Brasil vence Alemanha e é campeão pela sétima vez

A seleção brasileira feminina de vôlei é campeã da edição 2017 da Montreux Volley Masters. Neste domingo (11.06), o Brasil venceu a Alemanha na decisão por 3 sets a 0 (25/21, 25/18 e 25/20), em 1h22 de jogo, no na Salle Omnisports Perrier, em Montreux, na Suíça. Com o resultado, o time do treinador José Roberto Guimarães conseguiu o primeiro título no novo ciclo olímpico e venceu a tradicional competição pela sétima vez.

O Brasil participou da Montreux Volley Masters com as levantadoras Roberta e Naiane, as opostas Tandara, Edinara e Fernanda Tomé, as centrais Adenízia, Carol e Mara, as ponteiras Natália, Drussyla, Rosamaria e Amanda e as líberos Suelen e Gabi.

As ponteiras Rosamaria e Natália se destacaram na decisão e foram as maiores pontuadoras do confronto, com 15 e 12 pontos respectivamente. Para Natália, que disputou sua primeira competição como capitã do Brasil, o título foi um reconhecimento pelo trabalho de todo o grupo.

"Para esse início de trabalho foi muito legal conquistar esse título. Sabemos que ainda temos muito o que melhorar, mas fiquei feliz que mostramos uma evolução a cada jogo nessa competição. Também foi importante porque esse torneio serviu como experiência para muitas jogadoras novas que nunca tinham defendido a seleção adulta. Temos que continuar trabalhando forte para chegarmos no patamar que almejamos", disse Natália.

Um dos destaques na campanha do Brasil, a ponteira Rosamaria, de 23 anos, também destacou o evolução do time verde e amarelo.

"Sabemos que estamos passando por um processo novo na seleção. Esse título nos dá mais confiança para seguirmos trabalhando forte. O grupo evoluiu ao longo do torneio e isso é positivo. O sentimento na seleção adulta é outro e a responsabilidade também. Estou aqui para aprender e evoluir e fico feliz que a primeira competição tenha terminado com um título", explicou Rosamaria.

O treinador José Roberto Guimarães fez uma análise da campanha do Brasil e parabenizou o grupo pelo título.

"É sempre bom começar um ciclo ganhando um torneio que tem uma tradição. O fato de termos algumas jogadoras jovens tendo a oportunidade de defender a seleção adulta pela primeira vez contra algumas escolas tradicionais do voleibol foi positivo. Também foi bom ter participado por todas as circunstâncias que encontramos em Montreux. Perdemos um jogo para Alemanha que serviu para alertar o time. Muitas vezes as derrotas mostram muitos fatores importantes. E essa fase de aprendizado é justamente para aprendermos e encontrarmos o caminho para melhorar o nosso time taticamente e tecnicamente cada vez mais", analisou José Roberto Guimarães, que depois da conquista cumpriu a promessa de mergulhar no gelado Lago Léman em caso de título verde e amarelo.

Carol é eleita a MVP

A seleção do campeonato teve a presença de três brasileiras. A central Carol foi eleita a melhor jogadora da competição (MVP) e a melhor central. A levantadora Roberta ficou com o prêmio de melhor da sua posição e a capitã Natália foi considerada a melhor ponteira. Ao final do jogo, Carol comentou sobre o momento atual da equipe brasileira.

"Estou feliz pelo nosso time. Estamos iniciando um trabalho e tivemos apenas uma semana de treinamento com todo o grupo antes de viajarmos. Nossa expectativa é melhorar cada vez mais como equipe e posso falar que é sempre um orgulho muito grande representar o Brasil", disse Carol.

Os próximos desafios do Brasil serão dos amistosos preparatórios para o Grand Prix contra a Polônia nos dias 27 e 29 de junho, respectivamente, em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

O JOGO

A Alemanha começou melhor e fez 5/2. Bem nos contra-ataques e no saque, as alemãs foram para o primeiro tempo técnico com cinco de vantagem (8/3). Se aproveitando dos erros das alemãs, o time verde e amarelo virou o marcador (9/8). Bem no saque, as brasileiras abriram dois pontos (11/9). O set ficou disputado ponto a ponto.  Com um ponto de bloqueio da central Adenízia, o time verde e amarelo fez 17/16. As alemãs viraram o marcador (18/17) e o treinador José Roberto Guimarães pediu tempo. A paralização fez bem ao time verde e amarelo que fez 21/20. O Brasil foi melhor na parte final da primeira parcial e venceu o set por 25/21.

A Alemanha voltou melhor para o segundo set e fez 6/3. Numa boa sequência de saques da central Carol, o Brasil empatou (6/6). A parcial ficou disputada ponto a ponto. A Alemanha foi para o primeiro tempo técnico com um de vantagem (8/7). Bem no bloqueio, as brasileiras viraram o marcador e abriram dois pontos (13/11). Quando o Brasil fez 14/11, o treinador da Alemanha pediu tempo. O Brasil seguiu melhor e foi para o segundo tempo técnico com três de vantagem (16/13). O Brasil segurou a vantagem até o final e levou a melhor no segundo set por 25/18.

