímpicas para a Equipe Brasileira de Vela. A primeira velejadora a entrar na água será Gabriella Kidd, na disputa do Mundial de Laser Radial, que tem as primeiras regatas previstas para segunda-feira, dia 21, em Medemblik, na Holanda. A competição vai até o próximo dia 26.

Nas próximas seis semanas, o calendário de competições será intenso. Haverá disputa de Mundiais em sete classes olímpicas com participação de velejadores do Brasil. Confira a programação na tabela abaixo:

Mundial de Classe Olímpica

Data

Local

Laser Radial

19 a 26/08

Medemblik (Holanda)

49er

28/08 a 02/09

Porto (Portugal)

49erFX

28/08 a 02/09

Porto (Portugal)

Finn

01 a 10/09

Balatonfoldvar (Hungria)

Laser

02 a 19/09

Split (Croácia)

Nacra 17

05 a 10/09

La Grande Motte (França)

RS:X feminino

16 a 23/09

Enoshima (Japão)

Nessas competições, o Brasil terá na água atletas como Carlos Robles e Marco Grael (49er), Robert Scheidt e Gabriel Borges (49er), Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX), Jorge Zarif (Finn), João Pedro Souto Oliveira (Laser), João Bulhões e Gabriela Nicolino (Nacra 17) e Patrícia Freitas (RS:X feminino).

Na Laser Radial, Gabriella é uma das caras novas da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Atleta da categoria sub-21, a velejadora disputará o Mundial pela primeira vez, em busca de uma experiência valiosa no começo do ciclo olímpico de Tóquio 2020.

"Sem dúvida será um Mundial de altíssimo nível. Vou dar o meu 100% e tentar o melhor resultado possível. São muitas velejadoras com experiências olímpicas, algumas bem mais velhas do que eu. Vou ter a oportunidade de colocar em prática o que venho treinando, melhorar meu desempenho e minha técnica, além de observar as adversárias e ganhar experiência", afirmou.

Scheidt terá barco "zero km" no Campeonato Europeu

Scheidt e Borges treinaram com o novo barco na Itália. Crédito: Divulgação

Robert Scheidt e Gabriel Borges têm motivação extra para a reta final da temporada 2017 do iatismo internacional. O bicampeão olímpico e seu proeiro contam com um barco ‘zero km’ desde a semana passada. A estreia do novo equipamento será no Campeonato Europeu da Classe 49er, que será disputado de 27 de julho a 4 de agosto no Kieler Yacht-Club, em Kiel, na Alemanha.

“Usávamos um barco do COB e CBVela e que era de 2014. Por isso, optamos por adquirir um barco 100% nosso. Claro que um equipamento novo sempre é melhor. É mais rígido. Tende a performar mais. Não existe uma diferença gritante, mas existe. Ainda mais porque temos também um mastro e vela novos. E o kit todo tende a dar um resultado melhor em termos de velocidade”, afirma ele, que completa. “É uma motivação a mais. Porém, sabemos que o principal continua dependendo da gente, da maneira como vamos velejar.”

Scheidt sabe que a dupla precisará de tempo para se adaptar ao novo barco. Por isso, seguiu para Kiel neste domingo (23). “Teremos uma ferramenta melhor para competir no Europeu isso é muito bom, mas sabemos que tudo é um processo. Quando pegamos o novo 49er, precisamos de três a quatro dias de trabalho para ajustes, como alinhar o leme com a bolina, por exemplo. Mas já colocamos o barco na água, no Lago di Garda (na Itália) e ele rendeu bem. Agora é velejar mais em Kiel para aprimorar ao máximo até o campeonato”, explica o bicampeão olímpico, patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios do COB e CBVela.

Aos 44 anos e consagrado na Star e Laser, Scheidt disputa sua primeira temporada na 49er. O maior medalhista do Brasil em Olimpíadas, com cinco pódios, encara o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes a fim de iniciar um novo ciclo olímpico, visando os Jogos de Tóquio, em 2020. Com isso, sabe que as dificuldades fazem parte do processo de adaptação às características da nova classe.

