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Atletismo (29)

Daniel Martins quebra recorde mundial no encerramento do Open Internacional de Atletismo

O paulista Daniel Martins, 23 anos, estabeleceu um novo recorde mundial neste sábado, 27, no Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação. Esta foi a quarta nova melhor marca mundial registrada no evento realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A competição se encerra na tarde deste sábado, com as finais da natação, e contou com a participação de 602 atletas de 20 países.
 
O velocista Daniel Martins, da classe T20, para atletas com deficiência intelectual, correu os 400m em 46s86 e superou seu próprio recorde de 47s22, registrado nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O vice-campeão da prova foi o venezuelano Luis Felipe Rodrigues, também da classe T20, com a marca de 47s81.
 
“Foi uma sensação gostosa. Eu não planejava bater o recorde, mas não podia deixar o venezuelano vencer na minha casa. Foi a primeira vez que o vi, mas sabia que era um adversário forte. Na sexta, eu já havia feito o índice A, que era a meta.  Agora, o foco é o Parapan de Lima, vou acertar os erros e quem sabe fazer outra marca boa”, disse Daniel.
 
Natural de Marília, no interior de São Paulo, Daniel foi diagnosticado com deficiência intelectual por apresentar dificuldade no aprendizado. Começou no esporte por meio do futebol. Em 2013, migrou para o atletismo paralímpico. O velocista fez sua estreia em competições no Mundial de Doha, em 2015, quando faturou a medalha de ouro nos 400m. Sagrou-se campeão paralímpico no Rio 2016 e repetiu o feito no Mundial da modalidade no ano seguinte.
 
Na quinta-feira, 25, abertura do Open Internacional Loterias Caixa, o paranaense Vinícius Rodrigues, 24 anos, já havia estabelecido um novo recorde mundial da classe T63, para amputados de perna acima do joelho, ao correr os 100m em 11s95.
 
Na piscina do CT Paralímpico, a atração foi a pernambucana Carol Santiago, 33 anos, que na sexta-feira, 26, quebrou duas vezes o recorde mundial dos 100m peito da classe SB12, para atletas com baixa visão. Pela manhã, a nadadora venceu sua eliminatória com o tempo de 1min14s94. Na parte da tarde, ela retornou ao centro aquático e venceu a final da prova com o tempo de 1min14s79. 
 
Na tarde deste sábado, serão realizadas as finais da natação, a partir das 17h, que encerram a edição 2019 do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação.
 
Esta competição é chave para a classificação aos respectivos Mundiais e aos Jogos Parapan-Americanos de Lima, que acontecerão no segundo semestre. Ao todo, 20 nadadores asseguraram um lugar no Mundial de Londres, que acontecerá no mês de setembro. No atletismo, por sua vez, 14 atletas alcançaram as marcas qualificatórias para o Mundial de Dubai, que será em novembro. 
 
Ressalta-se ainda que o evento faz parte do Grand Prix de atletismo e da World Series de natação, que são circuitos organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). As Seleções Brasileiras também tiveram a concorrência de atletas de clubes nacionais, que atingiram os índices estabelecidos para obter a classificação ao Open.

Open Internacional Loterias Caixa começa com quebra de recorde mundial no atletismo

O paranaense Vinícius Rodrigues, 24, estabeleceu um novo recorde mundial na tarde desta quinta-feira, 25, na abertura do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação, no CT Paralímpico, em São Paulo. O atleta tornou-se o mais veloz da história dos 100m da classe T63, para amputados de perna acima do joelho, ao travar o cronômetro em 11s95. 
 
A competição conta com a participação de 602 competidores de 20 países, sendo 241 da natação e 361 do atletismo. Esta é a principal competição internacional das modalidades sediada no Brasil nesta temporada e se estenderá até este sábado, 27.
 
“Estou muito feliz. O trabalho está sendo bem feito com toda a equipe do Comitê Paralímpico Brasileiro. Há três semanas recuperei-me de lesão na coxa direita. Fiquei parado, mas consegui fazer uma marca boa e estou feliz. Teve um erro técnico no fim da corrida, o que indica que eu ainda tenho muitas coisas boas a fazer neste ano", disse o atleta, que amputou a perna esquerda acima do joelho após sofrer um acidente de moto aos 19 anos, em Maringá, Paraná.
 
Outro velocista que retornou às competições após se recuperar de um problema de saúde foi Petrúcio Ferreira. No início do ano, o paraibano se acidentou em um rio e passou por cirurgias odontológicas. Na tarde desta quinta-feira, o recordista mundial da classe T47 (10s50), para amputados de braço, completou os 100m em 10s52.
 