Com um ace da ponteira Rosamaria, o Brasil fez 9/7 no início do terceiro set. Bem no saque, a Alemanha diminuiu a diferença no marcador (10/9). As europeias cresceram de produção e viraram o placar (13/12). Com velocidade, as brasileiras voltaram a liderar o marcador e fizeram 16/13. Quando o Brasil fez 18/14, o treinador da Alemanha voltou a parar o jogo (19/14). O Brasil segurou uma reação da Alemanha e venceu o terceiro set por 25/20 e o jogo por 3 sets a 0.

SELEÇÃO DA MONTREUX VOLLEY MASTERS 2017:

MVP - Carol (Brasil)
Melhor levantadora - Roberta (Brasil)
Melhor ponteira - Natália (Brasil)
2ª melhor ponteira - Paula Nizetich (Argentina)
Melhor oposta -  Gong X.Y. (China)
Melhor central - Carol (Brasil)
2ª melhor central - Marie Scholzel (Alemanha)
Melhor líbero - Lenka Durr (Alemanha)

Rexona-Sesc é o segundo melhor time de vôlei feminino do mundo

Pela segunda vez na sua história, o Rexona-Sesc quase chegou ao topo do mundo. Na final do Mundial de clubes, assim como em 2013, foi derrotado pela constelação do Vakifbank, da Turquia, por 3 sets a 0 (25/19, 25/21 e 25/21). Mesmo com o resultado adverso, o clima no final da temporada não foi nada pesado na equipe carioca, que retorna ao Brasil como a segunda melhor de todo o mundo, mesmo tendo disputado uma competição diante de rivais com elencos multimilionários.
 
“Ficamos muito felizes pela forma como jogamos essa competição, de igual para igual com verdadeiras seleções mundiais e chegando a uma decisão. Particularmente hoje, acredito que poderíamos ter jogado um pouco melhor, ter lutado mais, ter sido mais igual, mas sabemos da qualidade da equipe do Vakifbank, que possui uma verdadeira seleção mundial, formada por jogadoras que são referências em seus países. Sem dúvida isso faz delas o melhor time do mundo, de fato”, analisou Fabi.
 
Com opinião semelhante, o técnico Bernardinho acha que o bom saque do Vakifbank foi fundamental para a sua vitória. "Eles nos pressionaram com um bom saque durante todo o tempo, e não conseguimos manter nossa linha de passe. Tivemos muitos altos e baixos no jogo de hoje, enquanto elas foram mais consistentes, além de terem aproveitado momentos decisivos para crescerem na partida. Elas mereceram a vitória", disse o treinador carioca.
 
Um dos pilares do Rexona-Sesc, Fabi acredita que, do outro lado do mundo, no Brasil, a percepção dos fãs deve ter sido bem semelhante à das jogadoras: o sentimento de dever cumprido. “Acho que representamos muito bem o nosso país, nossos patrocinadores, nossos torcedores e isso é que fica, o que marca. Terminamos o campeonato como a segunda melhor equipe do mundo e de cabeça erguida”.
 
Muito emocionada no final da partida, Fabi fez questão de explicar que suas lágrimas nada tiveram a ver com o resultado da final, diante do Vakifbank. “Fiquei emocionada, sim. Chegamos ao final de mais uma temporada e sabemos que é muito difícil repetir o mesmo time todo ano. Então você acaba deixando de conviver com alguma jogadora. E num grupo como o nosso, que é muito unido, isso emociona. Foi uma temporada incrível, com muitos títulos importantes. Mais importante que as conquistas, para mim, foi o fato de termos formado um time batalhador, que tinha objetivos coletivos claros. É triste pela perspectiva de não repetirmos o mesmo time, mas feliz por olhar para trás e ver que o saldo foi mais que positivo”, encerrou Fabi.
 
Seleção da competição
A ponteira Gabi, do Rexona-Sesc, foi eleita a segunda melhor ponteira do Mundial de clubes. Ela passou a integrar a seleção da competição, ao lado da melhor ponteira e jogadora do torneio, a MVP da última olímpiada, a chinesa Zhu, das sérvias Boskovic (oposta) e Popovic (líbero), da russa Poljak (meio de rede), da tuca Akman (meio de rede) e da japonesa Yamaguchi (levantadora).

Rexona-Sesc vence o Volero Zurich e está na final do Mundial de clubes

O dia nem havia raiado no Brasil e as jogadoras do Rexona-Sesc, no Japão, estavam comemorando mais um resultado impressionante da equipe carioca. Diante do Volero Zurich, da Suíça, as campeãs sul-americanas mostraram a força do voleibol brasileiro, venceram incontestavelmente por 3 sets a 1 (25/13, 25/16, 21/25 e 26/24) e garantiram a vaga na final do Mundial de clubes. O adversário será o Vakifbank, da Turquia, em partida a ser realizada às 7h10 (horário de Brasília).
 
Implacável, o Rexona-Sesc começou a partida mostrando que o time suíço, que não havia perdido uma parcial sequer na competição, não iria ter vida fácil. E esteve longe de ser fácil para as europeias. Com o saque das brasileiras destruindo a linha de passe adversária e com um bloqueio muito eficiente, o time carioca dominou os dois primeiros sets com imensa facilidade.
 
