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Atletismo (29)

Thiago Paulino abre com medalha de ouro a campanha do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico

Atleta de Orlândia conquista o título do arremesso de peso, classe F57, no primeiro dia de competição. Crédito:©Marcio Rodrigues/MPIX/CPB 
 
Thiago Paulino conquistou nesta sexta-feira, 14, a medalha de ouro do arremesso de peso, classe F57, no Mundial de Atletismo Paralímpico, disputado em Londres. É o primeiro pódio do Brasil na competição, cujas primeiras provas foram nesta sexta, e seguirão até o dia 23, no Estádio Olímpico, que recebeu os Jogos de 2012. 
 
O atleta de 31 anos venceu a disputa ao registrar a marca de 14,31m em seu terceiro lançamento. Thiago foi o único dos competidores a quebrar a barreira dos 14m. Na segunda posição ficou o chinês Guoshan Wu (13,91m) e, em terceiro, ficou o polonês Janusz Rokicki, com a marca de 13,76m. Thiago chega, assim, à sua primeira conquista em nível internacional. Havia ficado com a quinta posição nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e em sétimo lugar no último Mundial, em Doha (Catar), em 2015, nesta mesma prova.
 
"Costumo pensar que tudo acontece no seu tempo certo. A primeira coisa que passou na minha cabeça foi Doha. Esse grito de campeão mundial estava engasgado desde lá, mas sou uma pessoa bastante paciente e preciso agradecer a muitas pessoas, pois sempre acreditaram e agora comemoram comigo. Minha esposa está grávida, e o meu filho, Heitor, vai nascer em agosto. Posso dizer que ele vai ser filho de um campeão mundial", disse Paulino, que teve de amputar a perna esquerda abaixo do joelho devido a um acidente de moto, em 2010.  
 
Após a disputa do arremesso de peso, Thiago terá pela frente o lançamento de disco, no dia 22. Em abril, ele conseguiu o recorde mundial da prova, com 48,04m, no Open Internacional Loterias Caixa, em São Paulo, e é um dos favoritos da prova.
 
Também competiu nesta sexta-feira Fabrício Júnior. O velocista da classe T12 - para atletas com baixa visão - classificou-se para as semifinais dos 100m ao vencer a sua bateria com o tempo de 11s16. Ele fez ao todo o quarto melhor tempo das eliminatórias e credenciou-se para voltar à pista neste sábado, 15, às 8h15 (de Brasília). Fabrício, de Naviraí (Mato Grosso do Sul), perdeu parte da visão devido a uma toxoplasmose, contraída pela mãe durante a gestação.
 
Confira, abaixo, a participação dos demais brasileiros neste sábado, 14, segundo dia do Mundial de Londres.
 
Programação dos brasileiros - sábado (15/7)* 
6h03 - Jonas Licurgo (final do lançamento de dardo)
6h08 - Elizabeth Gomes (final do arremesso de peso)
6h15 - Petrúcio Ferreira (semifinal dos 100m T47) 
6h25 - Yohansson Nascimento (semifinal dos 100m T47)
6h55 - Ricardo Costa Oliveira (semifinal dos 100m T11) 
8h15 - Fabrício Júnior (semifinal dos 100m T12) 
16h20 - Petrúcio Ferreira e Yohansson Nascimento (final dos 100m T47) - caso avance
17h14 - Ricardo Costa Oliveira (final dos 100m T11) - caso avance 
17h23 - Fabrício Junior (final dos 100m T12) - caso avance
*Horário de Brasília

Brasileiro André Rocha quebra dois recordes mundiais em Berlim

Dois recordes mundiais foram quebrados pelo brasileiro André Rocha neste fim de semana. O paulista de Taubaté foi o principal nome da etapa de Berlim (Alemanha) do Grand Prix de atletismo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). 
 
Em sua primeira tentativa, André quebrou a marca do arremesso de peso, classe F52. Ele registrou 11,60m - 14 centímetros a mais do que o antigo recorde, que pertencia a ele próprio. Em seguida, alcançou a melhor marca da história do lançamento de disco, com 23,24m. O atleta de 40 anos também detinha a marca anterior, com 23,09m.
 
André é cadeirante em decorrência de uma lesão na coluna. Ele era policial militar e, em uma perseguição no final de 2005, caiu de um muro e lesionou-se. Sempre praticou esporte - jogava basquete - e quis voltar assim que superou a depressão pós-acidente. Em 2013, conheceu um programa de esporte da prefeitura e começou no atletismo. Em abril deste ano, por causa de um agravamento da lesão na coluna, mudou de classe de F54 para F52. 
 
