Duplas brasileiras começam bem no Circuito Mundial

Três das cinco duplas brasileiras do torneio masculino já conquistaram vaga nas oitavas de final nesta quinta-feira (18.05), na etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial 2017. Alison/Bruno Schmidt (ES/DF), Álvaro Filho/Saymon (PB/MS) e Pedro Solberg/Guto (RJ) venceram dois jogos seguidos e avançam às oitavas.

Já Evandro/André Stein (RJ/ES) e Oscar/Hevaldo (RJ/CE) perderam na estreia, mas seguem com chances de avançar no torneio. Nesta sexta-feira (19.05) ocorrem os jogos do complemento da fase de grupos, da repescagem e das oitavas de final do torneio masculino. Tudo com entrada franca na arena de tênis do Parque Olímpico.

Alison e Bruno (ES/DF) venceram dois jogos em sets diretos, contra israelenses e italianos, conquistando a liderança do grupo B. Após as vitórias, o ‘Mamute’ comentou a evolução da parceria, que vem do título do SuperPraia e vice no Circuito Brasileiro.

"Estamos bem motivados desde o início do ano e começando a atingir o ponto esperado. O jogo está saindo, sendo que a nossa meta é o Campeonato Mundial, no final de julho. Tivemos jogos difíceis, mas fizemos a tarefa de casa, fechando o dia com duas vitórias. Vamos esperar o nosso adversário de amanhã, estudar, e buscar fazer mais uma boa partida".

Pedro Solberg e Guto (RJ) também tiveram dois bons jogos, superando os austríacos Winter e Seidl, e os poloneses Prudel/Kujawiak, ambos em sets diretos, e liderando no grupo E. "Foi um bom começo, mas o que a gente fez hoje não serve para amanhã. A batalha é dura e vamos manter a concentração ao máximo", analisou Pedro Solberg.

Outra dupla 100% na competição e a dos atuais campeões brasileiros Álvaro Filho e Saymon (PB/MS). Eles conquistaram vitórias sobre os franceses Krou/Aye, por 2 sets a 1, e em sets diretos sobre os norte-americanos Hyden/Doherty. Vaga antecipada às oitavas e liderança do grupo A para a parceria formada no meio de 2016.

"Tivemos uma estreia difícil, mas conseguimos mudar a estratégia e vencer. Estamos buscando sempre dar força um ao outro e ouvir nossa comissão técnica. O evento está muito bonito, estamos jogando com alegria", declarou Saymon.

Oscar e Hevaldo (RJ/CE), que perderam na estreia para os campeões mundiais de 2013, os holandeses Brouwer e Meeuwsen, por 2 sets a 1, encaram nesta sexta os canadenses Plantinga e O’Gorman em busca da terceira colocação no grupo D e vaga na repescagem.

Mesma situação vivem Evandro e André Stein (RJ/ES), que caíram para os austríacos Huber e Horl por 2 a 0 na estreia. Eles duelam nesta sexta contra Fijalek e Bryl pelo terceiro lugar da chave C e para avançarem à repescagem, seguindo em busca de medalhas.

 

Feminino:

das seis equipes femininas na disputa, quatro largaram com duas vitórias e vaga direto às oitavas de final. Outros dois times terão que jogar a repescagem, mas seguem na briga. Todos os jogos ocorrem nesta sexta-feira (19.05), na arena de tênis do Parque Olímpico, com entrada franca.

Os adversários das duplas brasileiras serão conhecidos na noite desta quinta. Ágatha/Duda (PR/SE), Bárbara Seixas/Fernanda Berti (RJ), Elize Maia/Taiana (ES/CE) e Larissa/Talita (PA/AL) terminaram em primeiro nas suas chaves, vencendo dois jogos consecutivos. Juliana/Carol Solberg (CE/RJ) e Lili/Josi (ES/SC) disputam a repescagem.

Larissa e Talita (PA/AL) conseguiram a classificação ao vencerem na estreia as japonesas Ishii/Murakami por 2 sets a 0 (21/7, 21/14), em 30 minutos. Horas depois, nova vitória, agora sobre as norte-americanas Lane/Fendrick, também por 2 a 0 (21/16, 21/12), em 28 minutos, garantindo a liderança do grupo A.

"No primeiro jogo, contra o Japão, enfrentamos um time de estatura baixa, que defende muito. Depois, contra as americanas, enfrentamos um bloqueio forte, mas conseguimos impor o nosso ritmo de jogo e vencer bem", analisou Larissa.

"Jogamos com a atmosfera olímpica, em outros ares. Copacabana é berço do vôlei de praia, onde estamos acostumados a jogar, mas aqui está bacana. Foi um dia bom, fechamos o dia felizes", completou Talita após o segundo triunfo do dia.

Bárbara Seixas e Fernanda Berti conquistaram o primeiro lugar do grupo E ao superarem duas duplas em sets diretos: as norte-americanas Day/Hochevar (21/12, 21/18), em 40 minutos, e as russas Ukolova/Barsuk (21/15, 21/19), em 34 minutos. As atletas fizeram uma análise e comemoraram terem uma partida a menos para estudar e descansar.