“Esta marca representou muito pra mim. Fiquei a dois centésimos do meu melhor tempo, que é 10s50. Então, consegui voltar. Mesmo não estando 100% ainda. Mas consegui mostrar que retornei ainda melhor. Para as próximas, eu espero conseguir melhorar ainda mais as minhas marcas”, comentou o atleta de 22 anos.
 
A principal performance do dia na natação ficou por conta da pernambucana Maria Carolina Gomes. Já na eliminatória, na parte da manhã, ela quebrou o recorde das Américas dos 100m livre S12, para pessoas com baixa visão. O tempo de 59s65, entretanto, durou apenas até a final, no início da noite desta quinta-feira, 25, em que novamente melhorou sua marca, com 59s45. O recorde anterior pertencia à americana Rebecca Meyers, que no início deste mês registrou 1min00s84.
 
"Eu estou muito feliz em representar o Brasil e não conseguia disfarçar minha alegria. É minha primeira competição e já pude conquistar uma medalha. Eu ainda nado os 50m livre, 100m peito e os 100m borboleta e espero conquistar ainda mais resultados expressivos, dando o meu melhor", disse a atleta de 34 anos, que ainda nadará os 50m livre, os 100m peito e borboleta.
 
Neste primeiro dia de disputas do Open Internacional Loterias Caixa 2019, além do recorde mundial estabelecido por Vinicius Rodrigues, foram registrados 11 novos recordes das Américas no atletismo e um na natação.
 
O Open Loterias Caixa de Atletismo e Natação é chave para a classificação aos respectivos Mundiais e aos Jogos Parapan-Americanos de Lima, que acontecerão no segundo semestre. Vale ressaltar também que o evento faz parte do Grand Prix de atletismo e da World Series de natação, que são circuitos organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). As Seleções Brasileiras também têm a concorrência de atletas de clubes nacionais, que atingiram os índices estabelecidos para obter a classificação ao Open.
 
Além do Brasil, África do Sul, Argentina, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Honduras, Índia, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela estarão representados no Open Internacional Loterias Caixa 2019.

Paulista volta a quebrar recorde mundial, na segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo

Ela conseguiu novamente. Após bater quatro recordes mundiais nas últimas competições, Elizabeth Rodrigues registrou neste sábado, 4, a melhor marca da história do arremesso de peso, classe F52, na abertura da segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, no CT Paralímpico, em São Paulo. A atleta paulista de Santos alcançou 7,72m em sua quarta tentativa - 31 centímetros a mais do que ela havia obtido na primeira etapa nacional do evento, em junho. 
 
Ao todo, 296 atletas de 19 estados e do Distrito Federal estão inscritos no evento. São Paulo é a unidade da federação com o maior número de representantes, 125. Esta será a última oportunidade para os atletas obterem vagas para o Campeonato Brasileiro da modalidade, que ocorrerá no fim de setembro, também no CT Paralímpico. O Brasileiro reunirá os melhores atletas do ano por Índice Técnico Competitivo (ITC) e os melhores do ranking nacional. 
 
Desta maneira, além dos dois recordes mundiais do arremesso de peso, Beth acumula mais três quebras somente em 2018. Ainda na primeira nacional, em junho, ela fez o recorde do disco, com 16,44m. A marca não permaneceria por muito tempo, já que duas semanas mais tarde, no Grand Prix de Paris (França) do IPC, ela melhorou ainda mais e alcançou 16,82m. Por fim, no Grand Prix de Berlim (Alemanha), no início de julho, ela obteve o recorde mundial do dardo, com 14,16m. 
 
"Eu treinei bastante nestas últimas semanas, me dediquei ao máximo nas semanas de avaliação do Comitê Paralímpico Brasileiro e estava preparada para fazer uma boa prova. Graças a Deus, aconteceu de vir o recorde mundial. Estou muito feliz com o meu desempenho. Quero agora melhorar as minhas marcas nas outras provas também", disse a atleta de 53 anos, que foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1993, quando tinha 27 anos. Após uma piora clínica em sua doença, em novembro de 2017, a atleta vem passando por adaptações, devido a uma lesão em seu lado esquerdo do corpo. 
 
Elizabeth ainda compete neste sábado, na segunda sessão do evento, a partir das 14h (de Brasília), no lançamento de disco. No domingo, 5, no encerramento da competição, ela fará a prova do dardo. 
 