A etapa de Berlim é a última parada do principal circuito da modalidade antes do Mundial de Londres, para o qual André está classificado. O evento acontecerá entre os dias 14 e 23 de julho, no Estádio Olímpico da capital da Grã-Bretanha. Antes da cidade alemã, Dubai (Emirados Árabes), Tunis (Tunísia), São Paulo (Brasil), Rieti (Itália), Tempe (Arizona), Pequim (China), Paris (França) e Nottwil (Suíça). 

Medalhista dos Jogos Rio 2016 migra do futebol de 7 para o atletismo e faz estreia no Circuito

A etapa regional Rio-Sul do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação, que será disputada neste fim de semana, 6 e 7, no Rio de Janeiro, será a estreia de um medalhista paralímpico dos Jogos Rio 2016 no atletismo. Wanderson Oliveira, um dos mais habilidosos jogadores da Seleção Brasileira de futebol de 7 (atletas com paralisia cerebral), tentará repetir o sucesso dos campos nas provas de velocidade da competição regional.
 
O meia da Seleção está inscrito nos 100m, 200m e 400m da classe T38 e ainda não sabe o que esperar das provas. Há pouco mais de um mês treinando com mais intensidade, Wanderson ainda está se adaptando à nova modalidade, mas acredita que será uma boa experiência. "É bem mais difícil do que imaginei. os treinos são bem intensos e sinto que ainda preciso aprender muita coisa. Fico com aquela ansiedade de uma estreia, mas vou me soltar para fazer essas provas", analisou.
 
O jogador não será o primeiro a migrar do futebol de 7 para o atletismo. Os exemplos, aliás, são bem positivos. Mateus Evangelista e Fábio Bordignon são dois ex-jogadores que passaram para o atletismo e conquistaram medalhas nos Jogos Rio 2016. Mateus chegou a disputar o Parapan de Jovens, em 2009, com a Seleção de futebol, mas anos depois, passou a se dedicar só ao atletismo e, no Rio, levou a prata nos salto em distância T37. Fábio, por sua vez, atuou nos campos até 2014. Com muita dedicação ao novo esporte, em pouco mais de um ano chegou à Seleção de atletismo e conquistou a prata nos 100m e nos 200m T35 no Rio.
 
"Já treinei com o Mateus e com o Fábio e fiquei feliz em ver que se destacam agora no atletismo. O Fábio está me ajudando muito nessa minha adaptação, me deu dicas para a hora da prova e espero ter o sucesso que eles dois tiveram", contou Wanderson.
 
A etapa Rio-Sul do Circuito terá provas de atletismo e natação. As duas modalidades têm disputas no sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e no domingo, das 8h às 12h. O evento será realizado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), às margens da avenida Brasil, no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Gaúcho Alex Pires é ouro no Mundial Paralímpico de Maratona, em Londres

O atleta paralímpico Alex Pires faturou na manhã deste domingo, 23, a medalha de ouro no Campeonato Mundial Paralímpico de Maratona do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). O gaúcho da cidade de Sapiranga foi o melhor entre os atletas da classe T45/46 (amputados de membros superiores), em prova disputada simultaneamente à Maratona de Londres, na Grã-Bretanha.   
  
Alex completou os 42km do percurso em 2h28min20 - mais de um minuto à frente do segundo colocado, o marroquino Abelhadi El Harti, que registrou 2h29min38. Completou o pódio o britânico Derek Rae, que cravou 2h33min24. 
 
Essa é a segunda medalha de Alex em competições deste tipo. Em 2015, ele havia ficado com a medalha de prata, também na Maratona de Londres. O atleta de 26 anos ainda soma quatro medalhas em Mundiais de Atletismo, todas em provas de fundo - três pratas e um bronze. 
 
Alex descobriu que possuía um encurtamento no braço esquerdo com apenas oito anos. Desde então, procurou tratamento, mas devido à complexidade da situação em perder o movimento do membro, optou por não fazer uma cirurgia. Conheceu o atletismo paralímpico em 2007.
 

Thiago Paulino abre Open Internacional com recorde mundial no lançamento de disco

O paulista Thiago Paulino bateu nesta sexta-feira, 21, o recorde mundial do lançamento de disco, classe F57. O paulista foi a estrela da abertura do Open Internacional de Atletismo e Natação. A competição acontece no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, e segue até domingo, 23. 
 
Thiago registrou a marca de 48,04m - melhor do que o antigo recorde, que pertencia a ele próprio, de 47,68m. Como consequência, o lançador ainda atingiu o índice A e garantiu a sua vaga para o Mundial de atletismo paralímpico, que acontecerá em julho, em Londres. 
 
"Estou muito feliz porque trabalhei bastante para este resultado. Fiquei um pouco frustrado por não conseguir uma medalha no Rio 2016, no arremesso de peso, mas já comecei logo em seguida a preparação para o lançamento de disco. Conseguir este resultado logo na primeira competição do ano leva a minha confiança lá em cima para ir muito bem no Mundial também", disse o atleta de 31 anos. 
 