"Estamos preocupadas em tentar executar o que nós temos treinados. Independente de resultado ou não, e nós queremos ganhar sempre, óbvio, é importante aplicar bem o que temos trabalhado. E temos trabalhado muito, com muito empenho", destacou Bárbara.

"Ficamos um pouco mais pressionadas no segundo set, elas estiveram em vantagem por um tempo, mas tivemos foco e nunca deixamos o placar abrir demais. Bárbara conseguiu ótimas defesas no final da segunda parcial, nos ajudamos muito para sair com a vitória", disse Berti.

Ágatha e Duda (PR/SE) tiveram dois jogos difíceis, contra duplas rodadas no tour internacional. No primeiro desafio do dia, vitória por 2 sets a 0 (21/15, 21/16) sobre as holandesas Van Iersel e Flier, em 33 minutos. No ‘jogo dos vencedores’, valendo a liderança do grupo D, triunfo por 2 sets a 1 (21/19, 19/21, 15/10), em 46 minutos, sobre Bieneck/Schneider, da Alemanha.

"Pegamos dois times diferentes. As holandesas têm enorme potencial físico, um bom bloqueio. As alemãs, um volume absurdo de jogo. A gente já esperava uma partida difícil. A areia está bem fofa, perfeita. Acredito que isso esteja causando dificuldades para os times de fora. No segundo jogo ventou bastante e essa é a nossa realidade. Estamos acostumadas a lidar com esse tio de dificuldade", destacou a paranaense.

Quem também largou com 100% foi a dupla Elize Maia e Taiana (ES/CE). Elas superaram as alemãs Glenzke e Grossner por 2 sets a 0 (21/15, 21/13), em 33 minutos, e as suíças Betschart/Huberli por 2 sets a 1 (21/12, 17/21, 10/15), em 41 minutos de duração. A vaga em primeiro na chave H foi comemorada por Taiana.

"O grande segredo foi que buscamos alternativas, buscamos mudar quando a segunda partida ficou difícil. Mostrou o leão que temos dentro de nós, poder de reação. E a força da torcida foi excelente, todo mundo começou a torcer por nós, familiares, amigos. A quadra externa virou um caldeirão e foi um sentimento muito bom de estar em casa".

Juliana e Carolina Solberg (CE/RJ) fizeram dois grandes jogos, mas no segundo, valendo a liderança da chave, foram superadas pelas campeãs olímpicas Laura Ludwig e Kira Walkenhorst, da Alemanha, em um tie-break muito disputado (14/21, 21/19, 20/18), em 52 minutos. Com isso terão que jogar a repescagem, assim como Lili e Josi (ES/SC), que venceram uma dupla ucraniana, mas acabaram derrotadas por um time alemão.

CIRCUITO MUNDIAL: Atletas revelam expectativa por atuar em arena olímpica apoiados pela torcida

O conforto e a estrutura de uma arena olímpica estarão disponíveis aos atletas que disputam a partir de quarta-feira (17.05) a etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial de vôlei de praia. Os jogos acontecem na arena de tênis do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, com comodidades e quadras montadas com areia de alta qualidade para o melhor espetáculo.

A operação de montagem durou cerca de uma semana. A quadra principal, dentro da arena de tênis, precisou apenas de alguns ajustes, já que havia sido montada em fevereiro para a disputa do ‘Gigantes da Praia’. Já as cinco quadras externas (três para partidas e duas para aquecimento) foram construídas na última semana, ao lado da arena.

"Já joguei duas vezes em uma quadra de tênis: em Cincinnati, nos EUA, e em Umag, na Croácia no Mundial Sub-21. Foram experiências muito boas. A estrutura é excelente, fica tudo fácil. Espero que o Rio seja tão bom quanto e que os cariocas lotem a arena. Façam um grande espetáculo e mostrem para o mundo porque o Brasil também é o país do vôlei", disse Guto, que completou sobre o fato de jogar uma etapa em sua cidade.

"Jogar em casa sempre é diferente. Acho que chega a dar um frio na barriga (risos). Além de ter os amigos e familiares por perto, temos toda a torcida a nosso favor. Pode ser um peso, uma pressão, mas vou tentar levar tudo isso de uma forma positiva como um terceiro jogador em quadra me empurrando", completou o parceiro de Pedro Solberg.

Além de comportar mais de sete mil pessoas na arena central, o Centro Olímpico dispõe de uma grande área para food trucks, acessibilidade para deficientes físicos, dezenas de sanitários e ótima visão das quadras. Torcedores da área gold também têm disponíveis estacionamento ao lado do complexo e buffet, no sábado (20.05) e domingo (21.05).

"Estou muito animada, adoro jogar no Rio de Janeiro, e agora voltando ao Circuito Mundial. E vai ser bacana também porque durante os Jogos eu nem tive a oportunidade de conhecer o Parque Olímpico. Tinha acabado de ter dado à luz ao Salvador. Finalmente vou poder conhecer, vai ser bacana", destacou Carol Solberg.

