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Redação

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Neptunus XIII e Danadão entre os campeões da 53ª Taça Rei Olav

Com a presença de 39 barcos, foram definidos, neste domingo, os campeões da 53ª edição da Taça Rei Olav, evento realizado nas águas da Baía de Guanabara e ilhas próximas, no Rio de Janeiro e Niterói, com sede e organização no Iate Clube do Rio de Janeiro, na Urca.

O evento é um dos mais tradicionais do cenário carioca e nacional da vela oceânica, *com supervisão da ABVO, Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, *sendo os campeões definidos nas classes ORC, IRC e BRA RGS (A e B) com a disputa de três regatas, uma no sábado,dia 17, e mais duas neste domingo com disputas primeiro em regata Barla-Sota e na sequência com Regata de Percurso partindo do Morro da Viúva, passando pela Boa Viagem, em Niterói, depois a boia sul da Diretoria de Hidrografia e Navegação (Marinha do Brasil), e voltando ao Morro da Viúva.

Na classe ORC o barco Neptunus XIII foi o campeão somando uma vitória no sábado e dois segundos lugares no domingo ficando um ponto a frente do Sorsa III que venceu uma das regatas de domingo. 

"A gente está feliz pois foi a estreia do barco. Tínhamos um barco HPE 30 com Neptunus HP que é tradição do meu pai ser fita azul (primeiro a cruzar a linha de chegada) e um HPE30 não tem condições de ser fita azul e pra mim era meio frustrante e sempre quis ter um barco maior e um Soto 40 é um barco que briga pela fita azul. Por mais que não tenhamos sido fita azul brigamos o tempo todo com o Sorsa ganhamos deles no tempo corrigido. Legal que resgata a tradição do meu pai de ficar na frente. Decidimos correr a regata na terça-feira e foi correria pra emitir certificado, juntar tripulante,consegui manter boa parte da tripulação que tínhamos no outro barco, consegui trazer um pessoal que estava de fora pois o outro eram 6 e esse são 10 pessoas. São vários benefícios que esse barco traz além dos já citados, ainda tem mais espaço para levar família, ainda estamos um degrau atrás do Crioula 29 e o barco do Eduardo Souza Ramos (Krishna Pajero)", disse André Mirsky, comandante do barco que planeja disputar eventos em Niterói além do Circuito Rio e a Preben Schmidt e Neptunus no fim de ano. André Mirsky é filho de Sérgio Mirsky um dos precursores da vela do Brasil e maior fita azul da história do país* na vela de oceano. *André já competiu em eventos mundiais incluindo a Volvo Ocean Race no barco Brasil I em 2005.

Na classe IRC, o barco Danadão comandado por Guilherme Raffare, conquistou o título somando um terceiro lugar e uma vitória no domingo. O barco ficou a frente do Manga Wiki e do Tangará II, do medalhista olímpico Lars Grael, que pela primeira vez competiu na classe. O barco de Lars venceu a segunda regata, mas ficou em sétimo na final.

Maurício Santa Cruz, pentacampeão mundial, sendo quatro vezes na J-24 e mais uma na Snipe, e bicampeão Pan-Americano em 2007 e 2011, é um dos destaques na tripulação do Danadão e comemorou o resultado positivo: "Uma semana muito difícil, vento terral,*variando muito, velejamos bem na última regata e conseguimos a vitória. O vento foi acabando e conseguimos chegar e o restante ficou parado, parte tática foi fundamental, *nas manobras a tripulação foi muito bem, ajudou a montar um bom desempenho", disse Maurício que destacou o ano positivo do Danadão que foi campeão Brasileiro IRC ABVO em Búzios (RJ) , vencedor da Taça Comodoro, da Regata de Aniversário de 99 anos do ICRJ e segundo lugar na Semana de Vela de Ilhabela (SP). O barco é o segundo no ranking da Copa Brasil 2019 atrás apenas do santista Rudá: "É o primeiro ano do projeto, cada vez vamos melhorando, desenvolvendo novas coisas, vela, para o próximo ano queremos melhorar ainda mais, o futuro da vela mundial hoje é o IRC, nossa ideia é velejar o Mundial ano que vem em Rhode Island, Newport, nos Estados Unidos". O Danadão disputará o Circuito Rio e o Rolex em Punta del Este, no Uruguai ainda nesta temporada.