A sequência de bons resultados tem um sabor ainda mais especial já que, em 2016, o Comitê Paralímpico Internacional submeteu Beth a uma avaliação de classe funcional, que divide os atletas de acordo com o nível de funcionalidade. A despeito da perda gradual de mobilidade, a santista passou de F54 para F55, para atletas com menor nível de deficiência. Na nova classe, ela não conseguiu vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. No entanto, às vésperas do Open Loterias Caixa 2018, no CT Paralímpico, em São Paulo, em abril deste ano, passou por nova banca de classificação funcional e, desta vez, os avaliadores do IPC constataram a perda de alguns movimentos de Beth. Isso a reposicionou na classe F52, para competidores com maior grau de comprometimento.
 
O recorde de Elizabeth não foi o único do dia. Marivana Oliveira registrou 9,33m em sua quinta tentativa e cravou o recorde das Américas do arremesso de peso, classe F35. A antiga marca era dela própria, com 9,28m. Outros 12 recordes brasileiros foram quebrados nesta manhã. 
 
Além de atletismo, o Circuito Loterias Caixa ainda contempla disputas de esgrima em cadeira de rodas, halterofilismo e natação. A segunda etapa nacional de natação acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto. Em outubro, acontecerão os Campeonatos Brasileiros das três modalidades. 

Petrúcio Ferreira quebra recorde mundial dos 100m no Grand Prix de Paris

Petrúcio Ferreira quebrou nesta sexta-feira, 15, o recorde mundial dos 100m, classe T47 (para atletas amputados de braço). O paraibano de 20 anos registrou o tempo de 10s50 na etapa de Paris (França) do Grand Prix de atletismo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), disputada no Stade Sébastien Charléty. Foi a segunda marca mundial estabelecida pelo Brasil na competição, já que Elizabeth Gomes bateu a marca do lançamento de disco (F52), na última quinta-feira, 14. 
 
Petrúcio baixou em três centésimos o seu próprio recorde mundial, anteriormente feito no Mundial de 2017, no Estádio Olímpico de Londres. A marca atual é a segunda mais veloz da história do esporte paralímpico, atrás apenas dos 10s46 cravados pelo irlandês Jason Smyth, em 2012, na classe T13, para atletas com baixa visão. 
 
"Eu estou muito feliz por ter conquistado esse bom desempenho na França. Foi um ótimo resultado nos 100m, mas não vou dizer que era a minha meta bater o recorde aqui. No entanto, acabei me sentindo muito bem e o tempo aconteceu. Estou muito feliz e isso mostra o quanto meu trabalho está evoluindo", disse Petrúcio. 
 
O jovem de São José do Brejo do Cruz perdeu parte do braço esquerdo ao sofrer um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos de idade. Iniciou a sua trajetória no esporte em 2012 e, com apenas dois anos de carreira, representou o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos do Chile. Além da marca histórica dos 100m, é dono ainda do melhor tempo dos 200m, com 21s21. 
 
Já a paulista Elizabeth Gomes, de 53 anos, alcançou o recorde mundial do lançamento de disco F52. Nesta quinta-feira, 14, ela registrou a marca de 16,82m - quase 40cm a mais do que os 16,44m que ela própria havia conseguido na primeira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, há duas semanas. 
 
Aos 27 anos, ela foi diagnosticada com esclerose múltipla. Após uma piora clínica em sua doença, em novembro de 2017, a atleta teve que passar por algumas adaptações, devido a uma lesão no lado esquerdo do corpo - o que usa para arremessar. No Open Loterias Caixa 2018, em abril, Beth foi submetida a reclassificação funcional e passou da classe F55 para F52. Nesta ocasião, a atleta tornou-se recordista das Américas no lançamento de disco em sua nova classe. 
 
O Brasil encerrou a sua participação no Grand Prix de Paris com 18 medalhas. Foram 14 ouros, três pratas e um bronze. A equipe composta por 20 atletas seguirá na Europa nas próximas semanas. A primeira parada será Leipzig, na Alemanha, onde participarão de um camping de treinamento. Em seguida, viajarão a Berlim, que sediará em 30 de junho e 1º de julho o último estágio do Grand Prix do IPC.  
 