Ao todo foram utilizadas mais de 1.700 toneladas de areia, que criaram o ambiente perfeito para a disputa. Tudo, porém, com tecnologia e estudo, evitando danificar o piso original. Três camadas de lona de alta resistência cobrem o espaço que recebe a areia, evitando atrito.

O sistema de escoamento também foi vedado com mantas impermeáveis para evitar que chuva ou vento levem areia aos dutos, garantindo a conservação. Uma equipe de dez pessoas trabalhou na manutenção da quadra central e montagem das quadras externas.

"A arena é muito imponente, bonita, com estrutura de vestiários, salas para relaxar. Vai ser um clima diferente do que estamos acostumados. A possibilidade de ter mais torcedores, um público maior do que normalmente caberia em uma arena na praia, é interessante. Queremos apresentar um bom voleibol para o público", disse Talita.

Pelo Circuito Mundial, será a primeira vez que uma etapa brasileira é disputada em uma arena de tênis. Utilizar arenas multiuso, porém, é algo que já acontece nos eventos internacionais. Etapas tradicionais em Praga, Hamburgo e Roma já foram realizadas em locais normalmente destinados ao tênis ou outras modalidades esportivas.

Alison e Bruno são tetracampeões em Niterói

Na disputa entre os medalhistas de ouro olímpico de 2016, Alison e Bruno e dos campeões antecipados do circuito nacional Álvaro e Saymon, deu os campeões dourados numa partida muito emocionante e disputada que acabou 2 a 0 em Niterói.  O público lotou a arena e deu o maior apoio aos jogadores que deram show na quadra.

"Eu cheguei a lembrar por alguns segundos do Galvão (Bueno) narrando a final da Copa de 94. É muito gratificante jogar um torneio assim, e ver o alto nível do voleibol apresentado por todos os participantes. Um dia eu fui o mais novo em quadra, agora eu sou a referência. Antes eu me inspirava no Ricardo e no Fábio Luiz, hoje o Saymon e outros mais novos olham para mim do mesmo jeito. É uma realização, olho para trás e vejo que cada sacrifício valeu a pena. Todas as dificuldades que tivemos na carreira também nos deram força. As pessoas nos perguntam porque continuamos e eu digo que continuamos por momentos como o de hoje em que a gente representa o nosso país e leva alegria às pessoas. Jogar voleibol é a melhor coisa que eu faço", disse Alison sobre sua vitória.

Alison levanta mais uma bola para Bruno. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Bruno não pensa muito diferente de Alison. Inclusive ele considera um dos melhores torneios do circuito este de Niterói.

“Uma vitória traz sempre muito satisfação para a dupla e para toda a equipe. Eu entro em qualquer torneio para ganhar e não importa o tamanho do torneio. Esse público de Niterói é muito especial! Esse é um dos torneios mais glamorosos que tem e competir aqui com esse visual que parece torneio de tela. ” – Conta Bruno.

Mesmo tendo o título em mãos, Álvaro e Saymon venderam caro a derrota, mas já saíram pensando no circuito mundial que vem pela frente.

“Ficamos felizes que estamos desempenhando um bom voleibol e conseguimos ter uma boa temporada tendo conseguido o título antecipado. Estamos agora entusiasmados em continuar treinando para representar nosso país no circuito mundial” – Finaliza Álvaro

O Jogo

O primeiro set foi de extremo equilíbrio com nenhuma das duas equipes abrindo frente. Somente quando Saymon errou seu saque no 14 a 14 e numa boa sequência de pontos de Alison e Bruno é que eles conseguiram abrir 3 pontos à frente. Álvaro ainda conseguiu diminuir um pouco a diferença para um ponto, mas num rally sensacional, Alison botou a bola no chão e no ponto seguinte, Bruno confirmou o set fechando em 21 a 19 e abrindo 1 a 0.

O enredo do segundo set, foi igual e teve pequenas viradas, mas o empate persistia até o final do set quando marcava 20 a 20. Num ponto de Bruno e numa bola fora de Saymon, Alison/Bruno fecharam o set por 22 a 20 e 2 a 0 no placar levantando o título pela quarta vez.

 Bruno passa mais uma bola pro outro lado. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Alison/Bruno seguirão treinando e de 17 a 21 de maio estarão participando da primeira etapa do circuito mundial no Parque Olímpico.  

“A nossa expectativa é a melhor possível, o pessoal nos cobra e com razão que qundo a dupla Alison e Bruno entram em quadra para que a gente faça o nosso melhor. Voltar a Barra, no circuito mundial, tenho certeza que a torcida será nosso terceiro jogador em casa. ” – Finaliza Alison.

 

Ágatha e Duda são campeãs

Ágatha e Duda foram campeãs no torneio feminino do superpraia. A dupla que foi formada no início do ano venceu por dois sets a zero a dupla Maria Elisa e Carol que saiu de um torneio na China e veio direto participar do torneio que está acontecendo na praia de Icaraí em Niterói.