Thiago teve de amputar a perna esquerda abaixo do joelho devido a um acidente de moto, em 2010. No ano passado, ele ficou com a quinta colocação no arremesso de peso F57 nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O lançamento de disco não fez parte do programa da competição. 
 
Quem também alcançou a marca classificatória para o Mundial de Londres foi Renata Bazone. A meio-fundista da classe T11 (cegos totais) classificou-se nos 800m, em que registrou o tempo de 2min31s22 - mais de um segundo abaixo do índice estabelecido pelo CPB, de 2min32s40.  
 
A competição de atletismo segue na tarde desta sexta-feira. A natação terá sua primeira sessão, a partir de 15h30 (confira a programação completa abaixo). 
 
Programação da competição 
21/04 - sexta
Atletismo: 9h às 11h - 15h às 17h 
Natação: 15h30 às 17h40
 
22/04 - sábado 
Atletismo: 9h às 11h - 16h às 18h 
Natação: 9h às 12h - 15h30 às 18h45
 
23/04 - domingo
Atletismo: 9h às 11h 
Natação: 9h às 12h30

Brasil fecha com bronze na maratona participação nos jogos paralimpicos

Edneusa trouxe primeiro bronze para o Brasil na maratona. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A à Z

 

No último dia de jogos paralimpicos no Rio de Janeiro, foi dia de uma baiana fazer a festa na praia de Copacabana. Em um percurso de cinco voltas, Edneusa de Jesus conquistou um bronze inédito para o Brasil na maratona na categoria T12 para deficientes visuais em uma manhã ensolarada e com pouco vento. Ela completou a prova com 3h18min42s.  Ela foi a primeira mulher do Brasil a ganhar medalha em maratonas.

“Foi minha primeira vez na maratona e consegui chegar em terceiro, espero poder crescer e buscar o ouro. O público gritando ao meu lado foi só puro incentivo para poder completar e meu guia me empurrou para que acabasse bem. ” – Conta ela sobre sua medalha.

Edneusa esteve sempre brigando no pelotão de frente e ficou numa briga boa com a japonesa Misato Michishita, quando ainda esteve com a prata na mão e acabou não conseguindo acompanhar o seu ritmo. Lá na frente, a espanhola Elena Congost dominou e disparou na frente. Ela acabou vencendo a prova com 3h01min43s.  Já a japonesa fez 3h06min52. 

Alex Pires não conseguiu completar sua prova. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A á Z

Quem também participou da maratona foi o Alex Pires na categoria T46 para membros amputados, porém ele não conseguiu completar a prova que foi vencida pelo chinês Chaoyan Li. Também foi sua primeira participação nos jogos.

“Por causa do clima, acabei tendo uma fadiga muscular e não consegui completar. Vim de uma virose e tenho certeza que isso afetou minha imunidade. Mesmo ainda estando com um ritmo forte e até melhor do que estava, não deu para mim. ” – Conta

Na categoria T54 para as duas pernas amputadas, Aline Rocha ficou na décima posição. Já Maria de Fátima Fonseca também não completou a prova e desistiu.

Aline Rocha (a frente) e Maria de Fátima Fonseca competiram pela classe T54. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A à Z

Teresinha Guilhermina fecha participação nas paralimpiadas com mais um bronze

Teresinha foi bronze em sua despedida nas paralimpiadas. Crédito: Ricardo Erlich/Esportes de A à Z

A velocista Teresinha Guilhermina encerrou sua participação nas paralimpiadas ganhando uma medalha de bronze nos 400m T11 nesta noite no Engenhão. Ela até chegou a liderar a prova, mas foi superada pela chinesa Liu Cuiqing que levou o ouro. 

Teresinha largou bem e chegou a liderar a prova nos primeiros 200m da prova, mas acabou ultrapassada pela chinesa na última curva e pouco depois pela venezuelana e acabou com a prata. Thalita acabou desclassificada mesmo chegando em quarto.

“Chegar aqui e estar entre as quatro do mundo em todas as provas, e diante de todas as adversidades, mostra que eu estou condicionada como antes. Estou muito feliz de estar aqui e inteira, pronta para a próxima. Todas as emoções da minha vida, nestes 37 anos, eu vivi nesta semana. Me sinto lisonjeada e privilegiada por fazer parte desta festa” – Conta Teresinha Guilhermina 

Na seletiva masculina, Daniel Silva e Felipe Gomes conseguiram garantir um lugar na final ao vencerem suas seletivas. Daniel foi beneficiado com a desclassificação do francês Timothee Chamoleia. Já Lucas Prado que poderia ser o terceiro brasileiro na final, acabou nem indo para competição por estar lesionado.

