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Brasil com todos na terceira fase em Margaret River

Pela segunda vez na temporada 2019, todos os treze brasileiros chegaram na terceira fase em etapas do World Surf League Championship Tour. Os que tinham ficado em último lugar na rodada inicial do Margaret River Pro, aproveitaram a segunda chance de classificação nas primeiras eliminatórias desta quarta etapa na Austrália. Silvana Lima passou em segundo lugar na primeira bateria do dia e perdeu depois para a californiana Courtney Conlogue nas oitavas de final iniciadas na sexta-feira, mas Tatiana Weston-Webb ganhou a segunda. Entre os homens, Willian Cardoso e Yago Dora passaram juntos e Caio Ibelli avançou com Kelly Slater fazendo os recordes do dia em Western Australia.

As previsões indicam que as ondas vão subir para 12-15 pés no sábado e a expectativa é de que a terceira fase aconteça em The Box, que só quebra quando o mar está grande em Margaret River. Na sexta-feira, as primeiras baterias eliminatórias rolaram em boas ondas de 4-6 pés em Main Break. A cearense Silvana Lima despachou a australiana Mia McCarthy na primeira bateria do dia, vencida pela francesa Johanne Defay.

Depois da segunda fase feminina, começou a dos homens e as meninas voltaram ao mar para disputar as oitavas de final, até a quinta bateria. Silvana Lima entrou na primeira novamente e só conseguiu surfar uma onda. Foi até melhor do que as duas computadas pela norte-americana e valeu 5,83. Courtney Conlogue somou duas para ganhar por 11,44 a 6,33 a primeira vaga para as quartas de final, deixando a cearense em nono lugar no Margaret River Pro.

Na disputa seguinte, a gaúcha Tatiana Weston-Webb despachou a recordista absoluta da primeira fase, Coco Ho, também por uma larga vantagem de 12,50 a 6,30 pontos da havaiana. Tatiana vai enfrentar Courtney Conlogue na batalha pela primeira vaga nas semifinais e a segunda será entre outra californiana, Caroline Marks, que fez os recordes do dia, e a australiana Sally Fitzgibbons. A havaiana Carissa Moore também passou para as quartas de final na bateria que fechou a sexta-feira e os outros três duelos das oitavas ficaram para abrir o próximo dia.

BRASIL 100% - A repescagem masculina começou com um confronto 100% australiano e o mais bem colocado no ranking, Wade Carmichael, foi eliminado por Jack Robinson e Jack Freestone. Robinson estava no Chile para competir nas duas etapas seguidas do WSL Qualifying Series com status QS 3000 e cancelou sua participação no Maui and Sons Arica Pro Tour nos tubos de El Gringo, quando foi informado do convite para Margaret River, onde ele mora. Não chegou a tempo de disputar sua primeira bateria, mas aproveitou a segunda chance e será o adversário de Filipe Toledo na terceira fase.

Os brasileiros disputaram as duas últimas baterias e todos passaram. Yago Dora completou um aéreo-reverse incrível, perfeito, que valeu nota 8,33, para vencer a que tinha dois catarinenses. A briga pela segunda vaga foi intensa e Willian Cardoso massacrou sua última onda para tirar nota 7,17 e superar o português Frederico Morais por 13,77 a 13,46 pontos. Willian defende o título desta etapa de Margaret River, que no ano passado foi encerrada em Uluwatu, na Indonésia, onde conquistou sua primeira vitória em etapas do CT.

No confronto seguinte, o paulista Caio Ibelli largou na frente com notas 6,33 e 7,50 nas primeiras ondas que surfou. Mas, o onze vezes campeão mundial Kelly Slater deu um show, atacando as direitas de Main Break com muita força, invertendo a direção da prancha para abrir grandes leques de água e fazer os recordes do dia, 16,50 pontos com notas 8,43 e 8,07. Caio Ibelli passou em segundo com 14,40, contra 13,93 do australiano Adrian Buchan, eliminado em último lugar no Margaret River Pro esse ano.

TERCEIRA FASE -  Caio está substituindo o contundido Adriano de Souza neste início de temporada e formou a única bateria 100% brasileira da terceira fase do Margaret River Pro, com o bicampeão mundial Gabriel Medina. Eles vão disputar a quinta vaga para as oitavas de final e essa batalha já começa com dois brasileiros abrindo a terceira fase. O potiguar Italo Ferreira está na primeira bateria com o australiano Soli Bailey e o catarinense Yago Dora na segunda com o taitiano Michel Bourez.

Logo após o duelo brasileiro, entra Willian Cardoso para defender o título do Margaret River Pro contra o renovado Kelly Slater, pelo surfe que mostrou na sexta-feira. Depois, tem duas séries de três baterias seguidas com participação brasileira, começando na oitava com Jessé Mendes contra o norte-americano Conner Coffin, antes de Filipe Toledo enfrentar o convidado australiano Jack Robinson, que é local de Margaret River. O cearense Michael Rodrigues fecha essa primeira série com o havaiano Seth Moniz.

A outra inicia pelo potiguar Jadson André na 13.a bateria, contra o vice-campeão mundial Julian Wilson. O paranaense Peterson Crisanto entra na 14.a com o francês Joan Duru e o paulista Deivid Silva na 15.a e penúltima da terceira fase com o australiano Ryan Callinan. Quem perder nesta terceira fase, marca 1.045 pontos no ranking e recebe 14.100 dólares pelo 17.o lugar no Margaret River Pro. Os que passarem para as oitavas de final, já garantem um mínimo de 2.610 pontos e 18.000 dólares.

O Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e a primeira chamada do sábado será as 7h30 na Austrália, 20h30 da sexta-feira no Brasil.

 

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final e Derrota=17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

1.a: Italo Ferreira (BRA) x Soli Bailey (AUS)

2.a: Michel Bourez (TAH) x Yago Dora (BRA)

3.a: John John Florence (HAV) x Jack Freestone (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) x Sebastian Zietz (HAV)

5.a: Gabriel Medina (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

6.a: Willian Cardoso (BRA) x Kelly Slater (EUA)

7.a: Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

8.a: Conner Coffin (EUA) x Jessé Mendes (BRA)

9.a: Filipe Toledo (BRA) x Jack Robinson (AUS)

10: Michael Rodrigues (BRA) x Seth Moniz (HAV)

11: Owen Wright (AUS) x Ezekiel Lau (HAV)

12: Kolohe Andino (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)

13: Julian Wilson (AUS) x Jadson André (BRA)

14: Peterson Crisanto (BRA) x Joan Duru (FRA)

15: Ryan Callinan (AUS) x Deivid Silva (BRA)

16: Kanoa Igarashi (JPN) x Ricardo Christie (NZL)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

-------realizada até a 5.a bateria na sexta-feira:

6.a: Malia Manuel (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Lakey Peterson (EUA) x Nikki Van Dijk (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

2.a: Caroline Marks (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV) x vencedora da 6.a oitava de final

4.a: vencedoras da 7.a e 8.a baterias das oitavas de final

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM MARGARET RIVER:

SEGUNDA FASE – 3.o=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: 1-Jack Robinson (AUS)=12.60, 2-Jack Freestone (AUS)=10.83, 3-Wade Carmichael (AUS)=10.67

2.a: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=15.34, 2-Michel Bourez (TAH)=13.00, 3-Jacob Willcox (AUS)=11.23

3.a: 1-Yago Dora (BRA)=14.66, 2-Willian Cardoso (BRA)=13.77, 3-Frederico Morais (PRT)=13.46

4.a: 1-Caio Ibelli (BRA)=16.50, 2-Kelly Slater (EUA)=14.40, 3-Adrian Buchan (AUS)=13.93

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: 1-Johanne Defay (FRA)=13.10, 2-Silvana Lima (BRA)=12.40, 3-Mia McCarthy (AUS)=9.13

2.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=12.40, 2-Bronte Macaulay (AUS)=11.00, 3-Macy Callaghan (AUS)=9.00

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

-------baterias que fecharam a sexta-feira:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) 11.44 x 6.33 Silvana Lima (BRA)

2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 12.50 x 6.30 Coco Ho (HAV)

3.a: Caroline Marks (EUA) 17.60 x 11.10 Paige Hareb (NZL)

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.10 x 9.20 Johanne Defay (FRA)

5.a: Carissa Moore (HAV) 14.34 x 8.17 Keely Andrew (AUS)

-------ficaram para abrir o próximo dia:

6.a: Malia Manuel (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Lakey Peterson (EUA) x Nikki Van Dijk (AUS)

John John Florence vence Filipe Toledo na decisão do Rip Curl Pro Bells Beach

O havaiano John John Florence conseguiu parar a incrível série de dez vitórias brasileiras nas últimas onze etapas do World Surf League Championship Tour, no mar clássico do sábado de praia lotada em Bells Beach, na Austrália. E ainda tirou a lycra amarela do Jeep Leaderboard do Italo Ferreira, ao vencer a decisão com Filipe Toledo no Rip Curl Pro Bells Beach. Filipe foi o terceiro brasileiro a disputar o título da etapa mais tradicional do Circuito Mundial nos três últimos anos e não tinha perdido nenhuma das sete finais da sua carreira no CT. Ele tentou a vitória até os segundos finais, quando surfou sua última onda, porém não conseguiu a nota que precisava e o havaiano badalou o sino do troféu de campeão em Bells Beach. O próximo desafio é na Indonésia, de 13 a 25 de maio nas direitas de Keramas, na ilha de Bali.

“Eu me sinto abençoado por estar na final de um evento tão histórico, em ondas como essas, perfeitas. Acho que todo mundo queria estar na final surfando essas ondas”, disse Filipe Toledo. “Foi incrível estar lá fora competindo com um dos melhores surfistas do mundo. O John John (Florence) já me pegou duas vezes e estou de olho nele (risos). Parabéns ao John, Courtney (Conlogue), Malia (Manuel) e a todos, que se saíram muito bem. Foi muito legal assistir o evento estes últimos dias. Eu finalmente consegui surfar bem em Bells Beach, com boas ondas, então estou feliz, foi muito divertido”.

A bateria final foi marcada por longos intervalos entre as séries, com poucas oportunidades para surfar, então a escolha das melhores ondas ganhou peso decisivo. Filipe Toledo pegou a primeira e surfou bem, finalizando muito forte na junção para largar na frente com nota 6,50. John John Florence falha na sua primeira onda, errando o layback que vinha arrancando grandes notas dos juízes. Na outra série que entrou, o havaiano pega uma onda que abre para fazer mais manobras, todavia erra o layback na junção novamente e recebe 4,50.

Filipe pega uma onda maior, com mais pontos críticos para atacar e faz isso com força e velocidade para ganhar 7,33 e abrir 9,33 pontos de vantagem. Só que ainda faltavam 26 minutos para terminar a bateria. John John pega uma intermediária, era pequena, mas conseguiu fazer sua melhor onda na primeira metade da bateria. Com a nota 6,67 recebida, passou a precisar de 7,17 para superar o brasileiro.

Filipe demora um pouco e entra em uma onda que ficou lenta, não conseguindo trocar o 6,50 para aumentar sua pontuação. O havaiano pega uma melhor, mais difícil e aproveita a chance para fazer grandes manobras e assumir a liderança com nota 7,63, há 10 minutos do fim da bateria. Filipe precisava de uma nota 7,00 para vencer, ou seja, repetir o que já havia feito para tirar 7,33. Só que a onda teria que vir e os minutos passavam rápido em mais uma longa e agora agoniante calmaria para o brasileiro.

Filipe nunca tinha perdido uma final nas sete vezes que decidiu títulos em etapas do CT. Na semifinal, ele conseguiu a virada no último minuto, mas passou o sinal dos 5 minutos, nada de ondas, 3 minutos, 2 minutos, 1 minuto, 30 segundos e faltando 10 segundos, Filipe pega uma onda. Passa toda a primeira sessão, aí faz a primeira rasgada, manda um cutback, bate na espuma, mais uma rasgada, acelera e ataca a junção, completa a manobra e fica a expetativa pela nota dos juízes. Ele sai do mar sem saber do resultado, mas a nota sai 5,90 e John John Florence comemorou sua sexta vitória da carreira, a primeira no Rip Curl Pro Bells Beach.  