“Sabíamos que o saque seria nossa principal arma. Trabalhamos muito isso ao longo de toda a temporada. Nesse nível de competição, estar focada é fundamental. Realmente precisamos muito de toda atenção possível. Então, sacar bem e compor bloqueio e defesa, faz toda diferença pra gente”, analisou a meio de rede Carol.
 
A partir do terceiro set, o Volero Zurich entrou no jogo e igualou a disputa. A equipe suíça, com algumas modificações importantes, conseguiu vencer a parcial, chegou a estar na frente no quarto set, mas sucumbiu diante do talento e vontade das brasileiras.
 
“O time do Volero é bem forte fisicamente, com jogadoras altas, e elas aproveitaram isso no terceiro set. Mas defendemos muito bem hoje e, felizmente, fechamos o jogo. A entrada da Camila e da Regis, no final do quarto set, foi fundamental. Nós jogamos assim, como time mesmo. E essa força de todo o grupo nos faz acreditar que somos capazes de nos superarmos jogo após jogo”, explicou Carol.
 
A meio de rede do Rexona-Sec anotou 10 pontos de bloqueio e igualou o recorde do fundamento em uma única partida, que já era seu. Mas fez questão de dividir o mérito com a comissão técnica e as companheiras, mas a uma especialmente.
 
“Sempre digo que minha maior felicidade é poder ajudar o time. Nós estudamos bastante! O Bernardo e toda comissão estão sempre nos auxiliando, nos dando informações, e as meninas que ficam de fora também. A Régis é uma que o tempo todo me lembra da técnica e me dá vários toques. Sou muito grata à todos”, agradeceu Carol, esperando que a temporada termine em comemoração para o Rexona-Sesc. Vontade não faltará.
 
“Estamos muito felizes! Fomos cumprindo nossos objetivos jogo a jogo. Primeiro, conseguimos a vaga para a semifinal e, agora, estamos na final. E isso é motivo de muita alegria para nós. Temos que jogar com o mesmo espírito amanhã pra conseguir esse título”, finalizou.

Rexona-Sesc derruba gigantes russas e está na semifinal do Mundial

Estar diante da equipe mais vitoriosa do vôlei europeu em um jogo valendo vaga na semifinal do Mundial. Esse foi o tamanho do desafio que as jogadoras do Rexona-Sesc tiveram pela frente no final da noite desta quinta-feira (11.05). Tão grande quanto as atacantes russas do Dínamo Moscou. Mas nada foi capaz de parar o ímpeto das brasileiras, que dominaram o adversário a maior parte do jogo e fizeram 3 sets a 1 (25/23, 23/25, 25/23 e 25/23), mantendo vivo o sonho do título. O adversário por uma das vagas para a final ainda será conhecido nas demais partidas que estão em andamento.
 
Um dos pilares da equipe, a ponteira Gabi destacou, além da vontade, a inteligência do time para lidar com o poderoso bloqueio russo. “Acho que o time jogou de maneira inteligente contra elas, sem arriscar muito. Apesar disso cometemos alguns erros que dificultaram ainda mais a partida, principalmente no segundo set e no final do quarto, mas deu tudo certo. Conseguimos colocar elas em dificuldade, com velocidade e um bom saque. Elas sentiram. Mais uma vez nosso conjunto se destacou, mas também teve a Dru, sempre muito consciente na virada de bola, e a Carol, com um ótimo saque”, analisou Gabi.
 
E se ainda não sabe o adversário que terá pela frente na semifinal do Mundial de clubes, afinal as partidas decisivas do grupo B ainda estão em andamento, a jovem ponteira sabe o que ela e sua equipe precisam fazer para passar de mais uma fase: acreditar.
 
“Já estamos entre as quatro melhores equipes do mundo. E sabemos que será ainda mais difícil do que foi até agora, independentemente de qual seja o adversário. Mas estamos muito motivadas. Conseguimos mostrar nosso potencial na vitória de hoje. Mesmo sem ser uma equipe alta, temos um conjunto muito forte e acreditamos sempre. Nesse tipo de competição, você joga uma final atrás da outra.  Passamos da primeira e queremos passar da segunda para, quem sabe, buscar o título inédito”, finalizou Gabi.
 
O Rexona-Sesc deve se classificar em segundo lugar do grupo B, afinal o Vakifbank, atual campeão europeu, deve confirmar 100% de aproveitamento nesta fase, no confronto com as donas da casa do Hisamitsu Springs, que ainda acontecerá, no início da manhã desta sexta. Desta maneira, a semifinal do time brasileiro será disputada neste sábado, às 7h10 (horário de Brasília).

Rexona-Sesc perde para o Vakifbank e disputará vaga na semifinal do Mundial contra o Dínamo, da Rússia

O Rexona-Sesc entrou em quadra no início da madrugada desta quarta-feira (10.05) para o segundo jogo da fase de grupos do Mundial de clubes, que está sendo realizado em Kobe, no Japão. E diante do Vakifbank, da Turquia, campeão europeu, o time carioca sofreu com o poderoso bloqueio adversário e acabou derrotado por 3 sets a 1 (17/25, 15/25, 25/20 e 15/25). Com o resultado, será preciso uma vitória na próxima partida, diante do Dínamo Moscou, da Rússia, para que a equipe comandada por Bernardinho avance na competição. O confronto será nesta quinta-feira (11.05), às 21h40, com transmissão do canal SporTV.
 
