Times feminino e masculino do Sesc RJ têm 14 novidades no elenco para a temporada 2017/18

Times já voltaram ao treino e Bernardinho continua no comando do time feminino. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

Os times masculino e feminino do Sesc RJ têm 14 novidades em seus elencos para a temporada 2017/18. Os reforços da equipe liderada pelo multicampeão Bernardinho são Carol Leite (levantadora), Vivian Linda(centrais), Natiele (oposta), Kasi e Gabriella (ponteiras). Já os do time do bicampeão olímpico Giovane Gávio são João Rafael (ponteiro), Levi Alves (ponteiro), Tiago Veloso (levantador), André Ryuma (ponteiro), Renan Buiatti (oposto), Tiago Brendle (líbero), além de Maurício Souza (central) e Maurício Borges (ponteiro), campeões olímpicos de 2016.

 FEMININO - Da equipe vice-campeã mundial e campeã sul-americana, e vencedora da Superliga na temporada passada, permanecem no grupo Gabi (ponteira), Mayhara (central), Juciely (central), Vitória (líbero), Monique(oposta), Roberta (levantadora), Fabi (líbero), Drussyla (ponteira) e Mikaella (levantadora).

 O grupo iniciou os trabalhos de readaptação na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx) da Urca, com exceção das jogadoras que estão servindo à Seleção Brasileira: Gabriella, Monique, Roberta, Drussyla e Vitória (sub-23). Gabi e Juciely, que recentemente se recuperam de tendinite e artroscopia, já treinam com a equipe. A EsEFEx permanece como Centro de Treinamento da equipe, que mandará seus jogos no mesmo local da última temporada, o ginásio do Tijuca Tênis Clube.

 Integralmente sob a gestão do Sesc RJ – na temporada 2016/17 a equipe era administrada em parceria com a Unilever –, o time busca em 2017/18 seguir com o trabalho vitorioso realizado há 20 temporadas.  São 12 triunfos na Superliga Feminina (97/98, 99/00, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16 e 16/17), quatro Sul-Americanos (2013, 2015, 2016 e 2017) e 13 Estaduais. O time ainda é bicampeão do Top Volley Internacional, tricampeão da Salonpas Cup e vice-campeão Mundial de Clubes (2013 e 2017).

 

MASCULINO - Dos novos jogadores, os quatro que estão defendendo a Seleção Brasileira - Maurício Souza, Maurício Borges, Renan Buiatti e Tiago Brendle – devem se integrar ao grupo em setembro, após o Campeonato Sul-Americano e a Copa dos Campeões. Os demais já iniciaram os treinamentos juntamente com o grupo remanescente da temporada anterior, que é formado por Everaldo (levantador), Paulo Victor PV (oposto), Tiago Barth (central), Juninho (ponteiro), Victor Hugo (central) e Renato Oliveira (central) - o líbero Alexandre Elias também segue no Sesc RJ, mas no momento está a serviço da Seleção Brasileira Sub-23. A comissão técnica, liderada pelo bicampeão olímpico Giovane Gávio, é a mesma vitoriosa na última temporada (veja abaixo a lista completa).

 

As primeiras semanas de treinamento, em caráter de readaptação, serão na areia, na Praia do Leblon, no Rio. A partir de agosto, o time passa a ocupar a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), na Lagoa, onde a ideia é também realizar alguns dos seus jogos. Nesta temporada, o time disputará o Campeonato Carioca, a Superliga 2017/18 e a Copa do Brasil (caso fique entre os 8 melhores na fase classificatória). A vaga na elite do vôlei nacional foi assegurada com o título da Superliga B, conquistado em abril.

 

Assim como o líbero Alexandre Elias, nesse primeiro momento, o técnico Giovane Gávio e o assistente Pedro Uehara, o Peu, não estarão com o grupo, pois servem à Seleção Brasileira Sub-23, que disputará o Mundial da categoria em Cairo, no Egito, de 18 a 25 de agosto. Quem está à frente dos primeiros trabalhos é o auxiliar técnico Vinicius Gomes, o Alegrete. 

 

CONTRATAÇÕES 2017/18

FEMININO

Carol Leite

Carolina Leite

Nascimento: 15/11/1992

Jundiaí/SP

Posição: Levantadora

Altura: 1,72m

Peso: 71 Kg

 

Vivian

Vivian Maria Pellegrino

Nascimento: 31/05/1985

Piracicaba/SP

Posição: Central

Altura: 1,80m

Peso: 70 Kg

 

Linda

Linda Jéssica Costa

Nascimento: 02/09/1994

Belo Horizonte/MG

Posição: Central

Altura: 1,88m

Peso: 79 Kg

 

Natiele

Natiele Marques Gonçalves

Nascimento: 28/11/1991

Porto Alegre/RS

Posição: Oposta

Altura: 1,80m

Peso: 78 Kg

 

Kasi

Kasiely Clemente

Data de nascimento: 06/12/1993

Nova Aurora/PR

Posição: Ponteira

Altura: 1,82m

Peso: 66 Kg

 

Gabriella

Gabriella Guimarães Souza

Data de nascimento: 14/12/1993

Niterói/RJ

Posição: Ponteira

Altura: 1,70m

Peso: 71 Kg

 

MASCULINO

João Rafael

João Rafael de Barros Ferreira

Data de Nascimento: 17/03/1993

Recife/PE

Posição: Ponteiro

Altura: 1,93m

Peso: 93 Kg

 

Levi Alves

Levi Alves Cabral

Data de nascimento:  16/05/1989

Rio de Janeiro/RJ

Posição: Ponteiro

Altura: 1,98m

Peso: 87 Kg

 

Tiago Pontes

Tiago Pontes Veloso

Data de nascimento:  15/08/1993

João Pessoa/PB

Posição: Levantador

Altura: 1,85m

Peso: 80 Kg

 

André Ryuma

André Ryuma Oto Aleixo

Data de nascimento: 21/12/1990

Campinas/SP

Posição: Ponteiro

Altura: 1,90m

Peso: 88 Kg

 

Maurício Souza

Maurício Luiz de Souza

Data de nascimento: 29/09/1988

Iturama/MG

Posição: Central

Altura: 2,09m

Peso: 93 Kg

 

Maurício Borges

Maurício Borges Almeida Silva

Data de nascimento: 04/12/1989

Maceió/AL

Posição: Ponteiro

Altura: 1,99m

Peso: 99 Kg

 

