Brasil sofre mas vence na estréia do Grand Prix

Brasil começou mal a partida, mas venceu a Itália por 3 sets a 1. Crédito: Ricardo Erlich/Esportes de A à Z

 

Em uma estreia nervosa no Grand Prix, a seleção brasileira venceu a seleção italiana por 3 sets a 1 na Arena 1 no Rio de Janeiro dando início a sua busca pelo 11º título em sua 23º participação.

“É importante ter serenidade de vez em quando como foi a final da partida. Queremos ganhar sempre, mas tivemos uma reação no final e é uma prova que estamos em busca do título. Nós sabíamos que é uma equipe sem responsabilidade e jogaram bem mais soltas e agora vamos focar no Japão que tem outro estilo de jogo e temos que mudar a chave muito rapidamente. Conta Fernanda Garay sobre a partida de hoje.

O Jogo

Com um ótimo retrospecto contra as italianas no Grand Prix (20 vitórias contra 4 na história) o jogo começou mal para a nossa seleção. Muito nervosas, elas saíram atrás do placar com vantagem de 5 a 1 para as Italianas. Foi nessa hora que Sheila chamou a responsabilidade e conseguiram equilibrar a partida chegando ao empate e até a virar. O que se viu a partir de então foi um jogo muito equilibrado que acabou sendo decidido num bloqueio que Fernanda Garay levou e permitiu que as italianas abrissem dois pontos no placar e fechar o set em 25 a 23 e abrindo 1 a 0.

O segundo começou no mesmo ritmo do primeiro com as Italianas abrindo 5 a 2 no placar e mais uma vez, as brasileiras começam a buscar no placar e jogando de forma bem mais tranquila, viraram a partida, bem como se impuseram abrindo 5 pontos de vantagem com o placar em 11 a 6. O jogo seguiu mais tranquilo para as brasileiras que só precisaram administrar o jogo delas e ir abrindo aos pouquinhos no placar. As brasileiras chegaram a ter 20 a 10 no placar quando as italianas acertaram duas ótimas bolas e ameaçaram reagir no set. Ao final, confirmaram e fecharam em 25 a 15 empatando o jogo em 1 a 1.

Finalmente no terceiro set, as brasileiras saíram em vantagem no placar e coube as italianas buscarem o placar e equilibrar a partida. Mas foi o time do Brasil que abriu e fez 11 a 5 em pouco tempo, obrigando o técnico italiano a pedir tempo. Sem muitas dificuldades e com um jogo muito superior, o time brasileiro tornou a ficar à frente e disparou botando 10 pontos de vantagem e sem muita dificuldade, fecharam o set em 25 a 15 e virando em 2 a 1 no jogo.

E mais uma vez no quarto set, as brasileiras saíram na frente no placar e diferente dos outros três, o início foi muito equilibrado sem nenhuma das duas equipes abrirem no placar. Quem conseguiu abrir no placar foram as italianas que conseguiram abrir o placar em 4 pontos chegando a ter 15 a 11 a frente. E num bloqueio triplo, o time brasileiro chegou a esboçar uma reação, mas jogando muito melhor, as italianas voltaram a pontuar e abriram 5 pontos. As brasileiras enfim, começaram a reagir e diminuíram para 2 pontos a vantagem para as gringas com o placar e 22 a 20 incendiando a partida. As italianas tiveram o set point e as brasileiras conseguiram empatar em 24 a 24 e em seguida virar tendo o set point. As italianas acabaram empatando, mas em seguida, o Brasil confirmou duas bolas fechando com 27 a 25 e vencendo por 3 a 1.

“Sabíamos que a Itália ia arriscar e não gostei da atitude do time logo no inicio do jogo e no quarto set. Não precisávamos ter sofrido como foi e irei conversar com nossas jogadoras para melhorar esse ponto. Para amanhã contra o Japão, irei fazer um rodízio para que nossas atletas possam ganhar ritmo de jogo e já treinar com elas já que iremos enfrenta-las em nossa chave nas olimpíadas. Nosso objetivo que é o título do Grand Prix. 