Melhores barcos de 2018 são premiados

A cerimônia de premiação da Taça Rei Olav contou com a presença de Haakon Lorentzen, que competiu em seu barco, o Duma (terminou em 5º na ORC). Haakon é neto do Rei Olav que dá nome a competição criada em 1967 em sua homenagem. Ele foi medalhista de Ouro em 1928 em Amsterdã, na Holanda, e disputou a regata em 1968 em uma visita ao Rio de Janeiro. Olav V foi Rei da Noruega de 1957 até 1991, um dos mais populares do país nórdico. Genro do Rei Olav,  Erling Lorentzen, empresário norueguês radicado no Rio de Janeiro, se destacou no barco Saga, um dos mais competitivos e vencedores da competição. 

"Tivemos o Saga I, II e III, este nome significa histórias dos vikings que descobriram a Islândia que era verde e Groenlândia que era branca fez história tirando 2º  nas Bermudas em 1972 e depois 
ganhando a Fast em 1973. Muito feliz em poder competir de novo e ano que vem meu pai Erling estará aqui", disse Haakon.

A cerimônia, regada à cerveja, pizza e salgados e muita animação, teve a premiação da Copa Brasil 2018 da ABVO com o barco do ano para o Bravíssimo IV de Luciano Secchin, do Espírito Santo, vencedor na classe ORC. O Maestrale ficou em segundo lugar seguido pelo gaúcho Crioula 29. 

"Muito bom poder levantar o título aqui, esse ano está difícil, estamos com barco novo, mas quem sabe conseguimos acertar de novo para 2020, fazer a base", disse Luciano que em 2019 compete com o +Bravíssimo. Na classe IRC o título ficou com o barco de Santos, o Rudá, seguido por dois outros da cidade, o Asbav IV e o Asbar II. Na classe BRA-RGS o primeiro ficou com o Zeus seguido pelo Dorf e pelo Sargaço. Na classe Clássicos título para o Madrugada e quatro empatados em segundo lugar, o Aires III, Kamaiura, Vendetta  e o Brazuca.

RELAÇÃO DOS CAMPEÕES TAÇA REI OLAV 

ORC

1 Neptunus XIII 5,00 
2 Sorsa III  6,00 
3 Santa Fé V 9,00 
4 Bicho Grilo 13,00 
5 Duma 14,00 
6 Maestrale 16,00 
7 Miragem 22,00 
8 Vesper / Fire & Forget 24,00 
9 Avanti 26,00 
10 Samurai Rio 33,00   

IRC

1 Danadão 6,00 
2 Manga Wiki 11,00 
3 Tangará II 13,00 
4 The Punisher 14,00 
5 Klimax 17,00 
6 Tahiti Nui 18,00 
7 Esculacho 25,00 
8 Lady Milla 25,00 
9 Ah Moleque 25,00 
10 Minna I 30,00 
11 Saravah 32,00 
12 Dacha 6 34,00  

BRA RGS A

1 Cristalino 4,00 
2 Mano's Chopp 6,00 
3 Loren C 9,00 
4 No Brainer 12,00 

BRA RGS B

1 Faca Amolada 8,00 
2 Aquarius 9,00 
3 DORF 11,00 
4 Eurus 16,00 
5 Pioneiro 23,00 
6 Kha raka  24,00 
7 Sirius 29,00 
8 CL DURF 33,00 
9 Carcara 33,00 
10 Mergulhão 34,00 
11 Sal da Terra  36,00 
12 Marreco 39,00 
13 Blue Moon 42,00  

  • Publicado em Vela

CBV e clubes definem datas de início e formato da próxima edição da Superliga

Os 24 clubes participantes da Superliga 2019/2020 e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) definiram juntos em reuniões realizadas em São Paulo (SP) diretrizes para a próxima temporada. Entre as definições, a data de início da competição em ambos os naipes. O masculino começará no dia 9 de novembro e o feminino no dia 12 do mesmo mês. A tabela oficial e completa será divulgada em breve, após ajustes com as equipes e televisão.

Houve alteração no formato dos playoffs, tanto no masculino quanto no feminino, que agora serão disputados em série melhores de três jogos, inclusive na final em ambos os naipes.   O mando de quadra para o masculino seguirá com os clubes que estarão na disputa pelo título, enquanto no feminino o mando voltará a ser da CBV.

Os seguintes clubes participarão da competição no masculino: EMS Taubaté Funvic (SP), Sesi-SP, Sada Cruzeiro (MG), Sesc-RJ, Vôlei Renata (SP), Fiat/Minas (MG), Vôlei UM Itapetininga (SP), São Francisco Vôlei/RP (SP), Denk Academy/Maringá Vôlei (PR), América Vôlei (MG), Botafogo (RJ) e Apan-Blumenau (SC).