Renan Buiatti

Renan Zanata Buiatti

Data de nascimento: 10/01/1990

Uberlândia/MG

Posição: Oposto

Altura: 2,17m

Peso: 105 Kg

 

Tiago Brendle

Tiago Brendle

Data de nascimento: 21/10/1985

Panambi/RS

Posição: Líbero

Altura: 1,88m

Peso: 83 Kg

 

RENOVAÇÕES DA TEMPORADA 2016/17

FEMININO

Gabi

Gabriela Braga Guimarães

Nascimento: 19/05/1994

Belo Horizonte/MG

Posição: Ponteira

Altura: 1,80m

Peso: 60 kg

 

Mayhara

Nascimento: 09/04/1989

Bauru/SP

Posição: central

Altura: 1,84m

Peso: 73 kg

 

Juciely

Juciely Cristina Silva Barreto

Nascimento: 18/12/1980

João Monlevade/MG

Posição: Central

Altura: 1,84m

Peso: 72 kg

 

Vitória

Vitória Trindade Figueiredo Lage

Nascimento: 29/05/1995

Curvelo/MG

Posição: líbero

Altura: 1,65m

Peso: 60 kg

 

Monique

Monique Marinho Pavão

Nascimento: 31/10/1986

Rio de Janeiro/RJ

Posição: Oposta

Altura: 1,78m

Peso: 67 kg

 

Roberta

Roberta da Silva Ratzke

Nascimento: 28/04/1990

Curitiba/PR

Posição: Levantadora

Altura: 1,85m

Peso: 68 kg

 

Fabi

Fabiana Alvim de Oliveira

Nascimento: 07/03/1980

Rio de Janeiro/RJ

Posição: Líbero

Altura: 1,69m

Peso: 59 kg

 

Drussyla

Drussyla Andressa Feliz Costa

Nascimento: 01/07/1996

João Pessoa/PB

Posição: Ponteira

Altura: 1,86m

Peso: 70 kg

 

Mikaella

Mikaella da Silva Costa

Nascimento: 14/06/1997

Rio de Janeiro/RJ

Posição: Levantadora

Altura: 1,75m

Peso: 77 kg

 

MASCULINO

Everaldo

Everaldo Lucena da Silva

Data de nascimento: 28/5/1985

Rio de Janeiro/ RJ

Posição: Levantador

Altura: 1,97m

Peso: 94 Kg

 

PV

Paulo Victor Costa da Silva

Data de nascimento: 12/5/1986

Corumbá/MS

Posição: Oposto

Altura: 1,98m

Peso: 94 Kg

 

Tiago Barth

Tiago Enrique Barth

Data de nascimento: 13/6/1988

Mondaí/SC

Posição: Central

Altura: 2,09m

Peso: 103 Kg

 

Juninho

Valdir Gonçalves Junior

Data de nascimento: 23/3/1987

Marília/SP

Posição: Ponta/Oposto

Altura: 1,95m

Peso: 88 Kg

 

Victor Hugo

Victor Hugo Rocha Pereira

Data de nascimento: 2/8/1991

Goiania/GO

Posição: Central

Altura: 2m

Peso: 90 Kg

 

Alexandre Elias

Alexandre Figueiredo Elias

Data de nascimento: 30/9/1997

Local: Rio de Janeiro/RJ

Posição: Líbero

Altura: 1,90m

Peso: 85 Kg

 

Renato Oliveira

Renato Marques de Oliveira

Data de nascimento: 26/11/1988

Local: Maringá/PR

Posição: Central

Altura: 2,04m

Peso: 80 Kg

 

SAÍDAS

FEMININO

Régis (ponteira)

Anne (ponteira)

Helô (oposta)

Carol (oposta)

Stephanie (central)

Camilla (levantadora)

Fiapo (fisioterapeuta)

 

MASCULINO

Pedro Jukoski (Levantador)

Rodrigo Ruiz (ponteiro)

Renato Mendes (oposto/ponteiro)

Daniel Pinho (oposto)

Leozão (oposto)

Renan Freire (ponteiro)

Ary (ponteiro)

Gabriel Bertolini (central)

Hugo Hamacher (ponteiro)

Luciano Minossi (líbero)

Matheus Figur “Tcho” (central)

 

COMISSÃO TÉCNICA

FEMININO

Técnico: Bernardo Rocha de Rezende

Assistente técnico: Ricardo Gomes Tabach

Gerente: Marcos Senatore

Supervisor: Harry Bollmann Neto

Auxiliar técnico: Hélio Ricardo Griner

Preparador físico: Marco Antonio Jardim

Fisioterapeutas: Marcio Fonseca Menezes

Médico: Ney Coutinho Pecegueiro do Amaral

Estatística: Roberta Correira Giglio

 

MASCULINO

Técnico: Giovane Gávio

Assistente técnico: Pedro Uehara “Peu”

Gerente: Marcos Senatore

Supervisor: Marcelo Freitas “Dentinho”

Preparador Físico: Giovani Foppa

Fisioterapeuta: Alexandre Herculano “Petute”

Auxiliar geral: Dennys Paredes

Auxiliar técnico: Vinicius Gomes “Alegrete”

Médicos: Ney Pecegueiro, Felipe Serrão e Felipe Malzac

Auxiliares de treino: Gabriel Fonseca e Tie Santana

Estatístico: Tobias Fares

Sempre presente em finais, Brasil é medalha de prata em 2017

Time brasileiro para diante da França em casa. Crédito: Valterci Santos/MPIX/CBV

 

As quase 23.200 pessoas que encheram o Estádio Atlético Paranaense, em Curitiba (PR), na noite deste sábado (08.07) podem não ter comemorado o título, mas fizeram a festa e tiveram emoção de sobra diante de uma final extremamente disputada, equilibrada e com grandes lances. No final, melhor para a França, que venceu o Brasil somente no set desempate, por 3 sets a 2, com parciais de 21/25, 25/15, 25/23, 19/25 e 15/13 depois de 2h04 de partida. O Canadá bateu os Estados Unidos por 3 sets a 1 e ficou com a medalha de bronze.

O oposto Wallace e o ponteiro Lucarelli dividiram o posto de maiores pontuadores da seleção brasileira, com 22 acertos cada um. O ponteiro francês Ngapeth foi quem mais pontuou na partida, com 29 pontos.