Confira um resumo dos resultados dos brasileiros no Grand Prix de Paris (França) 
Alessandro Silva (SP) - ouro no lançamento de disco F11 - 43,49m
Claudiney Batista (MG) - ouro no lançamento de disco F56 - 45,21m
Elizabeth Gomes (SP) - ouro no lançamento de disco F52 - 16,82m
Fábio Bordignon (RJ) - ouro nos 100m T35 - 12s71
Felipe Gomes (RJ) - ouro nos 100m T11 - 11s38
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 100m T37 - 11s56
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 200m T37 - 23s55
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 100m T47 - 10s50
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 200m T47 - 21s39
Silvânia Costa (MS) - ouro nos 100m T11 - 12s85
Silvânia Costa (MS) - ouro no salto em distância T11 - 5,10m
Thalita Simplício (RN) - ouro nos 200m T11 - 25s55
Thiago Paulino (SP) - ouro no arremesso de peso F57 - 14,28m
Vinicius Rodrigues (SP) - ouro nos 100m T63 - 12s15

Fábio Bordignon (RJ) - prata nos 200m T35 - 26s20
Lucas Prado (MT) - prata nos 100m T11 - 11s51
Washington Júnior (RJ) - prata nos 100m T47 - 10s90
 
Emicarlo Souza (RN) - bronze nos 200m T47 - 22s93

Petrucio Ferreira, Yohansson Nascimento e Michal Derus confirmam presença em disputa inédita no Desafio Mano a Mano

Petrucio e Yohansson prometem uma boa disputa no Mano a Mano na prova paralímpica. Crédito: Bruno Lopes/EAZ

 

Ele está numa fase imbatível. O velocista Petrucio Ferreira, atual campeão mundial e ouro nos Jogos Rio 2016 dos 100m T45-47 está confirmado na categoria paralímpica do Desafio Mano a Mano, que acontece nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em pista montada no "Peão do Prado", no Jockey Club Brasileiro (RJ), com entrada gratuita. O paraibano de apenas 20 anos ​lutará pela hegemonia de melhor atleta do planeta, na prova mais rápida do atletismo, ao lado dos mesmos adversários dos Jogos Paralímpicos e do Mundial de Atletismo, disputado em julho desse ano, em Londres.

“Estou muito feliz por ter recebido o convite para participar do Mano a Mano. Estou treinando bem, quero chegar para dar o meu melhor e fazer o que eu mais gosto de fazer 

que é "brincar de apostar" corrida. Convido a torcida para participar desse evento lindo no Rio de Janeiro. Espero contar com o público para fazer um bom resultado”, declara Petrucio. 

No Mundial de Atletismo de Londres, Petrucio garantiu o ouro nos 100m e faturou o recorde do mundo com 10s53. Yohansson fechou a prova na segunda colocação (10s80), garantindo a prata e a dobradinha no pódio. O terceiro lugar ficou com o polonês Michal Derus, com 10s81. 

"Sempre tive vontade de participar do Mano a Mano. É um super evento. Uma oportunidade de exibição para os atletas com a participação da torcida. Sem dúvida, teremos uma disputa incrível com o Petrucio e o atleta polonês", empolga-se o multimedalhista Yohansson.   

Nos outros anos, a disputa paralímpica no Mano a Mano era realizada com atletas da classe T43-44 (para amputados de membros inferiores). Esse ano será a estreia da classe T45-47, que conta com velocistas amputados de membros superiores.

 

Disputas no Masculino – Justin Gatlin será desafiado

O americano Justin Gatlin, que em 2017 desbancou ninguém menos do que Usain Bolt, ao vencer o Mundial de Budapeste, chega ao​ Rio de Janeiro em busca do bicampeonato. 

O corredor Isiah Young, também dos Estados Unidos, já está confirmado na disputa. Além dele, dois brasileiros serão definidos em uma classificatória com alguns dos melhores velocistas do país: Paulo André de Oliveira, Bruno Lins, Derick de Souza Silva e Luis Gabriel Pereira da Silva. 

 

Disputas  no feminino – Rosângela Santos promete dar trabalho

Rosângela Santos, atual recordista sul-americana nos 100m (10s91), promete dar trabalho às suas adversárias. Em excelente fase, a brasileira brigará pelo tetracampeonato. 

As outras duas vagas na final serão preenchidas após a disputa do qualificatório, no sábado, entre as também brasileiras: Evelyn dos Santos, Franciela Krasucki, Geisa Coutinho 

e Andressa Fidelis.  

