Festa de voleibol brasileiro é coroada com super final

Faltando apenas dois dias para a final da Superliga masculina de vôlei 2016/2017, o principal campeonato da modalidade no país já começa a deixar saudade. Foram 162 jogos realizados, ainda falta um, 12 equipes envolvidas neste naipe, 209 atletas inscritos, 10 cidades envolvidas, e uma torcida fanática por voleibol que lotou ginásios pelo país, inclusive em Belém (PA), onde não há time, mas que recebeu uma partida entre Vôlei Brasil Kirin (SP) e Sesi-SP, com o total de 7.450 pessoas.

Para a decisão deste domingo (07.05), a expectativa é de cerca de 14.400 pessoas lotando o Mineirinho. Todos os ingressos colocados à venda esgotaram desde a última quarta-feira (03.05) e todas as cortesias, aos clubes finalistas e patrocinadores, foram distribuídas. Sada Cruzeiro (MG) e Funvic Taubaté (SP) irão jogar sob o calor de uma torcida apaixonada e empolgada, que terá a chance de ver alguns dos campeões olímpicos em quadra.

Na Superliga 16/17, estiveram 10 dos 12 medalhistas de ouro nos Jogos Rio-2016. Além de William e Evandro, que defendem o time cruzeirense, e Éder, Wallace e Lucarelli, jogadores da equipe de Taubaté, estiveram na disputa o central Maurício Souza, pelo Vôlei Brasil Kirin, e o levantador Bruninho, o central Lucão, o ponteiro Douglas e o líbero Serginho, todos no Sesi-SP.

Para a final deste domingo, dois times que se conhecem bem e sabem que essa tem tudo para ser uma das melhores finais da história da competição. Profundo conhecedor do jogo do oposto adversário, Wallace, o ponteiro do Sada Cruzeiro, Filipe, sabe que vai ser difícil parar o atante do Funvic Taubaté nesta decisão.

"Temos que tomar muito cuidado, sabemos do potencial de ataque que ele tem, pela quantidade de pontos que já marcou nessa Superliga e é ainda jovem, tem condição de fazer muito pelos times que defender e pela seleção brasileira, como fez nos Jogos Olímpicos", comentou Filipe.

Para tentar parar o adversário deste domingo, Filipe, que até temporada passada era companheiro de Wallace no Sada Cruzeiro, garante que só há uma forma: "Sabemos que a forma ideal de segurar o Wallace é deixando ele preso no ônibus", brincou o ponteiro do time mineiro. "Mas, já que isso não é possível, vamos tentar estruturar o nosso sistema defensivo, ajustando bem o bloqueio para ajudar nisso", complementou
Filipe.

Pelo lado do Funvic Taubaté, o central Éder, que também se transferiu do Sada Cruzeiro para o time paulista nesta temporada, procura passar algumas informações para o seu treinador que possam ajudam a buscar uma vitória nesta decisão.

"Conhecemos como o time deles funciona, como o Marcelo Mendez pensa e alguns pontos do adversário que podemos explorar. Claro que eles estudam as nossas características também, mas procuramos passar a experiencia que tivemos aqui ao longo dos anos para o Cezar Douglas desenvolver o trabalho dele em função do nosso time neste momento", disse o central.

Outro jogador com bastante experiência nesta decisão é o líbero Mário Jr, que defende o Funvic Taubaté.

"Sabemos que temos muitos atletas talentosos em quadra nesta final. Um deles é o Filipe, que estar aqui no Sada Cruzeiro há bastante tempo e um jogador muito técnico. Temos que procurar estudar bem os golpes dele e termos um olhar que antecipe o que ele vai fazer", comentou Mário Jr.

Além dos brasileiros, esta Superliga masculina também contou com grandes nomes internacionais. Os dois finalistas contam com jogadores cubanos em seus elencos: o Sada Cruzeiro com o ponteiro Leal e o central Simon, e o Funvic Taubaté com o central Mesa.

Festa também do lado de fora do ginásio

Além de todas as atrações oferecidas pelo Vôlei Brasil (Confederação Brasileira de Voleibol) nesta edição da Superliga, mais uma novidade será apresentada nesta final. Os torcedores que não conseguiram comprar ingresso para a decisão ainda têm a chance de estar próximo e sentir o clima da grande decisão. Pela primeira vez na competição, será realizada a Superliga Fanfest, uma realização da Federação Mineira de Voleibol, em parceria com a Conecte Inovação.

