Beatriz Haddad Maia e Danilina são vice-campeãs do Australian Open

Crédito: Divulgação

Beatriz Haddad Maia e Anna Danilina são as vice-campeãs do Australian Open 2022. Disputando a chave de duplas femininas, Bia e Danilina deram trabalho para as líderes do ranking, mas foram superadas por Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova por 6/7(3) 6/4 6/4 e 2h42 de partida. O resultado marcou Bia como a terceira brasileira a disputar uma final de Grand Slam em toda história e a primeira desde 1982.

“Hoje foi um jogo muito duro. As meninas são muito boas, mas acho que fiz um primeiro set impecável. Estava realmente bem em quadra e, por muitos momentos, me senti a melhor. E aí depois baixei meu nível. Parei de me mexer na rede e tudo mais. E quando você está jogando contra as melhores do mundo, você tem que apresentar o seu melhor tênis, e não se encolher. Estar numa quadra grande e contra as melhores do mundo é o momento de chamar o jogo, e hoje eu não senti que fiz isso. Mas mesmo assim eu lutei”, disse a brasileira.

Bia e Danilina conquistaram o título no WTA 500 de Sydney antes de ir para a Austrália. Ao todo, a paulistana é dona três títulos nas duplas, também tendo sido campeã em duas oportunidades no WTA 250 de Bogotá. Somando nove vitórias e apenas uma derrota em três semanas de torneios, Bia revelou que o aprendizado vai ser essencial para a continuação da temporada.

 “Muito feliz mesmo com o que a gente fez nessas três semanas. Pessoalmente, foi uma conquista e um aprendizado muito grande. Pude enfrentar eu mesma, me senti pressionada na maioria dos jogos e isso me fez sacar e devolver em muitos momentos de pressão. Aprendi que não criar expectativa é algo muito importante também. Eu e a Anna vivemos cada momento, cada game e cada ponto. Tenho certeza que foi uma entrega muito grande dos dois lados.”

Após passar por muitos contratempos na carreira, a brasileira está contente com os frutos que vem recolhendo, mas já mirando por mais. “Foi muito duro para mim. Voltei de quatro cirurgias, depois voltei de um ano e três meses parada pelo doping, e aí quando voltei descobri um tumor no dedo após ganhar quatro torneios. Depois passei cinco meses direto fora de casa lutando. Um ano atrás eu estava jogando qualifying de 25 mil na África do Sul e hoje eu estive na Rod Laver jogando contra as número 1 do mundo. Por isso dediquei o título ao meu treinador Rafael Paciaoroni que esteve comigo em todos esses momentos. Nível de tênis eu sei que tenho e apresentei ele nessas semanas, mas tenho que melhorar muita coisa durante este ano”, finalizou a paulistana, lembrando o caminho e a evolução apresentada no último ano.

Beatriz Haddad Maia deve voltar para São Paulo e definir o seu calendário das próximas semanas. A brasileira pretende continuará focada na simples em que é a atual 83 do ranking e quando houver oportunidade tentará jogar duplas com Danilina.

dungo

Jornalista, corredor e admirador da cidade maravilhosa

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