Apesar de estarem cientes de que o confronto com o Vakifbank seria muito difícil, as jogadoras do Rexona-Sesc lamentaram os dois primeiros sets, quando a equipe atuou abaixo do esperado. 
 
“Sabíamos que seria difícil. Enfrentamos um dos melhores times do mundo, uma verdadeira seleção, mas entramos em quadra para fazer o nosso melhor, tentar surpreender. Até conseguimos, quando jogamos bem o terceiro set e vencemos, mas elas voltaram a imprimir um ritmo muito forte”, analisou a líbero Fabi, que aponta fatores positivos na derrota.
 
“Jogar de igual para igual em alguns momentos faz com que a gente cresça. Jogamos em um nível de exigência muito grande e, apesar de ser uma derrota, poderíamos ainda ter jogado melhor. Isso, sem dúvida, foi importante para a decisão que virá pela frente”.
 
Acostumada a enfrentar a escola russa, a líbero bicampeã olímpica já sabe o que esperar no confronto de quinta-feira: ataque e bloqueio poderosos. “Temos pela frente um time russo, com características já conhecidas, de uma escola tradicional. O Dínamo possui jogadoras grandes e um sistema de bloqueio muito forte. Sabemos que o jogo delas passa pela Goncharova, De la Cruz e a Shcherban. Nosso papel agora é tirar o dia para estudar bastante. Temos que conseguir sacar bem para diminuir o poder de ataque delas. Se conseguirmos, elas perdem velocidade e isso pode ser o diferencial para uma vitória”, disse Fabi.
 
Para os fãs brasileiros, a líbero fez questão de lembrar que o objetivo do Rexona-Sesc está bem traçado e o sonho ainda bem vivo. “Agora é colocar nosso coração dentro de quadra para buscar essa vaga. Este sempre foi o nosso objetivo. Queremos muito isso e foi o que viemos fazer aqui, no Japão”, encerrou. 

Rexona-Sesc estreia com vitória no Mundial de clubes

O Rexona-Sesc estreou com vitória no Mundial de clubes, nesta terça-feira (09.05). Diante do time da casa, o Hisamitsu Springs, do Japão, o time carioca se impôs e, mesmo com uma bobeada na segunda parcial, fez 3 sets a 1 (25/16, 20/25, 25/16 e 25/21). Agora, o desafio será diante do campeão europeu, o Vakkifbank, já no início da madrugada desta quarta-feira (10.05), às 0h45. As duas equipes estrearam com vitória e quem triunfar no confronto ficará muito perto de confirmar sua vaga na semifinal da competição.
 
Já cientes de que não teriam facilidade, as jogadoras do Rexona-Sesc aprovaram a estreia, mesmo lamentando o apagão do segundo set. “A primeira partida é sempre mais chata, tensa, ainda mais contra o time da casa. Elas defendem muito, tem muito volume e jogam com muita velocidade. Japonesas são assim mesmo. Elas não desistem e é preciso paciência para conseguir vencê-las. Começamos colocando nosso ritmo e abrimos uma vantagem confortável. Mas na segunda parcial tivemos um apagão, muito por falta de paciência. Só que conseguimos nos recuperar no terceiro e fechar o jogo no quarto”, analisou Juciely.
 
Não bastasse ter tido as donas da casa como adversário na estreia, o Rexona-Sesc terá muito pouco tempo para se recuperar e entrar em quadra novamente. E diante de uma seleção mundial, que conta com a MVP da Rio 2016, a chinesa Zhu, com a norte-americana Hill, a holandesa Sloetjes, a sérvia Rasic, entre outras.
 
“Além do pouco tempo de recuperação, enfrentaremos um time com características completamente diferente. São jogadoras bem altas e com muita experiência internacional. Eles contam com a Zhu, que está em grande fase, e sabemos que não será nada fácil. Mas vamos com tudo, botando o coração na quadra”, finalizou Juciely.
 
Rexona-Sesc e Vakifbank decidiram o Mundial de clubes em 2013, na Suíça. Na ocasião, comandado pela sérvia Brakocevic, o time turco levou a melhor e fez 3 sets a 0. Do lado do time carioca, a ponteira Gabi, as meio de redes Carol e Juciely, a líbero Fabi e a levantadora Roberta estiveram em quadra.

Renan Dal Zotto anuncia os 18 convocados para Liga Mundial

O treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, anunciou, nesta segunda-feira (08.05), em coletiva de imprensa na sede da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no Rio de Janeiro (RJ), os 18 convocados para a Liga Mundial que terá a fase final em Curitiba, no Brasil, de quatro a oito de julho. Os brasileiros são os maiores vencedores da história da competição e lutam pelo 10º título.

Renan Dal Zotto esteve ao lado do diretor de voleibol de quadra da CBV, Radamés Lattari, nesta manhã, no anúncio realizado no Rio de Janeiro (RJ) e pelo facebook na fanpage do Vôlei Brasil.

Os convocados para a Liga Mundial foram os levantadores Bruninho, Raphael e Murilo Radke; os opostos Wallace, Evandro e Renan Buiatti; os centrais Lucão, Éder, Maurício Souza e Otávio; os ponteiros Lucarelli, Lipe, Maurício Borges, Lucas Lóh, Douglas Souza e Rodriguinho e os líberos Tiago Brendle e Thales.