A partir das 8h, irá acontecer uma festa no estacionamento do Mineirinho com direito a telão onde será exibido o jogo, DJ, food truck e, ao final da partida, um show.

Outra atração deste evento é que o canhoto do ingresso da partida oficial vai dar acesso a Área VIP do Mineirão para assistir ao jogo de futebol do Cruzeiro através de vários telões. Para quem não for ao vôlei, o ingresso será pago.

Rexona-Sesc embarca nesta segunda para o Mundial de clubes

A temporada vai chegando ao fim para o Rexona-Sesc. Após manter a hegemonia nacional e continental, com os títulos da Supercopa, Copa Brasil, Superliga e Sul-Americano, o time comandado por Bernardinho medirá forças com verdadeiras seleções no Mundial de clubes. Mesmo com estreia marcada para o dia 9 de maio, o elenco carioca embarca na noite desta segunda-feira (01.05), visando uma melhor aclimatação. A primeira parada será na Holanda, onde treinará por dois dias, e depois partirá de vez para o Japão. Primeiro para Osaka, onde trabalhará também por dois dias, até chegar em Kobe, local da competição.
 
Sem descansar após a conquista da 12ª Superliga, há pouco mais de uma semana, o Rexona-Sesc trabalhou forte desde então. E mesmo com problemas, espera fazer uma boa campanha no Japão.
 
“Treinamos bem na semana pós final da Superliga, mas foi um pouco complicado. Não tivemos o time completo, com a Drussyla pegando uma virose, a Gabi, Monique e Juciely com alguns problemas físicos. Nosso papel será conseguir recuperar as jogadoras para que, como time, possamos surpreender. Nosso grande objetivo será passar da fase de grupos, avançar na chave. Esse é nosso objetivo neste momento. Passar já não será simples. Caso consigamos, vamos tentar dar um tiro para disputar o título”, disse Bernardinho.
 
No grupo A, ao lado do campeão europeu Vakifbank, da Turquia, do Dínamo Moscou, da Rússia, e das donas da casa, do Hisamitsu Springs, o Rexona-Sesc terá que se superar para lutar pelo título.
 
“O Mundial é uma competição que tem um nível de exigência altíssimo. As equipes lá de fora investem muito para esta competição. Para nós, é um complemento, é a cereja no bolo. Vamos tentar fazer o nosso melhor, mas sabemos que é muito difícil. Os asiáticos são times que jogam com muito entrosamento, velocidade e estarão em casa. Temos ainda as equipes europeias. As duas turcas são verdadeiras seleções, dois all stars mundiais. Eles possuem jogadoras chinesas, holandesas, americanas, sérvias, russas, brasileiras... São dois combinados de jogadoras de altíssimo nível de todo o mundo. E tem o time da Rússia, que é muito forte e também conta com estrangeiras. Sem dúvida é um nível acima do nosso, são superiores”, analisou Bernardinho, lembrando que a tabela é outro desafio.
 
“Nós enfrentaremos um grande fuso e teremos que nos adaptar. Faremos uma viagem muito longa e num momento como esse da temporada. A própria tabela nos apresenta mais uma dificuldade. Faremos a última partida na primeira rodada, depois a segunda partida da segunda rodada e a primeira da terceira. Isso nos dá pouco tempo de recuperação, de descanso, entre os jogos. Não é uma tabela simples, uma competição simples, mas vamos com tudo para tentar surpreender lá”.
 
Conhecido por ser um time operário, o Rexona-Sesc espera utilizar novamente o conjunto e a força de sua união para superar as dificuldades e brigar pelo único título que falta em sua história. E na história do técnico Bernardinho.
 
Realmente é o único título que me falta. Mas temos que ser realistas, olhar para a diferença de investimento. Tem que ter consciência de sua capacidade, ter bom senso, ser sensato. Nossas chances são pequenas. Mas existe chance, é claro. E nós vamos lá brigar por essa chance. Ano passado ficamos fora das semifinais, mas perdemos para os dois finalistas por 3 a 2. E isso nos mostrou que estamos bem perto, próximos de chegar ali. E o que queremos no Japão é dar esse passo a mais. Alcançar uma semifinal e ver o que vai acontecer”, finalizou o treinador carioca.
 
