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Ítalo Ferreira campeão do Quiksilver Pro Gold Coast

O potiguar Italo Ferreira ganhou tudo na abertura da temporada 2019 do World Surf League Championship Tour na Austrália, com os seus aéreos nas ondas de Duranbah Beach. A vitória no Quiksilver Pro Gold Coast foi no último minuto, voando numa rotação completa no ar para virar o placar contra o californiano Kolohe Andino para 12,57 a 12,43 pontos. Ele já tinha vencido o Red Bull Airborne no meio da semana, agora também larga na frente na corrida pelo título mundial. E as próximas etapas são as que o surfista de Baía Formosa conseguiu as primeiras vitórias da carreira, em Bells Beach na Austrália e em Keramas na Indonésia.

“Começar o ano ganhando este evento é quase inacreditável e estou muito feliz por toda essa torcida aqui”, disse Italo Ferreira. “Eu sabia que seria muito difícil vencer o Kolohe (Andino) e esse apoio todo da torcida na praia é irreal. Eles são incríveis torcendo por todos nós e estou muito animado em voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard. Mas, sei que o ano é longo e não quero ficar pensando tão lá na frente. Tenho muitos outros eventos para focar, começando por Bells na próxima semana. Eu tenho treinado muito nos últimos três meses e consegui a vitória no primeiro evento do ano. Vamos continuar assim”.

As condições do mar na segunda-feira estavam difíceis, com ondas pequenas de 2-4 pés e poucas boas nos grandes intervalos entre as séries, então os aéreos eram a melhor opção para ganhar notas. E foi assim, voando, que Italo Ferreira e Kolohe Andino derrotaram seus oponentes no caminho até a final. E foi assim também na decisão do título. O potiguar mandou o primeiro que valeu 5,50 e o californiano respondeu com 5,43. Kolohe logo fez uma onda parecida para somar 5,93, enquanto Italo ia errando um aéreo atrás do outro.

Foram várias tentativas até acertar um que rendeu 5,23. Só que o americano dá o troco com a melhor apresentação da bateria. Ele recebe 6,50 e deixa o brasileiro precisando de 6,93 para vencer. Italo falha na primeira chance, em outra e o tempo vai chegando ao fim sem entrar onda boa. A prioridade da próxima é do americano, os dois ficam lado a lado e no último minuto, Kolohe Andino deixa passar uma ondinha que Italo pega. Parecia ruim, mas ela ganha força, ele acelera e decola no aéreo 360 com rotação completa no ar, aterrissando com segurança para delírio do público que lotava a praia na segunda-feira e torcia para o brasileiro.

A bateria termina sem a divulgação dessa nota e a praia toda fica em suspense. O brasileiro sai do mar sem saber, mas veio o anúncio com os juízes dando nota 7,07 para a torcida fazer a festa com Italo Ferreira pela vitória emocionante, de virada, por 12,57 a 12,43 pontos. Esta foi a terceira vez que um brasileiro ganha a primeira etapa da temporada na Austrália. Em 2014, Gabriel Medina iniciou a caminhada do seu primeiro título mundial vencendo o Quiksilver Pro. E em 2015, Filipe Toledo garantiu um inimaginável bi consecutivo do Brasil na Gold Coast.

“Eu estava feliz em estar na final com o Italo (Ferreira), mas fiquei um pouco chateado porque estava a poucos minutos da primeira vitória”, disse Kolohe Andino. “Eu deixei a onda passar porque era pequena, dava no joelho, mas ele fez a rotação completa, então bom pra ele. Eu estava quase vencendo, mas tudo bem, temos um longo ano e o segundo lugar é um ótimo resultado. É bom ver que os surfistas americanos estão começando bem esse ano e isso é muito bom para o esporte. Acho que todo mundo está cansado de ver os três melhores do circuito ganharem todos os eventos. É bom ter algumas caras novas também”.

Italo Ferreira foi o melhor surfista deste ano na Gold Coast, apresentando uma grande variedade de manobras aéreas nas direitas e esquerdas de Duranbah Beach. Na segunda-feira, as melhores ondas do dia entraram na sua bateria com Jordy Smith nas semifinais e os dois deram um show. O potiguar acertou um full-rotation perfeito logo na primeira onda que valeu 7,33. O sul-africano responde com um muito alto, jogando a rabeta da prancha pro céu e ganha 8,67, a maior nota do último dia, ou seja, a melhor manobra da segunda-feira na análise dos juízes.

VINGANDO MEDINA – O sul-africano surfou bem outra onda para somar um 6,00, mas o potiguar ainda acerta outro aéreo com rotação completa, volta na base e leva nota 8,00 para vingar a derrota de Gabriel Medina por 15,33 a 14,67 pontos. Jordy Smith tinha barrado o bicampeão mundial numa bateria fraca de ondas pelas quartas de final e dividiu o terceiro lugar no Quiksilver Pro Gold Coast com o havaiano John John Florence, eliminado por Kolohe Andino na primeira semifinal.

Medina competiu numa hora ruim do mar, com poucas ondas boas. Ele tentou de tudo, arriscou os aéreos nas direitas, nas esquerdas, porém sem completar a maioria. O máximo que conseguiu foi uma nota 5,00 e Jordy Smith ainda tirou um 7,50 na última onda para selar a vitória por 13,17 a 9,23 pontos. Medina agora passa a lycra amarela do Jeep Leaderboard para Italo Ferreira e começa em quinto lugar no primeiro ranking de 2019, com 4.745 pontos.

VAGAS NAS OLIMPÍADAS – Neste ano o World Surf League Championship Tour é especial, o primeiro da história com igualdade na premiação dos homens e mulheres e o primeiro que vale classificação para os Jogos Olímpicos. Os dois primeiros colocados no ranking final da temporada, garantem suas vagas nas Olimpíadas de Tokyo 2020. No momento, as do Brasil estão com Italo Ferreira e Gabriel Medina, as dos Estados Unidos com Kolohe Andino e John John Florence e as da Austrália com Wade Carmichael e Owen Wright.

Italo lidera o Jeep Leaderboard com 10.000 pontos, Medina começa em quinto lugar com 4.745 nas quartas de final e três brasileiros perderam em nono lugar nas oitavas marcando 3.320 pontos, Filipe Toledo, Willian Cardoso e Yago Dora. Cinco pararam na terceira fase e receberam 1.330 pontos pelo 17.o lugar, Michael Rodrigues, Jessé Mendes, Peterson Crisanto, Deivid Silva e Mateus Herdy. Já Caio Ibelli e Jadson André, não venceram nenhuma bateria em Duranbah Beach e ocupam a 33.a posição no ranking.

VITÓRIA AMERICANA – Entre as mulheres, quem começou na frente na disputa pelo título mundial foi a ainda adolescente americana de 17 anos de idade, Caroline Marks. A surfista nascida na Flórida como Kelly Slater, mora na Califórnia e tem um surfe muito forte, com batidas e rasgadas executadas com bastante pressão e velocidade.

Ela já tinha deixado a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore nas quartas de final e bateu também a tricampeã Carissa Moore na decisão do título do Boost Mobile Pro Gold Coast. Caroline Marks é a primeira da história do surfe feminino a receber um prêmio de 100.000 dólares como os homens.

“Estou muito emocionada agora, nem consigo acreditar, estou sem palavras, mas é incrível fazer parte deste esporte e só quero agradecer a todos da WSL”, disse Caroline Marks. “A Carissa (Moore) sempre foi uma inspiração para mim, sempre fui fã dela e ainda sou. Conseguir minha primeira vitória em uma final com ela, é uma sensação indescritível. Este foi o melhor evento e a melhor semana da minha vida. Eu sei que tenho muito trabalho pela frente ainda no restante do ano, mas eu quero aproveitar ao máximo esse momento”.

Esta foi a primeira final de Caroline Marks e já conquistou a primeira vitória logo no início da sua apenas segunda temporada na elite das top-17 da World Surf League. Carissa Moore vinha sendo um dos destaques no evento, completando alguns aéreos-reverse nas baterias que poucas meninas conseguem fazer. Na segunda-feira, Carissa derrotou a australiana Sally Fitzgibbons, que dividiu o terceiro lugar nas semifinais com a havaiana Malia Manuel.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QUIKSILVER PRO:

Campeão: Italo Ferreira (BRA) por 12,57 pontos (7,07+5,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kolohe Andino (EUA) com 12,43 pts (6,50+5,93) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Kolohe Andino (EUA) 9.23 x 8.96 John John Florence (HAV)

2.a: Italo Ferreira (BRA) 15.33 x 14.67 Jordy Smith (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:

1.a: John John Florence (HAV) 11.00 x 10.56 Conner Coffin (EUA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 12.33 x 11.47 Seth Moniz (HAV)

3.a: Jordy Smith (AFR) 13.17 x 9.23 Gabriel Medina (BRA)

4.a: Italo Ferreira (BRA) 11.07 x 9.77 Wade Carmichael (AUS)

FINAL DO BOOST MOBILE PRO – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

Campeã: Caroline Marks (EUA) por 13,83 pontos (7,33+6,50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 11,67 pts (6,00+5,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Caroline Marks (EUA) 12.67 x 11.50 Malia Manuel (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 11.90 x 9.87 Sally Fitzgibbons (AUS)

Brasileiros barram Kelly Slater em sua casa

Os brasileiros estragaram a festa da torcida que vinha lotando a praia de Manly para assistir o onze vezes campeão mundial Kelly Slater competindo em Sydney depois de 15 anos. Na quinta-feira, os paulistas Jessé Mendes e Alex Ribeiro barraram a grande atração do segundo QS 6000 seguido na Austrália. Além deles, Thiago Camarão e o uruguaio Marco Giorgi também já passaram para a rodada classificatória para as oitavas de final do Vissla Sydney Surf Pro. Mais quatro brasileiros e dois peruanos, ainda vão disputar a terceira fase nas baterias que ficaram para abrir a sexta-feira às 7h00 na Austrália, 17h00 da quinta-feira no Brasil.

O pernambucano Ian Gouveia e o catarinense Mateus Herdy vão competir no primeiro confronto do dia, contra o australiano Dion Atkinson e o sul-africano Michael February. O líder do WSL Qualifying Series, Jadson André, enfrenta três surfistas de outros países na bateria seguinte, assim como o paulista Weslley Dantas na próxima. Já os peruanos Alonso Correa e Miguel Tudela, que defende a quinta posição no ranking, vão disputar as duas últimas vagas para a quarta fase com o sul-africano Beyrick De Vries e o australiano Liam O´Brien.

A terceira fase masculina só começou à tarde em Manly Beach, depois da terceira rodada feminina do QS 6000 de Sydney. A brasileira Tatiana Weston-Webb foi a única sul-americana a avançar para a fase classificatória para as oitavas de final. Para os homens, o dia não iniciou bem para o Brasil, com o cearense Michael Rodrigues e o baiano Bino Lopes ficando em último nas suas baterias, ambos terminando em 37.o lugar no Vissla Sydney Surf Pro.

Aí a praia lotou para assistir o maior ídolo do esporte, mas os brasileiros roubaram a cena e estragaram a festa da torcida eliminando o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Os paulistas Jessé Mendes e Alex Ribeiro pegaram as melhores ondas que entraram na bateria e usaram os aéreos para confirmar a dobradinha brasileira sobre o norte-americano, que ficou em último.  Jessé ganhou por pouco, 14,67 a 14,07 pontos, somando notas 7,60 e 7,07 contra 7,57 e 6,50 de Alex Ribeiro, que vem embalado pela vitória no QS 6000 de Newcastle. Jessé já foi campeão do Vissla Sydney Surf Pro dois anos atrás, assim como Slater em 2004.