Após o anúncio dos nomes, o treinador destacou a importância deste ano e o quanto este é um período importante na programação da seleção brasileira.

"Esse é um ano muito importante para o voleibol brasileiro. É um novo ciclo olímpico após a conquista do ouro no Rio de Janeiro pela seleção masculina. Temos como primeiro compromisso a Liga Mundial que terá a primeira etapa em Pesaro na Itália com um grupo muito difícil (Itália, Polônia e Irã)", disse Renan.

O novo treinador também comentou sobre a presença de 10 dos 12 campeões olímpicos em 2016 na lista da Liga Mundial.

"Sabemos que esporte é momento. Eu vejo os atletas, com a evolução tecnológica, tendo uma longevidade maior o que é muito interessante. Dos 12 campeões olímpicos apenas o Serginho declarou que não estaria mais na seleção. Todos os outros estão em totais condições de participar da seleção brasileira. É justo fazer com que esses atletas (campeões olímpicos) joguem a fase final da Liga Mundial no Brasil", afirmou Renan Dal Zotto, que também falou sobre a conversa com o levantador William que pediu para ficar um tempo com a família e não está na lista da Liga Mundial.

"Tive uma conversa com o William em Canoas e falei que contava com ele. O William me explicou desse compromisso familiar após a Superliga, o que é justo. Ele agradeceu nossa conversa e eu disse que contava com ele a princípio até o Mundial. Ele na hora respondeu que iria até os Jogos Olímpicos. Que bom que ele está com essa cabeça. Ele é um jogador diferenciado", explicou Renan.

O treinador da seleção masculina também comentou sobre os principais objetivos da seleção masculina nesse início de ciclo olímpico.

"Temos focos muito claros. A curto prazo a Liga Mundial, a médio prazo o Mundial de 2018 e a longo prazo os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Sabemos que toda a competição que o Brasil participa a responsabilidade é muito grande sempre sendo um dos favoritos e isso é um fato ", explicou Renan.

O diretor de vôlei de quadra da CBV, Radamés Lattari, destacou o número de competições das seleções brasileiras em 2017.

"Já começamos os treinamentos das seleções de base em Saquarema. Esse ano temos seis campeonatos mundiais de base e o Brasil espera estar presente nos seis. Falta apenas jogar a classificatória do sub-21 masculino. Estamos conseguindo fazer amistosos internacionais com todas as categorias e isso é muito positivo", disse Radamés Lattari.

Os três compromissos da seleção brasileira masculina de vôlei em 2017 são Liga Mundial, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões.

Liga Mundial

A seleção brasileira fará sua estreia na Liga Mundial, ainda pela fase classificatória, no dia 2 de junho, contra a Polônia, em Pesaro, na Itália. Neste mesmo local, a equipe verde e amarela ainda enfrenta o Irã e os donos da casa. A segunda fase será em Varna, na Bulgária, contra Canadá, Polônia e Bulgária. Encerrando a etapa classificatória, a seleção brasileira irá a Córdoba, na Argentina, jogar contra os búlgaros, argentinos e sérvios.

Os jogos da Fase Final acontecerão de 4 a 8 de julho deste ano, em uma quadra montada no meio do campo de futebol, em Curitiba, no Brasil. Estarão na disputa pelo título as cinco melhores equipes da fase classificatória, além da seleção brasileira, já classificada antecipadamente por ser o país-sede.

Levantadores

Bruninho (Sesi-SP)
Raphael (Funvic Taubaté)
Murilo Radke (Montes Claros)

Opostos

Wallace (Funvic Taubaté)
Evandro (Sada Cruzeiro)
Renan Buiatti (JF Vôlei)

Centrais

Lucão (Sesi-SP)
Éder (Funvic Taubaté)
Maurício Souza (Brasil Kirin)
Otávio (Funvic Taubaté)

Ponteiros

Lucarelli (Funvic Taubaté)
Lipe (Halkbank/Turquia)
Maurício Borges (Arkas Izmir/Turquia)
Lucas Lóh (Funvic Taubaté)
Douglas Souza(Sesi-SP)
Rodriguinho (Sada Cruzeiro)

Líberos

Tiago Brendle (Brasil Kirin)
Thales (Lebes Gedore Canoas)

Sada Cruzeiro vence Funvic Taubaté e conquista quinto título

O Sada Cruzeiro (MG) é o campeão da Superliga masculina de vôlei 2016/2017. A equipe mineira contou com o apoio de 13.956 torcedores, que encheram o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), neste domingo (07.05), e venceu o Funvic Taubaté (SP) por 3 sets a 1 (25/22, 25/22, 18/25 e 25/19), em 1h57 de partida. Esse é o quinto título do time dirigido pelo técnico Marcelo Mendez.

A equipe campeã chegou a decisão com apenas uma derrota em toda a Superliga, justamente para o time de Taubaté, no segundo turno da competição, quanto atuou com o grupo quase todo reserva. Nas quartas de final, eliminou o Lebes/Gedore/Canoas (RS) e, nas semifinais, o Vôlei Brasil Kirin (SP).