“É um sentimento surreal ganhar este evento”, disse John John Florence. “Especialmente um evento como este, em que começamos com ondas pequenas em Winkipop e finalizamos com condições desafiadoras, muito grandes ontem (sexta-feira) e hoje o mar clássico, perfeito. Foram vários desafios diferentes com grandes competidores e surfar contra o Filipe (Toledo) é sempre muito assustador. Este foi o dia final mais difícil da minha carreira, muito cansativo e estou muito feliz, só quero agradecer a todos em Torquay por nos deixar surfar suas ondas”.

BICAMPEÕES MUNDIAIS – O havaiano foi quem apresentou o melhor surfe de borda nas direitas de Bells Beach, com o seu layback de frontside sendo a arma mortal para liquidar os adversários batendo recordes do campeonato a cada bateria. Foi assim também no sábado, desde o primeiro desafio no duelo de bicampeões mundiais com Gabriel Medina. O brasileiro também brilhou com seu ataque agressivo de backside nas grandes ondas de Bells Beach. Quando ele detonou uma onda que valeu 8,50, John John destruiu duas seguidas para ganhar 8,87 e 8,00 e vencer por 16,87 a 15,17 pontos.

Antes, na chave de cima, Filipe Toledo também surfou uma onda excelente nota 8,17 para despachar o australiano vencedor da triagem, Jacob Willcox, por 14,17 e 13,06. Depois, Medina foi eliminado e o defensor do título do Rip Curl Pro Bells Beach, Italo Ferreira, também perdeu para o sul-africano Jordy Smith. O potiguar surfou a melhor onda da bateria, valeu 8,40, no entanto, entrou numa onda quando a prioridade de escolha era do sul-africano, os juízes assinalaram a penalidade de “interferência” e ele só computou essa nota no resultado, encerrado em 15,23 a 8,40 pontos.

VIRADA EMOCIONANTE – Nas semifinais, Filipe Toledo enfrentou o último australiano e começou bem, surfando uma boa onda com grandes manobras para largar na frente com nota 6,83.  Apesar das baterias terem 40 minutos de duração, os intervalos entre as séries eram longos, com poucas ondas boas. Ryan Callinan demora para achar uma, mas abriu um paredão limpo para ele mandar três manobras muito fortes e ganhar 7,67.

Logo, o australiano surfa outra que rende 5,17 para abrir 6,02 pontos de vantagem. Filipe não desiste e pega uma onda no último minuto, começa com um reentry, segue atacando com um cutback, batida, outra pancada forte, mais uma e recebe 6,27 dos juízes para virar o placar para 13,40 a 12,84 pontos. Foi a bateria mais emocionante do último dia do Rip Curl Pro.

A MELHOR ONDA – Na disputa pela outra vaga na final, entraram mais ondas com potencial para o desafio entre os dois surfistas com chances de tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard de Italo Ferreira. O sul-africano Jordy Smith começou melhor com 7,17 e John John Florence demorou para entrar na briga, mas entrou de forma espetacular, dando um show numa onda destruída do início ao fim. Na avaliação dos juízes, foi a melhor apresentação do campeonato e a média da maior nota do ano em Bells Beach ficou em 9,43.

Ele ainda somou um 7,37 na seguinte para vencer o sul-africano por 16,80 a 15,24 pontos. Depois, John John derrotou Filipe Toledo para assumir a dianteira na corrida pelo título mundial e voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que há tempos estava com os brasileiros que ele derrotou no sábado em Bells Beach, Gabriel Medina e Italo Ferreira. O havaiano lidera o ranking com 16.085 pontos, com Italo em segundo com 14.475, seguido por Jordy Smith com 12.170, Filipe Toledo em quarto com 11.120 e Gabriel Medina fechando o seleto grupo dos top-5 com 9.490, após as duas primeiras etapas na Austrália.

PRÓXIMO DESAFIO – A terceira é na Indonésia, o Corona Bali Protected, de 13 a 25 de maio nas direitas de Keramas, onde Italo Ferreira venceu no ano passado depois da sua primeira vitória no CT em Bells Beach. Além dos três do topo do ranking, também estão entre os 22 primeiros colocados que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, Willian Cardoso em décimo lugar e Yago Dora empatado em 16.o com os dois estreantes da “seleção brasileira”, Peterson Crisanto e Deivid Silva. Michael Rodrigues caiu do 17.o para o 23.o lugar e três estão em trigésimo, Caio Ibelli, Jessé Mendes e Jadson André.

VITÓRIA NOTA 10 – Na categoria feminina, as meninas também deram um show no sábado de ondas perfeitas em Bells Beach. A norte-americana Courtney Conlogue conquistou a sua terceira vitória no Rip Curl Pro com a primeira nota 10 do ano no World Surf League Championship Tour. Entre os homens, a maior foi o 9,80 recebido por Gabriel Medina com seus aéreos no Quiksilver Pro Gold Coast.

A californiana ganhou a primeira decisão de título do dia derrotando a havaiana Malia Manuel, que também surfou muito bem, por quase um pontinho de diferença no placar encerrado em 15,83 a 14,84 pontos. Malia barrou a número 1 do Jeep Leaderboard, a adolescente de apenas 17 anos, Caroline Marks, que dividiu o terceiro lugar em Bells Beach com a também americana Lakey Peterson, eliminada pela campeã na outra semifinal. A havaiana assumiu a vice-liderança do ranking e Courtney subiu da nona para a terceira posição com a vitória, que valeu o mesmo prêmio de 100.000 dólares recebido por John John Florence no masculino.

“Que evento! Foi incrível”, disse Courtney Conlogue, muito emocionada após sair do mar. “Eu só queria ficar no ritmo do oceano e estava tentando conter minha ansiedade, vendo essas ondas incríveis, perfeitas, o dia todo. É fantástico vencer de novo aqui. Cada título teve seu próprio caminho especial, mas este agora foi realmente incrível de vencer, com altas ondas, nota 10 e foi ótimo fazer a final com a Malia (Manuel), que surfou muito bem também”.

Ítalo, Medina e Filipe são o Brasil no último dia do Rip Curl Pro Bells Beach

Em um mar épico, com altas ondas de 10-12 pés e séries maiores de até 15 pés durante a tarde da sexta-feira em Bells Beach, foram decididos os oito classificados para as quartas de final da segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2019 na Austrália. Entre eles, três brasileiros. O potiguar Italo Ferreira segue na busca pelo bicampeonato do Rip Curl Pro Bells Beach e defendendo a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard. Gabriel Medina e Filipe Toledo também passaram para o último dia, que promete ser de mar clássico, com condições desafiadoras no Bowl de Bells. As quartas de final devem começar às 7h00 do sábado na Austrália, 18h00 da sexta-feira no fuso horário de Brasília.

“Eu tive que trabalhar bastante, levei algumas séries pesadas na cabeça e estou muito cansado agora”, disse Gabriel Medina, logo após sair da sua melhor apresentação nas ondas enormes de Bells Beach, na oitava de final brasileira com Willian Cardoso. “As condições estão muito difíceis, ondas grandes e com muita água se movimentando. Muitos surfistas tiveram mais problemas, quebraram pranchas ou o leash (cordinha que une a prancha ao atleta), mas eu adoro competir em condições assim. Eu me sinto bem preparado e será um sonho ganhar esse campeonato. Eu cresci vendo meus ídolos vencendo aqui e significaria muito para mim e para o Brasil se eu conseguir escrever o meu nome no troféu dos campeões esse ano”.

Os bicampeões mundiais Gabriel Medina e John John Florence foram os destaques do dia, atacando forte as direitas enormes de Bells Beach, com manobras muito potentes nos pontos mais críticos das ondas, que quebraram várias pranchas durante o dia. Medina já bateu todas as marcas na primeira bateria masculina da sexta-feira, depois das quartas de final femininas. Ele aumentou a nota 8,50 do cearense Michael Rodrigues, que era a maior do campeonato, para 9,10 e os 15,87 pontos da estreia de Filipe Toledo no primeiro dia, para 16,03 na vitória sobre o australiano Reef Heazlewood na terceira fase.

Na disputa seguinte, Willian Cardoso com seu “power surf” característico, ganhou o duelo catarinense com Yago Dora para enfrentar Gabriel Medina nas oitavas de final. Duas baterias depois, o havaiano John John Florence foi espetacular contra o potiguar Jadson André, estabelecendo novos recordes nas morras de Bells Beach, nota 9,50 com seus laybacks incríveis e 17,67 pontos de 20 possíveis. O defensor do título do Rip Curl Pro, Italo Ferreira, entrou no confronto seguinte e despachou o australiano Jack Freestone por 13.76 a 9.10.

OITAVAS DE FINAL – Nas oitavas de final, Kelly Slater ganhou a primeira bateria do paranaense Peterson Crisanto, que não conseguiu surfar bem nas grandes ondas da sexta-feira. Na terceira, Filipe Toledo passou um sufoco e teve que sair do mar duas vezes para trocar de prancha. A primeira quebrou quando ele subia no jet-ski após surfar uma onda. A outra se partiu com a própria força das séries enormes. Mesmo assim, Filipe derrotou o havaiano Seth Moniz por 14,10 a 7,13 pontos. O paulista Deivid Silva também estava se classificando até o último minuto da bateria seguinte, quando o australiano Jacob Willcox pegou uma onda para virar o placar para 11,80 a 10,04 e seguir para enfrentar Filipe Toledo nas quartas de final.

Gabriel Medina também já estava no mar competindo, porque na sexta-feira foi utilizado o sistema “dual heat” com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. E o bicampeão mundial deu outro show no duelo brasileiro com Willian Cardoso. Ele chegou perto do recorde de pontos de John John Florence, com os 17,27 que totalizou somando notas 9,00 e 8,27. Só que o havaiano voltou a brilhar no confronto seguinte, aumentando suas próprias marcas com a nota 9,63 e os 18,16 pontos da vitória na bateria fantástica contra Owen Wright, que também surfou bem e atingiu 16,97 com notas 8,80 e 8,17.

“Está muito grande e até assustador o mar agora”, destacou John John Florence. “Tem muita água se movendo o tempo todo e as ondas estão indo até quase Winkipop. Bells é parecido com o Havaí para mim. Esta onda é muito poderosa e você tem que mudar totalmente o seu plano de jogo. Estou superfeliz que vou competir com o Gabe (Gabriel Medina) na minha próxima bateria. Ele está arrebentando, conseguindo grandes scores (notas) e tomara que as ondas continuem bombando para fazermos uma grande bateria amanhã (sábado)”.

CLÁSSICO DO CT – Agora, os dois maiores destaques do dia vão fazer o primeiro clássico de bicampeões mundiais no World Surf League Championship Tour 2019. O confronto do defensor do título, Gabriel Medina, com o número 1 do mundo em 2016 e 2017, John John Florence, será na terceira quarta de final no sábado. E na sequência, acontece um duelo dos últimos campeões do Rip Curl Pro Bells Beach, entre o atual Italo Ferreira e o sul-africano Jordy Smith, que venceu em 2017 derrotando outro brasileiro na final, o paulista Caio Ibelli.

O potiguar de Baía Formosa, teve que trabalhar bastante para se classificar. Ele também quebrou prancha, foi varrido pelas séries enormes até Winkipop, teve problemas com os pilotos do jet-ski também, assim como seu adversário na bateria, precisou correr bastante pela praia, enfim, foi quase um triatlo para Italo Ferreira superar o francês Jeremy Flores por 13,10 a 11,03 pontos. No ano passado, Italo e Medina se encontraram nas semifinais e isso pode acontecer de novo, se ambos ganharem suas baterias.

Já o paulista Filipe Toledo está na chave de cima, que vai apontar o primeiro finalista do Rip Curl Pro Bells Beach 2019. Ele está na segunda quarta de final com o australiano campeão da triagem, Jacob Willcox, que impediu uma nova bateria brasileira no último dia, ao derrotar o paulista Deivid Silva nas oitavas de final. Quem passar, vai enfrentar nas semifinais o vencedor do duelo entre Kelly Slater e outro australiano, Ryan Callinan. A expectativa é de que no sábado as condições fiquem épicas, como não se vê em Bells Beach desde a histórica edição de 1981, a última disputada em ondas enormes como as que estão previstas para o último dia.

CAMPEÃ BARRADA – Na categoria feminina, a grande surpresa foi a eliminação da heptacampeã mundial Stephanie Gilmore, que defendia o título do Rip Curl Pro Bells Beach, conquistado na final com a brasileira Tatiana Weston-Webb no ano passado. A australiana foi barrada pela havaiana Malia Manuel por 10,77 a 8,70 pontos. As quartas de final das meninas abriram a sexta-feira de grandes ondas no Bowl de Bells Beach e três norte-americanas se classificaram para as semifinais.

