fbpx

Definida equipe brasileira de vela para as olimpíadas

Depois de diversas disputas pelo mundo, a equipe que irá representar o país na vela nas olimpíadas em casa está formada. O esporte que mais deu medalha para o Brasil vai desde atletas experientes e vencedores como o bicampeão olímpico na classe Laser, Robert Scheidt, a novos nomes da vela nacional como Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs mundiais na 49erFX em 2014.

Em uma apresentação no Morro da Urca, diante da Baia de Guanabara onde será realizada a competição, os 15 atletas foram apresentados e juntos estavam presentes outros medalhistas olímpicos como os irmãos Torben e Lars Grael que farão papel de padrinhos da equipe.

“Estou muito emocionado de disputar minha sexta olimpíada na história. Estou bem fisicamente e acredito no meu potencial. Se a olimpíada não fosse em casa, talvez não teria motivação para estar aqui novamente.  Não tenho certeza se essas medalhas irão se realizar, mas temos um grande número de chances em várias classes, o que não tínhamos em outras oportunidades. A nossa preparação está bem melhor e esses próximos seis meses vamos focar bastante. ” – Conta Robert Scheidt da classe laser e o mais experiente do grupo.

“Essa é uma equipe mista de atletas experientes com o Robert, Bimba e a Fernanda e também muita gente nova com muito potencial que vai dar um bom equilíbrio a competição. O importante é eles terem uma boa condição para poder buscar um bom resultado. As aguas da baia de Guanabara não são fáceis para a equipe brasileira e o resultado pode ser imprevisível. ”- Diz Torben Grael, coordenador técnico da equipe de vela e maior medalhista do Brasil.

Equipe brasileira nas olimpíadas

Jorge Zarif, na Finn; Martine e Kahena; Patricia Freitas, na RS:X feminina; Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina; Scheidt e Fernanda Decnop, na Laser Radial; Marco Grael e Gabriel na 49er; Henrique Haddad e Bruno Bethlem na classe 470 masculina e Samuel Albrecht e Isabel Swan na Nacra 17.

 

LARS GRAEL CONQUISTA O TÍTULO DO MUNDIAL DE STAR AO LADO DE SAMUEL GONÇALVES

Dezessete anos depois do acidente em que perdeu a perna direita, o velejador Lars Grael fez história neste domingo (dia 8). Ao lado do proeiro Samuel Gonçalves, o duas vezes medalhista olímpico entrou para o rol de campeões mundiais de uma das mais prestigiosas classes da vela: a Star. Em Buenos Aires, na Argentina, Lars, aos 51 anos, pôde finalmente colocar na vela principal do barco a famosa estrela dourada da classe.

 

Ao conquistar o título do Mundial de Star, Lars se juntou a outros grandes nomes da vela brasileira e internacional: seu irmão Torben Grael, Robert Scheidt, Marcelo Ferreira, o dinamarquês Paul Elvstrøm, o americano Paul Cayard, entre outros.

 

“O Mundial era um título que eu perseguia há muitos anos. Fui bronze em 2009, quarto em 2010, em 2013 não fomos bem, ano passado vencemos duas regatas, mas tivemos uma largada escapada e este ano tudo certo”, disse Lars, que teve a companhia da esposa Renata, que dá nome ao barco, e dos sobrinhos Martine e Marco Grael, que disputaram o Sul-Americano de 49er e 49erFX durante a semana, em Buenos Aires.

 

Na outrora classe olímpica, Lars teve bom desempenho ao longo da semana. Com o parceiro Samuel, venceu uma regata, chegou em terceiro em duas, em sétimo em outras duas e descartou um 11º lugar, seu pior resultado na competição. No total, teve 21 pontos perdidos. A prata ficou com outra dupla brasileira, Marcelo Fuchs e Ronald Seifert, com 30 pontos perdidos. O bronze foi para os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi, com 31 pontos perdidos.

 

“Foi uma conquista muito importante para a minha carreira e para o Samuel, por tudo o que a vela e o Projeto Grael representam para nós. Foi um campeonato em que a média de resultados era muito importante. Começamos vencendo a primeira regata e os outros bons resultados foram importantes no final, pois tínhamos o melhor descarte. A última regata foi tensa, mas tivemos uma boa largada, com um bom posicionamento tático e desde a primeira boia éramos os possíveis campeões mundiais. Posso dizer que foi uma regata de muito cálculo estratégico. Deu tudo certo. Estamos muito felizes com este título, que é importante também para a vela brasileira”, afirmou Lars Grael.