Crescimento - A evolução de Robert na 49er pode ser comprovada pelo seu desempenho. Na Copa Brasil, disputada no início de março, em Porto Alegre, venceu quatro regatas, as primeiras na nova categoria, conquistando a medalha de prata. Antes de competir em águas brasileiras, disputou a etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela, em janeiro. E conseguiu o 16º lugar na disputa que reuniu 26 barcos com os melhores iatistas do planeta. Na Miami Mid Winters, também no início de 2017, conseguiu 11º lugar no campeonato que envolveu 17 competidores. No final de março, correu o Troféu Princesa Sofia e novamente fez um 11º lugar. Mais recentemente, disputou a Kieler Woche, tradicional Semana de Vela de Kiel e conseguiu o 17º lugar.

Torben Grael e Marcelo Ferreira entram para o hall da fama da Vela no Brasil

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) inaugurou sua nova sede, na Marina da Glória. A entidade passa oficialmente a ter como casa o local que foi sede das regatas nos Jogos Rio 2016. Junto com a inauguração de sua casa, foi dado início ao hall da fama da modalidade no Brasil e que os primeiros homenageados foram Torben Grael e Marcelo Ferreira, campeões olímpicos que mais trouxeram medalhas para o país em olimpíadas.

“Essa sede nova é fantástica! Desde que me entendo como atleta é um marco da vela brasileira ter a sede com saída para o mar, algo que não tínhamos. Estava na Italia velejando quando soube da homenagem e foi uma honra colocar as mãos na massa, algo que sou acostumado como construtor e receber essa honraria. Espero que muitos outros também tenham essa oportunidade que tive. ” – Conta Marcelo Ferreira sobre a homenagem que recebeu.

Para Torbem Grael, não foi muito diferente. “É muito bom ser homenageado e receber esse reconhecimento e muito bom para vela estar com sua nova sede neste local maravilhoso. ” – Completa.

Junto com a homenagem, estiveram presentes os velejadores que defenderão o país em julho no Mundial de Optimist na Tailandia, a classe de formação para crianças e adolescentes e que puderam receber dicas dos campeões para se darem bem para disputa.

A antiga e a nova geração da vela juntas na homenagem. Crédito: Ricardo Erlich/EAZ

Martine Grael e Kahena Kunze vencem a Copa do Mundo de Hyères

Foi uma semana perfeita, de domínio absoluto para Martine Grael e Kahena Kunze. Neste sábado, dia 29, veio o fecho de ouro. Depois de liderarem a competição de ponta a ponta, as campeãs olímpicas ganharam a regata de medalha e conquistaram o título da classe 49er FX na Copa do Mundo de Hyères, na França. A dupla está com 100% de aproveitamento em 2017: duas participações em etapas da Copa do Mundo (Miami e Hyères), dois ouros conquistados.

“A gente ganhou a regata hoje e ganhou o campeonato. Por enquanto este é um ano muito bom para gente, apesar de a gente ter vindo com pouco treino para cá. Estamos muito felizes, nossos técnicos também. Agora é treinar para o Campeonato Mundial, que vai ser a competição mais difícil do ano”, afirmou Martine, já de olho no evento mais importante do segundo semestre.

Na regata decisiva, as campeãs olímpicas fizeram uma largada cautelosa, mas assumiram a liderança na reta final para chegar à vitória. Martine e Kahena encerraram a competição com 34 pontos perdidos, bem à frente das alemãs Victoria Jurczok e Anika Lorenz, que levaram a prata (50 p.p.).

Na RS:X feminina, Patrícia Freitas venceu a regata de medalha deste sábado e terminou a Copa do Mundo de Hyères na quinta colocação, com 89 pontos perdidos. A campeã foi a polonesa Zofia Noceti-Klepacka, com 49 p.p.

“Foi uma medal race muito legal. Tive uma boa largada, o que garantiu uma regata sem muito estresse. Estava rápida e fiquei contente por essa vitória”, disse Patrícia.

Martine Grael e Kahena Kunze competem com os homens e ganham uma das regatas

Os bons ventos da vela começaram a soprar nesta segunda-feira em Porto Alegre. Foi o primeiro dia de regatas da IV Copa Brasil de Vela e da II Copa Brasil de Vela Jovem, que estão sendo realizadas no Guaíba, com sede dividida entre o Clubes dos Jangadeiros e o Veleiros do Sul. Neste dia de estreia, destaque para a participação das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze na raia entre os homens, na disputa da classe 49er. As campeãs olímpicas da 49erFX venceram uma das duas regatas disputadas e estão em segundo lugar na classificação, com quatro pontos perdidos.