“Eu ganhei aqui quando as ondas estavam incríveis, então sempre adoro voltar à Sydney”, disse Jessé Mendes. “Sempre tem gente aqui acordando cedo para nadar, surfar e aproveitar o dia nesse lugar, por isso que aqui tem uma `vibe` saudável, muito boa, além de muitos fãs do surfe e eu gosto disso. Foi muito louco chegar antes da minha bateria e ver uma multidão enorme lotando a praia, pois a gente sempre soube o quão grande é o Kelly (Slater) no mundo todo. Eu estou no CT há algum tempo e já surfei contra ele, então a multidão não me preocupou muito e nem ele. Eu apenas fiz o meu trabalho e deu certo, então estou feliz”.

Kelly Slater lamentou a derrota, mas destacou o apoio da torcida em Sydney: “Eu não consegui encontrar ondas decentes, mas tinha umas ondas boas porque o Jessé (Mendes) e o Alex (Ribeiro) pegaram algumas. É ótimo estar de volta aqui em Sydney e foi impressionante ver esse público enorme na praia, muito legal ter esse apoio. Pena que eu saí do evento, mas estarei aqui no fim de semana competindo (bateria especial com o bicampeão mundial Tom Carroll) de novo para a torcida. Eu queria poder agradecer a cada um pessoalmente, mas é muita gente, então só posso dizer obrigado a todos pelo carinho”.

Quando Slater saiu do mar, a praia deu uma esvaziada quando entraram na água mais dois brasileiros para disputar o confronto seguinte. Nesse, o australiano Nicholas Squiers impediu outra dobradinha verde-amarela vencendo a bateria por 13,53 pontos. O paulista Thiago Camarão tirou a maior nota – 7,17 – para passar em segundo com 12,67, superando os 11,30 do catarinense Tomas Hermes, que ficou em terceiro lugar com o espanhol Vicente Romero em quarto. Tomas terminou em 25.o lugar no Vissla Sydney Surf Pro.

Na próxima fase, Thiago Camarão vai competir junto com Jessé Mendes, disputando duas vagas para as oitavas de final com o francês Nomme Mignot. O também paulista Alex Ribeiro, campeão do QS 6000 Burton Automotive Pro domingo passado em Newcastle e número 4 no ranking do QS, entra na bateria seguinte com dois australianos, Jacob Willcox e Nicholas Squiers. Esta será a quarta da quarta fase e na quinta está o uruguaio Marco Giorgi com o português Vasco Ribeiro. Os dois ainda aguardam o outro adversário, que será definido nas baterias restantes da terceira fase que ficaram para a sexta-feira.

O uruguaio venceu o confronto que fechou a quinta-feira em Manly Beach, derrotando o australiano Matt Banting, com ambos eliminando o havaiano Joshua Moniz e o último chileno no evento, Manuel Selman. Marco Giorgi foi um dos 25 sul-americanos que entraram na primeira fase e é o único que segue na briga do título no QS 6000 de Sydney. Dos 25, apenas dez passaram suas baterias, o uruguaio, o chileno Manuel Selman, todos os três peruanos e somente cinco dos dezessete brasileiros. Os dois únicos argentinos também perderam.

Na segunda fase, os dez classificados se juntaram aos quatorze cabeças de chave da América do Sul, treze deles do Brasil, como os líderes do ranking, Jadson André e Alex Ribeiro. O outro era o peruano Alonso Correa. Desta vez, o Brasil teve um saldo mais positivo com dez passando suas baterias, inclusive os dois citados, porém sofreu mais oito baixas. Dos quatro peruanos, Alonso passou em segundo na sua estreia em Manly Beach e o top-5 do QS, Miguel Tudela, ganhou sua segunda bateria em Sydney. O uruguaio Marco Giorgi e o chileno Manuel Selman, completaram a lista dos classificados para a terceira fase na quarta-feira.

QS 6000 FEMININO – Na quinta-feira, o dia começou com a terceira fase feminina do QS 6000 de Sydney e a brasileira Tatiana Weston-Webb é a única sul-americana que continua na disputa do título na Austrália. Ela vai tentar vaga para as oitavas de final contra as australianas Dimity Stoyle e Isabella Nichols, vice-campeã do QS 6000 de Newcastle e vice-líder do ranking.

A argentina Josefina Ané, que tinha estreado com vitória em Manly Beach na terça-feira, foi eliminada em 37.o lugar, marcando 650 pontos no ranking. A equatoriana Dominic Barona, a peruana Melanie Giunta e a Tainá Hinckel, perderam na segunda fase e outras quatro sul-americanas não passaram da rodada inicial na segunda-feira em Sydney.

QUARTA FASE DO QS 6000 VISSLA SYDNEY SURF PRO – baterias já formadas:

---------1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=17.o lugar com 1.050 pontos no QS

1.a: Reo Inaba (JPN), Soli Bailey (AUS), Jordan Lawler (AUS)

2.a: Stu Kennedy (AUS), Gatien Delahaye (FRA), Ian Gentil (HAV)

3.a: Jessé Mendes (BRA)Thiago Camarão (BRA), Nomme Mignot (FRA)

4.a: Alex Ribeiro (BRA), Jacob Willcox (AUS), Nicholas Squiers (AUS)

5.a: Vasco Ribeiro (PRT), Marco Giorgi (URU), 2.o da 9.a bateria da 3.a fase

6.a: Matt Banting (AUS), Hiroto Ohhara (JPN), 1.o da 9.a bateria

7.a: 1.o da 10.a e da 11.a baterias e 2.o da 12.a bateria da 3.a fase

8.a: 2.o da 10.a e da 11.a baterias e 1.o da 12.a bateria

TERCEIRA FASE – 3.o=25.o lugar com 700 pts e 4.o=37.o lugar com 650 pts:

----------resultados da quinta-feira:

1.a: 1-Reo Inaba (JPN), 2-Ian Gentil (HAV), 3-Joshua Burke (BRB), 4-Michael Rodrigues (BRA)

2.a: 1-Jordan Lawler (AUS), 2-Stu Kennedy (AUS), 3-Nat Young (EUA), 4-Tanner Gudauskas (EUA)

3.a: 1-Gatien Delahaye (FRA), 2-Soli Bailey (AUS), 3-Patrick Gudauskas (EUA), 4-Keijiro Nishi (JPN)

4.a: 1-Nomme Mignot (FRA), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Luke Gordon (EUA), 4-Bino Lopes (BRA)

5.a: 1-Jessé Mendes (BRA), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Charly Quivront (FRA), 4-Kelly Slater (EUA)

6.a: 1-Nicholas Squiers (AUS), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Tomas Hermes (BRA), 4-Vicente Romero (ESP)

7.a: 1-Vasco Ribeiro (PRT), 2-Hiroto Ohhara (JPN), 3-Jackson Baker (AUS), 4-Cole Houshmand (EUA)

8.a: 1-Marco Giorgi (URU), 2-Matt Banting (AUS), 3-Joshua Moniz (HAV), 4-Manuel Selman (CHL)

----------ficaram para abrir a sexta-feira:

9.a: Ian Gouveia (BRA)Mateus Herdy (BRA), Dion Atkinson (AUS), Michael February (AFR)

10: Jadson André (BRA), Ricardo Christie (NZL), Barron Mamiya (HAV), Mitch Crews (AUS)

11: Matt Wilkinson (AUS), Weslley Dantas (BRA), Michael Dunphy (EUA), Ian Crane (EUA)

12: Miguel Tudela (PER)Alonso Correa (PER), Beyrick De Vries (AFR), Liam O´Brien (AUS)

Alex Ribeiro vence final brasileira com Jadson André no QS 6000 de Newcastle

Os brasileiros começaram 2019 como terminaram 2018, ganhando quase tudo no Circuito Mundial da World Surf League. As duas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 6000 terminaram em decisões 100% verde-amarelas. A primeira foi o Oi Hang Loose Pro Contest, com o potiguar Jadson André derrotando o catarinense Yago Dora em Fernando de Noronha. A outra acabou neste domingo de boas ondas em Merewether Beach e com Jadson novamente na final, mas desta vez perdendo para o paulista Alex Ribeiro o título do Burton Automotive Pro, no tradicional Surfest Newcastle da Austrália. Com a vitória, o surfista da Praia Grande saltou da 150.a para a quarta posição no ranking liderado por Jadson André, que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League.

“Eu nem consigo acreditar que venci esse evento superimportante, de muita história, é um sentimento incrível”, disse Alex Ribeiro, que integrou a seleção brasileira do CT em 2017, mas não conseguiu se manter na elite. “Foi um dia incrível e disputar uma final com meu amigo Jadson (André) foi fantástico para fechar com chave de ouro. Estou feliz por conseguir vencer ele, pois o Jadson está numa fase incrível, surfando muito bem, então eu sabia que seria difícil ganhar dele. Eu tenho trabalhado muito forte nos treinamentos porque quero voltar ao CT e esse resultado vai me ajudar a chegar lá. Agora é já concentrar no próximo QS 6000 em Sydney (que começa na segunda-feira) para me manter entre os top-10”.

Jadson André também estava feliz por chegar em sua segunda final nos dois eventos que competiu no ano que marca seu retorno à elite do CT após uma temporada fora. Ele ganhou uma disputa direta pela ponta do ranking contra o vice-líder Jack Robinson nas semifinais e Alex Ribeiro despachou Matt Banting no outro confronto Brasil x Austrália. Esta foi a quinta vitória brasileira em Newcastle e a segunda que termina com uma decisão 100% verde-amarela. A primeira foi em 2012, quando o catarinense Willian Cardoso derrotou o paulista Filipe Toledo. Os outros vencedores foram o niteroiense Guilherme Herdy em 1996, o catarinense Neco Padaratz em 2006 e o paulista campeão mundial Adriano de Souza em 2008.

“Eu fiquei a semana inteira tentando visualizar a vitória aqui, mas, por algum motivo que não sei porque, sempre acabava achando que ficaria em segundo lugar, o que é muito estranho, mas foi o que aconteceu”, contou Jadson André. “Mas, estou muito feliz por ver o Alex (Ribeiro) ganhar, pois ele é um grande surfista e merece voltar ao CT. Eu não tenho do que reclamar. Foi uma semana ótima para mim aqui em Newcastle e foi muito bom termos boas ondas no último dia. Agora, estou ainda mais animado para competir em Sydney (no outro QS 6000 da Austrália que começa nesta segunda-feira) e espero fazer outra final lá”.

A decisão em Newcastle começou com Alex Ribeiro pegando as primeiras ondas, mas errando as manobras. Jadson André largou na frente surfando bem sua primeira onda que valeu 7,17. O paulista logo entra na briga completando um belo aéreo nota 7,90. Na sequência, consegue 5,77 para assumir a ponta. Jadson passa a arriscar os voos nas esquerdas, mas sem aterrisar das manobras. Alex também tentou e acertou um aéreo reverse que foi parar no espumeiro, mas ressurgiu em pé na prancha com um Boeing 7,67 para trocar pelo 5,77. O potiguar passou a precisar de 8,4 para vencer nos 15 minutos finais.

Jadson tentou até o fim reverter o resultado, pegando direitas para usar a potência do backside, esquerdas para voar nos aéreos, tudo o que tinha feito para derrotar o norte-americano Tanner Gudauskas nas quartas de final e o australiano Jack Robinson nas semifinais, quando o potiguar fez os recordes do ultimo dia, 17,43 pontos somando notas 9,33 num aéreo incrível e 8,10. Mas, o máximo que conseguiu foi uma nota 6,60 para diminuir a vantagem de Alex Ribeiro, mas não impedir a vitória do paulista da Praia Grande por 15,57 a 13,77 pontos.

