fbpx

Redação

Redação

Gabriel Medina é bicampeão mundial vencendo o Pipe Masters no Havaí

Gabriel Medina conquistou o bicampeonato mundial dando um show nos tubos do maior palco do esporte no Havaí. Ele confirmou o título de 2018 da World Surf League nas semifinais, depois ganhou o Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, batendo seu último concorrente, Julian Wilson, com outra performance impressionante nos tubos de Pipeline e do Backdoor. Para completar mais uma festa brasileira no Havaí, Medina garantiu o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana para Jessé Mendes, ao barrar o sul-africano Jordy Smith nas semifinais. Fechou com chave de ouro uma temporada dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas do World Surf League Championship Tour em 2018.

“Eu trabalhei muito esse ano. Foi um ano intenso e estou feliz agora que deu tudo certo”, foram as primeiras palavras de Medina, que vai completar 25 anos de idade agora em 22 de dezembro, logo após garantir seu segundo título mundial nas semifinais. “Ver toda minha família e amigos felizes indo me pegar ali (no mar), com orgulho de mim, me deixa muito feliz. É isso que me faz vir aqui e fazer o meu melhor sempre. Só tenho que agradecer a Deus e eu tive fé até o final. Eu vi os caras da bateria anterior pegando altas ondas, então mantive a calma no início e estou amarradão. Isso é para o Brasil”.

Ele falou sobre a temporada 2018, só assumindo a liderança do ranking na nona etapa, na França, mas não largando mais a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que vai continuar vestindo no ano que vem. “Todo mundo está aumentando os limites. O nível está altíssimo. Todos são muito bons e isso é o que me incentiva a treinar mais, surfar mais. Essa é a minha motivação, pois quero estar sempre no mesmo nível deles. Foi incrível vir para Pipeline disputar o título com o Julian (Wilson) e o Filipe (Toledo). São duas pessoas incríveis, grandes surfistas, sou fã dos dois e foi um ótimo ano para mim, porém muito longo e muito intenso”.

DECISÕES DO TÍTULO – Medina teve que mostrar toda sua técnica em surfar os tubos de Pipeline e Backdoor, para sacramentar a conquista do título por ele mesmo. Foi pressionado nas duas baterias mais decisivas. Nas quartas de final, o californiano Conner Coffin pegou três tubos seguidos no Backdoor nos 5 primeiros minutos, deixando o campeão nas cordas.

No entanto, tudo mudou em 2 minutinhos apenas, com Medina devolvendo a “combination” em duas ondas seguidas surfadas de forma espetacular. A primeira foi um tubo difícil em Pipeline, que ele finalizou com um aéreo muito alto para ganhar 9,43. A segunda foi um tubaço de grabrail no Backdoor incrível, que valeu a primeira e única nota 10 do Pipe Masters esse ano. Com ela, fez um novo recorde de 19,43 pontos, contra os 14,26 do californiano.

Nas semifinais, o sul-africano Jordy Smith também largou na frente com notas 7,33 e um 8,50 num tubão no Backdoor logo nas duas primeiras ondas. Medina começou com 7,17 e fez um 6,33 em outro tubo em Pipeline. Nessa bateria, não entraram muitas ondas, então a escolha das melhores ganhou peso decisivo. Cada um só teve mais uma chance.

O surfista criado nas ondas pesadas de Maresias, em São Sebastião, achou outro tubaço no Backdoor como nas quartas de final, sumiu na cortina d´água, as placas foram quebrando à sua frente e ele conseguiu sair para ganhar 9,10 dos juízes. Jordy também pegou mais um tubo, mas Gabriel Medina confirmou o bicampeonato mundial vencendo por 16,27 a 15,83 pontos.

DESAFIO FINAL – Na grande final, ele deu mais um espetáculo no desafio dos dois melhores surfistas da temporada dominada pelos brasileiros. Medina já havia perdido para Julian Wilson na decisão de 2014, quando igualmente chegou na final como primeiro surfista brasileiro a ser campeão mundial. O australiano atingiu sua meta inicial para conquistar seu primeiro título, que era chegar na final em Pipeline e fez isso derrotando a fera Kelly Slater nas semifinais. Só que Medina tinha o objetivo claro de ganhar o Pipe Master pela primeira vez e conseguiu a vitória com mais um show para a torcida que lotou as areias de Pipeline.