As duas primeiras derrotaram duas havaianas. A californiana Lakey Peterson ganhou o primeiro confronto do dia da Coco Ho e Courtney Conlogue superou Carissa Moore com a melhor apresentação feminina da sexta-feira, por 14,17 pontos com notas 8,17 e 6,00. Lakey e Courtney vão disputar a primeira vaga na grande final. A segunda semifinal será entre Malia Manuel e a atual número 1 do Jeep Leaderboard, Caroline Marks, de apenas 17 anos de idade, campeã na etapa da Gold Coast.

RIP CURL PRO BELLS BEACH – confrontos do sábado:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Kelly Slater (EUA) x Ryan Callinan (AUS)

2.a: Filipe Toledo (BRA) x Jacob Willcox (AUS)

3.a: Gabriel Medina (BRA) x John John Florence (HAV)

4.a: Italo Ferreira (BRA) x Jordy Smith (AFR)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Courtney Conlogue (EUA)

2.a: Caroline Marks (EUA) x Malia Manuel (HAV)

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM BELLS BEACH:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: Lakey Peterson (EUA) 8.67 x 8.16 Coco Ho (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 14.17 x 9.37 Carissa Moore (HAV)

3.a: Malia Manuel (HAV) 10.77 x 8.70 Stephanie Gilmore (AUS)

4.a: Caroline Marks (EUA) 11.83 x 5.97 Brisa Hennessy (CRI)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos e US$ 14.100:

1.a: Kelly Slater (EUA) 10.80 x 6.87 Peterson Crisanto (BRA)

2.a: Ryan Callinan (AUS) 13.93 x 9.93 Conner Coffin (EUA)

3.a: Filipe Toledo (BRA) 14.10 X 7.13 Seth Moniz (HAV)

4.a: Jacob Willcox (AUS) 11.80 x 10.04 Deivid Silva (BRA)

5.a: Gabriel Medina (BRA) 17.27 x 7.76 Willian Cardoso (BRA)

6.a: John John Florence (HAV) 18.16 x 16.97 Owen Wright (AUS)

7.a: Italo Ferreira (BRA) 12.20 x 6.03 Jeremy Flores (FRA)

8.a: Jordy Smith (AFR) 13.10 x 11.03 Kanoa Igarashi (JPN)

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

----------resultados da sexta-feira:

9.a: Gabriel Medina (BRA) 16.03 x 7.80 Reef Heazlewood (AUS)

10: Willian Cardoso (BRA) 12.20 x 9.63 Yago Dora (BRA)

11: Owen Wright (AUS) 16.10 x 12.07 Ricardo Christie (NZL)

12: John John Florence (HAV) 17.67 x 11.24 Jadson André (BRA)

13: Italo Ferreira (BRA) 13.76 x 9.10 Jack Freestone (AUS)

14: Jeremy Flores (FRA) 14.03 x 13.44 Ezekiel Lau (HAV)

15: Kanoa Igarashi (JPN) 12.07 x 11.93 Adrian Buchan (AUS)

16: Jordy Smith (AFR) 14.10 x 13.27 Leonardo Fioravanti (ITA)

----------resultados da quinta-feira:

1.a: Kelly Slater (EUA) 11.84 x 7.20 Julian Wilson (AUS)

2.a: Peterson Crisanto (BRA) 11.97 x 11.67 Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) 13.43 x 11.83 Soli Bailey (AUS)

4.a: Ryan Callinan (AUS) 12.50 x 10.76 Michel Bourez (TAH)

5.a: Filipe Toledo (BRA) 14.50 x 13.07 Caio Ibelli (BRA)

6.a: Seth Moniz (HAV) 14.00 x 8.50 Mikey Wright (AUS)

7.a: Jacob Willcox (AUS) 13.24 x 12.20 Kolohe Andino (EUA)

8.a: Deivid Silva (BRA) 13.17 x 11.87 Wade Carmichael (AUS)

Mais seis brasileiros avançam no Rip Curl Pro Bells

Depois de três dias parado por falta de ondas, o Rip Curl Pro Bells Beach retornou na segunda-feira em boas condições para competir nas séries de 4-5 pés em Winkipop, na gelada região de Victoria, no sul da Austrália. Foram realizadas as três baterias restantes da primeira fase e as quatro da primeira rodada eliminatória masculina, além das duas primeiras fases do feminino. Mais seis brasileiros se classificaram, os novatos na elite, Deivid Silva e Peterson Crisanto, estrearam com vitórias, Willian Cardoso passou em segundo lugar na sua primeira participação e Michael Rodrigues e Caio Ibelli fizeram uma dobradinha na segunda fase. No feminino, Tatiana Weston-Webb foi uma das melhores do dia e passou direto para as oitavas de final.

Com os resultados da segunda-feira, o Brasil chega na terceira fase com dez surfistas e três duelos verde-amarelos acabaram sendo formados na segunda rodada eliminatória do Rip Curl Pro Bells Beach, que vale vagas para as oitavas de final. O primeiro acontece logo na segunda bateria, entre o paranaense Peterson Crisanto e o cearense Michael Rodrigues. Na quinta, o ainda recordista de pontos do campeonato, Filipe Toledo, enfrenta o também paulista Caio Ibelli, que está substituindo o contundido Adriano de Souza na Austrália.

Depois, tem dois confrontos seguidos entre Brasil e Austrália, entre o estreante Deivid Silva e Wade Carmichael na oitava bateria e do bicampeão mundial Gabriel Medina com Reef Heazlewood. O outro duelo brasileiro é logo após essas duas baterias, na décima, entre dois catarinenses, Willian Cardoso e Yago Dora. Já os dois potiguares competirão com surfistas de outros países, Jadson André contra o bicampeão mundial John John Florence na 12.a bateria e Italo Ferreira defendendo o título do Rip Curl Pro Bells Beach e a liderança do ranking contra o australiano Jack Freestone na 13.a.

PRIMEIRAS VITÓRIAS – A segunda-feira começou com os dois estreantes na “seleção brasileira” vencendo suas primeiras baterias na divisão de elite da World Surf League. Na primeira do dia, o paulista Deivid Silva só surfou três ondas para derrotar o taitiano Michel Bourez por 10,67 a 10,60 pontos, com o australiano Reef Heazlewood ficando em último com 10,34. Dois brasileiros entraram no confronto seguinte e perderam para o havaiano John John Florence. Na briga pela segunda vaga direta para a terceira fase, Willian Cardoso superou o paulista Jessé Mendes por pouco, 7,67 a 7,53 pontos.

O paranaense Peterson Crisanto estreou na bateria que fechou a primeira fase e só surfou as duas ondas que são computadas nos resultados. A melhor foi a última que valeu 5,87 e a sua primeira vitória no CT por 10,87 pontos. O japonês Kanoa Igarashi passou em segundo com 10,46 e o australiano Mikey Wright ficou em terceiro com 9,33. No novo formato implantado esse ano, nessas duas primeiras rodadas de baterias com três competidores, os dois primeiros colocados se classificam. Os últimos da fase inicial ainda têm uma segunda chance de avançar na primeira rodada eliminatória das etapas.

ELIMINATÓRIAS – Ela aconteceu logo após a primeira fase feminina e três brasileiros disputaram as últimas vagas para a terceira fase. Na penúltima bateria, Jessé Mendes foi eliminado em 33.o lugar no Rip Curl Pro Bells Beach por menos de meio pontinho de diferença. Ele enfrentou dois australianos e Mikey Wright lhe tirou o segundo lugar na última onda, que valeu nota 4,50 para superar o brasileiro por 11,50 a 11,46. Reef Heazlewood venceu totalizando 12,67 pontos.

Já a disputa pelas duas últimas vagas para a terceira fase, terminou com a primeira dobradinha brasileira nas ondas de Winkipop. O cearense Michael Rodrigues fez a melhor apresentação do evento e aumentou o recorde de nota do Rip Curl Pro Bells Beach para 8,50, batendo o 8,27 de Filipe Toledo na quinta-feira. Michael venceu por 12,83 pontos e o paulista Caio Ibelli também surfou bem uma onda que valeu 6,17 para passar em segundo lugar com 11,07, contra 7,64 do francês Joan Duru, eliminado em último lugar no segundo desafio do ano na Austrália.

MENINAS EM AÇÃO – Antes das primeiras baterias eliminatórias dos homens, foi realizada a primeira fase da categoria feminina. As melhores estreias foram das duas surfistas que decidiram o título do Rip Curl Pro Bells Beach no ano passado, mas uma novata na elite também brilhou nas ondas de Winkipop na segunda-feira. O primeiro destaque foi a heptacampeã mundial e defensora do título, Stephanie Gilmore, que atingiu imbatíveis 15,50 pontos com notas 7,83 e 7,67 nas duas melhores que surfou na terceira bateria.

Na disputa seguinte, a jovem californiana Caroline Marks entrou vestindo a lycra amarela do Jeep Leaderboard por ter vencido a primeira etapa na Gold Coast, mas a estreante no grupo das top-17 da World Surf League, Brisa Hennessy, roubou a cena. A única representante da Costa Rica na elite mundial massacrou uma direita com manobras fortes e os juízes deram nota 8,33 para a melhor apresentação do dia entre as meninas. Brisa totalizou 13,90 pontos para derrotar duas americanas, com Caroline também passando direto para as oitavas de final com 12,74 e Courtney Conlogue tendo que disputar uma bateria extra na segunda fase.

No confronto seguinte, a gaúcha Tatiana Weston-Webb, vice-campeã do Rip Curl Pro Bells Beach em 2018, mostrou a potência do seu backside nas direitas de Winkipop para receber a segunda maior nota da primeira fase e somou o 8,00 com 6,00 para vencer por 14,00 pontos. A australiana Macy Callaghan avançou em segundo com 12,10 e a havaiana Malia Manuel também teve que encarar a repescagem que fechou a segunda-feira na Austrália.

O próximo desafio da brasileira Tatiana Weston-Webb será justamente contra a costa-ricense Brisa Hennessy. As duas vão disputar a última vaga para as quartas de final do Rip Curl Pro Bells Beach. Quem passar, irá enfrentar a vencedora do duelo da número 1 do Jeep Leaderboard, Caroline Marks, com a australiana Bronte Macaulay. A partir de agora, todos os confrontos são eliminatórios até a decisão do título da segunda etapa do World Surf League Championship Tour na Austrália.

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final e Derrota=17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.500:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Kelly Slater (EUA)

2.a: Peterson Crisanto (BRA) x Michael Rodrigues (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) x Soli Bailey (AUS)

4.a: Michel Bourez (TAH) x Ryan Callinan (AUS)

5.a: Filipe Toledo (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

6.a: Mikey Wright (AUS) x Seth Moniz (HAV)

7.a: Kolohe Andino (EUA) x Jacob Willcox (AUS)

8.a: Wade Carmichael (AUS) x Deivid Silva (BRA)

9.a: Gabriel Medina (BRA) x Reef Heazlewood (AUS)

10: Willian Cardoso (BRA) x Yago Dora (BRA)

11: Owen Wright (AUS) x Ricardo Christie (NZL)

12: John John Florence (HAV) x Jadson André (BRA)

13: Italo Ferreira (BRA) x Jack Freestone (AUS)

14: Ezekiel Lau (HAV) x Jeremy Flores (FRA)

15: Kanoa Igarashi (JPN) x Adrian Buchan (AUS)

16: Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

OITAVAS DE FINAL FEMININAS – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 14.100:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Sage Erickson (EUA)

2.a: Johanne Defay (FRA) x Coco Ho (HAV)

3.a: Carissa Moore (HAV) x Macy Callaghan (AUS)

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) x Courtney Conlogue (AUS)

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Kobie Enright (AUS)

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Malia Manuel (HAV)

7.a: Caroline Marks (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

8.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Brisa Hennessy (CRI)

RESULTADOS DA SEGUNDA-FEIRA NA AUSTRÁLIA:

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos e US$ 10.500:

1.a: 1-Malia Manuel (HAV)=12.90, 2-Sage Erickson (EUA)=11.33, 3-Keely Andrew (AUS)=6.90

2.a: 1-Bronte Macaulay (AUS)=12.00, 2-Courtney Conlogue (EUA)=11.96, 3-Paige Hareb (NZL)=8.00

PRIMEIRA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=12.66, 2-Lakey Peterson (EUA)=11.84, 3-Paige Hareb (NZL)=7.40