O campeão estava com os aéreos de frontside no pé para dizimar os adversários que enfrentou no domingo. Jadson acabou batendo os recordes do domingo que Alex Ribeiro tinha registrado na última quarta de final contra o francês Charly Quivront, 16,00 pontos com notas 8,77 e 7,23. Nas semifinais, venceu uma verdadeira batalha aérea com Matt Banting. Ele completou o melhor voo da bateria e a nota 8,73 recebida foi decisiva para a vitória apertada por 15,76 a 15,23 pontos sobre o australiano.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO SURFEST NEWCASTLE:

FINAL DO QS 6000 BURTON AUTOMOTIVE PRO:

Campeão: Alex Ribeiro (BRA) por 15,57 pontos (7,90+7,67) – 6.000 pontos no QS

Vice-campeão: Jadson André (BRA) com 13,77 pontos (7,17+6,60) – 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 3.550 pontos:

1.a: Jadson André (BRA) 17.43 x 12.07 Jack Robinson (AUS)

2.a: Alex Ribeiro (BRA) 15.76 x 15.23 Matt Banting (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 2.650 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) 13.80 x 13.00 Miguel Tudela (PER)

2.a: Jadson André (BRA) 14.33 x 11.34 Tanner Gudauskas (EUA)

3.a: Matt Banting (AUS) 13.00 x 1.50 Leonardo Fioravanti (ITA)

4.a: Alex Ribeiro (BRA) 16.00 x 11.50 Charly Quivront (FRA)

Chloé Calmon é a campeã do Noosa Longboard Open

A carioca Chloé Calmon venceu o Noosa Longboard Open e largou na frente na corrida pelo título do World Surf League Longboard Tour 2019 na Austrália. No domingo, ela derrotou as duas surfistas que vem lhe impedindo de ser campeã mundial na modalidade praticada em pranchões como no início do surfe. Nas semifinais, passou pelo principal algoz, a americana Tory Gilkerson, para quem perdeu o título na final de 2016. E na decisão em Noosa, bateu a havaiana Honolua Blomfield que também a deixou como vice-campeã em 2017. Neste ano, a WSL está realizando um circuito com quatro etapas para definir os títulos e a próxima será na última semana de agosto na Espanha.

“Estou muito feliz por ganhar este evento, mas muito mais feliz ainda com os rumos que o longboard está seguindo agora”, destacou Chloé Calmon. “Os novos eventos e o novo formato de disputa vão colocar o longboard numa posição muito melhor. Teremos mais oportunidades para ganhar o título mundial e mais oportunidades para mais surfistas poderem competir, o que é muito legal. Vai ser muito empolgante isso, pois nos últimos anos os títulos vinham sendo decididos em uma única etapa, ou duas, agora teremos quatro esse ano, o que é muito bom”.

O Noosa Longboard Open foi o primeiro evento do ano promovido pela World Surf League com a grande novidade da igualdade na premiação da categoria feminina com a masculina. E foram as meninas que fecharam o campeonato no domingo em Sunshine Beach, onde as ondas de 2-3 pés em Castaways estavam melhores do que no palco principal em Noosa. Chloé Calmon ganhou pela vitória os mesmos 5.000 dólares do norte-americano Justin Quintal, que também bateu um campeão mundial na final masculina, o defensor do título Steven Sawyer. O sul-africano ficou com 2.500 dólares pelo vice-campeonato, assim como Honolua Blomfield.

A brasileira construiu a vitória desde as primeiras ondas surfadas na final, que valeram notas 5,50 e 6,33. Quando a havaiana esboçou uma reação numa onda de 5 pontos, Chloé respondeu com sua melhor apresentação, aproveitando bem uma esquerda mais longa para mostrar as manobras clássicas dos pranchões e ganhar nota 7,33. Com ela, totalizou imbatíveis 13,66 pontos, mesmo com Honolua Blomfield chegando perto da virada no final. A havaiana entrou num bom ritmo com as séries e achou boas ondas para tirar duas notas na casa dos 6 pontos, atingindo 13,03 nas duas computadas com o 6,53 recebido na última que surfou.  

“Estou muito feliz pela vitória, mas realmente não esperava que isso acontecesse assim”, disse Chloé Calmon. “Obviamente, meu objetivo era ganhar este evento, mas achava que seria possível se a competição rolasse lá no First Point de Noosa e não aqui nessa praia (Castaways). Eu treinei bastante lá, então ganhar aqui em esquerdas num beach break, não esperava, nem passava pela minha mente. Mas, foi tudo muito bom e fico feliz em começar o ano assim”.

DIA DA VINGANÇA – O domingo foi quase como um dia da vingança para Chloé Calmon, contra as duas surfistas que vêm lhe tirando a chance de conquistar o título mundial nos últimos anos. Especialmente Tory Gilkerson, a quem agora derrotou nas semifinais. Em 2016, elas decidiram o título na final da etapa única na China e a californiana foi a campeã. Em 2017, tiveram duas etapas e Chloé ganhou a primeira em Papua Nova Guiné derrotando Crystal Walsh, depois de passar pela mesma Honolua Blomfield nas semifinais.

A etapa decisiva foi na China e Tory Gilkerson apareceu de novo para impedir que a carioca seguisse defendendo a liderança do ranking, derrotando-a na terceira fase. O caminho ficou livre e a havaiana Honolua Blomfield ficou com o título com a vitória na China, deixando Chloé como vice-campeã de novo. Em 2018, o título voltou a ser decidido numa etapa única em Taiwan e Gilkerson barrou a carioca mais uma vez na terceira fase, na briga pela segunda vaga para as quartas de final na bateria vencida pela atual campeã mundial, Soleil Errico.

Agora, Chloé Calmon começa em primeiro lugar no ranking com 6.000 pontos, seguida por Honolua Bloomfield com 4.500 e Tory Gilkerson com 3.550, dividindo o terceiro lugar com a também norte-americana Rachael Tilly, campeã mundial de 2015. Entre as quatro semifinalistas do Noosa Longboard Open, a brasileira era a única sem um título mundial no currículo. A pernambucana tricampeã sul-americana, Atalanta Batista, perdeu nas oitavas de final e está em nono lugar no ranking com 1.550 pontos.

CATEGORIA MASCULINA – O carioca Phil Rajzman e o saquaremense Rodrigo Sphaier também pararam nas oitavas de final da categoria masculina e estão empatados em nono lugar com 1.550 pontos no primeiro ranking do World Surf League Longboard Tour 2019. Nenhum sul-americano chegou no domingo decisivo e o campeão Justin Quintal já começou a se destacar em sua primeira apresentação no último dia, fechando as quartas de final com a maior somatória, 15,94 pontos.

Nas semifinais, ele e seu adversário deram um show na melhor bateria de todo o campeonato, com ambos fazendo os recordes do Noosa Longboard Open a cada onda surfada. O norte-americano começou com nota 8,90 na primeira, recebeu 7,03 na segunda, 7,90 na terceira, 7,80 na quarta, mas o australiano local de Noosa, Harrison Roach, respondia à altura com 7,00 na primeira, depois 7,50, 6,87 e um 9,07 numa onda muito bem surfada. Justin Quintal dá o troco na mesma moeda com 9,03 para atingir 17,93 pontos de 20 possíveis e o australiano ainda tira notas 8,00 e 8,70 em duas ondas seguidas para totalizar 17,77 pontos.

Na outra chave, o sul-africano Steven Sawyer ganhou dois confrontos de campeões mundiais em sua defesa do título conquistado no ano passado. A primeira vítima foi o número 1 de 2006, o australiano Josh Constable. Depois, despachou a lenda Taylor Jensen, californiano bicampeão consecutivo em 2011 e 2012 que conquistou o tri em 2017. A bateria final foi mais um grande espetáculo e Justin Quintal conseguiu carimbar a faixa do defensor do título com mais uma apresentação incrível. A melhor onda do americano valeu 8,60 que definiu a vitória apertada por 16,37 a 16,10 pontos, com ambos somando um 7,77 como segunda nota.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO NOOSA LONGBOARD OPEN:

Campeã: Chloé Calmon (BRA) por 13,66 pontos (7,33+6,33) – US$ 5.000 e 6.000 pontos

Vice-campeã: Honolua Blomfield (HAV) com 13,03 pontos (6,53+6,50) – US$ 2.500 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.750 e 3.550 pontos:

1.a: Chloé Calmon (BRA) 14.67 x 12.83 Tory Gilkerson (EUA)

2.a: Honolua Blomfield (HAV) 14.50 x 10.30 Rachael Tilly (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.250 e 2.650 pts:

1.a: Tory Gilkerson (EUA) 14.84 x 13.00 Emily Lethbridge (AUS)

2.a: Chloe Calmon (BRA) 13.34 x 10.73 Kirra Seale (HAV)

3.a: Rachael Tilly (EUA) 14.44 x 11.86 Minami Koyama (JPN)

4.a: Honolua Blomfield (HAV) 14.56 x 11.07 Alice Lemoigne (FRA)

RESULTADOS DA CATEGORIA MASCULINA NO DOMINGO:

Campeão: Justin Quintal (EUA) por 16.37 pontos (8,60+7,77) – US$ 5.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Steven Sawyer (AFR) com 16,10 pontos (8,33+7,77) – US$ 2.500 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.750 e 3.550 pontos:

1.a: Steven Sawyer (AFR) 14.20 x 11.33 Taylor Jensen (EUA)

2.a: Justin Quintal (EUA) 17.93 x 17.77 Harrison Roach (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.250 e 2.650 pts:

1.a: Taylor Jensen (EUA) 13.70 x 9.67 Nic Jones (AUS)

2.a: Steven Sawyer (AFR) 14.53 x 11.90 Josh Constable (AUS)

3.a: Harrison Roach (AUS) 14.17 x 14.13 Kaniela Stewart (HAV)

4.a: Justin Quintal (EUA) 15.94 x 13.66 Tony Silvagni (EUA)

Gabriel Medina é bicampeão mundial vencendo o Pipe Masters no Havaí

Gabriel Medina conquistou o bicampeonato mundial dando um show nos tubos do maior palco do esporte no Havaí. Ele confirmou o título de 2018 da World Surf League nas semifinais, depois ganhou o Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, batendo seu último concorrente, Julian Wilson, com outra performance impressionante nos tubos de Pipeline e do Backdoor. Para completar mais uma festa brasileira no Havaí, Medina garantiu o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana para Jessé Mendes, ao barrar o sul-africano Jordy Smith nas semifinais. Fechou com chave de ouro uma temporada dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas do World Surf League Championship Tour em 2018.

“Eu trabalhei muito esse ano. Foi um ano intenso e estou feliz agora que deu tudo certo”, foram as primeiras palavras de Medina, que vai completar 25 anos de idade agora em 22 de dezembro, logo após garantir seu segundo título mundial nas semifinais. “Ver toda minha família e amigos felizes indo me pegar ali (no mar), com orgulho de mim, me deixa muito feliz. É isso que me faz vir aqui e fazer o meu melhor sempre. Só tenho que agradecer a Deus e eu tive fé até o final. Eu vi os caras da bateria anterior pegando altas ondas, então mantive a calma no início e estou amarradão. Isso é para o Brasil”.

Ele falou sobre a temporada 2018, só assumindo a liderança do ranking na nona etapa, na França, mas não largando mais a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que vai continuar vestindo no ano que vem. “Todo mundo está aumentando os limites. O nível está altíssimo. Todos são muito bons e isso é o que me incentiva a treinar mais, surfar mais. Essa é a minha motivação, pois quero estar sempre no mesmo nível deles. Foi incrível vir para Pipeline disputar o título com o Julian (Wilson) e o Filipe (Toledo). São duas pessoas incríveis, grandes surfistas, sou fã dos dois e foi um ótimo ano para mim, porém muito longo e muito intenso”.