Este é o terceiro título seguido de Ágatha na competição. Em 2015 e 2016, então com sua dupla Barbara, ela havia vencido o torneio. Ela que foi medalhista olímpica em 2016.

"Eu não fiquei pensando nisso, de que poderia ser tricampeã. O meu foco era ser campeã com a Duda. Eu parabenizei a Maria Elisa e a Carol pelo resultado delas, pois vieram do outro lado do mundo direto para o torneio e isso não é fácil. Elas venderam caro a derrota, foi um jogo bonito. Estamos muito unidas com nossa comissão técnica, todos se dedicam ao máximo desde o primeiro dia em que começamos o trabalho. Somos uma equipe formada por pessoas de diversas partes do Brasil, com culturas diferentes, passamos por vários altos e baixos, com ideias diferentes, mas com um objetivo comum, que é a vitória. E é essa mistura e mais a doação que todos fazem para o bem do time que conseguimos os bons resultados", comentou Ágatha.

Jogo foi dois sets a zero. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Do outro lado da quadra, a experiente Maria Elisa comemorou a prata ao lado de Carol Horta. As duas chegaram pela primeira vez em uma final juntas.

"Estou muito feliz com esse resultado. Para nós chegarmos em segundo, significa que outras duplas muito boas ficaram para trás. Eu valorizo muito este pódio com a Carol, espero que seja o primeiro de muitos. É a primeira final dela e estou orgulhosa do que realizamos. Quero dedicar isso ao meu noivo Paulo e minha família, que sabem o quanto eu sofri para voltar ao pódio. Agradeço aos meus fisioterapeutas Odir e Marquinho que fizeram um grande trabalho para eu estar aqui com 100% de condições", contou Maria.

O Jogo

O primeiro set, Ágatha/Duda tomaram logo à frente no placar. Sem muitas dificuldades, abriram alguns pontos de vantagem o suficiente para fechar o set em 21 a 17 e abrir 1 a 0.

Ágatha se concentra para mais um saque. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Já no segundo, o início foi bem equilibrado com Carol/Maria Elisa vendendo caro cada ponto, até uma sequência de bolas fora que fizeram Ágatha/Duda abrirem uma boa vantagem e não pararam mais de pontuar.  Fecharam a partida com 21 a 14 e venceram o torneio.

Disputa na rede foi intensa. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Ágatha e Duda jogarão no mês de maio no Parque Olímpico a primeira etapa do Circuito Mundial. “Estamos motivadas para esse torneio e já tivemos uma noção do que é jogar por lá. Estamos já com uma vantagem e vamos aproveitar” – Finaliza Ágatha.

Alison/Bruno e Álvaro/Saymon vencem e disputam final do SUPERPRAIA

Na chave masculina do torneio, Alison/Bruno, a dupla medalha de ouro nas olimpíadas do Rio e Álvaro/Saymon a dupla campeã por antecipação do circuito brasileiro decidirá amanhã quem será o campeão do Superpraia, torneio que está sendo realizado em Niterói em jogo que será realizado as 10h deste domingo.

Mamute e Mágico tiveram um pouco de trabalho para derrotar a dupla Evandro e André. No primeiro set, eles venceram por 21 a 17 e já no segundo, com ótimos bloqueios de Evandro, foram derrotados 21 a 15 com a partida indo pro tie break. Já no set decisivo, Alison chegou a cair batendo na rede e precisou de atendimento médico. O que poderia ser o fim do jogo, se tornou motivo para continuar forte e fechar o jogo por 15 a 10 e avançando para final.

Álvaro e Saymon enfrentam Alison e Bruno na final amanhã. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Já no outro jogo, Alvaro/Saymon encararam a dupla George e Thiago e não tiveram muitas dificuldades em avançar, vencendo por 2 sets a 0 com duas parciais de 21 a 18.

Ágatha/Duda e Maria Elisa/Carol decidem SUPERPRAIA

Duas partidas com enredos parecidos. Assim foi as semifinais femininas do Superpraia, torneio que está acontecendo na praia de Icaraí em Niterói com as melhores duplas do Brasil. Em dois jogos decididos no tie break, Ágatha/ Duda e Maria Elisa/Carol venceram as semifinais no tie-break e decidem mais tarde o título da competição.

Ágatha e Duda tiveram dificuldade diante da dupla Ana Patricia e Rebecca. Elas saíram atrás no placar no primeiro set perdendo por 21 a 16 diante de um bom jogo das adversárias e tiveram que tirar um coelho da cartola para garantir um lugar na final. A virada foi no segundo set quando elas devolveram o mesmo placar de 21 a 16 e no terceiro foram arrasadoras abrindo uma boa diferença no placar no início do set e apenas administraram fechando o jogo em 15 a 8.