Na Superliga em que 10 dos 12 campeões olímpicos nos Jogos Rio-2016 estiveram presentes (William, Evandro, Éder, Wallace e Lucarelli, todos nesta final, além de Maurício Souza, Bruninho, Lucão, Douglas e Serginho), o oposto Evandro foi eleito o melhor da grande final. O jogador recebeu o Troféu VivaVôlei após ser eleito, por votação, o grande nome da decisão.

Ao final do confronto, o oposto campeão olímpico fez questão de agradecer o apoio da torcida celeste.

"Foi uma temporada maravilhosa com o Sada Cruzeiro. Nunca tinha ganho tanto título em um único período. Estou impressionado com a força dessa torcida e muito feliz por representar a equipe cruzeirense. Essa torcida é maravilhosa, fez uma festa linda no Mineirinho e nos incentivou o tempo inteiro", disse Evandro, que ainda foi o maior pontuador do confronto, com 19 acertos.

O treinador Marcelo Mendez, do Sada Cruzeiro, ressaltou a força do projeto mineiro e agradeceu o empenho de todos os jogadores durante a Superliga 16/17.

"Esse título é a confirmação de um projeto forte e de um grupo de jogadores que trabalha junto há um tempo, sempre se dedicou e acreditou em todo o processo. Estou muito feliz. Agora temos que seguir treinando, trabalhando duro e buscando a evolução como equipe nos próximos campeonatos", afirmou Marcelo Mendez.

Pelo Funvic Taubaté, o ponteiro Lucarelli é um dos principais nomes da equipe do Vale do Paraíba, e, por isso mesmo, um dos mais provocados pela torcida cruzeirense. "Já fiz outras decisões contra o Sada Cruzeiro e sempre foi com essa rivalidade que enfrentamos hoje. A torcida deles pega no meu pé, mas nunca faltaram com respeito e não tenho nada a reclamar", afirmou Lucarelli.

O técnico Cezar Douglas analisou o desempenho do seu time. "Para uma final, o equilíbrio é fundamental para que o time consiga se manter competitivo. Os três sets que perdemos, nós tivemos desequilíbrios em momentos especiais do set em que o Cruzeiro nem precisou forçar muito o jogo para reverter o placar", concluiu o treinador do Funvic Taubaté.

O JOGO
O ponteiro Lucas Loh fez o primeiro ponto da partida para o Funvic Taubaté. O confronto começou equilibrado. Bem no bloqueio, a equipe do treinador Cezar Douglas fez 4/3. O oposto Evandro se destacava no ataque e no saque e os mineiros abriram três pontos (8/5). Com um bloqueio simples do levantador Wiliam, o time celeste manteve a vantagem (10/7) e o técnico Cezar Douglas pediu tempo. Numa boa sequência de saques do central Otávio, o time de Taubaté encostou (12/11).

E foi com um ponto de bloqueio que o Funvic Taubaté virou o marcador (14/13). Neste momento o técnico Marcelo Mendez pediu tempo. O set seguiu disputado ponto a ponto. Numa bola rápida do central Isac, os mineiros abriram dois pontos (21/19). O ponteiro Leal conseguiu uma boa sequência de saques e a diferença no marcador subiu para quatro (23/19). O time mineiro segurou a vantagem até o final e venceu o primeiro set por 25/22.

O Funvic Taubaté voltou melhor para o segundo set e fez 4/2. Se aproveitando dos erros do time celeste, a equipe do treinador Cezar Douglas abriu quatro pontos (7/3) e o técnico Marcelo Mendez pediu tempo. A paralização fez bem a equipe mineira que empatou (8/8). O central Simon cresceu de produção e os atuais campeões fizeram 11/10. O set ficou disputado ponto a ponto. Com um ace do central Éder, o Funvic Taubaté assumiu a liderança do placar (16/15). Depois de um rally, o time mineiro empatou (20/20). O ponteiro Leo conseguiu um bom saque e o Sada Cruzeiro abriu dois pontos (23/21). Com um ponto de bloqueio simples do levantador William, os mineiros levaram a melhor no segundo set por 25/22.

O Funvic Taubaté começou melhor o terceiro set e fez 5/2. Bem no saque, a diferença para o time de Taubaté subiu para seis pontos (10/4). O Sada Cruzeiro cresceu de produção e encostou no marcador (15/13). Com um ponto de ataque do ponteiro Lucarelli, o time de Taubaté segurou a vantagem (18/15). Bem no ataque e na defesa, a equipe do treinador Cezar Douglas abriu quatro pontos (20/16). Se aproveitando dos erros do Sada Cruzeiro, o Funvic Taubaté foi melhor até o final e venceu o terceiro set por 25/18 com um ace do central Éder.

O quarto set começou equilibrado e disputado ponto a ponto. Com um ponto de bloqueio do central Simon, o time mineiro fez 8/7. Se aproveitando dos erros do Funvic Taubaté, o Sada Cruzeiro abriu três pontos (10/7). Quando os mineiros abriram quatro pontos (13/9), o treinador Cezar Douglas pediu tempo. Mesmo com a paralização, o time mineiro seguiu melhor e bem no saque e no bloqueio e abriu oito pontos (19/11). O Sada Cruzeiro segurou a vantagem até o final e venceu o quarto set por 25/19 e o jogo por 3 sets a 1.