Julian começou a final com um tubo rápido no Backdoor, já mostrando o caminho preferido que o levou até ali. O do Medina era Pipeline e foi onde pegou um tubaço logo na primeira onda, ficando entocado lá dentro e saindo na baforada com nota 8,43. Depois, a batalha se concentrou nas direitas do Backdoor. O australiano completa um tubo muito difícil que valeu 8,77, mas Medina dá o troco com a mesma nota para se manter na frente. Só que ele pegou outro tubaço ainda mais fantástico, ficou muito profundo, o canudo ia fechando, ele lá dentro, até ressurgir de forma impressionante da onda que recebeu 9,57 dos juízes e confirmou seu primeiro título de campeão do Billabong Pipe Masters, por 18,34 a 16,70 pontos.

“Todos os meus ídolos venceram este campeonato e estou feliz por ter conseguido também”, disse Gabriel Medina. “Ganhar este evento é um pouco diferente e eu realmente queria vencer aqui. Trabalhei muito duro para isso, então estou muito feliz. Foi uma boa final. O Julian (Wilson) é o adversário mais difícil de enfrentar e tive sorte em pegar duas ondas muito boas. Ele me venceu na final aqui anos atrás (2014), agora ganhei e isso é bom. Eu quero agradecer a todos que vieram aqui hoje (segunda-feira) assistir o campeonato e fico feliz em fazer um show tão bom para vocês. Eu trabalhei muito e estou feliz por fazer parte da história”.

Esta foi a terceira final de Gabriel Medina no Billabong Pipe Masters. A primeira foi em 2014, quando ele perdeu para o próprio Julian Wilson, depois de conquistar o título mundial igualmente nas semifinais. Em 2015, garantiu o título para Adriano de Souza no bicampeonato do Brasil, também na semifinal contra o australiano Mick Fanning. Os dois fizeram uma inédita e única decisão verde-amarela no maior palco do esporte e Mineirinho coroou a conquista do título mundial como primeiro brasileiro a vencer o Pipe Masters.

Naquele ano, Medina também festejou ao ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Agora, ele confirmou o segundo título do Brasil para o também paulista Jessé Mendes, nesta competição que computa os resultados das duas etapas do QS 10000 de Haleiwa e Sunset Beach, com o do Billabong Pipe Masters. O sul-africano Jordy Smith era o último que poderia ultrapassar Jessé Mendes, mas Medina o derrotou nas semifinais e o Brasil fecha o ano com a coroa de melhor do Havaí pela segunda vez.

“Eu venho aqui para o Havaí há 13 anos já e isso tudo parece um sonho, mas um sonho distante, então só agradeço a Deus por ter me abençoado com este título”, disse Jessé Mendes. “Disputar o título com um cara como o Joel (Parkinson), um dos melhores surfistas de todos os tempos, foi uma honra. Quero agradecer a minha família por sempre me apoiar, não importa em quê, minha namorada, meu treinador, a WSL, meus fãs e esses surfistas incríveis (Medina e Julian), pois não poderia ter acontecido uma final melhor do que essa”.

TRAJETÓRIA DO TÍTULO – A temporada 2018 do World Surf League Championship Tour foi totalmente dominada pelos brasileiros, que venceram nove das onze etapas. O australiano Julian Wilson ganhou as outras duas e por isso chegou no Havaí brigando pelo título com Gabriel Medina e Filipe Toledo. A trajetória do novo bicampeão não começou bem, só passando uma bateria na Gold Coast, onde Julian Wilson ganhou seu primeiro evento.

Na segunda etapa, chegou nas semifinais em Bells Beach, parando no potiguar Italo Ferreira, que festejou a primeira vitória brasileira no ano, badalando o sino do emblemático troféu de campeão do Rip Curl Pro. No Oi Rio Pro em Saquarema, parou nas quartas de final e Filipe Toledo ganhou a etapa brasileira no Rio de Janeiro. Na Indonésia, descartou o nono lugar em Keramas vencido novamente por Italo Ferreira, mas somou a quinta posição nas quartas de final em Uluwatu, que terminou com o estreante Willian Cardoso como campeão.