2.a: 1-Coco Ho (HAV)=13.86, 2-Carissa Moore (HAV)=10.60, 3-Keely Andrew (AUS)=10.16

3.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=15.15, 2-Kobie Enright (AUS)=11.77, 3-Bronte Macaulay (AUS)=10.33

4.a: 1-Brisa Hennessy (CRI)=13.90, 2-Caroline Marks (EUA)=12.74, 3-Courtney Conlogue (EUA)=9.27

5.a: 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=14.00, 2-Macy Callaghan (AUS)=12.10, 3-Malia Manuel (HAV)=8.57

6.a: 1-Johanne Defay (FRA)=14.50, 2-Sally Fitzgibbons (AUS)=13.16, 3-Sage Erickson (EUA)=12.00

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3=33.o lugar com 265 pontos e US$ 10.000:

1.a: 1-Owen Wright (AUS)=11.30, 2-Jack Freestone (AUS)=10.80, 3-Harrison Mann (AUS)=8.37

2.a: 1-Soli Bailey (AUS)=13.03, 2-Wade Carmichael (AUS)=11.74, 3-Xavier Huxtable (AUS)=11.40

3.a: 1-Reef Heazlewood (AUS)=12.67, 2-Mikey Wright (AUS)=11.50, 3-Jessé Mendes (BRA)=11.46

4.a: 1-Michael Rodrigues (BRA)=12.83, 2-Caio Ibelli (BRA)=11.07, 3-Joan Duru (FRA)=7.64

PRIMEIRA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=Segunda Fase:

-----------baterias que abriram a segunda-feira:

10: 1-Deivid Silva (BRA)=10.67, 2-Michel Bourez (TAH)=10.60, 3-Reef Heazlewood (AUS)=10.34

11: 1-John John Florence (HAV)=13.00, 2-Willian Cardoso (BRA)=7.67, 3-Jessé Mendes (BRA)=7.53

12: 1-Peterson Crisanto (BRA)=10.87, 2-Kanoa Igarashi (EUA)=10.46, 3-Mikey Wright (AUS)=9.33

-----------resultados da quinta-feira:

1.a: 1-Jadson André (BRA)=12.23, 2-Jeremy Flores (FRA)=9.97, 3-Owen Wright (AUS)=8.20

2.a: 1-Jordy Smith (AFR)=10.26, 2-Adrian Buchan (AUS)=8.07, 3-Jack Freestone (AUS)=7.84

3.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=15.87, 2-Kelly Slater (EUA)=10.63, 3-Xavier Huxtable (AUS)=10.23

4.a: 1-Ezekiel Lau (HAV)=10.57, 2-Italo Ferreira (BRA)=10.06, 3-Caio Ibelli (BRA)=9.73

5.a: 1-Jacob Willcox (AUS)=13.74, 2-Julian Wilson (AUS)=13.73, 3-Joan Duru (FRA)=11.00

6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.70, 2-Ryan Callinan (AUS)=13.00, 3-Harrison Mann (AUS)=7.87

7.a: 1-Conner Coffin (EUA)=10.77, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=10.60, 3-Michael Rodrigues (BRA)=9.56

8.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=10.77, 2-Seth Moniz (HAV)=8.67, 3-Soli Bailey (AUS)=8.37

9.a: 1-Ricardo Christie (NZL)=11.83, 2-Yago Dora (BRA)=10.10, 3-Wade Carmichael (AUS)=8.04

Ítalo Ferreira campeão do Quiksilver Pro Gold Coast

O potiguar Italo Ferreira ganhou tudo na abertura da temporada 2019 do World Surf League Championship Tour na Austrália, com os seus aéreos nas ondas de Duranbah Beach. A vitória no Quiksilver Pro Gold Coast foi no último minuto, voando numa rotação completa no ar para virar o placar contra o californiano Kolohe Andino para 12,57 a 12,43 pontos. Ele já tinha vencido o Red Bull Airborne no meio da semana, agora também larga na frente na corrida pelo título mundial. E as próximas etapas são as que o surfista de Baía Formosa conseguiu as primeiras vitórias da carreira, em Bells Beach na Austrália e em Keramas na Indonésia.

“Começar o ano ganhando este evento é quase inacreditável e estou muito feliz por toda essa torcida aqui”, disse Italo Ferreira. “Eu sabia que seria muito difícil vencer o Kolohe (Andino) e esse apoio todo da torcida na praia é irreal. Eles são incríveis torcendo por todos nós e estou muito animado em voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard. Mas, sei que o ano é longo e não quero ficar pensando tão lá na frente. Tenho muitos outros eventos para focar, começando por Bells na próxima semana. Eu tenho treinado muito nos últimos três meses e consegui a vitória no primeiro evento do ano. Vamos continuar assim”.

As condições do mar na segunda-feira estavam difíceis, com ondas pequenas de 2-4 pés e poucas boas nos grandes intervalos entre as séries, então os aéreos eram a melhor opção para ganhar notas. E foi assim, voando, que Italo Ferreira e Kolohe Andino derrotaram seus oponentes no caminho até a final. E foi assim também na decisão do título. O potiguar mandou o primeiro que valeu 5,50 e o californiano respondeu com 5,43. Kolohe logo fez uma onda parecida para somar 5,93, enquanto Italo ia errando um aéreo atrás do outro.

Foram várias tentativas até acertar um que rendeu 5,23. Só que o americano dá o troco com a melhor apresentação da bateria. Ele recebe 6,50 e deixa o brasileiro precisando de 6,93 para vencer. Italo falha na primeira chance, em outra e o tempo vai chegando ao fim sem entrar onda boa. A prioridade da próxima é do americano, os dois ficam lado a lado e no último minuto, Kolohe Andino deixa passar uma ondinha que Italo pega. Parecia ruim, mas ela ganha força, ele acelera e decola no aéreo 360 com rotação completa no ar, aterrissando com segurança para delírio do público que lotava a praia na segunda-feira e torcia para o brasileiro.

A bateria termina sem a divulgação dessa nota e a praia toda fica em suspense. O brasileiro sai do mar sem saber, mas veio o anúncio com os juízes dando nota 7,07 para a torcida fazer a festa com Italo Ferreira pela vitória emocionante, de virada, por 12,57 a 12,43 pontos. Esta foi a terceira vez que um brasileiro ganha a primeira etapa da temporada na Austrália. Em 2014, Gabriel Medina iniciou a caminhada do seu primeiro título mundial vencendo o Quiksilver Pro. E em 2015, Filipe Toledo garantiu um inimaginável bi consecutivo do Brasil na Gold Coast.

“Eu estava feliz em estar na final com o Italo (Ferreira), mas fiquei um pouco chateado porque estava a poucos minutos da primeira vitória”, disse Kolohe Andino. “Eu deixei a onda passar porque era pequena, dava no joelho, mas ele fez a rotação completa, então bom pra ele. Eu estava quase vencendo, mas tudo bem, temos um longo ano e o segundo lugar é um ótimo resultado. É bom ver que os surfistas americanos estão começando bem esse ano e isso é muito bom para o esporte. Acho que todo mundo está cansado de ver os três melhores do circuito ganharem todos os eventos. É bom ter algumas caras novas também”.

Italo Ferreira foi o melhor surfista deste ano na Gold Coast, apresentando uma grande variedade de manobras aéreas nas direitas e esquerdas de Duranbah Beach. Na segunda-feira, as melhores ondas do dia entraram na sua bateria com Jordy Smith nas semifinais e os dois deram um show. O potiguar acertou um full-rotation perfeito logo na primeira onda que valeu 7,33. O sul-africano responde com um muito alto, jogando a rabeta da prancha pro céu e ganha 8,67, a maior nota do último dia, ou seja, a melhor manobra da segunda-feira na análise dos juízes.

VINGANDO MEDINA – O sul-africano surfou bem outra onda para somar um 6,00, mas o potiguar ainda acerta outro aéreo com rotação completa, volta na base e leva nota 8,00 para vingar a derrota de Gabriel Medina por 15,33 a 14,67 pontos. Jordy Smith tinha barrado o bicampeão mundial numa bateria fraca de ondas pelas quartas de final e dividiu o terceiro lugar no Quiksilver Pro Gold Coast com o havaiano John John Florence, eliminado por Kolohe Andino na primeira semifinal.

Medina competiu numa hora ruim do mar, com poucas ondas boas. Ele tentou de tudo, arriscou os aéreos nas direitas, nas esquerdas, porém sem completar a maioria. O máximo que conseguiu foi uma nota 5,00 e Jordy Smith ainda tirou um 7,50 na última onda para selar a vitória por 13,17 a 9,23 pontos. Medina agora passa a lycra amarela do Jeep Leaderboard para Italo Ferreira e começa em quinto lugar no primeiro ranking de 2019, com 4.745 pontos.

VAGAS NAS OLIMPÍADAS – Neste ano o World Surf League Championship Tour é especial, o primeiro da história com igualdade na premiação dos homens e mulheres e o primeiro que vale classificação para os Jogos Olímpicos. Os dois primeiros colocados no ranking final da temporada, garantem suas vagas nas Olimpíadas de Tokyo 2020. No momento, as do Brasil estão com Italo Ferreira e Gabriel Medina, as dos Estados Unidos com Kolohe Andino e John John Florence e as da Austrália com Wade Carmichael e Owen Wright.

Italo lidera o Jeep Leaderboard com 10.000 pontos, Medina começa em quinto lugar com 4.745 nas quartas de final e três brasileiros perderam em nono lugar nas oitavas marcando 3.320 pontos, Filipe Toledo, Willian Cardoso e Yago Dora. Cinco pararam na terceira fase e receberam 1.330 pontos pelo 17.o lugar, Michael Rodrigues, Jessé Mendes, Peterson Crisanto, Deivid Silva e Mateus Herdy. Já Caio Ibelli e Jadson André, não venceram nenhuma bateria em Duranbah Beach e ocupam a 33.a posição no ranking.

VITÓRIA AMERICANA – Entre as mulheres, quem começou na frente na disputa pelo título mundial foi a ainda adolescente americana de 17 anos de idade, Caroline Marks. A surfista nascida na Flórida como Kelly Slater, mora na Califórnia e tem um surfe muito forte, com batidas e rasgadas executadas com bastante pressão e velocidade.

Ela já tinha deixado a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore nas quartas de final e bateu também a tricampeã Carissa Moore na decisão do título do Boost Mobile Pro Gold Coast. Caroline Marks é a primeira da história do surfe feminino a receber um prêmio de 100.000 dólares como os homens.

“Estou muito emocionada agora, nem consigo acreditar, estou sem palavras, mas é incrível fazer parte deste esporte e só quero agradecer a todos da WSL”, disse Caroline Marks. “A Carissa (Moore) sempre foi uma inspiração para mim, sempre fui fã dela e ainda sou. Conseguir minha primeira vitória em uma final com ela, é uma sensação indescritível. Este foi o melhor evento e a melhor semana da minha vida. Eu sei que tenho muito trabalho pela frente ainda no restante do ano, mas eu quero aproveitar ao máximo esse momento”.

Esta foi a primeira final de Caroline Marks e já conquistou a primeira vitória logo no início da sua apenas segunda temporada na elite das top-17 da World Surf League. Carissa Moore vinha sendo um dos destaques no evento, completando alguns aéreos-reverse nas baterias que poucas meninas conseguem fazer. Na segunda-feira, Carissa derrotou a australiana Sally Fitzgibbons, que dividiu o terceiro lugar nas semifinais com a havaiana Malia Manuel.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QUIKSILVER PRO:

Campeão: Italo Ferreira (BRA) por 12,57 pontos (7,07+5,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kolohe Andino (EUA) com 12,43 pts (6,50+5,93) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Kolohe Andino (EUA) 9.23 x 8.96 John John Florence (HAV)

2.a: Italo Ferreira (BRA) 15.33 x 14.67 Jordy Smith (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: John John Florence (HAV) 11.00 x 10.56 Conner Coffin (EUA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 12.33 x 11.47 Seth Moniz (HAV)

3.a: Jordy Smith (AFR) 13.17 x 9.23 Gabriel Medina (BRA)

4.a: Italo Ferreira (BRA) 11.07 x 9.77 Wade Carmichael (AUS)

FINAL DO BOOST MOBILE PRO – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

Campeã: Caroline Marks (EUA) por 13,83 pontos (7,33+6,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 11,67 pts (6,00+5,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Caroline Marks (EUA) 12.67 x 11.50 Malia Manuel (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 11.90 x 9.87 Sally Fitzgibbons (AUS)

Brasileiros barram Kelly Slater em sua casa

Os brasileiros estragaram a festa da torcida que vinha lotando a praia de Manly para assistir o onze vezes campeão mundial Kelly Slater competindo em Sydney depois de 15 anos. Na quinta-feira, os paulistas Jessé Mendes e Alex Ribeiro barraram a grande atração do segundo QS 6000 seguido na Austrália. Além deles, Thiago Camarão e o uruguaio Marco Giorgi também já passaram para a rodada classificatória para as oitavas de final do Vissla Sydney Surf Pro. Mais quatro brasileiros e dois peruanos, ainda vão disputar a terceira fase nas baterias que ficaram para abrir a sexta-feira às 7h00 na Austrália, 17h00 da quinta-feira no Brasil.