 Amanhã a seleção enfrenta as japonesas as 14:10 e no domingo, as sérvias as 10h05min

 

Brasil é superado pela Itália no Foro Itálico

Um espetáculo pôde ser visto pelas cerca de 11.130 pessoas que estiveram no Foro Itálico, em Roma, nesta sexta-feira (19). Um dos maiores clássicos do vôlei mundial, Itália x Brasil, aconteceu a céu aberto, algo incomum na modalidade, e as duas seleções fizeram uma bela apresentação pela quarta etapa da Liga Mundial. No final, melhor para o time da casa, que venceu por 3 sets a 2 (26/24, 21/2525/18, 17/25 e 14/16), em 2h22 de partida.

Mesmo com o resultado negativo, o Brasil contou com os maiores pontuadores do jogo: o oposto Wallace e o ponteiro Lucarelli, ambos com 20 pontos. O desempenho individual não agradou Wallace, que, sempre prioriza o sucesso da seleção brasileira. "Sempre disse isso e hoje, mais uma vez. O importante aqui é a vitória do Brasil. Infelizmente, não conseguimos, mas vamos buscar esse resultado no jogo de domingo", afirmou Wallace.

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Rexona-AdeS vence San Martin e está na final do Sul-Americano de clubes

O que todos esperavam acabou acontecendo no Sul-Americano de clubes. Após vencer o San Martin, do Peru, por 3 sets a 0 (25/15, 25/13 e 25/19), neste sábado (07.02), o Rexona-AdeS confirmou seu nome na final da competição, onde terá pela frente o Molico/Nestle. Invictas, as equipes brasileiras duelarão neste domingo (08.02), às 13h30, no ginásio José Liberatti, em Osasco.

Fazendo sua estreia na competição, a ponteira Natalia brilhou. Foi a maior pontuadora com 15 acertos e ajudou o Rexona-AdeS a conquistar a vaga em mais uma final. “Sempre faz bem ter um descanso, mesmo que seja forçado. Já estou bem do ombro e pude ajudar a equipe a chegar em mais uma final”, disse a ponteira, já mostrando concentração para a final.

Molico/Nestlé decide o título do Sul-Americano neste domingo

O Molico/Nestlé entra em quadra neste domingo (8), às 13h30, para buscar seu quinto título sul-americano. O adversário será o vencedor da semifinal entre Rexona-Ades e as peruanas do San Martin de Porres, partida em andamento neste momento. Se o time brasileiro confirmar o favoritismo, a final será uma reedição do maior clássico do vôlei nacional. A decisão será disputada no ginásio José Liberatti, sede de todos os jogos do torneio, com transmissão do SporTV. Neste sábado, a equipe comandada por Luizomar venceu o Villa Dora, da Argentina, por 3 a 0, parciais de 25/11, 25/9 e 25/16, em 1h02. A maior pontuadora foi a ponteira Carcaces, com 19 acertos.

Reserva de Samara na sexta-feira, a ponteira Gabi começou como titular na semifinal e foi a segunda maior pontuadora do time, com 10 acertos. "Foi uma partida em que soubemos jogar diminuindo os erros e com responsabilidade. O comprometimento é grande por ser uma semifinal e a boa atuação dá confiança para a final. Não sei se começo jogando amanhã (domingo), mas estou pronta. O Luizomar está dando ritmo para todas as jogadoras e estarei à disposição se for para entrar no decorrer do jogo ou iniciando a partida. O time está preparado e vamos com muita vontade em busca da vitória", disse Gabi. 

Rexona-AdeS estreia com vitória no Sul-Americano de clubes

A diferença técnica era grande. A tradição, também. E esses fatores realmente acabaram fazendo a diferença na estreia do Rexona-Ades na estreia do Sul-Americanos de clubes nesta quarta-feira (04.02), em Osasco. Diante do Aragua Voleibol Club, da Venezuela, o time comandado pelo técnico Bernardinho fez 3 sets a 0 (25/17, 25/9 e 25/11) e confirmou seu favoritismo.

Com o intuito de dar mais rodagem para algumas atletas e poupar outras, Bernardinho escalou a equipe com Bruna, Roberta, Regiane, Gabi, Mayhara, Carol e Fabi. E uma das titulares do time que esteve em quadra o tempo todo acabou fazendo a diferença. Com 16 pontos, Carol foi a maior pontuadora e o nome do jogo.