Wallace destacou o bom desempenho do adversário na noite deste sábado. “Fizemos grandes partidas e soubemos lidar com cada situação adversa. Hoje não foi diferente. Não dá para tirar os méritos da França. Eles jogaram muito bem. Agora é seguir em frente, com o mesmo orgulho de representar a seleção brasileira”, disse o oposto da seleção braisleira.

Logo após a partida, o central Lucão analisou a partida. “Perder sempre é ruim, mas foi uma bela campanha da seleção brasileira e hoje um grande jogo de voleibol. Tivemos nossas chances tanto no terceiro set, como no tie-break, mas temos que lembrar que eles têm uma grande equipe também. Acredito que esse ciclo que se inicia agora vai ter Brasil e França brigando sempre em finais”, opinou Lucão.

O técnico Renan também fez elogios a grande final disputada no Estádio Atlético Paranaense. “Foi um jogo espetacular. Eles defenderam muito bem, nos colocaram em muita dificuldade e nós sabíamos que seria assim, um jogo decidido lá em cima, no detalhe. Queria muito agradecer a cada um desses jogadores. Todos se entregaram ao máximo, lutaram e o placar de hoje mostra o nível da competição”, disse Renan.  

O Brasil encerrou a Liga Mundial com nove vitórias em 13 jogos disputados. Mesmo com o resultado negativo nesta final, a seleção brasileira segue como a maior vencedora da Liga Mundial, com nove títulos, conquistados em 1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010.

Melhores da competição

Dois brasileiros estiveram na seleção do campeonato: o ponteiro Lucarelli e o oposto Wallace. Os melhores da Liga Mundial ainda foram o levantador Toniutti, da França, o outro ponteiro foi o francês Ngapeth, os centrais foram Le Roux, também da França, e Graham Vigrass, do Canadá, e o líbero foi o canadense Blair Bann.

O JOGO

Wallace abriu o placar do jogo em ponto de contra-ataque. A França respondeu. As duas seleções trocaram pontos até os franceses assumirem o comando do placar em 5/4. No bloqueio de Maurício Souza, a seleção brasileira marcou 7/6. Com Lucão, o Brasil fez 10/9. O adversário reassumiu o comando do placar em 11/10. Em um pedido de desafio confirmou o ponto do Brasil, que chegou a 15/14. No lance seguinte, Maurício Borges fez 16/14. A equipe da casa manteve dois de vantagem em 17/15. Contando com um erro do adversário, o Brasil colocou três de vantagem (19/16). Maurício Souza fez 22/19. No bloqueio de Bruninho, 23/19. Neste momento, a França pediu tempo. Com Maurício Souza, o Brasil fechou em 25/21.

A França começou melhor e abriu 5/1 logo no começo da segunda parcial. Neste momento, Renan pediu tempo. A vantagem francesa chegou a cinco pontos em 8/3. No ace de Wallace, a seleção brasileira reduziu a diferença no placar para 6/8. A França voltou a abrir em 12/7. Renan pediu tempo. No segundo tempo técnico, o time visitante tinha 16/9. O Brasil reduziu para 11/16, mas a França voltou a pontuar bem e abriu 20/12. A vantagem passou a ser de 10 pontos em 23/13. A França fechou em 25/15.

A seleção francesa abriu o terceiro set com ponto de saque. Maurício Borges respondeu no ataque pela saída de rede. No bloqueio de Lucão, o Brasil fez 2/1. O placar ficou igual em 3/3. Na bola de segunda do levantador francês, a equipe marcou 5/3. Explorando o bloqueio brasileira, a França marcou 7/4. Renan pediu tempo. O time visitante teve cinco de vantagem em 11/6. Depois de uma bola bastante disputada, Wallace pontuou e o Brasil fez 10/13. O placar ainda foi a 11/13 e a França pediu tempo. O adversário voltou a abrir e fez 15/11. Com Wallace, 14/17. Depois de bom saque de Bruninho, o Brasil pontuou no bloqueio: 16/18. No lance seguinte, 17/18. Com Wallace, o placar ficou igual em 20/20. Ele mesmo virou o marcador para 21/20. A França fez 23/22, o Brasil empatou 23/23 e o adversário marcou 24/23. E, no bloqueio, a França fechou em 25/23.

A França esteve na frente, mas, com Lucarelli e depois com Wallace, o Brasil fez 4/2. Com o apoio da torcida, o time da casa ainda chegou a 6/3. No bloqueio simples de Éder, 7/3. Maurício Borges marcou 8/3. Os franceses reagiram e fizeram 7/10. No ace, a França marcou 9/11, forçando Renan a pedir tempo. Em um super ataque de Wallace, o Brasil fez 13/9. Éder marcou 16/13. Depois de grande passe de Thales, Bruninho levantou para Lucão, que marcou 17/14. A vantagem brasileira foi a quatro pontos (19/15) e o adversário pediu tempo. No bloqueio de Wallace, 20/15. Com mais um bloqueio simples de Éder, o Brasil chegou a 22/16. Embalada, a seleção brasileira fechou com Éder: 25/19.

Lucarelli abriu o marcador do set decisivo. A seleção brasileira ainda abriu 3/1. Na sequência, i time de Renan fez 5/3. Em boa passagem de Bruninho pelo saque, o Brasil chegou a 7/4 e o adversário pediu tempo. A França encostou no placar em 6/7 e ainda chegou ao ponto de empate em 7/7. O técnico brasileiro parou o jogo com pedido de tempo. Lucão marcou 8/7. Lucarelli fez 9/8. No bloqueio, Éder marcou 10/8. O Brasil fez 11/9. A França chegou ao empate em 11/11 e virou em 12/11. Renan pediu tempo. Na volta, os franceses fizeram 13/11 e fecharam em 15/13.

EQUIPES

BRASIL – Bruno, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Maurício Borges e Lucarelli. Líbero – Thales

Entraram – Renan, Raphael, Éder, Tiago Brendle

Técnico: Renan Dal Zotto

FRANÇA – Toniutti, Trevor, Ngapeth, Le Roux, Boyer e Chinenyese. Líbero – Grebennikov

Entraram – Brizard, Rossard, Lyneel

Técnico: Laurent Tillie

Brasil vence Alemanha e é campeão pela sétima vez

A seleção brasileira feminina de vôlei é campeã da edição 2017 da Montreux Volley Masters. Neste domingo (11.06), o Brasil venceu a Alemanha na decisão por 3 sets a 0 (25/21, 25/18 e 25/20), em 1h22 de jogo, no na Salle Omnisports Perrier, em Montreux, na Suíça. Com o resultado, o time do treinador José Roberto Guimarães conseguiu o primeiro título no novo ciclo olímpico e venceu a tradicional competição pela sétima vez.

