Petrúcio Ferreira quebra recorde mundial dos 100m no Grand Prix de Paris

Petrúcio Ferreira quebra recorde mundial dos 100m no Grand Prix de Paris Brasileiro quebrou mais uma vez o recorde mundial. Crédito: Florent Pervillé
Petrúcio Ferreira quebrou nesta sexta-feira, 15, o recorde mundial dos 100m, classe T47 (para atletas amputados de braço). O paraibano de 20 anos registrou o tempo de 10s50 na etapa de Paris (França) do Grand Prix de atletismo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), disputada no Stade Sébastien Charléty. Foi a segunda marca mundial estabelecida pelo Brasil na competição, já que Elizabeth Gomes bateu a marca do lançamento de disco (F52), na última quinta-feira, 14. 
 
Petrúcio baixou em três centésimos o seu próprio recorde mundial, anteriormente feito no Mundial de 2017, no Estádio Olímpico de Londres. A marca atual é a segunda mais veloz da história do esporte paralímpico, atrás apenas dos 10s46 cravados pelo irlandês Jason Smyth, em 2012, na classe T13, para atletas com baixa visão. 
 
"Eu estou muito feliz por ter conquistado esse bom desempenho na França. Foi um ótimo resultado nos 100m, mas não vou dizer que era a minha meta bater o recorde aqui. No entanto, acabei me sentindo muito bem e o tempo aconteceu. Estou muito feliz e isso mostra o quanto meu trabalho está evoluindo", disse Petrúcio. 
 
O jovem de São José do Brejo do Cruz perdeu parte do braço esquerdo ao sofrer um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos de idade. Iniciou a sua trajetória no esporte em 2012 e, com apenas dois anos de carreira, representou o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos do Chile. Além da marca histórica dos 100m, é dono ainda do melhor tempo dos 200m, com 21s21. 
 
Já a paulista Elizabeth Gomes, de 53 anos, alcançou o recorde mundial do lançamento de disco F52. Nesta quinta-feira, 14, ela registrou a marca de 16,82m - quase 40cm a mais do que os 16,44m que ela própria havia conseguido na primeira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, há duas semanas. 
 
Aos 27 anos, ela foi diagnosticada com esclerose múltipla. Após uma piora clínica em sua doença, em novembro de 2017, a atleta teve que passar por algumas adaptações, devido a uma lesão no lado esquerdo do corpo - o que usa para arremessar. No Open Loterias Caixa 2018, em abril, Beth foi submetida a reclassificação funcional e passou da classe F55 para F52. Nesta ocasião, a atleta tornou-se recordista das Américas no lançamento de disco em sua nova classe. 
 
O Brasil encerrou a sua participação no Grand Prix de Paris com 18 medalhas. Foram 14 ouros, três pratas e um bronze. A equipe composta por 20 atletas seguirá na Europa nas próximas semanas. A primeira parada será Leipzig, na Alemanha, onde participarão de um camping de treinamento. Em seguida, viajarão a Berlim, que sediará em 30 de junho e 1º de julho o último estágio do Grand Prix do IPC.  
 
Confira um resumo dos resultados dos brasileiros no Grand Prix de Paris (França) 
Alessandro Silva (SP) - ouro no lançamento de disco F11 - 43,49m
Claudiney Batista (MG) - ouro no lançamento de disco F56 - 45,21m
Elizabeth Gomes (SP) - ouro no lançamento de disco F52 - 16,82m
Fábio Bordignon (RJ) - ouro nos 100m T35 - 12s71
Felipe Gomes (RJ) - ouro nos 100m T11 - 11s38
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 100m T37 - 11s56
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 200m T37 - 23s55
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 100m T47 - 10s50
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 200m T47 - 21s39
Silvânia Costa (MS) - ouro nos 100m T11 - 12s85
Silvânia Costa (MS) - ouro no salto em distância T11 - 5,10m
Thalita Simplício (RN) - ouro nos 200m T11 - 25s55
Thiago Paulino (SP) - ouro no arremesso de peso F57 - 14,28m
Vinicius Rodrigues (SP) - ouro nos 100m T63 - 12s15

Fábio Bordignon (RJ) - prata nos 200m T35 - 26s20
Lucas Prado (MT) - prata nos 100m T11 - 11s51
Washington Júnior (RJ) - prata nos 100m T47 - 10s90
 
Emicarlo Souza (RN) - bronze nos 200m T47 - 22s93