“Toda competição é válida, e competir com os homens é um desafio maior. Hoje, demos um jeito de acertar todos os detalhes para ganhar alguma vantagem caso o vento aumentasse. E isso deu certo”, explicou Martine, que topou o desafio de correr ao lado de Kahena de 49er pela falta de um número suficiente de adversárias na 49erFX. As embarcações das duas classes são iguais, mas o mastro e a vela são maiores na 49er.

Neste dia de abertura das regatas, as campeãs olímpicas deixaram para trás o maior medalhista olímpico do esporte brasileiro. Robert Scheidt, competindo pela primeira vez no país na classe 49er, aparece em quarto lugar na classificação, ao lado de Gabriel Borges, com sete pontos perdidos. Os líderes são Marco Grael e o espanhol Carlos Robles, com três pontos perdidos. A disputa da Copa Brasil segue até o próximo sábado, dia 11. O campeonato serve como seletiva para a formação da Equipe Brasileira de Vela para este ano.

“Estamos encarando este campeonato como um grande treino. A 49er é bem mais puxada. Embora seja o mesmo barco, temos que fazer mais força. Quando voltarmos a treinar no nosso barco, acho que será até mais fácil e isso será muito vantajoso para o 49er Fx”, afirma Kahena.

A IV Copa Brasil de Vela reúne até agora 107 velejadores, representando cinco países (Argentina, Brasil, Equador, França e Uruguai) e totalizando 80 barcos. As inscrições ainda estão abertas para as classes Finn e Kitesurfe Hidrofoil. Isso porque as provas da Finn começam na próxima quarta-feira, dia 8, e do kitesurfe no dia seguinte.

 

Acompanhe um vídeo com um compacto desse primeiro dia de competição neste link

 

Sobre o evento

A IV Copa Brasil está sendo disputada nas seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er, Nacra 17 (Misto), Kitesurfe Hidrofoil Open (Tubular e Foil) e Kitesurfe Hidrofoil Amador (Tubular). Paralelamente, a II Copa Brasil de Vela Jovem vai dar uma oportunidade valiosa para os jovens velejadores terem contato com os atletas das classes olímpicas, com regatas de RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto).

O evento é uma seletivo para a formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Os atletas vencedores da IV Copa Brasil de Vela e os velejadores sub-23 mais bem classificados nas suas respectivas classes passarão a fazer parte do plano de investimento da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) para participação nas principais competições internacionais deste ano. Eles serão constantemente analisados no Programa de Desenvolvimento Individual de Atletas durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio 2020. A competição também vale pontos para o ranking mundial da Federação Internacional de Vela (World Sailing).

Martine Grael e Kahena Kunze garantem medalha em Miami

As campeãs olímpicas da classe 49er FX começaram com tudo a temporada 2017. Martine Grael e Kahena Kunze garantiram nesta sexta-feira, dia 27, por antecipação, uma medalha na etapa de Miami da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing). Com apenas 33 pontos perdidos na primeira fase, elas já têm a prata garantida e vão em busca do ouro na regata de medalha que será disputada neste sábado, dia 28, às 15h45 (de Brasília). A dupla brasileira tem grande vantagem sobre as norueguesas Ragna Agerup e Maia Agerup, que estão em segundo lugar com 50 pontos.

As regatas finais de Miami terão transmissão ao vivo neste sábado, a partir de 15h (de Brasília), no canal da World Sailing no YouTube e no perfil oficial da Confederação Brasileira de Vela no Facebook, nos seguintes endereços:

https://www.youtube.com/watch?v=SL42wJRsq1Q https://www.facebook.com/cbvela/?fref=ts

“A gente teve três regatas hoje (sexta-feira). A primeira foi bem difícil, porque o vento estava fraco e rondado. Depois a comissão de regata trocou a raia de lugar, entrou um vento melhor e a gente fez regatas mais consistentes”, disse Kahena Kunze, na zona mista, após um dia em que a dupla teve um 14º, um quarto e um segundo lugares.

Disputando sua segunda competição na classe 49er, Robert Scheidt, maior medalhista olímpico do esporte brasileiro, encerrou sua participação em Miami nesta sexta-feira. Ao lado de Gabriel Borges, ele ficou em 16º lugar, com 140 pontos perdidos. Na classe RS:X feminino, Bruna Martinelli acabou na 17ª colocação (182 p.p.)