O Brasil participou da Montreux Volley Masters com as levantadoras Roberta e Naiane, as opostas Tandara, Edinara e Fernanda Tomé, as centrais Adenízia, Carol e Mara, as ponteiras Natália, Drussyla, Rosamaria e Amanda e as líberos Suelen e Gabi.

As ponteiras Rosamaria e Natália se destacaram na decisão e foram as maiores pontuadoras do confronto, com 15 e 12 pontos respectivamente. Para Natália, que disputou sua primeira competição como capitã do Brasil, o título foi um reconhecimento pelo trabalho de todo o grupo.

"Para esse início de trabalho foi muito legal conquistar esse título. Sabemos que ainda temos muito o que melhorar, mas fiquei feliz que mostramos uma evolução a cada jogo nessa competição. Também foi importante porque esse torneio serviu como experiência para muitas jogadoras novas que nunca tinham defendido a seleção adulta. Temos que continuar trabalhando forte para chegarmos no patamar que almejamos", disse Natália.

Um dos destaques na campanha do Brasil, a ponteira Rosamaria, de 23 anos, também destacou o evolução do time verde e amarelo.

"Sabemos que estamos passando por um processo novo na seleção. Esse título nos dá mais confiança para seguirmos trabalhando forte. O grupo evoluiu ao longo do torneio e isso é positivo. O sentimento na seleção adulta é outro e a responsabilidade também. Estou aqui para aprender e evoluir e fico feliz que a primeira competição tenha terminado com um título", explicou Rosamaria.

O treinador José Roberto Guimarães fez uma análise da campanha do Brasil e parabenizou o grupo pelo título.

"É sempre bom começar um ciclo ganhando um torneio que tem uma tradição. O fato de termos algumas jogadoras jovens tendo a oportunidade de defender a seleção adulta pela primeira vez contra algumas escolas tradicionais do voleibol foi positivo. Também foi bom ter participado por todas as circunstâncias que encontramos em Montreux. Perdemos um jogo para Alemanha que serviu para alertar o time. Muitas vezes as derrotas mostram muitos fatores importantes. E essa fase de aprendizado é justamente para aprendermos e encontrarmos o caminho para melhorar o nosso time taticamente e tecnicamente cada vez mais", analisou José Roberto Guimarães, que depois da conquista cumpriu a promessa de mergulhar no gelado Lago Léman em caso de título verde e amarelo.

Carol é eleita a MVP

A seleção do campeonato teve a presença de três brasileiras. A central Carol foi eleita a melhor jogadora da competição (MVP) e a melhor central. A levantadora Roberta ficou com o prêmio de melhor da sua posição e a capitã Natália foi considerada a melhor ponteira. Ao final do jogo, Carol comentou sobre o momento atual da equipe brasileira.

"Estou feliz pelo nosso time. Estamos iniciando um trabalho e tivemos apenas uma semana de treinamento com todo o grupo antes de viajarmos. Nossa expectativa é melhorar cada vez mais como equipe e posso falar que é sempre um orgulho muito grande representar o Brasil", disse Carol.

Os próximos desafios do Brasil serão dos amistosos preparatórios para o Grand Prix contra a Polônia nos dias 27 e 29 de junho, respectivamente, em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

O JOGO

A Alemanha começou melhor e fez 5/2. Bem nos contra-ataques e no saque, as alemãs foram para o primeiro tempo técnico com cinco de vantagem (8/3). Se aproveitando dos erros das alemãs, o time verde e amarelo virou o marcador (9/8). Bem no saque, as brasileiras abriram dois pontos (11/9). O set ficou disputado ponto a ponto.  Com um ponto de bloqueio da central Adenízia, o time verde e amarelo fez 17/16. As alemãs viraram o marcador (18/17) e o treinador José Roberto Guimarães pediu tempo. A paralização fez bem ao time verde e amarelo que fez 21/20. O Brasil foi melhor na parte final da primeira parcial e venceu o set por 25/21.

A Alemanha voltou melhor para o segundo set e fez 6/3. Numa boa sequência de saques da central Carol, o Brasil empatou (6/6). A parcial ficou disputada ponto a ponto. A Alemanha foi para o primeiro tempo técnico com um de vantagem (8/7). Bem no bloqueio, as brasileiras viraram o marcador e abriram dois pontos (13/11). Quando o Brasil fez 14/11, o treinador da Alemanha pediu tempo. O Brasil seguiu melhor e foi para o segundo tempo técnico com três de vantagem (16/13). O Brasil segurou a vantagem até o final e levou a melhor no segundo set por 25/18.

Com um ace da ponteira Rosamaria, o Brasil fez 9/7 no início do terceiro set. Bem no saque, a Alemanha diminuiu a diferença no marcador (10/9). As europeias cresceram de produção e viraram o placar (13/12). Com velocidade, as brasileiras voltaram a liderar o marcador e fizeram 16/13. Quando o Brasil fez 18/14, o treinador da Alemanha voltou a parar o jogo (19/14). O Brasil segurou uma reação da Alemanha e venceu o terceiro set por 25/20 e o jogo por 3 sets a 0.

SELEÇÃO DA MONTREUX VOLLEY MASTERS 2017:

MVP - Carol (Brasil)
Melhor levantadora - Roberta (Brasil)
Melhor ponteira - Natália (Brasil)
2ª melhor ponteira - Paula Nizetich (Argentina)
Melhor oposta -  Gong X.Y. (China)
Melhor central - Carol (Brasil)
2ª melhor central - Marie Scholzel (Alemanha)
Melhor líbero - Lenka Durr (Alemanha)

Rexona-Sesc é o segundo melhor time de vôlei feminino do mundo

Pela segunda vez na sua história, o Rexona-Sesc quase chegou ao topo do mundo. Na final do Mundial de clubes, assim como em 2013, foi derrotado pela constelação do Vakifbank, da Turquia, por 3 sets a 0 (25/19, 25/21 e 25/21). Mesmo com o resultado adverso, o clima no final da temporada não foi nada pesado na equipe carioca, que retorna ao Brasil como a segunda melhor de todo o mundo, mesmo tendo disputado uma competição diante de rivais com elencos multimilionários.
 