 Jogos do Rexona-Sesc no Mundial de clubes
09.05 – Rexona-Sesc x Hisamitsu Springs, às 7h (Horário de Brasília)
10.05 – Rexona-Sesc x Vakifbank, às 0h45 (Horário de Brasília)
11.05 – Rexona-Sesc x Dínamo Moscou, às 21h30 (Horário de Brasília)

José Roberto Guimarães faz primeira convocação da temporada

Treinador da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães anunciou nesta quarta-feira (26.04) os nomes das seis primeiras convocadas para a temporada 2017. A líbero Léia, a levantadora Naiane, a ponteira Rosamaria e a central Mara, ambas do Camponesa/Minas (MG), a central Adenízia, do Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália), e a líbero Suelen, do Foppapedretti Bergamo (Itália), foram chamadas pelo técnico tricampeão olímpico para treinamentos que visam Montreux Volley Masters, Grand Prix, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões - quatro compromissos da equipe brasileira neste ano.

O treinador José Roberto Guimarães também convidou três jogadoras para um período de treinamentos, as ponteiras Edinara e Fernanda Tomé, do São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP), e a também ponteira Amanda, do Terracap/BRB/Brasília Vôlei (DF). As nove jogadoras se apresentarão na próxima segunda-feira (01.05), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

O primeiro desafio da seleção brasileira feminina de vôlei nessa temporada será o Montreux Volley Masters, na Suíça, entre os dias seis e 11 de junho.

Rexona-Sesc comemora título da Superliga com fãs

Título bom é título comemorado dentro de quadra, mesmo que seja dois dias depois de ter levantado a taça da Superliga. E quando é compartilhado com fãs, melhor ainda.  Assim foi a terça-feira (25.04) das jogadoras do Rexona-Sesc e do técnico Bernardinho. Ovacionados por mais de 250 crianças e adolescentes, eles ministraram uma clínica de vôlei na unidade do Sesc na Tijuca e, além de ensinarem os fundamentos da modalidade, posaram para fotos e distribuíram muitos autógrafos com os aspirantes a atletas.
 
De longe a personalidade mais tietada no evento, o técnico Bernardinho fez questão de transmitir um pouco de seus ensinamentos para os pequenos fãs, que aprimoravam passes, manchetes e cortadas com as campeãs da Superliga.
 
“Ver essas crianças e jovens com brilho nos olhos, batendo bola com as atletas é sempre especial. É fundamental esse papel de inspirá-los. Sempre digo que os títulos, as medalhas são importantes, mas o verdadeiro legado do esporte são as pessoas, o quanto elas inspiraram e podem continuar inspirando”, disse o treinador, já pensando no último compromisso da temporada: o Mundial de Clubes.
 
“Hoje pela manhã já voltamos a treinar. Vencemos a Superliga, tivemos uma folga na segunda, mas o trabalho continua. Temos essa semana e, na próxima segunda, embarcaremos para a disputa do Mundial. Sabemos que é uma competição dificílima, com verdadeiras seleções, e esperamos fazer um bom campeonato”, finalizou o treinador.

Deu Rexona-Sesc mais uma vez na Superliga Feminina

Foi uma batalha de 5 sets numa Arena da Barra bem lotada. E pela 12º vez, o Rexona-Sesc do Rio de Janeiro se sagrou campeão da Superliga Feminina 2016/2017 vencendo o time do Vôlei Nestlé numa partida de tirar o fôlego das mais de 12 mil pessoas presentes.

"Este é um grande clássico, que sempre gera esse grande espetáculo e não ia ser diferente desta vez. Parabéns a torcida, que deu um show aqui e agora é hora de curtir", disse Juciely.

O técnico Bernardinho comemorou o resultado, claro, e destacou a importância do patrocinador mantido na equipe por 20 anos, Unilever, que anunciou que não seguirá na próxima temporada. 

Bernardinho comandou o time em mais uma conquista. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

"É tão difícil conseguir superar um jogo como esse no tie break, então, foi uma vitória fantástica que coroou o título. Agora, ao final desta temporada agradeço do fundo do meu coração por tudo que a Unilever fez por nós ao longo desses 20 anos. Foi uma empresa que possibilitou o desenvolvimento de tantos jovens de qualidades. É um parceiro do voleibol brasileiro que tem que ser reconhecido", afirmou Bernardinho.

