Brasil em Profundidade: a nova era dos esportes subaquáticos e a liderança da CBES
Um renascimento anunciado
Os esportes subaquáticos vivem um renascimento no Brasil. O reconhecimento institucional da Confederação Brasileira de Esportes Subaquáticos (CBES) pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) marca uma virada histórica: mais governança, mais visibilidade e um plano sustentável de desenvolvimento para modalidades que, até pouco tempo, eram pouco conhecidas do grande público.
À frente desse movimento está o cuiabano Rafael Nolasco — ex-recordista brasileiro de apneia (freediving), instrutor internacional e hoje presidente da CBES — que transformou a experiência como atleta e gestor em uma agenda nacional de excelência, inclusão e projeção internacional.
Do recordista ao estrategista
A trajetória de Nolasco foi construída dentro e fora d’água: atleta de alto rendimento, instrutor de instrutores (AIDA, CMAS e PADI) e juiz internacional. Da vivência prática veio a visão estratégica: criar uma entidade capaz de organizar, regulamentar e expandir os esportes subaquáticos no Brasil com padrão internacional.
Assim nasceu a CBES, hoje única confederação oficialmente reconhecida pela CMAS no Brasil, recolocando o país no mapa global das atividades subaquáticas competitivas e técnicas.
Reconhecimento pelo COB: o ponto de inflexão
A filiação ao Comitê Olímpico do Brasil é tratada como um divisor de águas. O ingresso no sistema olímpico nacional fortalece a governança, amplia o diálogo com o poder público, atrai novos parceiros e abre caminhos para a formação de atletas, técnicos e árbitros.
“A filiação ao COB simboliza maturidade institucional. Estamos fortalecendo nossas modalidades, ampliando oportunidades aos atletas e projetando o Brasil com ainda mais consistência no cenário internacional.” Rafael Nolasco, presidente da CBES.
“Do ponto de vista jurídico-desportivo, a inserção no sistema do COB consolida a autonomia da confederação, amplia a segurança regulatória e fortalece a organização estrutural das competições.” Dra. Renata Falcão, advogada da CBES.
“Este é um grande passo para os esportes subaquáticos no Brasil e para a consolidação da nossa estrutura nacional.” Luís Cláudio Ferreira, vice-presidente da CBES.
Conquista inédita: o primeiro campeonato das modalidades no Brasil
A nova fase já traz frutos concretos. A CBES garantiu a realização do maior campeonato das Américas nas modalidades de apneia (freediving) e natação equipada (finswimming), chancelado pela CMAS Internacional e CMAS América.
Quando: segundo semestre de 2027 — Onde: Rio de Janeiro — Ineditismo: primeira vez na história que o Brasil sedia um evento desta escala nessas modalidades.
A conquista é resultado direto da negociação e da apresentação da proposta brasileira para o Pan-Americano, conduzidas pelo presidente Rafael Nolasco. A articulação realizou o sonho de muitos atletas e reposicionou o país no centro do calendário continental.
O impacto é imediato: reconquista do interesse dos atletas brasileiros, ampliação do calendário, atração de novos talentos e fortalecimento da CBES como referência técnica e institucional no continente.
Diplomacia esportiva em ação: Bordeaux, França
A projeção internacional da CBES avança com a presença do presidente Rafael Nolasco e do diretor de Freediving, Archimedes Garrido, na Assembleia Geral da CMAS, em Bordeaux, na França nesse proximo mês.
Em agenda oficial, reuniões já estão confirmadas com membros do quadro executivo da CMAS e com a presidente Anna Arzhanova, para tratar de: desenvolvimento estratégico dos esportes subaquáticos no Brasil; expansão e integração competitiva na região das Américas; colaboração entre CBES, CMAS América e CMAS Mundial; e fortalecimento do circuito continental com foco em performance, formação e governança.
A presença brasileira não é apenas representação: é influência qualificada nas decisões que moldam o futuro das modalidades.
CMAS e The World Games 2025: finswimming e freediving indoor em evidência
A ascensão global das modalidades subaquáticas ganhou ainda mais força com a inclusão de provas de finswimming e freediving indoor no programa competitivo do The World Games 2025, sob a égide da CMAS.