Molico/Nestlé vence com facilidade na estreia do Sul-Americano

O Molico/Nestlé não teve dificuldades para aplicar 3 sets a 0 no Club Atletico Bohemios, do Uruguai, na primeira rodada do Campeonato Sul-Americano de Clubes. O time comandado por Luizomar estreou com tranquilidade e venceu por 25/4, 25/9 e 25/8, em duelo realizado no ginásio José Liberatti com duração de 58 minutos. Adenízia, Mari e Gabi foram os destaques com 10 acertos cada. Na segunda rodada, a equipe de Osasco encara o Boston College, do Chile, nesta quinta-feira (5), novamente às 19h30. 

Mari iniciou a partida como titular e apontou qual foi a principal motivação diante das uruguaias. "É difícil manter a concentração sabendo que não precisaremos fazer muito esforço para ganhar. Nesta situação, o principal sinal de respeito que podemos dar é jogar com seriedade. E fizemos isso. Em jogos como esse precisamos dosar e tomar cuidado para não nos machucarmos. Temos de entrar sempre firmes e a principal motivação é manter o nível", disse a ponteira. 

Empurrado pela torcida, Rexona-AdeS vence o Minas no tie-break

Tanto Rexona-AdeS quanto o Minas fizeram por merecer o grande público presente ao ginásio do Tijuca Tênis Clube na noite desta sexta-feira (30.01). E os torcedores não foram apenas presenteados com um belo espetáculo de vôlei, fizeram parte dele e levaram a equipe comandada por Bernardinho a vitória por 3 sets a 2 (23/25, 25/22, 25/19, 20/25 e 15/7). Com o resultado, o time carioca manteve a invencibilidade e é cada vez mais líder da Superliga 14/15, com 46 pontos.
 
Estrela do jogo, Gabi anotou 30 pontos, 27 de ataque e três de bloqueio. Além disso, a ponteira ajudou a dar volume de jogo para o Rexona-AdeS e acabou eleita a melhor em quadra. Só que, de acordo com a própria, não foi ela a protagonista do triunfo.
 
“O jogo foi muito eletrizante. A torcida lotou o Tijuca e literalmente fez a diferença. Foram os torcedores que nos empurraram nos momentos em que o time ficou instável, quando deixávamos o Minas escapar. Jogamos por eles. Vencemos por eles. E pela Fofão também. Ela foi até onde deu e tínhamos que dar esse presente para ela”, disse Gabi.
 
Após quatro sets equilibradíssimos, com as duas equipes se alternando na frente do marcador, o quinto set ficou marcado pelo bloqueio implacável do Rexona-AdeS. No fundamento, o time carioca anotou sete pontos e, de acordo com a meio de rede Juciely, especialista no assunto, fez valer todo o esforço dos treinamentos.
 
“Enfrentamos uma equipe que vem crescendo a cada rodada. Sabíamos que não ia ser fácil, já que elas bateram todos os outros times que estão na parte de cima da tabela. Justamente por isso, treinamos muito. Já treinamos muito normalmente, mas treinamos ainda mais. Nossa equipe sabe que precisa melhorar, sabe onde está errando e trabalha para melhorar sempre. Oscilamos durante o jogo, deixamos escapar a vitória em alguns momentos, antes do tie-break. E acho que o último set veio coroar todo o nosso trabalho, toda nossa dedicação, todo nosso estudo. Conseguimos marcar bem as jogadas delas e deu tudo certo”, analisou.
 
Agora, o Rexona-AdeS volta suas forças para a disputa do Sul-Americano de clubes, onde buscará o bicampeonato. A competição será disputada na próxima semana em Osasco e vale vaga para o Mundial de Clubes. A estreia está marcada para quarta-feira (04.01), às 21h30, diante das venezuelanas do Aragua Voleibol Club, no ginásio José Liberatti. O confronto terá transmissão do Sportv. 
 
O jogo
Como era de se esperar, a partida começou muito equilibrada. Com bons saques, o Minas quebrava a recepção do Rexona-AdeS e, com isso, conseguia montar um bom bloqueio em cima das bolas distribuídas por Fofão. Quando o passe funcionava, a levantadora do time carioca acionava principalmente a entrada de rede com Natalia ou Gabi.
 
Quando o placar mostrava 11/10, a levantadora Naiane virou uma bola de segunda e foi para o saque. A partir daí, a promessa mineira fez estrago na recepção carioca e o bloqueio do Minas fez a diferença. Foram seis pontos seguidos e Bernardinho, nesse período, se viu obrigado a pedir tempo duas vezes.
 