Apesar do resultado não desejado, Tandara agradeceu. "Quero agradecer muito a todo o time, ao suporte que foi me dado, tanto dentro como fora de quadra. Tenho que agradecer a toda a comissão técnica. Acredito que essa temporada tenha sido sensacional para mim e espero ser muito melhor daqui para frente", concluiu a ponteira do Vôlei Nestlé.

Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

O Jogo

No primeiro set, o time carioca aproveitando que estava jogando em casa, tratou de abrir vantagem abrindo 5 a 2 no placar o que fez o Luizomar pedir tempo para o time de sp. Mesmo assim, o Rexona abria frente e chegou rapidamente a 10 a 5. Só então as jogadoras do Nestle entraram efetivamente no jogo e começaram a cavar um lugar e conseguiram empatar a partida no 15 a 15 e até conseguiram uma virada. Bernardinho pediu tempo e o seu time voltou a reagir. Numa brilhante atuação de Gabi e Monique, voltaram a abrir o placar e em 25 minutos fecharam o set em 25 a 19 abrindo 1 a 0 no placar.

O início do segundo set não foi diferente do primeiro. O Rexona abriu frente no placar chegando a ter dois pontos de vantagem no 5 a 3. Foi então que o Nestlé equilibrou a partida se seguiu numa sequência de um ponto lá e um ponto aqui e nenhum time conseguindo escapar no placar. Somente no 22 a 22, num erro de arbitragem, o time do Osasco abriu frente para fechar o set em 25 a 22 e empatar o jogo em 1 a 1 depois de 22 minutos.

Roberta foi destaque mais uma vez na partida. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

O terceiro set começou do mesmo jeito que foi o segundo com nenhuma equipe conseguindo abrir alguma frente. Quem foi o primeiro a escapar um pouco foi o Rexona que chegou a abrir 3 pontos de vantagem e o Osasco buscou e até conseguiu virar no placar. Bernardinho pediu tempo e as meninas mais concentradas voltaram a abrir frente. Luisomar então pediu tempo e conseguiu encostar de novo. No final do set, foi o time carioca quem conseguiu botar três pontos de vantagem e fechou o set em 25 a 22 e botou 2 a 1 no jogo.

O set seguinte se viu uma cena muito diferente na partida. Aproveitando um momento muito superior, o Vôlei Nestlé parecia que jogava em casa. A torcida conseguiu calar o time do Rio e não parava de cantar um único instante sequer. Elas tiveram 9 pontos de frente chegando a ter 19 a 10. O time carioca até tentou reagir e a torcida começou a ir no ritmo delas, mas não deu. O time de Osasco fechou o set em 25 a 18 empatando o jogo em 2 a 2 e levando a partida para o tie-break decisivo.

 

O último e decisivo set, o time do Rexona voltou aos eixos e literalmente atropelou o time de Osasco. Com a torcida que acordou na Arena da Barra, as meninas fizeram 15 a 6 e venceram a superliga 2016/2017.

Mais um ponto para o time do Rexona.rédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Jogadoras tiraram vários fotos na comemoração. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé decidem título neste domingo

Um dos grandes clássicos do voleibol brasileiro terá mais um capítulo escrito neste domingo (23.04). Rexona-Sesc (RJ) e Vôlei Nestlé (SP) duelarão, às 10h, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, pelo título da 23ª edição da Superliga feminina de vôlei 16/17. Será a 11ª vez que o time carioca e a equipe de Osasco estarão frente a frente em uma final da competição nacional. 

O Rexona-Sesc luta pelo 12º título da competição enquanto o Vôlei Nestlé busca o sexto. No confronto direto entre as duas equipes na história da Superliga são 82 jogos, com 47 vitórias do time carioca e 35 da equipe de Osasco. Nessa edição da Superliga, uma vitória para cada lado. O Vôlei Nestlé levou a melhor no primeiro turno por 3 sets a 2 e o Rexona-Sesc no segundo por 3 sets a 1. 

O treinador Bernardinho, do Rexona-Sesc, fez uma análise sobre a decisão da Superliga e falou sobre o momento das duas equipes na competição. 