DECISÕES DO TÍTULO – Medina teve que mostrar toda sua técnica em surfar os tubos de Pipeline e Backdoor, para sacramentar a conquista do título por ele mesmo. Foi pressionado nas duas baterias mais decisivas. Nas quartas de final, o californiano Conner Coffin pegou três tubos seguidos no Backdoor nos 5 primeiros minutos, deixando o campeão nas cordas.

No entanto, tudo mudou em 2 minutinhos apenas, com Medina devolvendo a “combination” em duas ondas seguidas surfadas de forma espetacular. A primeira foi um tubo difícil em Pipeline, que ele finalizou com um aéreo muito alto para ganhar 9,43. A segunda foi um tubaço de grabrail no Backdoor incrível, que valeu a primeira e única nota 10 do Pipe Masters esse ano. Com ela, fez um novo recorde de 19,43 pontos, contra os 14,26 do californiano.

Nas semifinais, o sul-africano Jordy Smith também largou na frente com notas 7,33 e um 8,50 num tubão no Backdoor logo nas duas primeiras ondas. Medina começou com 7,17 e fez um 6,33 em outro tubo em Pipeline. Nessa bateria, não entraram muitas ondas, então a escolha das melhores ganhou peso decisivo. Cada um só teve mais uma chance.

O surfista criado nas ondas pesadas de Maresias, em São Sebastião, achou outro tubaço no Backdoor como nas quartas de final, sumiu na cortina d´água, as placas foram quebrando à sua frente e ele conseguiu sair para ganhar 9,10 dos juízes. Jordy também pegou mais um tubo, mas Gabriel Medina confirmou o bicampeonato mundial vencendo por 16,27 a 15,83 pontos.

DESAFIO FINAL – Na grande final, ele deu mais um espetáculo no desafio dos dois melhores surfistas da temporada dominada pelos brasileiros. Medina já havia perdido para Julian Wilson na decisão de 2014, quando igualmente chegou na final como primeiro surfista brasileiro a ser campeão mundial. O australiano atingiu sua meta inicial para conquistar seu primeiro título, que era chegar na final em Pipeline e fez isso derrotando a fera Kelly Slater nas semifinais. Só que Medina tinha o objetivo claro de ganhar o Pipe Master pela primeira vez e conseguiu a vitória com mais um show para a torcida que lotou as areias de Pipeline.

Julian começou a final com um tubo rápido no Backdoor, já mostrando o caminho preferido que o levou até ali. O do Medina era Pipeline e foi onde pegou um tubaço logo na primeira onda, ficando entocado lá dentro e saindo na baforada com nota 8,43. Depois, a batalha se concentrou nas direitas do Backdoor. O australiano completa um tubo muito difícil que valeu 8,77, mas Medina dá o troco com a mesma nota para se manter na frente. Só que ele pegou outro tubaço ainda mais fantástico, ficou muito profundo, o canudo ia fechando, ele lá dentro, até ressurgir de forma impressionante da onda que recebeu 9,57 dos juízes e confirmou seu primeiro título de campeão do Billabong Pipe Masters, por 18,34 a 16,70 pontos.

“Todos os meus ídolos venceram este campeonato e estou feliz por ter conseguido também”, disse Gabriel Medina. “Ganhar este evento é um pouco diferente e eu realmente queria vencer aqui. Trabalhei muito duro para isso, então estou muito feliz. Foi uma boa final. O Julian (Wilson) é o adversário mais difícil de enfrentar e tive sorte em pegar duas ondas muito boas. Ele me venceu na final aqui anos atrás (2014), agora ganhei e isso é bom. Eu quero agradecer a todos que vieram aqui hoje (segunda-feira) assistir o campeonato e fico feliz em fazer um show tão bom para vocês. Eu trabalhei muito e estou feliz por fazer parte da história”.

Esta foi a terceira final de Gabriel Medina no Billabong Pipe Masters. A primeira foi em 2014, quando ele perdeu para o próprio Julian Wilson, depois de conquistar o título mundial igualmente nas semifinais. Em 2015, garantiu o título para Adriano de Souza no bicampeonato do Brasil, também na semifinal contra o australiano Mick Fanning. Os dois fizeram uma inédita e única decisão verde-amarela no maior palco do esporte e Mineirinho coroou a conquista do título mundial como primeiro brasileiro a vencer o Pipe Masters.

Naquele ano, Medina também festejou ao ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Agora, ele confirmou o segundo título do Brasil para o também paulista Jessé Mendes, nesta competição que computa os resultados das duas etapas do QS 10000 de Haleiwa e Sunset Beach, com o do Billabong Pipe Masters. O sul-africano Jordy Smith era o último que poderia ultrapassar Jessé Mendes, mas Medina o derrotou nas semifinais e o Brasil fecha o ano com a coroa de melhor do Havaí pela segunda vez.

“Eu venho aqui para o Havaí há 13 anos já e isso tudo parece um sonho, mas um sonho distante, então só agradeço a Deus por ter me abençoado com este título”, disse Jessé Mendes. “Disputar o título com um cara como o Joel (Parkinson), um dos melhores surfistas de todos os tempos, foi uma honra. Quero agradecer a minha família por sempre me apoiar, não importa em quê, minha namorada, meu treinador, a WSL, meus fãs e esses surfistas incríveis (Medina e Julian), pois não poderia ter acontecido uma final melhor do que essa”.

TRAJETÓRIA DO TÍTULO – A temporada 2018 do World Surf League Championship Tour foi totalmente dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas. O australiano Julian Wilson ganhou as outras duas e por isso chegou no Havaí brigando pelo título com Gabriel Medina e Filipe Toledo. A trajetória do novo bicampeão não começou bem, só passando uma bateria na Gold Coast, onde Julian Wilson ganhou seu primeiro evento.

Na segunda etapa, chegou nas semifinais em Bells Beach, parando no potiguar Italo Ferreira, que festejou a primeira vitória brasileira no ano, badalando o sino do emblemático troféu de campeão do Rip Curl Pro. No Oi Rio Pro em Saquarema, parou nas quartas de final e Filipe Toledo ganhou a etapa brasileira no Rio de Janeiro. Na Indonésia, descartou o nono lugar em Keramas vencido novamente por Italo Ferreira, mas somou a quinta posição nas quartas de final em Uluwatu, que terminou com o estreante Willian Cardoso como campeão.

Medina repetiu esse quinto lugar na África do Sul, perdendo para Filipe Toledo que conquistou o bicampeonato consecutivo nas direitas de Jeffreys Bay. Já no Taiti, Medina conseguiu sua primeira vitória, sendo o melhor de novo nos tubos de Teahupoo. E os dois dominaram a etapa seguinte, nas ondas perfeitas da piscina idealizada por Kelly Slater, com Medina sendo o primeiro campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficando em segundo lugar.

Aí veio a “perna europeia” que Medina tinha vencido as duas etapas no ano passado. Com duas vitórias seguidas, bastou ele chegar nas semifinais na França para assumir a liderança no ranking e não largar mais. Ele perdeu para Julian Wilson, que depois ganhou o Quiksilver Pro. Em Portugal, Medina vestiu a lycra amarela do Jeep Leaderboard pela primeira vez e poderia até ter confirmado o bicampeonato mundial lá. Mas, parou de novo em Italo Ferreira nas semifinais e a decisão do título ficou para o Havaí. Italo ganhou o MEO Rip Curl Pro em Supertubos, mas estava fora da briga e terminou em um excelente quarto lugar no ranking.

SELEÇÃO BRASILEIRA – O Jeep Leaderboard do World Surf League Championship Tour 2018 terminou com três brasileiros no seleto grupo dos top-5 do mundo. Gabriel Medina foi o campeão com 62.490 pontos, 69,4% de aproveitamento nas nove etapas computadas. Julian Wilson ficou em segundo com 57.585, Filipe Toledo em terceiro com 51.450, Italo Ferreira em quarto com 43.070, seguido por Jordy Smith com 36.440, tirando a quinta posição do australiano Owen Wright ao chegar nas semifinais em Pipeline.

Além dos três no topo do ranking, mais quatro dos onze titulares da “seleção brasileira” esse ano, ficaram entre os 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34, os estreantes Willian Cardoso em 13.o lugar e Michael Rodrigues em 15.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 19.o e Yago Dora, que garantiu sua vaga em 21.o lugar no Havaí.

Na segunda-feira, o catarinense surfou um tubo atrás do outro nas esquerdas de Pipeline para derrotar os australianos Julian Wilson e Joel Parkinson na bateria que classificava os dois primeiros para as quartas de final. Yago venceu por 15,97 pontos e Julian achou um tubão no Backdoor para passar em segundo com 12,44. Depois, o jovem catarinense de 22 anos, não achou os tubos contra o mister Pipeline, Kelly Slater, ficando em quinto lugar. Mas, já tinha confirmado a maioria brasileira na elite dos top-34 do CT pelo segundo ano consecutivo.

Assim como em 2018, a “seleção brasileira” de 2019 terá onze surfistas, os campeões mundiais Gabriel Medina (24 anos) e Adriano de Souza (31), Filipe Toledo (23), Italo Ferreira (24), Willian Cardoso (32), Michael Rodrigues (24) e Yago Dora (22), se mantendo no time entre os top-22 do ranking principal. Jessé Mendes (25) também fez parte da elite esse ano e ficou de fora deste grupo, mas garantiu sua permanência entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series nas duas etapas do Havaí, que valeram o título de campeão da Triple Crown of Surfing.

NOVIDADES NO TIME - Os outros três classificados pelo G-10 do QS foram o paranaense Peterson Crisanto, 26 anos, o paulista Deivid Silva, 23, e o potiguar Jadson André, 28. Peterson e Deivid são as novidades da “seleção brasileira” em 2019 e Jadson recuperou a vaga perdida no ano passado. Eles vão substituir o catarinense Tomas Hermes, o pernambucano Ian Gouveia e o paulista Caio Ibelli, que não conseguiram se manter na elite em nenhum dos dois rankings.

Caio sofreu uma séria lesão no início do ano e está na expectativa de receber um dos convites que a World Surf League reserva para os atletas que se contundem, como foi o caso dele e dos campeões mundiais Kelly Slater e John John Florence. Ele e Slater só voltaram a competir agora em Pipeline e o havaiano só no ano que vem. A elite é formada por 34 surfistas, sendo os 22 primeiros colocados no ranking do CT, os dez indicados pelo QS e dois convidados da WSL para participar de todas as etapas, que ainda serão anunciados.

PRÓXIMA TEMPORADA – A temporada 2019 do World Surf League Championship Tour, diferente dos outros anos, só vai começar em abril, com o Gold Coast Men´s Pro nos dias 3 a 13 na Austrália. Depois, tem o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 17 a 27 do mesmo mês e aí vem a primeira novidade, o Bali Pro na Indonésia, de 13 a 24 de maio em Keramas, para voltar à Austrália para o Margaret River Pro, de 27 de maio a 7 de junho.

A etapa brasileira passa a ser então a quinta do ano e não mais a quarta como até 2018, com o Oi Rio Pro em Saquarema mudando de data também, de maio para os dias 20 a 28 de junho na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Do Brasil, os melhores surfistas do mundo partem para a África do Sul, para disputar o J-Bay Open nos dias 09 a 22 de julho. Depois, voltam a se enfrentar no Tahiti Pro Teahupoo, de 21 de agosto a 1.o de setembro.

A batalha pelo título mundial sai dos tubos da temida bancada de Teahupoo, para as ondas perfeitas do Surf Ranch Pro, com a etapa na piscina de ondas idealizada por Kelly Slater marcada para 19 a 22 de setembro. Depois, vem a “perna europeia” no mês de outubro, com a etapa da França nos dias 03 a 13 e a de Portugal de 16 a 28, antes do Billabong Pipe Masters fechar a temporada nos dias 08 a 20 de dezembro no Havaí.