Com ótima atuação, Ágatha é a única no feminino que pode ser campeã outra vez. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

“É uma dupla nova que vem dar muito trabalho e mostraram isso. Tenho certeza que elas ainda vão dar muitas alegrias para o Brasil. Estou feliz com essa vitória e o carimbo para mais uma final” – Conta Ágatha sobre a vitória.

Já na outra partida, o enredo parecia ser o mesmo para Larissa e Talita, mas não foi o que acabou acontecendo. Numa partida muito mais equilibrada, Maria Elisa e Carol venceram o primeiro set apertado por 21 a 19 e no segundo perderam por 21 a 18. No set decisivo, Larissa e Talita saíram na frente abrindo 2 a 0 e acabaram tomando uma virada e buscaram no placar. O set seguiu muito equilibrado e a decisão ficou numa bola fora de Talita e sacramentaram a derrota por 2 sets a 1.

Maria Elisa e Carol enfrentam Ágatha e Duda na final depois das 18hrs. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

“O público de Niterói está de parabéns. Não é fácil jogar diante das medalhistas olímpicas e acreditamos em nós mesmas para chegar a essa decisão. Agora é descansar e nos preparar para a final logo mais tarde. ” – Diz Maria Elisa sobre a vitória.

A final do Superpraia feminino está prevista para logo após a decisão do terceiro lugar entre Ana Patricia/Rebecca e Larissa Talita prevista para as 18hrs.

 

Semifinais definidas em Niterói em dia de Maria Elisa

Especial. Este é o adjetivo perfeito para classificar o Superpraia na temporada do Circuito Brasileiro. A edição 2017, que acontece em Niterói (RJ), teve as semifinais do torneio feminino definidas nesta sexta-feira (28.04). Três das quatro duplas mais bem ranqueadas avançaram para a fase decisiva. Larissa/Talita (PA/AL), Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE) e Ágatha/Duda (PR/SE) entraram em quadra apenas uma vez, pelas quartas de final, e conseguiram manter a invencibilidade na competição. A dupla Maria Elisa e Carol Horta (PE/CE) completam a lista das semifinalistas.

As semifinais estão marcadas para a manhã deste sábado (29.04), a partir das 10h40. Ágatha/Duda (PR/SE) enfrenta Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE), e na sequência é a vez de Larissa/Talita (PA/AL) entrar em quadra contra Maria Elisa/Carol Horta (PE/CE).

Formada no início de janeiro deste ano, a parceria entre Maria Elisa e Carol Horta (PE/CE) ainda carecia de bons resultados para indicar que as duas seguiam no rumo certo. E o bom desempenho na etapa de Xiamen (CHN) do Circuito Mundial, quando chegaram na quarta posição no último domingo (23.04), foi o divisor de águas. No Superpraia, elas alcançaram a primeira semifinal juntas em um evento nacional. Nesta sexta-feira a dupla venceu Val/Ângela (RJ/DF) na repescagem (2x0 - 21/19 e 21/19), e passou por Taiana/Elize Maia (2x0 - 21/17 e 21/15), e conseguiu a classificação inédita. Emocionada, Maria Elisa confessou que já cogitava encerrar a carreira, mas que a escolha da nova parceira foi um combustível especial para continuar a jogar.

"A palavra é superação. A minha escolha de continuar jogando valeu a pena. A escolha de ter a Carol como parceira valeu a pena. Jogar com quem você admira é muito bom, e ver o potencial dela é muito bom. Em Vitória ficamos em último, e em seguida fomos para a China e conseguimos chegar à semifinal, fomos sem equipe, só nós duas e jogamos do jeito que esperávamos quando formamos o time. Aqui em Niterói apresentamos este mesmo voleibol que nos levou longe na China. Mantivemos uma regularidade que me deixou feliz. Quando você joga com uma jogadora mais nova é isso que tem que passar e buscar, essa regularidade. Estou feliz com tudo que está acontecendo, por saber que ainda estou jogando em alto nível. E vencer um time como esse, do jeito que vencemos, me motiva a jogar por mais dez anos", contou Maria.

Outra dupla que faz a segunda semifinal seguida é a formada por duas jovens atletas. Ana Patrícia e Rebecca foram vice-campeãs da etapa Open de Vitória (ES), nona e última parada do Circuito Brasileiro 2016/2017. Para conseguirem passar das quartas de final elas precisaram enfrentar as adversárias Juliana e Carol Solberg (CE/RJ), e os percalços de um evento ao ar livre. Com falta de luz natural na quadra dois, a partida foi suspensa na metade do segundo set, e recomeçou na quadra central. No entanto, isso não atrapalhou a mineira e a cearense que venceram por 2x0 (21/15 e 21/17).

"Viemos de algumas etapas ficando em quinto, mas isso faz parte do início de um trabalho. Tínhamos que passar por isso. Em Vitória conseguimos sentir o gostinho de passar para a semifinal, e isso nos motivou. Chegamos aqui com vontade de chegar novamente à semifinal, buscar o pódio. Tivemos que superar algumas adversidades nas quartas de final, mas não nos afetou e conseguimos a vitória. Temos que superar isso e seguir em frente", comemorou Rebecca.