O pernambucano Ian Gouveia e o catarinense Mateus Herdy vão competir no primeiro confronto do dia, contra o australiano Dion Atkinson e o sul-africano Michael February. O líder do WSL Qualifying Series, Jadson André, enfrenta três surfistas de outros países na bateria seguinte, assim como o paulista Weslley Dantas na próxima. Já os peruanos Alonso Correa e Miguel Tudela, que defende a quinta posição no ranking, vão disputar as duas últimas vagas para a quarta fase com o sul-africano Beyrick De Vries e o australiano Liam O´Brien.

A terceira fase masculina só começou à tarde em Manly Beach, depois da terceira rodada feminina do QS 6000 de Sydney. A brasileira Tatiana Weston-Webb foi a única sul-americana a avançar para a fase classificatória para as oitavas de final. Para os homens, o dia não iniciou bem para o Brasil, com o cearense Michael Rodrigues e o baiano Bino Lopes ficando em último nas suas baterias, ambos terminando em 37.o lugar no Vissla Sydney Surf Pro.

Aí a praia lotou para assistir o maior ídolo do esporte, mas os brasileiros roubaram a cena e estragaram a festa da torcida eliminando o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Os paulistas Jessé Mendes e Alex Ribeiro pegaram as melhores ondas que entraram na bateria e usaram os aéreos para confirmar a dobradinha brasileira sobre o norte-americano, que ficou em último.  Jessé ganhou por pouco, 14,67 a 14,07 pontos, somando notas 7,60 e 7,07 contra 7,57 e 6,50 de Alex Ribeiro, que vem embalado pela vitória no QS 6000 de Newcastle. Jessé já foi campeão do Vissla Sydney Surf Pro dois anos atrás, assim como Slater em 2004.

“Eu ganhei aqui quando as ondas estavam incríveis, então sempre adoro voltar à Sydney”, disse Jessé Mendes. “Sempre tem gente aqui acordando cedo para nadar, surfar e aproveitar o dia nesse lugar, por isso que aqui tem uma `vibe` saudável, muito boa, além de muitos fãs do surfe e eu gosto disso. Foi muito louco chegar antes da minha bateria e ver uma multidão enorme lotando a praia, pois a gente sempre soube o quão grande é o Kelly (Slater) no mundo todo. Eu estou no CT há algum tempo e já surfei contra ele, então a multidão não me preocupou muito e nem ele. Eu apenas fiz o meu trabalho e deu certo, então estou feliz”.

Kelly Slater lamentou a derrota, mas destacou o apoio da torcida em Sydney: “Eu não consegui encontrar ondas decentes, mas tinha umas ondas boas porque o Jessé (Mendes) e o Alex (Ribeiro) pegaram algumas. É ótimo estar de volta aqui em Sydney e foi impressionante ver esse público enorme na praia, muito legal ter esse apoio. Pena que eu saí do evento, mas estarei aqui no fim de semana competindo (bateria especial com o bicampeão mundial Tom Carroll) de novo para a torcida. Eu queria poder agradecer a cada um pessoalmente, mas é muita gente, então só posso dizer obrigado a todos pelo carinho”.

Quando Slater saiu do mar, a praia deu uma esvaziada quando entraram na água mais dois brasileiros para disputar o confronto seguinte. Nesse, o australiano Nicholas Squiers impediu outra dobradinha verde-amarela vencendo a bateria por 13,53 pontos. O paulista Thiago Camarão tirou a maior nota – 7,17 – para passar em segundo com 12,67, superando os 11,30 do catarinense Tomas Hermes, que ficou em terceiro lugar com o espanhol Vicente Romero em quarto. Tomas terminou em 25.o lugar no Vissla Sydney Surf Pro.

Na próxima fase, Thiago Camarão vai competir junto com Jessé Mendes, disputando duas vagas para as oitavas de final com o francês Nomme Mignot. O também paulista Alex Ribeiro, campeão do QS 6000 Burton Automotive Pro domingo passado em Newcastle e número 4 no ranking do QS, entra na bateria seguinte com dois australianos, Jacob Willcox e Nicholas Squiers. Esta será a quarta da quarta fase e na quinta está o uruguaio Marco Giorgi com o português Vasco Ribeiro. Os dois ainda aguardam o outro adversário, que será definido nas baterias restantes da terceira fase que ficaram para a sexta-feira.

O uruguaio venceu o confronto que fechou a quinta-feira em Manly Beach, derrotando o australiano Matt Banting, com ambos eliminando o havaiano Joshua Moniz e o último chileno no evento, Manuel Selman. Marco Giorgi foi um dos 25 sul-americanos que entraram na primeira fase e é o único que segue na briga do título no QS 6000 de Sydney. Dos 25, apenas dez passaram suas baterias, o uruguaio, o chileno Manuel Selman, todos os três peruanos e somente cinco dos dezessete brasileiros. Os dois únicos argentinos também perderam.

Na segunda fase, os dez classificados se juntaram aos quatorze cabeças de chave da América do Sul, treze deles do Brasil, como os líderes do ranking, Jadson André e Alex Ribeiro. O outro era o peruano Alonso Correa. Desta vez, o Brasil teve um saldo mais positivo com dez passando suas baterias, inclusive os dois citados, porém sofreu mais oito baixas. Dos quatro peruanos, Alonso passou em segundo na sua estreia em Manly Beach e o top-5 do QS, Miguel Tudela, ganhou sua segunda bateria em Sydney. O uruguaio Marco Giorgi e o chileno Manuel Selman, completaram a lista dos classificados para a terceira fase na quarta-feira.

QS 6000 FEMININO – Na quinta-feira, o dia começou com a terceira fase feminina do QS 6000 de Sydney e a brasileira Tatiana Weston-Webb é a única sul-americana que continua na disputa do título na Austrália. Ela vai tentar vaga para as oitavas de final contra as australianas Dimity Stoyle e Isabella Nichols, vice-campeã do QS 6000 de Newcastle e vice-líder do ranking.

A argentina Josefina Ané, que tinha estreado com vitória em Manly Beach na terça-feira, foi eliminada em 37.o lugar, marcando 650 pontos no ranking. A equatoriana Dominic Barona, a peruana Melanie Giunta e a Tainá Hinckel, perderam na segunda fase e outras quatro sul-americanas não passaram da rodada inicial na segunda-feira em Sydney.

QUARTA FASE DO QS 6000 VISSLA SYDNEY SURF PRO – baterias já formadas:

---------1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=17.o lugar com 1.050 pontos no QS

1.a: Reo Inaba (JPN), Soli Bailey (AUS), Jordan Lawler (AUS)

2.a: Stu Kennedy (AUS), Gatien Delahaye (FRA), Ian Gentil (HAV)

3.a: Jessé Mendes (BRA)Thiago Camarão (BRA), Nomme Mignot (FRA)

4.a: Alex Ribeiro (BRA), Jacob Willcox (AUS), Nicholas Squiers (AUS)

5.a: Vasco Ribeiro (PRT), Marco Giorgi (URU), 2.o da 9.a bateria da 3.a fase

6.a: Matt Banting (AUS), Hiroto Ohhara (JPN), 1.o da 9.a bateria

7.a: 1.o da 10.a e da 11.a baterias e 2.o da 12.a bateria da 3.a fase

8.a: 2.o da 10.a e da 11.a baterias e 1.o da 12.a bateria

TERCEIRA FASE – 3.o=25.o lugar com 700 pts e 4.o=37.o lugar com 650 pts:

----------resultados da quinta-feira:

1.a: 1-Reo Inaba (JPN), 2-Ian Gentil (HAV), 3-Joshua Burke (BRB), 4-Michael Rodrigues (BRA)

2.a: 1-Jordan Lawler (AUS), 2-Stu Kennedy (AUS), 3-Nat Young (EUA), 4-Tanner Gudauskas (EUA)

3.a: 1-Gatien Delahaye (FRA), 2-Soli Bailey (AUS), 3-Patrick Gudauskas (EUA), 4-Keijiro Nishi (JPN)

4.a: 1-Nomme Mignot (FRA), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Luke Gordon (EUA), 4-Bino Lopes (BRA)

5.a: 1-Jessé Mendes (BRA), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Charly Quivront (FRA), 4-Kelly Slater (EUA)

6.a: 1-Nicholas Squiers (AUS), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Tomas Hermes (BRA), 4-Vicente Romero (ESP)

7.a: 1-Vasco Ribeiro (PRT), 2-Hiroto Ohhara (JPN), 3-Jackson Baker (AUS), 4-Cole Houshmand (EUA)

8.a: 1-Marco Giorgi (URU), 2-Matt Banting (AUS), 3-Joshua Moniz (HAV), 4-Manuel Selman (CHL)

----------ficaram para abrir a sexta-feira:

9.a: Ian Gouveia (BRA)Mateus Herdy (BRA), Dion Atkinson (AUS), Michael February (AFR)

10: Jadson André (BRA), Ricardo Christie (NZL), Barron Mamiya (HAV), Mitch Crews (AUS)

11: Matt Wilkinson (AUS), Weslley Dantas (BRA), Michael Dunphy (EUA), Ian Crane (EUA)

12: Miguel Tudela (PER)Alonso Correa (PER), Beyrick De Vries (AFR), Liam O´Brien (AUS)

Alex Ribeiro vence final brasileira com Jadson André no QS 6000 de Newcastle

Os brasileiros começaram 2019 como terminaram 2018, ganhando quase tudo no Circuito Mundial da World Surf League. As duas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 6000 terminaram em decisões 100% verde-amarelas. A primeira foi o Oi Hang Loose Pro Contest, com o potiguar Jadson André derrotando o catarinense Yago Dora em Fernando de Noronha. A outra acabou neste domingo de boas ondas em Merewether Beach e com Jadson novamente na final, mas desta vez perdendo para o paulista Alex Ribeiro o título do Burton Automotive Pro, no tradicional Surfest Newcastle da Austrália. Com a vitória, o surfista da Praia Grande saltou da 150.a para a quarta posição no ranking liderado por Jadson André, que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League.

“Eu nem consigo acreditar que venci esse evento superimportante, de muita história, é um sentimento incrível”, disse Alex Ribeiro, que integrou a seleção brasileira do CT em 2017, mas não conseguiu se manter na elite. “Foi um dia incrível e disputar uma final com meu amigo Jadson (André) foi fantástico para fechar com chave de ouro. Estou feliz por conseguir vencer ele, pois o Jadson está numa fase incrível, surfando muito bem, então eu sabia que seria difícil ganhar dele. Eu tenho trabalhado muito forte nos treinamentos porque quero voltar ao CT e esse resultado vai me ajudar a chegar lá. Agora é já concentrar no próximo QS 6000 em Sydney (que começa na segunda-feira) para me manter entre os top-10”.

Jadson André também estava feliz por chegar em sua segunda final nos dois eventos que competiu no ano que marca seu retorno à elite do CT após uma temporada fora. Ele ganhou uma disputa direta pela ponta do ranking contra o vice-líder Jack Robinson nas semifinais e Alex Ribeiro despachou Matt Banting no outro confronto Brasil x Austrália. Esta foi a quinta vitória brasileira em Newcastle e a segunda que termina com uma decisão 100% verde-amarela. A primeira foi em 2012, quando o catarinense Willian Cardoso derrotou o paulista Filipe Toledo. Os outros vencedores foram o niteroiense Guilherme Herdy em 1996, o catarinense Neco Padaratz em 2006 e o paulista campeão mundial Adriano de Souza em 2008.

