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Guga conversa com jornalistas

Pelo quarto ano, Gustavo Kuerten, o Guga, maior jogador de tênis do Brasil da história que venceu três vezes o torneio de Rolland Garros e o ATP Finais deu uma coletiva de imprensa no Rio Open e conversou sobre os mais diversos assuntos ligados ao tênis.

Sobre o Rio Open:

"eu acho que esse torneio da forma como ele é hoje ele ainda se comporta melhor aqui (Jóquei).  Seria impossível pensar no centro olímpico até pela insegurança e incerteza do que vai acontecer por lá. Um torneio desses que aparentemente parece um torneio pequeno, na verdade é muito grande. Ele depende de decisões, um monte de conta para pagar. Ir pro centro olímpico precisa de certeza que vai funcionar. Mudar para o saibro também é mais uma conta para pagar e de repente em 40 anos a gente pode estar lá, mas daqui a 20 anos, 30 anos, a estrutura ainda pode ser maior. É um investimento maior, precisa de um tempo para amadurecer. Os benefícios são evidentes, o tênis novamente vivo, os brasileiros novamente inspirados. Esse é um ano que precisa sobreviver"

Sobre o confronto entre Thiago e Thomaz:

“Já são poucos brasileiros participado do circuito e é algo não muito normal um confronto desses. Quem sabe podemos ter uma chance de ter um brasileiro na final e não é surpresa o bellucci ganhar o nishikori que não tem tempo de se adaptar a cidade. Ninguém quer jogar com um cara desses como ele fez em Roma que ganhou do Djokovic em 6 a 0 em 20min. Diferente do Thiago que entrou mais pressionado e até perdeu o primeiro set e depois virou o placar. Vai ser um jogo diferente com dois brasileiros que são poucos no circuito e vai ser um bom teste para ambos e que o benefício imediato é ter um brasileiro nas quartas de final

Sobre Saibro

"Esse piso sempre foi o mais habitual para formação dos jogadores aqui no Brasil. Nos últimos 20, 30 anos isso aconteceu de uma forma natural e depois veio uma inspiração em cima de Roland Garros. Gerou esse símbolo e um vínculo direto com o saibro pelas conquistas, quase uma apropriação que e nossa quase que legitima. faz todo sentido por que ainda os brasileiros tem melhores resultados no saibro e o piso que se sentem mais a vontade. A gente é criado nas escolas nas quadras de saibro. Os meninos novos sabem que precisam se adaptar as quadras duras porque 80 % do circuito é nessa superfície. Ficou a dúvida se o Parque Olímpico iria para o saibro, mas vejo que tem valor manter nesse piso. Ontem o Bellucci venceu nesse piso e jogar no saibro fez ele vencer um jogador como o Nishikori"

Vontade de jogar o torneio:

Esse ano completa 20 anos do título de Rolland Garros. A minha vontade de jogar é igual a ter o sabor de entrar e brincar na quadra. É algo que quero muito, mas não tenho condições ainda de poder brincar. Tenho muito valor de tudo o que fiz pelo tênis estou satisfeito e não posso pensar em outra realidade e aproveitar essas situações de estar aqui perto e passar uma boa mensagem para os jogadores e ao público.

O que anda fazendo atualmente:

Estou hoje com a escola Gustavo Kuerten com 30 escolinhas de tênis pelo Brasil e hoje tenho cerca de 1600 alunos e querendo aumentar a quantidade esse ano. Isso é algo positivo onde nessa escolinha somos capazes de preparar várias crianças de 6 a 15 anos de idade a gostar de tênis, como também ajudo na preparação de treinadores e preparadores físicos e conseguir ajudar que eles possam virar uma realidade como fui. Essa sim que considero a minha melhor contribuição ao esporte depois de tudo o que eu fiz. 

 

Sobre ser treinador:

Eu nunca pensei em ser treinador e hoje sou apenas treinador de 2 lá em casa e isso já é complicado. Pegar um tenista está bem fora da minha realidade e o que almejo de contribuição ao tênis vai ao inverso disso aí e não me sinto motivado de entrar na estrada e ficar várias semanas viajando por ai.

 

Dolgopolov vence e elimina David Ferrer

Na quadra 1, mais um dos favoritos caiu na competição. O espanhol David Ferrer que foi campeão em 2015, perdeu por 2 sets a 0 para o ucraniano Alexandr Dolgopolov com um duplo 6 a 4 e deu adeus ao torneio. 

Jogando mal, Ferrer bem que tentou, mas o ucraniano que foi campeão em Buenos Aires no último domingo em cima de Nishikori soube botar um bom ritmo e avançou sem problemas no torneio. 

Na próxima rodada, Dolgopolov enfrenta o argentino Horacio Zeballos que venceu seu compratiota Carlos Berlocq.

 

Mauricio e Carlos são eliminados na estreia no tênis de duplas

Torcida apoiou, mas não deu para Mauricio e Carlos nas duplas. Crédito: Bruno Lopes/Esportes de A à Z

O Brasil não se deu bem na estreia das duplas no tênis paralimpico. Mauricio Pomme e Carlos Santos perderam para os sul-corenanos Won Ho In e Gel Lee Há por dois sets a zero, com duplo 6/2 estão fora das paralimpiadas. A torcida empurrou e mesmo com os gritos de eu acredito, não foi suficiente para vencer.

A partida foi fácil para os sul-coreanos. Logo no primeiro set, começaram a atropelar Mauricio e Carlos e quebrando o serviço deles. Eles ainda conseguiram pontuar duas vezes sacando, mas foram derrotados por 6 a 2.

Já no segundo, o panorama não foi muito diferente. Os sul-coreanos mantiveram o ritmo e venceram o set por ouro 6 a 2 e avançam.

 

Nadal concede primeira entrevista no Rio Open

O espanhol Rafael Nadal chega para disputar o Rio Open. Será sua terceira participação no torneio e um lugar onde ele se sente à vontade. Nos últimos dois eles, ele faturou um título e caiu nas semifinais ano passado para o italiano Fabio Fogninni. Sua estreia é contra seu compatriota Pablo Carreno Busta amanhã.

“Mesmo tendo perdido na Argentina, é algo que faz parte do esporte. A cada torneio que passa, quero poder fazer o meu melhor. Quero poder estar sempre bem competitivo” – Conta Nadal sobre sua expectativa sobre o torneio.

Mesmo com a crise de zika que está assolando o país, Nadal não ve motivo de pânico para ter deixado de vir.

“Estou vendo as pessoas agindo normalmente e a imprensa quando sisma com um assunto, costuma martelar todos os dias sobre ele. Estou tranquilo quanto a isso”

A respeito das olimpíadas, ainda não a sua maior preocupação.

 

“Os jogos olímpicos ainda estão muito distantes e agora só me preocupo com o Rio Open. Quando for a época, será minha motivação. Não estive nos jogos de Londres em 2012 por causa da minha lesão e apenas quero estar bem e competitivo até lá.”

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