 

Torneio masculino

Vice-campeões no Open de Vitória (ES), nona e última etapa do Circuito Brasileiro Vôlei de Praia 2016/2017, no início de abril, Alison e Bruno chegaram a Niterói como segunda dupla do ranking nacional, mas com o status de serem os únicos campeões do Superpraia, que acontece desde 2014. Depois de vencer a segunda partida do dia, contra Léo Gomes/Ferramenta (RJ), Bruno Schmidt destacou o planejamento feito por eles para chegarem nas melhores condições justamente nesta época.

"A gente leva muito a sério competições como essa. Não me ligo muito no que ficou para trás, foi muito bom, mas o que passou, passou. Nosso planejamento foi feito para chegarmos nesta altura da temporada em boas condições técnicas e físicas, que também casa com o início do Circuito Mundial. Fizemos uma parada no fim do ano passado e foi muito bom para mim, fiquei zerado de contusões e incômodos. Agradeço o apoio das pessoas que vêm até aqui para nos ver jogar, isso nos motiva", contou o campeão olímpico, que ainda comentou sobre a nova oportunidade de jogar numa arena utilizada na Rio 2016.

"Queremos jogar o Circuito Mundial da melhor maneira possível. Temos um orgulho enorme de representar o nosso país. E a etapa aqui no Rio de Janeiro será especial. A arena é sensacional, é um palco que qualquer atleta gostaria de jogar, tivemos um gostinho de ver como é quando jogamos o Desafio de Gigantes em fevereiro, vai ser muito bacana. E queremos usar o Superpraia para catapultar a gente para lá", disse Bruno sobre a etapa do Circuito Mundial a ser realizada no Rio de Janeiro (RJ) entre os dias 17 e 21 de maio no Parque Olímpico.

Além dos atuais tricampeões do Superpraia, outras três duplas também mantiveram a invencibilidade e se classificaram de forma direta às quartas de final: Evandro/André (RJ/ES), Thiago/George (SC/PB) e os campeões do Circuito Brasileiro 2016/2017 Álvaro Filho/Saymon (PB/MS). Ao final da partida em que conseguiu o segundo triunfo do dia, Álvaro falou sobre o impacto do título nacional na parceria e a responsabilidade que é manter-se entre os melhores.

"Alison e Bruno são inspirações para mim e para o Saymon. Nós estamos buscando escrever nossa própria história, e temos admiração pelo que eles já fizeram. O nível do vôlei de praia no Brasil está alto e quem ganha com isso é o esporte. A gente trabalha para jogarmos sempre em nossa melhor forma. Eu fico muito feliz por ter sido campeão brasileiro, e me motiva a trabalhar mais. Já percebo que as outras duplas estudam mais ainda na hora de jogar contra o nosso time e isso mostra a nossa evolução", disse Álvaro.

Outros oito times duelam pela repescagem na manhã deste sábado (29.04), a partir das 9h, em busca das quatro vagas restantes nas quartas. Os confrontos serão: Léo Gomes/Ferramenta (RJ) x Márcio Gaudie/Jeremy (RJ), Pedro Rezende/Felipe Cavazin (PB/PR) x Luciano/Harley (ES/DF), Pedro Solberg/Guto (RJ) x Bruno/Fernandão (AM/ES) e Hevaldo/Oscar (CE/RJ) x Jô/Vítor Felipe (PB).

Duplas mais bem ranqueadas confirmam favoritismo na estreia em Niterói

Em um dia sem sol, mas com muita emoção, a praia de Icaraí, em Niterói (RJ), foi o palco em que as principais estrelas femininas do vôlei de praia brasileiro entrarão em ação. Nesta quinta-feira (27.04) teve início o Superpraia 2017, evento que encerra a temporada nacional 2016/2017 da modalidade. E, neste primeiro dia de ação, apenas as mulheres entraram em quadra.

As quatro duplas que lideram o ranking do país confirmaram o favoritismo. Larissa/Talita (PA/AL), Ágatha/Duda (PR/SE), Taiana/Elize Maia (CE/ES) e Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE) garantiram classificação direta às quartas de final do torneio, com duas vitórias cada. A cearense Taiana, que conquistou o título da primeira edição do Superpraia em 2014, justamente superando a atual parceira, comemorou o bom desempenho.

"É um grande prazer para mim estar no rol de campeãs deste torneio, uma honra. Nossa dupla começou bem, estamos sempre buscando evoluir nosso conjunto. No primeiro jogo (contra Érica Freitas e Neide) fizemos tudo que havíamos planejado. Já no segundo jogo (contra Val e Ângela) enfrentamos uma dupla mais experiente e soubemos ter a clareza e a tranquilidade para definirmos nos momentos importantes. Agora vamos subindo um degrau de cada vez", contou Taiana que ainda explicou que o nível da competição em Niterói também serve como preparação para o Circuito Mundial, que já em maio, entre os dias 17 e 21, terá etapa no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ).