 

Serviço:

Desafio Mano a Mano

Local: Jockey Club Brasileiro - Praça Santos Dumont, 31

Data: 

30/09 – Disputa eliminatória feminina e masculina

01/10 – Final masculina, feminina e paralímpica

Horário: A partir de 9h

Imbatível: Petrúcio Ferreira é ouro e quebra recorde dos 200m no Mundial de Atletismo de Londres

Paraibano completa dobradinha de títulos no Estádio Olímpico com a melhor marca da história da prova; Thiago Paulino é ouro no disco. Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
 
Petrúcio Ferreira conquistou neste sábado, 22, sua segunda medalha de ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. O velocista paraibano faturou o título dos 200m da classe T47 (amputados de braço) e estabeleceu um novo recorde mundial para a prova. No campo, horas depois, Thiago Paulino também somou sua segunda láurea dourada no evento, agora no lançamento de disco. O Brasil totaliza 21 medalhas (oito de ouro, sete de prata e seis de bronze) na competição, que se encerra neste domingo, 23. 
 
Aos 20 anos, Petrúcio baixou seu próprio recorde mundial para 21s21- a antiga marca era de 21s49, estabelecida por ele em abril de 2015. A exemplo do que ocorreu nos 100m, ele teve companhia de outro brasileiro no pódio. Yohansson Nascimento ficou com a prata, ao cruzar a linha de chegada em 21s96. A terceira posição da prova ficou com o polonês Michael Derus, que registrou 22s08. 
 
"Eu estava me sentindo muito bem, absolutamente bem treinado, mas não imaginava que poderia ser tão veloz quanto fui hoje. A queima da largada nos 400m [na quarta-feira] me deixou chateado, mas me motivou para voltar aqui e dar o meu melhor nesta prova. Estou feliz demais com esse resultado e de estar representando bem o nosso país juntamente com o Yohansson", disse Petrúcio, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos de idade e perdeu parte do braço esquerdo.
 
"Não tem como estar mais satisfeito, não tinha como haver resultado melhor do que ter dois brasileiros no topo do pódio. Com mais essas conquistas, chego a dez medalhas em Campeonatos Mundiais, então só quero ir para casa para descansar um pouco e continuar o trabalho porque até 2020 eu e Petrúcio vamos dividir muitos pódios mundo afora", afirmou Yohansson, dono de três ouros, cinco pratas e dois bronzes em Mundiais desde sua estreia, em Assen 2006. 
 
Cerca de duas horas mais tarde, foi a vez de Thiago Paulino colecionar o seu segundo título em Londres. Após abrir o Mundial com a vitória no arremesso de peso, o paulista de Orlândia faturou o ouro no lançamento de disco. Em sua última tentativa, ele alcançou 46,58m - o suficiente para ultrapassar o croata Miroslav Petkovic, prata com 45,99m. O chinês Guoshan Wu foi bronze, com 45,62m. 
 
Aos 31 anos, Thiago chega, assim, às suas primeiras conquistas em nível internacional - antes havia ficado com a quinta posição nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e em sétimo lugar no último Mundial, em Doha (Catar), em 2015, no arremesso de peso. Thiago amputou a perna esquerda abaixo do joelho devido a um acidente de moto, em 2010.
 
Por fim, na final dos 100m T36 (paralisados cerebrais), Rodrigo Parreira superou uma lesão na coxa direita e conquistou a quarta medalha do Brasil no dia. O goiano radicado em Uberlândia cumpriu a distância em 12s28. O pódio também foi composto pelo chinês Yifei Yang, que fez o tempo de 11s93, e pelo Mohamad Puzi, da Malásia, com 12s15. O brasileiro de 22 anos chega à sua terceira medalha no Mundial - já havia sido bronze nos 200m e prata no salto em distância. 
 
"Ganhar três medalhas em um Mundial foi sensacional. Eu não podia estar fora dessa final, mesmo com a lesão que eu senti. Conversei com a comissão técnica e falei que dava para correr. Deu no que deu", disse Rodrigo. 
 
Confira, abaixo, a participação dos brasileiros neste domingo, 23, último dia do Mundial de Londres.
 
6h30* - Ariosvaldo Fernandes (semifinal dos 100m T53)
7h40 - Emerson Lopes e João dos Santos (final do lançamento de disco F46)
8h15 - Fábio Bordignon (final dos 100m T35)
15h04 - Izabela Campos (final do arremesso de peso F12)
15h12 - Final do revezamento 4x100m T11-13 masculino (Daniel Mendes, Ricardo Costa, Fabrício Júnior e Gustavo Araújo)
*Horário de Brasília
 
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Mateus Evangelista é prata no salto e chega a três medalhas no Mundial de Atletismo Paralímpico

Um dia após brilhar nos 100m, rondoniense fecha performance no Estádio Olímpico de Londres mais uma vez no pódio. Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB  

Mateus Evangelista retornou ao Estádio Olímpico de Londres nesta sexta-feira, 21, e conquistou novamente uma medalha para o Brasil no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico. O atleta da classe T37 (paralisados cerebrais) voltou a ser a estrela da participação brasileira, agora com o vice-campeonato no salto em distância. Assim, o país acumula seis ouros, seis pratas e cinco bronzes - 17 medalhas ao todo. O evento se encerrará neste domingo, 23.  
 