No feminino, as equipes participantes serão: Itambé/Minas (MG), Dentil/Praia Clube (MG), Sesi Vôlei Bauru (SP), Osasco/Audax (SP), Sesc-RJ, Fluminense (RJ), Curitiba Vôlei (PR), São Paulo FC/Barueri (SP), Pinheiros (SP), São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP), Vôlei Valinhos (SP) e Flamengo (RJ).

O superintendente de competições quadras da CBV, Renato D´Avila, destacou a participação de grandes nomes da modalidade em mais uma edição da Superliga. O dirigente também chamou atenção para o fato da cidade do Rio de Janeiro voltar a ser protagonista no alto rendimento do voleibol.

“Nós esperamos uma competição equilibrada e com alto nível de voleibol, já que contamos com diversos atletas medalhistas olímpicos e com serviços prestados à seleção brasileira. Esta temporada é especial por anteceder a disputa de mais uma edição de Jogos Olímpicos. Além disso é bom ver a retomada do voleibol em lugares como o Rio de Janeiro que contará com cinco clubes entre o masculino e o feminino. Santa Catarina também retorna ao cenário nacional entre os homens com a tradicional equipe de Blumenau. Enfim, desejamos mais uma edição de sucesso de nossa principal competição nacional”, comentou D’Avila.

Nas reuniões em São Paulo ainda houve definições em outras competições do calendário do próximo ano. A Supercopa feminina acontecerá no dia 1 de novembro e a masculina no dia 06 do mesmo mês.  A fase final da Copa Brasil masculina será realizada nos dias 24 e 25 de janeiro, enquanto a da feminina acontecerá nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. As sedes das competições serão divulgadas em breve.

  • Publicado em Vôlei

Altobeli Silva conquista o sexto ouro do atletismo no Pan

O Brasil conquistou mais três medalhas neste sábado (10/8) no torneio de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru. Ganhou ouro com Altobeli Santos da Silva, nos 3.000 m com obstáculos, prata com Augusto Dutra, no salto com vara, e bronze como Eduardo de Deus, nos 110 m com barreiras.

Com a campanha deste sábado, a Seleção Brasileira soma 16 medalhas (seis de ouro, seis de prata e quatro de bronze), superando a campanha de Toronto 2015, quando o Brasil conseguiu 13 pódios (2 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze).

O paulista Altobeli (Pinheiros) conquistou a sexta medalha de ouro do Brasil de forma indiscutível. O corredor, que já havia conquistado a medalha de prata nos 5.000 m, venceu os 3.000 m com obstáculos, com 8:30.73, liderando a prova de ponta a ponta.

“Estou muito feliz. Parece que estava correndo no Brasil, de tanto apoio da torcida. Puxei o tempo todo, na frente”, comentou o atleta, nascido em Catanduva, a 3 de dezembro de 1990. “Recebi orientações do meu técnico, mas durante a prova você tem de fazer opções. É uma emoção única ganhar um ouro. Treinei muito, com o meu técnico Clodoaldo Lopes do Carmo, e fiz minha preparação final no CNDA, da CBAt, em Bragança Paulista. Os 3.000 m com obstáculos são a minha melhor prova, sabia dos resultados de meus adversários e sabia que tinha de ir para cima.”

O colombiano Carlos Andrés San Martin terminou com medalha de prata, com 8:32.24, seguido do peruano Mario Alfonso Bazan, com 8:32.34.

No salto com vara, o paulista Augusto Dutra (Pinheiros) confirmou a boa fase da temporada para levar a medalha de prata, com 5,71 m. Ele buscou até a última tentativa melhorar o resultado, mas não conseguiu. O ouro ficou com o norte-americano Christopher Nilsen, com 5,76 m. O bronze foi para Clayton Fritsch, também dos Estados Unidos, com 5,61 m. Já o campeão olímpico Thiago Braz terminou na quarta colocação, com 5,51 m.

Em sua primeira participação no Pan, Augusto Dutra levou a prata. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

“Estou feliz com o pódio no meu primeiro Pan. Queria o ouro, que me escapou por muito pouco. Estou acertando a corrida e as varas em função do Mundial de Doha. Estou usando uma vara diferente, que pode me levar mais alto, e em algumas tentativas acelerei muito antes da hora.”

Thiago Braz, recordista olímpico e sul-americano com 6,03 m, deixou o estádio com “uma sensação ruim”. “Competi com 20 passadas, já pensando no Mundial de Doha, mas não consegui encaixar a corrida. Vamos tentar acertar tudo até o Mundial, no final de setembro.”