“Eu fiquei a semana inteira tentando visualizar a vitória aqui, mas, por algum motivo que não sei porque, sempre acabava achando que ficaria em segundo lugar, o que é muito estranho, mas foi o que aconteceu”, contou Jadson André. “Mas, estou muito feliz por ver o Alex (Ribeiro) ganhar, pois ele é um grande surfista e merece voltar ao CT. Eu não tenho do que reclamar. Foi uma semana ótima para mim aqui em Newcastle e foi muito bom termos boas ondas no último dia. Agora, estou ainda mais animado para competir em Sydney (no outro QS 6000 da Austrália que começa nesta segunda-feira) e espero fazer outra final lá”.

A decisão em Newcastle começou com Alex Ribeiro pegando as primeiras ondas, mas errando as manobras. Jadson André largou na frente surfando bem sua primeira onda que valeu 7,17. O paulista logo entra na briga completando um belo aéreo nota 7,90. Na sequência, consegue 5,77 para assumir a ponta. Jadson passa a arriscar os voos nas esquerdas, mas sem aterrisar das manobras. Alex também tentou e acertou um aéreo reverse que foi parar no espumeiro, mas ressurgiu em pé na prancha com um Boeing 7,67 para trocar pelo 5,77. O potiguar passou a precisar de 8,4 para vencer nos 15 minutos finais.

Jadson tentou até o fim reverter o resultado, pegando direitas para usar a potência do backside, esquerdas para voar nos aéreos, tudo o que tinha feito para derrotar o norte-americano Tanner Gudauskas nas quartas de final e o australiano Jack Robinson nas semifinais, quando o potiguar fez os recordes do ultimo dia, 17,43 pontos somando notas 9,33 num aéreo incrível e 8,10. Mas, o máximo que conseguiu foi uma nota 6,60 para diminuir a vantagem de Alex Ribeiro, mas não impedir a vitória do paulista da Praia Grande por 15,57 a 13,77 pontos.

O campeão estava com os aéreos de frontside no pé para dizimar os adversários que enfrentou no domingo. Jadson acabou batendo os recordes do domingo que Alex Ribeiro tinha registrado na última quarta de final contra o francês Charly Quivront, 16,00 pontos com notas 8,77 e 7,23. Nas semifinais, venceu uma verdadeira batalha aérea com Matt Banting. Ele completou o melhor voo da bateria e a nota 8,73 recebida foi decisiva para a vitória apertada por 15,76 a 15,23 pontos sobre o australiano.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO SURFEST NEWCASTLE:

FINAL DO QS 6000 BURTON AUTOMOTIVE PRO:

Campeão: Alex Ribeiro (BRA) por 15,57 pontos (7,90+7,67) – 6.000 pontos no QS

Vice-campeão: Jadson André (BRA) com 13,77 pontos (7,17+6,60) – 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 3.550 pontos:

1.a: Jadson André (BRA) 17.43 x 12.07 Jack Robinson (AUS)

2.a: Alex Ribeiro (BRA) 15.76 x 15.23 Matt Banting (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 2.650 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) 13.80 x 13.00 Miguel Tudela (PER)

2.a: Jadson André (BRA) 14.33 x 11.34 Tanner Gudauskas (EUA)

3.a: Matt Banting (AUS) 13.00 x 1.50 Leonardo Fioravanti (ITA)

4.a: Alex Ribeiro (BRA) 16.00 x 11.50 Charly Quivront (FRA)

Chloé Calmon é a campeã do Noosa Longboard Open

A carioca Chloé Calmon venceu o Noosa Longboard Open e largou na frente na corrida pelo título do World Surf League Longboard Tour 2019 na Austrália. No domingo, ela derrotou as duas surfistas que vem lhe impedindo de ser campeã mundial na modalidade praticada em pranchões como no início do surfe. Nas semifinais, passou pelo principal algoz, a americana Tory Gilkerson, para quem perdeu o título na final de 2016. E na decisão em Noosa, bateu a havaiana Honolua Blomfield que também a deixou como vice-campeã em 2017. Neste ano, a WSL está realizando um circuito com quatro etapas para definir os títulos e a próxima será na última semana de agosto na Espanha.

“Estou muito feliz por ganhar este evento, mas muito mais feliz ainda com os rumos que o longboard está seguindo agora”, destacou Chloé Calmon. “Os novos eventos e o novo formato de disputa vão colocar o longboard numa posição muito melhor. Teremos mais oportunidades para ganhar o título mundial e mais oportunidades para mais surfistas poderem competir, o que é muito legal. Vai ser muito empolgante isso, pois nos últimos anos os títulos vinham sendo decididos em uma única etapa, ou duas, agora teremos quatro esse ano, o que é muito bom”.

O Noosa Longboard Open foi o primeiro evento do ano promovido pela World Surf League com a grande novidade da igualdade na premiação da categoria feminina com a masculina. E foram as meninas que fecharam o campeonato no domingo em Sunshine Beach, onde as ondas de 2-3 pés em Castaways estavam melhores do que no palco principal em Noosa. Chloé Calmon ganhou pela vitória os mesmos 5.000 dólares do norte-americano Justin Quintal, que também bateu um campeão mundial na final masculina, o defensor do título Steven Sawyer. O sul-africano ficou com 2.500 dólares pelo vice-campeonato, assim como Honolua Blomfield.

A brasileira construiu a vitória desde as primeiras ondas surfadas na final, que valeram notas 5,50 e 6,33. Quando a havaiana esboçou uma reação numa onda de 5 pontos, Chloé respondeu com sua melhor apresentação, aproveitando bem uma esquerda mais longa para mostrar as manobras clássicas dos pranchões e ganhar nota 7,33. Com ela, totalizou imbatíveis 13,66 pontos, mesmo com Honolua Blomfield chegando perto da virada no final. A havaiana entrou num bom ritmo com as séries e achou boas ondas para tirar duas notas na casa dos 6 pontos, atingindo 13,03 nas duas computadas com o 6,53 recebido na última que surfou.  

“Estou muito feliz pela vitória, mas realmente não esperava que isso acontecesse assim”, disse Chloé Calmon. “Obviamente, meu objetivo era ganhar este evento, mas achava que seria possível se a competição rolasse lá no First Point de Noosa e não aqui nessa praia (Castaways). Eu treinei bastante lá, então ganhar aqui em esquerdas num beach break, não esperava, nem passava pela minha mente. Mas, foi tudo muito bom e fico feliz em começar o ano assim”.

DIA DA VINGANÇA – O domingo foi quase como um dia da vingança para Chloé Calmon, contra as duas surfistas que vêm lhe tirando a chance de conquistar o título mundial nos últimos anos. Especialmente Tory Gilkerson, a quem agora derrotou nas semifinais. Em 2016, elas decidiram o título na final da etapa única na China e a californiana foi a campeã. Em 2017, tiveram duas etapas e Chloé ganhou a primeira em Papua Nova Guiné derrotando Crystal Walsh, depois de passar pela mesma Honolua Blomfield nas semifinais.

A etapa decisiva foi na China e Tory Gilkerson apareceu de novo para impedir que a carioca seguisse defendendo a liderança do ranking, derrotando-a na terceira fase. O caminho ficou livre e a havaiana Honolua Blomfield ficou com o título com a vitória na China, deixando Chloé como vice-campeã de novo. Em 2018, o título voltou a ser decidido numa etapa única em Taiwan e Gilkerson barrou a carioca mais uma vez na terceira fase, na briga pela segunda vaga para as quartas de final na bateria vencida pela atual campeã mundial, Soleil Errico.

Agora, Chloé Calmon começa em primeiro lugar no ranking com 6.000 pontos, seguida por Honolua Bloomfield com 4.500 e Tory Gilkerson com 3.550, dividindo o terceiro lugar com a também norte-americana Rachael Tilly, campeã mundial de 2015. Entre as quatro semifinalistas do Noosa Longboard Open, a brasileira era a única sem um título mundial no currículo. A pernambucana tricampeã sul-americana, Atalanta Batista, perdeu nas oitavas de final e está em nono lugar no ranking com 1.550 pontos.

CATEGORIA MASCULINA – O carioca Phil Rajzman e o saquaremense Rodrigo Sphaier também pararam nas oitavas de final da categoria masculina e estão empatados em nono lugar com 1.550 pontos no primeiro ranking do World Surf League Longboard Tour 2019. Nenhum sul-americano chegou no domingo decisivo e o campeão Justin Quintal já começou a se destacar em sua primeira apresentação no último dia, fechando as quartas de final com a maior somatória, 15,94 pontos.

Nas semifinais, ele e seu adversário deram um show na melhor bateria de todo o campeonato, com ambos fazendo os recordes do Noosa Longboard Open a cada onda surfada. O norte-americano começou com nota 8,90 na primeira, recebeu 7,03 na segunda, 7,90 na terceira, 7,80 na quarta, mas o australiano local de Noosa, Harrison Roach, respondia à altura com 7,00 na primeira, depois 7,50, 6,87 e um 9,07 numa onda muito bem surfada. Justin Quintal dá o troco na mesma moeda com 9,03 para atingir 17,93 pontos de 20 possíveis e o australiano ainda tira notas 8,00 e 8,70 em duas ondas seguidas para totalizar 17,77 pontos.

Na outra chave, o sul-africano Steven Sawyer ganhou dois confrontos de campeões mundiais em sua defesa do título conquistado no ano passado. A primeira vítima foi o número 1 de 2006, o australiano Josh Constable. Depois, despachou a lenda Taylor Jensen, californiano bicampeão consecutivo em 2011 e 2012 que conquistou o tri em 2017. A bateria final foi mais um grande espetáculo e Justin Quintal conseguiu carimbar a faixa do defensor do título com mais uma apresentação incrível. A melhor onda do americano valeu 8,60 que definiu a vitória apertada por 16,37 a 16,10 pontos, com ambos somando um 7,77 como segunda nota.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO NOOSA LONGBOARD OPEN:

Campeã: Chloé Calmon (BRA) por 13,66 pontos (7,33+6,33) – US$ 5.000 e 6.000 pontos

Vice-campeã: Honolua Blomfield (HAV) com 13,03 pontos (6,53+6,50) – US$ 2.500 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.750 e 3.550 pontos:

1.a: Chloé Calmon (BRA) 14.67 x 12.83 Tory Gilkerson (EUA)

2.a: Honolua Blomfield (HAV) 14.50 x 10.30 Rachael Tilly (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.250 e 2.650 pts:

1.a: Tory Gilkerson (EUA) 14.84 x 13.00 Emily Lethbridge (AUS)

2.a: Chloe Calmon (BRA) 13.34 x 10.73 Kirra Seale (HAV)

3.a: Rachael Tilly (EUA) 14.44 x 11.86 Minami Koyama (JPN)

4.a: Honolua Blomfield (HAV) 14.56 x 11.07 Alice Lemoigne (FRA)

RESULTADOS DA CATEGORIA MASCULINA NO DOMINGO:

Campeão: Justin Quintal (EUA) por 16.37 pontos (8,60+7,77) – US$ 5.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Steven Sawyer (AFR) com 16,10 pontos (8,33+7,77) – US$ 2.500 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.750 e 3.550 pontos:

1.a: Steven Sawyer (AFR) 14.20 x 11.33 Taylor Jensen (EUA)

2.a: Justin Quintal (EUA) 17.93 x 17.77 Harrison Roach (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.250 e 2.650 pts:

1.a: Taylor Jensen (EUA) 13.70 x 9.67 Nic Jones (AUS)

2.a: Steven Sawyer (AFR) 14.53 x 11.90 Josh Constable (AUS)

3.a: Harrison Roach (AUS) 14.17 x 14.13 Kaniela Stewart (HAV)

4.a: Justin Quintal (EUA) 15.94 x 13.66 Tony Silvagni (EUA)

Gabriel Medina é bicampeão mundial vencendo o Pipe Masters no Havaí

Gabriel Medina conquistou o bicampeonato mundial dando um show nos tubos do maior palco do esporte no Havaí. Ele confirmou o título de 2018 da World Surf League nas semifinais, depois ganhou o Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, batendo seu último concorrente, Julian Wilson, com outra performance impressionante nos tubos de Pipeline e do Backdoor. Para completar mais uma festa brasileira no Havaí, Medina garantiu o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana para Jessé Mendes, ao barrar o sul-africano Jordy Smith nas semifinais. Fechou com chave de ouro uma temporada dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas do World Surf League Championship Tour em 2018.