"Tivemos altos e baixos na série semifinal contra o Minas, mas ganhamos moral depois da virada quando perdíamos por duas partidas a uma. Esses confrontos também nos deram ritmo de jogo e nos ajudaram a ajustar algumas coisas. O Osasco passou muito bem pelo time de Uberlândia (Dentil/Praia Clube). O time delas cresceu na competição e jogou muito bem os playoffs. Elas têm uma atleta muito experiente que é a Dani Lins. Ela assumiu um papel que antes foi de jogadoras como a Fernanda e a Fofão. É uma final que já se tornou um clássico com muitos confrontos decisivos", analisou Bernardinho. 

Pelo lado do Vôlei Nestlé, a líbero Camila Brait falou sobre a representatividade do clássico entre o time de Osasco e o Rexona-Sesc. 

"Do ano passado para esse trocamos 70% da equipe e fomos crescendo ao longo da temporada. Acredito que será uma grande partida. Rexona-Sesc contra Vôlei Nestlé é sempre um clássico. É só vermos o retrospecto dos últimos anos que entendemos o que representa esse confronto. Acredito que os torcedores vão ficar satisfeitos com o espetáculo que teremos amanhã", finalizou Camila Brait. 

Final

23.04 (DOMINGO) - Rexona-Sesc (RJ) x Vôlei Nestlé (SP), às 10h, Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro (RJ)

Rexona-Sesc carimba vaga na final da Superliga feminina

O Rexona-Sesc está pela 13º vez seguida na final da superliga feminina. E não foi uma missão muito fácil para o time carioca derrotar o time da Camponesa-Minas por 3 a 1 em jogo realizado na Jeunesse Arena, que precisou de 5 jogos para garantir mais essa participação.

A central Juciely se destacou no confronto, foi eleita a melhor da partida em votação popular no site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e ficou com o Troféu VivaVôlei. Ao final do duelo, a atacante comentou sobre a atuação das cariocas e destacou a força do grupo.

Destaque na partida, Juciely foi a pontuadora do jogo. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ 

"Sabíamos desde o começo que não seria uma série fácil. O Camponesa/Minas é uma grande equipe. Conseguimos sair de um momento de muita dificuldade depois de perder duas partidas seguidas em casa. Essa equipe é marcada por grandes viradas e, talvez de todas que eu vivi aqui dentro, essa tenha sido a mais difícil pela grandiosidade da equipe delas. Nosso time está de parabéns pela união e a força do nosso grupo", disse.

Outro destaque das cariocas nas semifinais, a ponteira Drussyla, de 20 anos, agradeceu a chance recebida pela comissão técnica e o apoio das companheiras. 

"Fiquei muito surpresa e agradeço muito a toda comissão técnica e o apoio das jogadoras pela confiança no meu trabalho. Sempre vou tentar dar o meu melhor para esse grupo", afirmou Drussyla. 

O Jogo

O primeiro ponto do jogo começou com fortes emoções com um rally logo de cara onde o time de Minas conseguiu o primeiro ponto do placar. Mas depois o que se viu foi o time do Rexona abrindo 5 a 1 no placar forçando o técnico mineiro a pedir tempo. De alguma forma até surtiu efeito, mas muito mais concentradas, o time carioca foi tomando conta do jogo e chegou a ter 20 a 10 no placar. As mineiras até chegaram a fazer 5 pontos seguidos e aos pouquinhos, o Rexona foi tomando conta do jogo de novo e em 25 minutos numa bola fora, fecharam o primeiro set e ficaram 1 a 0 no placar.

A atacante Hoocker do time de Minas é parada no bloqueio do Rexona. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

Muito diferente do primeiro, o set foi de extremo equilíbrio. O Rexona chegou até a timidamente abrir no placar, mas o time da Camponesa não estava querendo vender barato o set e até chegou a liderar no placar rodando com dois pontos de vantagem por um bom tempo. E foi numa bola de segunda de Robert com o placar a 19 a 20 que o time carioca tomou as rédeas do jogo. As mineiras chegaram até a empatar o jogo no 23 a 23 numa bola polêmica que fez Bernardinho pedir tempo. A volta a partida continuou empatada e no bloqueio de Roberta, o Rexona fechou em 26 a 24 e botar 2 a 0 no placar em 26 minutos de set.