"O Circuito Mundial vai começar realmente agora para a gente. Estamos mais bem preparadas técnica, física e mentalmente, e o Superpraia é um torneio muito difícil. Aqui poderemos mensurar o quanto estamos preparadas e o que precisaremos melhorar. É um preparatório para o Mundial, temos muitas duplas firmes na mesma busca, temos que conquistar um passo de cada vez", completou a cearense.

Em parceria ainda recente com a bicampeã do Superpraia Ágatha, a jovem Duda aproveita a experiência da companheira para também chegar ao lugar mais alto do pódio.

"É prazeroso jogar com a Ágatha. Ela já venceu duas vezes o Superpraia, espero ajudá-la a vencer pela terceira vez, mas temos duplas muito boas aqui. Estamos trabalhando muito para dar sempre o melhor da gente, especialmente aqui neste torneio que é o mais importante do Circuito Brasileiro. Estudamos bastante as nossas adversárias. Nesta última partida precisei correr muito, pois a Ágatha amortecia no bloqueio e eu ia atrás para não deixar a bola cair", disse Duda, ainda ofegante após o segundo triunfo do dia.

A repescagem, que acontece no final da manhã desta sexta-feira (28.04), terá os seguintes jogos: Rachel/Izabel (RJ/PA) x Lili/Josi (ES/SC); Juliana/Carol (CE/RJ) x Érica Freitas/Neide (MG/AL); Val/Ângela (RJ/DF) x Maria Elisa/Carol Horta (PE/CE); e Renata/Thati (RJ/PB) x Tainá/Victória (SE/MS). Antes, às 8h, terá início a disputa do torneio masculino do Superpraia.

Quatro duplas deram adeus ao torneio já na fase de grupos, por terem perdido dois jogos seguidos. São elas Andrezza/Vivian (AM/PA), Semírames/Luiza Amélia (SP/CE), Rafaela/Flávia Moura (PA/RJ) e Fabrine/Carol Won-Held (BA/RJ).

Criado na temporada 2013/2014, o Superpraia possui premiação dobrada em relação às demais etapas do Circuito Brasileiro. Os campeões nos dois naipes recebem R$ 79,9 mil e a competição conta com uma festa para eleger os destaques da temporada. Serão oito categorias técnicas, decididas pelos atletas e treinadores (levantamento, recepção, bloqueio, saque, defesa, ataque, atleta que mais evoluiu e melhor jogador) e uma votação popular, que elegerá o ‘craque da galera’.

Niterói recebe as melhores duplas da temporada 2016/2017

Presente dez temporadas do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Niterói (RJ) será o placo do evento que encerra o ciclo nacional 2016/2017. A quarta edição do Superpraia acontece entre os dias 27 e 30 de abril na praia de Icaraí, às margens da Baía de Guanabara, e reunirá as melhores duplas brasileiras da modalidade (16 de cada gênero - sendo 14 pelo ranking e duas por convite), em busca do troféu de campeão. O evento ainda contará com a festa que premiará os destaques do ano.

Pela primeira vez a competição terá quatro dias de duração, com o início do torneio feminino na quinta-feira (27.04), e o masculino na sexta-feira (28.04). A apaixonada torcida niteroiense poderá ver de perto as feras da modalidade, entre eles 12 atletas olímpicos, incluindo todos os que estiveram na Rio 2016, além das duplas campeãs do tour nacional da temporada atual: Álvaro Filho/Saymon (PB/MS) e Larissa/Talia (PA/AL).

Os atletas também terão um atrativo especial. O Superpraia possui premiação dobrada em relação às demais etapas do Circuito Brasileiro. Os campeões nos dois naipes recebem R$ 79,9 mil e a competição conta com uma festa para eleger os destaques da temporada. Serão oito categorias técnicas, decididas pelos atletas e treinadores (levantamento, recepção, bloqueio, saque, defesa, ataque, atleta que mais evoluiu e melhor jogador) e uma votação popular, que elegerá o ‘craque da galera’, com votação no site: http://voleidepraia.cbv.com.br/craque-da-galera

No histórico da competição, que é realizada desde 2014, os campeões olímpicos Alison e Bruno Schmidt (ES/DF) dominam entre os homens e ficaram no topo do pódio em todas as edições. No feminino, a primeira edição, em Salvador (BA), em 2014, Taiana e Talita venceram, enquanto nos dois anos seguintes, em Maceió (AL) e João Pessoa (PB), Ágatha e Bárbara foram bicampeãs.

Estão inscritos no naipe masculino Álvaro Filho/Saymon (PB/MS), Alison/Bruno Schmidt (ES/DF), Pedro Solberg/Guto (RJ), André/Evandro (ES/RJ), Hevaldo/Oscar (CE/RJ), Thiago/George (SC/PB), Léo Gomes/Ferramenta (RJ), Vitor Felipe/Jô (PB), Pedro/Felipe Cavazin (PB/PR), Benjamin/Moisés (MS/BA), Bruno/Fernandão (AM/ES), Márcio Gaudie/Jeremy (RJ), Averaldo/Léo Vieira (TO/DF), Eduardo Davi/Arthur Lanci (PR), Gilmário/Bernardo Lima (PB/CE) e Luciano/Harley (ES/DF).