Além de Martine e Kahena, outro velejador brasileiro está se aproximando de uma medalha na competição. Jorge Zarif lidera a disputa da classe Finn, com 13 pontos perdidos, depois de vencer cinco das oito regatas disputadas até agora. Neste sábado, ele ainda disputa mais duas provas pela primeira fase do campeonato. A regata da medalha está prevista para domingo.

“Tive uma boa segunda regata hoje (sexta-feira), recuperando bastante. Já tenho uma bandeira amarela (punição) e não posso tomar outra, senão tenho que sair da regata. Então estou tentando ir na pontinha dos dedos. Vem dando certo”, afirmou Zarif.

Os seguintes velejadores brasileiros também ainda estão competindo em Miami: Henrique Haddad e Bruno Abdulklech (470 masculina), Bruno Fontes (Laser) e Gabriella Kidd (Laser Radial).

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Rio Boat Show 2016 leva para a Marina da Glória 120 marcas expositoras

 

O Jet Ski mais rápido do mundo, um carro anfíbio, uma embarcação que custa cerca de R$ 20 milhões, um iate todo em espelho para que os tripulantes possam navegar apreciando a natureza, o maior barco do Brasil e o mais luxuoso. Todas essas novidades e muitas outras, do mercado náutico,  serão mostradas, em primeira mão, na 19°edição Rio Boat Show, que acontece na Marina da Glória, entre os dias 08 e 17 de abril.

O evento, também considerado  o maior salão náutico outdoor da América Latina, tem a expectativa de gerar R$ 150 milhões em novos negócios. Ao todo serão 120 marcas expositoras, mais de 80 embarcações de diversos tamanhos e estilos, além de estandes flutuantes. O Rio Boat Show trará novamente as vagas molhadas, o que possibilitará ao cliente fazer test drive antes de fechar o negócio.

O salão reunirá estaleiros, indústrias especializadas em motores e equipamentos, empresas fornecedoras de peças e tecnologia, além de outras áreas da cadeia produtiva do setor. Os visitantes poderão esclarecer, no local, todas as dúvidas e identificar a embarcação que melhor se encaixa ao seu estilo de vida e opção – lazer, moradia, deslocamento e esporte.

O evento, que marca a entrega das obras de integração do local ao Parque do Flamengo, está preparado para receber 40 mil visitantes de vários estados brasileiros.  O salão terá ainda palestras gratuitas sobre temas relacionados ao universo náutico, como: dicas para a escolha da embarcação ideal, preparativos para uma viagem oceânica, como pescar melhor, naufrágios brasileiros, entre outros. Além disso, haverá uma exposição de fotos submarinas.

Diferenciais:

- Na 19ª edição do Rio Boat Show o cliente poderá fazer test drive e navegar na embarcação que desejar;

- Será possível comparar os barcos lado a lado;

- Possibilidade de conversar diretamente com quem projetou e construiu a embarcação;

- Possibilidade de descontos exclusivos;

- Oportunidade de encontrar todos os tipos de equipamentos para embarcações.

 

Serviço:

19°Rio Boat Show

Data: 8 a 17 de abril

Horários:

Dia 08 – 16h às 22h

Dias da semana – 15h às 22h

Fim de semana- 12h às 22h

Dia 17 – 12h às 21h

Valor do ingresso: R$ 60,00

O evento contará com serviço de empresas de táxi no local

www.rioboatshow.com.br

Definida equipe brasileira de vela para as olimpíadas

Depois de diversas disputas pelo mundo, a equipe que irá representar o país na vela nas olimpíadas em casa está formada. O esporte que mais deu medalha para o Brasil vai desde atletas experientes e vencedores como o bicampeão olímpico na classe Laser, Robert Scheidt, a novos nomes da vela nacional como Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs mundiais na 49erFX em 2014.

Em uma apresentação no Morro da Urca, diante da Baia de Guanabara onde será realizada a competição, os 15 atletas foram apresentados e juntos estavam presentes outros medalhistas olímpicos como os irmãos Torben e Lars Grael que farão papel de padrinhos da equipe.

“Estou muito emocionado de disputar minha sexta olimpíada na história. Estou bem fisicamente e acredito no meu potencial. Se a olimpíada não fosse em casa, talvez não teria motivação para estar aqui novamente.  Não tenho certeza se essas medalhas irão se realizar, mas temos um grande número de chances em várias classes, o que não tínhamos em outras oportunidades. A nossa preparação está bem melhor e esses próximos seis meses vamos focar bastante. ” – Conta Robert Scheidt da classe laser e o mais experiente do grupo.

