Ricardo Erlich

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Prova de 1000 km teve sua primeira baixa no segundo dia de competição

No segundo dia dos 1000 km - Brasil que está acontecendo em Paulo de Frontin no interior do Rio, os atletas começam a experimentar as dificuldades de quem corre grandes distâncias. O percurso que é em terra batida, oferece algumas subidas com cascalho e umas pedrinhas pelo caminho e assim, começam a surgir as primeiras bolhas nos pés do participantes.

E a primeira baixa aconteceu: O atleta Peter Corrêa Rosa foi o primeiro a abandonar a prova. Com o calor que fez hoje, ele sentiu o excesso de esforço e acabou parando com 132 km completados. Segundo Marcio Villar, organizador do evento, ele já está melhor e se recuperando.

A disputa no masculino continua a mesma do primeiro dia. Maicon Cellarius abriu um pouco mais na liderança e atingiu 195km depois de 8hrs de competição e o Ultraman Sergio Cordeiro segue com 177km.

Já no naipe feminino, Gildiane Souza Heusner segue na frente com 168km com boa vantagem para Debora Aparecida Simas que tem 153km. 

A competição segue até o outro domingo. Os atletas percorrem 100 km por dia quando são obrigados a parar e aguardar as 6h da manhã para continuar no dia seguinte.

Atletas largam para o desafio dos 1000 km

Para muitas pessoas, correr 5 km é suficiente. Para outras, são 10, alguns 21 km e tem aqueles que chegam aos 42 km vencendo a distância mítica da Maratona. E tem alguns poucos que passam dessa barreira e chegam a distâncias com 50, 80, 100, 166 e até 217 km da Brazil 135 que é considerada a prova mais difícil do Brasil. E distâncias acima disso? É o que o ultramaratonista Marcio Villar, conhecido pelos seus recordes mundiais de dobrar e triplicar essas provas de 217, fora ter os recordes mundiais de sete dias em esteira e de fazer o caminho de San Tiago de Compostela na Espanha no menor tempo, criou a prova de 1000 km para mais pessoas chegarem lá.

E foram 19 pessoas selecionadas para participar, sendo 5 mulheres nessa jogada. Elas tem 10 dias para completar o desafio, sendo que obrigatoriamente devem correr 100 km por dia e não podem sair do local da prova em nenhum momento, mas podem ter ajuda de outras pessoas por perto. O percurso tem um pouco mais de 1 km, feito em torno de um lago em Paulo de Frontin e qualquer um pode ir lá dar uma força aos participantes. A competição vai até o outro domingo.

Na última parcial, o atleta que lidera a prova é Maicon Cellariuns com 57 km percorridos seguido pelo ultraman Sergio Cordeiro com 55 km. Já na categoria feminina, Maria Clara Hillman tem 50km e tem na cola a Gildiane Souza Heusner com 49 km.

O Esportes de A à Z estará acompanhando a prova ao longo dos próximos dias informando as parciais dos atletas na pista. 

Como é a Game XP 2018 por dentro

Neste fim de semana com feriado prolongado, a cidade do Rio de Janeiro recebe pela segunda vez uma edição do Games XP no Parque Olímpico. E o que se trata esse evento? É um monte de gente jogando jogando videogame? É um paraíso virtual na realidade? Ou seria uma tendência que muitos de nós não estamos ligados no que está acontecendo no mundo? É o que o repórter fotográfico Bruno Lopes e eu fomos descobrir.

Pessoas mais velhas, devem certamente devem se lembrar do velho Atari e aquele controle duro de se mover para encarar jogos como Enduro, Pitfall, Pac-Man, Pole Position e outros clássicos que para funcionar, precisavam de um cartucho onde você assoprava para ele pegar na TV analógica. Mas esquece isso que a realidade hoje em dia é outra e muito mais complexa.

A edição oferece uma oportunidade de participar de games na vida real. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Com a evolução da tecnologia e novas formas de divulgação, jogar games que era algo que nossos pais nos castigavam, se tornaram verdadeiros esportes com clubes reais participando e direito a torcida organizada. Alguns inclusive são transmitidos na TV a cabo com competições locais e outras mundiais realizadas ao vivo com arenas lotadas e público cativante.

Foi um fenômeno desses que acompanhamos na Arena Carioca 1, onde uma de suas arquibancadas foi substituída pelo maior tela do mundo e campeonatos sendo realizados por lá. Quando estivemos lá, a disputa era entre brasileiros e colombianos, onde os locais estavam dominando no placar.

A NBA estava presente com exposição de camisetas clássicas. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Fora essa super partida, do lado de fora haviam muitas atrações como uma roda gigante com visão total do Parque Olímpico e algumas simulações reais como treinamento para o jogo PES (Pro Evolucion Soccer) que simula partida de futebol. 

Nas Arenas 2 e 3, as empresas produtoras de games estavam presentes em massa oferecendo uma experiência real aos visitantes, como no jogo da NBA de basquete onde havia uma cesta de basquete em que você podia fazer um arremesso, fora conhecer o troféu do torneio e camisetas clássicas de jogadores como Jordan e Bryant.