O rondoniense de 23 anos já havia garantido um ouro nos 100m e uma prata nos 200m na capital britânica. Nesta sexta, foi superado apenas pelo chinês Guangxu Shang, que também havia lhe tirado a vitória no salto em distância nos Jogos do Rio 2016. Mateus ficou com a prata com o salto de 6,10m, obtido em sua quarta tentativa. A primeira posição ficou com o asiático (6,58m - novo recorde do campeonato). Completou o pódio o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, com 5,95m. 
 
"Eu demorei bastante para conseguir entrar na prova, mas fui crescendo a cada salto. O chinês começou bem logo de cara. Saio muito satisfeito desse Mundial, porque conquistei medalha nos 100m, nos 200m e aqui no salto em distância. Esperava dois pódios e conquistei três, então não tenho do que reclamar", disse Mateus que, por falta de oxigênio na hora do nascimento, teve uma paralisia cerebral que prejudicou os movimentos do seu lado direito do corpo.  
 
Edson Pinheiro também subiu ao pódio. O acreano foi terceiro colocado nos 100m da T38, também para paralisados cerebrais. Ele cumpriu a prova em 11s30, atrás apenas do australiano Evan O'Hanlon, que venceu a disputa com 11s07 - mesmo tempo do chinês Jianwen Wu, atual campeão paralímpico, que ficou com o segundo lugar. Edson repete o resultado dos Jogos do Rio 2016, atrás justamente dos mesmos atletas que o superaram há um ano. 
 
Elizabeth Gomes ficou com a oitava posição no lançamento de disco F55 (15,41m). Petrúcio Ferreira (22s17) e Yohansson Nascimento (22s43) passaram com o primeiro e o terceiro melhores tempos, respectivamente, à final dos 200m T47 (amputados de braço). A decisão será disputada neste sábado, 22, às 15h40 (de Brasília). Vale ressaltar que os dois já foram medalhas de ouro e prata em Londres, respectivamente, nos 100m da mesma classe. Por fim, Daniel Martins completou os 800m T20 (deficientes intelectuais) em 2min05s53 - não suficientes para ir à briga pelo pódio. 
 
Programação dos brasileiros - sábado (22/7)*
8h20 - Rodrigo Parreira (semifinal dos 100m T36)
15h06 - Thiago Paulino (final do lançamento de disco F57)
15h40 - Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira (final dos 200m T47)
16h10 - Rodrigo Parreira (final dos 100m T36) - caso avance
16h30 - Daniel Martins (final dos 800m T20) 
*Horário de Brasília

Mateus Evangelista se vinga de sul-africano e é ouro no Mundial de Atletismo de Londres

Rondoniense fatura os 100m T37, se recupera de derrota nos 200m, e conquista a sexta medalha dourada do Brasil. Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
 
Mateus Evangelista conquistou nesta quinta-feira, 20, a sexta medalha de ouro do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Londres. O rondoniense foi mais veloz dos 100m T37 (paralisados cerebrais) e subirá pela segunda vez no pódio no Estádio Olímpico. A equipe brasileira chega às 15 medalhas na capital britânica - seis de ouro, cinco de prata e quatro de bronze. A competição se encerrará neste domingo, 23. 
 
O rondoniense de 23 anos foi à forra e superou o sul-africano Charl du Toit, que havia vencido-o na emocionante final dos 200m, em que ficou com a prata. Dessa vez, Mateus foi o mais veloz com o tempo de 11s48. Seu rival foi o segundo colocado, com 11s55. Completou o pódio o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, que registrou a marca de 11s69. O brasileiro, assim, afastou a frustração dos Jogos do Rio, quando ficou com a quarta colocação desta mesma prova. 
 
"Comemorei muito porque eu queria demais essa medalha de ouro. Era algo que estava engasgado. Essa vitória mostra que a minha mudança de Rondônia para São Paulo há quatro anos valeu a pena. Mas, eu dedico essa vitória para o meu estado. Minha casa é Rondônia, apesar de morar em São Paulo. Meu coração segue em Rondônia", disse Mateus que, por falta de oxigênio na hora do nascimento, teve uma paralisia cerebral que prejudicou os movimentos do lado direito do corpo.  
 