“Ficamos muito felizes pela forma como jogamos essa competição, de igual para igual com verdadeiras seleções mundiais e chegando a uma decisão. Particularmente hoje, acredito que poderíamos ter jogado um pouco melhor, ter lutado mais, ter sido mais igual, mas sabemos da qualidade da equipe do Vakifbank, que possui uma verdadeira seleção mundial, formada por jogadoras que são referências em seus países. Sem dúvida isso faz delas o melhor time do mundo, de fato”, analisou Fabi.
 
Com opinião semelhante, o técnico Bernardinho acha que o bom saque do Vakifbank foi fundamental para a sua vitória. "Eles nos pressionaram com um bom saque durante todo o tempo, e não conseguimos manter nossa linha de passe. Tivemos muitos altos e baixos no jogo de hoje, enquanto elas foram mais consistentes, além de terem aproveitado momentos decisivos para crescerem na partida. Elas mereceram a vitória", disse o treinador carioca.
 
Um dos pilares do Rexona-Sesc, Fabi acredita que, do outro lado do mundo, no Brasil, a percepção dos fãs deve ter sido bem semelhante à das jogadoras: o sentimento de dever cumprido. “Acho que representamos muito bem o nosso país, nossos patrocinadores, nossos torcedores e isso é que fica, o que marca. Terminamos o campeonato como a segunda melhor equipe do mundo e de cabeça erguida”.
 
Muito emocionada no final da partida, Fabi fez questão de explicar que suas lágrimas nada tiveram a ver com o resultado da final, diante do Vakifbank. “Fiquei emocionada, sim. Chegamos ao final de mais uma temporada e sabemos que é muito difícil repetir o mesmo time todo ano. Então você acaba deixando de conviver com alguma jogadora. E num grupo como o nosso, que é muito unido, isso emociona. Foi uma temporada incrível, com muitos títulos importantes. Mais importante que as conquistas, para mim, foi o fato de termos formado um time batalhador, que tinha objetivos coletivos claros. É triste pela perspectiva de não repetirmos o mesmo time, mas feliz por olhar para trás e ver que o saldo foi mais que positivo”, encerrou Fabi.
 
Seleção da competição
A ponteira Gabi, do Rexona-Sesc, foi eleita a segunda melhor ponteira do Mundial de clubes. Ela passou a integrar a seleção da competição, ao lado da melhor ponteira e jogadora do torneio, a MVP da última olímpiada, a chinesa Zhu, das sérvias Boskovic (oposta) e Popovic (líbero), da russa Poljak (meio de rede), da tuca Akman (meio de rede) e da japonesa Yamaguchi (levantadora).

Rexona-Sesc vence o Volero Zurich e está na final do Mundial de clubes

O dia nem havia raiado no Brasil e as jogadoras do Rexona-Sesc, no Japão, estavam comemorando mais um resultado impressionante da equipe carioca. Diante do Volero Zurich, da Suíça, as campeãs sul-americanas mostraram a força do voleibol brasileiro, venceram incontestavelmente por 3 sets a 1 (25/13, 25/16, 21/25 e 26/24) e garantiram a vaga na final do Mundial de clubes. O adversário será o Vakifbank, da Turquia, em partida a ser realizada às 7h10 (horário de Brasília).
 
Implacável, o Rexona-Sesc começou a partida mostrando que o time suíço, que não havia perdido uma parcial sequer na competição, não iria ter vida fácil. E esteve longe de ser fácil para as europeias. Com o saque das brasileiras destruindo a linha de passe adversária e com um bloqueio muito eficiente, o time carioca dominou os dois primeiros sets com imensa facilidade.
 
“Sabíamos que o saque seria nossa principal arma. Trabalhamos muito isso ao longo de toda a temporada. Nesse nível de competição, estar focada é fundamental. Realmente precisamos muito de toda atenção possível. Então, sacar bem e compor bloqueio e defesa, faz toda diferença pra gente”, analisou a meio de rede Carol.
 
A partir do terceiro set, o Volero Zurich entrou no jogo e igualou a disputa. A equipe suíça, com algumas modificações importantes, conseguiu vencer a parcial, chegou a estar na frente no quarto set, mas sucumbiu diante do talento e vontade das brasileiras.
 
“O time do Volero é bem forte fisicamente, com jogadoras altas, e elas aproveitaram isso no terceiro set. Mas defendemos muito bem hoje e, felizmente, fechamos o jogo. A entrada da Camila e da Regis, no final do quarto set, foi fundamental. Nós jogamos assim, como time mesmo. E essa força de todo o grupo nos faz acreditar que somos capazes de nos superarmos jogo após jogo”, explicou Carol.
 
A meio de rede do Rexona-Sec anotou 10 pontos de bloqueio e igualou o recorde do fundamento em uma única partida, que já era seu. Mas fez questão de dividir o mérito com a comissão técnica e as companheiras, mas a uma especialmente.
 
“Sempre digo que minha maior felicidade é poder ajudar o time. Nós estudamos bastante! O Bernardo e toda comissão estão sempre nos auxiliando, nos dando informações, e as meninas que ficam de fora também. A Régis é uma que o tempo todo me lembra da técnica e me dá vários toques. Sou muito grata à todos”, agradeceu Carol, esperando que a temporada termine em comemoração para o Rexona-Sesc. Vontade não faltará.
 
“Estamos muito felizes! Fomos cumprindo nossos objetivos jogo a jogo. Primeiro, conseguimos a vaga para a semifinal e, agora, estamos na final. E isso é motivo de muita alegria para nós. Temos que jogar com o mesmo espírito amanhã pra conseguir esse título”, finalizou.

Rexona-Sesc derruba gigantes russas e está na semifinal do Mundial

Estar diante da equipe mais vitoriosa do vôlei europeu em um jogo valendo vaga na semifinal do Mundial. Esse foi o tamanho do desafio que as jogadoras do Rexona-Sesc tiveram pela frente no final da noite desta quinta-feira (11.05). Tão grande quanto as atacantes russas do Dínamo Moscou. Mas nada foi capaz de parar o ímpeto das brasileiras, que dominaram o adversário a maior parte do jogo e fizeram 3 sets a 1 (25/23, 23/25, 25/23 e 25/23), mantendo vivo o sonho do título. O adversário por uma das vagas para a final ainda será conhecido nas demais partidas que estão em andamento.
 