Em 2015, Lars conquistou o bicampeonato da Bacardi Cup, feito inédito para um brasileiro. Depois vieram os títulos do Brasileiro, do 7º Distrito, do Carioca e o terceiro lugar no Sul-Americano. 

A duas semanas da Ilhabela Sailing Week, navegação já começou

Os barcos inscritos na 42ª Ilhabela Sailing Week (ISW) disputam competição de publicações no site do mais importante evento de oceano da América Latina enquanto esperam ansiosos pelo 4 de julho, dia da regata de abertura, Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil. O espaço na web é dedicado às tripulações que desejam publicar fotos de suas embarcações e compartilhar mensagens com seus adversários alimentando saudável desafio. No link http://ilhabelasw.com.br/2015/diariosdebordo/ são publicadas as postagens de cada barco e o ranking dos mais efetivos. Em seguida a divulgação é replicada no facebook da ISW.

Yacht Club Santo Amaro é sede da Taça Geraldo Peixoto

O Yacht Club Santo Amaro (YCSA) organiza neste fim de semana (7 e 8) seu primeiro evento da temporada na Represa Guarapiranga. O ano de 2015 será inaugurado com a Taça Geraldo Peixoto, ex-Taça Flotilha da Garoa, com a previsão de seis regatas, máximo de três por dia. A competição reúne barcos Optimist e 420, classes de base da vela que competem na Raia 1, destinada aos veleiros de menor porte, capazes de navegar mesmo com o nível mais baixo da represa. 

São esperadas cerca de 50 embarcações, dez da classe 420 e 40 da Optimist, entre inscrições do YCSA, outros clubes do entorno da Guarapiranga e velejadores do litoral norte de São Paulo. O Audi YCSA Sailing Team leva à raia, velejadores considerados favoritos. Na 420, a dupla Eric Belda e Rodrigo Dabus conquistou o título sul-americano em dezembro em Porto Alegre e o vice brasileiro há 15 dias em Ilhabela. André Fiuza e Stephan Kunath, terceiros em ambas as competições, também estão confirmados, assim como Olivia Belda e Marina Arndt, melhor dupla feminina no Brasileiro. 

Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina tem início com disputas da regata longa

Uma quarta-feira de chuva e ventos rondados. Foi assim que começou a disputa do 26º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, nessa quarta-feira (4), em Jurerê. E logo no primeiro dia a Comissão realizou as disputas da regata longa, o que exigiu ainda mais dos velejadores das classes ORC, BRA-RGS, C30 e HPE25. Após a largada, o vento sueste com intensidade de 08 a 10 nós (aproximadamente 18km/h) e permaneceu dessa maneira até o final das disputas.

As Classes ORC e C30 fizeram o percurso mais longo de todas as regatas, conhecido como Grande Triângulo. Após largarem em frente à Sede Oceânica do Iate Clube de Santa Catarina, em Jurerê, as embarcações seguiram rumo a Ilha do Arvoredo, passando antes pela Ilha do Francês, e em seguida rumaram em direção à Ilha do Mata Fome, retornando a Jurerê. Essa regata é disputada desde a primeira edição do Circuito Oceânico, disputado em 1980, e tem aproximadamente 34 milhas náuticas.

Tagged sob

Florianópolis sedia o Circuito Oceânico a partir de hoje

A longa espera chegou ao fim. A partir dessa quarta-feira, 4, até o próximo sábado, 7, aproximadamente 200 velejadores disputam o 26º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina. O evento é a principal competição de vela oceânica catarinense e nessa edição contará com cerca de 30 equipes de cinco estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, além das embarcações do estado.

“O Circuito Oceânico é o maior evento do gênero para nós aqui do Iate Clube de Santa Catarina. Estamos sempre de portas abertas para todo país e nesse ano teremos velejadores do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além dos catarinenses. O apoio da Mitsubishi Motors também foi fundamental para que pudéssemos retomar essa grande competição. Nossa raia é considerada uma das melhores do Brasil, não só por questão de ventos e condições, mas também pela limpeza, e nossa expectativa é fazer um grande evento”, disse Alexandre Back, Comodoro do Iate Clube de Santa Catarina. “O Circuito Oceânico é de grande tradição e os velejadores que estão aqui têm o prazer de desfrutar um pouco da cidade. Alguns trazem família para acompanhar a competição e também para aproveitar as belezas da nossa cidade”, concluiu.