Mateus ainda retorna nesta sexta-feira, 21, à pista do Estádio Olímpico de Londres. O brasileiro disputará o salto em distância, prova da qual é especialista e na qual conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado. Ele terá a missão de destronar o chinês Guangxu Shang, dono do ouro no Rio ao alcançar 6,77m - vinte e quatro centímetros a mais do que Mateus (6,53m).
 
O outro brasileiro a competir nesta quinta-feira foi Fabrício Junior. Ele ficou em terceiro lugar em sua semifinal dos 200m T12 (baixa visão), com o tempo de 22s90. Como apenas o primeiro colocado de cada uma das três baterias e o melhor tempo no geral se classificavam, ele ficou fora da decisão por medalha. 
 
Programação dos brasileiros - sexta-feira (21/7)*
15h10 - Edson Pinheiro (semifinal dos 100m T38)
15h14 - Elizabeth Gomes (final do lançamento de disco F55) 
15h26 - Yohansson Nascimento (semifinal dos 200m T47)
15h34 - Petrúcio Ferreira (semifinal dos 200m T47)
16h13 - Daniel Martins (semifinal dos 800m T20) 
16h35 - Mateus Evangelista (final do salto em distância T37)
17h03 - Edson Pinheiro (final dos 100m T38) - caso avance
*Horário de Brasília
 
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Fábio Bordignon é bronze nos 200m e Brasil chega a 14 medalhas no Mundial de Atletismo

Velocista fluminense estreia em Londres com a terceira posição e fatura único pódio brasileiro nesta quarta, 19. Crédito: Daniel Zappe/MPIX/CPB
 
Fábio Bordignon conquistou nesta quarta-feira, 19, a 14ª medalha do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Londres. O fluminense de Duque de Caxias foi bronze nos 200m T35 (paralisados cerebrais), prova em que ficou com a prata nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Desta maneira, o país já soma cinco ouros, cinco pratas e quatro bronzes na competição, disputada no Estádio Olímpico. O evento se encerrará no domingo, 23. 
 
Bordignon, 25, foi o terceiro mais rápido da disputa, com o tempo de 26s94. Ele ficou atrás apenas do ucraniano Ihor Tsvietov, atual campeão paralímpico, que registrou o tempo de 25s52, e do argentino Hernán Barreto, que cumpriu a distância em 26s35.  
 
"Não foi o resultado que eu esperava, porque achei que poderia brigar pelo ouro com o ucraniano. Dei uma olhada no tempo e não foi a marca que eu gostaria de ter feito. Foi um pouco alto, mas tenho de olhar o vídeo da corrida para ver o que pode ser corrigido para os próximos dias", disse Bordignon, que teve paralisia cerebral na hora do parto, por falta de oxigenação no cérebro, e tem movimentos dos membros inferiores descoordenados.
 
O atleta retornará à competição no domingo, último dia do evento, quando disputará a final dos 100m. 
 
Além do medalhista, o Brasil ainda contou com a participação de Michel Abrahame, que foi nono colocado no salto em distância T47, com 5,98m. Mateus Evangelista classificou-se para a final dos 100m T37 (paralisados cerebrais), com o quarto melhor tempo, 11s74. Fabrício Júnior também avançou, mas para a semifinal dos 200m T12 (baixa visão), com o tempo de 22s79. Petrúcio Ferreira, atual medalhista de prata dos 400m T47, queimou a largada e foi desclassificado da final da prova. 
 
Programação dos brasileiros - quinta-feira (20/7)*
15h35 - Fabrício Júnior (semifinal dos 200m T12) 
15h45 - Daniel Mendes (semifinal dos 200m T11)
16h15 - Mateus Evangelista (final dos 100m T37)
*Horário de Brasília
 
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Brasil tem seu melhor dia no Mundial de Atletismo de Londres e fatura cinco medalhas nesta terça-feira, 18

 Mineira Izabela Campos foi ao pódio duas vezes. Crédito: Márcio Rodrigues/MPIX/CPB
 
O Brasil experimentou nesta terça-feira, 18, o seu melhor dia no Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. Os atletas do país conquistaram cinco medalhas nas duas sessões do dia e fizeram com que a equipe saltasse para a sexta colocação no quadro geral de medalhas do evento, disputado no Estádio Olímpico. A equipe verde e amarela está atrás apenas de China, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Tunísia e Ucrânia. A competição se estenderá até o domingo, 23.
 