No terceiro, um outro panorama no jogo. Quem saiu na frente foi o time a Camponesa que cresceu mais ainda e passou a comandar o set, criando dificuldades para o Rexona. O time carioca até conseguia empatar em alguns momentos, mas não conseguia dominar o jogo como fez nos primeiros sets e quando Gabi ficou no bloqueio, o time de minas venceu o set por 25 a 21 e o jogo foi para o quarto set.

No set decisivo, o Rexona voltou a jogar seu melhor jogo, Comandada por Juciely e com a torcida empurrando, o time cresceu e logo se impôs no placar, abrindo o placar e não dando chance ao adversário. E já com uma vantagem mais cômoda, fecharam o jogo em 25 a 21 e carimbaram mais uma vez a vaga na final.

Monique fez alguns pontos que garantiram a vaga na fina. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

A grande final:

O jogo que decide a Superliga feminina desse entre o Rexona-Sesc e o Vôlei Nestlé será dia 23 às 10hrs também no Jeunesse Arena com promessa de casa cheia.  

“Vai ser bom jogar com a torcida ao nosso lado diante do time de Osasco. E do mesmo jeito que jogamos essa semifinal, vamos para cima delas e conseguir manter o título aqui no Rio.” – Conta Gabi sobre a expectativa da final.

Bernardinho chega a mais uma final em sua carreira vitoriosa. Crédito: Bruno Neves Lopes/EAZ

 

 

Rexona-Sesc e Camponesa/Minas fazem confronto final nesta sexta-feira

Rexona-Sesc (RJ) e Camponesa/Minas (MG) estarão frente e frente nesta sexta-feira (14.04) para o quinto e decisivo confronto pelo playoff melhor de cinco das semifinais da Superliga feminina de vôlei 16/17. A equipe carioca receberá o time mineiro, às 20h, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro (RJ). O vencedor do duelo garantirá um lugar na decisão.

Até o momento na série semifinal entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, as equipes venceram as partidas fora de casa. O time carioca levou a melhor no primeiro e quarto jogo da série, em Belo Horizonte (MG), por 3 sets a 0 e 3 sets a 1. A equipe mineira superou o grupo carioca no segundo e terceiro duelos, no Rio de Janeiro, por, respectivamente, 3 sets a 1 e 3 sets a 2. 

A experiente líbero Fabi, de 37 anos, ressaltou a importância da torcida carioca no quinto e decisivo confronto da série semifinal. 

"Será mais uma partida entre duas equipes que se conhecem cada vez mais. Estamos trabalhando forte e vamos buscar essa vitória e a vaga na final diante da nossa torcida. Desde o início essa série prometeu muito equilíbrio como aconteceu nesses quatro jogos. Temos que colocar o coração em quadra e aproveitar o apoio dos nossos torcedores", afirmou Fabi 

Ao final do quarto jogo da série, a ponteira Rosamaria, do Camponesa/Minas, comentou sobre o equilíbrio entre as equipes e mostrou confiança para o duelo no Rio de Janeiro. 

"Sabíamos das dificuldades que teríamos ao enfrentar o Rexona-Sesc e ainda não acabou. Vencemos dois seguidos lá e temos condições de ganhar novamente. Vamos tentar vencer novamente", disse Rosamaria. 

O vencedor da série entre o Rexona-Sesc e o Camponesa/Minas terá como adversário na final, o Vôlei Nestlé. A equipe do treinador Luizomar de Moura fechou o playoff melhor de cinco contra o Dentil/Praia Clube (MG) em 3 a 0. 

Dentil/Praia Clube vai precisar de forças para se manter de pé na competição

A terceira partida da série melhor de cinco das semifinais da Superliga feminina de vôlei 16/17 entre Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlê será decisiva, uma vez que a equipe praiana precisa vencer fora de casa para se manter viva na competição. O Vôlei Nestlé (SP) receberá o Dentil/Praia Clube (MG), às 19h, no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP). O time de Osasco lidera a série com duas vitórias e está a um resultado positivo da final. Na série o time de Osasco levou a melhor no primeiro duelo por 3 sets a 1 (em Osasco) e no segundo por 3 sets a 0 (em Uberlândia)

Apesar da vantagem na série, a levantadora Dani Lins, do Vôlei Nestlé, ressaltou que não tem nada decidido e pediu o apoio da torcida de Osasco.