Medina repetiu esse quinto lugar na África do Sul, perdendo para Filipe Toledo que conquistou o bicampeonato consecutivo nas direitas de Jeffreys Bay. Já no Taiti, Medina conseguiu sua primeira vitória, sendo o melhor de novo nos tubos de Teahupoo. E os dois dominaram a etapa seguinte, nas ondas perfeitas da piscina idealizada por Kelly Slater, com Medina sendo o primeiro campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficando em segundo lugar.

Aí veio a “perna europeia” que Medina tinha vencido as duas etapas no ano passado. Com duas vitórias seguidas, bastou ele chegar nas semifinais na França para assumir a liderança no ranking e não largar mais. Ele perdeu para Julian Wilson, que depois ganhou o Quiksilver Pro. Em Portugal, Medina vestiu a lycra amarela do Jeep Leaderboard pela primeira vez e poderia até ter confirmado o bicampeonato mundial lá. Mas, parou de novo em Italo Ferreira nas semifinais e a decisão do título ficou para o Havaí. Italo ganhou o MEO Rip Curl Pro em Supertubos, mas estava fora da briga e terminou em um excelente quarto lugar no ranking.

SELEÇÃO BRASILEIRA – O Jeep Leaderboard do World Surf League Championship Tour 2018 terminou com três brasileiros no seleto grupo dos top-5 do mundo. Gabriel Medina foi o campeão com 62.490 pontos, 69,4% de aproveitamento nas nove etapas computadas. Julian Wilson ficou em segundo com 57.585, Filipe Toledo em terceiro com 51.450, Italo Ferreira em quarto com 43.070, seguido por Jordy Smith com 36.440, tirando a quinta posição do australiano Owen Wright ao chegar nas semifinais em Pipeline.

Além dos três no topo do ranking, mais quatro dos onze titulares da “seleção brasileira” esse ano, ficaram entre os 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34, os estreantes Willian Cardoso em 13.o lugar e Michael Rodrigues em 15.o, o campeão mundial Adriano de Souza em 19.o e Yago Dora, que garantiu sua vaga em 21.o lugar no Havaí.

Na segunda-feira, o catarinense surfou um tubo atrás do outro nas esquerdas de Pipeline para derrotar os australianos Julian Wilson e Joel Parkinson na bateria que classificava os dois primeiros para as quartas de final. Yago venceu por 15,97 pontos e Julian achou um tubão no Backdoor para passar em segundo com 12,44. Depois, o jovem catarinense de 22 anos, não achou os tubos contra o mister Pipeline, Kelly Slater, ficando em quinto lugar. Mas, já tinha confirmado a maioria brasileira na elite dos top-34 do CT pelo segundo ano consecutivo.

Assim como em 2018, a “seleção brasileira” de 2019 terá onze surfistas, os campeões mundiais Gabriel Medina (24 anos) e Adriano de Souza (31), Filipe Toledo (23), Italo Ferreira (24), Willian Cardoso (32), Michael Rodrigues (24) e Yago Dora (22), se mantendo no time entre os top-22 do ranking principal. Jessé Mendes (25) também fez parte da elite esse ano e ficou de fora deste grupo, mas garantiu sua permanência entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series nas duas etapas do Havaí, que valeram o título de campeão da Triple Crown of Surfing.

NOVIDADES NO TIME - Os outros três classificados pelo G-10 do QS foram o paranaense Peterson Crisanto, 26 anos, o paulista Deivid Silva, 23, e o potiguar Jadson André, 28. Peterson e Deivid são as novidades da “seleção brasileira” em 2019 e Jadson recuperou a vaga perdida no ano passado. Eles vão substituir o catarinense Tomas Hermes, o pernambucano Ian Gouveia e o paulista Caio Ibelli, que não conseguiram se manter na elite em nenhum dos dois rankings.

Caio sofreu uma séria lesão no início do ano e está na expectativa de receber um dos convites que a World Surf League reserva para os atletas que se contundem, como foi o caso dele e dos campeões mundiais Kelly Slater e John John Florence. Ele e Slater só voltaram a competir agora em Pipeline e o havaiano só no ano que vem. A elite é formada por 34 surfistas, sendo os 22 primeiros colocados no ranking do CT, os dez indicados pelo QS e dois convidados da WSL para participar de todas as etapas, que ainda serão anunciados.