Serginho se torna novo recordista

A final Superliga masculina de vôlei 16/17 teve início, neste domingo (07.05), com dois jogadores empatados com o redorde de títulos: o central do Funvic Taubaté (SP), Éder, e o líbero do Sada Cruzeiro (MG), Serginho. No final, melhor para o jogador cruzeirense, que faturou a medalha de ouro e passou a ser o único jogador do Brasil com oito títulos da principal competição de voleibol no país.

Além do título, Serginho ainda recebeu a premiação de melhor defesa do campeonato. Todas as conquistas, de títulos ou prêmios individuais, foram divididas com os jogadores que passaram por sua carreira.

"Dou crédito a todos os meus companheiros. Sem eles, eu não ganharia nada. Tenho que dividir com todos que passaram por mim, me ajudaram nos treinos, os que me deram uma chamada a mais quando era preciso e esse prêmio de hoje já vai ficar guardado. O próximo é sempre o mais importante", afirmou Serginho.

Já com 38 anos, o líbero do Sada Cruzeiro nem pensa em parar de jogar. "Por mim, vou até 69 anos. Não posso deixar o Éder passar a minha frente", se divertiu o jogador. "Mas, falando sério, no final do jogo agradeci a ele, que é um cara vencedor, e por ter jogado uma final e ter vencido de um jogador tão competente como ele", finalizou Serginho.

Festa de voleibol brasileiro é coroada com super final

Faltando apenas dois dias para a final da Superliga masculina de vôlei 2016/2017, o principal campeonato da modalidade no país já começa a deixar saudade. Foram 162 jogos realizados, ainda falta um, 12 equipes envolvidas neste naipe, 209 atletas inscritos, 10 cidades envolvidas, e uma torcida fanática por voleibol que lotou ginásios pelo país, inclusive em Belém (PA), onde não há time, mas que recebeu uma partida entre Vôlei Brasil Kirin (SP) e Sesi-SP, com o total de 7.450 pessoas.

Para a decisão deste domingo (07.05), a expectativa é de cerca de 14.400 pessoas lotando o Mineirinho. Todos os ingressos colocados à venda esgotaram desde a última quarta-feira (03.05) e todas as cortesias, aos clubes finalistas e patrocinadores, foram distribuídas. Sada Cruzeiro (MG) e Funvic Taubaté (SP) irão jogar sob o calor de uma torcida apaixonada e empolgada, que terá a chance de ver alguns dos campeões olímpicos em quadra.

Na Superliga 16/17, estiveram 10 dos 12 medalhistas de ouro nos Jogos Rio-2016. Além de William e Evandro, que defendem o time cruzeirense, e Éder, Wallace e Lucarelli, jogadores da equipe de Taubaté, estiveram na disputa o central Maurício Souza, pelo Vôlei Brasil Kirin, e o levantador Bruninho, o central Lucão, o ponteiro Douglas e o líbero Serginho, todos no Sesi-SP.

Para a final deste domingo, dois times que se conhecem bem e sabem que essa tem tudo para ser uma das melhores finais da história da competição. Profundo conhecedor do jogo do oposto adversário, Wallace, o ponteiro do Sada Cruzeiro, Filipe, sabe que vai ser difícil parar o atante do Funvic Taubaté nesta decisão.

"Temos que tomar muito cuidado, sabemos do potencial de ataque que ele tem, pela quantidade de pontos que já marcou nessa Superliga e é ainda jovem, tem condição de fazer muito pelos times que defender e pela seleção brasileira, como fez nos Jogos Olímpicos", comentou Filipe.

Para tentar parar o adversário deste domingo, Filipe, que até temporada passada era companheiro de Wallace no Sada Cruzeiro, garante que só há uma forma: "Sabemos que a forma ideal de segurar o Wallace é deixando ele preso no ônibus", brincou o ponteiro do time mineiro. "Mas, já que isso não é possível, vamos tentar estruturar o nosso sistema defensivo, ajustando bem o bloqueio para ajudar nisso", complementou
Filipe.

Pelo lado do Funvic Taubaté, o central Éder, que também se transferiu do Sada Cruzeiro para o time paulista nesta temporada, procura passar algumas informações para o seu treinador que possam ajudam a buscar uma vitória nesta decisão.

"Conhecemos como o time deles funciona, como o Marcelo Mendez pensa e alguns pontos do adversário que podemos explorar. Claro que eles estudam as nossas características também, mas procuramos passar a experiencia que tivemos aqui ao longo dos anos para o Cezar Douglas desenvolver o trabalho dele em função do nosso time neste momento", disse o central.

Outro jogador com bastante experiência nesta decisão é o líbero Mário Jr, que defende o Funvic Taubaté.

"Sabemos que temos muitos atletas talentosos em quadra nesta final. Um deles é o Filipe, que estar aqui no Sada Cruzeiro há bastante tempo e um jogador muito técnico. Temos que procurar estudar bem os golpes dele e termos um olhar que antecipe o que ele vai fazer", comentou Mário Jr.