Martine Grael e Kahena Kunze são medalha de bronze na etapa de Miami, da Copa do Mundo de Vela

As campeãs mundiais Martine Grael e Kahena Kunze abriram a temporada 2015 subindo ao pódio e conquistando a medalha de bronze na etapa de Miami, da Copa do Mundo de Vela. As neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech ficaram com a medalha de ouro na classe 49FX com 129 pontos seguidas das italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich 162, e das brasileiras com 165. 

Na medal race, disputada neste sábado (31/01), Martine e Kahena terminaram na segunda colocação atrás da dupla italiana. Dez duplas classificaram-se para a regata final e 40 participaram da classe 49FX. Mais de 800 velejadores, 599 barcos de 63 nações disputaram a competição. A próxima etapa da Copa da Mundo de Vela será a partir de 20 de abril, em Hyeres, na França.

Robert Scheidt encerra Copa do Mundo em Miami em sexto lugar

"Foi um dia em que nada deu certo", assim Robert Scheidt definiu o último dia de disputa da classe Laser na Copa do Mundo em Miami, neste sábado (31). O multicampeão entrou na medal race mais agressivo, para brigar por mais um pódio na competição, mas pagou pela ousadia com uma punição por largar escapado e terminou em sexto lugar na classificação geral. O campeão foi o alemão Philipp Buhl.

Depois da primeira fase consistente, Scheidt sofreu com os ventos fracos e rondados, condição climática favorável aos velejadores menos técnicos, transformando a raia em loteria. "Tirando o Nick Thompson e o Philipp Buhl, foi uma competição com pontuação altíssima. Todos tivemos dificuldades com o vento muito variável, o que não ajuda atletas mais conservadores como eu", analisou o brasileiro, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star. "No geral foi uma semana irregular para mim, pois comecei muito bem e fui caindo."

Regatas desta sexta definem destino de Scheidt na Copa do Mundo em Miami

Robert Scheidt antecipará o clima de decisão da Copa do Mundo em Miami, para esta sexta-feira (30). As últimas regatas da fase final da competição podem confirmar ou descartar as chances de pódio do multicampeão, seis pontos atrás do terceiro colocado, o australiano Matthew Wearn. Os dez melhores velejadores brigam pelo título no sábado (31), na medal race, prova mais curta, disputada próxima da praia em Biscayne Bay e com pontuação dobrada. 

A disputa desta sexta-feira reúne pelo menos cinco medalhistas em Mundiais ou Olimpíadas. Além de Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star, o cipriota Pavlos Kontides foi vice-campeão mundial da Laser em 2013 e vice-campeão olímpico em 2012. O líder em Miami, Nick Thompson, tem no currículo a prata no Mundial de 2011 e o bronze em 2014, enquanto o vice-líder Philipp Buhl foi bronze no Mundial de 2013. Terceiro colocado, Matthew Wearn tem como melhor resultado a prata no Mundial de Laser Radial de 2012. 

Scheidt cai para a terceira posição em dia difícil na Copa do Mundo em Miami

O vento foi o protagonista no início da fase final da Copa do Mundo em Miami. Muito rondado, com variações de até 20 graus em poucos minutos, atrapalhou as estratégias dos velejadores mais técnicos e equilibrou a disputa. Após encerrar a etapa classificatória com um primeiro lugar, Robert Scheidt fez 27º e 17º nas regatas desta quarta-feira (28), e caiu para a terceira posição geral. Seis pontos atrás do australiano Matthew Wearn, novo líder da competição, segue na disputa pelo pódio.

"Infelizmente, não consegui 'ler' bem o vento e prever o que iria acontecer. A primeira prova foi a mais difícil, não tive um bom desempenho", lamentou Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star. "Fiz uma boa largada na segunda regata, mas as condições estavam desfavoráveis, com o vento variando demais e fui perdendo posições."

Assinar este feed RSS