No naipe feminino estão inscritas as duplas Larissa/Talita (PA/AL), Ágatha/Duda (PR/SE), Taiana/Elize Maia (CE/ES), Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE), Juliana/Carol Solberg (CE/RJ), Bárbara Seixas/Fernanda Berti (RJ), Val/Ângela (RJ/DF), Lili/Josi (ES/SC), Tainá/Victoria (SE/MS), Renata/Thati (RJ/PB), Rachel/Izabel (RJ/PA), Semírames/Luiza Amélia (SP/CE), Maria Elisa/Carol Horta (PE/CE), Andrezza/Vivian (AM/PA), Érica Freitas/Neide (MG/AL) e Flávia/Rafaela (RJ/PA).

SISTEMA DE DISPUTA
O Superpraia será realizado em quatro dias, com apenas disputas femininas no primeiro dia (27.04), com a fase de grupos. Na sexta-feira (28.04), é a vez da estreia masculina e repescagem (Round 1) e quartas de final femininas. No sábado (29.04) serão disputadas a repescagem (Round 1), quartas de final e semifinais masculinas, enquanto entre as mulheres é o dia de semifinais e a decisão por medalhas. O domingo (30.04) sedia as disputas de bronze e a final masculina. 

Os primeiros colocados de cada grupo - nos dois naipes - avançam direto às quartas de final, enquanto segundos e terceiros de cada chave disputam o Round 1 (repescagem). Os vencedores das quartas avançam às semifinais.

Larissa e Talita calaram arena em Aracaju, levam ouro e quebram marca

A festa estava montada para a dona da casa, mas Larissa e Talita (PA/AL) não deram chances e calaram a arena em Aracaju (SE). As tricampeãs brasileiras superaram na manhã deste domingo (19.03) a paranaense Ágatha e a sergipana Duda por 2 sets a 0 (21/16, 21/17), em 37 minutos, ficando com o ouro da 8ª etapa da temporada do Circuito Brasileiro Open. É o terceiro título em série do time, todos justamente contra Ágatha e Duda.

O bronze da etapa ficou com Fernanda Berti e Bárbara Seixas (RJ/PR), que subiram ao pódio pela primeira vez desde que firmaram parceria, em setembro do ano passado. Elas venceram Juliana e Carolina Solberg (CE/RJ) por 2 sets a 0 (24/22, 25/23), em 56 minutos de jogo. Os duelos contaram com lotação máxima na arena montada na Praia de Atalaia e transmissão ao vivo no canal SporTV 2 das finais dos dois naipes.

O ouro fez com que Larissa e Talita chegassem ao 17º título de etapa brasileira, agora o quarto time com mais vitórias no tour. Elas ultrapassaram as medalhistas olímpicas Adriana Samuel e Mônica Rodrigues, prata em Atlanta-1996, que venceram 16 vezes etapas na carreira. Adriana Behar e Shelda lideram com impressionantes 67 conquistas. Talita comemorou o bom momento do time e a nova marca alcançada em Aracaju.

"Estou muito feliz, acho que nosso time continua no caminho certo desde que nos juntamos. Sempre jogando juntas. São números bonitos, fruto de muito trabalho nesses três anos juntas. E são quatro finais contra o mesmo time, isso é reflexo do bom momento, de como elas estão crescendo como dupla. Isso faz com que a gente entre muito focada, que queria mais, evitando cometer erros", disse Talita, que completou.

"Já perdi etapas em casa, sei como é isso. Já fui derrotada, até mesmo pela Ágatha. Sei como é o sentimento. Mas isso é especial no esporte. Jogar contra a torcida, a favor. E eles fizeram uma festa linda, não desrespeitaram ninguém, só deram muito carinho para a Duda. É preciso saber lidar com isso, ter cabeça boa para se manter concentrada no jogo".

Na final, Larissa e Talita foram extremamente eficientes (cometeram apenas cinco erros, contra 19 de Ágatha e Duda) e dominaram, nunca ficando mais que um ponto atrás no placar. Elas chegam ao quinto título em oito etapas disputadas, tendo vencido também em Campo Grande (MS), Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Maceió (AL).

Quem também comemorou foi Bárbara Seixas, que elogiou a capacidade de virada da dupla na disputa do bronze. A dupla formada meses atrás havia perdido a disputa pelo terceiro lugar nas duas etapas passadas e agora consegue dar mais um passo.

"Começamos num ritmo mais lento, mas o lado bom foi que soubemos superar essa desvantagem durante a partida, virar o jogo. Conseguimos aproveitar melhor os contra-ataques no final do primeiro e do segundo sets. Somos um time novo e as derrotas ensinam, nas oportunidades que não vencemos, ganhamos base para crescermos como time. E agora conseguimos usar a nosso favor, fico feliz por essa medalha ter chegado", disse a carioca.

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