Nos 110 m com barreiras, Eduardo de Deus (Orcampi Unimed) conquistou a medalha de bronze, com 13.48 (1.8). Já o favorito Gabriel Constantino bateu na sexta barreira e caiu, quando liderava a prova. Saiu do estádio em cadeiras de rodas para o departamento médico.

Eduardo dos Santos saiu com o bronze nos 110m com barreiras. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

“O objetivo era o pódio duplo, mas infelizmente o Gabriel caiu. Não gostei de meu tempo. A medalha, porém, é ótima, tive de me jogar na chegada. A minha saída não é boa, faço muita força do meio para o fim da prova. Treino muito para superar a deficiência”, comentou o atleta de 23 anos, que treina com Katsuhico Nakaya.

Shane Brathwaite, de Barbados, garantiu a primeira medalha de ouro de seu país na competição, com 13.31, e o norte-americano Freddie Crittemden conquistou a prata, com 13.32.

Outra contusão de atleta ocorreu no salto triplo, com Alexsandro Melo, que sentiu dores no pé direito, depois do segundo salto. Após a terceira tentativa, o atleta conhecido como Bolt abandonou a prova, ficando em oitavo lugar, com 16,23 m (-2.0).

“Ele teve uma entorse no tornozelo”, confirmou o médico André Guerreiro. Tanto Bolt como Gabriel Constantino iriam passar por avaliações na Vila Pan-Americana.

Almir Cunha dos Santos, o Almir Junior, vice-campeão mundial indoor 2018, sentiu falta de ritmo, depois de uma contusão sofrida em Estocolmo, na Suécia, terminando em quarto lugar. “Só me resta pedir desculpas. Trabalhei muito, me dediquei muito, tive todo o apoio, mas não consegui acertar os saltos”, disse, quase chorando.

O pódio teve o norte-americano Omar Craddock como campeão, com 17,42 m (-0.4), e os cubanos Jordan Diaz, com 17,38 m (0.1) e Andy Diaz, com 16,83 m (-0.5).

No lançamento do martelo, Mariana Grazielly Marcelino terminou em quarto lugar, com 66.15. “Estou feliz porque trouxe o nome do Brasil para o Pan-Americano no martelo. O objetivo era tentar quebrar o meu recorde brasileiro e ficar entre as cinco primeiras. Não consegui o recorde, mas terminei em quarto”, lembrou a catarinense de 27 anos.

O pódio foi formado pelas norte-americanas Gwendolyn Berry (74,62 m) e Brooke Andersen (71,07 m) e pela venezuelana Rosa Rodrigues (69,48 m).

Outro quarto lugar foi obtido nos 3.000 m com obstáculos, com Tatiane Raquel da Silva, com 9:56.19. Simone Ponte Ferraz terminou em oitavo, com 10:11.04. O pódio teve a canadense Lynn Lalonde (9:41.45), recorde do Pan-Americano, a norte-americano Marisa Howard (9:43.78) e a argentina Belem Casseta (9:44.46).

Os Jogos Pan-Americanos de Lima terminam neste domingo (11/8), com a disputa das duas provas dos 50 km em marcha atlética, reunindo três brasileiros: Caio Bonfim, prata nos 20 km, e Elianay Santana e Viviane Santana Lyra.

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Brasil garante três ouros e uma prata nesta sexta-feira no Pan de Lima

O Brasil teve uma sexta-feira (9/8) muito especial no torneio de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Estádio de La Videna, no Peru. A equipe terminou o dia com nada menos do que três medalhas de ouro e uma de prata, vencendo nos revezamentos 4 x100 m masculino e feminino e nos 10.000 m masculino. Vitória Rosa foi a segunda nos 200 m.

Com o resultado, a Seleção soma 13 medalhas (cinco de ouro, cinco de prata e três de bronze), superando a campanha de Toronto 2015, quando o Brasil conseguiu também 13 pódios (2 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze). A equipe tem mais chances de ganhar medalhas neste sábado e domingo.

4x100m repetiu a dose e trouxe o ouro para o Brasil. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

O desempenho do 4x100 m masculino, campeão no Mundial de Revezamentos de Yokohama, no Japão, em maio, já era esperado. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Henrique Vides, Derick Souza e Paulo André Camilo de Oliveira, venceu com 38.27, superando Trinidad & Tobago, com 38.46, e os Estados Unidos, com 38.79.

“Foi um honra abrir a prova de um time campeão”, disse Rodrigo. “A gente vem treinando muito e mesmo com as condições climáticas adversas conseguindo outro bom resultado”, lembrou Jorge Vides. “Temos um grupo muito unido, desde 2015, quando cheguei junto com o Paulo André”, comentou Derick. “Nós somos competitivos e o nosso segredo é a nossa união. Nosso objetivo é chegar na Olimpíada de Tóquio com a força de ser campeão”, completou Paulo André.