"Temos mais um jogo em casa e não vai ser fácil. Elas não desistem nunca, têm um elenco muito bom e temos que estar preparadas para isso. Vamos lotar o caldeirão em casa", apostou Dani Lins.

Pelo lado do Dentil/Praia Clube, o treinador Ricardo Picinin mostrou confiança na recuperação da equipe no duelo contra o Vôlei Nestlé.

"Disse às jogadoras ao final da segunda partida que não tem nada perdido. A melhor de cinco dá essa possibilidade de o time reverter a situação. Com a qualidade do nosso elenco e das nossas atletas é possível. Já evoluímos desde o último jogo e em algumas situações temos que ser mais assertivos, mas vamos trabalhar para isso. Agora é tudo ou nada, então vamos dar o sangue dentro de quadra", apostou Ricardo Picinin.

Apesar de ter retornado aos treinamentos a escalação da central Fabiana ainda é dúvida na equipe mineira, Picinin falou sobre o assunto: "A Fabiana é importante em qualquer time do mundo. Estamos trabalhando com ela em quadra, fazendo saltos e bloqueios de ataque. Ela tem evoluído, tem se sentido bem. Agora, temos que esperar essa resposta dela. Talvez jogue. Se estiver em condições, joga. Mas temos que ver tudo: se ela vai estar bem fisicamente, com ritmo de jogo. O tratamento com nossa comissão técnica foi maravilhoso. Ela quer muito jogar, ajudar a equipe e nós queremos que ela jogue. Vamos ver como ela se comporta nesses últimos treinos para bater o martelo" 

Outro ponto importante tem sido o rodizio de atletas em quadra principalemnte Alix, Michelle, Carla e Ellen. A capitã Walewska falou sobre o assunto e pediu para a equipe reunir forças e ir em busca do unico resultado que interessa: "A gente tem rodado muito as jogadoras durante o jogo. Dificulta muito. Ter uma base que joga o tempo inteiro, fica mais fácil. A série é longa, temos que pensar nisso. Vai ser um jogo muito difícil nesta sexta-feira no José Liberatti. Temos que reunir forças, não temos tempo para chorar ou sorrir até lá"

Vôlei Nestlé vence Dentil/Praia Clube na abertura da semifinal

O Vôlei Nestlé abriu com vitória o confronto de semifinal da Superliga 2016/17 diante do Dentil/Praia Clube, com o ginásio lotado (4 mil pessoas) e uma grande festa nas arquibancadas. Nesta sexta-feira (31), o time comandado pelo técnico Luizomar superou o adversário de Uberlândia, por 3 sets a 1, parciais de 25/27, 25/17, 25/12 e 25/13, com duração de 1h47min. Tandara e Bia foram decisivas, com a ponteira sendo a maior pontuadora, com 26 acertos, e a central a melhor em quadra, saindo com o troféu VivaVôlei. A equipe de Osasco jogou desfalcada da levantadora Dani Lins, que teve problemas particulares e não foi relacionada. 

Bia teve uma noite inspirada com eficiência em ataques, bloqueios e marcou também um ace. "Ganhar o VivaVôlei, fazer vários bloqueios (marcou 10 pontos no fundamento) e levantar essa torcida é uma sensação de muita alegria. Jogamos muito bem taticamente, mas não tem nada ganho ainda. Sabemos do potencial delas e precisamos continuar focadas para enfrentá-las agora em Uberlândia, o que não será nada fácil", disse a central. O segundo compromisso diante do adversário desta semifinal será na terça-feira (4/4), novamente às 19h, no ginásio do Praia Clube.

Tandara destacou o poder de recuperação da equipe, após a derrota na primeira parcial. "O determinante para a vitória foi diminuir os erros e se impor a partir do segundo set. Tivemos um deslize na reta final da primeira parcial, mas depois o nosso jogo fluiu nas outras três. Conseguimos colocar o nosso ritmo e passando a responsabilidade para o lado delas. A característica do Vôlei Nestlé é jogar com alegria e fizemos isso muito bem. Mas temos que seguir adiante porque na terça-feira já teremos um confronto extremamente difícil fora de casa", analisou a ponteira. 