O dia de destaque dos brasileiros teve início pela manhã. Izabela Campos foi a primeira medalhista, com o bronze no lançamento de disco F11 (cego total), com a marca de 31,83m. Em seguida, foi a vez de André Rocha, que brilhou e conquistou o ouro na mesma prova, mas da classe F52. Ele registrou 23,80m e bateu o próprio recorde mundial (23,24m), que havia sido estabelecido na etapa de Berlim do Grand Prix do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).  
 
Na parte da noite em Londres (tarde no Brasil), a medalha inicial veio com Mateus Evangelista. O atleta de Rondônia foi o segundo colocado nos 200m T37 (paralisados cerebrais), com o tempo de 23s41. Aos 23 anos e fazendo sua estreia em Mundiais de Atletismo, ele foi superado apenas pelo sul-africano Charl Du Toit, que venceu com 23s27. Completou o pódio o argelino Sofiane Hamdi (23s94). 
 
"Essa medalha foi conquistada na raça. Tentei buscar o sul-africano todo o tempo, mas não deu no fim. De qualquer forma, foi uma prova excelente e estou muito satisfeito", disse Mateus, cujo lado direito do corpo tem os movimentos limitados por falta de oxigenação no cérebro na hora do parto. 
 
Em seguida, foi a vez de Rodrigo Parreira. Vice-campeão paralímpico do salto em distância T36 (paralisados cerebrais), ele conseguiu a mesma posição em solo londrino. Rodrigo saltou 5,55m em sua quinta tentativa, ficando a apenas oito centímetros do ucraniano Roman Pavlyk (5,63m). O bronze foi do atual campeão paralímpico, Brayden Davidson, da Austrália, com 5,39m. 
 
"Foi uma prova decidida no detalhe. O atleta da Ucrânia acertou este salto e acabou vencendo a prova. Eu estou feliz, de qualquer forma. Quando olho para trás, vejo que há grandes saltadores aos quais superei, então fico muito satisfeito. Não é fácil chegar até aqui", disse o goiano de 22 anos.  
 
Por fim, Izabela Campos voltou à ação e conseguiu mais uma medalha, agora uma prata no lançamento de dardo F11 (cegos totais). Após queimar as suas cinco primeiras tentativas, a atleta encaixou seu último lançamento para obter a marca de 24,90m. O suficiente para superar todas as suas adversárias, menos a chinesa Huimin Zhong, que venceu com 26,05m. Ness Murby, do Canadá, atingiu 23,69m e ficou com o bronze. 
 
"Eu decidi ir pra cima e não deixar escapar a medalha. Eu sabia que poderia fazer muito mais do que tinha conseguido, mas não havia encaixado ainda. Eu aprendi hoje, verdadeiramente, a me controlar durante uma situação de adversidade. Estou saindo muito feliz", disse Izabela, que perdeu a visão aos 18 anos, vítima de sarampo. 
 
Outros brasileiros também competiram nesta terça-feira. Paulo Henrique Reis ficou com a sétima posição do salto em altura T13 (baixa visão), com a marca de 1,74m. Gustavo Araújo, por sua vez, foi o quinto colocado nos 200m T13, com o tempo de 22s51. Mesma posição de Edson Pinheiro nos 200m T38 (paralisados cerebrais), que cumpriu a distância em 23s56. Ariosvaldo Fernando ficou com o oitavo posto na final dos 400m T53 (cadeirantes), com 52s22. 
 
Três atletas do país foram desclassificados em suas respectivas disputas: Daniel Mendes (400m T11) e Renata Bazone (800m T11), sob alegação de terem sido puxados pelos atletas-guia. Já Jhulia Santos concluiu a prova dos 100m na segunda colocação mas foi desclassificada. Minutos antes, ela e o guia Newton Júnior fizeram a largada da eliminatória dos 800m, mas abandonaram 60 metros após a prtida. A arbitragem do Mundial entendeu que tratou-se de uma atitude antidesportiva e, por este motivo, invalidou o resultado da atleta natural do Pará nos 100m. 
 
Programação dos brasileiros - quarta-feira (19/7)
15h18 - Mateus Evangelista (semifinal dos 100m T37)
15h58 - Fabrício Júnior (eliminatórias dos 200m T12)
16h20 - Michel Abrahame (final do salto em distância T47)
17h02 - Petrúcio Ferreira (final dos 400m T47) - caso avance 
17h35 - Fábio Bordignon (final dos 200m T35) 
*Horário de Brasília 
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