PRÓXIMA TEMPORADA – A temporada 2019 do World Surf League Championship Tour, diferente dos outros anos, só vai começar em abril, com o Gold Coast Men´s Pro nos dias 3 a 13 na Austrália. Depois, tem o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 17 a 27 do mesmo mês e aí vem a primeira novidade, o Bali Pro na Indonésia, de 13 a 24 de maio em Keramas, para voltar à Austrália para o Margaret River Pro, de 27 de maio a 7 de junho.

A etapa brasileira passa a ser então a quinta do ano e não mais a quarta como até 2018, com o Oi Rio Pro em Saquarema mudando de data também, de maio para os dias 20 a 28 de junho na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Do Brasil, os melhores surfistas do mundo partem para a África do Sul, para disputar o J-Bay Open nos dias 09 a 22 de julho. Depois, voltam a se enfrentar no Tahiti Pro Teahupoo, de 21 de agosto a 1.o de setembro.

A batalha pelo título mundial sai dos tubos da temida bancada de Teahupoo, para as ondas perfeitas do Surf Ranch Pro, com a etapa na piscina de ondas idealizada por Kelly Slater marcada para 19 a 22 de setembro. Depois, vem a “perna europeia” no mês de outubro, com a etapa da França nos dias 03 a 13 e a de Portugal de 16 a 28, antes do Billabong Pipe Masters fechar a temporada nos dias 08 a 20 de dezembro no Havaí.

  • Publicado em Surf

Brasil fecha participação no mundial entre os 10 primeiros

Daiene Dias, Felipe Lima e Etiene Medeiros colocaram o Brasil no pódio neste domingo (15), último dia de Campeonato Mundial de Natação em piscina curta, que é realizado em Hangzhou, na China. O trio conquistou medalhas de bronze nos 100m borboleta, 50m peito e 50m livre, respectivamente. As medalhas de Etiene e Daiene foram as primeiras na história da Natação feminina em Mundiais em provas olímpicas. Com as conquistas deste último dia de torneio, o Brasil encerrou sua participação na competição na 9ª colocação no quadro de medalhas com dois ouros e seis bronzes.

Etiene Medeiros chegou à final dos 50m livre querendo deixar para trás os 50m e os 100m costas nos primeiros dias de competição. Com o terceiro melhor tempo da semifinal – que, inclusive, foi recorde sul-americano – de 23s82, a pernambucana caiu na água e não só baixou sua marca para 23s76, como conquistou mais uma medalha de bronze para o Brasil.

“Foi uma competição muito complicada, cheia de altos e baixos, então estou feliz de conseguir finalizá-la dessa forma. Foi uma prova difícil. Quando cheguei e vi o que tinha acontecido, quase não acreditei. Estou muito feliz”, falou a medalhista.

Nos 100m borboleta, Daiene Dias, que, assim como Etiene Medeiros, quebrou o recorde sul-americano da prova no último sábado – 56s40 - chegou a liderar a prova nos primeiros 50m, mas viu as americanas Kelsi Dahila e Kendyl Stewart tomarem a ponta. A brasileira, porém, não desistiu e manteve seu ritmo forte para garantir mais uma medalha para o Brasiil com o tempo de 56s31.

“Com certeza foi uma surpresa. Vim para cá querendo estar em uma final, mas, quando se tem uma raia, se tem uma chance. Fui atrás da minha e consegui. É uma grande vitória para a Natação feminina do Brasil”, falou Daiene.

Apenas com o oitavo tempo das eliminatórias, Felipe Lima melhorou seu desempenho para conquistar uma medalha no Mundial. Dos 26s01 da semifinal, o atleta da seleção brasileira nadou para 25s80 e garantiu mais uma medalha de bronze para o Brasil. João Gomes Júnior, também na final, obteve o sexto lugar, com o tempo de 26s02.

"Ontem, o meu objetivo era conseguir entrar na final e deu certo na raia 8, quase fiquei fora. Hoje vim para dar meu máximo e obtive minha melhor marca da vida. Estou muito feliz por conseguir essa medalha individual", falou Lima.

O revezamento 4x100m medley garantiu uma vaga na final com o segundo melhor tempo das eliminatórias (3m26s86). Do time inicial, formado por: Guilherme Guido, Diego Prado, Nicholas Santos e Breno Correia, apenas Prado foi substituído. Ele deu lugar a Felipe Lima. Na disputa por medalha, o Brasil terminou na quarta colocação com o tempo de 3m22s00.