Experiente, Carol Albuquerque destacou a atuação coletiva. "Deu gosto de ver o time jogando. A equipe poderia sentir a ausência da Dani Lins, por ser uma das líderes do elenco, mas suprimos isso jogando juntas, com uma ajudando a outra o tempo inteiro. Isso fez uma grande diferença. Estou aqui para ajudar e conseguimos sair com uma vitória em casa nessa série melhor de cinco. Sair em vantagem é importante, mas sabemos que tem muita coisa pela frente", comentou a levantadora. 

Em 13 partidas em Osasco, Tandara e suas companheiras ganharam sete, por 3 sets a 0, quatro, por 3 a 1, e duas, por 3 a 2. Na fase de classificação, o Vôlei Nestlé foi superado pelo Dentil/Praia Clube, no primeiro turno, em Uberlândia, por 3 sets a 2, parciais de 16/25, 25/22, 23/25, 25/21 e 17/15. Na ocasião, Tandara foi a maior pontuadora, com 23 acertos. No returno, no José Liberatti, a equipe de Osasco marcou 3 a 0, com séries fechadas em 25/15, 25/22 e 25/22. Tandara novamente foi a jogadora que mais pontuou, com 17 bolas no chão. Na história da Superliga, os clubes se enfrentaram 23 vezes, com 20 vitórias para o time comandado por Luizomar e três para o Praia Clube. 

O Vôlei Nestlé chegou para este primeiro jogo liderando as estatísticas da CBV no fundamento ataque com 27,38% de eficiência, sendo segundo em saque, com 6,18%, e em defesa, com 41,35%, e quarto em bloqueio, com 29,81%. Individualmente, Tandara aparece como terceira melhor atacante, com 26,65% e a primeira em saque, com 10,04%. A ponteira é também a terceira maior pontuadora com 334 acertos. Camila Brait é a terceira em defesa, com 40,32%, e Bia, quinta colocada em aproveitamento de bloqueios com 32,47%, é a jogadora que lidera em pontos anotados neste fundamento, com 98 acertos.

O jogo - Como era de se esperar, a série foi equilibrada. As duas equipes procuraram forçar o saque e conseguiram quebrar o passe. Com isso, o bloqueio funcionou de ambos os lados e o contra-ataque acabou sendo uma tônica. Na fase decisiva do set, Tandara fez quatro prontos seguidos e o Vôlei Nestlé chegou a ter a chance de fechar com 24/23. Mas não aproveitou e uma boa sequência do Praia definiu a parcial em 27/25.

O Vôlei Nestlé e Tandara voltaram com tudo. Tanto que rapidamente a ponteira marcou 5 pontos e sua equipe abriu 8/3. Depois foi a vez de Bia assumir o protagonismo e marcar três vezes seguidas, 12/5. A partir daí, as donas da casa mantiveram o ritmo e administraram a diferença até fechar a série em 25/17, com Gabi, empatando a partida. Tandara marcou 8 pontos e Bia 7.

Repetição do set anterior. As donas da casa forçaram o saque e aproveitaram os contra-ataques. Resultado: 13/3, com quatro pontos de Gabi, que levantou o ginásio ao marcar num ataque do fundo de quadra. Sem perder a concentração, o Vôlei Nestlé foi abrindo vantagem, com a eficiência de Bjelica (marcou 4 pontos), e finalizou sem dificuldade em 25/12.

Embalado pela torcida, que cantou o tempo inteiro, o Vôlei Nestlé manteve o ritmo e continuou forte. Tandara vibrou muito ao fazer 9/3 e Gabi marcou duas vezes, para abrir 16/8. Aí foi a vez de Bjelica confirmar a boa fase e somar mais 4 dos 7 pontos que fez na série, 23/13, com um ace. Bia, um dos destaques do time, fez mais um bloqueio, 24/13, e Tandara fechou o set em 25/13 para vibração completa do ginásio José Liberatti. 

Pelo Vôlei Nestlé jogaram e marcaram: Carol (3), Bjelica (14), Tandara (26), Malesevic (1), Bia (18), Nati Martins (5) e a líbero Camila Brait. Entraram: Gabi (12). Técnico: Luizomar de Moura.

Pelo Dentil/Praia Clube jogaram e marcaram: Claudinha, Ramirez (7), Alix Klineman (13), Michelle (7), Natasha (10), Ednéia (5) e a líbero Tássia. Entraram: Ellen (2), Carla (2), Malu (3), Jú Carrijo (1) e Mariana Galon. Técnico: Ricardo Piccinin.

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