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Ao lado de Danilina, ela tenta se tornar a primeira brasileira campeã de Grand Slam desde Maria Esther Bueno
A grande campanha de Beatriz Haddad Maia e Anna Danilina no Australian Open ganhou um novo capítulo. Disputando a chave de duplas feminina, a brasileira e a cazaque superaram as japonesas Shuko Aoyama e Ena Shibahara, cabeças de chave 2 do torneio, em 6/4 5/7 6/4 para se garantirem na grande final do Grand Slam.
“Mais um jogo difícil. Não foi fácil sacar no 5/4 e perder match point, realmente senti a pressão, mas feliz que não me frustrei. Só olhei pra Anna e falei ‘Vamos pro próximo’. Muito feliz de ter tido uma segunda chance e é isso que eu quero levar pros meus próximos jogos. Um ano atrás eu estava passando um quali de 25 mil na África do Sul, salvando match point. Eu tinha muito claro onde eu estava, o que eu precisava fazer e onde eu queria chegar. Quando temos as coisas claras, elas acontecem cedo ou tarde. Não me surpreende o que está acontecendo, eu confio muito no meu tênis e acredito na minha equipe e na minha família, e isso é o suficiente para mim”, disse a brasileira.
O resultado marca Bia como a terceira brasileira a disputar uma final de Grand Slam em toda história, se juntando aos feitos de Maria Esther Bueno e Claudia Monteiro e ela pode se tornar a primeira campeã desde 1968, quando Maria Esther venceu o US Open nas duplas. Campeãs do WTA 500 de Sydney na semana anterior ao Australian Open, onde disputaram o seu primeiro torneio juntas, Bia e Danilina já acumulam nove vitórias consecutivas. Programada para jogar ao lado de Nadia Podoroska no Grand Slam, a brasileira precisou buscar outra parceira após a argentina sofrer uma lesão, não podendo disputar o início da temporada. Foi quando Bia convidou Danilina para jogar Sydney e o Australian Open, resultando em vitoriosas campanhas.
“Depois que a Podoroska teve a lesão, procurei uma parceria que tivesse um ranking parecido com ela e que desse pra entrar na lista. A Anna estava jogando um ITF na Tunísia e ela topou na hora. Aí perguntei se ela não queria vir antes, pra jogarmos Sydney também, e nós fomos as últimas a entrar lá. Eu conheço ela desde o juvenil, até perdi pra ela na final da Copa Gerdau, e eu sei que a gente se completa muito em quadra”, finalizou a tenista.
Na final, Bia e Danilina enfrentarão as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, as cabeças de chave 1 do torneio, na madrugada deste domingo.
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