Além dos brasileiros, esta Superliga masculina também contou com grandes nomes internacionais. Os dois finalistas contam com jogadores cubanos em seus elencos: o Sada Cruzeiro com o ponteiro Leal e o central Simon, e o Funvic Taubaté com o central Mesa.

Festa também do lado de fora do ginásio

Além de todas as atrações oferecidas pelo Vôlei Brasil (Confederação Brasileira de Voleibol) nesta edição da Superliga, mais uma novidade será apresentada nesta final. Os torcedores que não conseguiram comprar ingresso para a decisão ainda têm a chance de estar próximo e sentir o clima da grande decisão. Pela primeira vez na competição, será realizada a Superliga Fanfest, uma realização da Federação Mineira de Voleibol, em parceria com a Conecte Inovação.

A partir das 8h, irá acontecer uma festa no estacionamento do Mineirinho com direito a telão onde será exibido o jogo, DJ, food truck e, ao final da partida, um show.

Outra atração deste evento é que o canhoto do ingresso da partida oficial vai dar acesso a Área VIP do Mineirão para assistir ao jogo de futebol do Cruzeiro através de vários telões. Para quem não for ao vôlei, o ingresso será pago.

Rexona-Sesc embarca nesta segunda para o Mundial de clubes

A temporada vai chegando ao fim para o Rexona-Sesc. Após manter a hegemonia nacional e continental, com os títulos da Supercopa, Copa Brasil, Superliga e Sul-Americano, o time comandado por Bernardinho medirá forças com verdadeiras seleções no Mundial de clubes. Mesmo com estreia marcada para o dia 9 de maio, o elenco carioca embarca na noite desta segunda-feira (01.05), visando uma melhor aclimatação. A primeira parada será na Holanda, onde treinará por dois dias, e depois partirá de vez para o Japão. Primeiro para Osaka, onde trabalhará também por dois dias, até chegar em Kobe, local da competição.
 
Sem descansar após a conquista da 12ª Superliga, há pouco mais de uma semana, o Rexona-Sesc trabalhou forte desde então. E mesmo com problemas, espera fazer uma boa campanha no Japão.
 
“Treinamos bem na semana pós final da Superliga, mas foi um pouco complicado. Não tivemos o time completo, com a Drussyla pegando uma virose, a Gabi, Monique e Juciely com alguns problemas físicos. Nosso papel será conseguir recuperar as jogadoras para que, como time, possamos surpreender. Nosso grande objetivo será passar da fase de grupos, avançar na chave. Esse é nosso objetivo neste momento. Passar já não será simples. Caso consigamos, vamos tentar dar um tiro para disputar o título”, disse Bernardinho.
 
No grupo A, ao lado do campeão europeu Vakifbank, da Turquia, do Dínamo Moscou, da Rússia, e das donas da casa, do Hisamitsu Springs, o Rexona-Sesc terá que se superar para lutar pelo título.
 
“O Mundial é uma competição que tem um nível de exigência altíssimo. As equipes lá de fora investem muito para esta competição. Para nós, é um complemento, é a cereja no bolo. Vamos tentar fazer o nosso melhor, mas sabemos que é muito difícil. Os asiáticos são times que jogam com muito entrosamento, velocidade e estarão em casa. Temos ainda as equipes europeias. As duas turcas são verdadeiras seleções, dois all stars mundiais. Eles possuem jogadoras chinesas, holandesas, americanas, sérvias, russas, brasileiras... São dois combinados de jogadoras de altíssimo nível de todo o mundo. E tem o time da Rússia, que é muito forte e também conta com estrangeiras. Sem dúvida é um nível acima do nosso, são superiores”, analisou Bernardinho, lembrando que a tabela é outro desafio.
 
“Nós enfrentaremos um grande fuso e teremos que nos adaptar. Faremos uma viagem muito longa e num momento como esse da temporada. A própria tabela nos apresenta mais uma dificuldade. Faremos a última partida na primeira rodada, depois a segunda partida da segunda rodada e a primeira da terceira. Isso nos dá pouco tempo de recuperação, de descanso, entre os jogos. Não é uma tabela simples, uma competição simples, mas vamos com tudo para tentar surpreender lá”.
 
Conhecido por ser um time operário, o Rexona-Sesc espera utilizar novamente o conjunto e a força de sua união para superar as dificuldades e brigar pelo único título que falta em sua história. E na história do técnico Bernardinho.
 
Realmente é o único título que me falta. Mas temos que ser realistas, olhar para a diferença de investimento. Tem que ter consciência de sua capacidade, ter bom senso, ser sensato. Nossas chances são pequenas. Mas existe chance, é claro. E nós vamos lá brigar por essa chance. Ano passado ficamos fora das semifinais, mas perdemos para os dois finalistas por 3 a 2. E isso nos mostrou que estamos bem perto, próximos de chegar ali. E o que queremos no Japão é dar esse passo a mais. Alcançar uma semifinal e ver o que vai acontecer”, finalizou o treinador carioca.
 
 Jogos do Rexona-Sesc no Mundial de clubes
09.05 – Rexona-Sesc x Hisamitsu Springs, às 7h (Horário de Brasília)
10.05 – Rexona-Sesc x Vakifbank, às 0h45 (Horário de Brasília)
11.05 – Rexona-Sesc x Dínamo Moscou, às 21h30 (Horário de Brasília)
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