A participação representou um momento decisivo para a visibilidade internacional, aproximando as modalidades do movimento olímpico e ampliando público, mídia e oportunidades de financiamento. Para o Brasil — que vive sua fase mais estruturada com a CBES — o avanço nos World Games reforça o calendário, eleva a régua técnica e aumenta a interlocução com federações e ligas internacionais.
Pontos de vista — Presidência e Diretoria de Freediving
PRESIDENTE RAFAEL NOLASCO ‘A presença de finswimming e freediving indoor nos World Games valida, diante do mundo, o caminho que estamos perseguindo no Brasil: governança forte, segurança e alto rendimento. É um passo estratégico que inspira nossa base de atletas e abre portas para novos investimentos e parcerias.’
DIRETOR DE FREEDIVING, ARCHIMEDES GARRIDO: “O The World Games acelera a maturidade competitiva do freediving. Em ambiente indoor, com regras padronizadas e métricas objetivas, ganhamos previsibilidade, comparabilidade e valor de transmissão, fundamentos que sustentam a expansão do esporte e nos aproximam do ecossistema olímpico.’
“Com esse impulso, podemos transformar visibilidade em legado: centros de treinamento, capacitação de árbitros e técnicos, além de metas por índice para o ciclo 2026–2030. O Brasil está pronto para dar o próximo salto.”
Rumo ao olímpico? O tema quente entre atletas e dirigentes
Nos fóruns internacionais, um assunto domina as conversas: a possibilidade de o finswimming (natação equipada) e o freediving (apneia) avançarem rumo ao movimento olímpico.
Entre os fatores impulsionadores estão: performance espetacular com alto valor de transmissão; padronização técnica crescente; capacidade de engajar novos públicos; e viabilidade logística em arenas aquáticas já existentes.
Se o processo avançar, o Brasil hoje com governança ativa, calendário robusto e assento à mesa das decisões estará em posição privilegiada para acelerar resultados esportivos e institucionais.
Modalidades sob a guarda da CBES
- Freediving (apneia)
- Finswimming (natação com nadadeiras/equipada)
- Rugby subaquático
- Hockey subaquático
Além do universo competitivo, a CBES atua no mergulho técnico e científico, na formação de instrutores e em comissões esportivas e científicas internacionais.
Pilares: inclusão, transparência e formação
A CBES estrutura sua atuação em princípios que combinam esporte e impacto social: inclusão de homens, mulheres e pessoas com deficiência; transparência institucional e diálogo aberto; formação de qualidade para atletas e instrutores; respeito à legislação esportiva brasileira; integração internacional e intercâmbios técnicos.
Visão 2030: liderança continental
Metas estratégicas em implementação: núcleos regionais em todos os estados; programas em escolas, universidades e centros comunitários; criação de ligas e circuitos regionais; parcerias com clubes e instituições públicas; investimento em marketing e transmissões ao vivo; presença ativa em eventos e fóruns internacionais.
Calendário 2026: a temporada da virada
Campeonato Carioca de Esportes Subaquáticos — Rio de Janeiro — 01/05/2026 (Reconhecimento); 02 e 03/05/2026 (Provas)
Campeonato Brasileiro de Esportes Subaquáticos — São Paulo — 27/08/2026 (Reconhecimento); 28 a 30/08/2026 (Provas)
World Cup – Etapa Internacional — Rio de Janeiro — 19/11/2026 (Reconhecimento); 20 a 22/11/2026 (Provas)
No cenário internacional: Pan-Americano 2027 — Rio de Janeiro; Campeonato Mundial 2028.
Além do esporte: propósito, técnica e orgulho nacional
A CBES não é apenas uma entidade administrativa. É um movimento que une técnica, governança e propósito. Com reconhecimento institucional, planejamento consistente e conquistas inéditas, o Brasil mergulha em uma nova era — profunda, estratégica e sustentável. Uma era em que o fôlego é longo, a profundidade é calculada e o objetivo é claro: colocar o Brasil entre as grandes potências dos esportes subaquáticos no mundo.