“Eu trabalhei muito esse ano. Foi um ano intenso e estou feliz agora que deu tudo certo”, foram as primeiras palavras de Medina, que vai completar 25 anos de idade agora em 22 de dezembro, logo após garantir seu segundo título mundial nas semifinais. “Ver toda minha família e amigos felizes indo me pegar ali (no mar), com orgulho de mim, me deixa muito feliz. É isso que me faz vir aqui e fazer o meu melhor sempre. Só tenho que agradecer a Deus e eu tive fé até o final. Eu vi os caras da bateria anterior pegando altas ondas, então mantive a calma no início e estou amarradão. Isso é para o Brasil”.

Ele falou sobre a temporada 2018, só assumindo a liderança do ranking na nona etapa, na França, mas não largando mais a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que vai continuar vestindo no ano que vem. “Todo mundo está aumentando os limites. O nível está altíssimo. Todos são muito bons e isso é o que me incentiva a treinar mais, surfar mais. Essa é a minha motivação, pois quero estar sempre no mesmo nível deles. Foi incrível vir para Pipeline disputar o título com o Julian (Wilson) e o Filipe (Toledo). São duas pessoas incríveis, grandes surfistas, sou fã dos dois e foi um ótimo ano para mim, porém muito longo e muito intenso”.

DECISÕES DO TÍTULO – Medina teve que mostrar toda sua técnica em surfar os tubos de Pipeline e Backdoor, para sacramentar a conquista do título por ele mesmo. Foi pressionado nas duas baterias mais decisivas. Nas quartas de final, o californiano Conner Coffin pegou três tubos seguidos no Backdoor nos 5 primeiros minutos, deixando o campeão nas cordas.

No entanto, tudo mudou em 2 minutinhos apenas, com Medina devolvendo a “combination” em duas ondas seguidas surfadas de forma espetacular. A primeira foi um tubo difícil em Pipeline, que ele finalizou com um aéreo muito alto para ganhar 9,43. A segunda foi um tubaço de grabrail no Backdoor incrível, que valeu a primeira e única nota 10 do Pipe Masters esse ano. Com ela, fez um novo recorde de 19,43 pontos, contra os 14,26 do californiano.

Nas semifinais, o sul-africano Jordy Smith também largou na frente com notas 7,33 e um 8,50 num tubão no Backdoor logo nas duas primeiras ondas. Medina começou com 7,17 e fez um 6,33 em outro tubo em Pipeline. Nessa bateria, não entraram muitas ondas, então a escolha das melhores ganhou peso decisivo. Cada um só teve mais uma chance.

O surfista criado nas ondas pesadas de Maresias, em São Sebastião, achou outro tubaço no Backdoor como nas quartas de final, sumiu na cortina d´água, as placas foram quebrando à sua frente e ele conseguiu sair para ganhar 9,10 dos juízes. Jordy também pegou mais um tubo, mas Gabriel Medina confirmou o bicampeonato mundial vencendo por 16,27 a 15,83 pontos.

DESAFIO FINAL – Na grande final, ele deu mais um espetáculo no desafio dos dois melhores surfistas da temporada dominada pelos brasileiros. Medina já havia perdido para Julian Wilson na decisão de 2014, quando igualmente chegou na final como primeiro surfista brasileiro a ser campeão mundial. O australiano atingiu sua meta inicial para conquistar seu primeiro título, que era chegar na final em Pipeline e fez isso derrotando a fera Kelly Slater nas semifinais. Só que Medina tinha o objetivo claro de ganhar o Pipe Master pela primeira vez e conseguiu a vitória com mais um show para a torcida que lotou as areias de Pipeline.

Julian começou a final com um tubo rápido no Backdoor, já mostrando o caminho preferido que o levou até ali. O do Medina era Pipeline e foi onde pegou um tubaço logo na primeira onda, ficando entocado lá dentro e saindo na baforada com nota 8,43. Depois, a batalha se concentrou nas direitas do Backdoor. O australiano completa um tubo muito difícil que valeu 8,77, mas Medina dá o troco com a mesma nota para se manter na frente. Só que ele pegou outro tubaço ainda mais fantástico, ficou muito profundo, o canudo ia fechando, ele lá dentro, até ressurgir de forma impressionante da onda que recebeu 9,57 dos juízes e confirmou seu primeiro título de campeão do Billabong Pipe Masters, por 18,34 a 16,70 pontos.

“Todos os meus ídolos venceram este campeonato e estou feliz por ter conseguido também”, disse Gabriel Medina. “Ganhar este evento é um pouco diferente e eu realmente queria vencer aqui. Trabalhei muito duro para isso, então estou muito feliz. Foi uma boa final. O Julian (Wilson) é o adversário mais difícil de enfrentar e tive sorte em pegar duas ondas muito boas. Ele me venceu na final aqui anos atrás (2014), agora ganhei e isso é bom. Eu quero agradecer a todos que vieram aqui hoje (segunda-feira) assistir o campeonato e fico feliz em fazer um show tão bom para vocês. Eu trabalhei muito e estou feliz por fazer parte da história”.

Esta foi a terceira final de Gabriel Medina no Billabong Pipe Masters. A primeira foi em 2014, quando ele perdeu para o próprio Julian Wilson, depois de conquistar o título mundial igualmente nas semifinais. Em 2015, garantiu o título para Adriano de Souza no bicampeonato do Brasil, também na semifinal contra o australiano Mick Fanning. Os dois fizeram uma inédita e única decisão verde-amarela no maior palco do esporte e Mineirinho coroou a conquista do título mundial como primeiro brasileiro a vencer o Pipe Masters.

Naquele ano, Medina também festejou ao ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Agora, ele confirmou o segundo título do Brasil para o também paulista Jessé Mendes, nesta competição que computa os resultados das duas etapas do QS 10000 de Haleiwa e Sunset Beach, com o do Billabong Pipe Masters. O sul-africano Jordy Smith era o último que poderia ultrapassar Jessé Mendes, mas Medina o derrotou nas semifinais e o Brasil fecha o ano com a coroa de melhor do Havaí pela segunda vez.

“Eu venho aqui para o Havaí há 13 anos já e isso tudo parece um sonho, mas um sonho distante, então só agradeço a Deus por ter me abençoado com este título”, disse Jessé Mendes. “Disputar o título com um cara como o Joel (Parkinson), um dos melhores surfistas de todos os tempos, foi uma honra. Quero agradecer a minha família por sempre me apoiar, não importa em quê, minha namorada, meu treinador, a WSL, meus fãs e esses surfistas incríveis (Medina e Julian), pois não poderia ter acontecido uma final melhor do que essa”.

TRAJETÓRIA DO TÍTULO – A temporada 2018 do World Surf League Championship Tour foi totalmente dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas. O australiano Julian Wilson ganhou as outras duas e por isso chegou no Havaí brigando pelo título com Gabriel Medina e Filipe Toledo. A trajetória do novo bicampeão não começou bem, só passando uma bateria na Gold Coast, onde Julian Wilson ganhou seu primeiro evento.

Na segunda etapa, chegou nas semifinais em Bells Beach, parando no potiguar Italo Ferreira, que festejou a primeira vitória brasileira no ano, badalando o sino do emblemático troféu de campeão do Rip Curl Pro. No Oi Rio Pro em Saquarema, parou nas quartas de final e Filipe Toledo ganhou a etapa brasileira no Rio de Janeiro. Na Indonésia, descartou o nono lugar em Keramas vencido novamente por Italo Ferreira, mas somou a quinta posição nas quartas de final em Uluwatu, que terminou com o estreante Willian Cardoso como campeão.

Medina repetiu esse quinto lugar na África do Sul, perdendo para Filipe Toledo que conquistou o bicampeonato consecutivo nas direitas de Jeffreys Bay. Já no Taiti, Medina conseguiu sua primeira vitória, sendo o melhor de novo nos tubos de Teahupoo. E os dois dominaram a etapa seguinte, nas ondas perfeitas da piscina idealizada por Kelly Slater, com Medina sendo o primeiro campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficando em segundo lugar.

Aí veio a “perna europeia” que Medina tinha vencido as duas etapas no ano passado. Com duas vitórias seguidas, bastou ele chegar nas semifinais na França para assumir a liderança no ranking e não largar mais. Ele perdeu para Julian Wilson, que depois ganhou o Quiksilver Pro. Em Portugal, Medina vestiu a lycra amarela do Jeep Leaderboard pela primeira vez e poderia até ter confirmado o bicampeonato mundial lá. Mas, parou de novo em Italo Ferreira nas semifinais e a decisão do título ficou para o Havaí. Italo ganhou o MEO Rip Curl Pro em Supertubos, mas estava fora da briga e terminou em um excelente quarto lugar no ranking.

SELEÇÃO BRASILEIRA – O Jeep Leaderboard do World Surf League Championship Tour 2018 terminou com três brasileiros no seleto grupo dos top-5 do mundo. Gabriel Medina foi o campeão com 62.490 pontos, 69,4% de aproveitamento nas nove etapas computadas. Julian Wilson ficou em segundo com 57.585, Filipe Toledo em terceiro com 51.450, Italo Ferreira em quarto com 43.070, seguido por Jordy Smith com 36.440, tirando a quinta posição do australiano Owen Wright ao chegar nas semifinais em Pipeline.

Além dos três no topo do ranking, mais quatro dos onze titulares da “seleção brasileira” esse ano, ficaram entre os 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34, os estreantes Willian Cardoso em 13.o lugar e Michael Rodrigues em 15.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 19.o e Yago Dora, que garantiu sua vaga em 21.o lugar no Havaí.

Na segunda-feira, o catarinense surfou um tubo atrás do outro nas esquerdas de Pipeline para derrotar os australianos Julian Wilson e Joel Parkinson na bateria que classificava os dois primeiros para as quartas de final. Yago venceu por 15,97 pontos e Julian achou um tubão no Backdoor para passar em segundo com 12,44. Depois, o jovem catarinense de 22 anos, não achou os tubos contra o mister Pipeline, Kelly Slater, ficando em quinto lugar. Mas, já tinha confirmado a maioria brasileira na elite dos top-34 do CT pelo segundo ano consecutivo.

Assim como em 2018, a “seleção brasileira” de 2019 terá onze surfistas, os campeões mundiais Gabriel Medina (24 anos) e Adriano de Souza (31), Filipe Toledo (23), Italo Ferreira (24), Willian Cardoso (32), Michael Rodrigues (24) e Yago Dora (22), se mantendo no time entre os top-22 do ranking principal. Jessé Mendes (25) também fez parte da elite esse ano e ficou de fora deste grupo, mas garantiu sua permanência entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series nas duas etapas do Havaí, que valeram o título de campeão da Triple Crown of Surfing.

NOVIDADES NO TIME - Os outros três classificados pelo G-10 do QS foram o paranaense Peterson Crisanto, 26 anos, o paulista Deivid Silva, 23, e o potiguar Jadson André, 28. Peterson e Deivid são as novidades da “seleção brasileira” em 2019 e Jadson recuperou a vaga perdida no ano passado. Eles vão substituir o catarinense Tomas Hermes, o pernambucano Ian Gouveia e o paulista Caio Ibelli, que não conseguiram se manter na elite em nenhum dos dois rankings.

Caio sofreu uma séria lesão no início do ano e está na expectativa de receber um dos convites que a World Surf League reserva para os atletas que se contundem, como foi o caso dele e dos campeões mundiais Kelly Slater e John John Florence. Ele e Slater só voltaram a competir agora em Pipeline e o havaiano só no ano que vem. A elite é formada por 34 surfistas, sendo os 22 primeiros colocados no ranking do CT, os dez indicados pelo QS e dois convidados da WSL para participar de todas as etapas, que ainda serão anunciados.

PRÓXIMA TEMPORADA – A temporada 2019 do World Surf League Championship Tour, diferente dos outros anos, só vai começar em abril, com o Gold Coast Men´s Pro nos dias 3 a 13 na Austrália. Depois, tem o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 17 a 27 do mesmo mês e aí vem a primeira novidade, o Bali Pro na Indonésia, de 13 a 24 de maio em Keramas, para voltar à Austrália para o Margaret River Pro, de 27 de maio a 7 de junho.

A etapa brasileira passa a ser então a quinta do ano e não mais a quarta como até 2018, com o Oi Rio Pro em Saquarema mudando de data também, de maio para os dias 20 a 28 de junho na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Do Brasil, os melhores surfistas do mundo partem para a África do Sul, para disputar o J-Bay Open nos dias 09 a 22 de julho. Depois, voltam a se enfrentar no Tahiti Pro Teahupoo, de 21 de agosto a 1.o de setembro.