Confira o desempenho dos brasileiros neste último dia de competição

50m livre feminino

Etiene Medeiros – bronze – 23s76

100m borboleta feminino

Daiene Dias – bronze – 56s31

50m peito

Felipe Lima – bronze – 25s80

João Gomes Júnior – 6º – 26s02

Revezamento 4x100m medley masculino

Brasil – 4º - 3m22s00

Argentina é campeã do Desafio Internacional de Beach Rugby

A praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, mais uma vez foi palco para o Desafio Internacional de Beach Rugby,  realizado neste sábado (15). E a Argentina foi quem levou a melhor, tanto com os Pumas, no torneio masculino, quanto com as Pumitas, no feminino. Tupis e Yaras ficaram em segundo lugar, nos dois triangulares, com o Uruguai em terceiro.

“É claro que a gente sempre vem para vencer, mas também é muito importante desenvolver novos talentos. Nosso trabalho é de longo prazo e a renovação está em andamento. Tivemos momentos bem difíceis, onde elas puderam mostrar seu valor”, disse o técnico da Seleção Feminina, Reuben Samuel.

 Crédito: Luiz Pires/Fotojump

“Em cinco anos de torneio houve uma evolução no conceito que temos para essa disputa. Nos últimos dois anos, que comandei o time, tentei usar alguns critérios, como jogadores do sistema de alto rendimento que não jogaram tantos minutos na temporada, quais queremos dar experiência internacional, que a gente vê alguma projeção maior, além dos meninos do desenvolvimento. A gente fica satisfeito então com as pequenas vitórias dentro de campo, o esforço contra a Argentina e a vitória contra o Uruguai”, reforçou Fernando Portugal, técnico da Seleção Masculina.

Sob sol forte e sensação térmica de 40 graus, a arena de beach rugby recebeu um público animado e a bateria do Bradesco. E os primeiros jogos do dia levantaram a torcida, com o Brasil encarando o Uruguai. No masculino, vitória apertada dos Teros por 7 a 6. Já no feminino as Yaras levaram sem dificuldades, vencendo por 11 a 3.

Na sequência o Brasil encarou a Argentina e foi superado, tanto no masculino, quanto no feminino. Enquanto os Tupis foram caíram por 7 a 2, com dois tries de Estrela, as Yaras fizeram jogo foi bastante equilibrado, com as Pumitas levando a melhor por 7 a 5, com 4 tries de Bianca.

Nos confrontos entre os adversários, duas vitórias dos argentinos sobre os uruguaios: 9 a 4 no masculino e 7 a 3 no feminino.

Na segunda rodada do triangular, os Tupis cresceram e devolveram o placar contra o Uruguai, anotando 7 a 6, com mais dois tries de Estrela. Já as Yaras tiveram mais dificuldades, mas ganharam das uruguaias por 6 a 3, com Rafa Zanellato se destacando.

Diante dos Pumas, os Tupis novamente mostraram muita garra e fizeram jogo duro. A vitória foi dos argentinos, por 7 a 5, mas os brasileiros em nenhum momento baixaram a cabeça, chegando a marcar dois tries com um atleta a menos. Já as Yaras começaram bem contra as Pumistas, mas levaram a virada e caíram por 6 a 3.

Com mais duas vitórias sobre dos sobre os uruguaios, ambos os torneios tiveram a Argentina em primeiro lugar, o Brasil em segundo e o Uruguai em terceiro. O Desafio Internacional de Beach Rugby encerra a temporada 2018 do rugby brasileiro.

 

Resultados do Desafio Internacional de Beach Rugby

Masculino

Brasil 6 x 7 Uruguai

Uruguai 4 x 9 Argentina

Brasil 2 x 7 Argentina

Brasil 7 x 6 Uruguai

Uruguai 3 x 6 Argentina

Brasil 5 x 7 Argentina

Feminino

Brasil 11 x 3 Uruguai

Uruguai 3 x 7 Argentina

Brasil 5 x 7 Argentina

Brasil 6 x 3 Uruguai

Uruguai 0 x 9 Argentina

Brasil 3 x 6 Argentina

  • Publicado em Rugby

Nicholas Santos é bicampeão mundial nos 50m Borboleta

Nicholas Santos é, novamente, campeão Mundial de natação. Aos 38 anos, o atleta da seleção brasileira conquistou, neste sábado (15), no Centro Olímpico de Hangzhou, na China, o bicampeonato dos 50m borboleta. Nicholas também fez parte do revezamento 4x50m medley que conquistou a medalha de bronze neste sábado. Bronze também para Brandonn Almeida nos 400m medley. O dia também teve dois recordes sul-americanos para nadadoras brasileiras.

