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CT Paralímpico recebe Campeonato das Américas de judô neste sábado, 26

 Lucia Teixeira conquistou pódios em todas as competições desde 2009. Crédito: Fernando Maia/CPB/MPIX
 
A Seleção Brasileira de judô para cegos terá mais um desafio neste sábado, 26, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Com a presença de Argentina, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Porto Rico, os atletas do Brasil disputarão o Campeonato das Américas - primeiro passo rumo aos Jogos de Tóquio 2020.
 
"Será a primeira competição que valerá pontos para o ranking mundial e isso é importante para nós garantirmos as vagas para Tóquio 2020", disse o técnico da equipe, Jaime Bragança.
 
O evento contará com a participação de 43 judocas, sendo 21 da delegação brasileira. Entre os que estarão na competição, os medalhistas de prata dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Antônio Tenório, Alana Maldonado, Lucia Teixeira e Wilians Araújo - são presença garantida. Além deles, outros judocas que também já marcaram história na modalidade com conquistas em Paralimpíadas também iniciam a trajetória no novo ciclo.
 
"Essa competição vai ser muito importante para avaliar nossos atletas, principalmente o comportamento dos novos. E também servir para observar os nossos adversários", analisou o técnico.
 
O evento servirá como preparação para a Copa do Mundo, que será disputada no Uzbequistão, de 8 a 10 de outubro. A comissão técnica levará em conta o desempenho dos atletas para definir a próxima convocação. 
 
Otimismo com a nova geração
 
O Brasil contará também com revelações que se destacaram nos últimos eventos. A caçula é Rebeca Silva, de 16 anos, campeã nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens deste ano. Além da paulistana, Luan Pimentel, 19, campeão do GP Internacional Infraero e com duas medalhas de Jogos Universitários, e Luiza Oliano, 20, quinto lugar no Mundial de 2014, são algumas das apostas.
 
A lista de convocados da nova geração conta ainda com Anderson Wassian, 18, Gabriel Silva, 18, Giulia Pereira, 17, João Souza, 18, Larissa Silva, 18, e Thiego Silva, 18, nomes que pintam como promessas para o futuro. E mesmo sendo os primeiros passos desses atletas, o carioca Gabriel Silva acredita em um bom resultado.
 
"Fui bronze no Grand Prix Internacional, que foi uma competição bastante forte, e conquistei o lugar mais alto do pódio no Parapan de Jovens. E, nesse Campeonato das Américas, estou bem focado, com o pensamento positivo e acredito na medalha", disse o atleta da categoria 66kg.
 
Serviço
Campeonato das Américas de Judô IBSA 2017
Data: 26 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, s/n - Ao lado do São Paulo Expo 
 
Horários:
09h30 – Abertura
10h – Disputas:
Masculino: -60kg / -73kg / - 81kg / -90kg
Feminino: -48kg / -57kg / -63kg / -70kg
11h30 – Premiação
 
13h – Disputas:
Masculino: -66kg / -100kg / +100kg
Feminino: -52kg / +70kg
14h30 – Premiação

Alana é prata no judô e Brasil ganha mais duas medalhas no judo

Alana Maldonado foi prata aos 21 anos de idade. Crédito: Raphael Oliveira/Esportes de A à Z

O público lotou a arena carioca 3 para empurrar Alana Maldonado que chegou para a disputa da medalha de ouro. Mesmo com todo o apoio, ela não conseguiu lutar bem e acabou sendo imobilizada, perdendo a luta diante da mexicana Lenia Alvarez. Antônio Tenório e Willian Silva foram prata também.

“Foi algo fantástico! Eu com apenas 21 anos consegui ser medalha de prata. Claro que sonhei com a medalha de ouro e renunciei muita coisa na minha vida e prometo que vou treinar muito para buscar o ouro nas próximas paralimpiadas. A torcida fez muita diferença e foi bonito ver a torcida gritar meu nome. ” – Conta sobre a prata.

Alana está na seleção de judo faz um ano e meio e tudo começou graças ao incentivo de sua avó. 

“Tentei fazer atletismo e judo antes de ir parar no judo, minha avó foi a minha maior incentivadora e meus professores da faculdade me mostraram que existe essa modalidade paralimpica. Faço faculdade de educação física e parei o curso para poder me dedicar. Definitivamente valeu muito a pena. ” – Conta sobre sua vida.

A luta

Desde o início do combate, a mexicana tomava a iniciativa, tentando derrubar a brasileira e ela se defendendo o tempo todo. A luta foi se mantendo equilibrada até que, Lenia conseguiu executar um bom golpe e imobilizá-la no chão e faturar a medalha.

Agora Alana vai descansar um pouco e pretende viajar e logo voltará aos treinos para começar o próximo ciclo paralimpico.

Outras medalhas para o Brasil

Antonio Tenório da categoria para -100kg e Willian Silva da categoria +100kg também foram medalha de prata, fechando o judô nas paralimpiadas. Antônio perdeu a luta para o sul-coreano Gwanngeum Choi e Willian para o atleta do Uzbequistão Adijan Tuledibaev  

 

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