A batalha pelo título mundial sai dos tubos da temida bancada de Teahupoo, para as ondas perfeitas do Surf Ranch Pro, com a etapa na piscina de ondas idealizada por Kelly Slater marcada para 19 a 22 de setembro. Depois, vem a “perna europeia” no mês de outubro, com a etapa da França nos dias 03 a 13 e a de Portugal de 16 a 28, antes do Billabong Pipe Masters fechar a temporada nos dias 08 a 20 de dezembro no Havaí.

Medina dá o primeiro passo na busca pelo bi mundial

O Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, abriu o último desafio do World Surf League Championship Tour 2018 na quinta-feira e Gabriel Medina deu o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial no Havaí. Agora restam quatro baterias para confirmar o título, que para ele será decidido nas semifinais. Medina surfou tubos e voou nos aéreos logo após seus oponentes competirem na pior hora do mar em Pipeline. Filipe Toledo perdeu e vai abrir a repescagem com o havaiano Benji Brand, mas Julian Wilson teve sorte para tirar a vitória de Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Os outros brasileiros que passaram direto para a terceira fase foram o potiguar Italo Ferreira, o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Yago Dora, que defende a última vaga para o CT 2019.

“A condição não é a ideal aqui e fiquei apenas tentando pegar muitas ondas. Estou feliz por ter vencido a bateria”, disse Gabriel Medina. “As ondas hoje (quinta-feira) estão realmente desafiadoras lá dentro. É difícil saber quais serão boas e este ano vai ser um desafio, mas estou feliz por chegar no Havaí com uma pequena vantagem sobre os outros concorrentes ao título. Na verdade, estou realmente focado em mim mesmo. Sei que preciso fazer a final, então vou ficar focado em tentar fazer o meu melhor em cada bateria”.

Medina entrou no mar depois das baterias dos seus dois oponentes, que foram as mais fracas de ondas na quinta-feira em Pipeline. Mas, quando a dele começou, já pegou um tubo logo na primeira onda para largar na frente. O australiano Connor O´Leary chegou a liderar, até Medina pegar outra esquerda em Pipeline e voar num alley-oop, ainda arriscando um aéreo-reverse na finalização, que não completou. Com a nota 5,77 dessa onda, ele tirou o primeiro lugar do australiano, mas ainda achou mais duas ondas com tubos melhores do que o primeiro para somar notas 6,93 e 6,23 na vitória por 13,16 pontos. O havaiano Benji Brand, vice-campeão da Pipe Invitational na quarta-feira, ficou em último.

Foi o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial. Agora restam quatro baterias para passar, a da terceira fase, da quarta que classifica os dois primeiros colocados, depois ganhar nas quartas de final e nas semifinais também, para garantir o título por ele mesmo. Filipe Toledo e Julian Wilson dividem o segundo lugar no Jeep Leaderboard e a única chance deles para entrar na lista dos campeões mundiais da World Surf League, é chegar na final em Pipeline. Se Medina passar das quartas de final, já terão que vencer o Billabong Pipe Masters. Caso Filipe e Julian cheguem na final, o vencedor será o campeão mundial de 2018.

Os dois competiram numa das piores horas do mar em Pipeline na quinta-feira, com poucas ondas abrindo tubos ou paredes para mais de uma manobra antes de fechar, nem formando rampas para os aéreos, como os do potiguar Italo Ferreira em duas ondas seguidas para vencer a bateria anterior com o maior placar do dia até ali, 13,30 pontos. A do Filipe Toledo foi a pior de todas e o máximo de nota que conseguiu nas oito ondas que tentou surfar, foi 2,67. Ele perdeu para o australiano Matt Wilkinson por incríveis 6,03 a 5,04 pontos e o também paulista Caio Ibelli ficou em terceiro lugar com 4,93 nas duas notas computadas.

O australiano Julian Wilson teve mais sorte para tirar a vitória do catarinense Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Ele achou uma direita no Backdoor que abriu a parede para fazer quatro manobras, a primeira do dia a proporcionar isso, que valeram nota 5,57 para vencer por 8,07 pontos, contra 6,40 do brasileiro e 4,57 da novidade havaiana no CT 2019, Seth Moniz. Julian vibrou pela classificação direta para a terceira fase naquela difícil condição do mar, enquanto Filipe ainda terá que passar pelo havaiano Benji Brand no primeiro duelo eliminatório em Pipeline, para prosseguir na briga do título mundial.

“Eu estava focado em tentar encontrar algumas oportunidades para surfar lá fora”, disse Julian Wilson. “Foram poucas, mas no final veio aquela onda ali que eu precisava, felizmente. Estou mais perto do título este ano, mas ainda precisando de um grande resultado aqui para conseguir. Eu acho que os três que estão na disputa, pensam em buscar isso para conquistar o título. Estamos todos no mesmo barco e foi muito bom passar uma bateria tão complicada assim”.

VAGAS NO CT 2019 – Esta disputa do título mundial centraliza as atenções no Billabong Pipe Masters, só que tem mais uma batalha acontecendo na outra ponta da tabela de classificação, pelas últimas vagas para o CT 2019. O catarinense Yago Dora está fechando o grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite e usou os aéreos na primeira vitória brasileira na quinta-feira em Pipeline. Com a passagem para a terceira fase, passou a dividir o 21.o lugar com o português Frederico Morais, derrotado na primeira bateria, dificultando as chances dos que estão na zona do rebaixamento para o WSL Qualifying Series.

Entre eles, o único que venceu e já passou para a terceira fase foi Matt Wilkinson, mandando Filipe Toledo para a repescagem. O australiano tirou a 23.a posição no ranking do francês Joan Duru, mas tem que chegar nas quartas de final para superar os 19.645 pontos de Yago Dora e Frederico Morais. É a mesma chance do catarinense Tomas Hermes, 25.o colocado. Joan Duru caiu para o 24.o lugar, mas ultrapassa essa pontuação se passar pela repescagem e pela terceira fase. O australiano Connor O´Leary e o americano Patrick Gudauskas só conseguem isso se chegarem nas semifinais, enquanto o pernambucano Ian Gouveia e o sul-africano Michael February já necessitam da vitória no Billabong Pipe Masters.

TRIPLICE COROA HAVAIANA – O paulista Jessé Mendes divide o 29.o lugar no ranking com Ian Gouveia, mas já garantiu sua permanência na elite entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series. Conseguiu isso nas duas etapas do QS 10000 do Havaí, ficando em quinto lugar nas semifinais em Haleiwa Beach e sendo vice-campeão em Sunset Beach. Com estes resultados, lidera a Tríplice Coroa Havaiana e terá um confronto direto por este título na repescagem, com o havaiano Ezekiel Lau, que o derrotou na final da Vans World Cup.  

Em Pipeline, Jessé perdeu na bateria que deu mais tubos, com seus dois adversários fazendo os recordes do dia em Pipeline. O californiano Conner Coffin surfou o melhor da quinta-feira e a nota 8,47 recebida selou a vitória por 15,07 pontos. O francês Jeremy Flores, que defende o título do Billabong Pipe Masters, também surfou bons tubos e perdeu com o segundo maior placar do dia, 14,00 pontos. Não sobrou nada para Jessé, que só pegou um e ficou com 9,20.

Os dois recordistas foram os únicos a ultrapassar os 13,30 pontos dos aéreos do potiguar Italo Ferreira na quarta bateria do dia. Já a maior nota brasileira na quinta-feira foi o 8,17 do pernambucano Ian Gouveia num tubaço ao seu estilo no Havaí. Sua bateria foi toda liderada pelo havaiano Ezekiel Lau, mas ele chegou a assumir a liderança com essa onda no último minuto. Só que o taitiano Michel Bourez, também achou um tubo que valeu 5,93 para vencer por 12,03 a 12,00 pontos do brasileiro, com o havaiano caindo para último com 10,90.

O australiano Joel Parkinson, campeão do Hawaiian Pro em Haleiwa e outro forte concorrente para conseguir o tetracampeonato na Tríplice Coroa Havaiana no encerramento da sua carreira, também surfou um tubaço nota 8,33 para vencer sua bateria. E o cearense Michael Rodrigues conquistou a última vaga direta para a terceira fase no confronto seguinte, que fechou a quinta-feira no Havaí com o catarinense Willian Cardoso caindo para a repescagem.

“Fiquei feliz com essa bateria e por finalmente pegar alguns tubos em Pipeline e no Backdoor”, disse Michael Rodrigues, um dos estreantes deste ano que já estão garantidos na elite de 2019. “Este ano foi muito especial para mim e tentei fazer o meu melhor em todos os eventos. Agora já estou pensando na próxima temporada e muito empolgado em como vai ser”.

BRASIL NA REPESCAGEM – Entre os onze titulares da “seleção brasileira”, com Miguel Pupo substituindo o campeão mundial Adriano de Souza, que está contundido, apenas quatro venceram suas baterias e sete terão que passar pela repescagem para chegar na terceira fase. A primeira rodada eliminatória do Billabong Pipe Masters, vai começar com Filipe Toledo tentando seguir na luta pelo título mundial contra o vice-campeão da triagem, Benji Brand.

Mais dois paulistas serão os próximos a competir, Caio Ibelli na terceira bateria com o australiano Wade Carmichael e Miguel Pupo na quinta com o californiano Kolohe Andino. Na sexta, o catarinense Willian Cardoso terá a chance de viver uma experiência única de enfrentar o recordista de títulos em Banzai Pipeline, Kelly Slater. Na oitava, entra o pernambucano Ian Gouveia com um bicampeão no Pipe Masters, Jeremy Flores. Na nona, o paulista Jessé Mendes disputa o título da Tríplice Coroa com o havaiano Ezekiel Lau. E na última, o catarinense Tomas Hermes enfrenta o francês Joan Duru num duelo direto pelas últimas vagas para o CT 2019.

PRIMEIRA FASE – Vitória=Terceira Fase e 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Jordy Smith (AFR)=12.00, 2-Kelly Slater (EUA)=11.43, 3-Frederico Morais (PRT)=4.47

2.a: 1-Yago Dora (BRA)=9.83, 2-Owen Wright (AUS)=9.60, 3-Miguel Pupo (BRA)=2.00

3.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=13.30, 2-Joan Duru (FRA)=11.67, 3-Keanu Asing (HAV)=5.66

4.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=6.03, 2-Filipe Toledo (BRA)=5.04, 3-Caio Ibelli (BRA)=4.93

5.a: 1-Julian Wilson (AUS)=8.07, 2-Tomas Hermes (BRA)=6.40, 3-Seth Moniz (HAV)=4.57

6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.16, 2-Benji Brand (HAV)=9.97, 3-Connor O´Leary (AUS)=9.67

7.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=7.07, 2-Ryan Callinan (AUS)=6.77, 3-Wade Carmichael (AUS)=4.50

8.a: 1-Michael February (AFR)=6.30, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=6.10, 3-Sebastian Zietz (HAV)=4.03

9.a: 1-Michel Bourez (TAH)=12.03, 2-Ian Gouveia (BRA)=12.00, 3-Ezekiel Lau (HAV)=10.90

10: 1-Conner Coffin (EUA)=15.07, 2-Jeremy Flores (FRA)=14.00, 3-Jessé Mendes (BRA)=9.20

11: 1-Joel Parkinson (AUS)=11.23, 2-Kolohe Andino (EUA)=8.10, 3-Adrian Buchan (AUS)=5.13

12: 1-Michael Rodrigues (BRA)=11.44, 2-Patrick Gudauskas (EUA)=7.60, 3-Willian Cardoso (BRA)=5.04

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 420 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Benji Brand (HAV)

2.a: Owen Wright (AUS) x Seth Moniz (HAV)

3.a: Wade Carmichael (AUS) x Caio Ibelli (BRA)

4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Keanu Asing (HAV)

5.a: Kolohe Andino (EUA) x Miguel Pupo (BRA)

6.a: Willian Cardoso (BRA) x Kelly Slater (EUA)

7.a: Adrian Buchan (AUS) x Ryan Callinan (AUS)

8.a: Jeremy Flores (FRA) x Ian Gouveia (BRA)

9.a: Ezekiel Lau (HAV) x Jessé Mendes (BRA)

10: Sebastian Zietz (HAV) x Patrick Gudauskas (EUA)

11: Frederico Morais (PRT) x Connor O´Leary (AUS)

12: Joan Duru (FRA) x Tomas Hermes (BRA)

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