Heróis fantasiados são atrações e disponíveis para fotografia. Crédito: Bruno Lopes/BNLPhotopress/EAZ

Certamente aqueles que gostam de videogames e se interessam no assunto, vão curtir estar no Game XP. Mas se você não se programou, uma má noticia para você. Os ingressos estão esgotados! O evento segue até amanhã.

Veja um vídeo que fizemos circulando pelo Game XP.

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Veja como foram as 10 milhas da Garoto

São poucas as corridas no Brasil que você tem o privilégio de sair numa cidade e ir em direção a outra. E quando ela é abraçada pelo seu povo que vai as ruas apoiar os participantes? Esses são alguns dos ingredientes que tornam as 10 Milhas da Garoto, uma das competições mais desejadas do país, a qual o Esportes de A à Z teve o privilégio de acompanhar de perto e a qual iremos contar nas próximas linhas.

Mas antes de falar de nossa participação, temos por tradição valorizar aqueles que se esforçaram mais e foram atrás da premiação. Na categoria masculina, deu Brasil depois de 8 anos de jejum. Wellington Bezerra da Silva, do Cruzeiro, tomou a liderança da prova e disparou, colocando uma boa vantagem para Gilmar Silvestre Lopes, parceiro de equipe.

Wellington Bezerra venceu a prova masculina. Crédito: Midiasport/Divulgação

“Prova difícil, na descida da ponte eu saí e o queniano tentou me acompanhar, mas não conseguiu. Aí segui forte porque estou bem preparado. Foi um ótimo teste para meu próximo desafio, a Maratona de Berlim, no dia 16 deste mês. Estou feliz por levar este título para Pernambuco e ter sido o primeiro brasileiro a ganhar depois do Marilson em 2010”, explicou o campeão. Depois de Berlim, Wellington quer fazer uma preparação específica para a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e para a São Silvestre, ambas em dezembro.

Já no feminino, a queniana Esther Kakuri correu forte e conseguiu o bicampeonato na prova. “Me senti bem, apesar do calor, e não tive dificuldade por que já conhecia o percurso. Estou muito feliz pelo título”, resumiu Esther, que também foi campeã da Meia Maratona do Rio, no início de junho.

Essa foi a nossa segunda participação no evento. A primeira fazia tempo, uns nove anos atrás, quando a corrida ainda estava em sua 20º edição e na última vitória de um brasileiro que tinha sido o grande Marilson Gomes dos Santos, que venceu por duas vezes a Maratona de Nova Iorque.

Na primeira vez, foi a minha primeira corrida fora do estado do Rio. As lembranças não foram das melhores. Tive problema no voo de ida e por pouco a minha participação não foi cancelada por não conseguir pegar o kit e estar gripado, mas acabou que deu tudo certo e fiz uma boa corrida.

Muito mais quente nessa edição e sem o mesmo desempenho físico do passado, a meta era curtir o que não consegui na outra vez e não houve decepção. Essa é uma das corridas que recomendo qualquer um ir participar, pois ela tem um astral único.

Tudo começa em Vitória na Praia de Camburi e de lá corremos 4 km até a entrada da 3º Ponte, principal ligação entre Vitória e Vila Velha e são outros 4 km nesse pedaço, onde você sobe pouco mais de 1km e desce na maior parte, mas tem que cuidado com o vento para não esgotar sua energia e faltar para a segunda parte em Vila Velha.

Pela segunda vez, o Esportes de A à Z esteve presente na prova. Crédito: Arquivo Pessoal

É na segunda cidade que a corrida se transforma. Os populares saem para as ruas e aplaudem os participantes no caminho que te leva para Praia da Costa e de lá até a fábrica onde há uma arquibancada para receber com carinho os participantes com a sua superação pessoal.

Tem algumas coisas que a organização pode adotar para tornar a corrida ainda melhor: A primeira de todas é na hidratação. A adoção de garrafas de 500ml não é boa para quem corre, ainda mais que pode rola uma dificuldade de abrir a tampa com as mãos e em todos os pontos, foi preciso abrir com a boca mesmo dando uma ajuda.

Outro ponto que pode ser revisto é quanto as placas de quilometragem. Muitos pontos só sabia onde estava por causa do relógio com GPS que uso. Não me lembro de ter visto na Ponte por exemplo. A Yescom já adota totens com a indicação que podemos ver olhando para cima em outras provas e não sei por que não foi adotada nessa.

Por fim, outra dificuldade que notei foi na dispersão dos corredores: Notei muitos corredores no ponto de ônibus próximo a fábrica da Garoto esperando os ônibus que voltam para Vitória desesperados querendo pegar um ônibus, taxi ou carros de aplicativo e tendo dificuldade. O poder público e a empresa responsável pelos ônibus poderiam aumentar a frota para a corrida e facilitar a saída, já que não há um transporte de massa (leia-se trens) nas cidades.

Mesmo assim, ainda vale a pena viajar para Vitória e participar dessa corrida que fará 30 anos no ano que vem. Abaixo, vejam um vídeo que fiz pelo percurso da prova.

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