Um dos pilares da equipe, a ponteira Gabi destacou, além da vontade, a inteligência do time para lidar com o poderoso bloqueio russo. “Acho que o time jogou de maneira inteligente contra elas, sem arriscar muito. Apesar disso cometemos alguns erros que dificultaram ainda mais a partida, principalmente no segundo set e no final do quarto, mas deu tudo certo. Conseguimos colocar elas em dificuldade, com velocidade e um bom saque. Elas sentiram. Mais uma vez nosso conjunto se destacou, mas também teve a Dru, sempre muito consciente na virada de bola, e a Carol, com um ótimo saque”, analisou Gabi.
 
E se ainda não sabe o adversário que terá pela frente na semifinal do Mundial de clubes, afinal as partidas decisivas do grupo B ainda estão em andamento, a jovem ponteira sabe o que ela e sua equipe precisam fazer para passar de mais uma fase: acreditar.
 
“Já estamos entre as quatro melhores equipes do mundo. E sabemos que será ainda mais difícil do que foi até agora, independentemente de qual seja o adversário. Mas estamos muito motivadas. Conseguimos mostrar nosso potencial na vitória de hoje. Mesmo sem ser uma equipe alta, temos um conjunto muito forte e acreditamos sempre. Nesse tipo de competição, você joga uma final atrás da outra.  Passamos da primeira e queremos passar da segunda para, quem sabe, buscar o título inédito”, finalizou Gabi.
 
O Rexona-Sesc deve se classificar em segundo lugar do grupo B, afinal o Vakifbank, atual campeão europeu, deve confirmar 100% de aproveitamento nesta fase, no confronto com as donas da casa do Hisamitsu Springs, que ainda acontecerá, no início da manhã desta sexta. Desta maneira, a semifinal do time brasileiro será disputada neste sábado, às 7h10 (horário de Brasília).

Rexona-Sesc perde para o Vakifbank e disputará vaga na semifinal do Mundial contra o Dínamo, da Rússia

O Rexona-Sesc entrou em quadra no início da madrugada desta quarta-feira (10.05) para o segundo jogo da fase de grupos do Mundial de clubes, que está sendo realizado em Kobe, no Japão. E diante do Vakifbank, da Turquia, campeão europeu, o time carioca sofreu com o poderoso bloqueio adversário e acabou derrotado por 3 sets a 1 (17/25, 15/25, 25/20 e 15/25). Com o resultado, será preciso uma vitória na próxima partida, diante do Dínamo Moscou, da Rússia, para que a equipe comandada por Bernardinho avance na competição. O confronto será nesta quinta-feira (11.05), às 21h40, com transmissão do canal SporTV.
 
Apesar de estarem cientes de que o confronto com o Vakifbank seria muito difícil, as jogadoras do Rexona-Sesc lamentaram os dois primeiros sets, quando a equipe atuou abaixo do esperado. 
 
“Sabíamos que seria difícil. Enfrentamos um dos melhores times do mundo, uma verdadeira seleção, mas entramos em quadra para fazer o nosso melhor, tentar surpreender. Até conseguimos, quando jogamos bem o terceiro set e vencemos, mas elas voltaram a imprimir um ritmo muito forte”, analisou a líbero Fabi, que aponta fatores positivos na derrota.
 
“Jogar de igual para igual em alguns momentos faz com que a gente cresça. Jogamos em um nível de exigência muito grande e, apesar de ser uma derrota, poderíamos ainda ter jogado melhor. Isso, sem dúvida, foi importante para a decisão que virá pela frente”.
 
Acostumada a enfrentar a escola russa, a líbero bicampeã olímpica já sabe o que esperar no confronto de quinta-feira: ataque e bloqueio poderosos. “Temos pela frente um time russo, com características já conhecidas, de uma escola tradicional. O Dínamo possui jogadoras grandes e um sistema de bloqueio muito forte. Sabemos que o jogo delas passa pela Goncharova, De la Cruz e a Shcherban. Nosso papel agora é tirar o dia para estudar bastante. Temos que conseguir sacar bem para diminuir o poder de ataque delas. Se conseguirmos, elas perdem velocidade e isso pode ser o diferencial para uma vitória”, disse Fabi.
 
Para os fãs brasileiros, a líbero fez questão de lembrar que o objetivo do Rexona-Sesc está bem traçado e o sonho ainda bem vivo. “Agora é colocar nosso coração dentro de quadra para buscar essa vaga. Este sempre foi o nosso objetivo. Queremos muito isso e foi o que viemos fazer aqui, no Japão”, encerrou. 

Rexona-Sesc estreia com vitória no Mundial de clubes

O Rexona-Sesc estreou com vitória no Mundial de clubes, nesta terça-feira (09.05). Diante do time da casa, o Hisamitsu Springs, do Japão, o time carioca se impôs e, mesmo com uma bobeada na segunda parcial, fez 3 sets a 1 (25/16, 20/25, 25/16 e 25/21). Agora, o desafio será diante do campeão europeu, o Vakkifbank, já no início da madrugada desta quarta-feira (10.05), às 0h45. As duas equipes estrearam com vitória e quem triunfar no confronto ficará muito perto de confirmar sua vaga na semifinal da competição.
 
Já cientes de que não teriam facilidade, as jogadoras do Rexona-Sesc aprovaram a estreia, mesmo lamentando o apagão do segundo set. “A primeira partida é sempre mais chata, tensa, ainda mais contra o time da casa. Elas defendem muito, tem muito volume e jogam com muita velocidade. Japonesas são assim mesmo. Elas não desistem e é preciso paciência para conseguir vencê-las. Começamos colocando nosso ritmo e abrimos uma vantagem confortável. Mas na segunda parcial tivemos um apagão, muito por falta de paciência. Só que conseguimos nos recuperar no terceiro e fechar o jogo no quarto”, analisou Juciely.
 
Não bastasse ter tido as donas da casa como adversário na estreia, o Rexona-Sesc terá muito pouco tempo para se recuperar e entrar em quadra novamente. E diante de uma seleção mundial, que conta com a MVP da Rio 2016, a chinesa Zhu, com a norte-americana Hill, a holandesa Sloetjes, a sérvia Rasic, entre outras.
 
“Além do pouco tempo de recuperação, enfrentaremos um time com características completamente diferente. São jogadoras bem altas e com muita experiência internacional. Eles contam com a Zhu, que está em grande fase, e sabemos que não será nada fácil. Mas vamos com tudo, botando o coração na quadra”, finalizou Juciely.
 
Rexona-Sesc e Vakifbank decidiram o Mundial de clubes em 2013, na Suíça. Na ocasião, comandado pela sérvia Brakocevic, o time turco levou a melhor e fez 3 sets a 0. Do lado do time carioca, a ponteira Gabi, as meio de redes Carol e Juciely, a líbero Fabi e a levantadora Roberta estiveram em quadra.