A sequência só parou quando Gabi virou uma bola na entrada de rede e fez 11/17.  Ela pontuou novamente, numa bola atacada no fundo da quadra do Minas, e a equipe mineira cedeu outro ponto ao Rexona-AdeS em uma bola atacada para fora. Com o ínicio de reação do time da casa, o técnico Marco Queiroga pediu tempo e conseguiu impedir o crescimento das cariocas.
 
Mas ainda havia emoção no primeiro set. Quando o placar mostrava 24/18, o Rexona-AdeS emplacou cinco pontos seguidos, encostou no placar, mas o Minas conseguiu fechar em 25/23, anotando impressionantes sete pontos de bloqueio e dois de saques.
 
Comandado por Jaqueline, o Minas começou a segunda parcial implacável. A ponteira anotou quatro pontos e o time mineiro abriu 7/4. Bernardinho nem esperou a parada técnica e parou o jogo, pedindo tempo. O treinador também sacou a oposta Bruna para a entrada de Andreia e a equipe acabou subindo de produção.
 
Em um ace de Andreia o Rexona-AdeS empatou o jogo (12/12) e com Gabi atacando uma bola na paralela virou. Mas o Minas conseguiu se recuperar, chegou a abrir 18/15, mas as donas da casa conseguiram empatar novamente, após um ponto de saque de Regiane, que entrou na partida no lugar de Natalia (19/19). A nova virada só veio em outro ace, desta vez com Amanda, marcando 22/21, encaminhando o time para a vitória: 25/22, em um ataque de Gabi.
 
O equilíbrio ditou o ritmo no início do terceiro set e o Minas chegou a primeira parada técnica com 8/7 devido a um ponto de erro cometido a mais pelo Rexona-AdeS. Com Naiane enviando quase todas as bolas para Jaqueline, o time carioca começou a conseguiu marcar melhor as jogadas mineiras. E numa dessas veio a virada. Carol bloqueou a ponteira e fez 12/11. Regiane, de saque, ampliou a diferença e o técnico Marco Queiroga pediu tempo. Mas não adiantou.
 
Regiane continou sacando muito bem e em novo ace da ponteira a diferença subiu para cinco pontos (16/11). Veio a parada técnica e o Minas voltou melhor. Em três bloqueios seguidos, dois de Carla e outro de Walewska, encostou no placar (16/14) e foi a vez de Bernardinho pedir tempo. O treinador carioca acertou a equipe e a diferença voltou para cinco pontos (21/16), após alguns erros do Minas.
 
Queiroga pediu tempo novamente, o Minas voltou a crescer e, após um bloqueio de Jaqueline em Bruna marcou 22/19. Foi a vez de Bernardinho parar a partida novamente para garantir a vitória por 25/19, após um bloqueio de Carol.
 
O saque, fundamento tão importante ao longo do jogo, não foi tão importante no começo da quarta parcial. As duas equipes acertaram suas linhas de recepção e foi o ataque que passou a fazer a diferença. A oposta Carla, do Minas, fez a diferença para o time mineiro, anotou quatro pontos e na primeira parada técnica o placar indicava 8/7.
 
Quando o saque voltou a fazer diferença, Regiane se destacou. Em um ace da ponteira, o Rexona-AdeS virou o jogo 10/9 para, logo em seguida, Gabi ampliar em um belo ataque na entrada de rede. Só que o Minas voltou a crescer e com Carol Gattaz, numa bola de xeque, virou o jogo 16/15.
 
A partir daí, as bolas de segurança de Naiane com Jaqueline, na entrada e saída de rede,  e com as meios de rede, na china, funcionaram, deram ao Minas uma vantagem segura para fechar em 25/20.
 
Empurrado pela torcida, o Rexona-AdeS abriu 4/1, com dois pontos de bloqueio e dois erros do Minas, obrigando Marco Queiroga a pedir tempo. A diferença ainda aumentou mais, em novo erro do Minas e outro bloqueio de Carol, até Jaqueline conseguiu virar uma bola e fazer 6/2.
 
Sem segurança, as jogadoras do Minas não conseguiam passar do bloqueio do Rexona-AdeS e em mais um block, desta vez de Juciely (9/2), Queiroga matou seu segundo pedido de tempo. Mas já não dava mais para buscar a vitória: 15/7.
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