“Essa é uma equipe mista de atletas experientes com o Robert, Bimba e a Fernanda e também muita gente nova com muito potencial que vai dar um bom equilíbrio a competição. O importante é eles terem uma boa condição para poder buscar um bom resultado. As aguas da baia de Guanabara não são fáceis para a equipe brasileira e o resultado pode ser imprevisível. ”- Diz Torben Grael, coordenador técnico da equipe de vela e maior medalhista do Brasil.

Equipe brasileira nas olimpíadas

Jorge Zarif, na Finn; Martine e Kahena; Patricia Freitas, na RS:X feminina; Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina; Scheidt e Fernanda Decnop, na Laser Radial; Marco Grael e Gabriel na 49er; Henrique Haddad e Bruno Bethlem na classe 470 masculina e Samuel Albrecht e Isabel Swan na Nacra 17.

 

LARS GRAEL CONQUISTA O TÍTULO DO MUNDIAL DE STAR AO LADO DE SAMUEL GONÇALVES

Dezessete anos depois do acidente em que perdeu a perna direita, o velejador Lars Grael fez história neste domingo (dia 8). Ao lado do proeiro Samuel Gonçalves, o duas vezes medalhista olímpico entrou para o rol de campeões mundiais de uma das mais prestigiosas classes da vela: a Star. Em Buenos Aires, na Argentina, Lars, aos 51 anos, pôde finalmente colocar na vela principal do barco a famosa estrela dourada da classe.

 

Ao conquistar o título do Mundial de Star, Lars se juntou a outros grandes nomes da vela brasileira e internacional: seu irmão Torben Grael, Robert Scheidt, Marcelo Ferreira, o dinamarquês Paul Elvstrøm, o americano Paul Cayard, entre outros.

 

“O Mundial era um título que eu perseguia há muitos anos. Fui bronze em 2009, quarto em 2010, em 2013 não fomos bem, ano passado vencemos duas regatas, mas tivemos uma largada escapada e este ano tudo certo”, disse Lars, que teve a companhia da esposa Renata, que dá nome ao barco, e dos sobrinhos Martine e Marco Grael, que disputaram o Sul-Americano de 49er e 49erFX durante a semana, em Buenos Aires.

 

Na outrora classe olímpica, Lars teve bom desempenho ao longo da semana. Com o parceiro Samuel, venceu uma regata, chegou em terceiro em duas, em sétimo em outras duas e descartou um 11º lugar, seu pior resultado na competição. No total, teve 21 pontos perdidos. A prata ficou com outra dupla brasileira, Marcelo Fuchs e Ronald Seifert, com 30 pontos perdidos. O bronze foi para os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi, com 31 pontos perdidos.

 

“Foi uma conquista muito importante para a minha carreira e para o Samuel, por tudo o que a vela e o Projeto Grael representam para nós. Foi um campeonato em que a média de resultados era muito importante. Começamos vencendo a primeira regata e os outros bons resultados foram importantes no final, pois tínhamos o melhor descarte. A última regata foi tensa, mas tivemos uma boa largada, com um bom posicionamento tático e desde a primeira boia éramos os possíveis campeões mundiais. Posso dizer que foi uma regata de muito cálculo estratégico. Deu tudo certo. Estamos muito felizes com este título, que é importante também para a vela brasileira”, afirmou Lars Grael.

Em 2015, Lars conquistou o bicampeonato da Bacardi Cup, feito inédito para um brasileiro. Depois vieram os títulos do Brasileiro, do 7º Distrito, do Carioca e o terceiro lugar no Sul-Americano. 

A duas semanas da Ilhabela Sailing Week, navegação já começou

Os barcos inscritos na 42ª Ilhabela Sailing Week (ISW) disputam competição de publicações no site do mais importante evento de oceano da América Latina enquanto esperam ansiosos pelo 4 de julho, dia da regata de abertura, Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil. O espaço na web é dedicado às tripulações que desejam publicar fotos de suas embarcações e compartilhar mensagens com seus adversários alimentando saudável desafio. No link http://ilhabelasw.com.br/2015/diariosdebordo/ são publicadas as postagens de cada barco e o ranking dos mais efetivos. Em seguida a divulgação é replicada no facebook da ISW.

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