Renan Dal Zotto anuncia os 18 convocados para Liga Mundial

O treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, anunciou, nesta segunda-feira (08.05), em coletiva de imprensa na sede da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no Rio de Janeiro (RJ), os 18 convocados para a Liga Mundial que terá a fase final em Curitiba, no Brasil, de quatro a oito de julho. Os brasileiros são os maiores vencedores da história da competição e lutam pelo 10º título.

Renan Dal Zotto esteve ao lado do diretor de voleibol de quadra da CBV, Radamés Lattari, nesta manhã, no anúncio realizado no Rio de Janeiro (RJ) e pelo facebook na fanpage do Vôlei Brasil.

Os convocados para a Liga Mundial foram os levantadores Bruninho, Raphael e Murilo Radke; os opostos Wallace, Evandro e Renan Buiatti; os centrais Lucão, Éder, Maurício Souza e Otávio; os ponteiros Lucarelli, Lipe, Maurício Borges, Lucas Lóh, Douglas Souza e Rodriguinho e os líberos Tiago Brendle e Thales.

Após o anúncio dos nomes, o treinador destacou a importância deste ano e o quanto este é um período importante na programação da seleção brasileira.

"Esse é um ano muito importante para o voleibol brasileiro. É um novo ciclo olímpico após a conquista do ouro no Rio de Janeiro pela seleção masculina. Temos como primeiro compromisso a Liga Mundial que terá a primeira etapa em Pesaro na Itália com um grupo muito difícil (Itália, Polônia e Irã)", disse Renan.

O novo treinador também comentou sobre a presença de 10 dos 12 campeões olímpicos em 2016 na lista da Liga Mundial.

"Sabemos que esporte é momento. Eu vejo os atletas, com a evolução tecnológica, tendo uma longevidade maior o que é muito interessante. Dos 12 campeões olímpicos apenas o Serginho declarou que não estaria mais na seleção. Todos os outros estão em totais condições de participar da seleção brasileira. É justo fazer com que esses atletas (campeões olímpicos) joguem a fase final da Liga Mundial no Brasil", afirmou Renan Dal Zotto, que também falou sobre a conversa com o levantador William que pediu para ficar um tempo com a família e não está na lista da Liga Mundial.

"Tive uma conversa com o William em Canoas e falei que contava com ele. O William me explicou desse compromisso familiar após a Superliga, o que é justo. Ele agradeceu nossa conversa e eu disse que contava com ele a princípio até o Mundial. Ele na hora respondeu que iria até os Jogos Olímpicos. Que bom que ele está com essa cabeça. Ele é um jogador diferenciado", explicou Renan.

O treinador da seleção masculina também comentou sobre os principais objetivos da seleção masculina nesse início de ciclo olímpico.

"Temos focos muito claros. A curto prazo a Liga Mundial, a médio prazo o Mundial de 2018 e a longo prazo os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Sabemos que toda a competição que o Brasil participa a responsabilidade é muito grande sempre sendo um dos favoritos e isso é um fato ", explicou Renan.

O diretor de vôlei de quadra da CBV, Radamés Lattari, destacou o número de competições das seleções brasileiras em 2017.

"Já começamos os treinamentos das seleções de base em Saquarema. Esse ano temos seis campeonatos mundiais de base e o Brasil espera estar presente nos seis. Falta apenas jogar a classificatória do sub-21 masculino. Estamos conseguindo fazer amistosos internacionais com todas as categorias e isso é muito positivo", disse Radamés Lattari.

Os três compromissos da seleção brasileira masculina de vôlei em 2017 são Liga Mundial, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões.

Liga Mundial

A seleção brasileira fará sua estreia na Liga Mundial, ainda pela fase classificatória, no dia 2 de junho, contra a Polônia, em Pesaro, na Itália. Neste mesmo local, a equipe verde e amarela ainda enfrenta o Irã e os donos da casa. A segunda fase será em Varna, na Bulgária, contra Canadá, Polônia e Bulgária. Encerrando a etapa classificatória, a seleção brasileira irá a Córdoba, na Argentina, jogar contra os búlgaros, argentinos e sérvios.

Os jogos da Fase Final acontecerão de 4 a 8 de julho deste ano, em uma quadra montada no meio do campo de futebol, em Curitiba, no Brasil. Estarão na disputa pelo título as cinco melhores equipes da fase classificatória, além da seleção brasileira, já classificada antecipadamente por ser o país-sede.

Levantadores

Bruninho (Sesi-SP)
Raphael (Funvic Taubaté)
Murilo Radke (Montes Claros)

Opostos

Wallace (Funvic Taubaté)
Evandro (Sada Cruzeiro)
Renan Buiatti (JF Vôlei)

Centrais

Lucão (Sesi-SP)
Éder (Funvic Taubaté)
Maurício Souza (Brasil Kirin)
Otávio (Funvic Taubaté)

Ponteiros

Lucarelli (Funvic Taubaté)
Lipe (Halkbank/Turquia)
Maurício Borges (Arkas Izmir/Turquia)
Lucas Lóh (Funvic Taubaté)
Douglas Souza(Sesi-SP)
Rodriguinho (Sada Cruzeiro)

Líberos

Tiago Brendle (Brasil Kirin)
Thales (Lebes Gedore Canoas)

Sada Cruzeiro vence Funvic Taubaté e conquista quinto título

O Sada Cruzeiro (MG) é o campeão da Superliga masculina de vôlei 2016/2017. A equipe mineira contou com o apoio de 13.956 torcedores, que encheram o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), neste domingo (07.05), e venceu o Funvic Taubaté (SP) por 3 sets a 1 (25/22, 25/22, 18/25 e 25/19), em 1h57 de partida. Esse é o quinto título do time dirigido pelo técnico Marcelo Mendez.

A equipe campeã chegou a decisão com apenas uma derrota em toda a Superliga, justamente para o time de Taubaté, no segundo turno da competição, quanto atuou com o grupo quase todo reserva. Nas quartas de final, eliminou o Lebes/Gedore/Canoas (RS) e, nas semifinais, o Vôlei Brasil Kirin (SP).