No revezamento 4x100 m feminino, as meninas não deram chance para ninguém. Andressa Moreira Fidelis, Vitória Rosa, Lorraine Martins e Rosangela Santos completaram a prova em 43.04, deixando o Canadá em segundo lugar, com 43.37, e os Estados Unidos em terceiro, com 48.79. “Foi uma prova sensacional. Todas nós demos o melhor e o resultado saiu”, vibrou Andressa. “Não foi fácil. Tive de refazer o aquecimento, mas graças a Deus tudo deu certo”, disse Vitória Rosa, que já havia ganhado a prata nos 200 m.

Time feminino venceu com sobras também. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Rosangela Santos admitiu que sentiu medo, depois de lembrar do quarto lugar de Toronto. “É horrível quando você é passada. Eu só pedia, senhor, me ajuda. Tudo que passei esse ano, no ano passado. As meninas me acolheram com tanto carinho e era muito possível repetir a vitória de 2011”, completou a atleta, chorando bastante.

Já nos 10.000 m, Ederson Vilela Pereira (Pinheiros) conquistou a medalha de ouro, numa prova muito disputada. Ele completou as 25 voltas na pista, em 28:27.47, numa maneira surpreendente. Nos 5.000 m, ele esteve sempre entre os primeiros e terminou em sétimo lugar, com 13:58.72.

“Fiz uma corrida tática. Sabia da força dos meus adversários, mas corri concentrado. Este é apenas o começo. Olhei várias vezes a prova pelo telão no estádio. Estou feliz por contribuir com mais uma medalha para a delegação do Brasil”, falou Ederson, nascido em Caçapava, no interior de São Paulo, de 29 anos.

O norte-americano Reid Buchanan ficou com a prata, com 28:27.47, recorde pessoal, seguido de Lawi Lalang, também dos Estados Unidos, com 28:31.75.

Segundo o técnico Cláudio Castilho, Ederson já está no processo de migração para a maratona. “Ele deve correr uma maratona, provavelmente em outubro na Europa. O objetivo é conseguir o índice olímpico”, comentou.

Depois de competir no revezamento, Vitória Rosa conseguiu a prata nos 200m rasos. Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Vitória Rosa, ouro no 4x100, prata nos 200 m e bronze nos 100 m, fez outra exibição excepcional ao completar a final dos 200 m, em 22.62 (-0.1), seu recorde pessoal, reafirmando índice para o Mundial e para os Jogos de Tóquio 2020. A campeã foi a jamaicana Shelly-Ann Fraser, com 22.43, novo recorde pan-americano. Tynia Baither, de Bahamas, ficou com o bronze, com 22.76.

“Estou muito contente com o resultado e só tenho a agradecer ao meu técnico Katsuhico Nakaya, e agora quero evoluir mais até o Mundial de Doha. Tinha consciência de que poderia ter feito mais, mas já estava feliz com a marca de quinta-feira. Mas agora estou mais feliz ainda porque foram dois resultados consecutivos”.

Outras finais

No salto em altura, Fernando Ferreira ficou perto do pódio ao terminar em quarto lugar, com 2,26 m, o melhor resultado do ano. O cubano Luis Enrique Zayas levou o ouro, com 2,30 m, seguido do canadense Michael Mason, com 2,28 m, e do mexicano Roberto Vilches, com 2,26 m.

No lançamento do dardo, Laila Ferrer terminou na quinta colocação, com 59,15 m, enquanto Rafaela Gonçalves ficou na 12ª posição, com 50,59 m. Ouro ficou com a norte-americana Kara Wingers (64,92 m), seguida da canadense Elizabeth Leadle (63,30 m) e da americana Ariana Ince.com 62,32 m. 

Nos 1.500 m feminino, July Ferreira terminou em oitavo lugar, com 4:19.25. O pódio foi formado pela norte-americana Dominique Sahitz, com 4:07.14. A jamaicana Asisha Praught ficou em segundo, com 4:08.26, e a americana ficou em terceiro, com 4:08.26.
Nas semifinais dos 110 m com barreiras, os brasileiros Gabriel Constantino e Eduardo dos Santos Rodrigues passaram para a final deste sábado (10/8), a partir das 16:40. Gabriel, recordista sul-americano, obteve o melhor tempo das semifinais, com 13.42 (-0.5), enquanto Eduardo ficou em terceiro em sua série, com 13.63 (-0.9).

 

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