Medina dá o primeiro passo na busca pelo bi mundial

O Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, abriu o último desafio do World Surf League Championship Tour 2018 na quinta-feira e Gabriel Medina deu o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial no Havaí. Agora restam quatro baterias para confirmar o título, que para ele será decidido nas semifinais. Medina surfou tubos e voou nos aéreos logo após seus oponentes competirem na pior hora do mar em Pipeline. Filipe Toledo perdeu e vai abrir a repescagem com o havaiano Benji Brand, mas Julian Wilson teve sorte para tirar a vitória de Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Os outros brasileiros que passaram direto para a terceira fase foram o potiguar Italo Ferreira, o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Yago Dora, que defende a última vaga para o CT 2019.

“A condição não é a ideal aqui e fiquei apenas tentando pegar muitas ondas. Estou feliz por ter vencido a bateria”, disse Gabriel Medina. “As ondas hoje (quinta-feira) estão realmente desafiadoras lá dentro. É difícil saber quais serão boas e este ano vai ser um desafio, mas estou feliz por chegar no Havaí com uma pequena vantagem sobre os outros concorrentes ao título. Na verdade, estou realmente focado em mim mesmo. Sei que preciso fazer a final, então vou ficar focado em tentar fazer o meu melhor em cada bateria”.

Medina entrou no mar depois das baterias dos seus dois oponentes, que foram as mais fracas de ondas na quinta-feira em Pipeline. Mas, quando a dele começou, já pegou um tubo logo na primeira onda para largar na frente. O australiano Connor O´Leary chegou a liderar, até Medina pegar outra esquerda em Pipeline e voar num alley-oop, ainda arriscando um aéreo-reverse na finalização, que não completou. Com a nota 5,77 dessa onda, ele tirou o primeiro lugar do australiano, mas ainda achou mais duas ondas com tubos melhores do que o primeiro para somar notas 6,93 e 6,23 na vitória por 13,16 pontos. O havaiano Benji Brand, vice-campeão da Pipe Invitational na quarta-feira, ficou em último.

Foi o primeiro passo na busca pelo bicampeonato mundial. Agora restam quatro baterias para passar, a da terceira fase, da quarta que classifica os dois primeiros colocados, depois ganhar nas quartas de final e nas semifinais também, para garantir o título por ele mesmo. Filipe Toledo e Julian Wilson dividem o segundo lugar no Jeep Leaderboard e a única chance deles para entrar na lista dos campeões mundiais da World Surf League, é chegar na final em Pipeline. Se Medina passar das quartas de final, já terão que vencer o Billabong Pipe Masters. Caso Filipe e Julian cheguem na final, o vencedor será o campeão mundial de 2018.

Os dois competiram numa das piores horas do mar em Pipeline na quinta-feira, com poucas ondas abrindo tubos ou paredes para mais de uma manobra antes de fechar, nem formando rampas para os aéreos, como os do potiguar Italo Ferreira em duas ondas seguidas para vencer a bateria anterior com o maior placar do dia até ali, 13,30 pontos. A do Filipe Toledo foi a pior de todas e o máximo de nota que conseguiu nas oito ondas que tentou surfar, foi 2,67. Ele perdeu para o australiano Matt Wilkinson por incríveis 6,03 a 5,04 pontos e o também paulista Caio Ibelli ficou em terceiro lugar com 4,93 nas duas notas computadas.

O australiano Julian Wilson teve mais sorte para tirar a vitória do catarinense Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte. Ele achou uma direita no Backdoor que abriu a parede para fazer quatro manobras, a primeira do dia a proporcionar isso, que valeram nota 5,57 para vencer por 8,07 pontos, contra 6,40 do brasileiro e 4,57 da novidade havaiana no CT 2019, Seth Moniz. Julian vibrou pela classificação direta para a terceira fase naquela difícil condição do mar, enquanto Filipe ainda terá que passar pelo havaiano Benji Brand no primeiro duelo eliminatório em Pipeline, para prosseguir na briga do título mundial.

“Eu estava focado em tentar encontrar algumas oportunidades para surfar lá fora”, disse Julian Wilson. “Foram poucas, mas no final veio aquela onda ali que eu precisava, felizmente. Estou mais perto do título este ano, mas ainda precisando de um grande resultado aqui para conseguir. Eu acho que os três que estão na disputa, pensam em buscar isso para conquistar o título. Estamos todos no mesmo barco e foi muito bom passar uma bateria tão complicada assim”.

VAGAS NO CT 2019 – Esta disputa do título mundial centraliza as atenções no Billabong Pipe Masters, só que tem mais uma batalha acontecendo na outra ponta da tabela de classificação, pelas últimas vagas para o CT 2019. O catarinense Yago Dora está fechando o grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite e usou os aéreos na primeira vitória brasileira na quinta-feira em Pipeline. Com a passagem para a terceira fase, passou a dividir o 21.o lugar com o português Frederico Morais, derrotado na primeira bateria, dificultando as chances dos que estão na zona do rebaixamento para o WSL Qualifying Series.

Entre eles, o único que venceu e já passou para a terceira fase foi Matt Wilkinson, mandando Filipe Toledo para a repescagem. O australiano tirou a 23.a posição no ranking do francês Joan Duru, mas tem que chegar nas quartas de final para superar os 19.645 pontos de Yago Dora e Frederico Morais. É a mesma chance do catarinense Tomas Hermes, 25.o colocado. Joan Duru caiu para o 24.o lugar, mas ultrapassa essa pontuação se passar pela repescagem e pela terceira fase. O australiano Connor O´Leary e o americano Patrick Gudauskas só conseguem isso se chegarem nas semifinais, enquanto o pernambucano Ian Gouveia e o sul-africano Michael February já necessitam da vitória no Billabong Pipe Masters.

TRIPLICE COROA HAVAIANA – O paulista Jessé Mendes divide o 29.o lugar no ranking com Ian Gouveia, mas já garantiu sua permanência na elite entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series. Conseguiu isso nas duas etapas do QS 10000 do Havaí, ficando em quinto lugar nas semifinais em Haleiwa Beach e sendo vice-campeão em Sunset Beach. Com estes resultados, lidera a Tríplice Coroa Havaiana e terá um confronto direto por este título na repescagem, com o havaiano Ezekiel Lau, que o derrotou na final da Vans World Cup.  

Em Pipeline, Jessé perdeu na bateria que deu mais tubos, com seus dois adversários fazendo os recordes do dia em Pipeline. O californiano Conner Coffin surfou o melhor da quinta-feira e a nota 8,47 recebida selou a vitória por 15,07 pontos. O francês Jeremy Flores, que defende o título do Billabong Pipe Masters, também surfou bons tubos e perdeu com o segundo maior placar do dia, 14,00 pontos. Não sobrou nada para Jessé, que só pegou um e ficou com 9,20.

Os dois recordistas foram os únicos a ultrapassar os 13,30 pontos dos aéreos do potiguar Italo Ferreira na quarta bateria do dia. Já a maior nota brasileira na quinta-feira foi o 8,17 do pernambucano Ian Gouveia num tubaço ao seu estilo no Havaí. Sua bateria foi toda liderada pelo havaiano Ezekiel Lau, mas ele chegou a assumir a liderança com essa onda no último minuto. Só que o taitiano Michel Bourez, também achou um tubo que valeu 5,93 para vencer por 12,03 a 12,00 pontos do brasileiro, com o havaiano caindo para último com 10,90.

O australiano Joel Parkinson, campeão do Hawaiian Pro em Haleiwa e outro forte concorrente para conseguir o tetracampeonato na Tríplice Coroa Havaiana no encerramento da sua carreira, também surfou um tubaço nota 8,33 para vencer sua bateria. E o cearense Michael Rodrigues conquistou a última vaga direta para a terceira fase no confronto seguinte, que fechou a quinta-feira no Havaí com o catarinense Willian Cardoso caindo para a repescagem.

“Fiquei feliz com essa bateria e por finalmente pegar alguns tubos em Pipeline e no Backdoor”, disse Michael Rodrigues, um dos estreantes deste ano que já estão garantidos na elite de 2019. “Este ano foi muito especial para mim e tentei fazer o meu melhor em todos os eventos. Agora já estou pensando na próxima temporada e muito empolgado em como vai ser”.

BRASIL NA REPESCAGEM – Entre os onze titulares da “seleção brasileira”, com Miguel Pupo substituindo o campeão mundial Adriano de Souza, que está contundido, apenas quatro venceram suas baterias e sete terão que passar pela repescagem para chegar na terceira fase. A primeira rodada eliminatória do Billabong Pipe Masters, vai começar com Filipe Toledo tentando seguir na luta pelo título mundial contra o vice-campeão da triagem, Benji Brand.

Mais dois paulistas serão os próximos a competir, Caio Ibelli na terceira bateria com o australiano Wade Carmichael e Miguel Pupo na quinta com o californiano Kolohe Andino. Na sexta, o catarinense Willian Cardoso terá a chance de viver uma experiência única de enfrentar o recordista de títulos em Banzai Pipeline, Kelly Slater. Na oitava, entra o pernambucano Ian Gouveia com um bicampeão no Pipe Masters, Jeremy Flores. Na nona, o paulista Jessé Mendes disputa o título da Tríplice Coroa com o havaiano Ezekiel Lau. E na última, o catarinense Tomas Hermes enfrenta o francês Joan Duru num duelo direto pelas últimas vagas para o CT 2019.

PRIMEIRA FASE – Vitória=Terceira Fase e 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Jordy Smith (AFR)=12.00, 2-Kelly Slater (EUA)=11.43, 3-Frederico Morais (PRT)=4.47

2.a: 1-Yago Dora (BRA)=9.83, 2-Owen Wright (AUS)=9.60, 3-Miguel Pupo (BRA)=2.00

3.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=13.30, 2-Joan Duru (FRA)=11.67, 3-Keanu Asing (HAV)=5.66

4.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=6.03, 2-Filipe Toledo (BRA)=5.04, 3-Caio Ibelli (BRA)=4.93

5.a: 1-Julian Wilson (AUS)=8.07, 2-Tomas Hermes (BRA)=6.40, 3-Seth Moniz (HAV)=4.57

6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.16, 2-Benji Brand (HAV)=9.97, 3-Connor O´Leary (AUS)=9.67

7.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=7.07, 2-Ryan Callinan (AUS)=6.77, 3-Wade Carmichael (AUS)=4.50

8.a: 1-Michael February (AFR)=6.30, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=6.10, 3-Sebastian Zietz (HAV)=4.03

9.a: 1-Michel Bourez (TAH)=12.03, 2-Ian Gouveia (BRA)=12.00, 3-Ezekiel Lau (HAV)=10.90

10: 1-Conner Coffin (EUA)=15.07, 2-Jeremy Flores (FRA)=14.00, 3-Jessé Mendes (BRA)=9.20

11: 1-Joel Parkinson (AUS)=11.23, 2-Kolohe Andino (EUA)=8.10, 3-Adrian Buchan (AUS)=5.13

12: 1-Michael Rodrigues (BRA)=11.44, 2-Patrick Gudauskas (EUA)=7.60, 3-Willian Cardoso (BRA)=5.04

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 420 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Benji Brand (HAV)

2.a: Owen Wright (AUS) x Seth Moniz (HAV)

3.a: Wade Carmichael (AUS) x Caio Ibelli (BRA)

4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Keanu Asing (HAV)

5.a: Kolohe Andino (EUA) x Miguel Pupo (BRA)

6.a: Willian Cardoso (BRA) x Kelly Slater (EUA)

7.a: Adrian Buchan (AUS) x Ryan Callinan (AUS)

8.a: Jeremy Flores (FRA) x Ian Gouveia (BRA)

9.a: Ezekiel Lau (HAV) x Jessé Mendes (BRA)

10: Sebastian Zietz (HAV) x Patrick Gudauskas (EUA)

11: Frederico Morais (PRT) x Connor O´Leary (AUS)

12: Joan Duru (FRA) x Tomas Hermes (BRA)

Gabriel Medina assume a liderança do ranking na França

O australiano Julian Wilson conquistou sua segunda vitória na temporada e acabou com a longa série de sete vitórias consecutivas do Brasil no World Surf League Championship Tour 2018. A decisão do Quiksilver Pro France foi australiana como na primeira etapa, com Julian derrotando o convidado Ryan Callinan com a mesma arma que usou para barrar Gabriel Medina com uma nota 10 nas semifinais, o aéreo reverse de backside nas esquerdas de Les Culs Nus. Medina tinha acabado de assumir a liderança na corrida pelo título mundial e agora Julian Wilson entra na briga, já com chances de disputar a lycra amarela do Jeep Leaderboard com ele e Filipe Toledo no MEO Rip Curl Pro, que começa na terça-feira em Portugal.

