Darlan Romani termina em quinto lugar no Mundial do Oregon

Crédito: Carol Coelho/CBAt

Darlan Romani conseguiu o melhor resultado do Brasil até agora no Campeonato Mundial de Atletismo do Oregon, que está sendo disputado em Eugene desde sexta-feira (15/7) e prossegue até domingo (24/7). Ele terminou neste domingo (17/7) em quinto lugar no arremesso do peso, com 21,92 m, no Estádio Hayward Field, da Universidade do Oregon.

O atletismo do planeta vive um momento muito especial na especialidade, com a participação dos melhores atletas da história na mesma geração e ganhou mais um representante: o norte-americano Josh Awotunde, de 27 anos, que havia sido quinto colocado no Mundial Indoor de Belgrado e ficou com a medalha de bronze, com 22,29 m, recorde pessoal. O pódio, aliás, foi todo dos Estados Unidos. O bicampeão olímpico Ryan Crouser levou o ouro, com 22,94 m, novo recorde do Campeonato Mundial, seguido de Joe Kovacs, com 22,89 m, numa disputa sensacional. O neozelandês Tom Walsh ficou em quarto lugar, com 22,08 m.

Campeão mundial indoor, em março, em Belgrado, na Sérvia, o brasileiro, recordista sul-americano, com 22,61 m, saiu bem aborrecido da competição. “Não estou contento com o resultado. Estava me sentindo melhor na final do que na qualificação, mas acabei cometendo alguns erros na prova. É difícil falar, mas o pior de tudo é saber que podia estar no pódio. A gente sempre está disputando, sempre está no meio, mas é quem acerta no dia. As marcas são possíveis, mas tem de assumir os erros, erguer a cabeça e ir em frente. Hoje não acertei a prova”, comentou Darlan, nascido em Concórdia, no dia 9 de abril de 1991, que treina em Bragança Paulista (SP) no Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo, com o especialista cubano Justo Navarro. Ele havia sido quarto colocado no Mundial de Doha-2019 e na Olimpíada de Tóquio-2021.

Em outra prova, Alison dos Santos, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2021, passou neste domingo (17/7) para a final dos 400 m com barreiras, marcada para terça-feira (19/7). Ele venceu a série 2 das semifinais, com o tempo de 47.85, demonstrando mais uma vez a condição de um dos favoritos ao pódio. Sétimo colocado no Mundial de Doha-2019, aos 19 anos, ele manteve a invencibilidade na temporada.

Líder do ranking mundial de 2022, com 46.80, marca obtida no dia 30 de junho, na etapa de Estocolmo da Liga Mundial, Alison fez outra grande prova. E, mais do que isso, mostrou extrema tranquilidade, vencendo sem forçar o ritmo.

Os seus principais adversários na briga por medalhas, o norueguês Karsten Warholm e o norte-americano Rai Benjamin venceram as suas séries, com o mesmo tempo: 48.44. Os dois ganharam as medalhas de ouro e de prata em Tóquio.

Paulista de São Joaquim da Barra, de 22 anos, ele é treinado por Felipe de Siqueira da Silva. “Antes de entrar na pista, antes de correr eu e o Felipe, meu treinador, conversamos e a ideia era fazer uma boa prova, controlada, sem fazer loucura, sem soltar em cima da hora. Foi uma corrida para eu me qualificar e agora é chegar à final e fazer o nosso melhor”, comentou.

Sobre a condição dos adversários, Benjamin e Warholm, que afirmaram não estar no melhor da forma, Alison mostra tranquilidade. “Eles estão bem, eu tenho certeza disso”, disse. “Todo mundo quer o título nessa prova e eu também. Estou muito empolgado com a final e fazer o meu melhor. Vai ser incrível correr contra Warholm e Benjamin novamente. Estou ansioso por isso e estou curioso sobre os tempos que podemos alcançar.”

Os brasileiros tiveram problemas nas semifinais dos 110 m com barreiras e não avançaram para a final. Rafael Pereira – que bateu o recorde brasileiro e sul-americano no Troféu Brasil, com 13.17, em junho – ficou em quarto lugar na primeira série com 13.46 (-0.6) e 17º no geral. “Sai muito bem, ataquei forte a primeira barreira só que ficou em cima demais e aí o rebote veio em cima e me desequilibrei, quase cai. Consegui me recuperar, mas ai tive um outro erro no meio da corrida”, disse Rafael, admitindo estar frustrado porque tinha plenas condições de avançar, considerando que já correu seis vezes no ano abaixo de 13.30. “Cada corrida é uma lição. O objetivo final são os Jogos Olímpicos de Paris.”

Eduardo de Deus disse que levou um toque no braço do espanhol Asier Martínez logo no início da corrida. Ficou em oitavo na série 2, com 13.62 (0.3) e em 21º no geral. “Depois do toque me desequilibrei, fiquei para trás e tentei me recuperar, mas não deu. Acaba perdendo tempo e a prova é curta.”

Nos 110 m com barreiras o ouro ficou com o norte-americano Grant Holloway, com o tempo de 13.03 (1.2). Trey Cunningham, também dos Estados Unidos, conquistou a medalha de prata (13.08), e o espanhol Asier Martinez a de bronze (13.17). A final teve apenas seis atletas, com a queima do norte-americano Dave Allen e a lesão, no aquecimento, do jamaicano Hansle Parchment.

Nas eliminatórias dos 400 m, Tabata Vitorino Carvalho foi 6ª na segunda série com 52.17 e passou para a semifinal por tempo – ficou em 23º, com a penúltima vaga. “Fiz uma corrida razoável, mas tenho muito a melhorar. Agradeço a torcida de todos os brasileiros”, disse Tabata. Tiffani Marinho correu na série 6, a última eliminatória, e fez 52.80, 35ª posição. Na qualificação masculina dos 400 m, Lucas Carvalho ficou em 6º lugar na sexta série, com 47.53, a 38ª posição. 

dungo

Jornalista, corredor e admirador da cidade maravilhosa

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