Na Superliga em que 10 dos 12 campeões olímpicos nos Jogos Rio-2016 estiveram presentes (William, Evandro, Éder, Wallace e Lucarelli, todos nesta final, além de Maurício Souza, Bruninho, Lucão, Douglas e Serginho), o oposto Evandro foi eleito o melhor da grande final. O jogador recebeu o Troféu VivaVôlei após ser eleito, por votação, o grande nome da decisão.

Ao final do confronto, o oposto campeão olímpico fez questão de agradecer o apoio da torcida celeste.

"Foi uma temporada maravilhosa com o Sada Cruzeiro. Nunca tinha ganho tanto título em um único período. Estou impressionado com a força dessa torcida e muito feliz por representar a equipe cruzeirense. Essa torcida é maravilhosa, fez uma festa linda no Mineirinho e nos incentivou o tempo inteiro", disse Evandro, que ainda foi o maior pontuador do confronto, com 19 acertos.

O treinador Marcelo Mendez, do Sada Cruzeiro, ressaltou a força do projeto mineiro e agradeceu o empenho de todos os jogadores durante a Superliga 16/17.

"Esse título é a confirmação de um projeto forte e de um grupo de jogadores que trabalha junto há um tempo, sempre se dedicou e acreditou em todo o processo. Estou muito feliz. Agora temos que seguir treinando, trabalhando duro e buscando a evolução como equipe nos próximos campeonatos", afirmou Marcelo Mendez.

Pelo Funvic Taubaté, o ponteiro Lucarelli é um dos principais nomes da equipe do Vale do Paraíba, e, por isso mesmo, um dos mais provocados pela torcida cruzeirense. "Já fiz outras decisões contra o Sada Cruzeiro e sempre foi com essa rivalidade que enfrentamos hoje. A torcida deles pega no meu pé, mas nunca faltaram com respeito e não tenho nada a reclamar", afirmou Lucarelli.

O técnico Cezar Douglas analisou o desempenho do seu time. "Para uma final, o equilíbrio é fundamental para que o time consiga se manter competitivo. Os três sets que perdemos, nós tivemos desequilíbrios em momentos especiais do set em que o Cruzeiro nem precisou forçar muito o jogo para reverter o placar", concluiu o treinador do Funvic Taubaté.

O JOGO
O ponteiro Lucas Loh fez o primeiro ponto da partida para o Funvic Taubaté. O confronto começou equilibrado. Bem no bloqueio, a equipe do treinador Cezar Douglas fez 4/3. O oposto Evandro se destacava no ataque e no saque e os mineiros abriram três pontos (8/5). Com um bloqueio simples do levantador Wiliam, o time celeste manteve a vantagem (10/7) e o técnico Cezar Douglas pediu tempo. Numa boa sequência de saques do central Otávio, o time de Taubaté encostou (12/11).

E foi com um ponto de bloqueio que o Funvic Taubaté virou o marcador (14/13). Neste momento o técnico Marcelo Mendez pediu tempo. O set seguiu disputado ponto a ponto. Numa bola rápida do central Isac, os mineiros abriram dois pontos (21/19). O ponteiro Leal conseguiu uma boa sequência de saques e a diferença no marcador subiu para quatro (23/19). O time mineiro segurou a vantagem até o final e venceu o primeiro set por 25/22.

O Funvic Taubaté voltou melhor para o segundo set e fez 4/2. Se aproveitando dos erros do time celeste, a equipe do treinador Cezar Douglas abriu quatro pontos (7/3) e o técnico Marcelo Mendez pediu tempo. A paralização fez bem a equipe mineira que empatou (8/8). O central Simon cresceu de produção e os atuais campeões fizeram 11/10. O set ficou disputado ponto a ponto. Com um ace do central Éder, o Funvic Taubaté assumiu a liderança do placar (16/15). Depois de um rally, o time mineiro empatou (20/20). O ponteiro Leo conseguiu um bom saque e o Sada Cruzeiro abriu dois pontos (23/21). Com um ponto de bloqueio simples do levantador William, os mineiros levaram a melhor no segundo set por 25/22.

O Funvic Taubaté começou melhor o terceiro set e fez 5/2. Bem no saque, a diferença para o time de Taubaté subiu para seis pontos (10/4). O Sada Cruzeiro cresceu de produção e encostou no marcador (15/13). Com um ponto de ataque do ponteiro Lucarelli, o time de Taubaté segurou a vantagem (18/15). Bem no ataque e na defesa, a equipe do treinador Cezar Douglas abriu quatro pontos (20/16). Se aproveitando dos erros do Sada Cruzeiro, o Funvic Taubaté foi melhor até o final e venceu o terceiro set por 25/18 com um ace do central Éder.

O quarto set começou equilibrado e disputado ponto a ponto. Com um ponto de bloqueio do central Simon, o time mineiro fez 8/7. Se aproveitando dos erros do Funvic Taubaté, o Sada Cruzeiro abriu três pontos (10/7). Quando os mineiros abriram quatro pontos (13/9), o treinador Cezar Douglas pediu tempo. Mesmo com a paralização, o time mineiro seguiu melhor e bem no saque e no bloqueio e abriu oito pontos (19/11). O Sada Cruzeiro segurou a vantagem até o final e venceu o quarto set por 25/19 e o jogo por 3 sets a 1.

Serginho se torna novo recordista

A final Superliga masculina de vôlei 16/17 teve início, neste domingo (07.05), com dois jogadores empatados com o redorde de títulos: o central do Funvic Taubaté (SP), Éder, e o líbero do Sada Cruzeiro (MG), Serginho. No final, melhor para o jogador cruzeirense, que faturou a medalha de ouro e passou a ser o único jogador do Brasil com oito títulos da principal competição de voleibol no país.

Além do título, Serginho ainda recebeu a premiação de melhor defesa do campeonato. Todas as conquistas, de títulos ou prêmios individuais, foram divididas com os jogadores que passaram por sua carreira.

"Dou crédito a todos os meus companheiros. Sem eles, eu não ganharia nada. Tenho que dividir com todos que passaram por mim, me ajudaram nos treinos, os que me deram uma chamada a mais quando era preciso e esse prêmio de hoje já vai ficar guardado. O próximo é sempre o mais importante", afirmou Serginho.

Já com 38 anos, o líbero do Sada Cruzeiro nem pensa em parar de jogar. "Por mim, vou até 69 anos. Não posso deixar o Éder passar a minha frente", se divertiu o jogador. "Mas, falando sério, no final do jogo agradeci a ele, que é um cara vencedor, e por ter jogado uma final e ter vencido de um jogador tão competente como ele", finalizou Serginho.

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