Com a derrota de Filipe Toledo na terceira fase para a grande surpresa do Quiksilver Pro France, o convidado Ryan Callinan, Medina precisava chegar nas semifinais para lhe tirar o primeiro lugar no ranking. Ele já tinha feito isso cinco vezes nos sete anos que competiu na França e conseguiu de novo, ganhando a reedição da sua vitória na final do ano passado com o havaiano Sebastian Zietz na última quarta de final. Aí encontrou o mesmo Julian Wilson com quem decidiu o título em Hossegor em 2012, quando tentava o bicampeonato em sua segunda participação na etapa francesa do World Surf League Championship Tour.

Foi uma verdadeira batalha aérea nas esquerdas de Les Culs Nus e o australiano completou um “aéreo reverse” muito alto logo no início da bateria, que os juízes deram nota 10 unânime para ele, a única de todo o campeonato. Mesmo assim, Medina correu atrás e foi em várias ondas também arriscando os aéreos, mas a cada aproximação, o australiano respondia aumentando a vantagem. A maior nota que o brasileiro conseguiu foi 7,77 e Julian deu o troco com 6,67 para ganhar a segunda vaga na final por 16,67 a 15,44 pontos.

Na decisão do título, Ryan Callinan largou na frente com 6,83 e Julian Wilson respondeu com 6,67. A bateria chegou a ser paralisada devido à forte neblina que impedia uma boa visualização dos juízes, mas logo retornou com Callinan aumentando a vantagem com uma nota 7,40 em sua melhor onda na final. Julian seguia arriscando o aéreo reverse que lhe deu uma nota 10 nas semifinais, falhou em algumas tentativas, mas, de tanto tentar, acertou um que valeu 8,67 para confirmar sua segunda vitória no ano por 15,34 a 14,23 pontos.

“Fazer a final com o Ryan (Callinan) foi incrível”, disse Julian Wilson. “Adorei surfar contra o (Gabriel) Medina também e quero dedicar essa vitória ao Pierre Agnes, um grande ser humano e todos os surfistas amam você. Eu tenho muito a agradecer e tive que fazer o meu jogo aéreo para derrotar o Ryan na final. Eu perdi minha primeira final aqui contra o Medina e fiquei com muita raiva, mas este ano finalmente aconteceu de eu vencer novamente, pois sempre sonhei em ganhar este evento aqui na França”.

DISPUTA EM PORTUGAL – Com o título no Quiksilver Pro France, Julian Wilson atingiu 47.125 pontos no ranking, ficando a 4.645 pontos dos 51.770 do novo líder, Gabriel Medina, com Filipe Toledo caindo para o segundo lugar com 51.450. Os três vão brigar pelo título mundial nas duas últimas etapas da temporada e pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima, o MEO Rip Curl Pro, que começa na terça-feira em Portugal.

A batalha entre Medina e Filipe será fase a fase nas ondas de Supertubos, em Peniche, enquanto Julian Wilson só ultrapassa a pontuação atual do líder se chegar nas semifinais. Lembrando que, assim como na França, Gabriel Medina vai defender o título de campeão na etapa portuguesa, conquistado na final do ano passado com o próprio Julian Wilson.

BRASIL NO ÚLTIMO DIA – Além de Gabriel Medina, mais três brasileiros competiram na sexta-feira decisiva da etapa francesa, o também campeão mundial Adriano de Souza e os novatos na elite deste ano, Willian Cardoso e Michael Rodrigues. Adriano e Willian entraram na segunda bateria do dia para disputar duas vagas para as quartas de final e ambos foram derrotados pelo australiano Ryan Callinan com a maior somatória do Quiksilver Pro esse ano, 18,53 pontos. Mineirinho também surfou bem para atingir 16,50 e avançar em segundo lugar, com o catarinense Willian Cardoso ficando em último com 12,44.

Mais dois brasileiros entraram no confronto seguinte e novamente apenas um se classificou em outra vitória australiana. Nesta foi por pouco, com Mikey Wright superando Gabriel Medina por 13,96 a 13,90 pontos, contra apenas 6,70 do cearense Michael Rodrigues, que terminou em nono lugar, empatado com Willian Cardoso, o australiano Matt Wilkinson e o norte-americano Patrick Gudauskas, eliminados nas outras baterias da quarta fase.

QUARTAS DE FINAL - Nas quartas de final, Adriano de Souza perdeu a primeira bateria, por 13,50 a 7,83 pontos para o californiano Conner Coffin e terminou em quinto lugar. Tanto Mineirinho, como Willian e Michael, já garantiram suas permanências na elite dos top-34 para o World Surf League Championship Tour de 2019, com os resultados conquistados na França.

Depois, Gabriel Medina começou a reeditar decisões de títulos do Quiksilver Pro. A primeira foi contra o havaiano Sebastian Zietz, que ele derrotou na final do ano passado. E o resultado se repetiu, com a vitória por 12,44 a 10,73. Mas, depois Medina voltou a perder para Julian Wilson como na final de 2012 e ficou em terceiro lugar, empatado com Conner Coffin.

ROXY PRO FRANCE – No Roxy Pro France, uma convidada igualmente da Austrália também surpreendeu como na competição masculina. A jovem Macy Callaghan entrou no evento para substituir a contundida Silvana Lima, que operou o joelho e só volta a competir em 2019. E ela honrou o convite chegando na final, feito que algumas tops da elite ainda não conseguiram. Na sexta-feira, ela deixou a havaiana Coco Ho nas quartas de final e a também australiana Bronte Macaulay nas semifinais.

Na chave de cima, a norte-americana Courtney Conlogue mostrou estar totalmente recuperada da contusão que a afastou de quase toda a temporada. Ela primeiro derrotou a francesa Johanne Defay e depois barrou a bicampeã do Roxy Pro que vinha de vitória no Surf Ranch Pro, a havaiana Carissa Moore. Na decisão do título, Courtney também surfou as melhores ondas que entraram na bateria para voltar a festejar uma vitória com um placar de 14,76 a 10,96 pontos. Com os 10.000 pontos recebidos, ela subiu da 13.a para a oitava posição no ranking, entrando no grupo das top-10 que são mantidas na elite para o ano que vem.

“Todo esse evento foi uma jornada e tanto”, disse Courtney Conlogue. “Eu me diverti muito hoje (sexta-feira), as condições estavam tão boas na final que eu fiquei apenas tentando fazer o meu melhor. Eu queria muito voltar a vencer uma etapa, mas era uma questão de acreditar e trabalhar muito. É uma grande vitória em um lugar que eu amo, então não poderia estar mais feliz com tudo isso que está acontecendo hoje (sexta-feira) para mim”.

DECISÃO NO HAVAÍ – O resultado do Roxy Pro France foi uma surpresa total, principalmente pelas derrotas prematuras das líderes do ranking. Tanto a número 1 do Jeep Leaderboard, Stephanie Gilmore, como a vice-líder, Lakey Peterson, ficaram em nono lugar no evento, sendo eliminadas nas baterias da rodada valendo vagas para as quartas de final, que classificavam as duas primeiras colocadas.

Com isso, a disputa do título mundial que poderia ser decidido na França, acabou ficando para a última etapa da temporada, o Maui Beachwaver Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro nas ondas de Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. Agora, o máximo que Lakey Peterson consegue é igualar os 61.175 pontos de Stephanie Gilmore se vencer a última etapa, desde que a australiana não passe das quartas de final. Caso aconteça essa combinação, haverá uma bateria extra entre elas para definir a campeã de 2018. Mas, Gilmore iguala a recordista com sete títulos mundiais, Layne Beachley, se chegar nas semifinais.

Maya Gabeira entra no Guinness Book com a maior onda surfada por uma mulher

A World Surf League anunciou oficialmente nesta segunda-feira, que a brasileira Maya Gabeira conquistou o primeiro prêmio do Women´s XXL Biggest Wave Award e estabeleceu uma nova marca a ser registrada no Guinness World Records, com a maior onda surfada por uma mulher. A carioca de 31 anos de idade, completou uma onda medindo 68 pés, ou 20,72 metros de altura da crista até a base, no dia 18 de janeiro deste ano no infame pico de ondas gigantes da Praia do Norte, em Nazaré, Portugal.

 

“Estabelecer o recorde mundial tem sido um sonho e um desejo meu há muitos anos”, disse Maya Gabeira. “Mas, claro que após aquele acidente que sofri nessas mesmas ondas de Nazaré em 2013, o sonho parecia ter ficado muito distante. Eu trabalhei bastante durante toda a temporada no ano passado, para estar 100% pronta de novo. Então, conseguir o recorde mundial é muito especial para mim”.

O incrível feito de Maya Gabeira não veio sem desafios. Em 2013, ela quase morreu afogada após cair em uma onda gigantesca em Nazaré e foi salva por alguns big-riders brasileiros que também estavam na praia no dia deste acidente. Mas, sua determinação inabalável trouxe-a de volta à onda monstruosa e perigosa da Praia do Norte. Não só para surfar novamente, mas para estabelecer um novo recorde feminino de maior onda surfada em todos os tempos.

“Eu posso dizer, honestamente, que em 2013, quando cheguei à Nazaré, minha vida mudou totalmente”, continuou Gabeira. “Claro, houve um acidente, ferimentos e tudo o mais, mas decidi me mudar para morar em Nazaré, para ficar mais perto dessa onda. Dediquei a maior parte do meu tempo a essa praia, me concentrando em melhorar o meu surfe aqui, na segurança e em estar perto das melhores pessoas, para chegar onde eu queria estar. Aprendi bastante e aos poucos voltei a surfar 100% essa onda, que eu considero a maior e mais desafiadora que já surfei na vida”.

“Parabéns a Maya Gabeira por sua conquista notável e impressionante”, disse a CEO da World Surf League, Sophie Goldschmidt. “Ela exemplifica a coragem, o comprometimento e a evolução das atletas do sexo feminino em todo o mundo e estamos muito orgulhosos em celebrar hoje (segunda-feira), que Maya Gabeira é a nova detentora do título de maior onda surfada por uma mulher no GUINNESS WORLD RECORDS”.

A conquista foi anunciada em uma cerimônia especial no famoso farol que vigia as ondas da Praia do Norte, em Nazaré. Um adjudicador oficial do Guinness World Records entregou a Maya Gabeira, um certificado declarando-a como a atual detentora do recorde de maior onda surfada por uma mulher. O recorde mundial feminino remonta à história do surfe, mas as principais foram Paige Alms, duas vezes vencedora do Big Wave Tour, Justine Dupont, Keala Kennelly, Andrea Moller e a ícone do surfe havaiano, Bethany Hamilton.