Recordista mundial dos 50m borboleta em piscina curta, Nicholas Santos chegou como um dos favoritos ao título da prova. Ele, que havia acabado de ajudar o revezamento 4x50m medley do Brasil a conquistar a medalha de bronze, voltou para a piscina minutos depois para confirmar seu nome no lugar mais alto do pódio com o tempo de 21s81. Aos 38 anos, Nicholas Santos é o atleta mais velho a conquistar medalhas em Campeonatos Mundiais.  

“Estou muito feliz. Confesso que estava um pouco preocupado, por conta da disputa do revezamento e todo protocolo que exige, mas consegui dar meu melhor e saí com mais uma medalha de ouro para o Brasil. Com 38 anos, nadei essas duas provas quase uma hora. Isso me deixa bastante contente”, disse.

O revezamento 4x50m medley garantiu sua classificação para a final com o melhor tempo das eliminatórias: 1m32s18. Da primeira formação (Guilherme Guido, Felipe Lima, Matheus Santana e Cesar Cielo), apenas Santana foi substituído por Nicholas Santos.

Na disputa pela medalha, a equipe de atletas experientes da seleção brasileira mostrou que ainda pode dar muito trabalho às outras equipes. Guilherme Guido, Felipe Lima, Nicholas Santos e Cesar Cielo, todos com mais de 30 anos e inúmeras conquistas na carreira, garantiram mais uma medalha de bronze para o Brasil: 1m31s49.

“Medalha importante para o time, que é um time de veteranos, e mostra que podemos chegar bem em Tóquio. Importante para mim também. Bati na trave duas vezes nos 50m e nos 100m costas, mas desta vez deu tudo certo e saímos com a medalha para o Brasil”, falou Guilherme Guido.

Nos 400m medley, Brandonn Almeida garantiu uma vaga na final com o segundo tempo (4m04s58). Na raia 5, o atleta da seleção seleção brasileira viu o japonês Daiya Seto disparar na frente. Ele, porém, que ficou um pouco atrás nos primeiros 200m metros, se recuperou para finalizar a prova com o tempo de 4m03s71 e garantir mais uma medalha para o Brasil.

“Sabia que o Seto está um pouco à frente dos demais, mas hoje vim para a piscina querendo muito esta medalha. Tinha que colocar todas as minhas forças nesta prova e deu certo. Consegui um bronze que vale muito para mim”, explicou Brandonn.

Nas semifinais deste sábado (15), Daiene Dias e Etiene Medeiros foram os grandes destaques. As duas estabeleceram os novos recordes sul-americanos dos 100m borboleta (56s40) e 50m livre (23s82), respectivamente. Com os tempos, as duas garantiram vagas nas finais que serão disputadas na manhã deste domingo (16), no horário brasileiro. Felipe Lima (26s91) e João Gomes Júnior (25s94) estão na disputa por medalha dos 50m peito. Marcelo Chierighini terminou os 100m livre com o 12º tempo (46s93).

Nas eliminatórias, realizadas na noite de sexta-feira (14), no horário brasileiro, apenas o integrante do quarteto campeão e recordista mundial dos 4x200m livre Leonardo Santos não avançou à final nos 400m medley. Ele terminou com o 15º tempo (4m08s93).

Com as três conquistas deste sábado, o Brasil chega a cinco medalhas na competição: duas de ouro e três de bronze.

Revezamento 4x50m medley masculino

Brasil – Bronze – 1m31s49

50m borboleta masculino

Nicholas Santos - ouro - 21s81

400m medley masculino

Brandonn Almeida - bronze - 4m03s71

Leonardo Santos – 15º - 4m08s93

100m borboleta feminino

Daiene Dias – na final – 56s40

100m livre masculino

Marcelo Chierighini – 12º - 46s93

50m livre feminino

Etiene Medeiros – na final – 23s82

50m peito

João Gomes Júnior – na final – 25s94

Felipe Lima – na final – 26s91

Assinar este feed RSS