 

Petrucio e Yohanson ganham medalha para o Brasil no atletismo

 

Petrucio e Yohason ganharam ouro e bronze na manhã do atletismo. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A à Z

A manhã começou dourada para o Brasil. O engenhão presenciou Petrucio dos Santos ganhar o ouro nos 100m rasos, categoria T47 e Yohanson Nascimento o bronze numa prova muito acirrada.

 “Estar ali no alto do pódio e ouvindo o hino nacional só me lembrei dos dias que ralei muito nos treinos, que chegava cansado e só queria tomar banho e agora estou muito feliz com essa medalha de ouro. Essa torcida aqui foi demais. ”  - Conta Petrucio sobre a vitória

“Fiz meus treinos com o Petrucio e sabia que faríamos um bom duelo. Estou feliz com minha prata e agora vamos correr juntos o revezamento 4x100m e quero trazer mais uma medalha pro Brasil.” – Diz Yahanson sobre sua prata.

Torcida gritou muito durante a competição. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A à Z

O ouro começou a ser desenhado para Petrucio ainda nas seletivas, quando ele venceu sua prova. Yohanson venceu também sua seletiva o que encheu de esperanças a chance de o Brasil sair com a sua primeira dobradinha nas paralimpiadas.

Mas faltou combinar com o polonês Michal Derus. Ele fez uma ótima prova e a decisão acabou ficando para o foto chart que por uma cabeça ganhou a medalha de prata.

Com as duas medalhas da manhã, o Brasil soma 6 ouros, 9 pratas e 6 bronzes com 21 medalhas no total, já superando o que os atletas olímpicos ganharam.

 

Teresinha Guilhermina é desclassifica e fica sem medalha

Com uma chegada apertada, a inglesa acabou ficando com a vitória. Crédito: Ricardo Erlich/Esportes de A à Z

 

Teresinha Guilhermina, a cega mais rápida do mundo, acabou desclassificada na final dos 100m categoria T11. Ela que vinha em busca de um bicampeonato olímpico, acabou ficando em quarto e apareceu desclassificada, mesmo com todo o apoio da torcida que estava lá para apoiá-la.

“Eu ainda não sei qual critério eles usaram para me desqualificar. Eu tenho muito grandes dúvidas nas regras destes Jogos Paralímpicos. Eles são diferentes de qualquer outra competição que fui e eu não preparar para esses tipos de regras. ” – Conta sobre  sua eliminação.

A maior polêmica está no fato de a ganhadora da medalha, a inglesa Libby Clegg ter sido desclassificada nas semi-finais por supostamente seu guia a ter puxado, recurso que o comitê paralímpico inglês contestou e foi atendido. A inglesa bateu o recorde mundial que pertencia a brasileira.

“É uma situação difícil, se você precisa para competir contra os homens. Não é uma situação justa. Em outras competições que eu estive competindo dentro, fora do Brasil, os atletas têm muitas vezes sido desqualificado porque os seus guias foram puxando-os ou terminou à frente deles. Infelizmente, nestes jogos no Brasil parece ser diferente ". – Desabafa

A programação noturna no atletismo começou com a medalha de prata para o brasileiro Fabio da Silva nos 100m na categoria T35. Ele que era atleta do futebol de 7 e acabou mudando de esporte e dando certo no atletismo. 

“Estou muito feliz, é uma enorme alegria que eu não posso descrever. Eu só senti essa alegria quando me tornei pai. É como se fosse uma outra criança que eu tenho. Graças a Deus por ter me dado essa mudança no atletismo e aqui estou eu em 2016 com uma medalha de prata e não há palavras para descrever este momento. ” – Conta Fabio que tem uma tatuagem com o logo dos jogos em seu corpo. 

O Brasil ganhou outras medalhas nesta noite. Izabela Campos foi bronza no lançamento do disco na categoria T11 e Veronica Hipolito nos 100m T38.

 

Daniel Martins é ouro e quebra recorde mundial

Daniel Martins quebrou o recorde pela segunda vez no Engenhão. Crédito: ©Daniel Zappe/MPIX/CPB

Depois de quebrar o recorde mundial nos 400m na categoria T20 no evento teste para as paralimpiadas no engenhão, Daniel Dias repetiu a dose mais uma vez e de quebra, trouxe mais uma medalha de ouro para o Brasil na manhã de hoje com o tempo de 47.22s 

"Estou em casa aqui. Eu tenho o recorde mundial em maio. Eu fiz isso de novo. "Foi como um filme passando por minha mente ... todos os tempos difíceis que tive que passar. Agora eu só quero relaxar um pouco e se concentrar no próximo ano." - Conta sobre a vitória.

A disputa foi acirrada na pista. Daniel definiu sua vitória bem perto da linha de chegada vencendo o venezuelano Arturo Paiva e o atleta de Cabo Verde Tavares Barbosa. 

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