Normalmente, o Big Wave Awards da World Surf League declara as maiores e melhores ondas do ano, durante uma cerimônia especial realizada no mês de abril. Como esta foi uma situação especial da maior onda surfada até hoje em toda a história do esporte, Maya Gabeira foi premiada em um cenário único no início da temporada de ondas grandes do inverno.

O Big Wave Awards de 2019, em abril, agora vai passar a premiar duas novas categorias: o prêmio XXL Biggest Wave, para mulheres surfando com auxílio dos jet skies, e o prêmio Women´s Biggest Paddle, para as ondas surfadas apenas com a força dos braços.

Gabriel Medina é o campeão do Surf Ranch Pro

O Brasil segue fazendo história com mais um feito inédito no World Surf League Championship Tour 2018. Os brasileiros comandaram o show na primeira etapa disputada nas ondas perfeitas criadas por Kelly Slater em Lemoore, no deserto da Califórnia. Gabriel Medina foi o campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficou em segundo lugar na sétima vitória brasileira consecutiva nas oito etapas da temporada. Foi a segunda seguida de Medina, que diminui a vantagem de Filipe na briga pelo título mundial e agora vem as duas provas da “perna europeia” que ele venceu no ano passado, em outubro na França e em Portugal.

“Foi incrível ganhar de novo, especialmente aqui no Surf Ranch, nesse evento com um formato diferente, muito legal, e também foi bom para ficar mais perto do Filipe (Toledo)”, disse Gabriel Medina. “O Filipe é muito perigoso, provavelmente o melhor no Surf Ranch, por isso a vitória foi ainda mais especial. Estou muito feliz porque surfei do jeito que eu tinha planejado e deu tudo certo. É totalmente diferente você surfar no mar, mas foi muito legal o evento. Acho que é a melhor onda de alta performance que já surfamos e é bom sentir que estamos no mesmo nível dos outros caras. Temos mais três eventos pela frente para fechar o ano e espero seguir neste ritmo até o fim”.

No formato especialmente criado para o Surf Ranch Pro, com cada competidor tendo três chances de pegar uma esquerda e uma direita, para computar a maior nota surfando de frontside e de backside, os dois melhores do Qualifying festejaram os títulos no domingo, Gabriel Medina e Carissa Moore. A havaiana também foi imbatível na piscina, igualmente deixando a líder do ranking, Stephanie Gilmore, em segundo lugar. Gabriel e Filipe centralizaram a batalha final desde a primeira apresentação de cada um, com Medina sempre sendo o último a entrar por ter feito a melhor campanha nas fases classificatórias.

Ele viu o japonês Kanoa Igarashi largar na frente e logo Filipe assumir a ponta com seu arsenal de manobras modernas e progressivas na direita, surfando longos tubos e finalizando com um aéreo para ganhar 8,33 e totalizar 15,16 pontos. Medina falhou na esquerda, mas arrebentou a direita ficando bem profundo nos dois tubos e também fechando a onda com um aéreo para tirar 8,73 e começar em terceiro lugar na primeira rodada.

Na segunda volta, o outro brasileiro no domingo decisivo, Miguel Pupo, conseguiu a maior nota nas esquerdas até ali. Mas, o 8,13 não foi suficiente para entrar na briga do título e Pupo terminou em quinto lugar no Surf Ranch Pro, seu melhor resultado substituindo os tops contundidos esse ano. Já Filipe Toledo levantou a torcida na onda que arrancou a maior nota do Surf Ranch Pro – 9,80 – com seu ataque aéreo na direita. Foram três, mandando dois incríveis alley-oops nas saídas dos tubos para aumentar a vantagem na liderança. Mas, ainda tinha uma nota baixa na esquerda, 6,83, para trocar na última volta.

CHANCES IGUAIS – Medina também tinha falhado em sua primeira esquerda e já recuperou na segunda chance, manobrando forte e voando em um aéreo incrível na finalização da onda, que valeu 8,53. Com ela, atingiu 17,26 pontos, superando os 16,63 de Filipe e a batalha do título ficou para a rodada final. Só que alguns surfistas reclamaram da qualidade das suas esquerdas, então para oferecer condições iguais para todos, os comissários da WSL decidiram dar uma chance extra para os oito pegarem mais uma esquerda antes da última volta.

Bom para Filipe Toledo, que ganhou mais uma oportunidade para trocar o 6,83 da sua primeira onda. Mas, ele não conseguiu e quem primeiro aproveitou foi o japonês Kanoa Igarashi, que tinha caído para o grupo dos quintos colocados no evento e recuperou o terceiro lugar no geral com uma nota 7,60. Só que quem acabou lucrando, mesmo sem precisar, foi Gabriel Medina. Ele arrebentou de novo e mandou um kerrupt fantástico para fechar sua esquerda extra, trocando o 8,53 por 9,13 e subindo seu placar para 17,86 pontos.

Com 9,80 já garantido na direita, Filipe teria que arriscar tudo na esquerda para vencer e até aumentou sua nota para 7,23, mas precisava de um pouco mais e encerrou sua participação com 17,03 pontos. Restou então a expectativa pelas últimas voltas de Kanoa Igarashi e do australiano Julian Wilson, que também não conseguiram superar os brasileiros e Medina foi consagrado campeão antes mesmo de entrar na piscina para surfar suas últimas ondas.

“Eu cometi alguns erros durante todo o evento e se eu tivesse surfado melhor as esquerdas, poderia estar em primeiro lugar agora”, admitiu Filipe Toledo. “Mas, estou muito feliz por ter feito parte desse evento incrível. Esta é uma nova Era do surfe e só tenho que agradecer todos os fãs que vieram aqui e torceram bastante para a gente. Foi um grande evento e é sempre assustador competir contra esses caras. Eles estão entre os top-5 por alguma razão, mas sigo tentando me concentrar apenas em mim mesmo, em fazer meu trabalho bem feito para manter uma boa distância deles”.

SÓ DÁ BRASIL – A enorme torcida que lotou o Surf Ranch no domingo parecia ser toda verde-amarela, pela grande quantidade de bandeiras do Brasil sendo tremuladas numa vibração incrível por Medina e Filipe. Foi mais uma prova do domínio antes inimaginável na temporada 2018 do World Surf League Championship Tour. São impressionantes sete etapas seguidas terminando com vitórias brasileiras nas oito disputadas este ano. Só a primeira foi vencida por um australiano, Julian Wilson. Depois, só deu Brasil!

A série invicta começou com o potiguar Italo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, após ganhar a bateria que marcou a despedida do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele na Austrália. Depois veio o segundo título de Filipe Toledo no Oi Rio Pro em Saquarema e na Indonésia foram mais duas vitórias seguidas, com Italo Ferreira de novo nas direitas de Keramas e do novato na elite, Willian Cardoso, nas esquerdas de Uluwatu, batendo na final o líder do ranking naquele momento, Julian Wilson.

Filipe Toledo assumiu de vez a lycra amarela do Jeep Leaderboard com o bicampeonato consecutivo nas direitas geladas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Ele se mantem na frente até agora, mesmo com a aproximação fulminante de Gabriel Medina nesta segunda metade da temporada. O campeão mundial de 2014 venceu duas seguidas, o Tahiti Pro Teahupoo e o Surf Ranch Pro neste domingo. Na perna europeia, ele vai defender o título no Quiksilver Pro France, onde já fez cinco finais e ganhou três, depois no MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche também. Os dois eventos acontecem entre os dias 03 e 27 de outubro.

BRIGA DO TÍTULO – A grande vantagem que Filipe Toledo tinha construído, caiu agora para 4.100 pontos. Assim como no Surf Ranch Pro, Medina é o único que poderá lhe tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa. Mas, só consegue ultrapassar os atuais 49.785 pontos de Filipe se chegar nas quartas de final do Quiksilver Pro France. Se Filipe passar uma bateria em Hossegor, Medina já precisará ser semifinalista. Filipe se garante na ponta se também passar para as semifinais, mesmo que Medina vença o evento outra vez.

Com o australiano Julian Wilson ficando mais distante, a batalha do título nestas três últimas etapas do ano fica cada vez mais centralizada em Filipe Toledo e Gabriel Medina. O potiguar Italo Ferreira terminou em 13.o no Surf Ranch Pro e segue em quarto no ranking, mas já está quase 20.000 pontos do líder. Além dele, mais quatro brasileiros estão no grupo dos 22 primeiros que permanece na elite do CT para o ano que vem, o catarinense Willian Cardoso em 12.o lugar, o cearense Michael Rodrigues em 16.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 18.o e o mais jovem da “seleção canarinho”, o catarinense Yago Dora, em 21.o.

RESULTADO FINAL DO SURF RANCH PRO:

---------campeão=10.000 pontos e vice=7.800 pontos:

01: 17,86 – Gabriel Medina (BRA) com 9,13=E e 8,73=D

02: 17,03 – Filipe Toledo (BRA) com 7,23=E e 9,80=D

---------os 2 que ficaram em 3.o lugar com 6.085 pontos:

03: 16,27 – Kelly Slater (EUA) com 7,67=E e 8,60=D

04: 15,77 – Kanoa Igarashi (JPN) com 7,60=E e 8,17=D

---------os 4 que ficaram em 5.o lugar com 4.745 pontos:

05: 15,40 – Owen Wright (AUS) com 7,43=E e 7,97=D

06: 15,37 – Julian Wilson (AUS) com 6,57=E e 8,80=D

07: 15,07 – Sebastian Zietz (HAV) com 7,17=E e 7,90=D

08: 12,96 – Miguel Pupo (BRA) com 8,13=E e 4,83=D

RESULTADO FINAL DO FEMININO:

---------campeã=10.000 pontos e vice=7.800 pontos:

01: 17,80 – Carissa Moore (HAV) com 8,60=E e 9,20=D

02: 16,70 – Stephanie Gilmore (AUS) com 7,83=E e 8,87=D

---------as 2 que ficaram em 3.o lugar com 6.085 pontos:

03: 16,57 – Lakey Peterson (EUA) com 8,37=E e 8,20=D

04: 14,77 – Caroline Marks (EUA) com 7,40=E e 7,37=D

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após 8 etapas:

01: Filipe Toledo (BRA) – 49.785 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 45.685

03: Julian Wilson (AUS) – 37.125

04: Italo Ferreira (BRA) – 31.825

05: Owen Wright (AUS) – 29.485

06: Jordy Smith (AFR) – 27.275

07: Wade Carmichael (AUS) – 26.970

08: Kolohe Andino (EUA) – 24.690

09: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.530

10: Michel Bourez (TAH) – 24.370

11: Mikey Wright (AUS) – 22.530

12: Willian Cardoso (BRA) – 22.245

13: Jeremy Flores (FRA) – 21.610

14: Conner Coffin (EUA) – 21.060

15: Griffin Colapinto (EUA) – 20.365

16: Michael Rodrigues (BRA) – 20.270

17: Adrian Buchan (AUS) – 19.000

18: Adriano de Souza (BRA) – 18.180

19: Ezekiel Lau (HAV) – 17.875

20: Sebastian Zietz (HAV) – 17.780

21: Yago Dora (BRA) – 16.735

22: Frederico Morais (PRT) – 15.945

--------outros brasileiros:

23: Tomas Hermes (BRA) – 14.005 pontos

28: Jessé Mendes (BRA) – 10.375

31: Ian Gouveia (BRA) – 9.130

33: Miguel Pupo (BRA) – 8.090

37: Wiggolly Dantas (BRA) – 4.170

38: Caio Ibelli (BRA) – 3.360

39: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

43: Deivid Silva (BRA) – 420

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD FEMININO – 8 etapas:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 61.175 pontos

2.a: Lakey Peterson (EUA) – 54.260

3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 41.415

4.a: Carissa Moore (HAV) – 41.235

5.a: Caroline Marks (EUA) – 37.000

6.a: Johanne Defay (FRA) – 36.540

7.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 32.270

8.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 29.270

9.a: Tyler Wright (AUS) – 28.970

10.a: Coco Ho (HAV) – 26.305

11.a: Silvana Lima (BRA) – 25.915

Gabriel Medina é bicampeão no Tahiti Pro Teahupoo

O campeão mundial Gabriel Medina conquistou o bicampeonato no Tahiti Pro Teahupoo na sexta vitória consecutiva do Brasil nas sete etapas do World Surf League Championship Tour 2018, completadas neste domingo na Polinésia Francesa. O retrospecto de Medina na bancada mais perigosa do Circuito Mundial é impressionante. A final contra o australiano Owen Wright, que impediu uma decisão brasileira barrando Filipe Toledo nas semifinais, foi a quarta que ele disputou nos últimos 5 anos, desde a vitória sobre Kelly Slater no mar épico de 2014. Com o segundo título num tubo surfado no último minuto, Medina entrou na corrida do título mundial e é o único que brigará pela lycra amarela do Jeep Leaderboard com Filipe Toledo na próxima etapa, o Surf Ranch Pro em setembro na piscina de ondas criada por Slater.

“Estou muito feliz em ganhar aqui novamente e só tenho que agradecer a Deus por aquela onda no final da bateria”, disse Gabriel Medina. “Eu treinei muito para conseguir outra vitória aqui nesse lugar fantástico. Eu amo o Taiti, já tive ótimas finais aqui, ganhei uma, fiquei em segundo duas vezes, agora consegui outra vitória e é incrível isso. Agora, eu posso começar a pensar em ganhar o título mundial de novo. Eu acho que tudo é possível, pois ainda temos quatro eventos e eu só quero continuar dando o meu melhor nas baterias”.

O domingo decisivo do Tahiti Pro Teahupoo foi mais um dia de ondas pequenas, 3 a 5 pés, para um lugar famoso pelos tubos enormes e desafiadores quebrando sob uma rasa e afiada bancada de corais. Com isso, a escolha das ondas ganhou importância na definição das baterias e foi assim que Owen Wright bateu Filipe Toledo nas semifinais. Ele achou os tubos para derrotar o número 1 do Jeep Leaderboard por 12,60 a 10,03 pontos.

Na disputa seguinte, Medina vingou a derrota sofrida na final de 2015 em Teahupoo para Jeremy Flores. O francês perdeu muito tempo esperando pelos tubos, enquanto o brasileiro ia pegando as ondas que ele deixava passar para arriscar os aéreos. Primeiro, acertou um aéreo-reverse numa onda completada por mais duas manobras. Depois, mandou um alley-oop para ganhar outra nota na casa dos 7 pontos e vencer fácil a bateria por 15,17 a 6,10 pontos.

MELHORES DO DIA – Antes, o bicampeão nos tubos de Teahupoo ganhou o confronto entre os números 3 e 4 do ranking, com o potiguar Italo Ferreira pelas quartas de final. Ambos tinham chances de tirar a vice-liderança do australiano Julian Wilson se chegassem na final, mas foi uma disputa muito fraca de ondas. No início do dia, foi assim, uma bateria era ruim e a seguinte dava altos tubos, com as ruins sendo as que os brasileiros competiram. Filipe Toledo só surfou duas ondas na primeira do dia para bater o sul-africano Michael February por 11,43 a 8,60 e o duelo brasileiro terminou em 13,10 a 7,57 pontos.

Já nas outras baterias das quartas de final foram surfados os melhores tubos do último dia. No confronto australiano com Wade Carmichael, Owen Wright completou o mais profundo que valeu 9,17 para totalizar exatos 16 pontos. E o francês Jeremy Flores ganhou a última vaga para as semifinais do americano Kolohe Andino num tubaço nota 8,17. Os derrotados nas quartas de final terminaram em quinto lugar somando 4.745 pontos no ranking.

DECISÃO DO TÍTULO – Na grande final, as ondas demoraram a entrar, mas Owen Wright já começou passando por dentro de um canudo para largar na frente com nota 6,50. A primeira do brasileiro foi com manobras e valeu 6,17. Depois, quase não veio mais nada de onda boa e Owen Wright ficou no outside com a prioridade de escolha da próxima, enquanto Medina ia arriscando os aéreos nas que ele deixava passar. No entanto, o máximo que conseguiu foi 3,93 e o australiano se mantinha na frente com o 4,20 da sua segunda nota computada.

O tempo foi passando e só nos últimos minutos entrou uma série que decidiu tudo. A prioridade era do australiano e ele pegou a onda da frente, que rendeu um layback animal e mais uma manobra forte tirando as quilhas da onda. Medina pegou a seguinte e ela rodou um tubaço incrível para o brasileiro. Logo a bateria terminou e ficou a expectativa pelas notas dos juízes. A do Owen Wright saiu 5,57 para aumentar a vantagem, mas a do brasileiro valeu 7,33 que confirmou o bicampeonato nos tubos de Teahupoo por 13,50 a 12,07 pontos.

“Eu estava rezando lá dentro para Deus mandar mais uma onda pra mim, só mais uma”, contou Gabriel Medina. “Estou muito feliz agora e sei que o Owen (Wright) deve estar com o mesmo sentimento que fiquei no ano passado (quando Medina perdeu a decisão para Julian Wilson), que foi horrível para mim, mas é por isso que amamos competir. Eu me sinto abençoado por ter estado no lugar certo na hora certa durante as baterias e agora quero aproveitar esse momento, antes de focar na próxima etapa lá no Surf Ranch”.

O australiano Owen Wright lamentou perder o título no final da bateria, mas elogiou o seu companheiro na Equipe Rip Curl: “Dói bastante uma derrota assim, mas é bom também estar de volta ao pódio. Tudo aconteceu nas duas últimas ondas. Eu tomei a decisão errada de pegar a onda da frente e é isso que dói mais. Mesmo assim, fico feliz pelo Gabe (Gabriel Medina), foi uma vitória merecida para ele depois que o Julian (Wilson) lhe tirou o título no ano passado. Parabéns Gabe”.

JEEP LEADERBOARD – Com os 7.800 pontos do segundo lugar no Tahiti Pro Teahupoo, Owen Wright subiu da 11.a para a sexta posição no Jeep Leaderboard dominado pelos brasileiros. Filipe Toledo vai competir de novo com a lycra amarela de número 1 do mundo no Surf Ranch Pro, de 5 a 9 de setembro na piscina de ondas criada por Kelly Slater em Lemoore, no interior da Califórnia. O campeão Gabriel Medina agora é o segundo colocado no ranking, 6.300 pontos abaixo do líder, sendo o único com chances na briga pelo primeiro lugar na próxima etapa. No entanto, já precisa ser vice-campeão no mínimo para superar a pontuação atual do Filipe.

“Eu estou orgulhoso de mim mesmo por todo o trabalho duro que fiz aqui, pois o resultado na semifinal foi o meu melhor aqui em todos os anos”, disse Filipe Toledo. “Estou no Tour há seis anos e nesse as coisas estão acontecendo e dando certo para mim. Estou apenas tentando capitalizar tudo isso e continuar com o trabalho que venho fazendo. É importante manter o foco no meu surfe, nos treinamentos, sem me preocupar com o mundo exterior”.

Campeão no Taiti no ano passado, o australiano Julian Wilson não passou nenhuma bateria dessa vez e caiu de segundo para terceiro no ranking. O potiguar Italo Ferreira perdeu o duelo brasileiro das quartas de final para Medina e permanece em quarto, com os australianos Wade Carmichael e Owen Wright na quinta e sexta posições, respectivamente. Agora restam apenas quatro etapas para definir o campeão mundial da temporada e Medina vai defender o título em duas delas, no Quiksilver Pro France em Hossegor e no MEO Rip Curl Pro em Portugal.

DOMINIO BRASILEIRO – A vitória de Gabriel Medina comprovou mais uma vez o domínio brasileiro no World Surf League Championship Tour esse ano. A temporada já começou com uma maioria inédita de onze brasileiros entre os top-34, superando pela primeira vez na história a quantidade de australianos na elite. E agora, são seis vitórias consecutivas do Brasil nas sete etapas do CT 2018 completadas neste domingo no Taiti, cinco delas em finais contra surfistas da Austrália. Isso é fantástico!

A única exceção foi na primeira do ano, na Gold Coast, com Julian Wilson vencendo uma final australiana com Adrian Buchan. Depois só deu Brasil, com Italo Ferreira badalando o sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach também na Austrália, Filipe Toledo conquistando seu segundo título no Oi Rio Pro em Saquarema, Italo de novo ganhando a etapa de Keramas em Bali, Willian Cardoso comemorando sua primeira vitória em Uluwatu também na Indonésia e Filipe Toledo sendo bicampeão no Corona J-Bay Open na África do Sul, antes de Medina também conseguir seu segundo título nos tubos de Teahupoo.

RETA FINAL – A reta final da disputa pelo título mundial de 2018 da World Surf League vai agora para os Estados Unidos, para a primeira etapa da história do Circuito Mundial iniciada em 1976 a ser disputada numa piscina de ondas artificiais. A estreia do Surf Ranch Pro será nos dias 5 a 9 de setembro na Califórnia e depois vem a “perna europeia”, com Gabriel Medina defendendo o título de campeão nas duas etapas, o Quiksilver Pro France de 3 a 14 de outubro em Hossegor e o MEO Rip Curl Pro Portugal nos dias 16 a 27 do mesmo mês em Peniche, última parada antes do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do Tahiti Pro Teahupoo podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO TAHITI PRO TEAHUPOO:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 13,50 pontos (7,33+6,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Owen Wright (AUS) com 12,07 pontos (6,50+5,57) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:

1.a: Owen Wright (AUS) 12.60 x 10.03 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 15.17 x 6.10 Jeremy Flores (FRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 19.000:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 11.43 x 8.60 Michael February (AFR)

2.a: Owen Wright (AUS) 16.00 x 9.57 Wade Carmichael (AUS)

3.a: Gabriel Medina (BRA) 13.10 x 7.57 Italo Ferreira (BRA)

4.a: Jeremy Flores (FRA) 13.34 x 5.73 Kolohe Andino (EUA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 7.a etapa no Taiti:

01: Filipe Toledo (BRA) – 41.985 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 35.685

02: Julian Wilson (AUS) – 32.380

04: Italo Ferreira (BRA) – 30.160

05: Wade Carmichael (AUS) – 26.550

06: Owen Wright (AUS) – 24.740

06: Jordy Smith (AFR) – 23.575

08: Michel Bourez (TAH) – 22.705

09: Willian Cardoso (BRA) – 21.825

10: Kolohe Andino (EUA) – 21.070

11: Mikey Wright (AUS) – 20.865

12: Jeremy Flores (FRA) – 19.945

13: Griffin Colapinto (EUA) – 18.700

14: Michael Rodrigues (BRA) – 18.605

15: Adrian Buchan (AUS) – 18.580

16: Kanoa Igarashi (JPN) – 18.445

17: Ezekiel Lau (HAV) – 17.455

18: Conner Coffin (EUA) – 17.360

19: Adriano de Souza (BRA) – 16.515

20: Frederico Morais (PRT) – 15.525

21: Sebastian Zietz (HAV) – 13.035

21: Yago Dora (BRA) – 13.035

--------outros brasileiros:

23: Tomas Hermes (BRA) – 12.340 pontos

28: Jessé Mendes (BRA) – 9.955

31: Ian Gouveia (BRA) – 7.465

35: Wiggolly Dantas (BRA) – 3.750

36: Miguel Pupo (BRA) – 3.345

37: Caio Ibelli (BRA) – 2.940

39: Alejo Muniz (BRA) – 1.665

43: Deivid Silva (BRA) – 420

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